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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças climáticas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e inc&ecirc;ndios florestais: implica&ccedil;&otilde;es sobre a sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mariana Matera Veras<sup>I</sup>; Mariana Matera Veras<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisadora cient&iacute;fica do Estado de S&atilde;o Paulo (PqC VI) e chefe respons&aacute;vel pelo Laborat&oacute;rio de Patologia Ambiental e Experimental (LIM05), Hospital das Cl&iacute;nicas, da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP)    <br>   <sup>II</sup>Professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (FMUSP) e membro titular da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias. &Eacute; coordenador do Instituto Nacional de An&aacute;lise Integrada de Risco Ambiental do CNPq e do N&uacute;cleo de Pesquisa em Aut&oacute;psia e Imagenologia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os inc&ecirc;ndios florestais, exacerbados pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, representam uma s&eacute;ria amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de e ao meio ambiente no Brasil. A crescente frequ&ecirc;ncia e intensidade desses inc&ecirc;ndios t&ecirc;m gerado impactos devastadores, n&atilde;o apenas em termos ambientais, mas tamb&eacute;m na sa&uacute;de p&uacute;blica e no bem-estar socioecon&ocirc;mico das popula&ccedil;&otilde;es afetadas. Al&eacute;m dos efeitos diretos na sa&uacute;de, os inc&ecirc;ndios florestais contribuem para o ciclo vicioso das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Enfrentar esses desafios complexos requer interven&ccedil;&otilde;es abrangentes e coordenadas. Isso inclui desde o fortalecimento das regulamenta&ccedil;&otilde;es ambientais e pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis de manejo de terras at&eacute; pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que promovam a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e a resili&ecirc;ncia comunit&aacute;ria. A pesquisa cient&iacute;fica cont&iacute;nua e a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias s&atilde;o cruciais para mitigar os impactos crescentes dos inc&ecirc;ndios florestais no Brasil, garantindo um futuro onde tanto a sa&uacute;de p&uacute;blica quanto o meio ambiente estejam protegidos contra os desafios emergentes das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas; Inc&ecirc;ndios florestais; Polui&ccedil;&atilde;o do ar; Material particulado; Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas est&atilde;o levando a eventos clim&aacute;ticos extremos mais frequentes e graves no Brasil, como ondas de calor, secas e inunda&ccedil;&otilde;es &#91;1,2&#93;. Esses eventos podem impactar diretamente a sa&uacute;de por meio de doen&ccedil;as, les&otilde;es e mortes relacionadas ao calor, bem como indiretamente atrav&eacute;s de perturba&ccedil;&otilde;es nos sistemas de &aacute;gua, alimentos e saneamento &#91;3,4&#93;. Popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis, como idosos, crian&ccedil;as e comunidades de baixa renda, s&atilde;o desproporcionalmente afetadas por esses riscos de sa&uacute;de relacionados ao clima &#91;5,6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, as mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de temperatura e precipita&ccedil;&atilde;o est&atilde;o alterando as &aacute;reas geogr&aacute;ficas e a din&acirc;mica de transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as transmitidas por vetores, como dengue, zika e chikungunya, no Brasil &#91;7,8&#93;. O desmatamento e as mudan&ccedil;as no uso do solo tamb&eacute;m est&atilde;o facilitando a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas, ao aproximar os humanos dos reservat&oacute;rios de doen&ccedil;as na vida silvestre &#91;9,10&#93;. Espera-se que os surtos de doen&ccedil;as infecciosas emergentes aumentem em frequ&ecirc;ncia e gravidade, devido aos efeitos combinados da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental &#91;11,12&#93;. Ademais, os eventos clim&aacute;ticos extremos, a perda de meios de subsist&ecirc;ncia e o deslocamento devido &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica podem ter impactos graves na sa&uacute;de mental, incluindo aumento da ansiedade, depress&atilde;o e estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico &#91;13,14&#93;. As comunidades ind&iacute;genas e tradicionais no Brasil s&atilde;o especialmente vulner&aacute;veis aos impactos da sa&uacute;de mental decorrentes da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e da perda de pr&aacute;ticas culturais &#91;15,16&#93; (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mudan&ccedil;a clim&aacute;tica exacerbando os riscos de inc&ecirc;ndios florestais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As altera&ccedil;&otilde;es no clima est&atilde;o levando a condi&ccedil;&otilde;es mais quentes, secas e propensas a inc&ecirc;ndios em todo o mundo. Esses impactos est&atilde;o tornando as florestas mais suscet&iacute;veis a inc&ecirc;ndios, na medida em que secam a vegeta&ccedil;&atilde;o e criam condi&ccedil;&otilde;es ideais para que os inc&ecirc;ndios se iniciem e se espalhem rapidamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando as florestas queimam, elas liberam grandes quantidades de carbono armazenado na atmosfera, exacerbando ainda mais o aquecimento global e criando um ciclo perigoso de <i>feedback</i>. &#91;17, 18, 19&#93; Se o crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s os inc&ecirc;ndios for lento ou incompleto, como quando as florestas s&atilde;o substitu&iacute;das por agricultura, o carbono liberado n&atilde;o &eacute; totalmente recapturado, contribuindo para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Inc&ecirc;ndios florestais graves e generalizados tamb&eacute;m podem perturbar os padr&otilde;es clim&aacute;ticos regionais, como, por exemplo, no caso da Floresta Amaz&ocirc;nica que produz e recicla grande parte do vapor de &aacute;gua que flui para a Am&eacute;rica do Sul &#91;20,21&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis, como idosos, crian&ccedil;as e comunidades de baixa renda, s&atilde;o desproporcionalmente afetadas por esses riscos de sa&uacute;de relacionados ao clima."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desmatamento e os inc&ecirc;ndios florestais associados s&atilde;o um dos principais contribuintes para a polui&ccedil;&atilde;o do ar no Brasil. Dados de sat&eacute;lite mostram que mais de 13% da cobertura florestal natural do Brasil foi perdida no per&iacute;odo de 1985 a 2019. Embora as taxas de desmatamento tenham diminu&iacute;do de 2005 a 2013, devido a novas regulamenta&ccedil;&otilde;es, elas aumentaram constantemente desde ent&atilde;o, com mais de 10.000 km<sup>2</sup> desmatados na Amaz&ocirc;nia brasileira entre 2018-2019. Esses inc&ecirc;ndios s&atilde;o frequentemente provocados deliberadamente para limpar a terra para a agricultura, levando a picos de polui&ccedil;&atilde;o do ar durante a esta&ccedil;&atilde;o mais seca (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a03fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura cient&iacute;fica destaca v&aacute;rios fatores-chave que impulsionam o aumento da frequ&ecirc;ncia e da intensidade dos inc&ecirc;ndios florestais na Am&eacute;rica do Sul. A grande maioria dos inc&ecirc;ndios florestais &eacute; causada por atividades humanas, particularmente a limpeza de terras para pecu&aacute;ria, cultivo de soja e outros fins agr&iacute;colas. A neglig&ecirc;ncia durante essas atividades de limpeza de terras &eacute; uma causa prim&aacute;ria dos inc&ecirc;ndios florestais.&#91;19, 22, 23, 24&#93;. As secas e as ondas de calor prolongadas, exacerbadas pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, tamb&eacute;m aumentaram significativamente o risco de r&aacute;pida propaga&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios em toda a regi&atilde;o, agravando-se ainda mais na converg&ecirc;ncia do El Ni&ntilde;o &#91;25, 26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia ou a aplica&ccedil;&atilde;o de leis fracas que regulamentam o desmatamento e o uso da terra dificulta os esfor&ccedil;os para combater os inc&ecirc;ndios e proteger os ecossistemas amea&ccedil;ados. As influ&ecirc;ncias pol&iacute;ticas tamb&eacute;m impedem a preven&ccedil;&atilde;o e o gerenciamento eficazes de inc&ecirc;ndios florestais. A pobreza e a falta de oportunidades econ&ocirc;micas em algumas regi&otilde;es t&ecirc;m impulsionado pr&aacute;ticas de uso da terra insustent&aacute;veis que aumentam o risco de inc&ecirc;ndios. Melhorar os meios de subsist&ecirc;ncia e fornecer op&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas alternativas podem ajudar a reduzir a depend&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios para a limpeza de terras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Polui&ccedil;&atilde;o do ar por inc&ecirc;ndios florestais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os efeitos da polui&ccedil;&atilde;o do ar causada pela queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis na sa&uacute;de humana j&aacute; s&atilde;o bem conhecidos e extensivamente estudados. A polui&ccedil;&atilde;o do ar urbana e a fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios florestais representam amea&ccedil;as significativas &agrave; sa&uacute;de humana, embora os mecanismos e impactos espec&iacute;ficos possam variar. Ambas as fontes de polui&ccedil;&atilde;o do ar cont&ecirc;m misturas complexas de material particulado, gases e outros compostos t&oacute;xicos que podem penetrar profundamente nos pulm&otilde;es e entrar na corrente sangu&iacute;nea. No entanto, a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da polui&ccedil;&atilde;o urbana <i>versus</i> a fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios florestais difere, levando a efeitos de sa&uacute;de distintos. A polui&ccedil;&atilde;o urbana geralmente &eacute; mais alta em &oacute;xidos de nitrog&ecirc;nio (NOx), compostos org&acirc;nicos vol&aacute;teis (COVs) e material particulado proveniente de fontes como emiss&otilde;es veiculares e atividades industriais. Enquanto a fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios florestais cont&eacute;m mais carbono org&acirc;nico, uma mistura complexa de material particulado, mon&oacute;xido de carbono, &oacute;xidos de nitrog&ecirc;nio, COVs e outros compostos org&acirc;nicos. A toxicidade espec&iacute;fica depende da composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, que pode variar com base no tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o queimada e nas condi&ccedil;&otilde;es de combust&atilde;o &#91;27, 28, 29&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"O desmatamento e as mudan&ccedil;as no uso do solo tamb&eacute;m est&atilde;o facilitando a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas, ao aproximar os humanos dos reservat&oacute;rios de doen&ccedil;as na vida silvestre."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, os padr&otilde;es espaciais e temporais de exposi&ccedil;&atilde;o diferem, com popula&ccedil;&otilde;es urbanas experimentando exposi&ccedil;&otilde;es mais cr&ocirc;nicas e de baixo n&iacute;vel, em compara&ccedil;&atilde;o com a natureza aguda e epis&oacute;dica da fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios florestais. Entender essas nuances &eacute; crucial para desenvolver interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica direcionadas para abordar os variados impactos dessas duas principais fontes de polui&ccedil;&atilde;o do ar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impactos multifacetados dos inc&ecirc;ndios florestais na sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura cient&iacute;fica destaca &ocirc;nus significativos de sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave; polui&ccedil;&atilde;o do ar decorrente de inc&ecirc;ndios florestais. A crescente frequ&ecirc;ncia e intensidade dos inc&ecirc;ndios florestais no Brasil t&ecirc;m consequ&ecirc;ncias de longo alcance que se estendem al&eacute;m dos danos ambientais imediatos. Pesquisas emergentes lan&ccedil;aram luz sobre os profundos impactos da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; fuma&ccedil;a na sa&uacute;de p&uacute;blica, no desempenho acad&ecirc;mico e nos desfechos gestacionais. &#91;30&#93;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo recente de McGrath <i>et al.</i> &#91;31&#93; usou uma abordagem de infer&ecirc;ncia causal para examinar a rela&ccedil;&atilde;o entre a exposi&ccedil;&atilde;o a inc&ecirc;ndios florestais e o desempenho acad&ecirc;mico entre mais de 1,5 milh&atilde;o de estudantes no Brasil. Os pesquisadores constataram que a exposi&ccedil;&atilde;o a inc&ecirc;ndios florestais estava associada a um decl&iacute;nio significativo no desempenho acad&ecirc;mico, particularmente em matem&aacute;tica e leitura. Importante: os efeitos variaram por regi&atilde;o e tempo, com impactos mais pronunciados em &aacute;reas com maior atividade de inc&ecirc;ndios florestais. Isso sugere que os inc&ecirc;ndios florestais podem ter consequ&ecirc;ncias de longo prazo nos resultados educacionais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Pol&iacute;ticas destinadas a reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa e promover a resili&ecirc;ncia em comunidades vulner&aacute;veis aos impactos clim&aacute;ticos s&atilde;o essenciais para a sustentabilidade ambiental e da sa&uacute;de p&uacute;blica."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cobelo <i>et al. </i>&#91;32&#93; investigaram o impacto dos inc&ecirc;ndios florestais na qualidade do ar e na sa&uacute;de, em diferentes categorias de uso do solo no pa&iacute;s, ao longo de um per&iacute;odo de 16 anos. Seus achados indicam que os eventos de inc&ecirc;ndio florestal aumentaram os n&iacute;veis de polui&ccedil;&atilde;o do ar e representaram riscos substanciais &agrave; sa&uacute;de, com os maiores impactos observados em &aacute;reas de cultivo de soja do bioma amaz&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">R&eacute;quia <i>et al. </i>&#91;33-36&#93; publicaram uma s&eacute;rie de estudos documentando as amplas consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios florestais no Brasil. Suas pesquisas vincularam a polui&ccedil;&atilde;o do ar relacionada a inc&ecirc;ndios florestais a um aumento nas interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por condi&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias e cardiovasculares &#91;35&#93;, bem como resultados adversos de nascimento, como baixo peso ao nascer e prematuridade &#91;33,34,36&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma an&aacute;lise de s&eacute;ries temporais a n&iacute;vel nacional no Brasil revelou que a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; polui&ccedil;&atilde;o por part&iacute;culas finas (PM2,5) relacionada com inc&ecirc;ndios florestais est&aacute; associada a um aumento significativo das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares, especialmente por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias. Um aumento de 10 &mu;g/m<sup>3</sup> na concentra&ccedil;&atilde;o de PM2,5 gerado por inc&ecirc;ndios florestais foi associado a um aumento de 1,65% nas admiss&otilde;es hospitalares por todas as causas e a um aumento de 5,09% nas admiss&otilde;es respirat&oacute;rias nos 0-1 dias seguintes. Os efeitos foram mais pronunciados nos grupos vulner&aacute;veis, como as crian&ccedil;as com menos de 4 anos (aumento de 4,88%) e os idosos com mais de 80 anos (aumento de 3,7%). O estudo estimou que mais de meio por cento das admiss&otilde;es hospitalares por todas as causas, ou seja, 35 casos por 100.000 pessoas por ano, eram atribu&iacute;veis &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios florestais, com os maiores impactos nas regi&otilde;es Norte, Sul e Centro-oeste. Essas descobertas ressaltam o &ocirc;nus substancial para a sa&uacute;de p&uacute;blica da polui&ccedil;&atilde;o causada por inc&ecirc;ndios florestais no Brasil e a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es direcionadas para proteger as popula&ccedil;&otilde;es em risco &#91;37&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um novo estudo retrospectivo de &acirc;mbito nacional no Brasil concluiu que a exposi&ccedil;&atilde;o a part&iacute;culas finas relacionadas com inc&ecirc;ndios florestais (PM2,5) estava associada a riscos de mortalidade por c&acirc;ncer significativamente mais elevados em compara&ccedil;&atilde;o com a polui&ccedil;&atilde;o PM2,5 n&atilde;o relacionada com inc&ecirc;ndios florestais. Um aumento de 1 &mu;g/m&sup3; nas PM2,5 relacionadas com os inc&ecirc;ndios florestais foi associado a um aumento de 2% na mortalidade por todos os tipos de c&acirc;ncer, um efeito superior ao impacto de um aumento semelhante nas PM2,5 n&atilde;o relacionadas com os inc&ecirc;ndios florestais. O estudo identificou especificamente riscos elevados de c&acirc;ncer de nasofaringe, es&ocirc;fago, est&ocirc;mago, f&iacute;gado, p&acirc;ncreas, pulm&atilde;o e bexiga. Os autores salientam que, diante do aumento de inc&ecirc;ndios florestais em grande escala nos &uacute;ltimos anos na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, deve-se considerar o c&acirc;ncer como uma consequ&ecirc;ncia importante para a sa&uacute;de p&uacute;blica, ao avaliar os impactos dos inc&ecirc;ndios florestais e da implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e interven&ccedil;&otilde;es para mitigar esta amea&ccedil;a crescente no Brasil &#91;38&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outro estudo de &acirc;mbito nacional realizado no Brasil, concluiu-se que a exposi&ccedil;&atilde;o a curto prazo a part&iacute;culas finas (PM2,5) provenientes de inc&ecirc;ndios florestais estava associada a aumentos significativos dos riscos de mortalidade. Um aumento de 1 &mu;g/m&sup3; nas PM2,5 relacionadas com inc&ecirc;ndios florestais foi associado a um aumento de 2% na mortalidade por todas as causas, um aumento de 3% na mortalidade cardiovascular e um aumento de 5% na mortalidade respirat&oacute;ria, com efeitos mais fortes observados nas mulheres e nos adultos com mais de 60 anos. O estudo estimou que 130.273 mortes entre 2000 e 2016, ou 7.663 por ano, poderiam ser atribu&iacute;das &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios florestais. Esses resultados, baseados em uma an&aacute;lise robusta de dados de s&eacute;ries temporais nacionais, fornecem fortes evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas das consequ&ecirc;ncias agudas para a sa&uacute;de p&uacute;blica da fuma&ccedil;a de queimadas no Brasil. Os autores enfatizam a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica e de planejamento de emerg&ecirc;ncia para mitigar a crescente amea&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios florestais provocados pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, especialmente para as popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis &#91;39&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O relat&oacute;rio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz&ocirc;nia (IPAM), do Instituto de Estudos de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de (IEPS) e da <i>Human Rights Watch</i> estima que, em 2019, 2.195 interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias foram atribu&iacute;das a inc&ecirc;ndios relacionados ao desmatamento na Amaz&ocirc;nia brasileira. O relat&oacute;rio afirma que essas hospitaliza&ccedil;&otilde;es representaram apenas uma fra&ccedil;&atilde;o do impacto total na sa&uacute;de, e que os custos p&uacute;blicos totais associados a essas hospitaliza&ccedil;&otilde;es foram estimados em R$ 5,64 milh&otilde;es (aproximadamente US$ 1,4 milh&atilde;o) &#91;40&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os impactos interligados dos inc&ecirc;ndios florestais induzidos pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no ambiente, na sa&uacute;de e no tecido socioecon&ocirc;mico do Brasil destacam a necessidade urgente de interven&ccedil;&otilde;es multifacetadas. &Agrave; medida que as temperaturas aumentam e os eventos clim&aacute;ticos extremos se tornam mais frequentes, o pa&iacute;s enfrenta riscos crescentes de inc&ecirc;ndios florestais, exacerbando a polui&ccedil;&atilde;o do ar e apresentando significativos riscos &agrave; sa&uacute;de, especialmente para popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis. A evid&ecirc;ncia apresentada destaca n&atilde;o apenas os impactos diretos na sa&uacute;de da fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios florestais, incluindo condi&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias e cardiovasculares, mas tamb&eacute;m consequ&ecirc;ncias mais amplas, como efeitos adversos no desempenho acad&ecirc;mico e nos resultados de nascimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abordar esses desafios requer esfor&ccedil;os coordenados em v&aacute;rias frentes. Estrat&eacute;gias eficazes de manejo de inc&ecirc;ndios florestais devem ser combinadas com o fortalecimento da aplica&ccedil;&atilde;o das regulamenta&ccedil;&otilde;es de desmatamento e pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis de uso da terra. Al&eacute;m disso, interven&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas direcionadas s&atilde;o cruciais para mitigar os impactos agudos da fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios florestais na sa&uacute;de, especialmente para crian&ccedil;as, idosos e outros grupos em situa&ccedil;&atilde;o de risco. Al&eacute;m disso, pol&iacute;ticas destinadas a reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa e promover a resili&ecirc;ncia em comunidades vulner&aacute;veis aos impactos clim&aacute;ticos s&atilde;o essenciais para a sustentabilidade ambiental e da sa&uacute;de p&uacute;blica a longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, a pesquisa cient&iacute;fica cont&iacute;nua e a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas baseadas em evid&ecirc;ncias ser&atilde;o fundamentais para se adaptar e mitigar as amea&ccedil;as crescentes causadas pelos inc&ecirc;ndios florestais induzidos pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no Brasil. Ao integrar o conhecimento cient&iacute;fico com medidas pol&iacute;ticas proativas e engajamento comunit&aacute;rio, o Brasil pode buscar um futuro em que tanto a integridade ambiental quanto a sa&uacute;de p&uacute;blica sejam protegidas contra os desafios crescentes do nosso clima em mudan&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Agradecimentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>MMV agradece a bolsa de produtividade em pesquisa CNPq # 311576/2022-2</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; MARENGO, J. A.; SOUZA J&Uacute;NIOR, C. M.; THONICKE, K.; BURTON, C.; HALLADAY, K.; BETTS, R. A.; ALVES, L. M.; SOARES, W. R. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; ARAG&Atilde;O, L. E.; ANDERSON, L. O.; FONSECA, M. G.; ROSAN, T. M.; VEDOVATO, L. B.; WAGNER, F. H.; SILVA, C.; SILVA JUNIOR, C. H. L.; ARAI, E.; AGUIAR, A. P. et al. 21st Century drought-related fires counteract the decline of Amazon deforestation carbon emissions. Nature communications, v. 9, n. 1, p. 1-12, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; SPRACKLEN, D. V.; ARNOLD, S. R.; TAYLOR, C. M. Observations of increased tropical rainfall preceded by air passage over forests. Nature, v. 489, n. 7415, p. 282-285, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; STAAL, A.; FLORES, B. M.; AGUIAR, A. P.; BOSMANS, J. H.; FETZER, I.; TUINENBURG, O. A. Feedback between drought and deforestation in the Amazon. Environmental Research Letters, v. 15, n. 4, p. 044024, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;20&#93; BARLOW, J.; BERENGUER, E.; CARMENTA, R.; FRAN&Ccedil;A, F. Clarifying Amazonia's burning crisis. Global Change Biology, v. 26, n. 2, p. 319-321, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;21&#93; BRANDO, P. M.; SOARES-FILHO B. S.; RODRIGUES, L.; ASSUN&Ccedil;&Atilde;O, A.; MORTON, D.; TUCHSCHNEIDER, D.; FERNANDES, E. C. M.; MACEDO, M. N.; OLIVEIRA, U. et al. The gathering firestorm in southern Amazonia. Science Advances, v. 6, n. 2, p. eaay1632, 2020.    </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;38&#93; AMAZON ENVIRONMENTAL RESEARCH INSTITUTE (IPAM); INSTITUTE FOR HEALTH POLICY STUDIES (IEPS); HUMAN RIGHTS WATCH. "The Air is Unbearable": Health impacts of deforestation-related fires in the Brazilian Amazon. United States of America: PAM/IEPS/HRW, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;39&#93; YE, T. et al. Short-term exposure to wildfire-related PM2.5 increases mortality risks and burdens in Brazil. Nature Communications, v. 13, n. 1, p. 7651, 2022. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-022-35326-x" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41467-022-35326-x</a>&gt;    ..</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;40&#93; AMAZON ENVIRONMENTAL RESEARCH INSTITUTE (IPAM); INSTITUTE FOR HEALTH POLICY STUDIES (IEPS); HUMAN RIGHTS WATCH. "The Air is Unbearable": Health Impacts of Deforestation-Related Fires in the Brazilian Amazon. 2020. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://ipam.org.br/wp-content/uploads/2020/08/brazil0820_web.pdf" target="_blank">https://ipam.org.br/wp-content/uploads/2020/08/brazil0820_web.pdf</a>&gt;    .</font></p>      ]]></body><back>
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