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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transição energética no Brasil]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema energético]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças climáticas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gilberto de Martino Jannuzzi</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor de Sistemas Energ&eacute;ticos da Faculdade de Engenharia Mec&acirc;nica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador s&ecirc;nior do N&uacute;cleo de Planejamento Energ&eacute;tico NIPE (Unicamp). &Eacute; membro da coordena&ccedil;&atilde;o do Programa de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas Globais da FAPESP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no Brasil &eacute; um processo complexo que vai al&eacute;m da ado&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis. Exige reformas profundas na infraestrutura energ&eacute;tica, integra&ccedil;&atilde;o de setores de consumo e reformas regulat&oacute;rias. A forma&ccedil;&atilde;o de capital humano especializado &eacute; crucial para impulsionar inova&ccedil;&otilde;es e garantir a flexibilidade do setor de servi&ccedil;os de energia. O Brasil tem investido em pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (PD&amp;I) no setor energ&eacute;tico, com investimentos anuais de R$ 4,5 bilh&otilde;es entre 2017 e 2022. O desafio &eacute; redirecionar esses investimentos para temas mais alinhados &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e descarboniza&ccedil;&atilde;o da economia. Al&eacute;m disso, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica exige esfor&ccedil;os de adapta&ccedil;&atilde;o, visando maior resili&ecirc;ncia e controle dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; essencial para o Brasil alcan&ccedil;ar um futuro mais sustent&aacute;vel e competitivo, e seu sucesso depender&aacute; da colabora&ccedil;&atilde;o entre diferentes setores da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Sistema energ&eacute;tico; Energia renov&aacute;vel; Efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crescentes ocorr&ecirc;ncias de extremos clim&aacute;ticos em diversas regi&otilde;es do mundo, inclusive no Brasil, reiteram a necessidade de uma r&aacute;pida redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa (GEEs), cuja maior participa&ccedil;&atilde;o decorre da produ&ccedil;&atilde;o e uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Relat&oacute;rios como <i>Assessment Reports</i> (AR) do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) &#91;1&#93;, os acordos internacionais, os compromissos nacionais e estaduais &#91;2,3,4,5,6&#93;, reconhecem o problema e contemplam recomenda&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es para a redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Grande parte das oportunidades para a descarboniza&ccedil;&atilde;o da economia j&aacute; s&atilde;o conhecidas e est&atilde;o se tornando cada vez mais econ&ocirc;micas e vi&aacute;veis. As estrat&eacute;gias se concentram na dissemina&ccedil;&atilde;o acelerada de tecnologias de baixo carbono e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, e dependem de transforma&ccedil;&otilde;es na infraestrutura f&iacute;sica, regulat&oacute;ria, e do sistema financeiro, bem como dos comportamentos de investidores (p&uacute;blicos e privados) e consumidores de energia. O maior uso de energia solar, biomassa, e&oacute;lica (inclusive <i>offshore</i>) e tecnologias eficientes de uso final de energia j&aacute; s&atilde;o op&ccedil;&otilde;es competitivas com combust&iacute;veis f&oacute;sseis para gera&ccedil;&atilde;o de calor e eletricidade &#91;1&#93; (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a04fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desafio &eacute; que a transi&ccedil;&atilde;o para uma economia descarbonizada implica em uma transforma&ccedil;&atilde;o muito mais abrangente, conforme mencionado acima, que transcende os limites do setor energ&eacute;tico convencional. O debate se concentra n&atilde;o s&oacute; na velocidade que se deseja imprimir a essas transforma&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m nas trajet&oacute;rias a serem escolhidas, considerando as oportunidades e os impactos no desenvolvimento econ&ocirc;mico, social e ambiental desejado pela sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil possui caracter&iacute;sticas particulares de disponibilidade de recursos naturais que lhe oferecem grandes oportunidades para realizar essa transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica de maneira exemplar, mais r&aacute;pida e possivelmente a menores custos do que muitos pa&iacute;ses. Ao fazer isso, existe tamb&eacute;m a oportunidade significativa de aprendizado tecnol&oacute;gico, de inova&ccedil;&otilde;es em modelos de neg&oacute;cios e instrumentos de pol&iacute;tica p&uacute;blica. Esses fatores podem potencialmente trazer vantagens competitivas para produtos e servi&ccedil;os produzidos no pa&iacute;s, al&eacute;m de servirem com refer&ecirc;ncia global.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"O Brasil possui caracter&iacute;sticas particulares de disponibilidade de recursos naturais que lhe oferecem grandes oportunidades para realizar essa transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica de maneira exemplar."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo busca, inicialmente, definir melhor o entendimento sobre transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, apresentando um referencial para an&aacute;lise dessa transi&ccedil;&atilde;o. Em seguida, discute algumas oportunidades e desafios para os pr&oacute;ximos anos no Brasil para financiar pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (PD&amp;I) que acelere a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica brasileira promovendo trajet&oacute;rias de desenvolvimento econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel, com equidade social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Afinal, o que &eacute; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>V&aacute;rias transi&ccedil;&otilde;es</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o novidades. A hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o apresenta in&uacute;meros exemplos de transi&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o movimentos progressivos de transforma&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o das fontes de energia utilizadas para produzir calor, ilumina&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a motriz, atendendo a uma variedade crescente de necessidades &#91;7&#93;. Periodicamente, essas mudan&ccedil;as deslocam fontes de energia prim&aacute;ria dominantes por outras capazes de fornecer servi&ccedil;os mais eficientes e de melhor qualidade. Exemplos cl&aacute;ssicos incluem a substitui&ccedil;&atilde;o da lenha pelo carv&atilde;o e, posteriormente, a predomin&acirc;ncia do petr&oacute;leo. Esse &eacute; o resultado da &uacute;ltima transi&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m acelerou a import&acirc;ncia e conveni&ecirc;ncia da eletricidade como energia secund&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crises ou choques repentinos de disponibilidade de recursos energ&eacute;ticos e, consequentemente, nos pre&ccedil;os de energia, aceleram e tem provocado essas transi&ccedil;&otilde;es. Tecnologias inovadoras e/ou disruptivas capazes de executar servi&ccedil;os de energia de maneira mais eficiente, com maior conforto e menores custos fazem parte dos processos de transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, e determinam a import&acirc;ncia de uma fonte prim&aacute;ria (ou secund&aacute;ria) de energia sobre outras. Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica tem uma grande import&acirc;ncia na medida em que &eacute; tamb&eacute;m capaz de direcionar a estrutura econ&ocirc;mica de um pa&iacute;s ou regi&atilde;o &#91;8,9,10&#93;. Restri&ccedil;&otilde;es ambientais e sociais s&atilde;o tamb&eacute;m determinantes nos processos de transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. Exemplos n&atilde;o faltam, como a corrida e posterior desacelera&ccedil;&atilde;o da energia nuclear, assim como a expans&atilde;o de hidroeletricidade no Brasil, instala&ccedil;&atilde;o de complexos para processamento de petr&oacute;leo, zoneamento de planta&ccedil;&atilde;o de cana-de-a&ccedil;&uacute;car para fins energ&eacute;ticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura que analisa caracter&iacute;sticas e impactos das v&aacute;rias transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas &eacute; extensa e s&oacute;lida (ver, por exemplo, &#91;11,12,13,14,15&#93;) e incluem aspectos referentes a impactos em diferentes classes socioecon&ocirc;micas, setores econ&ocirc;micos, g&ecirc;nero, abrang&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, e mesmo aspectos et&aacute;rios e entre gera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica n&atilde;o est&aacute; restrita ao setor de produ&ccedil;&atilde;o (ou convers&atilde;o) de combust&iacute;veis e eletricidade. Como vemos, ela inclui tamb&eacute;m transforma&ccedil;&otilde;es estruturais nos setores de consumo ou uso final de energia. Algumas tecnologias de uso final s&atilde;o capazes de transformar rapidamente o consumo de energia de um setor espec&iacute;fico, como foi o caso da dissemina&ccedil;&atilde;o de l&acirc;mpadas LED no setor de ilumina&ccedil;&atilde;o &#91;16&#93;. Tecnologias de uso final de energia, sua dissemina&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o entre consumidores, seja atrav&eacute;s de prefer&ecirc;ncias de mercado ou de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas tamb&eacute;m determinam a velocidade e rotas da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A transi&ccedil;&atilde;o que se busca deve atender &agrave;s crescentes demandas e maior acesso aos servi&ccedil;os de energia para a popula&ccedil;&atilde;o, de modo a garantir sustentabilidade ambiental, inclus&atilde;o de g&ecirc;nero, gera&ccedil;&atilde;o de emprego e custos finais acess&iacute;veis."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento da digitaliza&ccedil;&atilde;o de diversos processos e da sua import&acirc;ncia na economia moderna confere um papel de destaque para a eletricidade e integra&ccedil;&atilde;o crescente do setor energ&eacute;tico com o de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Confere tamb&eacute;m maior flexibilidade para a opera&ccedil;&atilde;o do setor energ&eacute;tico e as possibilidades de maior integra&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis intermitentes, tecnologias e sistemas de armazenamento de energia, modifica&ccedil;&otilde;es da demanda de energia (tamb&eacute;m conhecido como Resposta da Demanda) e mesmo a integra&ccedil;&atilde;o do setor de transportes com o el&eacute;trico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas t&ecirc;m sido extremamente importantes para promover diferentes trajet&oacute;rias e assim determinar a velocidade da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. Por exemplo, a pol&iacute;tica energ&eacute;tica da Alemanha "<i>Energiewende</i>", iniciada na d&eacute;cada de 1980 visava desenvolver uma economia sem petr&oacute;leo e energia nuclear, buscando benef&iacute;cios ambientais, aumentar a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica do pa&iacute;s e promover a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Com isso, aquele pa&iacute;s realizou, na &eacute;poca, grandes investimentos e avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos em energia solar e e&oacute;lica, al&eacute;m de buscar aumentar a efici&ecirc;ncia de uso final de energia, como uma pol&iacute;tica p&uacute;blica &#91;17, 18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, tivemos, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1960, um grande esfor&ccedil;o para fazer uma transi&ccedil;&atilde;o da lenha (e carv&atilde;o vegetal), usada para coc&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica, para o GLP, um combust&iacute;vel mais limpo e eficiente. Para realizar essa transi&ccedil;&atilde;o em escala nacional foram necess&aacute;rios quase 30 anos de subs&iacute;dios ao consumidor final, uma garantia de abastecimento seguro (e tamb&eacute;m fortemente subsidiado) atrav&eacute;s de uma empresa estatal (Petrobras), da cria&ccedil;&atilde;o de uma extensa rede de distribui&ccedil;&atilde;o nacional atrav&eacute;s de entes privados e de instrumentos de regula&ccedil;&atilde;o (tanto econ&ocirc;mica como a de seguran&ccedil;a ao usu&aacute;rio final) desse mercado &#91;19,20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro exemplo nacional bastante interessante para ilustrar diferentes aspectos de transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas, &eacute; o caso do etanol como substituto (parcial e total) &agrave; gasolina. Novamente, temos uma pol&iacute;tica p&uacute;blica preocupada em mobilizar investimentos (p&uacute;blicos e privados) para garantir suprimento de um novo combust&iacute;vel produzido localmente. Foram criados subs&iacute;dios ao novo combust&iacute;vel e aos novos motores automotivos para conseguir transformar o mercado consumidor de energia. Houve, inclusive, financiamento p&uacute;blico para desenvolvimento de novas tecnologias e pr&aacute;ticas agr&iacute;colas com objetivo de aumentar a produtividade de cana-de-a&ccedil;&uacute;car e produ&ccedil;&atilde;o do etanol, assim como a adapta&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia de ve&iacute;culos para o novo combust&iacute;vel. Al&eacute;m de simultaneamente, haver a cria&ccedil;&atilde;o de rede nacional de distribui&ccedil;&atilde;o &#91;21,22,23&#93;. O etanol possibilitou um extenso e importante aprendizado tecnol&oacute;gico e de pol&iacute;tica p&uacute;blica de gest&atilde;o da demanda e oferta de um novo combust&iacute;vel, ainda que de maneira parcial para o setor energ&eacute;tico &#91;24&#93; (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a04fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica necess&aacute;ria hoje</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A caracter&iacute;stica mais relevante da atual transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; sua necessidade imperativa de redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, especialmente o CO<sub>2</sub> proveniente da combust&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. De um certo modo, &eacute; uma transi&ccedil;&atilde;o de volta a energ&eacute;ticos que historicamente foram substitu&iacute;dos, como energia solar, biomassa e energia e&oacute;lica. No entanto, agora isso &eacute; feito com not&aacute;vel progresso tecnol&oacute;gico em termos de efici&ecirc;ncia, praticidade e redu&ccedil;&atilde;o de custos dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; consensual que a transi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &eacute;, de fato, um esfor&ccedil;o em aumentar a participa&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis, mas tamb&eacute;m inclui maior efici&ecirc;ncia no uso final e, novas rotas de convers&atilde;o de energia prim&aacute;ria em outras fontes, como, por exemplo, a produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio e maior eletrifica&ccedil;&atilde;o &#91;1&#93;. Ao mesmo tempo, a transi&ccedil;&atilde;o que se busca deve atender &agrave;s crescentes demandas e maior acesso aos servi&ccedil;os de energia para a popula&ccedil;&atilde;o, de modo a garantir sustentabilidade ambiental, inclus&atilde;o de g&ecirc;nero, gera&ccedil;&atilde;o de emprego e custos finais acess&iacute;veis &#91;25&#93;. Essas caracter&iacute;sticas da atual transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica s&atilde;o importantes ao se analisar as diferentes rotas para atingi-la.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns aspectos merecem tamb&eacute;m aten&ccedil;&atilde;o. A maior depend&ecirc;ncia de fontes renov&aacute;veis introduz novas vulnerabilidades al&eacute;m de sua intermit&ecirc;ncia sazonal, como a influ&ecirc;ncia da pr&oacute;pria mudan&ccedil;a do clima nos padr&otilde;es de pluviosidade, ventos e insola&ccedil;&atilde;o. Isso significa maiores preocupa&ccedil;&otilde;es com o que chamamos de "seguran&ccedil;a energ&eacute;tica" e demonstra a crescente import&acirc;ncia de sistemas de armazenamento de energia e de maior efici&ecirc;ncia nos usos finais de energia. O sistema energ&eacute;tico que deveremos construir durante a atual transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica ser&aacute; muito mais complexo e dever&aacute; ser altamente flex&iacute;vel, envolvendo as diversas alternativas que j&aacute; conhecemos, tanto do lado da oferta como da demanda de energia, e novos modelos de neg&oacute;cio atrav&eacute;s do maior uso de tecnologias que chamamos de tecnologias de interface. A gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da de eletricidade e calor, por exemplo, possibilita o surgimento de novos agentes no mercado de energia: o prosumidor (consumidor capaz de gerar e vender seus excedentes para a rede). Dever&aacute; ser o resultado de a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e, ao mesmo tempo, contemplar a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos atuais. A implementa&ccedil;&atilde;o conjunta de a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o (redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es) e adapta&ccedil;&atilde;o, considerando os compromissos nacionais &#91;i&#93;, gera benef&iacute;cios adicionais e sinergias para a sa&uacute;de e o bem-estar humano &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mesmas din&acirc;micas das transi&ccedil;&otilde;es anteriores aplicam-se, mas agora com novas exig&ecirc;ncias socioecon&ocirc;micas e ambientais e consider&aacute;vel aumento do conhecimento cient&iacute;fico sobre alternativas para enfrentamento da mudan&ccedil;a do clima e emiss&otilde;es de gases estufa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A velocidade da descarboniza&ccedil;&atilde;o depende diretamente da rota de descarboniza&ccedil;&atilde;o escolhida e dos benef&iacute;cios que se busca alcan&ccedil;ar. A linguagem adotada em Dubai, na COP28, foi <i>"transitioning away from fossil fuels",</i> que revela a velocidade mais modesta da trajet&oacute;ria global de descarboniza&ccedil;&atilde;o, consolidando o debate aparentemente sem&acirc;ntico que se estabeleceu sobre uma recomenda&ccedil;&atilde;o de "<i>phase-out</i>" ou "<i>phase-down</i>", uma transi&ccedil;&atilde;o mais agressiva ou menos agressiva, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especialmente para pa&iacute;ses em desenvolvimento e mais pobres, como o caso do Brasil, a descarboniza&ccedil;&atilde;o necessita incorporar os objetivos de desenvolvimento socioecon&ocirc;micos. Essas rotas ou trajet&oacute;rias podem incluir alguns setores da economia, ou toda a economia e come&ccedil;a a ser qualificada como transi&ccedil;&atilde;o justa com equidade social, igualdade de g&ecirc;nero, etc. &#91;26, 27, 28&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no Brasil</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora aumentar a participa&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis seja crucial, essa maior depend&ecirc;ncia tamb&eacute;m introduz novas vulnerabilidades, como a influ&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nos padr&otilde;es de pluviosidade, ventos e insola&ccedil;&atilde;o, conforme j&aacute; mencionado. O Brasil, que j&aacute; enfrentou crises de abastecimento el&eacute;trico, justamente por ter grande participa&ccedil;&atilde;o de fonte renov&aacute;vel (hidroeletricidade), buscou, como parte importante de sua estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, a expans&atilde;o de seu parque termoel&eacute;trico.  Daqui em diante, essa n&atilde;o ser&aacute; uma op&ccedil;&atilde;o e, portanto, transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com seguran&ccedil;a de abastecimento dever&aacute; se apoiar em aumentar as op&ccedil;&otilde;es de oferta de energia renov&aacute;vel e gest&atilde;o da demanda, juntamente com um conjunto de tecnologias e instrumentos econ&ocirc;micos que possibilitem maior flexibilidade na opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico, incluindo sua maior integra&ccedil;&atilde;o com o setor de transportes (el&eacute;trico) e de comunica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no Brasil precisa tamb&eacute;m considerar a import&acirc;ncia econ&ocirc;mica do setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s para o pa&iacute;s e, consequentemente, sua contribui&ccedil;&atilde;o para as emiss&otilde;es atuais e futuras. No que se refere a produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, o pa&iacute;s ocupava o nono lugar no mundo, com 3,1 milh&otilde;es de barris por dia, em 2023. &Eacute; tamb&eacute;m o nono pa&iacute;s em termos de consumo de derivados de petr&oacute;leo. A explora&ccedil;&atilde;o, refino e exporta&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, assim como o g&aacute;s natural, representam uma atividade econ&ocirc;mica importante no Brasil, especialmente ao n&iacute;vel local e estadual. Ser&aacute; necess&aacute;ria a participa&ccedil;&atilde;o desse setor nos custos e seu papel nas rotas da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro fato importante no contexto nacional &eacute; que uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o tem dificuldades de acesso e manuten&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de eletricidade &#91;29&#93;, transporte e combust&iacute;veis para coc&ccedil;&atilde;o. A regi&atilde;o amaz&ocirc;nica &eacute; um caso desafiador para o fornecimento ambiental e economicamente vi&aacute;vel de energia para usos b&aacute;sicos e de desenvolvimento econ&ocirc;mico. A transi&ccedil;&atilde;o dever&aacute; enfrentar essa pobreza energ&eacute;tica<i>, </i>como &eacute; caracterizado esse problema. E isso dever&aacute; ser feito com tecnologias e energia renov&aacute;vel, atrav&eacute;s de financiamento e modelos de neg&oacute;cio inovadores. Esse salto para novos patamares tecnol&oacute;gicos (<i>technological leapfrogging)</i> na &aacute;rea de energia foi inicialmente proposto por Goldemberg <i>et al.</i> &#91;30&#93;<i>, </i>e trabalhos mais recentes analisam as oportunidades da gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da e outras estrat&eacute;gias como alternativas de renda e acesso a servi&ccedil;os de energia para popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda &#91;31,32,33&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, outro fato relevante na agenda de enfrentamento a mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica s&atilde;o os esfor&ccedil;os de aumentar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica do lado da demanda. N&atilde;o obstante diversas iniciativas, desde a primeira crise de abastecimento de petr&oacute;leo, em meados dos anos 1970, o pa&iacute;s figurou na modesta 19ª posi&ccedil;&atilde;o na classifica&ccedil;&atilde;o internacional entre as 25 maiores economias que respondem a 82% do consumo mundial de energia (2022), ao se analisar esfor&ccedil;os relacionados com efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica &#91;34&#93;. Esse estudo &eacute; realizado periodicamente pelo Conselho Americano para uma Economia com Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica (ACEEE, na sigla em ingl&ecirc;s) e considera diversos indicadores de desempenho t&eacute;cnico, econ&ocirc;mico, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e regula&ccedil;&atilde;o que favore&ccedil;am o uso eficiente de energia, especialmente nos setores de edifica&ccedil;&otilde;es, transportes e ind&uacute;stria.  Com dificuldades, o pa&iacute;s tem avan&ccedil;ado em estabelecer indicadores mais ambiciosos de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica de ve&iacute;culos a combust&atilde;o, equipamentos el&eacute;tricos e de aparelhos de ar-condicionado &#91;35,36&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil &eacute; signat&aacute;rio de diversos acordos internacionais que lhe conferem compromissos para realizar essa transi&ccedil;&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o de maior uso de fontes renov&aacute;veis, redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de metano e de maior efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. O pa&iacute;s assumiu compromisso de neutralidade de carbono em 2050. Embora j&aacute; possua grande participa&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis, especialmente para gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade, ser&atilde;o necess&aacute;rias inova&ccedil;&otilde;es em instrumentos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, tanto para desenvolver como financiar a transforma&ccedil;&atilde;o de mercados de tecnologias e energ&eacute;ticos, especialmente no setor de transportes (carga) e alguns segmentos industriais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Elementos essenciais da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como vimos, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica que se busca n&atilde;o apenas dever&aacute; reduzir e neutralizar as emiss&otilde;es de carbono, mas tamb&eacute;m contribuir para o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e ambiental do pa&iacute;s. Entendemos que as diferentes trajet&oacute;rias de descarboniza&ccedil;&atilde;o que podem compor uma transi&ccedil;&atilde;o atual deve se organizar segundo os   eixos estruturantes que j&aacute; aparecem em diversos documentos oficiais &#91;37,38,39&#93;. Destacamos a seguir alguns desses eixos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Tecnologias de energia</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o desenvolvimento de tecnologias para a transi&ccedil;&atilde;o para uma economia de baixo carbono continue crucial e deva ser um foco constante, este n&atilde;o se configura como o principal desafio para o Brasil nos curto e m&eacute;dio prazos. Na verdade, o pa&iacute;s possui expertise para exportar solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas nesse campo (bioenergia, por exemplo). Diversos estudos, inclusive as Contribui&ccedil;&otilde;es Nacionalmente Determinadas (NDCs) brasileiras, indicam que os maiores desafios residem na difus&atilde;o das tecnologias existentes, o que exige pol&iacute;ticas clim&aacute;ticas robustas, instrumentos de mercado adequados e regulamenta&ccedil;&otilde;es eficazes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Energia e&oacute;lica-offshore pode se beneficiar de instala&ccedil;&otilde;es j&aacute; presentes e aproveitar a experi&ecirc;ncia e <i>know-how</i> existente no setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s para se estabelecer como uma importante fonte de gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade que poder&aacute; ser utilizada para produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio verde ou, integrado ao sistema interligado nacional, com maiores investimentos em transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o &#91;40&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; mencionado, a maior depend&ecirc;ncia de fontes intermitentes necessitar&aacute; de sistemas e tecnologias de armazenamento de eletricidade e integra&ccedil;&atilde;o. Essa infraestrutura dever&aacute; ser muito mais flex&iacute;vel do que a que temos atualmente, capaz, inclusive, de rapidamente poder contar n&atilde;o s&oacute; com diferentes fontes de eletricidade, como tamb&eacute;m com instrumentos de modifica&ccedil;&atilde;o da demanda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe salientar que diversas tecnologias limpas e eficientes j&aacute; est&atilde;o dispon&iacute;veis comercialmente, inclusive no Brasil. Aprimoramentos regulat&oacute;rios (incluindo tarifa&ccedil;&atilde;o), integra&ccedil;&atilde;o entre redes inteligentes de eletricidade, gest&atilde;o da demanda de energia, sistemas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de transporte, aliada &agrave; confiabilidade, estabilidade e capacidade de resposta desses sistemas frente a eventos clim&aacute;ticos extremos, s&atilde;o &aacute;reas que demandam aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Moderniza&ccedil;&atilde;o da infraestrutura f&iacute;sica de fornecimento e uso de energia</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A infraestrutura do Brasil de energia (petr&oacute;leo &amp; g&aacute;s e eletricidade) foi constru&iacute;da principalmente ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, com maior intensidade a partir da d&eacute;cada de 1970. Grande parte dessa infraestrutura, incluindo a malha vi&aacute;ria, j&aacute; n&atilde;o atende &agrave;s demandas atuais, como a integra&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias (incluindo gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, maior uso de biometano, biog&aacute;s e futuramente hidrog&ecirc;nio) e a resili&ecirc;ncia a eventos clim&aacute;ticos extremos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maior uso de fontes de energia solar e e&oacute;lica (<i>onshore</i> e <i>offshore</i>) implicar&atilde;o em adapta&ccedil;&otilde;es e inova&ccedil;&otilde;es no setor de transmiss&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico, que tamb&eacute;m se integrar&aacute; com o setor de transporte el&eacute;trico e de armazenamento de energia (e produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio verde).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; urgente adaptar e inovar n&atilde;o apenas os sistemas de gera&ccedil;&atilde;o, transporte e distribui&ccedil;&atilde;o de energia, mas tamb&eacute;m a infraestrutura de consumo de energia (malha vi&aacute;ria, pr&eacute;dios, equipamentos, ve&iacute;culos e planejamento urbano). Grande parte das tecnologias eficientes e de baixo carbono, especialmente eletromobilidade, exigem novas estruturas capazes de operar em redes e integradas ao ambiente constru&iacute;do e resilientes a extremos clim&aacute;ticos &#91;41&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Reformas institucionais e regulat&oacute;rias</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o para uma economia de baixo carbono e a maior participa&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias de convers&atilde;o de energia exigem reformas profundas no ambiente regulat&oacute;rio e institucional &#91;38&#93;. Essa necessidade se estende al&eacute;m das novas tecnologias de convers&atilde;o de energia, abrangendo tamb&eacute;m as tecnologias digitais que possuem a capacidade de introduzir novos modelos de neg&oacute;cios, incorporar e integrar novos agentes econ&ocirc;micos e possibilitar a integra&ccedil;&atilde;o de setores como transportes, habita&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses desafios exigem investiga&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o de impactos e planejamento abrangentes. Para alcan&ccedil;ar os objetivos da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; necess&aacute;rio revisar e reformar as institui&ccedil;&otilde;es, sua regula&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e econ&ocirc;mica, e adapt&aacute;-las &agrave;s novas realidades tecnol&oacute;gicas. Isso permitir&aacute; a necess&aacute;ria participa&ccedil;&atilde;o de investimentos e esfor&ccedil;os da iniciativa privada para o desenvolvimento de novos mercados de energia, preservando benef&iacute;cios p&uacute;blicos e sustentabilidade ambiental. &Eacute; conhecido que o volume de investimento necess&aacute;rio para promover a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica vai muito al&eacute;m daqueles que podem ser financiados pelo setor p&uacute;blico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ter em mente que os arranjos institucionais, regulat&oacute;rios, instrumentos de financiamento e recursos humanos s&atilde;o pe&ccedil;as cr&iacute;ticas no desenvolvimento do mercado de energia de baixo carbono e que precisam ser considerados para serem capazes de atrair recursos financeiros para investir na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Financiamento e novos modelos de neg&oacute;cio para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o para um sistema energ&eacute;tico mais sustent&aacute;vel e resiliente exige investimentos significativos em novas tecnologias, infraestrutura e modelos de neg&oacute;cio.  As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devem contemplar mecanismos de financiamento (p&uacute;blico e privado) para sistemas de inova&ccedil;&atilde;o e para a moderniza&ccedil;&atilde;o de cadeias produtivas relevantes &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. Isso inclui desde a pesquisa e desenvolvimento at&eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; crucial estimular a cria&ccedil;&atilde;o de novos modelos de neg&oacute;cio, especialmente para PMEs e startups nas &aacute;reas de tecnologia e finan&ccedil;as. Isso pode ser feito atrav&eacute;s de incentivos, parcerias e programas de desenvolvimento espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma variedade de instrumentos financeiros pode ser utilizada como capital de risco, empr&eacute;stimos verdes, fundos de investimento e mecanismos de pagamento por resultados. A escolha do instrumento ideal depender&aacute; das caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de cada projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mercado de certificados de carbono pode ser um importante instrumento para financiar projetos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa. As empresas que emitem gases poluentes podem adquirir certificados de projetos que removem carbono da atmosfera, como reflorestamento e gera&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel. O RENOVABIO &#91;42&#93; &eacute; um instrumento j&aacute; existente e que pode ser ampliado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A dimens&atilde;o humana da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um elemento chave nas transforma&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; aprimorar a compreens&atilde;o de como os brasileiros entendem o papel da energia, sua percep&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais dispon&iacute;veis e seu papel nas estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o. Essa compreens&atilde;o profunda da rela&ccedil;&atilde;o entre sociedade e energia &eacute; fundamental para o sucesso da transi&ccedil;&atilde;o, pois permitir&aacute; a constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas mais eficazes, que considerem as necessidades e realidades da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, os recursos humanos assumem um papel crucial. A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica exige uma for&ccedil;a de trabalho altamente qualificada e engajada, capaz de desenvolver e implementar as tecnologias e pr&aacute;ticas necess&aacute;rias para a descarboniza&ccedil;&atilde;o da economia. Isso inclui profissionais em diversas &aacute;reas, como:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149;	Ci&ecirc;ncia e tecnologia: Pesquisadores, engenheiros e t&eacute;cnicos especializados em energias renov&aacute;veis, efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, sistemas de armazenamento de energia e outras &aacute;reas relacionadas &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149;	Ci&ecirc;ncias sociais e humanas: Soci&oacute;logos, antrop&oacute;logos, psic&oacute;logos e outros profissionais que podem auxiliar na compreens&atilde;o dos comportamentos sociais, das percep&ccedil;&otilde;es e dos valores relacionados &agrave; energia e na elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o e engajamento da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149;	Economia e gest&atilde;o: Economistas, gestores e outros profissionais que podem contribuir para a an&aacute;lise dos custos e benef&iacute;cios da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica para o desenvolvimento de modelos de neg&oacute;cios inovadores e para a gest&atilde;o eficiente dos recursos energ&eacute;ticos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149;	Educa&ccedil;&atilde;o: Professores e educadores que podem incorporar a tem&aacute;tica da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica nos curr&iacute;culos escolares e na forma&ccedil;&atilde;o de adultos, promovendo a educa&ccedil;&atilde;o ambiental e a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da sustentabilidade energ&eacute;tica. Al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o de novos profissionais, &eacute; fundamental investir na requalifica&ccedil;&atilde;o e na atualiza&ccedil;&atilde;o daqueles que j&aacute; atuam no setor energ&eacute;tico, especialmente na &aacute;rea de petr&oacute;leo e g&aacute;s. Isso permitir&aacute; que os profissionais se adaptem &agrave;s novas demandas da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e contribuam para a constru&ccedil;&atilde;o de um futuro mais sustent&aacute;vel. A&ccedil;&otilde;es de pesquisa sobre cultura, comportamentos e informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cruciais n&atilde;o s&oacute; para comunicar descobertas e avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, mas tamb&eacute;m para melhorar as escolhas e comportamentos sociais, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos dos cidad&atilde;os. Essas a&ccedil;&otilde;es devem ser direcionadas tanto para a popula&ccedil;&atilde;o em geral quanto para consumidores corporativos visando promover novas formas de consumo energ&eacute;tico que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do consumo e das emiss&otilde;es. A comunica&ccedil;&atilde;o clara, acess&iacute;vel e engajadora &eacute; fundamental para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira compreender os benef&iacute;cios da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e se engaje ativamente no processo. Isso exige a cria&ccedil;&atilde;o de campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o, a utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes canais de comunica&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil na constru&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relacionadas &agrave; energia.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica: investimentos de pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde a d&eacute;cada de 1990, uma parcela da atividade econ&ocirc;mica nas &aacute;reas de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural, biocombust&iacute;veis e energia el&eacute;trica gera recursos substanciais para PD&amp;I (Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - FNDCT) na &aacute;rea de energia administrados por fundos nacionais de natureza p&uacute;blica (CT-Petro e CT-Energ, e as ag&ecirc;ncias Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - CNPq e Financiadora de Estudos e Projetos - Finep) e fundos supervisionados pelas ag&ecirc;ncias reguladoras Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e Biocombust&iacute;veis (ANP) e Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (ANEEL) (fundos chamados de publicamente orientados). Os recursos publicamente orientados, na verdade, financiam projetos propostos pelas empresas que atuam no setor, atendendo a crit&eacute;rios e orienta&ccedil;&otilde;es das ag&ecirc;ncias reguladoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o per&iacute;odo de 2017-22, a m&eacute;dia anual do total de investimentos em PD&amp;I foi de R$ 4,5 bilh&otilde;es (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). &Eacute; claro que existem diferen&ccedil;as importantes com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza dos investimentos de cada uma das ag&ecirc;ncias, funda&ccedil;&otilde;es como a Fapesp, bancos de desenvolvimento, fundos setoriais e os recursos supervisionados pelas ag&ecirc;ncias reguladoras. Esses &uacute;ltimos tendem a ter uma destina&ccedil;&atilde;o para pesquisa aplicada e mais altos TRLs (<i>Technology Readiness Levels</i>). S&atilde;o recursos significativos para financiar investimentos para forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, laborat&oacute;rios e projetos de pesquisa que podem acelerar inova&ccedil;&otilde;es e projetos de demonstra&ccedil;&atilde;o relevantes para alavancar tamb&eacute;m a curva de aprendizado tecnol&oacute;gico e de transforma&ccedil;&atilde;o de mercado para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a04tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o recursos significativos e, muito provavelmente, suficientes para desenvolver uma intelig&ecirc;ncia de planejamento e assim instrumentalizar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no Brasil nos pr&oacute;ximos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte dos recursos &eacute; destinada &agrave; &aacute;rea de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural (<a href="#fig3">Figuras 3</a> e <a href="#fig4">4</a>) atrav&eacute;s da ANP, refletindo diretamente a maior arrecada&ccedil;&atilde;o de receitas desse setor (petr&oacute;leo e g&aacute;s natural), bem como a sua import&acirc;ncia econ&ocirc;mica. O montante que se pode atribuir a projetos de PD em TE (energias renov&aacute;veis, efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, hidrog&ecirc;nio, tecnologias transversais) &eacute; muito menor, com destaque para o desenvolvimento de fontes renov&aacute;veis e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. Mais recentemente tem havido maior aten&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento da cadeia do hidrog&ecirc;nio, em particular do hidrog&ecirc;nio verde. Essa prioridade foi objeto de delibera&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de Energia e resultou na cria&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Hidrog&ecirc;nio (PNH2), com recursos de R$ 200 milh&otilde;es at&eacute; 2025 &#91;44&#93;.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a04fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a04fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ser&aacute; um desafio buscar aumentar o fomento de investimentos em PD&amp;I para temas mais diretamente relacionados com uma agenda de Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica, considerando especialmente o montante atualmente destinado ao setor de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Minha sugest&atilde;o inicial &eacute; dar mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de profissionais do setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s que possam analisar as possibilidades de realizar a descarboniza&ccedil;&atilde;o da economia brasileira e preparar a transi&ccedil;&atilde;o da infraestrutura instalada para biometano, biog&aacute;s, hidrog&ecirc;nio (incluindo a produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio a partir do g&aacute;s natural), por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme mencionado, a novidade da atual transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; n&atilde;o s&oacute; a velocidade de se promover a descarboniza&ccedil;&atilde;o, mas principalmente como faz&ecirc;-la. Existem diferentes maneiras de se promover essa descarboniza&ccedil;&atilde;o que chamamos de rotas ou trajet&oacute;rias (<i>pathways</i>, <i>roadmaps</i>). Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica agrega novas dimens&otilde;es especialmente relevantes para atender e estender os benef&iacute;cios de servi&ccedil;os de energia para os mais diversos setores da economia, da popula&ccedil;&atilde;o e regi&otilde;es. Isso inclui o acesso universal a fontes de energia limpa, eletrifica&ccedil;&atilde;o com fontes de energia de baixas emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, a promo&ccedil;&atilde;o da mobilidade ativa e transporte p&uacute;blico para melhorar a qualidade do ar, a sa&uacute;de e o emprego, garantir a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica e promover a equidade. J&aacute; existem algumas propostas de trajet&oacute;rias de descarboniza&ccedil;&atilde;o, tanto em &acirc;mbito nacional como estadual e municipal que podem se beneficiar de suporte de PD&amp;I para seu aprimoramento e desenvolvimento de ferramentas para monitoramento e experimenta&ccedil;&atilde;o &#91;45,46,47,48,49&#93;. Entender melhor essas diferentes rotas, seus custos, desafios de implementa&ccedil;&atilde;o, benef&iacute;cios e impactos pode orientar uma agenda de PD&amp;I em transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com maior ades&atilde;o e, consequentemente, com maiores possibilidades de sucesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Altera&ccedil;&otilde;es de padr&otilde;es hidrol&oacute;gicos, regime de chuvas, ventos e insola&ccedil;&atilde;o afetam a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica de sistemas renov&aacute;veis, como j&aacute; experimentamos no pa&iacute;s. Ondas de calor, frio e chuvas (extremos clim&aacute;ticos) afetam a demanda de energia e a resili&ecirc;ncia da pr&oacute;pria infraestrutura f&iacute;sica do sistema de produ&ccedil;&atilde;o e abastecimento de energia no curto prazo. Esses fatores impactam de maneiras diferentes setores econ&ocirc;micos, regi&otilde;es e classes sociais que precisam ser mais bem estudados. Desse modo, transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica requer tamb&eacute;m esfor&ccedil;os de PD&amp;I para adapta&ccedil;&atilde;o de modo a promover maior resili&ecirc;ncia e controle dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no atual e no novo sistema energ&eacute;tico de baixo carbono.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica agrega novas dimens&otilde;es especialmente relevantes para atender e estender os benef&iacute;cios de servi&ccedil;os de energia para os mais diversos setores da economia, da popula&ccedil;&atilde;o e regi&otilde;es."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da expressiva participa&ccedil;&atilde;o de fontes renov&aacute;veis na gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade, o Brasil enfrenta obst&aacute;culos para descarbonizar sua economia e atender aos requisitos de viabilidade econ&ocirc;mica, equidade social e sustentabilidade ambiental. A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, caracterizada pela substitui&ccedil;&atilde;o gradual de fontes energ&eacute;ticas f&oacute;sseis por renov&aacute;veis, configura-se como um processo intrincado e multifacetado que transcende a mera ado&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias. Para alcan&ccedil;ar um futuro energ&eacute;tico sustent&aacute;vel e competitivo, o Brasil necessita de uma reestrutura&ccedil;&atilde;o profunda em diversos aspectos, desde a infraestrutura de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia at&eacute; a integra&ccedil;&atilde;o de diferentes setores de consumo e a implementa&ccedil;&atilde;o de reformas regulat&oacute;rias que fomentem novos mercados energ&eacute;ticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, a forma&ccedil;&atilde;o de capital humano especializado assume um papel fundamental. Investimentos em educa&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o profissional s&atilde;o cruciais para impulsionar inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, desenvolver infraestruturas resilientes, criar modelos de neg&oacute;cios inovadores e aprimorar instrumentos de pol&iacute;tica p&uacute;blica. Tais medidas visam garantir a flexibilidade necess&aacute;ria ao setor energ&eacute;tico e seus servi&ccedil;os de energia, permitindo sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas e desafios da nova matriz energ&eacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o Brasil tem demonstrado compromisso com a pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o (PD&amp;I) no setor energ&eacute;tico. Setores como petr&oacute;leo, g&aacute;s natural, biocombust&iacute;veis e energia el&eacute;trica geraram recursos significativos para essa &aacute;rea, com investimentos anuais em PD&amp;I estipulados em R$ 4,5 bilh&otilde;es entre 2017 e 2022. Essa robusta base financeira coloca o pa&iacute;s em uma posi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel para desenvolver intelig&ecirc;ncia de planejamento e acelerar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica nos pr&oacute;ximos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, o desafio reside em redirecionar esses investimentos para temas mais alinhados &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, considerando especialmente o montante atualmente destinado ao setor de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Nesse sentido, a forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais do setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s para analisar as possibilidades de descarboniza&ccedil;&atilde;o da economia brasileira surge como uma das medidas estrat&eacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de redirecionamento de investimentos e capacita&ccedil;&atilde;o profissional, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica exige um esfor&ccedil;o direcionado em PD&amp;I para adapta&ccedil;&atilde;o. Essa iniciativa visa promover maior resili&ecirc;ncia e controle dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no atual e no novo sistema energ&eacute;tico de baixo carbono. Mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es hidrol&oacute;gicos, regime de chuvas, ventos, produ&ccedil;&atilde;o de biomassa e insola&ccedil;&atilde;o podem afetar a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica de sistemas renov&aacute;veis, como j&aacute; experimentado no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em suma, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica se configura como um processo essencial e inevit&aacute;vel para o Brasil alcan&ccedil;ar um futuro mais sustent&aacute;vel e competitivo. Apesar dos desafios inerentes a essa mudan&ccedil;a paradigm&aacute;tica, o pa&iacute;s possui diversas oportunidades para descarbonizar sua economia e investir em fontes renov&aacute;veis de energia. O sucesso dessa jornada depender&aacute; da colabora&ccedil;&atilde;o entre os diferentes setores da sociedade, incluindo o governo, o setor privado, a academia e a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Somente atrav&eacute;s de um esfor&ccedil;o conjunto e engajado ser&aacute; poss&iacute;vel construir um futuro energ&eacute;tico resiliente, sustent&aacute;vel e pr&oacute;spero para o Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; LEE, H.; ROMERO, J. <i>Summary for policymakers</i>. Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge: Cambridge University Press, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; BRAZIL. <i>Brazil's NDC</i>: National determination to contribute and transform. United Nations Framework Convention on Climate Change, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; S&Atilde;O PAULO. Decreto no 65.881, de 20 de julho de 2021. Disp&otilde;e sobre a ades&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo &agrave;s campanhas "Race to Zero" e "Race to Resilience", no &acirc;mbito da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima, e d&aacute; provid&ecirc;ncias correlatas. S&atilde;o Paulo: Assembleia Legislativa do Estado de S&atilde;o Paulo, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; UNITED NATIONS CLIMATE CHANGE. <i>The Paris Agreement</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement" target="_blank">https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement</a>. Acesso em: 22 jun. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; UNITED NATIONS CLIMATE CHANGE. <i>Race to Resilience</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://climatechampions.unfccc.int/race-to-resilience-launches/" target="_blank">https://climatechampions.unfccc.int/race-to-resilience-launches/</a>. Acesso em: 22 jun. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; UNITED NATIONS CLIMATE CHANGE. <i>Race to Zero</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://climatechampions.unfccc.int/system/race-to-zero/" target="_blank">https://climatechampions.unfccc.int/system/race-to-zero/</a>. Acesso em: 22 jun. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93; SMIL, V. <i>Energy transitions</i>: Global and national perspectives. London: Bloomsbury Academic, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; FOUQUET, R. Historical energy transitions: Speed, prices and system transformation. <i>Energy Research &amp; Social Science</i>, v. 22, p. 7-12, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; GROSSMAN, P. Z. Energy shocks, crises and the policy process: A review of theory and application. <i>Energy Policy</i>, v. 77, p. 56-69, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93; GRUBLER, A. Energy transitions research: Insights and cautionary tales. <i>Energy Policy</i>, v. 50, p. 8-16, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;11&#93; KOWALSKA-PYZALSKA, A. Introduction to innovative energy services (IES) in transitioning energy markets. In: KOWALSKA-PYZALSKA, A. <i>Diffusion of innovative energy services</i>.  Cambridge: Academic Press, 2024. p. 1-19.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;12&#93; SOLOMON, B. D.; KRISHNA, K. The coming sustainable energy transition: History, strategies, and outlook. <i>Energy Policy</i>, v. 39, n. 11, p. 7422-7431, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; SOVACOOL, B. K.; BRISBOIS, M. C. Elite power in low-carbon transitions: A critical and interdisciplinary review. <i>Energy Research &amp; Social Science</i>, v. 57, p. 101242, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; WANG, X.; LO, K. Just transition: A conceptual review. <i>Energy Research &amp; Social Science</i>, v. 82, p. 102291, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; YANG, Y.; XIA, S.; HUANG, P.; QIAN, J. Energy transition: Connotations, mechanisms and effects. <i>Energy Strategy Reviews</i>, v. 52, p. 101320, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Tracking Clean Energy Progress 2023. <i>IEA</i>, jul. 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.iea.org/reports/tracking-clean-energy-progress-2023" target="_blank">https://www.iea.org/reports/tracking-clean-energy-progress-2023</a>. Acesso em: 19 jun. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; JOAS, F.; PAHLE, M.; FLACHSLAND, C.; JOAS, A. Which goals are driving the Energiewende? Making sense of the German Energy Transformation. <i>Energy Policy</i>, v. 95, p. 42-51, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; RENN, O.; MARSHALL, J. P. Coal, nuclear and renewable energy policies in Germany: From the 1950s to the "Energiewende". <i>Energy Policy</i>, v. 99, p. 224-232, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; JANNUZZI, G. M.; SANGA, G. A. LPG subsidies in Brazil: an estimate. <i>Energy for Sustainable Development</i>, v. 8, n. 3, p. 127-129, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;20&#93; LUCON, O.; COELHO, S.; GOLDEMBERG, J. LPG in Brazil: lessons and challenge. <i>Energy for Sustainable Development</i>, vol. 8, n. 3, p. 82-90, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;21&#93; CORTEZ, L. A. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;28&#93; URPELAINEN, J.; AKLIN, M.; BAYER, P. <i>Escaping the energy poverty trap</i>: When and how governments power the lives of the poor. Cambridge: MIT Press, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;29&#93; PAIVA, J. C.; JANNUZZI, G. M.; MELO, C. Mapping electricity affordability in Brazil. <i>Utilities Policy</i>, v. 59, p. 100926, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;30&#93; GOLDEMBERG, J.; JOHANSSON, T. B.; REDDY, A. K. N. <i>Energy for a sustainable world.</i> 1. ed. New York: Wiley, 1988.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;31&#93; BANERJEE, M.; PRASAD, R.; REHMAN, I. H.; GILL, B. Induction stoves as an option for clean cooking in rural India. <i>Energy Policy,</i> v. 88, p. 159-167, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;32&#93; SERMARINI, A. C. de P.; AZEVEDO, J. H. P.; ALBUQUERQUE, V. C.; CALILI, R. F.; GON&Ccedil;ALVES, F.; JANNUZZI, G. Distributed energy resources in low-income communities: A public policy proposal for Brazil. <i>Energy Policy</i>, v. 187, p. 114030, 2024.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;33&#93; STRITZKE, S.; BRICKNELL, M.; LEACH, M.; THAPA, S.; KHALIFA, Y.; BROWN, E. Impact financing for clean cooking energy transitions: Reviews and prospects. <i>Energies</i>, v. 16, n. 16, p. 5992, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;34&#93; SUBRAMANIAN, S.; BASTIAN, H.; HOOFMEISTER, A.; TOLENTINO, C.; NADEL, S. 2022 International Energy Efficiency Scorecard ACEEE. Washington: American Council for an Energy-Efficient Economy, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;35&#93; LETSCHERT, V. E.; KARALI, N.; PARK, Y.; SHAH, N. The manufacturer economics and national benefits of cooling efficiency for air conditioners in Brazil. <i>ECEEE Summer Study Proceedings</i>, Presqu'&icirc;le de Giens, France, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;36&#93; MELO, C.; JANNUZZI, G. M.; SANTANA, P. H. Why should Brazil to implement mandatory fuel economy standards for the light vehicle fleet? <i>Renewable and Sustainable Energy Reviews</i>, v. 81, p. 1166-1174, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;37&#93; FAPESP. Plano Cient&iacute;fico Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas 2020-2030. <i>Fapesp</i>, S&atilde;o Paulo, 30 abr. 2021. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://fapesp.br/14884/plano-cientifico-mudancas-climaticas-2020-2030" target="_blank">https://fapesp.br/14884/plano-cientifico-mudancas-climaticas-2020-2030</a>. Acesso em: 8 nov. 2023.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;38&#93; MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE. <i>Plano Nacional sobre Mudan&ccedil;a do Clima</i>: Brasil. Bras&iacute;lia: MMA, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;39&#93; GOVERNO DO ESTADO DE S&Atilde;O PAULO. <i>Plano de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica PAC2050.</i> S&atilde;o Paulo: Governo do Estado de S&atilde;o Paulo, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;40&#93; EMPRESA DE PESQUISA ENERG&Eacute;TICA (EPE). <i>Roadmap E&oacute;lica Offshore Brasil</i>. Rio de Janeiro: EPE, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;41&#93; MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE. <i>Plano Nacional de Adapta&ccedil;&atilde;o Volume II &agrave; Mudan&ccedil;a do Clima</i>. Bras&iacute;lia: MMA, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;42&#93; AG&Ecirc;NCIA NACIONAL DO PETR&Oacute;LEO, G&Aacute;S NATURAL E BIOCOMBUST&Iacute;VEIS (ANP). RenovaBio. <i>ANP</i>, Rio de Janeiro, 2024. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/renovabio/renovabio" target="_blank">https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/renovabio/renovabio</a>. Acesso em: 7 mar. 2024.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;43&#93; EMPRESA DE PESQUISA ENERG&Eacute;TICA (EPE). <i>Painel de indicadores de investimentos em inova&ccedil;&atilde;o em energia no Brasil</i>. Rio de Janeiro: EPE, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;44&#93; MINIST&Eacute;RIO DE MINAS E ENERGIA. Brasil ter&aacute; mais de R$ 200 milh&otilde;es de investimento para pesquisa sobre hidrog&ecirc;nio de baixa emiss&atilde;o de carbono. <i>Minist&eacute;rio de Minas e Energia</i>, Bras&iacute;lia, 24 ago. 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/brasil-tera-mais-de-r-200-milhoes-de-investimento-para-pesquisa-sobre-hidrogenio-de-baixa-emissao-de-carbono" target="_blank">https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/brasil-tera-mais-de-r-200-milhoes-de-investimento-para-pesquisa-sobre-hidrogenio-de-baixa-emissao-de-carbono</a>. Acesso em: 7 mar. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;45&#93; EMPRESA DE PESQUISA ENERG&Eacute;TICA (EPE). <i>Neutralidade de carbono at&eacute; 2050</i>: cen&aacute;rios para uma transi&ccedil;&atilde;o eficiente no Brasil. Rio de Janeiro: EPE, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;46&#93; PREFEITURA DA CIDADE DE S&Atilde;O PAULO. Plano de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica. <i>Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente</i>, S&atilde;o Paulo, 1º jul. 2024. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/comite_do_clima/index.php?p=284394" target="_blank">https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/comite_do_clima/index.php?p=284394</a>. Acesso em: 27 jun. 2024.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;47&#93; PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE. <i>Plano Local de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica do Recife</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://americadosul.iclei.org/documentos/plano-local-de-acao-climatica-do-recife-pe" target="_blank">https://americadosul.iclei.org/documentos/plano-local-de-acao-climatica-do-recife-pe</a>. Acesso em: 21 jun. 2024.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;48&#93; EMPRESA DE PESQUISA ENERG&Eacute;TICA (EPE). <i>O compromisso do Brasil no combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>: Produ&ccedil;&atilde;o e uso de energia. Rio de Janeiro: EPE, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;49&#93; PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR. Plano de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica de Salvador. <i>Prefeitura Municipal de Salvador</i>, nov. 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sustentabilidade.salvador.ba.gov.br/programas/plano-de-acao-climatica-de-salvador" target="_blank">https://sustentabilidade.salvador.ba.gov.br/programas/plano-de-acao-climatica-de-salvador</a>. Acesso em: 27 jun. 2024.    </font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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