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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Pós-Graduação em Sociologia no Brasil]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Reforma universitária]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ENSAIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carlos Benedito de Campos Martins<sup>I</sup>; Lidiane Soares Rodrigues<sup>II</sup>; S&aacute;vio Barros Sousa<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor titular do departamento Sociologia da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Foi Visiting Scholar da Universidade Columbia (EUA), Universidade Oxford (Inglaterra), Universidade Livre de Berlim (Alemanha), Universidade de Hong Kong (China), Universidade Nacional de Singapura (Singapura) e University London College (Inglaterra). Coordenador do projeto Capes-Cofecub "Globaliza&ccedil;&atilde;o das sociologias francesa e brasileira: agentes, institui&ccedil;&otilde;es, tem&aacute;ticas (1990-2018)    <br>   <sup>II</sup>Professora adjunta do Centro de Ci&ecirc;ncias Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC. Professora Visitante S&ecirc;nior na &Eacute;cole Normale Sup&eacute;rieure Paris-Saclay (Fran&ccedil;a). Visiting Scholar Jr. na Brown University (EUA). Pesquisadora no projeto Capes-Cofecub "Globaliza&ccedil;&atilde;o das sociologias francesa e brasileira: agentes, institui&ccedil;&otilde;es, tem&aacute;ticas (1990-2018)    <br>   <sup>III</sup>Doutorando no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia da Universidade de Bras&iacute;lia (PPGSOL-UnB). Pesquisador no projeto Capes-Cofecub "Globaliza&ccedil;&atilde;o das sociologias francesa e brasileira: agentes, institui&ccedil;&otilde;es, tem&aacute;ticas (1990-2018).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente artigo trata da expans&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e, em espec&iacute;fico, da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia, no Brasil. S&atilde;o abordadas tr&ecirc;s fases do desenvolvimento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no sistema de educa&ccedil;&atilde;o superior brasileiro: (a) de meados do s&eacute;culo XIX at&eacute; os anos 1930; (b) da d&eacute;cada de 1930 &agrave; de 1970; (c) dos anos 1970 aos 1990. Tendo como foco a Sociologia, s&atilde;o abordados os pap&eacute;is da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais (Anpocs) e da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), enquanto associa&ccedil;&otilde;es agregadoras de pesquisadores e pesquisadoras das Ci&ecirc;ncias Sociais e da Sociologia. Abordam tamb&eacute;m o papel do Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (Reuni) no processo de expans&atilde;o e da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) na condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nacional e do Reuni. A conclus&atilde;o oferecida aqui &eacute; de que essas influ&ecirc;ncias institucionais e associativas t&ecirc;m exigido uma nova configura&ccedil;&atilde;o do perfil de trabalho intelectual dos cientistas sociais brasileiros ao longo das d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Reforma universit&aacute;ria; Expans&atilde;o de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o; Reuni; Diversifica&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica de &aacute;rea; Sociologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil apresenta um vigoroso sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, abarcando, praticamente, todas as &aacute;reas de conhecimento. Por isso, entender a din&acirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica brasileira atual pressup&otilde;e situ&aacute;-la em tal quadro institucional mais amplo e &eacute; o que se faz a seguir, em tr&ecirc;s movimentos. Inicialmente, apresentam-se fases do desenvolvimento desta disciplina no pa&iacute;s e, em seguida, focalizam-se as &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, com &ecirc;nfase em seus arranjos institucionais mais decisivos, em sua morfologia e em suas tem&aacute;ticas. A t&iacute;tulo de reflex&otilde;es finais, discute-se o novo molde do trabalho intelectual, resultante das transforma&ccedil;&otilde;es recentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O desenvolvimento institucional da Sociologia no Brasil </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias sociais no Brasil tem sido periodizada em tr&ecirc;s fases que se distinguem por seus agentes, institui&ccedil;&otilde;es e modelos t&iacute;picos de pr&aacute;tica intelectual: (a) de meados do s&eacute;culo XIX at&eacute; os anos 1930; (b) da d&eacute;cada de 1930 &agrave; de 1970; (c) dos anos 1970 aos 1990 &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na primeira fase, predominavam os ensaios interpretativos da forma&ccedil;&atilde;o nacional, nos quais se encontravam diagn&oacute;sticos e projetos de pa&iacute;s, num sentido amplo (em que as esferas social, econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica se entrela&ccedil;avam). Trata-se do momento da publica&ccedil;&atilde;o dos principais "cl&aacute;ssicos" do pensamento social e pol&iacute;tico brasileiro, na pena de Joaquim Nabuco, Oliveira Vianna, Gilberto Freyre, Sergio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda fase se caracteriza pelo estabelecimento de institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias de ensino e pesquisa, nas quais o trabalho intelectual apresenta uma incipiente profissionaliza&ccedil;&atilde;o, com gradientes desiguais, em alguns polos do pa&iacute;s - notadamente em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais &#91;3,4&#93;. Al&eacute;m disso, o recrutamento social tende a se abrir para camadas remediadas, imigrantes e mulheres - diferentemente da fase anterior em que os praticantes eram membros de oligarquia em descenso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A terceira fase do desenvolvimento institucional da Sociologia foi marcada por uma tensa e contradit&oacute;ria combina&ccedil;&atilde;o entre autoritarismo pol&iacute;tico, investimentos em ci&ecirc;ncia e cultura e censura seletiva &#91;5&#93;. Entre 1964 e 1988, o regime autorit&aacute;rio, tendo militares no Poder Executivo, empreendeu uma reforma universit&aacute;ria (1968), reconfigurou organismos dos anos 1950 - a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) - criou a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e tirou proveito da filantropia estadunidense, incarnada nos financiamentos da Funda&ccedil;&atilde;o Ford (Bomeny, 2001). Tal cen&aacute;rio foi marcado por um financiamento h&iacute;brido (estatal-nacional e filantr&oacute;pico-estrangeiro) do conjunto das ci&ecirc;ncias sociais brasileiras (at&eacute; os anos 1980) &#91;6&#93; e pela centraliza&ccedil;&atilde;o e da regula&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (SNPG) - que se tornou o centro din&acirc;mico da produ&ccedil;&atilde;o de pesquisa no pa&iacute;s &#91;7,8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1960, o Brasil contava com apenas dois cursos de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia, ambos em S&atilde;o Paulo: o da Escola de Sociologia e Pol&iacute;tica e o da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Se n&atilde;o se tratava mais do estilo intelectual ensa&iacute;stico e diletante da fase anterior, de certa forma, ambos os cursos estruturavam suas atividades numa modalidade pr&oacute;xima do modelo tutorial, por meio da realiza&ccedil;&atilde;o de Semin&aacute;rios e de orienta&ccedil;&atilde;o do projeto de pesquisa do estudante e seu acompanhamento por parte do orientador que Bol&iacute;var Lamounier denominou de <i>modelo mandarin&iacute;stico </i>&#91;9&#93;. &Eacute; importante registrar que, durante o per&iacute;odo de 1945 a 1965, foram defendidas 41 teses, incluindo as &aacute;reas de Sociologia, Pol&iacute;tica e Antropologia, ou seja, uma m&eacute;dia de duas teses por ano (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exist&ecirc;ncia desses cursos propiciou a forma&ccedil;&atilde;o de grupos de pesquisa e/ou o surgimento de institui&ccedil;&otilde;es que favoreceram a constitui&ccedil;&atilde;o de um mercado de postos de trabalho para diplomados nesta &aacute;rea. Tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para pavimentar o caminho para o surgimento dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em diversas regi&otilde;es no Brasil. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, em 1949, deu-se a cria&ccedil;&atilde;o do Instituto Joaquim Nabuco e, logo em seguida, em 1950, surgiu o curso de gradua&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncias Sociais na Universidade do Recife, que se tornaria Universidade Federal de Pernambuco em 1965, cujo interior, no ano de 1967, deu-se o in&iacute;cio do Mestrado em Sociologia e Economia na futura UFPE, que contou com apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ford.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O novo estilo de trabalho intelectual e o novo perfil de ci&ecirc;ncia social, oriundos da &uacute;ltima fase do desenvolvimento institucional da Sociologia e de sua vaga de profissionaliza&ccedil;&atilde;o intensa, atingem seu &aacute;pice nos tempos que correm. E, para apresentar seu dinamismo, a seguir, tratamos dos processos estatais e institucionais que concorreram para mold&aacute;-los: a departamentaliza&ccedil;&atilde;o, oriunda da reforma universit&aacute;ria de 1968; as associa&ccedil;&otilde;es profissionais, em particular a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais (Anpocs, de 1977) e a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS, de 1987), o Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (Reuni, de 2007) e a atua&ccedil;&atilde;o crucial da Capes, ao longo do per&iacute;odo, estimulando a chamada "internacionaliza&ccedil;&atilde;o" do campo intelectual nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A reforma universit&aacute;ria de 1968 e forma&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Reforma Universit&aacute;ria de 1968 realizou-se num contexto de repress&atilde;o pol&iacute;tica, conduzida com uma postura autorit&aacute;ria nitidamente refrat&aacute;ria a uma participa&ccedil;&atilde;o de atores e institui&ccedil;&otilde;es diretamente interessados em sua elabora&ccedil;&atilde;o. Contudo, ela modernizou certos aspectos do ensino superior do pa&iacute;s e continua impactando a configura&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais atualmente. Na sua esteira, como foi assinalado anteriormente, ocorreu a institucionaliza&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o - e consequentemente da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da sociologia, profissionaliza&ccedil;&atilde;o da carreira acad&ecirc;mica e a introdu&ccedil;&atilde;o dos departamentos na vida universit&aacute;ria no pa&iacute;s, em substitui&ccedil;&atilde;o as c&aacute;tedras ent&atilde;o existentes. Sendo os dois arranjos institucionais mais decisivos de tal reforma, a constru&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e a departamentaliza&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria das &aacute;reas, em detrimento das c&aacute;tedras vigentes, trata-se deles a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da estrutura&ccedil;&atilde;o dos departamentos, a organiza&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais passou por uma divis&atilde;o e especializa&ccedil;&atilde;o do trabalho intelectual a ser realizado entre as tr&ecirc;s &aacute;reas. Na medida em que os departamentos passaram a concentrar as atividades de ensino e pesquisa das disciplinas das diversas &aacute;reas do conhecimento - fen&ocirc;meno extensivo &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais - intensificou-se uma fragmenta&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas da antropologia, sociologia e ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Assim, segundo a maioria dos curr&iacute;culos, oferece uma forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica na &aacute;rea de ci&ecirc;ncias sociais aos alunos, geralmente, em torno de dois anos de dura&ccedil;&atilde;o, direciona-os para &aacute;reas de concentra&ccedil;&atilde;o nos campos da antropologia, sociologia e ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica nos anos finais de forma&ccedil;&atilde;o. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, processou-se tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de antropologia, ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica e, em menor escala, em sociologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao regulamentar os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, a Lei n&ordm; 5.540/68, em v&aacute;rios de seus artigos, incorporou os princ&iacute;pios e recomenda&ccedil;&otilde;es que se encontravam contidas no Parecer n&ordm; 977/65 e impulsionou o crescimento futuro da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na medida em que estabelecia, no seu artigo 31, que a titula&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica seria considerada como um dos crit&eacute;rios principais para ingresso e promo&ccedil;&atilde;o na carreira docente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se o Parecer n&ordm; 977/65 teve uma import&acirc;ncia na defini&ccedil;&atilde;o conceitual e na moldura legal da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, os<i> Planos Nacionais de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o </i>(PNPG) constitu&iacute;ram outro elemento crucial na constru&ccedil;&atilde;o do sistema, imprimindo uma dire&ccedil;&atilde;o para sua consolida&ccedil;&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Por meio deles realizaram-se diagn&oacute;sticos sobre a situa&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e foi formulado um conjunto de metas e de a&ccedil;&otilde;es que em grande parte foram cumpridas. As a&ccedil;&otilde;es implementadas pelos PNPG, que passaram a ser elaborados desde 1975, possibilitaram a constru&ccedil;&atilde;o de um amplo sistema de bolsas no pa&iacute;s e no exterior durante certo per&iacute;odo, al&eacute;m disso, contribu&iacute;ram de forma efetiva para a capacita&ccedil;&atilde;o de docentes e de pesquisadores que atuam no ensino superior do pa&iacute;s, bem como para a organiza&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica de aux&iacute;lio financeiro aos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em sociologia surgiram e se expandiram na esteira da implanta&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. O pujante sistema de que tratamos no presente artigo tem, hoje, sua escala ilustrada pela <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31tab01.jpg" usemap="#Map">   <map name="Map">     <area shape="rect" coords="50,373,293,393" href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">   </map> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os pap&eacute;is desempenhados por duas associa&ccedil;&otilde;es profissionais: a Anpocs e a SBS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O surgimento e o desenvolvimento institucional da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais (Anpocs) desempenhou um papel relevante, seja direto e/ou indireto, na montagem dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia, bem como, de Antropologia e Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica. A Anpocs foi criada 1977, quando ainda vigorava a ditadura militar, e seus momentos iniciais coincidiram com o per&iacute;odo de redemocratiza&ccedil;&atilde;o da sociedade brasileira em larga medida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o in&iacute;cio de suas atividades, a Anpocs, a partir de seus encontros anuais, tornou-se um dos epicentros de reflex&atilde;o da pol&iacute;tica de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em sociologia, antropologia e ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Ao longo de sua trajet&oacute;ria, a an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais e quest&otilde;es relativas ao financiamento da pol&iacute;tica cient&iacute;fica do pa&iacute;s ocuparam uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque em sua agenda de trabalho. Antes do surgimento da Anpocs, em 1977, o pa&iacute;s contava com apenas oito mestrados em sociologia: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, 1967), Universidade de Bras&iacute;lia (UnB, 1970), Universidade de S&atilde;o Paulo (USP, 1971), Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUCSP, 1973), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 1973), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 1974), Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC, 1976), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ, 1966), sendo que quatro deles encontravam-se concentrados na regi&atilde;o sudeste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seus anos iniciais, a associa&ccedil;&atilde;o contou com um reduzido grupo de participantes, de tal forma que, tanto em sua dire&ccedil;&atilde;o quanto na coordena&ccedil;&atilde;o de suas atividades, divididos em grupos de trabalho (GT) formados em sua maioria por acad&ecirc;micos provenientes da gera&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-1964, muitos dos quais eram reconhecidos como lideran&ccedil;as no campo acad&ecirc;mico, pela produ&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos, publicados em livros, que integravam parte da bibliografia utilizada de forma recorrente nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, contou tamb&eacute;m, neste momento, com a participa&ccedil;&atilde;o de uma gera&ccedil;&atilde;o mais nova, constitu&iacute;da de quadros rec&eacute;m-titulados nas &aacute;reas de ci&ecirc;ncias sociais, que por volta de 1980, situava-se na faixa et&aacute;ria entre 35 e 40 anos, e que, ao lado dos fundadores da Anpocs, integravam uma circunscrita elite das ci&ecirc;ncias sociais do pa&iacute;s. Na medida em que existiam poucos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s &aacute;reas, a Anpocs era formada por um "mundo pequeno de pessoas" no qual o conhecimento e reconhecimento acad&ecirc;mico rec&iacute;proco regravam as rela&ccedil;&otilde;es pessoais e profissionais naquele momento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o promovia, desse modo, um encontro intergeracional - dos cientistas sociais formados na din&acirc;mica institucional anterior e posterior a 1964. Isso fica evidente nas figuras que ocuparam a presid&ecirc;ncia dela. O primeiro, por exemplo, Francisco Corr&ecirc;a Weffort (1977-1980), havia se formado na FFCL-USP, em 1961, e se doutorado nesta mesma institui&ccedil;&atilde;o; j&aacute; o segundo, F&aacute;bio Wanderley Reis (1981-1983), havia se formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1964, por&eacute;m, com doutorado nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), com bolsa da Funda&ccedil;&atilde;o Ford.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos momentos iniciais de sua trajet&oacute;ria, a Anpocs contou tamb&eacute;m com o apoio de organiza&ccedil;&otilde;es estrangeiras, especialmente da Funda&ccedil;&atilde;o Ford, cujos recursos reverberaram na constru&ccedil;&atilde;o e na consolida&ccedil;&atilde;o de centros pioneiros de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais. Al&eacute;m disso, a Anpocs exerceu um papel relevante na institucionaliza&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais no pa&iacute;s, visto que se tornou um dos espa&ccedil;os fundamentais no processo de socializa&ccedil;&atilde;o e na forma&ccedil;&atilde;o <i>da carreira moral </i>de futuros cientistas sociais, no sentido evocado por Erving Goffman &#91;10&#93; em suas an&aacute;lises sobre a trajet&oacute;ria percorrida por um indiv&iacute;duo durante sua vida, ou seja, o processo durante o qual transcorre a constitui&ccedil;&atilde;o de uma subjetividade e um estilo de vida, razoavelmente congruente, com a categoria social espec&iacute;fica a qual o indiv&iacute;duo pertence e/ou almeja vincular-se no futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos dos participantes que frequentaram seus encontros, nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990, enquanto estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o e/ou de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, ingressaram mais adiante na carreira docente e, posteriormente, integraram o corpo de professores dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s &aacute;reas. Posteriormente, esta gera&ccedil;&atilde;o assumiu posi&ccedil;&otilde;es de destaques nas diretorias da Anpocs, nas coordena&ccedil;&otilde;es de Grupos de Trabalho e tamb&eacute;m integrando Comit&ecirc;s de &Aacute;rea na Capes e no CNPq, bem como em outros &oacute;rg&atilde;os semelhantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Anpocs exerceu um papel importante na reativa&ccedil;&atilde;o da Sociedade Brasileira de Sociologia (1987), assim como na cria&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica (1986) e na movimenta&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Antropologia (1955).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) teve suas atividades interrompidas durante o regime militar. Elas foram retomadas em 1987 e, desde ent&atilde;o, estabeleceu-se como o espa&ccedil;o institucional leg&iacute;timo para discutir quest&otilde;es relativas aos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncias sociais, na sua interface com a sociologia e, igualmente, como local apropriado para elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da disciplina ao lado de outros atores deste campo, como os coordenadores de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e membros dos comit&ecirc;s desta &aacute;rea presentes nos &oacute;rg&atilde;os federais de fomento. A jun&ccedil;&atilde;o das l&oacute;gicas da organiza&ccedil;&atilde;o departamental e da atua&ccedil;&atilde;o institucional da SBS teve o efeito de reconfigurar a pr&aacute;tica do trabalho sociol&oacute;gico nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, que assumiu cada vez mais uma fei&ccedil;&atilde;o disciplinar <i>vis a vis</i> diante de outros campos das ci&ecirc;ncias sociais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A Anpocs exerceu um papel relevante na institucionaliza&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais no pa&iacute;s, visto que tornou-se um dos espa&ccedil;os fundamentais no processo de socializa&ccedil;&atilde;o e na forma&ccedil;&atilde;o da carreira moral de futuros cientistas sociais."</b></styled-content> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Reuni, uma nova morfologia dos praticantes de Sociologia e a diversifica&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica da &aacute;rea </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos anos 1990, as universidades federais atravessaram um per&iacute;odo de parcos recursos materiais e humanos que resultaram em prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es estruturais e institucionais de trabalho acad&ecirc;mico, reverberando no funcionamento deficiente dos laborat&oacute;rios de pesquisa e na deteriora&ccedil;&atilde;o de suas instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas. Essa situa&ccedil;&atilde;o foi agravada por uma s&eacute;rie de aposentadorias precoces por parte de docentes e de quadros t&eacute;cnico-administrativos dessas institui&ccedil;&otilde;es, diante de informa&ccedil;&otilde;es oficiosas que circularam no meio universit&aacute;rio a prop&oacute;sito de uma eventual reforma da previd&ecirc;ncia social a ser patrocinada pelo governo federal daquela &eacute;poca que implicaria em perdas trabalhistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atitude de desapre&ccedil;o do governo central pelas universidades federais produziu um ambiente de insatisfa&ccedil;&atilde;o em seu interior e uma profus&atilde;o de cr&iacute;ticas realizadas por uma ampla gama de acad&ecirc;micos que ocupavam posi&ccedil;&otilde;es de destaque no espa&ccedil;o universit&aacute;rio nacional. O clima de reprova&ccedil;&atilde;o do tratamento adotado pelo governo diante das institui&ccedil;&otilde;es federais encontra-se expresso no livro "Universidades em ru&iacute;nas na rep&uacute;blica dos professores<i>" </i>&#91;11&#93;, que teve ampla repercuss&atilde;o no meio universit&aacute;rio. Esse posicionamento cr&iacute;tico por parte da comunidade acad&ecirc;mica acentuou-se diante da pol&iacute;tica de privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior de n&iacute;vel de gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contrapartida, o governo, que assumiu o comando do pa&iacute;s em 2003, procurou gradualmente recompor a situa&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria tanto dos recursos f&iacute;sicos quanto dos quadros docentes e de t&eacute;cnico-administrativo das universidades federais. Entre 2003 e 2007, ocorreu uma nova orienta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica educacional com rela&ccedil;&atilde;o ao ensino superior, visando &agrave; expans&atilde;o e &agrave; interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior, por meio da cria&ccedil;&atilde;o de novas universidades federais e de novos <i>campi </i>para regi&otilde;es n&atilde;o metropolitanas. Em 2007, ocorreu a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (Reuni) que ter&aacute; um forte impacto na expans&atilde;o dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de sociologia. O Reuni possu&iacute;a tamb&eacute;m o prop&oacute;sito de diversificar a oferta de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, ampliar o acesso de diferentes grupos sociais que se encontravam exclu&iacute;dos do ensino superior, bem como readequar a infraestrutura f&iacute;sica das institui&ccedil;&otilde;es federais e otimizar os recursos humanos e f&iacute;sicos existentes.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"Entre 2003 e 2010, o n&uacute;mero de universidades federais passou de 45 para 59 e os campi de 148 para 274. No ano de 2014, era poss&iacute;vel contabilizar 321 campi de institui&ccedil;&otilde;es federais espalhados por diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre 2003 e 2010, o n&uacute;mero de universidades federais passou de 45 para 59 e os <i>campi </i>de 148 para 274. No ano de 2014, era poss&iacute;vel contabilizar 321 <i>campi </i>de institui&ccedil;&otilde;es federais espalhados por diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s. At&eacute; o ano de 2016, ocorreu um n&uacute;mero expressivo de novas contrata&ccedil;&otilde;es de quadros t&eacute;cnico-administrativos e de docentes para atender a essa pol&iacute;tica de recupera&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es federais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"Na esteira da abertura das institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias a grupos anteriormente destitu&iacute;dos do acesso a elas, observa-se, como desdobramento disso, uma multiplica&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica relevante."</b></styled-content> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se por um lado as novas contrata&ccedil;&otilde;es (<a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a>) interromperam a tend&ecirc;ncia da endogamia na estrutura&ccedil;&atilde;o do corpo docente de v&aacute;rios programas, ao mesmo tempo possibilitou que os docentes rec&eacute;m-contratados transportassem para seu novo espa&ccedil;o institucional de trabalho la&ccedil;os intelectuais e rela&ccedil;&otilde;es pessoais constru&iacute;dos nos locais nos quais obtiveram sua forma&ccedil;&atilde;o doutoral, possibilitando a inser&ccedil;&atilde;o dos novos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na comunidade nacional da sociologia e tamb&eacute;m a forma&ccedil;&atilde;o de redes formais e/ou informais de parcerias acad&ecirc;micas, algumas delas incrementadas durante os Encontros da Anpocs.</font></p>     <p><a name="gra1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31gra01.jpg" usemap="#Map4">   <map name="Map4">     <area shape="rect" coords="58,294,314,318" href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">   </map> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesses anos, os programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es federais, estaduais e municipais contaram com adequados recursos financeiros para desenvolver suas atividades de ensino e pesquisa, receberam um volume expressivo de bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, bem como bolsas de estudos para mestrandos e doutorandos. Se por um lado houve uma limita&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de bolsas para realiza&ccedil;&atilde;o de doutorado pleno no exterior - pol&iacute;tica esta que vigorou no per&iacute;odo inicial da constru&ccedil;&atilde;o institucional do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o - por outro, os &oacute;rg&atilde;os de fomento do governo federal forneceram um volume consider&aacute;vel de "bolsas sandu&iacute;ches" (<a href="#gra2">Gr&aacute;fico 2</a>) e de bolsas de p&oacute;s-doutoramento, visando &agrave; complementa&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada em universidades estrangeiras.</font></p>     <p><a name="gra2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31gra02.jpg" usemap="#Map5">   <map name="Map5">     <area shape="rect" coords="54,287,312,303" href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">   </map> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expans&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o deu origem a uma in&eacute;dita mobilidade geogr&aacute;fica de docentes, que os conduziram a buscar postos de trabalho em diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s, diversificando academicamente a composi&ccedil;&atilde;o dos novos e/ou programas existentes, alterando, dessa forma, a morfologia e a din&acirc;mica da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais. Esta expans&atilde;o e nova configura&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m permitido a forma&ccedil;&atilde;o de novas elites acad&ecirc;micas regionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estado atual do campo da sociologia resulta tanto de processos de continuidade quanto de descontinuidade e inova&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o ao observado nesta &uacute;ltima fase "hist&oacute;rica" (que convencionou balizar em 1988, em fun&ccedil;&atilde;o da outorga da Carta Constitucional, nos quadros do retorno ao regime de elei&ccedil;&otilde;es regulares). Do ponto de vista da <i>regula&ccedil;&atilde;o e da avalia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i>, destaca-se a cont&iacute;nua e crescente capacidade dos organismos federais centralizarem a defini&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de excel&ecirc;ncia intelectual dos soci&oacute;logos profissionais - ainda que de modo controverso e pol&ecirc;mico &#91;7&#93;. J&aacute; do ponto de vista da <i>morfologia</i>, observam-se descontinuidades. A pol&iacute;tica federal de expans&atilde;o institucional do ensino superior, concentrada nas presid&ecirc;ncias petistas (2002-2016), ainda que com varia&ccedil;&otilde;es de intensidade de recursos e dire&ccedil;&atilde;o dos mesmos, possibilitou o aumento do n&uacute;mero de estudantes e de professores (ao n&iacute;vel gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o), na medida em que cresceram o n&uacute;mero de vagas de ingresso para os primeiros e de postos dispon&iacute;veis aos segundos (por vezes, formados por/nesta mesma voga de crescimento; por vezes, em estado de espera de oportunidades, formado pela voga anterior) (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desse modo, uma nova morfologia dos praticantes &eacute; not&aacute;vel. Na esteira da abertura das institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias a grupos anteriormente destitu&iacute;dos do acesso a elas, observa-se, como desdobramento disso, uma multiplica&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica relevante. Tanto o processo de segmenta&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s &aacute;reas entre si (Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica, Antropologia e Sociologia), quanto a especializa&ccedil;&atilde;o no interior de cada uma delas, que pode ser ilustrado com a diversifica&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica observada no <a href="#gra3">Gr&aacute;fico 3</a> &#91;12&#93;.</font></p>     <p><a name="gra3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31gra03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Capes, a internacionaliza&ccedil;&atilde;o e o novo estilo de trabalho na &aacute;rea de sociologia </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estabelecimento dos PPG em Sociologia foi criando um estilo de trabalho intelectual que se afastou de um paradigma da <i>intelligentsia </i>que existiu no per&iacute;odo de pr&eacute;-1964 e era integrado por uma conjun&ccedil;&atilde;o de jornalistas, escritores, cr&iacute;ticos liter&aacute;rios, artistas que exerciam suas atividades relativamente distantes do meio universit&aacute;rio. Uma manifesta&ccedil;&atilde;o deste tipo de <i>intelligentsia</i> era ilustrada pela "Revista Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira", sob a chancela de &Ecirc;nio Silveira, que comandava a Editora Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira e que ocupava uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque no campo editorial nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expans&atilde;o dos PPG em sociologia constitui uma comunidade cient&iacute;fica que passou a produzir seus trabalhos em grande medida modulados pela avalia&ccedil;&atilde;o da Capes conduzida pelos pares, assim como balizada pelos padr&otilde;es de bolsas de produtividade do CNPq e seu correlato, ou seja, o Curr&iacute;culo Lattes, passando a privilegiar uma produ&ccedil;&atilde;o constante que vem transformando os acad&ecirc;micos em microempres&aacute;rios de si mesmos, conduzindo-os a divulgarem seus trabalhos e recompensas acad&ecirc;micas em redes sociais. Embora tenha ocorrido uma nacionaliza&ccedil;&atilde;o dos PPG em sociologia, prevalece um campo hierarquizado, pautado por constantes disputas, conduzidas de forma latentes e pautadas por padr&otilde;es de rituais de intera&ccedil;&atilde;o formulada por Goffman &#91;10&#93;, ou seja, por formas de defer&ecirc;ncias entre os membros destes PPG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as pr&aacute;ticas mais estimuladas pela Capes, na &uacute;ltima fase do desenvolvimento institucional da Sociologia, encontra-se a internacionaliza&ccedil;&atilde;o. Contudo, tamb&eacute;m &eacute; correto observar que desde sua g&ecirc;nese, as ci&ecirc;ncias sociais brasileiras foram marcadas por tipos diversos de interc&acirc;mbios com pa&iacute;ses estrangeiros: de um lado, o pa&iacute;s recebeu numerosos pesquisadores (franceses, alem&atilde;es e estadunidenses, notadamente), interessados em grupos e fen&ocirc;menos como "objeto" - o caso de Roger Bastide e Levi-Strauss s&atilde;o exemplares &#91;14&#93;. Por outro lado, o estabelecimento de institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias, nos anos iniciais do s&eacute;culo XX, contaram com a "importa&ccedil;&atilde;o" de professores estrangeiros para sua inaugura&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na defini&ccedil;&atilde;o de "excel&ecirc;ncia", tem peso e centralidade (hist&oacute;rica e hodiernamente) a "internacionaliza&ccedil;&atilde;o", em suas diversas pr&aacute;ticas e estrat&eacute;gias. Celi Scalon e Richard Miskolci &#91;17&#93; identificaram novos padr&otilde;es de interc&acirc;mbio entre os acad&ecirc;micos brasileiros e seus pares estrangeiros: se comparados com d&eacute;cadas anteriores, eles ocorriam "predominantemente 'em m&atilde;o &uacute;nica', j&aacute; que carec&iacute;amos de quadros, condi&ccedil;&otilde;es institucionais e apoio financeiro para nos articularmos a redes internacionais em condi&ccedil;&otilde;es equitativas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, se as condi&ccedil;&otilde;es de interc&acirc;mbio no &acirc;mbito de rela&ccedil;&otilde;es bilaterais e/ou transnacionais s&atilde;o menos assim&eacute;tricas que outrora, elas n&atilde;o s&atilde;o igualit&aacute;rias. Dois tipos de estudos o demonstraram com farto embasamento emp&iacute;rico. Matheus Ribeiro e Rodolfo N&oacute;brega &#91;18,19&#93; caracterizaram e mensuraram as chances de publica&ccedil;&atilde;o em peri&oacute;dicos do primeiro escal&atilde;o do espa&ccedil;o transnacional (isto &eacute;, aqueles que possuem alto impacto). Segundo eles, t&ecirc;m mais chances <i>scholars</i> europeus e estadunidenses, que trabalhem em institui&ccedil;&otilde;es no topo dos <i>rankings</i> globais, redigindo em coautoria, estudos quantitativos e que versem sobre pa&iacute;ses do norte global. As pesquisas sobre chances de publica&ccedil;&atilde;o supracitadas identificaram assimetrias, tratando do &acirc;mbito estrangeiro e mirando o "norte global". Um segundo tipo de abordagem volta-se diretamente para o "sul global" e, particularmente, &agrave; geopol&iacute;tica interna do espa&ccedil;o intelectual brasileiro. Assim, Jo&atilde;o Marcelo Ehlert Maia e Jimmy Medeiros (Maia, Medeiros, 2020) identificaram os seguintes fatores como "preponderantes" na determina&ccedil;&atilde;o de uma "carreira internacional": a realiza&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-doutorado no exterior e o pertencimento a um PPG nota 7 ou 6 na avalia&ccedil;&atilde;o Capes (o que, segundo eles, reproduz e refor&ccedil;a a hist&oacute;rica desigualdade entre brancos, pardos e pretos). Por suposto, a l&iacute;ngua franca das publica&ccedil;&otilde;es analisadas permanece o ingl&ecirc;s &#91;20&#93; e os latino-americanos penam e s&atilde;o raros a publicarem nas revistas centrais &#91;7,21&#93;. Tem-se ideia das assimetrias internas que persistem, ao se comparar o n&uacute;mero de matr&iacute;culas na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e sua distribui&ccedil;&atilde;o pelas cinco regi&otilde;es do pa&iacute;s (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31tab02.jpg" usemap="#Map2">   <map name="Map2">     <area shape="rect" coords="54,291,292,307" href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">   </map> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abaixo, pode-se ter ideia dos pa&iacute;ses estrangeiros que mais atraem os brasileiros bolsistas da Capes (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a31tab03.jpg" usemap="#Map3">   <map name="Map3">     <area shape="rect" coords="51,450,294,465" href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">   </map> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em que se pese a atual renova&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio de leituras incontorn&aacute;veis nos cursos de ci&ecirc;ncias sociais, oriundas de reivindica&ccedil;&otilde;es por mais autoras e autores negros e oriundos de pa&iacute;ses do "sul global", &eacute; not&aacute;vel que o "norte global" exer&ccedil;a mais atra&ccedil;&atilde;o em se tratando de circula&ccedil;&atilde;o internacional, atente-se ao fim da tabela onde todos os pa&iacute;ses s&atilde;o europeus mais os Estados Unidos da Am&eacute;rica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. TRINDADE, H. <i>Uma longa viagem pela Am&eacute;rica Latina</i>: inven&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o e fundadores das ci&ecirc;ncias sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. BASTOS, E. R. Ci&ecirc;ncias sociais e trabalho intelectual. <i>Tempo Social</i>, S&atilde;o Paulo, v. 14, n. 1, p. 209-212, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. BASTOS, E. R. A Sociologia no Brasil: Florestan Fernandes e a "escola paulista." <i>In</i>: MICELI, S. (ed.). <i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias Sociais no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Sumar&eacute;, 1995. v. 1.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. BASTOS, E. R. A modernidade poss&iacute;vel: cientistas e ci&ecirc;ncias sociais em Minas Gerais. <i>In</i>: MICELI, S. (ed.). <i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias Sociais no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Sumar&eacute;, 2001. v. 2.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. ORTIZ, R. Notas sobre as ci&ecirc;ncias sociais no Brasil. <i>Novos Estudos Cebrap</i>, S&atilde;o Paulo, v. 27, p. 163-175, 1990.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. RODRIGUES, L. S. Centralidade de um cosmopolitismo perif&eacute;rico: a Cole&ccedil;&atilde;o Grandes Cientistas Sociais no espa&ccedil;o das ci&ecirc;ncias sociais brasileiras (1978-1990). <i>Sociedade e Estado</i>, Bras&iacute;lia, v. 33, n. 3, p. 508-675, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. MARTINS, C. B. As origens da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nacional (1960-1980). <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, S&atilde;o Paulo, v. 6, n. 13, p. 9-26, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. LIMA, J.; CORT&Ecirc;S, S.; BARREIRA, I. A sociologia fora do eixo: diversidades regionais e campo da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil. <i>Revista Brasileira de Sociologia</i>, Fortaleza, v. 6, n. 13, p. 76-106, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. LAMOUNIER, B. Expans&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais no Brasil: um estudo preliminar, mimeografado. 1981.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. GOFFMAN, E. <i>Asylums</i>: essays on the social situation of mental patients and other inmates. 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