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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Educa&ccedil;&atilde;o ambiental como aliada no enfrentamento das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscylla Almeida<sup>I</sup>; Jo&atilde;o F. F. Nogueira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Jornalista e produtora de conte&uacute;do para &aacute;reas de sa&uacute;de e ci&ecirc;ncia, marketing e publicidade. Apaixonada por filmes, gatinhos e pela rotina din&acirc;mica que a comunica&ccedil;&atilde;o traz: o contato com gente, a curiosidade de assuntos diversos, a troca    <br>   <sup>II</sup>Desenvolvedor de software, professor e pesquisador. Transita por diversos temas, das ci&ecirc;ncias humanas &agrave;s exatas, sempre estudando algo novo. Adora jogar videogame quando n&atilde;o est&aacute; viajando</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em maio de 2024, o Brasil presenciou um de seus maiores desastres clim&aacute;ticos, o pior no estado do Rio Grande do Sul: 163 pessoas perderam suas vidas, mais de 775 mil ficaram desabrigadas e os preju&iacute;zos j&aacute; somam mais de R$ 10,4 bilh&otilde;es, com mais de 108,6 mil casas danificadas ou destru&iacute;das, segundo o Boletim da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Munic&iacute;pios (CNM). Em contrapartida, no m&ecirc;s de julho, mais de 200 munic&iacute;pios da Regi&atilde;o Norte encontram-se em situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, devido aos efeitos da seca que se arrasta desde o in&iacute;cio do ano e que assola mais de 900 mil pessoas, causando preju&iacute;zos econ&ocirc;micos de mais de R$ 1,1 bilh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em ambos os cen&aacute;rios e praticamente ao mesmo tempo, o pa&iacute;s enfrenta consequ&ecirc;ncias da abund&acirc;ncia e da falta de &aacute;gua, com reflexos que devastam a popula&ccedil;&atilde;o, biomas e diversos setores ambientais, civis, p&uacute;blicos e privados. Com tantas ocorr&ecirc;ncias cada vez mais devastadoras, especialistas e popula&ccedil;&atilde;o fazem a mesma pergunta: cat&aacute;strofes clim&aacute;ticas podem ser evitadas? A busca por respostas &eacute; extremamente complexa, por&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel encontrar na educa&ccedil;&atilde;o ambiental um caminho assertivo para promover o conhecimento necess&aacute;rio sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus efeitos. "A educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; um campo do conhecimento essencial para o enfrentamento das problem&aacute;ticas socioambientais, como a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica, e &eacute; uma das poucas estrat&eacute;gias capazes de fazer com que as pessoas se sensibilizem, compreendam o tema e, acima de tudo, se mobilizem para o enfrentamento desses problemas", destaca Ana Lucia Suriani Affonso, professora do Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paran&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Daniele Saheb Pedroso, professora da Escola de Educa&ccedil;&atilde;o e Humanidades da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (PUCPR) e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental e Complexidade (GEPEACOM), "A educa&ccedil;&atilde;o ambiental tem um papel muito importante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crise clim&aacute;tica, onde, por meio dela, as pessoas conseguem desenvolver a consci&ecirc;ncia sobre a sua responsabilidade diante deste cen&aacute;rio e entender que n&atilde;o se trata de um fen&ocirc;meno natural e que n&atilde;o &eacute; algo que vai ser revertido. H&aacute; a necessidade de um comprometimento de cunho social para que futuramente esses impactos sejam minimizados".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; um campo do conhecimento essencial para o enfrentamento das problem&aacute;ticas socioambientais, como a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica visa aumentar a compreens&atilde;o sobre a ci&ecirc;ncia do clima, suas implica&ccedil;&otilde;es sociais e ambientais e capacitar indiv&iacute;duos para tomar medidas eficazes contra as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Apesar de sua defini&ccedil;&atilde;o ter tomado mais contornos atualmente com o agravamento da emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica, o tema da educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; alertado por especialistas desde os anos 1990. Pautas como a ci&ecirc;ncia do clima, impactos ambientais e sociais, mitiga&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e resili&ecirc;ncia buscam envolver e engajar comunidades para agir, promovendo a sustentabilidade e a justi&ccedil;a clim&aacute;tica, por meio de pr&aacute;ticas cotidianas, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e movimentos sociais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desafios dos educadores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Longe de ser tratada como uma disciplina isolada, Pedro Roberto Jacobi, professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o e pesquisador do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados (IEA) da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), onde coordena o grupo de Estudos de Meio Ambiente e Sociedade do IEA e colabora com o Programa USP Cidades Globais, destaca que "a educa&ccedil;&atilde;o ambiental no contexto das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas precisa ser cada vez mais abordada de uma perspectiva transversal. Contudo, um dos principais desafios &eacute; trazer o tema para a percep&ccedil;&atilde;o dos educandos, justamente ao abordar uma reflex&atilde;o em torno da preven&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o como uma vis&atilde;o catastrofista. Nesse sentido, &eacute; muito importante trabalhar com diferentes tipos de metodologias interativas que possam contribuir para que nossos alunos tenham a percep&ccedil;&atilde;o e a consci&ecirc;ncia de consultar esse termo sobre a problem&aacute;tica da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e seus diferentes tipos de impacto". J&aacute; Ana Lucia Suriani Affonso destaca: "Percebo uma fragmenta&ccedil;&atilde;o do conhecimento e isso tamb&eacute;m &eacute; refletido nas diferentes maneiras de se abordar o mesmo assunto como emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica. &Eacute; um problema de ordem complexa, a gente necessita do di&aacute;logo entre as diferentes &aacute;reas do conhecimento para tentar entender as diferentes dimens&otilde;es que envolvem esse problema".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa transversalidade &eacute; um princ&iacute;pio pedag&oacute;gico que visa integrar os conhecimentos de diferentes &aacute;reas e disciplinas para abordar temas relevantes para a sociedade, como &eacute; o caso das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. No entanto, Daniele Saheb Pedroso reconhece que h&aacute; dificuldades para implementar essa proposta na pr&aacute;tica educativa. "A maioria das escolas hoje da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica n&atilde;o tem uma disciplina espec&iacute;fica de educa&ccedil;&atilde;o ambiental. Sendo assim, &eacute; necess&aacute;ria uma articula&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o para viabilizar o encontro e o di&aacute;logo desses professores para que cada um em sua &aacute;rea espec&iacute;fica possa pensar em como contribuir para essa discuss&atilde;o, visto que &eacute; um tema transversal". Al&eacute;m disso, os educadores enfrentam outras adversidades ao abordar a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica em sala de aula, sendo a falta de recursos e o apoio institucional para implementar programas de educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica alguns dos principais desafios onde muitos acabam por n&atilde;o ter a forma&ccedil;&atilde;o ou conhecimento suficiente sobre o assunto para ensin&aacute;-lo de maneira eficaz. "Abordar a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica nas escolas, obviamente, exige todo um trabalho metodol&oacute;gico, um trabalho de di&aacute;logos. O desafio da transversalidade &eacute; justamente o quanto a escola est&aacute; aberta para essa reflex&atilde;o associada ao tema ambiental", complementa Pedro Roberto Jacobi.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Implementa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e metodologias eficazes na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Implementar a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica pode ser um processo abrangente e multifacetado envolvendo escolas, comunidades, governos e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais. Ela pode ser estabelecida por meio de estrat&eacute;gias pr&aacute;ticas na educa&ccedil;&atilde;o formal, educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e governamentais, uso da tecnologia e m&iacute;dias digitais, engajamento e participa&ccedil;&atilde;o ativa, e recursos e parcerias. &Eacute; a partir desse di&aacute;logo que se pode come&ccedil;ar a buscar a constru&ccedil;&atilde;o da transversalidade. "Considero que a educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; absolutamente estrat&eacute;gica. Quanto mais cedo come&ccedil;ar, melhor. E para isso tamb&eacute;m &eacute; muito importante todas essas atividades coletivas, produ&ccedil;&atilde;o de material, filmes, pe&ccedil;as teatrais, todos os temas s&atilde;o fundamentais e devem ser colocados como centrais", afirma Pedro Roberto Jacobi.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"As metodologias participativas s&atilde;o as principais, j&aacute; que nesse processo a gente consegue fazer com que todos os envolvidos participem das tomadas de decis&otilde;es, al&eacute;m deste di&aacute;logo permear todo processo que &eacute; cont&iacute;nuo e participativo", analisa Ana Lucia Suriani Affonso. Ela defende que a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica deve ser constru&iacute;da coletivamente, respeitando as diferentes vozes e saberes dos participantes e reconhece que deve ser contextualizada e adaptada &agrave;s necessidades e demandas de diferentes locais. "Como abordar este tema? A quest&atilde;o &eacute; complexa e sist&ecirc;mica. Por&eacute;m, &eacute; importante mostrar com exemplos j&aacute; concretos que, o que ocorre em um determinado lugar, mesmo que distante, impacta diretamente na vida de todos. Acredito que o caminho &eacute; essa integra&ccedil;&atilde;o", complementa Daniele Saheb Pedroso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Iniciativas no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica tem ganhado destaque nos &uacute;ltimos anos por meio de diversas iniciativas governamentais, acad&ecirc;micas e da sociedade civil. O Plano Nacional sobre Mudan&ccedil;a do Clima (PNMC), o Programa Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (ProNEA) - um documento oficial do governo brasileiro que estabelece estrat&eacute;gias e a&ccedil;&otilde;es para aumentar a resili&ecirc;ncia do pa&iacute;s &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas - e o Plano Nacional de Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; Mudan&ccedil;a do Clima (PNA) - lan&ccedil;ado em 2016 com o objetivo promover a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em setores-chave da economia e da sociedade brasileira, como agricultura, recursos h&iacute;dricos, sa&uacute;de, biodiversidade, cidades e infraestrutura - s&atilde;o exemplos de a&ccedil;&otilde;es governamentais que incluem a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica como uma das estrat&eacute;gias para mitigar e adaptar-se &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a14fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONGs) e sociedade civil, como o Instituto Socioambiental, SOS Mata Atl&acirc;ntica e Greenpeace Brasil, tamb&eacute;m realizam projetos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, incluindo programas espec&iacute;ficos sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e consumo sustent&aacute;vel. Projetos acad&ecirc;micos e universit&aacute;rios, como a Rede Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (REBEA) e a Rede de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental do Paran&aacute; (REA-PR), tamb&eacute;m promovem a educa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica por meio de programas de pesquisa e extens&atilde;o. "O Brasil tem avan&ccedil;ado nessa tem&aacute;tica nos &uacute;ltimos anos, mas ainda falta uma articula&ccedil;&atilde;o entre as diferentes a&ccedil;&otilde;es realizadas pelo governo, pela academia e pela sociedade civil. Existe uma car&ecirc;ncia de um mecanismo integrador dessas iniciativas, no sentido de socializar experi&ecirc;ncias, mas sempre tentando respeitar e identificar as especificidades de cada local, j&aacute; que o nosso pa&iacute;s &eacute; t&atilde;o amplo com regi&otilde;es que compreendem biomas com aspectos culturais, sociais e econ&ocirc;micos muito distintos", analisa Ana Lucia Suriani Affonso. "Tamb&eacute;m &eacute; importante considerar as injusti&ccedil;as socioambientais geradas pela crise clim&aacute;tica, que afeta de forma desigual as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis" (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A educa&ccedil;&atilde;o ambiental no contexto das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas precisa ser cada vez mais abordada de uma perspectiva transversal."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Projeto Pacto Global de Jovens pelo Clima, implementado em mais de 20 pa&iacute;ses e coordenado por Daniele Saheb Pedroso, &eacute; uma iniciativa que fornece subs&iacute;dios para que os jovens possam compreender as diferentes dimens&otilde;es e desafios do planeta, a evolu&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a busca por novas respostas que exijam desenvolver boas pr&aacute;ticas educacionais. "O projeto teve in&iacute;cio com grupos fora do Brasil em 2014 e, em 2020, entrei agregando parcerias com professores da nossa regi&atilde;o e com o professor doutor Alfredo Pena Veiga, que &eacute; coordenador do projeto ao n&iacute;vel mundial. Dessa forma, estendemos di&aacute;logos entre jovens de lugares completamente distantes e diferentes, mas interligados pelo mesmo tema, refor&ccedil;ando a ideia de que a quest&atilde;o do desafio da crise clim&aacute;tica &eacute; global, n&atilde;o apenas localizada. &Eacute; a import&acirc;ncia deste protagonismo agregado &agrave; realidade de cada um".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"&Eacute; importante considerar as injusti&ccedil;as socioambientais que s&atilde;o geradas pela crise clim&aacute;tica, que afeta de forma desigual as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis."</i></b></styled-content>   </font></p>      ]]></body>
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