<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252024000200030</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20240050</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O investimento em capital humano: caminho para o desenvolvimento econômico e social]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Francisco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
<xref ref-type="aff" rid="A A"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dellagostin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Odir]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A4 "/>
<xref ref-type="aff" rid="A A"/>
<xref ref-type="aff" rid="AA7"/>
<xref ref-type="aff" rid="A8 "/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade de Brasília Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Ecologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Australian River Institute da Griffith University  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Austrália</country>
</aff>
<aff id="AA3">
<institution><![CDATA[,TWRA no Brasil  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA4">
<institution><![CDATA[,FAPERGS  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA5">
<institution><![CDATA[,Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA6">
<institution><![CDATA[,Comitê Técnico Nacional de Biossegurança  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA7">
<institution><![CDATA[,Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA8">
<institution><![CDATA[,CNPq Conselho Deliberativo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA9">
<institution><![CDATA[,Centro de Gestão e Estudos Estratégicos Conselho de Administração ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2024</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2024</year>
</pub-date>
<volume>76</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>01</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252024000200030&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252024000200030&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252024000200030&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O investimento em capital humano, especialmente na formação de doutores, constitui uma estratégia fundamental para o crescimento econômico e social das nações, desafiando a noção tradicional de riqueza vinculada a commodities. Neste estudo, analisamos o cenário brasileiro por meio de dados sobre investimentos na formação de recursos humanos ao nível de pós-graduação realizados pelas agências de fomento à pesquisa federais e estaduais. Correlacionamos esses dados com informações sobre a produção científica, obtidas da base de dados Scopus. O Brasil apresentou progressos até 2015, porém, desde então, enfrentou uma crise no financiamento à pesquisa e no suporte a estudantes de pós-graduação. Valorizar doutores como ativos essenciais e criar mecanismos eficientes para aproveitar seu potencial é crucial para impulsionar o desenvolvimento econômico e superar a crise de inserção no mercado de trabalho.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pós-Graduação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação Superior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Valoração]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Doutor]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pesquisa Acadêmica]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ENSAIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O investimento em capital humano: caminho para o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Francisco Gon&ccedil;alves J&uacute;nior<sup>I</sup>; Odir Dellagostin<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor no Departamento de Ecologia do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e Licenciado para Per&iacute;odo Sab&aacute;tico no Australian River Institute da Griffith University- Austr&aacute;lia. &Eacute; presidente da TWRA no Brasil    <br>   <sup>II</sup>Diretor-presidente da FAPERGS e Presidente do Conselho Nacional das Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo &agrave; Pesquisa (CONFAP). &Eacute; tamb&eacute;m membro do Comit&ecirc; T&eacute;cnico Nacional de Biosseguran&ccedil;a, do Conselho Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, do Conselho Deliberativo do CNPq e preside o Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O investimento em capital humano, especialmente na forma&ccedil;&atilde;o de doutores, constitui uma estrat&eacute;gia fundamental para o crescimento econ&ocirc;mico e social das na&ccedil;&otilde;es, desafiando a no&ccedil;&atilde;o tradicional de riqueza vinculada a <i>commodities</i>. Neste estudo, analisamos o cen&aacute;rio brasileiro por meio de dados sobre investimentos na forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos ao n&iacute;vel de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o realizados pelas ag&ecirc;ncias de fomento &agrave; pesquisa federais e estaduais. Correlacionamos esses dados com informa&ccedil;&otilde;es sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, obtidas da base de dados Scopus. O Brasil apresentou progressos at&eacute; 2015, por&eacute;m, desde ent&atilde;o, enfrentou uma crise no financiamento &agrave; pesquisa e no suporte a estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Valorizar doutores como ativos essenciais e criar mecanismos eficientes para aproveitar seu potencial &eacute; crucial para impulsionar o desenvolvimento econ&ocirc;mico e superar a crise de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o; Educa&ccedil;&atilde;o Superior; Valora&ccedil;&atilde;o; Doutor; Pesquisa Acad&ecirc;mica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A riqueza de um pa&iacute;s tradicionalmente se associa &agrave; quantidade de <i>commodities</i> agr&iacute;colas e minerais dispon&iacute;veis, bem como &agrave; produ&ccedil;&atilde;o industrial e seus valores agregados no mercado internacional. Esses elementos fornecem uma base para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, como custo-benef&iacute;cio, super&aacute;vit, lucro e balan&ccedil;os financeiros, valorizando os diversos setores da sociedade. No entanto, o sucesso de alguns pa&iacute;ses que carecem de abundantes <i>commodities</i> demonstrara haver outras formas de prosperidade &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O investimento na educa&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento das capacidades intelectuais de seu povo tem levado diversos pa&iacute;ses a serem considerados bem-sucedidos &#91;2&#93;. Al&eacute;m disso, a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidades (ONU) &#91;3&#93; defende que o alcance do desenvolvimento sustent&aacute;vel s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se os pa&iacute;ses atingirem plenamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) 4: Educa&ccedil;&atilde;o de qualidade que "busca assegurar educa&ccedil;&atilde;o de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos". Assim, os valores de bens e servi&ccedil;os dessas na&ccedil;&otilde;es, que se desenvolveram com base no avan&ccedil;o t&eacute;cnico-cient&iacute;fico de seus produtos, s&atilde;o o resultado de um extenso investimento em educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis, desde a pr&eacute;-escola at&eacute; o doutorado. O investimento em ci&ecirc;ncia e tecnologia (C&amp;T) tem permitido um aumento significativo no produto interno bruto (PIB) destes pa&iacute;ses, elevando o n&iacute;vel de desenvolvimento humano (por exemplo, Coreia do Sul e Singapura &#91;1&#93;; e Austr&aacute;lia &#91;4&#93;).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso do Brasil, o investimento em educa&ccedil;&atilde;o &eacute; de aproximadamente 6% de seu PIB (cerca de R$ 600 bilh&otilde;es ou US$ 125 bilh&otilde;es, dados de 2022). Este valor, que em n&uacute;meros absolutos parece muito, n&atilde;o tem sido suficiente para garantir &iacute;ndices satisfat&oacute;rios da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, comparando com outros pa&iacute;ses &#91;5&#93;. Isso levanta quest&otilde;es sobre o entendimento do real valor desse investimento, sugerindo que o pa&iacute;s pode estar subestimando seu potencial e que deveria mudar o seu foco &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, este artigo vem promover uma reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o qualificada da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, com especial &ecirc;nfase na valoriza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos que obt&ecirc;m o t&iacute;tulo de doutor em diferentes &aacute;reas do conhecimento. Esse grupo &eacute; considerado um ativo essencial que n&atilde;o apenas enriquece os aspectos culturais e hist&oacute;ricos da na&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m desempenha um papel fundamental no &acirc;mbito econ&ocirc;mico. Al&eacute;m de alinhar-se com o ODS 4, que busca uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade, investir na capacita&ccedil;&atilde;o e na empregabilidade desses doutores pode facilitar a implementa&ccedil;&atilde;o dos Acordos de Paris e do Acordo Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, oferecendo ao Brasil vias mais acess&iacute;veis para cumprir seus compromissos internacionais relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e ao meio ambiente &#91;7&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, &eacute; importante destacar que comparar pessoas a mercadorias &eacute; moralmente inadequado, pois pensar em indiv&iacute;duos gerando lucro e super&aacute;vit como uma forma de explora&ccedil;&atilde;o evoca traumas hist&oacute;ricos ainda n&atilde;o superados, que causaram grande sofrimento &agrave; humanidade &#91;8&#93;. Ao inv&eacute;s disso, &eacute; fundamental valorizar o investimento de um pa&iacute;s em sua popula&ccedil;&atilde;o, considerando capacidades, conhecimentos e criatividades como par&acirc;metros para avaliar seus recursos humanos &#91;6,9&#93;. Ao fazer essas pondera&ccedil;&otilde;es, gostar&iacute;amos apenas de demonstrar que as capacidades de um povo s&atilde;o verdadeiros ativos financeiros quando respeitados todos os arcabou&ccedil;os &eacute;ticos e morais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo parte da premissa de que, no Brasil, assim como em outros pa&iacute;ses como a Alemanha &#91;10&#93; e os Estados Unidos da Am&eacute;rica &#91;2&#93;, os doutores rec&eacute;m-titulados enfrentam desafios significativos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua valoriza&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Isso ressalta uma situa&ccedil;&atilde;o que tem sido amplamente discutida e que transcende fronteiras, em responder a seguinte quest&atilde;o: como inserir e valorizar uma m&atilde;o de obra t&atilde;o especializada na carreira pretendida sem que sua inser&ccedil;&atilde;o leve anos? Diante disso, nossos objetivos foram: (i) examinar dados governamentais sobre o panorama atual da forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos no &acirc;mbito da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o Brasileira; (ii) promover uma reflex&atilde;o acerca das maneiras de conferir valor a esses recursos humanos e (iii) propor algumas abordagens para gestores tanto governamentais quanto n&atilde;o governamentais, visando &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o da crise relacionada &agrave; inser&ccedil;&atilde;o desses profissionais no mercado de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Forma&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram levantados em setembro de 2023 a partir do Portal GeoCapes. Dados sobre a concess&atilde;o de bolsas de forma&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-doutorado foram obtidos em "Dados Abertos Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior - Capes" e "Dados Abertos Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - CNPq", bem como dados informados pelas Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo &agrave; Pesquisa (FAPs), como resposta ao levantamento anual feito pelo Conselho Nacional de Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo &agrave; Pesquisa (CONFAP), no ano final do ano de 2022.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Investimento em pesquisa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Informa&ccedil;&otilde;es sobre investimentos em pesquisa feitos nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas foram obtidos em <a href="http://dadosabertos.cnpq.br/pt_BR/organization/cnpq" target="_blank">http://dadosabertos.cnpq.br/pt_BR/organization/cnpq</a>, portal de transpar&ecirc;ncia da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em <a href="https://dadosabertos.capes.gov.br/organization/bolsas-e-aux&iacute;lios" target="_blank">https://dadosabertos.capes.gov.br/organization/bolsas-e-auxílios</a>, bem como de informa&ccedil;&otilde;es declaradas pelas FAPs.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Produ&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados de desempenho de pesquisa do Brasil foram obtidos por meio da plataforma SciVal<sup>&reg;</sup> da Elsevier, a qual contabiliza publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas realizadas em peri&oacute;dicos indexados na base de dados Scopus. Dados comparativos da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de diferentes pa&iacute;ses foram obtidos do portal "Scimago Journal &amp; Country Rank".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>C&aacute;lculo do Imposto de Renda </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para base de c&aacute;lculo do Imposto de Renda para Pessoa F&iacute;sica, utilizamos a ferramenta da Receita Federal. Apesar de o sal&aacute;rio modelo proposto neste estudo (R$ 10.000,00) em tese cair na al&iacute;quota de 27,5, o imposto no Brasil &eacute; progressivo por fixas financeiras, cuja al&iacute;quota efetivada em cima do valor alvo &eacute; de 17,19 %, conforme descrito a seguinte na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a30tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O cen&aacute;rio atual </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A titula&ccedil;&atilde;o de doutores no Brasil tem crescido aceleradamente (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Em 1998, o Brasil titulou 3.915 doutores, em todas as &aacute;reas do conhecimento. Com um crescimento m&eacute;dio de 8% ao ano, onde em 2019 o n&uacute;mero de doutores titulados alcan&ccedil;ou 24.422, um aumento de 6,24 vezes em 21 anos. Com a pandemia, o n&uacute;mero de doutores titulados caiu 20% em 2020, comparado com 2019. Em 2021, houve um crescimento de 5% e, em 2022, a taxa de crescimento voltou &agrave; m&eacute;dia do per&iacute;odo anterior &agrave; pandemia, ou seja, 8% sem tendo como base o ano anterior. Mesmo assim, o n&uacute;mero de doutores titulados foi de 22.926, o que &eacute; ainda inferior ao n&uacute;mero de 2019. Embora a rela&ccedil;&atilde;o de doutores titulados por 100 mil habitantes tenha crescido de 4,1 em 1998 para aproximadamente 12 doutores/100 habitantes em 2019 (cerca de tr&ecirc;s vezes), o Brasil ainda forma uma propor&ccedil;&atilde;o muito mais baixa do que a de pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE), de aproximadamente 29 doutores formados por ano para cada 100 mil habitantes &#91;11&#93;. Investir na qualifica&ccedil;&atilde;o de doutores &eacute; essencial para o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s, al&eacute;m de estimular a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas &#91;9&#93;. A China desenvolveu um protagonismo cient&iacute;fico e econ&ocirc;mico nos &uacute;ltimos 40 anos pelos seus investimentos em educa&ccedil;&atilde;o de alta qualidade, sobretudo na forma&ccedil;&atilde;o de doutores, saindo de 19 doutores, em 1983, para 54 mil, em 2005, formados em universidades chinesas &#91;12&#93;. A forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos altamente qualificados &eacute; um fator crucial para o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e para a competitividade no cen&aacute;rio internacional. Portanto, &eacute; imprescind&iacute;vel que o pa&iacute;s incremente seus investimentos e implemente pol&iacute;ticas que incentivem e apoiem a forma&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-graduandos e doutores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, o Brasil ocupa a 14ª posi&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel mundial (total de 1.335.665 publica&ccedil;&otilde;es; Scimago Journal &amp; Country Rank, 2023), com uma contribui&ccedil;&atilde;o que teve um crescimento at&eacute; 2021, chegando a 2,8% da produ&ccedil;&atilde;o mundial &#91;13&#93;. O crescimento, ao longo dos anos, acompanhou fielmente o crescimento dos n&uacute;meros de mestres e doutores titulados. Com a queda de titula&ccedil;&atilde;o na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da pandemia, uma redu&ccedil;&atilde;o no crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica foi observada em 2021 (5% em compara&ccedil;&atilde;o com 7% no ano anterior). Esta retra&ccedil;&atilde;o se acentuou em 2022, resultando em queda na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, fato nunca registrado na hist&oacute;ria recente do Brasil. A queda foi de 7% em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de artigos publicados em 2021. Entre os 50 pa&iacute;ses com maior produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, esta queda s&oacute; foi maior na Ucr&acirc;nia, que chegou a 10%. Cabe lembrar que estamos falando de um pa&iacute;s que al&eacute;m de ter enfrentado a pandemia, est&aacute; tamb&eacute;m em guerra com a R&uacute;ssia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira &eacute; a qualidade, aferida pelo n&uacute;mero m&eacute;dio de cita&ccedil;&otilde;es ponderado por &aacute;rea, que os artigos de autores brasileiros recebem. Dados obtidos do SciVal&reg; revelam que a qualidade continua abaixo da m&eacute;dia mundial, nota-se que o Brasil cai para a 23ª posi&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio mundial, com um &iacute;ndice H = 751 (explica&ccedil;&atilde;o simplificada deste &iacute;ndice ver a sess&atilde;o refer&ecirc;ncia bibliogr&aacute;fica Wikip&eacute;dia &#91;14&#93;). A melhoria na qualidade e no impacto da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; crucial para o reconhecimento internacional e para contribuir efetivamente com o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e o enfrentamento de desafios globais (Lopes <i>et al</i>., 2021). Para alcan&ccedil;ar esse objetivo, &eacute; importante investir em infraestrutura de pesquisa, recursos humanos altamente qualificados, incentivar a colabora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional e internacional, al&eacute;m de promover pol&iacute;ticas que valorizem a excel&ecirc;ncia e a inova&ccedil;&atilde;o na pesquisa. Dessa forma, o Brasil poder&aacute; potencializar sua posi&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio cient&iacute;fico global, tornando-se n&atilde;o apenas um grande produtor de conhecimento, mas tamb&eacute;m um protagonista na solu&ccedil;&atilde;o de problemas e no desenvolvimento de novas tecnologias e abordagens para o benef&iacute;cio da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A raz&atilde;o de publica&ccedil;&atilde;o pelo n&uacute;mero de doutores no Brasil de 2000 (2,85) a 2021 (4,90) teve uma m&eacute;dia de 3,75 artigos por doutor. Apesar de possuir uma elevada produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica per capita por doutor, quando comparado com os pa&iacute;ses da OCDE, ela &eacute; quase 3x menor (m&eacute;dia = 9,48 artigos/doutor &#91;11&#93;). &Eacute; not&aacute;vel que os pa&iacute;ses da OCDE t&ecirc;m direcionado seus esfor&ccedil;os para a&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas que promovam a internacionaliza&ccedil;&atilde;o de suas pesquisas, resultando em &iacute;ndices de qualidade mais elevados. Essa estrat&eacute;gia inclui a cria&ccedil;&atilde;o de redes tem&aacute;ticas que organizam e facilitam a colabora&ccedil;&atilde;o entre cientistas em &acirc;mbito internacional. Atrav&eacute;s dessas redes, os pesquisadores podem estabelecer parcerias com especialistas de outros pa&iacute;ses, compartilhar conhecimentos e participar de estudos de maior relev&acirc;ncia. Lopes <i>et al</i>. (2021) destacou que um ter&ccedil;o das publica&ccedil;&otilde;es brasileiras que est&atilde;o nos 10% do topo do ranking tem colabora&ccedil;&otilde;es com outros pa&iacute;ses. Diante disso, uma das estrat&eacute;gias para o Brasil elevar o n&iacute;vel de sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e aumentar a visibilidade internacional &eacute; o fomento &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o internacional entre pesquisadores e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa. Ao adotar essa abordagem de internacionaliza&ccedil;&atilde;o e estabelecer conex&otilde;es mais s&oacute;lidas com a comunidade cient&iacute;fica global, o Brasil poder&aacute; elevar o impacto e a qualidade de suas pesquisas, contribuindo ainda mais para o progresso da ci&ecirc;ncia e enfrentando desafios importantes ao n&iacute;vel global. Esta perspectiva &eacute; mais facilmente atingida com o fomento na forma&ccedil;&atilde;o de doutores, como o programa doutorado sandu&iacute;che, e se titularem poderem manter seus contatos ativos com os centros de pesquisa em que trabalharam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O alicerce para o progresso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil tem feito um esfor&ccedil;o crescente na forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores formados desde o ano 2000 (17.611 e 5.318, respectivamente) chegando, em 2019, ao pico de 70.071 mestres e 24.422 doutores titulados (acad&ecirc;mico + profissional), com uma taxa de crescimento superior a 6% ao ano. No entanto, a pandemia causou uma redu&ccedil;&atilde;o de 15% dos titulados (mestres e doutores) em 2020 em rela&ccedil;&atilde;o aos n&uacute;meros de 2019, patamar que permaneceu quase inalterado em 2021 e que teve apenas 3% de crescimento em 2022. Essa &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o preocupante, pois o impacto causado pela pandemia est&aacute; resultando tamb&eacute;m na diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de matr&iacute;culas, apontando para uma tend&ecirc;ncia de queda na taxa m&eacute;dia de forma&ccedil;&atilde;o de doutores. A resili&ecirc;ncia do setor acad&ecirc;mico e cient&iacute;fico do Brasil &eacute; muito grande, pois, mesmo em meio a um cen&aacute;rio de desinvestimento, o pa&iacute;s seguiu apresentando crescimento cont&iacute;nuo na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica at&eacute; 2021 (Lopes <i>et al</i>., 2021) &#91;15&#93;. No entanto, esta resili&ecirc;ncia n&atilde;o foi suficiente para manter o crescimento durante a pandemia, e os efeitos nos indicadores cient&iacute;ficos come&ccedil;aram a ser sentidos em 2022 e continuar&atilde;o provavelmente com resultados negativos por mais um ou dois anos. Mais investimentos e estrat&eacute;gias para fixa&ccedil;&atilde;o de jovens doutores, dando condi&ccedil;&otilde;es dignas para poderem seguir produzindo conhecimento e, com isso, seguir contribuindo para o desenvolvimento cient&iacute;fico, econ&ocirc;mico e social do pa&iacute;s, s&atilde;o essenciais neste momento de retomada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que cerca de 31% dos mestres ingressam na forma&ccedil;&atilde;o de doutorado, isso indica que a maior parte desta m&atilde;o de obra qualificada tamb&eacute;m representa um ativo na base para o futuro do sistema cient&iacute;fico brasileiro. Essas evid&ecirc;ncias t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es significativas para os tomadores de decis&atilde;o. A retomada do investimento no sistema cient&iacute;fico pode resultar em uma r&aacute;pida recupera&ccedil;&atilde;o das taxas de crescimento da qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra brasileira. A qualifica&ccedil;&atilde;o dos doutores &eacute; especialmente relevante, uma vez que eles ser&atilde;o respons&aacute;veis pela forma&ccedil;&atilde;o dos futuros cientistas do pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, a qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra brasileira tem impactos diretos em diversos setores, incluindo o mercado de trabalho, a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico e a educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis. Portanto, investir na forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos altamente qualificados &eacute; fundamental para o desenvolvimento e avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A resili&ecirc;ncia do setor acad&ecirc;mico e cient&iacute;fico do Brasil &eacute; muito grande, pois, mesmo em meio a um cen&aacute;rio de desinvestimento, o pa&iacute;s seguiu apresentando crescimento cont&iacute;nuo na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica at&eacute; 2021."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto importante &eacute; o destino dos doutores formados. No caso brasileiro, 68% dos doutores est&atilde;o empregados na educa&ccedil;&atilde;o superior, enquanto este n&uacute;mero na Alemanha &eacute; de 13% &#91;11&#93;. Isso evidencia que no Brasil ainda h&aacute; uma grande depend&ecirc;ncia da iniciativa p&uacute;blica para postos de ocupa&ccedil;&atilde;o desta m&atilde;o de obra. As universidades brasileiras t&ecirc;m historicamente priorizado a forma&ccedil;&atilde;o de docentes e pesquisadores para atuar no ensino superior e na pesquisa acad&ecirc;mica. Como resultado, muitos doutores acabam buscando oportunidades de trabalho em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, como universidades e institutos de pesquisa, onde a contrata&ccedil;&atilde;o &eacute; frequentemente realizada por meio de concursos p&uacute;blicos. Estas vagas se tornaram escassas nos &uacute;ltimos quatro anos, o que levou um aumento forte no desemprego neste setor da sociedade &#91;7&#93;. Portanto, o desafio &eacute; grande, visto que os recursos dos governos s&atilde;o limitados. Nesse sentido, o caminho deve ser constru&iacute;do em muitas dire&ccedil;&otilde;es como: (i) aumento dos postos nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, como cria&ccedil;&atilde;o de vagas para pesquisadores em institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior (IES) p&uacute;blicas; (ii) Incentivos fiscais &agrave;s IES privadas em contratar doutores e aumentarem sua participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica; (iii) Estimular o empreendedorismo para que doutores criem <i>startups</i> vocacionadas a transformar conhecimento e riqueza; (iv) Estimular o setor empresarial a incorporar esses profissionais aos seus quadros funcionais e a investir mais em pesquisa cient&iacute;fica, para com isso acelerar o desenvolvimento tecnol&oacute;gico e a inova&ccedil;&atilde;o de produtos e processos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma alternativa de ocupa&ccedil;&atilde;o dos jovens doutores, mesmo que de forma tempor&aacute;ria, s&atilde;o as bolsas de p&oacute;s-doutorado. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) possui diversas modalidades de bolsa de p&oacute;s-doutorado, incluindo a PDJ (p&oacute;s-doutorado j&uacute;nior), PDS (p&oacute;s-doutorado s&ecirc;nior) e PDI (p&oacute;s-doutorado industrial). A Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) mant&eacute;m o PNPD, Programa Nacional de P&oacute;s-doutorado. O n&uacute;mero de bolsas dispon&iacute;veis no sistema cresceu at&eacute; 2015, alcan&ccedil;ando 9.257 bolsas (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Entre os anos de 2013 e 2015, o n&uacute;mero de bolsas de p&oacute;s-doutorado disponibilizado pelas duas ag&ecirc;ncias era equivalente a aproximadamente 50% dos doutores titulados. Pode-se considerar este patamar como adequado e importante para permitir que jovens doutores continuem produzindo cientificamente, enquanto buscam uma posi&ccedil;&atilde;o permanente. O problema &eacute; que a crise econ&ocirc;mica que se acentuou a partir de 2015 e as pol&iacute;ticas implementadas pelas ag&ecirc;ncias de fomento levaram a uma redu&ccedil;&atilde;o significativa e progressiva no n&uacute;mero de bolsas de p&oacute;s-doutorado, ao mesmo tempo em que o n&uacute;mero de titulados crescia. Em 2022, o n&uacute;mero de bolsas dispon&iacute;veis foi equivalente a 20% do n&uacute;mero de doutores titulados, mostrando a necessidade urgente de recomposi&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de bolsas de p&oacute;s-doutorado.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A baixa absor&ccedil;&atilde;o de doutores pelo setor empresarial no Brasil pode ter diversas causas, como a falta de incentivos e investimentos em pesquisa por parte do setor privado, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e da pesquisa no pa&iacute;s, bem como a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que estimulem a absor&ccedil;&atilde;o desses profissionais pelo mercado de trabalho em diferentes setores da sociedade. Al&eacute;m disso, &eacute; importante ressaltar que os desafios enfrentados pelos doutores brasileiros no mercado de trabalho n&atilde;o se limitam &agrave; escassez de vagas (12x menor que a m&eacute;dia global &#91;7&#93;) e &agrave; desqualifica&ccedil;&atilde;o para determinadas posi&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m podem incluir quest&otilde;es salariais, falta de reconhecimento, dificuldades na obten&ccedil;&atilde;o de recursos para pesquisa e outras adversidades. S&atilde;o necess&aacute;rias medidas para incentivar o setor privado a absorver esses profissionais altamente qualificados, promover o investimento em ci&ecirc;ncia e tecnologia, estimular a inova&ccedil;&atilde;o e a pesquisa aplicada, al&eacute;m de fomentar pol&iacute;ticas que possibilitem a diversifica&ccedil;&atilde;o das oportunidades de trabalho para os doutores brasileiros. Isso pode contribuir para uma maior integra&ccedil;&atilde;o desses profissionais no mercado de trabalho e para o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s como umtodo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o Brasil conte com um sistema de forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos altamente qualificado, reconhecido internacionalmente pelos resultados alcan&ccedil;ados, as pol&iacute;ticas governamentais ainda n&atilde;o conseguiram criar um mecanismo eficiente e &aacute;gil para aproveitar todo esse potencial &#91;15&#93;. A educa&ccedil;&atilde;o superior proporciona oportunidades de empregos duradores &#91;11&#93;. Segundo essa organiza&ccedil;&atilde;o, as taxas m&eacute;dias de emprego s&atilde;o de 84%, 88% e 92% para graduados, mestres e doutores, respectivamente, mas h&aacute; um desvio desses n&uacute;meros no Brasil (86% para graduados, 73% para mestres e 83% para doutores). Os dados da OCDE tamb&eacute;m indicam sal&aacute;rios maiores (44% para graduados e 91% mestre e doutores quando comparado com o ensino m&eacute;dio) &#91;11&#93;. Como resultado deste mecanismo desfavor&aacute;vel no Brasil (menores possibilidades de emprego e menores sal&aacute;rios), muitos desses cidad&atilde;os brasileiros qualificados procuram oportunidades fora do pa&iacute;s &#91;9&#93;, enquanto outros trabalham em atividades que n&atilde;o exigem a forma&ccedil;&atilde;o qualificada, e uma parcela significativa encontra-se desempregada &#91;7&#93;. Essa incompatibilidade entre o mercado de trabalho e esses profissionais representa um preju&iacute;zo econ&ocirc;mico, devido a todo investimento realizado, e no desenvolvimento do pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"Embora o Brasil conte com um sistema de forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos altamente qualificado, reconhecido internacionalmente pelos resultados alcan&ccedil;ados, as pol&iacute;ticas governamentais ainda n&atilde;o conseguiram criar um mecanismo eficiente e &aacute;gil para aproveitar todo esse potencial."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O investimento brasileiro no setor acad&ecirc;mico atingiu seu &aacute;pice em torno de R$ 5 bilh&otilde;es em 2014, mas desde ent&atilde;o teve um decl&iacute;nio significativo &#91;7,16&#93; (Lopes <i>et al</i>., 2021), culminando em uma perda de mais de 300% dos recursos destinados &agrave; ci&ecirc;ncia em 2022. Al&eacute;m disso, boa parte deste recurso &eacute; investido na forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores. Por&eacute;m, com a falta de oportunidades, como mencionado anteriormente, muitos buscam oportunidades em pa&iacute;ses desenvolvidos, onde podem aplicar seus conhecimentos e contribuir para suas economias &#91;9&#93;, sem que o Brasil desfrute plenamente dos benef&iacute;cios desses profissionais capacitados. A falta de uma pol&iacute;tica deve ser considerada um equ&iacute;voco, n&atilde;o no sentido de investir na forma&ccedil;&atilde;o, mas pela falta de uma pol&iacute;tica eficaz para a absor&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o dessa m&atilde;o de obra qualificada em solo nacional. Muitos pa&iacute;ses, como Coreia do Sul, Singapura e Taiwan, criaram pol&iacute;ticas agressivas e bem-sucedidas para reten&ccedil;&atilde;o desta m&atilde;o de obra, como melhores sal&aacute;rios, infraestrutura, vincula&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica dupla, no pr&oacute;prio pa&iacute;s e no exterior, aumento do n&uacute;mero de vagas &#91;12&#93;. Para alcan&ccedil;ar um desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico sustent&aacute;vel, &eacute; essencial buscar formas de incentivar a perman&ecirc;ncia desses talentos no pa&iacute;s, proporcionando oportunidades de pesquisa e desenvolvimento em institui&ccedil;&otilde;es brasileiras e fortalecendo o ambiente cient&iacute;fico como um todo &#91;7,17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante dessa realidade, &eacute; pertinente pensar em um programa similar ao "Programa Mais M&eacute;dicos", por&eacute;m voltado para valoriza&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de professores ou doutores em &aacute;reas carentes do pa&iacute;s. Essa iniciativa poderia utilizar o investimento j&aacute; realizado no pa&iacute;s, buscando trazer esses profissionais para o espa&ccedil;o produtivo e transformador da sociedade brasileira. Ao suprir a car&ecirc;ncia de profissionais qualificados nessas &aacute;reas remotas e desfavorecidas, esse programa poderia promover uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade e contribuir para o desenvolvimento dessas regi&otilde;es, reduzindo as desigualdades educacionais e impulsionando o progresso do Brasil como um todo. Para alcan&ccedil;ar esse objetivo, seria fundamental oferecer incentivos atrativos, criar um plano de carreira s&oacute;lido, proporcionar infraestrutura adequada e promover o envolvimento da comunidade local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O desequil&iacute;brio regional brasileiro</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e cient&iacute;fica no Brasil apresenta uma significativa disparidade regional (<a href="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig03.jpg">Figura 3a</a>). O Sudeste concentra cerca de 52,8% da produ&ccedil;&atilde;o total do pa&iacute;s, com S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais representando conjuntamente 51,4% dessa parcela. Essa concentra&ccedil;&atilde;o indica uma distor&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao Estado do Esp&iacute;rito Santo. A regi&atilde;o Sul &eacute; a segunda com maior produ&ccedil;&atilde;o, contribuindo com 18,6% dos artigos cient&iacute;ficos do Brasil, com um equil&iacute;brio entre os tr&ecirc;s estados. A regi&atilde;o Nordeste &eacute; respons&aacute;vel por 16,1% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, com alguns estados com maior produ&ccedil;&atilde;o, como Pernambuco, Bahia, Cear&aacute;, Para&iacute;ba e Rio Grande do Norte, enquanto outros menos como Maranh&atilde;o, Sergipe, Alagoas e Piau&iacute;. No Centro-Oeste, a produ&ccedil;&atilde;o representa 8,7%, sendo que metade dela prov&eacute;m do Distrito Federal. O cen&aacute;rio mais desafiador &eacute; na regi&atilde;o Norte, com apenas 3,9% da produ&ccedil;&atilde;o, destacando-se o Par&aacute; e o Amazonas, enquanto Tocantins, Amap&aacute;, Acre, Rond&ocirc;nia e Roraima requerem aten&ccedil;&atilde;o especial para impulsionar sua contribui&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. &Eacute; crucial promover pol&iacute;ticas e investimentos em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s para reduzir as desigualdades e incentivar o progresso cient&iacute;fico em todo o Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos revelaram um aspecto interessante relacionado &agrave; produtividade cient&iacute;fica, ou seja, o n&uacute;mero de artigos publicados por 100 mil habitantes (<a href="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig03.jpg">Figura 3b</a>). A unidade da federa&ccedil;&atilde;o com maior produtividade &eacute; o Distrito Federal (20 artigos por 100 mil habitantes), por&eacute;m, como a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de todas as unidades da Embrapa &eacute; contabilizada para o Distrito Federal, esses n&uacute;meros n&atilde;o podem ser considerados. Entre os estados, o Rio Grande do Sul possui a melhor produtividade, com 9,1 artigos por 100 mil habitantes. &Eacute; importante destacar que essa disparidade tamb&eacute;m foi observada em um estudo sobre o ensino superior realizado pela consultoria legislativa Gilioli e Gomes &#91;16&#93;. No entanto, um ponto preocupante observado nos dados &eacute; a baixa produtividade cient&iacute;fica nas regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste. Essa falta de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica s&oacute;lida pode se tornar um obst&aacute;culo para alcan&ccedil;ar um desenvolvimento sustent&aacute;vel nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, caso n&atilde;o seja devidamente abordada. Portanto, &eacute; essencial investir em pesquisas, coleta de dados e informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que sustentem pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de desenvolvimento respons&aacute;veis em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s. Somente assim ser&aacute; poss&iacute;vel garantir um futuro sustent&aacute;vel, aproveitando o potencial produtivo e preservando os valiosos recursos naturais dessas regi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o per&iacute;odo de 22 anos analisado, observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o significativa da depend&ecirc;ncia dos dois principais Estados em compara&ccedil;&atilde;o com os demais. Em 2000, 60% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica era gerada em S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, embora a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tenha continuado a crescer nesses estados, esse crescimento n&atilde;o foi t&atilde;o not&aacute;vel quanto nas demais unidades da federa&ccedil;&atilde;o. Atualmente, 60% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica ocorre fora de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, representando uma invers&atilde;o significativa nos percentuais (<a href="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig03.jpg">Figura 3</a>). Portanto, verifica-se uma desconcentra&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, o que &eacute; um desenvolvimento muito positivo. No entanto, a regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica, vital para a soberania brasileira e de interesse internacional, ainda contribui com uma parcela reduzida da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional. Investimentos adicionais na forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores, bem como na reten&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-doutores, s&atilde;o uma necessidade evidente nessa regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma medida essencial para promover o desenvolvimento cient&iacute;fico e socioecon&ocirc;mico em regi&otilde;es carentes &eacute; aprimorar a distribui&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra qualificada. Nesse sentido, o governo deve assumir um papel central no processo, buscando solu&ccedil;&otilde;es para a absor&ccedil;&atilde;o eficiente de profissionais altamente qualificados formados no pa&iacute;s. Uma das principais lacunas no sistema cient&iacute;fico brasileiro reside na falta de controle governamental sobre essa distribui&ccedil;&atilde;o. Para enfrentar esse desafio, refor&ccedil;amos a fala anterior, em que sugerimos um programa similar ao "Programa Mais M&eacute;dicos", que destine recursos p&uacute;blicos para a ampla distribui&ccedil;&atilde;o de profissionais altamente qualificados em &aacute;reas menos privilegiadas. Esse programa abrangeria recursos humanos qualificados para fortalecer a pesquisa acad&ecirc;mica e o ensino m&eacute;dio brasileiro. Para assegurar o sucesso dessa iniciativa, seria fundamental estabelecer parcerias com universidades e o terceiro setor, a fim de criar mais institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa tem&aacute;ticas e garantir a infraestrutura necess&aacute;ria nas regi&otilde;es contempladas. Al&eacute;m disso, a avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e o adequado financiamento seriam essenciais para sustentar o programa ao longo do tempo. Com isso, a distribui&ccedil;&atilde;o mais equitativa da m&atilde;o de obra qualificada pode se tornar um fator-chave para impulsionar o desenvolvimento regional e elevar a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quanto custa formar um doutor?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas pondera&ccedil;&otilde;es e premissas precisaram ser estabelecidas para este c&aacute;lculo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">I- A necessidade de valorar em uma unidade monet&aacute;ria est&aacute;vel temporalmente e de ampla utiliza&ccedil;&atilde;o. Assim, escolhemos dolarizar os valores, porque poder&aacute; ficar com uma perspectiva para discuss&otilde;es futuras, inclusive para ser utilizado como par&acirc;metro em outros pa&iacute;ses. O valor convers&atilde;o de US$ 1,00 para R$ 5,58* foi usada em 13/10/20 para representar os valores propostos no artigo publicado em 13 de outubro de 2020 por Prof. Dagoberto Alves de Almeida. Por&eacute;m, aqui o valor usado ser&aacute; de R$ 4,92**, pela taxa de c&acirc;mbio em 4/9/23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">II- O custo operacional na forma&ccedil;&atilde;o de um doutor vem desde a sua gradua&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o temos o n&uacute;mero preciso daqueles que fizeram a gradua&ccedil;&atilde;o em institui&ccedil;&atilde;o privada. De qualquer forma, este valor total recebe um incentivo p&uacute;blico na restitui&ccedil;&atilde;o do imposto de renda familiar. Assim, h&aacute; subs&iacute;dios p&uacute;blicos diretos e indiretos. Assumiremos neste c&aacute;lculo o cen&aacute;rio p&uacute;blico que &eacute; o custo desde a gradua&ccedil;&atilde;o. Os custos operacionais de um estudante na gradua&ccedil;&atilde;o em universidade p&uacute;blica &eacute; cerca de US$ 6.321,78/ano (R$ 35.275,56/ano ou R$ 2.939,63 ao m&ecirc;s &#91;18&#93;). Al&eacute;m disso, vale ressaltar que os valores encontrados na consultoria legislativa realizada por Giglioli e Gomes (2016) &#91;16&#93; s&atilde;o similares aos apresentados por Almeida (2020) &#91;18&#93;. Ao atualizar este valor pela infla&ccedil;&atilde;o at&eacute; junho de 2023, cujo &iacute;ndice foi de 23,52%, o custo estimado por m&ecirc;s seria R$ 3.631,06/m&ecirc;s ou R$ 43.572,72/ano ou **US$ 8.856,24/ano, considerando um curso m&eacute;dio de quatro anos, o custo total seria de US$ 35.424,96 por aluno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">III- Considerando que a maioria dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil pertencem a institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, o valor dos custos operacionais dos estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na infraestrutura das universidades p&uacute;blicas &eacute;, no m&iacute;nimo, o do estudante de Gradua&ccedil;&atilde;o. Assim, ser&aacute; considerado ent&atilde;o para fins destes c&aacute;lculos os cursos de mestrado mais o de doutorado. Por tanto, o valor a ser considerado &eacute; US$ 8.856,24/ano multiplicado por seis anos at&eacute; a titula&ccedil;&atilde;o para o doutor, perfazendo um custo total de US$ 53.137,44.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IV- Al&eacute;m de toda a infraestrutura universit&aacute;ria, se este doutor ao longo de sua forma&ccedil;&atilde;o recebe bolsas de pesquisa (Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica por dois anos, Mestrado por dois anos e Doutorado por quatro anos de bolsa, valores 2023) cujo valor total aproximado seria de **US$ 43.902,44. Al&eacute;m disso, as pesquisas realizadas em cada um desses n&iacute;veis de forma&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m custos. Neste exerc&iacute;cio, consideraremos um custo m&eacute;dio de US$ 10.000,00 para gastos com as pesquisas durante toda a forma&ccedil;&atilde;o. Conv&eacute;m ponderar neste caso que existem pesquisas muito mais dispendiosas nas &aacute;reas tecnol&oacute;gicas e da sa&uacute;de, por outro lado, nas humanas os custos s&atilde;o mais baixos. Assim, decidiu-se colocar este valor apenas para parametrizar e valorar de forma conservadora e barata.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao final de 10 anos, tempo esperado na forma&ccedil;&atilde;o de um doutor no Brasil, considerando que a maioria dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o de quatro anos, o custo m&eacute;dio gasto pelo Brasil nesta forma&ccedil;&atilde;o plena &eacute; de **US$ 142.464,84 ou R$ 700.927,01.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que o Brasil formou, em 2022, 20.683 doutores, qual seria o valor desperdi&ccedil;ado com o desemprego em 2023 dos formados no ano de 2022? A taxa de desemprego em abril de 2023 foi consolidada em 8,8%. Sabe-se que h&aacute; uma taxa ainda maior neste n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o &#91;7&#93;, por&eacute;m neste exerc&iacute;cio vamos utilizar a taxa oficial. Assim, ter&iacute;amos 1.820 doutores diretamente desempregados, sem qualquer renda. Este desemprego custa ao pa&iacute;s, em 2023, o desperd&iacute;cio de US$ 259.286.009,00 ou R$ 1,28 bilh&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a30fig04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gasto excessivo ou investimento?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante desse cen&aacute;rio, seria recomend&aacute;vel eliminar os investimentos na P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o? Seriam esses investimentos excessivamente vultuosos para um pa&iacute;s com tantos problemas estruturais? A resposta &eacute; n&atilde;o. Provavelmente, &eacute; neste sistema que garantimos a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento brasileiro, patentes etc. Al&eacute;m disso, este sistema garante a troca sem perda de qualidade dos futuros formadores de opini&atilde;o e pensadores do pa&iacute;s, al&eacute;m da evolu&ccedil;&atilde;o da qualifica&ccedil;&atilde;o. Esses profissionais est&atilde;o subutilizados no sistema educacional brasileiro, onde poderiam trazer in&uacute;meras contribui&ccedil;&otilde;es para o futuro da sociedade. S&atilde;o profissionais t&atilde;o vers&aacute;teis que poderiam atuar em todos os setores estrat&eacute;gicos brasileiros. Al&eacute;m disso, possuem excelente comunica&ccedil;&atilde;o com o exterior e os principais centros de pesquisas globais, possuindo, assim, capacidade para atuar em conjunto com a diplomacia brasileira. Existem muitos caminhos para esta m&atilde;o de obra qualificada, a qual necessita de pol&iacute;ticas urgentes visando ao seu aproveitamento. Vale se lembrar ainda de que os pa&iacute;ses da a&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) t&ecirc;m em m&eacute;dia 3x mais doutores que o Brasil por 100 mil habitantes. Esta equival&ecirc;ncia num&eacute;rica poderia ser alcan&ccedil;ada facilmente em poucos anos se houvesse uma pol&iacute;tica de investimento na forma&ccedil;&atilde;o, mas principalmente na capacidade de absorver esta m&atilde;o de obra com valora&ccedil;&atilde;o adequada de seus servi&ccedil;os, porque temos capacidade instalada no sistema de ensino superior brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise do investimento em educa&ccedil;&atilde;o ou forma&ccedil;&atilde;o profissional pode ser realizada considerando o retorno ao longo do tempo. Por exemplo, ao investir aproximadamente US$ 142.464,84 na forma&ccedil;&atilde;o de um doutor, &eacute; poss&iacute;vel questionar quanto tempo seria necess&aacute;rio para recuperar esse investimento para os cofres p&uacute;blicos. Uma abordagem r&aacute;pida seria por meio do pagamento de impostos. Um profissional com essa forma&ccedil;&atilde;o poderia receber, em m&eacute;dia, um sal&aacute;rio de aproximadamente US$ 2.000,00 (ou cerca de R$ 10.000,00). Como exerc&iacute;cio, consideremos o imposto de renda, que para essa faixa salarial chega a 27,5%. Dessa forma, um doutor contribuiria com aproximadamente US$ 419,81 por m&ecirc;s ou US$ 5.037,84 por ano. Nesse cen&aacute;rio, o investimento se pagaria em aproximadamente 28 anos. Ao considerar que os profissionais se aposentam atualmente no Brasil com 35 anos de carreira, os sete anos subsequentes de trabalho poderiam resultar em um lucro ou super&aacute;vit para o pa&iacute;s. Al&eacute;m do retorno financeiro direto, profissionais altamente qualificados podem contribuir para pesquisa, inova&ccedil;&atilde;o e avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, gerando benef&iacute;cios adicionais para a sociedade, como o desenvolvimento de novos produtos e patentes. O investimento em educa&ccedil;&atilde;o deve ser considerado n&atilde;o apenas como um gasto, mas como um elemento fundamental para o desenvolvimento e crescimento de uma na&ccedil;&atilde;o, com efeitos positivos a longo prazo &#91;1,2,5,11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O investimento na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais altamente qualificados, como doutores, pode ser considerado um poderoso ativo financeiro para um pa&iacute;s em desenvolvimento, como o Brasil. Ao oferecer sal&aacute;rios mais elevados e fomentar a produtividade, esses profissionais se tornam agentes de efici&ecirc;ncia e solu&ccedil;&otilde;es para diversos setores da sociedade. Al&eacute;m disso, sua pesquisa e trabalho resultam em produtos, servi&ccedil;os e inova&ccedil;&otilde;es que se convertem em ativos financeiros e contribuem para o crescimento econ&ocirc;mico &#91;4,11&#93;. Nesse sentido, o investimento em doutores &eacute; fundamental para impulsionar o desenvolvimento sustent&aacute;vel e enfrentar os desafios globais de sustentabilidade do planeta, consolidando o Brasil como um ator relevante na comunidade internacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As sugest&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1- O desequil&iacute;brio na distribui&ccedil;&atilde;o de doutores no Brasil &eacute; evidente, com a concentra&ccedil;&atilde;o desses profissionais em regi&otilde;es mais desenvolvidas e centros urbanos, prejudicando o avan&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico em outras &aacute;reas do pa&iacute;s. Para reverter essa situa&ccedil;&atilde;o, sugere-se aumentar a propor&ccedil;&atilde;o de investimento em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas regi&otilde;es Norte, Centro-Oeste (exceto Distrito Federal) e Nordeste, oferecendo vagas e incentivos para atrair doutores qualificados. Com essa estrat&eacute;gia, espera-se um r&aacute;pido efeito na absor&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra nessas regi&otilde;es, promovendo seu desenvolvimento. Adicionalmente, os polos cient&iacute;ficos j&aacute; estabelecidos seriam beneficiados, pois desempenhariam um papel fundamental na forma&ccedil;&atilde;o desses profissionais durante, pelo menos, mais uma d&eacute;cada. &Eacute; fundamental que essa abordagem seja cuidadosamente planejada e implementada para garantir a equidade e sustentabilidade do desenvolvimento cient&iacute;fico em todo o pa&iacute;s.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"O sistema acad&ecirc;mico brasileiro &eacute; reconhecido por sua compet&ecirc;ncia e criatividade. &Eacute; poss&iacute;vel transformar o que foi constru&iacute;do em um ativo financeiro, promovendo uma melhor distribui&ccedil;&atilde;o de renda e qualidade de vida no pa&iacute;s."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2- Uma sugest&atilde;o para melhorar a qualidade do ensino m&eacute;dio brasileiro &eacute; a incorpora&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-graduandos, principalmente mestres (70% dos quais n&atilde;o seguem para o n&iacute;vel de doutorado), como professores do sistema p&uacute;blico de ensino, oferecendo sal&aacute;rios atrativos. Essa melhora na qualifica&ccedil;&atilde;o dos docentes pode incrementar a qualidade no ensino m&eacute;dio, assim como aconteceu nas escolas t&eacute;cnicas brasileiras, conhecidas por seus excelentes &iacute;ndices de desempenho devido a professores mais capacitados. A amplia&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio profissionalizante tamb&eacute;m pode ser uma medida eficaz para atrair e estimular os jovens brasileiros. Ao adotar essas possibilidades, o Brasil tem a chance de alcan&ccedil;ar padr&otilde;es educacionais equipar&aacute;veis aos pa&iacute;ses membros da OCDE, preencher a demanda por m&atilde;o de obra especializada e impulsionar o sistema educacional como um todo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3- A ideia de Parceria-P&uacute;blico-Privada (PPP) para a ci&ecirc;ncia &eacute; interessante e pode ser uma alternativa para enfrentar os desafios e limita&ccedil;&otilde;es enfrentados pelas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa no Brasil e em outros lugares &#91;5&#93;. A ci&ecirc;ncia desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade e na solu&ccedil;&atilde;o de problemas, e parcerias que unem o setor p&uacute;blico e privado podem ser uma forma eficaz de impulsionar a inova&ccedil;&atilde;o, aumentar a empregabilidade de profissionais altamente qualificados e promover o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Sabe-se tamb&eacute;m que o sistema p&uacute;blico (universidades p&uacute;blicas e institutos de pesquisas) est&aacute; exaurido e, mesmo que ocupe a m&atilde;o de obra agora dispon&iacute;vel no mercado, ser&aacute; exaurido ao longo do tempo, conforme j&aacute; demonstrado nos pa&iacute;ses desenvolvidos &#91;10&#93;. A colabora&ccedil;&atilde;o entre o setor p&uacute;blico e privado permite que recursos financeiros, tecnol&oacute;gicos e humanos sejam combinados, maximizando o impacto das iniciativas de pesquisa e desenvolvimento. Ao trazer financiamento privado para projetos cient&iacute;ficos, pode-se superar a escassez de recursos p&uacute;blicos e impulsionar a execu&ccedil;&atilde;o de projetos de longo prazo. Um dos grandes problemas das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas &eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal, execu&ccedil;&atilde;o de or&ccedil;amento e as leis que regulam esses processos. No entanto, as modifica&ccedil;&otilde;es nas legisla&ccedil;&otilde;es (Marco legal de Ci&ecirc;ncia e inova&ccedil;&atilde;o e Leis trabalhistas) agora permitem que essas parcerias possam empregar e produzir ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um exemplo funcional &eacute; um dos projetos aprovados pela <i>Tropical Water Research Aliance</i>-TWRA (<a href="http://www.thetwra.org" target="_blank">www.thetwra.org</a>) juntamente com o minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional (MIDR). O MIDR prospectou propostas do terceiro setor para solu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Propostas selecionadas foram apresentadas pelo MIDR ao mercado produtivo para angariar financiamento. A TWRA teve proposta selecionada e de interesse do Banco Ita&uacute; que financiou o projeto realizado na regi&atilde;o do m&eacute;dio Araguaia, cora&ccedil;&atilde;o do Brasil, que tem levado uma proposta de desenvolvimento sustent&aacute;vel para uma regi&atilde;o carente. Este projeto conseguiu empregar mais de 20 mestres e doutores diretamente, sendo assim uma demonstra&ccedil;&atilde;o clara dos benef&iacute;cios potenciais dessa parceria p&uacute;blico-privada - PPP. Se essas iniciativas se multiplicassem e fossem incentivadas pelos governos por meio de programas de longo prazo, isso permitiria uma maior empregabilidade e uma fixa&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil desses profissionais nessas regi&otilde;es. Apesar de alguns desafios iniciais, essa parceria possibilitou a apresenta&ccedil;&atilde;o de um novo sistema de fomento &agrave; pesquisa nos Estados, o que acabou despertando na Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Goi&aacute;s (FAPEG) o interesse de conhecer o trabalho. Isso levou ao interesse institucional, que decidiu manter o desenvolvimento dessa a&ccedil;&atilde;o no Rio Araguaia no Estado de Goi&aacute;s, revelando a efic&aacute;cia do modelo de PPP. Esse exemplo refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de parcerias como essa, estimuladas pelo poder p&uacute;blico, para atrair iniciativas do setor privado, promovendo a confian&ccedil;a, transpar&ecirc;ncia e adequada aplica&ccedil;&atilde;o do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Tais iniciativas impulsionam a pesquisa, a inova&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento sustent&aacute;vel, beneficiando a sociedade amplamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conclu&iacute;mos, neste artigo, que &eacute; imperativo agir com urg&ecirc;ncia e que, se devidamente organizado, esse empenho pode gerar resultados imediatos em todas as esferas governamentais. O sistema acad&ecirc;mico brasileiro &eacute; reconhecido por sua compet&ecirc;ncia e criatividade. &Eacute; poss&iacute;vel transformar o que foi constru&iacute;do em um ativo financeiro, promovendo uma melhor distribui&ccedil;&atilde;o de renda e qualidade de vida no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, esse processo pode servir como exemplo de como converter um desafio em uma solu&ccedil;&atilde;o para construir uma na&ccedil;&atilde;o mais justa e pr&oacute;spera.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. RITCHIE, B. K. <i>Foreign direct investment and intellectual capital formation in Southeast Asia - n&ordm; 194</i>. Paris: OECD Development Centre, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. SARRICO, C. S. Doctoral education: preparing students for diverse careers. <i>University World News</i>: the global window on higher education, London, 27 May 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. NA&Ccedil;&Otilde;ES UNIDAS BRASIL (ONU BR). Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. <i>ONU BR</i>, Bras&iacute;lia, 15 set. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. HURLEY, P.; VAN DYKE, N. <i>Australian investment in education</i>: higher education. Melbourne: Mitchell Institute, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. SILVEIRA, L. C. T. Widening access to higher education for low-income students: a Brazilian case study (1990s-2016). <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, Rio de Janeiro, v. 23, p. e230023, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. MALBOUISSON, C.; TIRYAKI, G. F.; FERREIRA, V.; MENDES, V. O ensino superior p&uacute;blico deve ser gratuito? Algumas considera&ccedil;&otilde;es preliminares. <i>Radar</i>, Bras&iacute;lia, v. 49, p. 1-25, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. GUEDES, T. B.; DINIZ-FILHO, J. A. F.; DIELE-VIEGAS, L. M.; TONINI, J. F. R.; ANTONELLI, A. Invest in early-career researchers in Brazil. <i>Science</i>, New York, v. 379, n. 6631, p. 448, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. LASANA, T. H.; LEE, V. K.; CAPESTANY, B. H.; COHEN, A. O. Assigning economic value to people results in dehumanization brain response. <i>Journal of Neuroscience, Psychology, and Economics</i>, v. 7, n. 3, p. 151-163, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. WOOLSTON, C. How to take the lead in your career. <i>Nature</i>, London, v. 592, p. 151-153, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. LIVERPOOL, L. Researchers in Germany protest proposed postdoc rule change. <i>Nature</i>, London, v. 616, p. 15, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O PARA A COOPERA&Ccedil;&Atilde;O E DESENVOLVIMENTO ECON&Ocirc;MICO (OCDE). <i>Education at a Glance 2019</i>: OECD Indicators. Paris: OECD Publishing, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. MARGINSON, S.; VAN DER WENDE, M. <i>Globalisation and Higher Education</i>. OECD Education Working Papers n&ordm; 8. Paris: OECD Publishing, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. FUNDA&Ccedil;&Atilde;O DE AMPARO &Agrave; PESQUISA DO ESTADO DE S&Atilde;O PAULO (FAPESP). Retra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em 2022. <i>Pesquisa FAPESP</i>, S&atilde;o Paulo, v. 330, p. 41, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. WIKIP&Eacute;DIA. &Iacute;ndice h. <i>Wikip&eacute;dia</i>: a enciclop&eacute;dia livre, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. DINIZ-FILHO, J. A. F. A Ci&ecirc;ncia voltou... <i>Ci&ecirc;ncia, Universidade e outras ideias</i>, 29 jul. 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. GILIOLI, R. S. P.; GOMES, A. V. A. <i>Educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e superior p&uacute;blicas</i>: custos e perfil discente. Consultoria Legislativa. Bras&iacute;lia: C&acirc;mara dos Deputados, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. SOARES, B. E.; H&Ouml;RMANSEDER, B.; FONTES-DUTRA, M.; BELLO, M.; OLIVEIRA, W.; DIELE-VIEGAS, L. M. Lula's third mandate reignites hope in Brazilian early-career researchers. <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</i>, Rio de Janeiro, v. 95, p. e20230090, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. ALMEIDA, D. A. Educa&ccedil;&atilde;o e progresso: nossas universidades p&uacute;blicas s&atilde;o caras e pouco retornam &agrave; sociedade? <i>Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Dirigentes das Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior</i> - ANDIFES, Bras&iacute;lia, 14 out. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. GRUPO WEB OF SCIENCE. <i>A pesquisa no Brasil</i>: promovendo a excel&ecirc;ncia. An&aacute;lise preparada para a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior - Capes. Bras&iacute;lia: Capes, 2019.    </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RITCHIE]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Foreign direct investment and intellectual capital formation in Southeast Asia - nº 194]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OECD Development Centre]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SARRICO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Doctoral education: preparing students for diverse careers]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University World News: the global window on higher education]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>NAÇÕES UNIDAS BRASIL</collab>
<source><![CDATA[Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ONU BR]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HURLEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VAN DYKE]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Australian investment in education: higher education]]></source>
<year>2020</year>
<publisher-loc><![CDATA[Melbourne ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mitchell Institute]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SILVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. C. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Widening access to higher education for low-income students: a Brazilian case study (1990s-2016)]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação]]></source>
<year>2018</year>
<volume>23</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MALBOUISSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TIRYAKI]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MENDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O ensino superior público deve ser gratuito? Algumas considerações preliminares]]></article-title>
<source><![CDATA[Radar]]></source>
<year>2017</year>
<volume>49</volume>
<page-range>1-25</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUEDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DINIZ-FILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIELE-VIEGAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TONINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ANTONELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Invest in early-career researchers in Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Science]]></source>
<year>2023</year>
<volume>379</volume>
<numero>6631</numero>
<issue>6631</issue>
<page-range>448</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LASANA]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LEE]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CAPESTANY]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COHEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assigning economic value to people results in dehumanization brain response]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Neuroscience, Psychology, and Economics]]></source>
<year>2014</year>
<volume>7</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>151-163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WOOLSTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How to take the lead in your career]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature]]></source>
<year>2021</year>
<volume>592</volume>
<page-range>151-153</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LIVERPOOL]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Researchers in Germany protest proposed postdoc rule change]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature]]></source>
<year>2023</year>
<volume>616</volume>
<page-range>15</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO</collab>
<source><![CDATA[Education at a Glance 2019: OECD Indicators]]></source>
<year>2019</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OECD Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARGINSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VAN DER WENDE]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalisation and Higher Education]]></source>
<year>2007</year>
<conf-name><![CDATA[8 OECD Education Working Papers]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OECD Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Retração da produção científica em 2022]]></article-title>
<source><![CDATA[Pesquisa FAPESP]]></source>
<year>2023</year>
<volume>330</volume>
<page-range>41</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>WIKIPÉDIA</collab>
<source><![CDATA[Índice h. Wikipédia: a enciclopédia livre]]></source>
<year>2022</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DINIZ-FILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Ciência voltou... Ciência, Universidade e outras ideias]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GILIOLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. S. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GOMES]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação básica e superior públicas: custos e perfil discente]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOARES]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HÖRMANSEDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FONTES-DUTRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BELLO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIELE-VIEGAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lula's third mandate reignites hope in Brazilian early-career researchers]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais da Academia Brasileira de Ciências]]></source>
<year>2023</year>
<volume>95</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação e progresso: nossas universidades públicas são caras e pouco retornam à sociedade?]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior - ANDIFES]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>GRUPO WEB OF SCIENCE</collab>
<source><![CDATA[A pesquisa no Brasil: promovendo a excelência. Análise preparada para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes]]></source>
<year>2019</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Capes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
