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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a transversalidade do conhecimento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paulo Artaxo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor do Departamento de F&iacute;sica Aplicada do Instituto de F&iacute;sica da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). &Eacute; membro titular da Academia Mundial de Ci&ecirc;ncias (TWAS), do INCT Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas, do Painel Intergovernamental de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) e vice-presidente da SBPC. &Eacute; coordenador do Centro de Estudos Amaz&ocirc;nia Sustent&aacute;vel da Universidade de S&atilde;o Paulo (CEASUSP)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucas quest&otilde;es v&atilde;o ter enorme impacto socioecon&ocirc;mico do que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Elas v&atilde;o impactar a economia de todos os pa&iacute;ses, a sa&uacute;de de todos os seres vivos, a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, e por a&iacute; afora. &Eacute; certamente um tema cientificamente transversal em todas as &aacute;reas do conhecimento. A ci&ecirc;ncia n&atilde;o tem d&uacute;vidas quanto ao fato de que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas est&atilde;o gerando impactos significativos para o Brasil e para o planeta como um todo. Aumentar a resili&ecirc;ncia socioambiental &eacute; muito importante. Para al&eacute;m do potencial impacto nos ecossistemas, com boa vontade e governan&ccedil;a colaborativa, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem ser vistas como uma oportunidade para transforma&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas significativas e para agilizar o desenvolvimento tecnol&oacute;gico em diversos setores, incluindo ind&uacute;stria, agroneg&oacute;cio, sistemas de energia, transportes etc., buscando a transi&ccedil;&atilde;o para uma sociedade mais sustent&aacute;vel. Estamos em plena era do Antropoceno, na qual o homem &eacute; um dos principais agentes transformadores. O crescimento da popula&ccedil;&atilde;o humana mundial, que poder&aacute; alcan&ccedil;ar cerca de 10 bilh&otilde;es de pessoas em 2050, coloca-nos frente a um dos maiores desafios do s&eacute;culo XXI: manter a provis&atilde;o da qualidade ambiental e possibilitar acesso justo a recursos b&aacute;sicos, como &aacute;gua, alimentos e energia, garantindo a seguran&ccedil;a e equidade em um cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e desigualdades sociais. Somente uma agenda de ci&ecirc;ncia transversal pode ajudar nessa trajet&oacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estamos observando uma forte acelera&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas tanto no Brasil como em todo o planeta. Vimos que 2023 foi o ano mais quente dos &uacute;ltimos 125.000 anos. A seca na Amaz&ocirc;nia em 2023 foi a mais forte em mais de 100 anos, e a seca de 2024 promete ser t&atilde;o forte quanto a de 2023. Estamos observando chuvas anormalmente intensas de modo muito mais frequente. Esses eventos clim&aacute;ticos extremos trazem preju&iacute;zos enormes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, principalmente a de baixa renda, e aos ecossistemas. Em julho de 2024, tivemos recordes seguidos de dias mais quentes da hist&oacute;ria da humanidade. Inc&ecirc;ndios florestais no Pantanal brasileiro, nos Estados Unidos, na Gr&eacute;cia, em Portugal e em muitas outras regi&otilde;es deixam claro os riscos que nossa sociedade est&aacute; correndo. As recorrentes secas no Brasil Central est&atilde;o reduzindo a produtividade agr&iacute;cola e comprometendo nossa capacidade de produzir alimentos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A ci&ecirc;ncia n&atilde;o tem d&uacute;vidas quanto ao fato de que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas est&atilde;o gerando impactos significativos para o Brasil e para o planeta como um todo."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temos sa&iacute;da para esta situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica? A clara resposta da Ci&ecirc;ncia &eacute; sim. Mas, &eacute; evidente que a solu&ccedil;&atilde;o implica mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas no atual modelo econ&ocirc;mico. Contudo, o sistema como um todo n&atilde;o deixar&aacute; que as medidas necess&aacute;rias sejam implementadas. A ind&uacute;stria do petr&oacute;leo, a ind&uacute;stria do desmatamento, o setor financeiro e a maior parte dos pol&iacute;ticos que representam setores que precisam mudar de estrat&eacute;gia n&atilde;o permitir&atilde;o que o planeta mude de rota para um sistema sustent&aacute;vel. S&atilde;o necess&aacute;rias mudan&ccedil;as fundamentais na maneira que produzimos alimentos, no consumo desenfreado, no desperd&iacute;cio de energia etc. As mudan&ccedil;as precisam ir desde o n&iacute;vel municipal, passando pelos estados e pa&iacute;ses, at&eacute; mudan&ccedil;as na governan&ccedil;a global. N&atilde;o temos um sistema que possa lidar com quest&otilde;es essenciais &agrave;s sociedades atuais, como a mudan&ccedil;a do clima, a paz entre as na&ccedil;&otilde;es, a luta pela redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades e por a&iacute; afora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A for&ccedil;ante clim&aacute;tica &eacute; um dos aspectos importantes de nosso planeta em mudan&ccedil;as. A humanidade tem uma tarefa fundamental, que &eacute; fazer a transi&ccedil;&atilde;o desta nossa atual sociedade insustent&aacute;vel, para um mundo que abrace os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS). Temos v&aacute;rias quest&otilde;es cr&iacute;ticas ao longo de caminhos poss&iacute;veis para esta transi&ccedil;&atilde;o. A obra tem uma abordagem que foca em cinco aspectos essenciais: 1) Pol&iacute;ticas Ambientais e Governan&ccedil;a; 2) Diplomacia Ambiental; 3) Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para a Sustentabilidade; 4) Gest&atilde;o Socioambiental; 5) Propostas te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossa sociedade est&aacute; em um per&iacute;odo importante de transi&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que fica claro que o atual modelo socioecon&ocirc;mico est&aacute; essencialmente falido, tanto do ponto de vista socioecon&ocirc;mico, quanto do ponto de vista ambiental. A superexplora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais de nosso planeta e a vis&atilde;o do maior lucro no menor prazo poss&iacute;vel, n&atilde;o importando as consequ&ecirc;ncias sociais ou ambientais, est&aacute; levando o planeta a uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica. Vemos tens&otilde;es sociais aumentando pela enorme desigualdade social. Vemos o aumento de conflitos geopol&iacute;ticos regionais e globais. E vemos o aumento significativo dos eventos clim&aacute;ticos extremos, como secas intensas e prolongadas, al&eacute;m de chuvas torrenciais, impactando a popula&ccedil;&atilde;o mais vulner&aacute;vel, tanto nas &aacute;reas urbanas como em comunidades na Amaz&ocirc;nia. As necessidades de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de mitiga&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es e adapta&ccedil;&atilde;o ao novo clima baseadas em Ci&ecirc;ncia s&atilde;o urgentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil mostra vulnerabilidades importantes nas &aacute;reas ambiental e clim&aacute;tica. O observado aumento da frequ&ecirc;ncia e intensidade de eventos clim&aacute;ticos extremos tem impactado sobremaneira nossa popula&ccedil;&atilde;o, a economia, o funcionamento dos ecossistemas, a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, a infraestrutura costeira, a disponibilidade de recursos h&iacute;dricos, entre muitos outros efeitos. Particularmente nas cidades costeiras, a alta densidade populacional, defici&ecirc;ncias infraestruturais, altos n&iacute;veis de polui&ccedil;&atilde;o, degrada&ccedil;&atilde;o de rios e &aacute;reas &uacute;midas, combinados com os efeitos negativos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar e ocorr&ecirc;ncia de eventos extremos, amea&ccedil;am importantes atividades socioecon&ocirc;micas dependentes dos oceanos, como turismo, pesca e com&eacute;rcio internacional. Outras vulnerabilidades importantes s&atilde;o o agroneg&oacute;cio e a gera&ccedil;&atilde;o de hidroeletricidade dependentes de chuva e clima, e algumas regi&otilde;es, principalmente o Nordeste, em processo de desertifica&ccedil;&atilde;o. As previs&otilde;es de redu&ccedil;&atilde;o nas precipita&ccedil;&otilde;es sobre o territ&oacute;rio brasileiro, particularmente no Nordeste, Brasil central e Amaz&ocirc;nia devem ser motivos de preocupa&ccedil;&atilde;o sobre como poderemos nos adaptar ao novo clima. A localiza&ccedil;&atilde;o tropical, a estrutura socioecon&ocirc;mica fortemente dependente do regime de chuvas, as inadequa&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas e enormes iniquidades sociais fazem do Brasil um pa&iacute;s singular, ambientalmente falando. No contexto das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, esfor&ccedil;os de adapta&ccedil;&atilde;o podem gerar v&aacute;rios benef&iacute;cios adicionais, como melhoria da produtividade agr&iacute;cola, inova&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e bem-estar, seguran&ccedil;a alimentar, conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, bem como redu&ccedil;&atilde;o de riscos e danos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica - compreendidas como processos de ajustamentos para antecipar impactos adversos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que resultam na redu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade - tendem a ser mais facilmente implementadas e organizadas quando buscam sinergias com pol&iacute;ticas, recursos e outras medidas j&aacute; existentes, incluindo a&ccedil;&otilde;es visando &agrave; sustentabilidade, qualidade de vida e melhoria de infraestrutura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Amaz&ocirc;nia vive um per&iacute;odo da hist&oacute;ria de desregulamenta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental e de direitos dos povos origin&aacute;rios, al&eacute;m de uma crise de institucionalidade na rela&ccedil;&atilde;o Estado e Sociedade. Direitos humanos e conquistas federativas duramente conquistados s&atilde;o desconsiderados e desrespeitados. Tem sido progressiva a decad&ecirc;ncia da institucionalidade instalada, sobretudo aquelas respons&aacute;veis pelo desenvolvimento cient&iacute;fico e da educa&ccedil;&atilde;o superior p&uacute;blica federal, em crise de falta de apoio &agrave;s atividades da ci&ecirc;ncia e de ensino universit&aacute;rio. Institutos de pesquisa, universidades, unidades e projetos de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e de desenvolvimento da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica est&atilde;o sobressaltadas pela perda de recursos e cortes or&ccedil;ament&aacute;rios. Considera-se outro cen&aacute;rio em situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao di&aacute;logo da ci&ecirc;ncia com as sociedades amaz&ocirc;nicas. Nesta perspectiva, a Amaz&ocirc;nia &eacute; um campo privilegiado para o desenvolvimento cient&iacute;fico em todas as &aacute;reas de conhecimento; e deveria ser priorizada como laborat&oacute;rio de inova&ccedil;&atilde;o de interdisciplinaridade e sustentabilidade. A regi&atilde;o tem potencial de ser um territ&oacute;rio totalmente orientado pelo conhecimento cient&iacute;fico e pela intera&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica com saberes e pr&aacute;ticas milenares de rela&ccedil;&atilde;o do homem com a natureza.  Aquisi&ccedil;&otilde;es essenciais de cidadania, democracia, coopera&ccedil;&atilde;o internacional e inova&ccedil;&atilde;o podem ter surpreendentes resultados se experimentados por todos os esfor&ccedil;os cient&iacute;ficos nacionais na Amaz&ocirc;nia brasileira e continental (Pan-Amaz&ocirc;nia), em todos os campos do conhecimento, a partir de focos de prioridades locais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Eventos clim&aacute;ticos extremos trazem preju&iacute;zos enormes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, principalmente a de baixa renda, e aos ecossistemas."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Precisamos de Ci&ecirc;ncia integrando todas as &aacute;reas do conhecimento, para mudar o rumo e construir uma sociedade que seja minimamente sustent&aacute;vel. Considerando as quest&otilde;es cient&iacute;ficas, de governan&ccedil;a, finan&ccedil;as, e novas tecnologias, poderemos construir um futuro mais resiliente, sustent&aacute;vel e justo, preservando os servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos por meio de estrat&eacute;gias adequadas de adapta&ccedil;&atilde;o e de mitiga&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es. Este processo est&aacute; associado aos ODS, j&aacute; que temos que atender &agrave;s necessidades b&aacute;sicas da popula&ccedil;&atilde;o (educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, igualdade de g&ecirc;nero, erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza, fome zero, &aacute;gua limpa e outros) e, ao mesmo tempo, respeitar os limites da disponibilidade dos recursos naturais de nosso planeta. Essas s&atilde;o somente algumas das importantes quest&otilde;es que o Brasil ter&aacute; que enfrentar, e solu&ccedil;&otilde;es baseadas em Ci&ecirc;ncia s&oacute;lida certamente t&ecirc;m mais chances de garantir uma trajet&oacute;ria sustent&aacute;vel a nosso pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A superexplora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais de nosso planeta e a vis&atilde;o do maior lucro no menor prazo poss&iacute;vel, n&atilde;o importando as consequ&ecirc;ncias sociais ou ambientais, est&aacute; levando o planeta a uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica."</i></b></styled-content>   </font></p>      ]]></body>
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