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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Legado educacional de Johanna Döbereiner: inspiração para a ciência]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Legado educacional de Johanna D&ouml;bereiner: inspira&ccedil;&atilde;o para a ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscylla Almeida<sup>I</sup>; Jo&atilde;o F. F. Nogueira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Jornalista e produtora de conte&uacute;do para &aacute;reas de sa&uacute;de e ci&ecirc;ncia, marketing e publicidade. Apaixonada por filmes, gatinhos e pela rotina din&acirc;mica que a comunica&ccedil;&atilde;o traz: o contato com gente, a curiosidade de assuntos diversos, a troca    <br>   <sup>II</sup>Desenvolvedor de software, professor e pesquisador. Transita por diversos temas, das ci&ecirc;ncias humanas &agrave;s exatas, sempre estudando algo novo. Adora jogar videogame quando n&atilde;o est&aacute; viajando</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Johanna D&ouml;bereiner, agr&ocirc;noma e microbiologista tcheco-brasileira, &eacute; uma das cientistas de maior import&acirc;ncia na agricultura do s&eacute;culo XX. Em 2024, ano do centen&aacute;rio de seu nascimento, a hist&oacute;ria e vida de Johanna refor&ccedil;am seu papel essencial na ci&ecirc;ncia, onde promoveu pr&aacute;ticas agr&iacute;colas mais ecol&oacute;gicas e economicamente vi&aacute;veis que tornaram o Brasil uma pot&ecirc;ncia global na produ&ccedil;&atilde;o de soja.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estima-se que, atualmente, as t&eacute;cnicas de cultivo derivadas de suas pesquisas poupem mais de 15 bilh&otilde;es de d&oacute;lares ao pa&iacute;s todo ano, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa). Johanna D&ouml;bereiner foi indicada ao Pr&ecirc;mio Nobel de Qu&iacute;mica em 1997 pela Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC) e deixou um legado que influenciou diretamente a forma&ccedil;&atilde;o de novos pesquisadores, tornando-se uma das cientistas brasileiras mais citadas pela comunidade cient&iacute;fica mundial.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b><i>"A economia com a n&atilde;o aplica&ccedil;&atilde;o de fertilizantes nitrogenados torna a nossa soja extremamente competitiva no mercado mundial, al&eacute;m da contribui&ccedil;&atilde;o indireta para a redu&ccedil;&atilde;o dos gases de efeito estufa"</i></b></styled-content></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Johanna D&ouml;bereiner Kubelka nasceu em 1924 e, juntamente com sua fam&iacute;lia, tamb&eacute;m sofreu as consequ&ecirc;ncias da ocupa&ccedil;&atilde;o nazista na antiga Tchecoslov&aacute;quia. Teve o primeiro contato com a ci&ecirc;ncia por meio de seu pai, o qu&iacute;mico Paul Kubelka, que na Segunda Guerra Mundial ajudou judeus a fugir dos nazistas. Correndo risco de ser preso, Kubelka fugiu do interior rumo &agrave; capital Praga para dar aulas. J&aacute; sua m&atilde;e Margarete Kubelka foi presa em um campo de concentra&ccedil;&atilde;o por mil&iacute;cias tchecas, quando Johanna tinha 12 anos. Aos 23 anos, entrou na Universidade de Munique para cursar agronomia e bancava os estudos trabalhando no campo. Enquanto finalizava sua gradua&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio dos anos 1950, Paul Kubelka recebeu convite de amigos professores para trabalhar no Brasil e, algum tempo depois, a filha tamb&eacute;m migrava para o pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Grama verde</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em solo brasileiro, Johanna D&ouml;bereiner come&ccedil;ou a trabalhar no Laborat&oacute;rio de Microbiologia de Solos, em Itagua&iacute;, no interior do Rio de Janeiro, onde fica atualmente a Embrapa. Ao observar a grama do instituto, come&ccedil;ou a se perguntar por que algumas plantas permaneciam verdes e vi&ccedil;osas durante o ano todo, sem precisar de uma aduba&ccedil;&atilde;o com fertilizantes. Foi assim que descobriu que existem determinadas bact&eacute;rias que realizam a capta&ccedil;&atilde;o de nitrog&ecirc;nio do ar que promove essa aduba&ccedil;&atilde;o natural, denominada como fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do nitrog&ecirc;nio (FBN). Pa&iacute;ses onde a temperatura na raiz das plantas &eacute; inferior &agrave; faixa de 30 a 35&ordm; C possuem o clima ideal para a prolifera&ccedil;&atilde;o dessas bact&eacute;rias.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Ela conseguiu atrair muitos estudantes para atuar na &aacute;rea de FBN e que culminou com dezenas deles tornando-se pesquisadores e professores em diversas institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino no Brasil."</i></b></styled-content></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paralelamente, foi convidada para participar da Comiss&atilde;o Nacional da Soja, em 1964, pelo Departamento Nacional de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (DNPEA)<b></b> do Minist&eacute;rio da Agricultura, visando iniciar e fomentar o cultivo da soja no pa&iacute;s. Embasada com sua pesquisa, Johanna D&ouml;bereiner se op&ocirc;s logo de cara &agrave; aduba&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria com nitrog&ecirc;nio e mostrou que era poss&iacute;vel aumentar a produtividade agr&iacute;cola utilizando processos naturais, ao inv&eacute;s de depender exclusivamente de produtos qu&iacute;micos sint&eacute;ticos. "Viv&iacute;amos em plena era do reinado dos fertilizantes qu&iacute;micos e havia um descr&eacute;dito em torno dos biol&oacute;gicos, que pensavam ser produtos de segunda categoria, incapazes de alcan&ccedil;ar elevadas produtividades. Como convencer que a soja, altamente necessitada de nitrog&ecirc;nio para produzir gr&atilde;os com grande teor de prote&iacute;na, poderia ser cultivada com zero fertilizante nitrogenado, tendo como &uacute;nica fonte do nutriente o uso de bact&eacute;rias? Foi necess&aacute;ria uma verdadeira catequese, um trabalho de gera&ccedil;&atilde;o de dados, divulga&ccedil;&atilde;o em simp&oacute;sios, congressos e publica&ccedil;&otilde;es, entre outros", conta Solon Ara&uacute;jo, conselheiro fundador da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). "Mas a perseveran&ccedil;a e os not&aacute;veis resultados da Dra. Johanna venceram. Participar da Comiss&atilde;o Nacional da Soja juntamente com ela e Jardim Freire foi uma grande felicidade e um dos marcos para o sucesso da soja no Brasil", declara.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; na &eacute;poca, o m&eacute;todo de Johanna D&ouml;bereiner reduziu os custos da soja brasileira, aumentando significativamente o potencial agr&iacute;cola do pa&iacute;s. "A economia com a n&atilde;o aplica&ccedil;&atilde;o de fertilizantes nitrogenados torna a nossa soja extremamente competitiva no mercado mundial, al&eacute;m da contribui&ccedil;&atilde;o indireta para a redu&ccedil;&atilde;o dos gases de efeito estufa. As pesquisas se intensificaram a partir desse per&iacute;odo com novas oportunidades de colabora&ccedil;&atilde;o no Brasil e no exterior, assim como de recursos para alavancar os estudos bastantes desafiadores na &aacute;rea de FBN", declara Jos&eacute; Ivo Baldani, pesquisador da Embrapa Agrobiologia e amigo de Johanna D&ouml;bereiner.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisadora tamb&eacute;m aplicou esse m&eacute;todo no cultivo da cana-de-a&ccedil;&uacute;car e os resultados permitiram a implementa&ccedil;&atilde;o do Programa Pro&aacute;lcool, criado por decreto governamental no Brasil, em novembro de 1975, e que contribuiu para impulsionar a produ&ccedil;&atilde;o de bioenergia no pa&iacute;s. Atualmente, o Brasil &eacute; o segundo maior produtor de etanol do mundo, de acordo com a Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e Biocombust&iacute;veis do Minist&eacute;rio de Minas e Energias do Governo Federal. "A Dra. Johanna sempre foi uma defensora da energia limpa e uma entusiasta das pesquisas que visavam reduzir os impactos ambientais na agricultura e no meio ambiente. Era uma ecologista nata sem ser radical e inclusive, com o Pro&aacute;lcool, adquiriu um carro movido a &aacute;lcool que permaneceu com ela at&eacute; os &uacute;ltimos dias de vida", relembra Jos&eacute; Ivo Baldani (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76nspe4/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Abordagem pedag&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a maior parte de sua carreira tenha sido dedicada &agrave; pesquisa cient&iacute;fica nos campos da microbiologia e agronomia, Johanna D&ouml;bereiner atuou no curso de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Solos na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), desempenhando um papel marcante na vida dos muitos alunos que conviveram com ela. "Tive o privil&eacute;gio de ser seu orientando de mestrado. Ela conseguiu atrair muitos estudantes para atuar na &aacute;rea de FBN e que culminou com dezenas deles tornando-se pesquisadores e professores em diversas institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino no Brasil", declara Jos&eacute; Ivo Baldani.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (CNPAB), vinculado &agrave; Embrapa, ela supervisionava pesquisas em microbiologia, destacando a import&acirc;ncia das solu&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas para os desafios agr&iacute;colas. Defensora de uma ci&ecirc;ncia pr&aacute;tica, Johanna D&ouml;bereiner incentivava seus alunos a sa&iacute;rem do laborat&oacute;rio para o campo, em busca de resultados aplicados a resolver problemas reais. Isso ajudou a formar um forte senso de prop&oacute;sito e impacto social. "Desde meu primeiro est&aacute;gio com a Dra. Johanna, com apenas seis meses de gradua&ccedil;&atilde;o em agronomia, percebi nela algumas caracter&iacute;sticas muito pr&oacute;prias. Ela tinha uma total dedica&ccedil;&atilde;o em transmitir os ensinamentos. Ao mesmo tempo em que havia um rigor cient&iacute;fico, percebia-se tamb&eacute;m um lado bastante humano, sempre nos deixando &agrave; vontade para questionar", relembra Solon Ara&uacute;jo (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76nspe4/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ci&ecirc;ncia mais acess&iacute;vel</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com uma grande habilidade de traduzir conceitos complexos de microbiologia e bioqu&iacute;mica do solo em pr&aacute;ticas acess&iacute;veis para agricultores, Johanna D&ouml;bereiner publicou mais de 500 artigos em revistas nacionais e internacionais, disseminando a ideia de que a ci&ecirc;ncia precisa ser compreendida e utilizada por todos, n&atilde;o apenas pelos cientistas. "Ela fazia quest&atilde;o de repassar os trabalhos cient&iacute;ficos que recebia para os jovens pesquisadores e estudantes, destacando os assuntos para cada um. Al&eacute;m disso, fazia um esfor&ccedil;o enorme para que eles pudessem estudar nos melhores laborat&oacute;rios do exterior para ganhar experi&ecirc;ncia ou realizar seus mestrados e doutorados", pontua Jos&eacute; Ivo Baldani.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b><i>"Em cada pacote de inoculante que os agricultores utilizam em suas lavouras, tem um tanto dos conhecimentos de Johanna D&ouml;bereiner, que est&atilde;o at&eacute; hoje integrados &agrave;s pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, em todos os solos do pa&iacute;s."</i></b></styled-content></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Johanna D&ouml;bereiner trabalhou na Embrapa at&eacute; o final da vida, falecendo em 2000, aos 76 anos. Teve tr&ecirc;s filhos e dez netos. Ao longo de quase 50 anos de pesquisa, recebeu diversos destaques, foi nomeada doutora <i>honoris causa</i> pela Universidade da Fl&oacute;rida e pela UFRRJ, entrou para a Academia Pontif&iacute;cia das Ci&ecirc;ncias do Vaticano, ganhou o Pr&ecirc;mio de Ci&ecirc;ncias da UNESCO, recebeu a Gr&atilde;-Cruz da Ordem Nacional do M&eacute;rito, foi vice-presidente da ABC sendo indicada ao Pr&ecirc;mio Nobel de Qu&iacute;mica em 1997. Al&eacute;m disso, novas esp&eacute;cies de bact&eacute;rias fixadoras foram batizadas em sua homenagem e contribuiu com a cria&ccedil;&atilde;o direta de diversos programas nacionais e internacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seu impacto na ci&ecirc;ncia e na sociedade continua a beneficiar tanto a agricultura brasileira quanto mundial. "Em cada pacote de inoculante que os agricultores utilizam em suas lavouras, tem um tanto dos conhecimentos de Johanna D&ouml;bereiner, que est&atilde;o at&eacute; hoje integrados &agrave;s pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, em todos os solos do pa&iacute;s, com um legado important&iacute;ssimo que deixou na agricultura brasileira e mundial. E o melhor de tudo &eacute; que seus &lsquo;filhos e filhas' cient&iacute;ficos continuam disseminando e ampliando estes conhecimentos em aulas e pesquisas", afirma Solon Ara&uacute;jo.</font></p>      ]]></body>
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