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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correndo mais devagar do que o le&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paula Gomes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escritora, doutora em cinema e especialista em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o faltam dados alarmantes sobre o aquecimento global e suas consequ&ecirc;ncias para a vida na Terra. Segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (OMM), 2023 foi o ano mais quente j&aacute; registrado. A temperatura m&eacute;dia anual global chegou muito perto de 1,5 ºC acima dos n&iacute;veis pr&eacute;-industriais (per&iacute;odo em que a humanidade n&atilde;o queimava grandes quantidades de combust&iacute;veis f&oacute;sseis). O aumento de 1,5 ºC na temperatura da Terra foi o limite estabelecido pelo acordo de Paris em 2015 por ser considerado um ponto de inflex&atilde;o entre uma situa&ccedil;&atilde;o pass&iacute;vel de ser controlada e revertida e o colapso clim&aacute;tico global. Se aquecermos a Terra acima deste limite, os efeitos podem ser desastrosos. Ainda assim, o recorde mundial da emiss&atilde;o de gases de efeito estufa (GEE) &eacute; batido ano a ano. A concentra&ccedil;&atilde;o de GEE atingiu um n&iacute;vel in&eacute;dito em 2022 - 2023 e 2024 parecem caminhar para quebrar esse recorde.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A corrida para evitar o superaquecimento do planeta come&ccedil;ou a ser travada no s&eacute;culo passado. Seu marco inicial foi a RIO92, uma das maiores reuni&otilde;es de chefes de estado de toda a hist&oacute;ria. Na ocasi&atilde;o, a "Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;as do Clima" definiu que impedir uma eleva&ccedil;&atilde;o da temperatura m&eacute;dia do planeta era imperativo, em nome do princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o. Em uma an&aacute;lise desses &uacute;ltimos 30 anos, S&eacute;rgio Besserman Vianna, presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, afirma que o mundo est&aacute; muito atrasado na prote&ccedil;&atilde;o ao clima e no objetivo de barrar o avan&ccedil;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: "Tudo que foi feito de l&aacute; para c&aacute; &eacute; muito insuficiente em rela&ccedil;&atilde;o ao necess&aacute;rio. &Eacute; como se algu&eacute;m que est&aacute; correndo de um le&atilde;o na savana com um fone de ouvido e fosse indagado sobre como est&atilde;o as coisas e respondesse 'estou correndo'. Sim, disso n&oacute;s sabemos. A quest&atilde;o &eacute; se voc&ecirc; est&aacute; correndo mais do que o le&atilde;o ou menos do que o le&atilde;o. Se voc&ecirc; estiver correndo menos do que o le&atilde;o, n&atilde;o far&aacute; a menor diferen&ccedil;a. Estamos correndo menos do que o le&atilde;o. Muito menos do que o necess&aacute;rio foi feito nesses &uacute;ltimos 32 anos e n&oacute;s estamos caminhando para uma situa&ccedil;&atilde;o extraordinariamente dif&iacute;cil" (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Eacute; preciso fazer mais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos principais aliados na redu&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa na atmosfera &eacute; a floresta. Como as plantas armazenam e absorvem o carbono do ar, proteger os <i>habitats</i> &eacute; imprescind&iacute;vel para diminuir a concentra&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa na atmosfera. Cientistas v&ecirc;m apontando que a prote&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas traz benef&iacute;cios diretos e indiretos para todos, na medida que atuam na regula&ccedil;&atilde;o do clima terrestre. "Existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre os modos de vida de uma popula&ccedil;&atilde;o e as condi&ccedil;&otilde;es ambientais e clim&aacute;ticas. Quando conseguimos fazer o restauro produtivo da floresta e trazer de volta servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos que foram sendo perdidos por conta dessa degrada&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel conter a incid&ecirc;ncia de enchentes e o impacto direto na infraestrutura, tanto no meio rural como nas cidades", explica Patricia Pinho, diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz&ocirc;nia (Ipam).</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Quando conseguimos fazer o restauro produtivo da floresta e trazer de volta servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos que foram sendo perdidos por conta dessa degrada&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel conter a incid&ecirc;ncia de enchentes e o impacto direto na infraestrutura, tanto no meio rural como nas cidades."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agricultura tamb&eacute;m pode desempenhar um papel importante no sequestro do carbono do ar, desde que sejam implementadas pr&aacute;ticas de produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;veis. Josileia Acordi Zanatta, engenheira-agr&ocirc;noma e pesquisadora na Embrapa Florestas, aponta que a agricultura pode deixar de ser emissora para tornar-se mitigadora de gases de efeito estufa. Para isso, &eacute; preciso incorporar nos sistemas produtivos pr&aacute;ticas de manejo sustent&aacute;veis que garantam o aumento dos estoques de carbono para o solo. Com esse objetivo, o governo lan&ccedil;ou em 2022 o plano ABC+ (Plano de Adapta&ccedil;&atilde;o e Baixa Emiss&atilde;o de Carbono na Agropecu&aacute;ria). O plano, que conta com a colabora&ccedil;&atilde;o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa), visa mitigar a emiss&atilde;o de gases de efeito estufa na atmosfera pelo setor agr&aacute;rio, por meio de incentivos e fomentos a tecnologias ambientais. Alguns dos objetivos do plano s&atilde;o: recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens degradadas; integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta e sistemas agroflorestais; sistema de plantio direto e florestas plantadas (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n3/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pecu&aacute;ria tamb&eacute;m &eacute; um setor de preocupa&ccedil;&atilde;o pela alta emiss&atilde;o de gases de efeito estufa na atmosfera. Algumas pesquisas cient&iacute;ficas v&ecirc;m tentando fornecer caminhos poss&iacute;veis para que esse setor deixe de ser um vil&atilde;o para tornar-se um aliado na transfer&ecirc;ncia de carbono da atmosfera para o solo. "As pr&aacute;ticas voltadas a garantir uma melhor qualidade da pastagem, como o bom manejo da altura de pasto, pastos com boa digestibilidade, geralmente retornam em menor emiss&atilde;o de metano por unidade de produto (carne/leite, por exemplo). Muitos estudos t&ecirc;m indicado que essa &eacute; a alternativa mais relevante, pois, ao mesmo tempo que reduz emiss&atilde;o de metano, tamb&eacute;m pode aumentar o ac&uacute;mulo de carbono no solo. H&aacute; tamb&eacute;m alternativas como inibi&ccedil;&atilde;o das bact&eacute;rias metanog&ecirc;nicas do r&uacute;men de animais atrav&eacute;s de aditivos", descreve Josileia Zanatta. Tais pr&aacute;ticas, caso sejam incentivadas pelo governo por meio de subs&iacute;dios aos produtores rurais, ou at&eacute; mesmo por meio de taxa&ccedil;&atilde;o para os que n&atilde;o migrarem para pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis, podem ser poderosas ferramentas no combate aos gases de efeito estufa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uma governan&ccedil;a global</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo os atuais c&aacute;lculos do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC), para que a meta de 1,5 ºC de aquecimento global n&atilde;o seja ultrapassada, precisamos reduzir as emiss&otilde;es globais de poluentes em metade at&eacute; 2030 e totalmente at&eacute; 2050. Essa meta, segundo S&eacute;rgio Besserman, configura-se como imposs&iacute;vel  - ou extraordinariamente dif&iacute;cil e s&oacute; poss&iacute;vel em um contexto de transforma&ccedil;&otilde;es de grandes propor&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas s&atilde;o necess&aacute;rias. Ant&oacute;nio Guterres, secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, afirmou recentemente que apenas reduzir o uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis n&atilde;o ser&aacute; o suficiente para cumprir as metas. &Eacute; preciso interromper completamente o seu uso o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. S&eacute;rgio Besserman tamb&eacute;m acredita que essa seja a &uacute;nica sa&iacute;da: "N&oacute;s temos que agir em todas as frentes, mas se a principal frente, que &eacute; reduzir o v&iacute;cio da civiliza&ccedil;&atilde;o humana nos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, n&atilde;o &eacute; enfrentada, n&atilde;o h&aacute; a menor possibilidade de &ecirc;xito. Para isso, &eacute; preciso interven&ccedil;&atilde;o dos governos, adotando medidas de incentivo a energias limpas, taxando e limitando os combust&iacute;veis f&oacute;sseis".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"N&oacute;s temos que agir em todas as frentes, mas se a principal frente, que &eacute; reduzir o v&iacute;cio da civiliza&ccedil;&atilde;o humana nos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, n&atilde;o &eacute; enfrentada, n&atilde;o h&aacute; a menor possibilidade de &ecirc;xito."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando falamos em grandes mudan&ccedil;as, como a transfer&ecirc;ncia de uma matriz energ&eacute;tica baseada em carv&atilde;o, petr&oacute;leo e g&aacute;s para energias limpas e renov&aacute;veis, a discuss&atilde;o esbarra na quest&atilde;o econ&ocirc;mica. Pa&iacute;ses como a China e os Estados Unidos ainda se mant&ecirc;m resistentes a eliminar completamente os combust&iacute;veis f&oacute;sseis de suas matrizes energ&eacute;ticas por receio de queda no crescimento econ&ocirc;mico. Fontes renov&aacute;veis como a e&oacute;lica e a solar podem sofrer oscila&ccedil;&otilde;es de acordo com condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas (pouco vento ou pouco sol), enquanto os combust&iacute;veis f&oacute;sseis seriam fontes est&aacute;veis. S&eacute;rgio Besserman acredita que essa preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se justifica precisamente sob o ponto de vista econ&ocirc;mico: "A ideia de &aacute;reas priorit&aacute;rias que n&atilde;o interfiram tanto com o crescimento econ&ocirc;mico &eacute; completamente equivocada. Os estudos demonstram que a queda do crescimento econ&ocirc;mico derivada do aquecimento global &eacute; muitas vezes superior". Previs&otilde;es j&aacute; apontam que se as metas n&atilde;o forem atingidas, os eventos clim&aacute;ticos extremos ocorrer&atilde;o com cada vez mais frequ&ecirc;ncia e os custos com perda de planta&ccedil;&otilde;es, infraestrutura urbana e sistema de sa&uacute;de ser&atilde;o muito superiores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b><i>"O mundo precisa de uma sociedade civil planet&aacute;ria e de formas de governan&ccedil;a global com capacidade de traduzir as metas em uma execu&ccedil;&atilde;o programada com custo elevado para quem se retirar do processo."</i></b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pesquisador acredita que a principal raz&atilde;o por estarmos perdendo essa corrida contra o aquecimento global &eacute; a incapacidade de criar mecanismos efetivos de controle e san&ccedil;&otilde;es aos pa&iacute;ses que n&atilde;o cumprem as metas: "Os mercados se globalizaram, mas a governan&ccedil;a n&atilde;o se globalizou. A ONU, respons&aacute;vel pelo tratado de Paris, n&atilde;o tem os poderes necess&aacute;rios para que essas metas sejam efetivamente cumpridas. Essas metas deixaram de ser volunt&aacute;rias no sentido pol&iacute;tico e jur&iacute;dico, mas do ponto de vista econ&ocirc;mico, o custo de n&atilde;o cumprir o tratado de Paris &eacute; irris&oacute;rio. Praticamente n&atilde;o h&aacute; custo a n&atilde;o ser reputacional. A ONU sequer levou a quest&atilde;o do clima ao conselho de seguran&ccedil;a".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A solu&ccedil;&atilde;o para esse problema, segundo o pesquisador, passa inevitavelmente pela cria&ccedil;&atilde;o de uma governan&ccedil;a global focada na manuten&ccedil;&atilde;o do clima no planeta: "Como construir uma governan&ccedil;a global? Essa &eacute; uma das principais lacunas do processo hist&oacute;rico e pol&iacute;tico conturbado que temos pela frente nos pr&oacute;ximos anos e d&eacute;cadas, tendo esses primeiros 30 anos caracterizados pela incapacidade de estar &agrave; altura do desafio. O mundo precisa de uma sociedade civil planet&aacute;ria e de formas de governan&ccedil;a global com capacidade de traduzir as metas em uma execu&ccedil;&atilde;o programada com custo elevado para quem se retirar do processo", conclui S&eacute;rgio Besserman.</font></p>      ]]></body>
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