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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250002</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Ci&ecirc;ncia Aberta: O caminho para a democratiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento e a inova&ccedil;&atilde;o colaborativa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria Fernanda Ribeiro Bittar<sup>I</sup>; Thais Crippa de Oliveira<sup>II</sup>; Iscia Lopes-Cendes<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Enfermeira especialista em Gen&eacute;tica e Gen&ocirc;mica e &Eacute;tica e Bio&eacute;tica, e pesquisadora do Departamento de Gen&eacute;tica M&eacute;dica e Medicina Gen&ocirc;mica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Unicamp e do Instituto Brasileiro de Neuroci&ecirc;ncia e Neurotecnologia (BRAINN) tamb&eacute;m da Unicamp.    <br> <sup>II</sup>Pesquisadora do Departamento de Gen&eacute;tica M&eacute;dica e Medicina Gen&ocirc;mica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Unicamp e do Instituto Brasileiro de Neuroci&ecirc;ncia e Neurotecnologia (BRAINN) tamb&eacute;m da Unicamp.    <br> <sup>III</sup>Professora do Departamento de Gen&eacute;tica M&eacute;dica e Medicina Gen&ocirc;mica, chefe do Laborat&oacute;rio de Gen&eacute;tica Molecular da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Unicamp e pesquisadora principal do Instituto Brasileiro de Neuroci&ecirc;ncia e Neurotecnologia (BRAINN) tamb&eacute;m da Unicamp.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Ci&ecirc;ncia Aberta, ou <i>Open Science</i>, &eacute; um movimento global que busca democratizar o acesso ao conhecimento cient&iacute;fico por meio do compartilhamento transparente de dados, publica&ccedil;&otilde;es, m&eacute;todos e metodologias. O movimento surgiu a partir de iniciativas de <i>software</i> livre e acesso aberto, consolidando-se com a cria&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es e diretrizes para a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. No Brasil, projetos pioneiros como a SciELO e o LattesData, al&eacute;m de iniciativas voltadas ao compartilhamento de dados gen&ocirc;micos e biom&eacute;dicos, refor&ccedil;am o compromisso nacional com a Ci&ecirc;ncia Aberta. Esse modelo oferece benef&iacute;cios como maior transpar&ecirc;ncia, integridade acad&ecirc;mica, reprodutibilidade, valida&ccedil;&atilde;o e excel&ecirc;ncia cient&iacute;fica, colabora&ccedil;&atilde;o, e redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades no acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Contudo, o modelo enfrenta desafios relacionados &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de dados sens&iacute;veis, propriedade intelectual, altos custos de publica&ccedil;&atilde;o em acesso aberto e necessidade de infraestrutura e capacita&ccedil;&atilde;o profissional. Integrando princ&iacute;pios &eacute;ticos e legais, como os previstos na Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados e as Resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de Sa&uacute;de para pesquisas com seres humanos e os princ&iacute;pios, a Ci&ecirc;ncia Aberta visa construir um ecossistema cient&iacute;fico mais inclusivo e sustent&aacute;vel, favorecendo o avan&ccedil;o do conhecimento e a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica em escala global.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras Chaves:</b> Ci&ecirc;ncia Aberta; Compartilhamento de Dados; Acesso Aberto; Bio&eacute;tica; Inova&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Origens e marcos hist&oacute;ricos da ci&ecirc;ncia aberta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Ci&ecirc;ncia Aberta tem suas origens nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, impulsionadas por iniciativas de colabora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pelo avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico. No cen&aacute;rio internacional, os movimentos de softwares e de informa&ccedil;&atilde;o de livre acesso, emergidos nos Estados Unidos em meados da d&eacute;cada de 1980, foram pioneiros desse paradigma.<sup>[1,2]</sup> A conven&ccedil;&atilde;o de Santa F&eacute; em 1999 representou um dos primeiros eventos que inauguraram a discuss&atilde;o sobre o Acesso Aberto, delineando estrat&eacute;gias como arquivamento, reposit&oacute;rios digitais e bases de dados. Foram propostos padr&otilde;es para que documentos eletr&ocirc;nicos, softwares e bases de dados estivessem em conformidade com a <i>Open Archives Initiative</i> (OAI), visando a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de documentos eletr&ocirc;nicos e a promo&ccedil;&atilde;o do uso de softwares de acesso livre para estabelecer interoperabilidade entre os sistemas e, assim, permitir uma dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o mais abrangente.<sup>[3]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Declara&ccedil;&atilde;o de Budapeste de 2002 (<i>Budapest Open Access Initiative</i> &#45; BOAI) introduziu o conceito e as estrat&eacute;gias para o acesso livre a publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, fortaleceu o Movimento do Acesso Aberto e a sua aplica&ccedil;&atilde;o aos resultados de pesquisas cient&iacute;ficas e aos documentos cient&iacute;ficos por meio da internet.<sup>[4,5]</sup> Em 2003, as Declara&ccedil;&otilde;es de Bethesda e de Berlim apresentaram, em seus textos, os atributos para uma obra ser considerada de acesso livre, alinhando-se &agrave;s propostas da Declara&ccedil;&atilde;o de Budapeste, que ainda traz orienta&ccedil;&otilde;es sobre a necessidade de publicar material revisado pelos pares para assegurar a qualidade dos artigos. Trouxeram uma defini&ccedil;&atilde;o importante sobre a no&ccedil;&atilde;o de "publica&ccedil;&atilde;o de acesso aberto", caracterizando-a em fun&ccedil;&atilde;o da autoria que cede o acesso gratuito de suas publica&ccedil;&otilde;es, permitindo sua ampla divulga&ccedil;&atilde;o digital ou anal&oacute;gica. A Declara&ccedil;&atilde;o de Berlim distinguiu-se pela &ecirc;nfase no uso da internet como principal ferramenta para atingir os objetivos do Movimento.<sup>[6,7]</sup> A Declara&ccedil;&atilde;o de Haia (2014) &eacute; um documento que especifica a vis&atilde;o da comunidade acad&ecirc;mica europeia sobre o grande volume circulante de dados em meio digital e o envolvimento das partes interessadas, como bibliotecas, empresas, editores, cientistas e cidad&atilde;os. Essa declara&ccedil;&atilde;o trouxe &agrave; tona a discuss&atilde;o sobre dados abertos por meio da quest&atilde;o digital, abordando tecnologias de <i>Big Data</i> e minera&ccedil;&atilde;o de dados e como as diferentes compet&ecirc;ncias podem promover desigualdade de acesso aos dados e seu potencial de uso. Foi enfatizada a necessidade de liberdade dos pesquisadores para que n&atilde;o houvesse coer&ccedil;&atilde;o de modo a restringir os acessos potencializados pela internet. Ademais, a Declara&ccedil;&atilde;o de Haia trouxe estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o, apresentando novas preocupa&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito do Acesso Aberto, que transcende as fontes prim&aacute;rias de informa&ccedil;&atilde;o, incluindo dados abertos.<sup>[8]</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Ao tornar o conhecimento cient&iacute;fico mais acess&iacute;vel, a ci&ecirc;ncia aberta pode ajudar a reduzir as desigualdades de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, especialmente em pa&iacute;ses em desenvolvimento."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, o lan&ccedil;amento da <i>Scientific Electronic Library Online</i> (SciELO) em 1998, com a oferta de uma plataforma de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos revisados por pares, dispon&iacute;vel de forma aberta pela internet para toda a sociedade, e o manifesto do Instituto Brasileiro de Informa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (IBICT) em 2005, em prol do acesso aberto, marcaram o in&iacute;cio da trajet&oacute;ria nacional rumo &agrave; Ci&ecirc;ncia Aberta.<sup>[9]</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Ci&ecirc;ncia Aberta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em sua ess&ecirc;ncia, a Ci&ecirc;ncia Aberta, ou <i>Open Science,</i> defende o princ&iacute;pio de que o conhecimento cient&iacute;fico deve ser livre para uso, reutiliza&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o, sem restri&ccedil;&otilde;es legais, democratizando o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.<sup>[10]</sup> Configura-se como um movimento global de institui&ccedil;&otilde;es, que transcende a mera acessibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Ela representa um ecossistema din&acirc;mico que engloba diversos movimentos em prol da abertura e do compartilhamento do conhecimento cient&iacute;fico, tanto pela comunidade cient&iacute;fica internacional quanto pela sociedade em geral. Preconiza a transpar&ecirc;ncia em todas as etapas da pesquisa, desde a concep&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica, a gest&atilde;o de dados, a utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>softwares</i> abertos.<sup>[11]</sup> Essa abordagem visa fomentar a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento, a reutiliza&ccedil;&atilde;o de dados e o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis sociais, impulsionando o avan&ccedil;o e a inova&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao garantir a disponibilidade e a usabilidade sem barreiras de acesso &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es, dados, metodologias e c&oacute;digos, a Ci&ecirc;ncia Aberta promete tornar a ci&ecirc;ncia mais eficiente, confi&aacute;vel e socialmente responsiva, com a participa&ccedil;&atilde;o ativa de diversos atores sociais como, pesquisadores, investidores, empres&aacute;rios, formuladores de pol&iacute;ticas e cidad&atilde;os. N&atilde;o &eacute; apenas um movimento para tornar o acesso e os processos cient&iacute;ficos dispon&iacute;veis para todos, mas deve ser visto como um campo de pesquisa emergente onde a coopera&ccedil;&atilde;o, a liberdade acad&ecirc;mica, a integridade e a qualidade cient&iacute;fica s&atilde;o essenciais.<sup>[11,12]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A disponibiliza&ccedil;&atilde;o aberta, o compartilhamento e a colabora&ccedil;&atilde;o trazem uma s&eacute;rie de vantagens e benef&iacute;cios significativos para a ci&ecirc;ncia, os pesquisadores e a sociedade como um todo.<sup>[13]</sup> Podemos citar exemplos no &acirc;mbito da ci&ecirc;ncia, pesquisadores e sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na Ci&ecirc;ncia temos: (A) Valida&ccedil;&atilde;o dos processos e resultados cient&iacute;ficos. A abertura dos dados permite que outros pesquisadores examinem e verifiquem os processos e resultados, aumentando a confiabilidade e a robustez da pesquisa cient&iacute;fica. H&aacute; tamb&eacute;m a verifica&ccedil;&atilde;o por pares, que permite que as pesquisas sejam publicadas de modo mais robusto e com corre&ccedil;&otilde;es independentes; (B) Promo&ccedil;&atilde;o da reprodutibilidade: possibilita a reprodu&ccedil;&atilde;o de pesquisas, a valida&ccedil;&atilde;o de descobertas e o avan&ccedil;o do conhecimento cient&iacute;fico; (C) Preserva&ccedil;&atilde;o digital e sustentabilidade: O compartilhamento de dados em reposit&oacute;rios adequados garante sua preserva&ccedil;&atilde;o e integridade a longo prazo, para serem acess&iacute;veis e utiliz&aacute;veis para futuras pesquisas e pesquisadores; (D) Redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades: Ao tornar o conhecimento cient&iacute;fico mais acess&iacute;vel, a ci&ecirc;ncia aberta pode ajudar a reduzir as desigualdades de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, especialmente em pa&iacute;ses em desenvolvimento e, (E) Novos m&eacute;todos e procedimentos: A grande quantidade de dados acess&iacute;veis requer e incentiva a colabora&ccedil;&atilde;o, a cria&ccedil;&atilde;o de novos m&eacute;todos, ferramentas e procedimentos computacionais, m&eacute;todos estat&iacute;sticos e conhecimentos multidisciplinares para coleta, armazenamento, organiza&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e prote&ccedil;&atilde;o de dados.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"O conceito de dados abertos n&atilde;o implica necessariamente que os dados em si possam ou devam ser totalmente disponibilizados a toda e qualquer pessoa de forma irrestrita."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para os Pesquisadores temos: (A) Aumento da colabora&ccedil;&atilde;o: A ci&ecirc;ncia aberta estimula e facilita a colabora&ccedil;&atilde;o entre pesquisadores, permitindo que eles compartilhem dados, m&eacute;todos e resultados de forma mais eficiente; (B) Economia de recursos: O reuso de dados existentes pode reduzir a necessidade de novas coletas de dados, economizando tempo, verba e outros recursos valiosos; (C) Novas an&aacute;lises: O acesso a dados de diferentes fontes e contextos permite que os pesquisadores realizem novas an&aacute;lises e interpreta&ccedil;&otilde;es, gerando novos insights. A possibilidade de ligar e cruzar conjuntos de dados de v&aacute;rias fontes melhora a precis&atilde;o das descobertas cient&iacute;ficas e a identificar novos alvos para investiga&ccedil;&atilde;o; (D) Transpar&ecirc;ncia na Aplica&ccedil;&atilde;o de recursos: O compartilhamento de dados e resultados aumenta a transpar&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos e financiamento, promovendo a presta&ccedil;&atilde;o de contas e a confian&ccedil;a na pesquisa; (E) Visibilidade e colabora&ccedil;&atilde;o: A disponibiliza&ccedil;&atilde;o de resultados aumenta a visibilidade dos pesquisadores, resultando em maior n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es, convites para colabora&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o das redes de pesquisa; (F) Transpar&ecirc;ncia e reprodutibilidade: Ao tornar os dados e m&eacute;todos de pesquisa acess&iacute;veis, a ci&ecirc;ncia aberta melhora a transpar&ecirc;ncia e a reprodutibilidade dos estudos, o que &eacute; essencial para validar descobertas cient&iacute;ficas; (G) Integridade acad&ecirc;mica: Manter a integridade acad&ecirc;mica &eacute; essencial. Isso inclui garantir que os dados sejam precisos, completos e n&atilde;o manipulados e, (H) Inova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento: A disponibiliza&ccedil;&atilde;o de dados e informa&ccedil;&otilde;es promove a inova&ccedil;&atilde;o, ao permitir que novos pesquisadores utilizem esses recursos para desenvolver novas tecnologias e solu&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para a Sociedade temos: (A) Acesso ao conhecimento: acesso aberto a artigos cient&iacute;ficos e dados permite que estudantes, pesquisadores e o p&uacute;blico tenham acesso ao conhecimento mais recente beneficiando a educa&ccedil;&atilde;o, inova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento social; (B) Visibilidade das atividades de pesquisa: o compartilhamento de dados e resultados aumenta a transpar&ecirc;ncia das atividades de universidades, centros e institutos de pesquisa, demonstrando o impacto e a relev&acirc;ncia da ci&ecirc;ncia para a sociedade e, (C) Engajamento p&uacute;blico: a ci&ecirc;ncia aberta favorece a conscientiza&ccedil;&atilde;o e o entendimento das pesquisas cient&iacute;ficas por parte da sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Bio&eacute;tica aplicada &agrave; ci&ecirc;ncia aberta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O conceito de dados abertos n&atilde;o implica necessariamente que os dados em si possam ou devam ser totalmente disponibilizados a toda e qualquer pessoa de forma irrestrita. Devem ser consideradas antecipadamente as quest&otilde;es de &eacute;tica, de privacidade e de propriedade intelectual.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O compartilhamento de dados deve ser pautado pela responsabilidade &eacute;tica em todas as suas etapas, desde a coleta at&eacute; a dissemina&ccedil;&atilde;o e curadoria dos dados; assim como respeitar os preceitos legais e as legisla&ccedil;&otilde;es locais de compartilhamento de dados como a Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (LGPD) e as Resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de Sa&uacute;de sobre Pesquisa com Seres Humanos, no Brasil. A Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (LGPD, lei n.&ordm; 13.709/2018), elaborada com objetivo de proteger o direito de liberdade e de privacidade dos dados e dos indiv&iacute;duos associados a eles, estabelece diretrizes para a coleta, uso, processamento e armazenamento de dados pessoais no Brasil. Ela tem jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre os processos associados aos dados, desde a coleta e processamento em territ&oacute;rio nacional at&eacute; resultados na oferta de produtos ou servi&ccedil;os a indiv&iacute;duos situados no Brasil. Apresenta dois artigos determinando a necessidade de consentimento informado expl&iacute;cito, o Termo de consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), para compartilhamento de dados e a  anonimiza&ccedil;&atilde;o de dados sens&iacute;veis e de identifica&ccedil;&atilde;o. Ainda, estabelece requisitos de seguran&ccedil;a, boas pr&aacute;ticas e de governan&ccedil;a de dados como prote&ccedil;&atilde;o ao direito &agrave; privacidade.<sup>[14, 15]</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir dos quatro pilares b&aacute;sicos da Ci&ecirc;ncia Aberta identificados por Bronner <i>et al</i>. (2022),<sup>[16]</sup> sendo eles, a qualidade e a integridade, os benef&iacute;cios coletivos, a equidade e a justi&ccedil;a e a diversidade e a inclus&atilde;o, temos ent&atilde;o a interface entre o livre acesso aos dados e a bio&eacute;tica. A bio&eacute;tica &eacute; definida como a ci&ecirc;ncia que busca indicar os limites da interven&ccedil;&atilde;o humana sobre a vida, identificar valores de refer&ecirc;ncia que possam ser racionalmente propostos e avaliar os riscos das poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es. Teve seu surgimento na d&eacute;cada de 1970 incitado pelo intenso desenvolvimento tecnol&oacute;gico e por movimentos socioculturais quanto a quest&otilde;es de igualdade e direitos individuais. Seus quatro princ&iacute;pios b&aacute;sicos s&atilde;o a autonomia, a benefic&ecirc;ncia, a n&atilde;o-malefic&ecirc;ncia e a equidade.<sup>[17,18]</sup> Esses princ&iacute;pios, que devem ent&atilde;o ser justapostos &agrave; ci&ecirc;ncia aberta a fim de garantir eticidade do compartilhamento de dados para todos os envolvidos; participantes, pesquisadores e sociedade. Dessa forma, seguem os passos que visam garantir esses princ&iacute;pios b&aacute;sicos associados &agrave; gera&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o de dados cient&iacute;ficos. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n1/a02fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Autonomia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Consentimento Informado:</b> consentimento em linguagem adequada, de forma clara e transparente para coleta, armazenamento, processamento e compartilhamento de dados </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Privacidade:</b> anonimiza&ccedil;&atilde;o de dados de modo a n&atilde;o expor informa&ccedil;&otilde;es pessoais ou sens&iacute;veis que podem de modo direto ou indireto quebrar o sigilo e &agrave; privacidade. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Benefic&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Direito e Participa&ccedil;&atilde;o:</b> "Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso cient&iacute;fico e de seus benef&iacute;cios." Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos.<sup>[19]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Compromisso Social:</b> as universidades e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa devem retornar &agrave; sociedade o conhecimento produzido.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Solidariedade:</b> colabora&ccedil;&atilde;o para o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>N&atilde;o Malefic&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Prote&ccedil;&atilde;o de Dados:</b> adequado armazenamento, gest&atilde;o e compartilhamento dos dados de modo a proteger informa&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis e pessoais. Implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de seguran&ccedil;a para proteger os dados contra acesso n&atilde;o autorizado e uso indevido.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Discrimina&ccedil;&atilde;o e Uso Indevido de Dados:</b> garantir que os dados n&atilde;o sejam utilizados para discrimina&ccedil;&atilde;o de qualquer condi&ccedil;&atilde;o; seja &eacute;tnica, racial, de g&ecirc;nero, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica ou outra. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Conformidade Legal:</b> a Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (LGPD) no Brasil e as Resolu&ccedil;&otilde;es do CNS sobre Pesquisas com Seres Humanos estabelecem diretrizes sobre como os dados devem ser coletados, armazenados e compartilhados. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Propriedade Intelectual:</b> garantir os direitos de propriedade intelectual dos pesquisadores mesmo que seus dados e resultados sejam abertamente compartilhados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Equidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Acesso:</b> acesso igualit&aacute;rio aos dados e benef&iacute;cios da ci&ecirc;ncia aberta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Transpar&ecirc;ncia:</b> a transpar&ecirc;ncia em todas as etapas da pesquisa garantem a integridade acad&ecirc;mica, a confiabilidade dos dados e a possibilidade de reprodutibilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Inclus&atilde;o:</b> facilitadores para que pesquisadores e institui&ccedil;&otilde;es diversas tenham a possibilidade de publicar seus dados e trabalhos sem barreiras financeiras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Relev&acirc;ncia do compartilhamento de dados no &acirc;mbito internacional</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A necessidade do compartilhamento de dados gen&ocirc;micos e de sa&uacute;de para o progresso da ci&ecirc;ncia e o bem-estar da humanidade s&atilde;o amplamente reconhecidas no cen&aacute;rio internacional. Organiza&ccedil;&otilde;es como a <i>Global Alliance for Genomics and Health</i> (GA4GH) t&ecirc;m se dedicado a estabelecer diretrizes e ferramentas para viabilizar o compartilhamento &eacute;tico desses dados.<sup>[20,21]</sup> Embora o novo paradigma cient&iacute;fico seja pautado na colabora&ccedil;&atilde;o e na democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso a dados, m&eacute;todos e conhecimentos por meio de tecnologias digitais, pesquisadores e suas institui&ccedil;&otilde;es enfrentam desafios contextuais que podem tanto potencializar quanto dificultar a abertura e o compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es.<sup>[22]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A transi&ccedil;&atilde;o para um modelo de ci&ecirc;ncia aberta implica em mudan&ccedil;as nos paradigmas tradicionais da pesquisa, desafiando valores como autonomia e reconhecimento, al&eacute;m de demandar solu&ccedil;&otilde;es normativas e tecnol&oacute;gicas complexas. Dentre os desafios, destacam-se as disputas por prioridade de descoberta, o consentimento, a necessidade de preserva&ccedil;&atilde;o de dados para pesquisas futuras, a prote&ccedil;&atilde;o da propriedade intelectual e a salvaguarda de dados sens&iacute;veis. S&atilde;o desafios a serem vencidos, por exemplo, a qualifica&ccedil;&atilde;o de profissionais especialistas na governan&ccedil;a de banco de dados abertos e os modelos de publica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Dessa forma, se torna necess&aacute;rio a capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais para curadoria de banco de dados abertos com adequado armazenamento, gerenciamento e processamento de dados tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; necessidade de estruturas computacionais para bancos de dados robustos e complexos, quanto em capacita&ccedil;&atilde;o para as quest&otilde;es &eacute;ticas e legais como acesso, utiliza&ccedil;&atilde;o, anonimiza&ccedil;&atilde;o de dados, direitos autorias e sustentabilidade.<sup>[23]</sup> Os modelos de publica&ccedil;&atilde;o em revistas internacionais de alto impacto possuem Taxas de Processamento de Artigos (APCs) elevadas principalmente para pesquisadores de pa&iacute;ses estrangeiros podendo, por exemplo, variar entre US $2.000 a US $12.000, dependendo do tipo de artigo, quantidade de figuras e tabelas, formato digital ou impresso e formato com cores ou preto/branco.<sup>[24]</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No &acirc;mbito nacional e internacional, a abertura de dados tornou-se uma exig&ecirc;ncia nas pol&iacute;ticas de ag&ecirc;ncias de fomento &agrave; pesquisa, visando tanto a disponibiliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para a sociedade em geral quanto a promo&ccedil;&atilde;o da transpar&ecirc;ncia na aplica&ccedil;&atilde;o de recursos, sejam p&uacute;blicos, privados ou mistos. Iniciativas como a <i>Research Data Alliance</i>, estabelecida em 2013 com o apoio da Comiss&atilde;o Europeia e dos governos Americano e Australiano, trazem como miss&atilde;o desenvolver a infraestrutura t&eacute;cnica e social necess&aacute;ria para o compartilhamento e reutiliza&ccedil;&atilde;o de dados de pesquisa.<sup>[25]</sup> J&aacute; o regulamento que institui o Espa&ccedil;o Europeu de Dados de Sa&uacute;de (EHDS), aprovado pelo Parlamento Europeu em abril de 2023, configura uma iniciativa de grande envergadura com o prop&oacute;sito de fomentar o interc&acirc;mbio de dados de sa&uacute;de na Uni&atilde;o Europeia (UE). Essa medida visa atingir os seguintes objetivos: (A) Garantir o empoderamento dos pacientes, proporcionando aos cidad&atilde;os maior autonomia na gest&atilde;o de seus dados de sa&uacute;de eletr&ocirc;nicos, facilitando o acesso e o controle sobre as informa&ccedil;&otilde;es; (B) Otimizar os cuidados de sa&uacute;de, permitindo que profissionais de sa&uacute;de acessem, com o consentimento do paciente, seus dados em todo o territ&oacute;rio da UE, visando aprimorar a qualidade do tratamento e do acompanhamento m&eacute;dico (utiliza&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria dos dados) e, (C) Fomento &agrave; pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o, possibilitando o compartilhamento de dados de sa&uacute;de anonimizados ou pseudonimizados para fins de pesquisa cient&iacute;fica, inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. <sup>[26]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A transi&ccedil;&atilde;o para um modelo de ci&ecirc;ncia aberta implica em mudan&ccedil;as nos paradigmas tradicionais da pesquisa, desafiando valores como autonomia e reconhecimento"</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), considerando os aspectos t&eacute;cnico, legal e &eacute;tico, possui um guia para orientar sua pol&iacute;tica e pr&aacute;tica de reuso e compartilhamento para pesquisa de dados de sa&uacute;de coletados nos programas t&eacute;cnicos, requerendo o compartilhamento de dados de todas as pesquisas ao t&eacute;rmino da mesma.<sup>[27]</sup> A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco), reconhecendo a import&acirc;ncia da Ci&ecirc;ncia Aberta, publicou em 2021 uma recomenda&ccedil;&atilde;o sobre o tema, buscando fornecer um marco internacional para pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas que promovam a abertura, a transpar&ecirc;ncia e a colabora&ccedil;&atilde;o na ci&ecirc;ncia, considerando as particularidades disciplinares e regionais, a liberdade acad&ecirc;mica e os desafios espec&iacute;ficos de diferentes pa&iacute;ses. A Unesco definiu o conhecimento cient&iacute;fico aberto como o acesso irrestrito a publica&ccedil;&otilde;es, dados, metadados, recursos educacionais, softwares, c&oacute;digos-fonte e hardwares, disponibilizados em dom&iacute;nio p&uacute;blico ou sob licen&ccedil;as abertas, permitindo o acesso, a reutiliza&ccedil;&atilde;o, a adapta&ccedil;&atilde;o e a distribui&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, de forma gratuita e imediata a todos os atores, independentemente de sua localiza&ccedil;&atilde;o ou caracter&iacute;sticas individuais.<sup>[13,28]</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Iniciativas brasileiras no compartilhamento de dados cient&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Brasil nos &uacute;ltimos anos apresentou relevante crescimento e envolvimento ativo nas atividades de colabora&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento nos princ&iacute;pios da Ci&ecirc;ncia Aberta, com diversas iniciativas, principalmente atrav&eacute;s de institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa. Em 2021, o grupo de trabalho da Rede Brasileira de Reposit&oacute;rios Institucionais de Dados de Pesquisa (RDP Brasil), uma parceria de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico cient&iacute;fica para promover a ascens&atilde;o da Ci&ecirc;ncia Aberta no Brasil entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o IBICT e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) resultou em produ&ccedil;&otilde;es que auxiliaram pesquisadores e institui&ccedil;&otilde;es brasileiras no desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de reposit&oacute;rios de dados de pesquisa, em seus aspectos de governan&ccedil;a e sustentabilidade. Favoreceu a incuba&ccedil;&atilde;o de reposit&oacute;rios como: LattesData do CNPq, Redape da Embrapa, e ArcaDados da Fiocruz.<sup>[9,29]</sup> A Rede de Reposit&oacute;rios de Dados Cient&iacute;ficos do Estado de S&atilde;o Paulo (dezembro de 2019), foi lan&ccedil;ada para o compartilhamento de dados cient&iacute;ficos desenvolvidos em todas as &aacute;reas do conhecimento incluindo seis universidades p&uacute;blicas do estado de S&atilde;o Paulo, o Instituto Tecnol&oacute;gico de Aeron&aacute;utica (ITA) e a Embrapa Inform&aacute;tica Agropecu&aacute;ria (CNPTIA/Embrapa).<sup>[30]</sup> A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) est&aacute; inserida nessa rede atrav&eacute;s do Reposit&oacute;rio de Dados de Pesquisa da Unicamp (REDU), um reposit&oacute;rio criado para todas as pesquisas da universidade com os preceitos da Ci&ecirc;ncia Aberta.<sup>[30,31]</sup> (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n1/a02fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O CNPq criou em mar&ccedil;o de 2022 o CoNCienciA, um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o para fomentar a cria&ccedil;&atilde;o e governan&ccedil;a de reposit&oacute;rios de dados de pesquisa no territ&oacute;rio nacional com pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. A democratiza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia atrav&eacute;s desse projeto seria com base nos preceitos da Ci&ecirc;ncia Aberta, com aceita&ccedil;&atilde;o e visibilidade internacional. Em parceria com o IBICT, criou-se o LattesData, que tem o intuito de servir como dep&oacute;sito de dados provindos de pesquisas fomentadas pelo CNPq. Entre as institui&ccedil;&otilde;es integrantes do cons&oacute;rcio est&atilde;o a Fiocruz, Embrapa e o Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas (CBPF).<sup>[32]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) publicou, em 30 de abril de 2024, a Portaria n.&deg; 120/2024 que define as regras de pagamento de APCs para publica&ccedil;&otilde;es em acesso aberto como parte do Programa de Apoio &agrave; Dissemina&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica (Padict). Para as editoras selecionadas, o contrato e o pagamento de taxas s&atilde;o estabelecidos diretamente entre editora e Capes, sem envolvimento ou repasse de verbas para o pesquisador, de modo a favorecer a oportunidade de publica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cientifica brasileira em peri&oacute;dicos internacionais de alto impacto na comunidade cient&iacute;fica.<sup>[33,34]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, podemos citar dois exemplos de reposit&oacute;rios p&uacute;blicos com informa&ccedil;&otilde;es gen&ocirc;micas. O primeiro, o <i>Brazilian Initiative of Brazilian Medicine</i> (BIPMed), foi criado em 2015 em colabora&ccedil;&atilde;o entre cinco centros da Unicamp com apoio da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa de S&atilde;o Paulo (Fapesp) e &eacute; primeiro banco de dados p&uacute;blico da Am&eacute;rica Latina de informa&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas, gen&ocirc;micas e biom&eacute;dicas da popula&ccedil;&atilde;o brasileira implementado com a inten&ccedil;&atilde;o de dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico assim como capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais envolvidos na &aacute;rea da sa&uacute;de. A iniciativa est&aacute; alinhada com as diretrizes estabelecidas pela GA4GH que elabora e dissemina de diretrizes, pol&iacute;ticas e par&acirc;metros para o compartilhamento e o processamento de dados de sa&uacute;de e dados gen&ocirc;micos de maneira &eacute;tica e democr&aacute;tica.<sup>[35,36]</sup> O banco de dados possui atualmente dados de indiv&iacute;duos-refer&ecirc;ncia e dados de indiv&iacute;duos acometidos por doen&ccedil;as espec&iacute;ficas, totalizando 8 bancos de dados com mais de mil SNP <i>arrays</i>. O segundo &eacute; o Arquivo Brasileiro Online de Muta&ccedil;&otilde;es (ABraOM), que possui 1171 dados genot&iacute;picos sumarizados de uma popula&ccedil;&atilde;o idosa do Sudeste do Brasil, coletados entre 2010 e 2012 e gerou dados importantes acerca dos genomas desses indiv&iacute;duos, contribuindo com mais de 2.000 novas variantes em inser&ccedil;&atilde;o de elementos m&oacute;veis e 140 novos alelos no gene HLA que n&atilde;o haviam sido descritos anteriormente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Ci&ecirc;ncia Aberta, um movimento que defende a livre circula&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, experimenta um crescimento exponencial nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Impulsionada pelo avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico e pela necessidade de colabora&ccedil;&atilde;o global, representa o caminho mais promissor para democratizar o acesso ao conhecimento cient&iacute;fico, estimulando a colabora&ccedil;&atilde;o entre pesquisadores, a inova&ccedil;&atilde;o e a sustentabilidade das atividades de pesquisa. Contudo, &eacute; fundamental manter constante vigil&acirc;ncia sobre os aspectos bio&eacute;ticos e legais, tanto ao n&iacute;vel internacional quanto no &acirc;mbito de cada comunidade, visando preservar a privacidade, a autonomia e a equidade de todos os participantes, sejam eles pesquisadores, institui&ccedil;&otilde;es ou membros da sociedade civil. No entanto, a transi&ccedil;&atilde;o para o modelo de Ci&ecirc;ncia Aberta enfrenta desafios, como a necessidade de capacita&ccedil;&atilde;o dos agentes envolvidos, a cria&ccedil;&atilde;o de infraestruturas adequadas para o armazenamento e compartilhamento de dados, e a garantia da prote&ccedil;&atilde;o da propriedade intelectual e de dados sens&iacute;veis e de identifica&ccedil;&atilde;o pessoal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conflito de interesse dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesse.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos e suporte financeiro</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Agradecemos a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP) pelo apoio atrav&eacute;s do CEPID-BRAINN (processo n&uacute;mero: 2013/07559-3). TCO recebe apoio da FAPESP (processo n&uacute;mero: 2021/15030-9). IL-C recebe apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq, processo n&uacute;mero: 311923/2019-4) e Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES, processo n&uacute;mero: 001). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[1] ACKERMANN R. O futuro do software de c&oacute;digo aberto ainda est&aacute; em constante evolu&ccedil;&atilde;o. MIT Technology Review, 10 pag., setembro 1, 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://mittechreview.com.br/o-futuro-do-software-de-codigo-aberto-ainda-estaem-constante-evolucao/" target="_blank">https://mittechreview.com.br/o-futuro-do-software-de-codigo-aberto-ainda-estaem-constante-evolucao/</a>. Acesso em: 01 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[2] CARLOTTO MC, Ortellado P. Activist-driven innovation: une histoire interpr&eacute;tative du logiciel libre Artigos Rev. Bras. Ci. Soc. 26 (76). Jun 2011. <a href="https://doi.org/10.1590/S0102-69092011000200005" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0102-69092011000200005</a>. Acesso em: 05 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[3] RIOS, F. P.; OLIVEIRA LUCAS, E. R.; SOARES AMORIM, I. Manifestos do movimento de acesso aberto: An&aacute;lise de Dom&iacute;nio a partir de peri&oacute;dicos brasileiros. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documenta&ccedil;&atilde;o, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 148&#45;169, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1152" target="_blank">https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1152</a>. Acesso em: 18 nov. 2024.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[4] BOAI: BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE. Read the Budapest Open Access Initiative, 2002. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.budapestopenaccessinitiative.org/read" target="_blank">https://www.budapestopenaccessinitiative.org/read</a>. Acesso em: 29 nov. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[5] ALVES, Marco Antonio &amp; PADILLA, Nereyda. An&aacute;lise da declara&ccedil;&atilde;o de Budapeste sob a perspectiva do conceito de tecnoci&ecirc;ncia solid&aacute;ria. 15. 612-619. 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.researchgate.net/publication/379605955" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/379605955</a>. Acesso em: 29 nov. 2024</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[6] RIOS, F. P.; OLIVEIRA LUCAS, E. R.; SOARES AMORIM, I. Manifestos do movimento de acesso aberto: An&aacute;lise de Dom&iacute;nio a partir de peri&oacute;dicos brasileiros. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documenta&ccedil;&atilde;o, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 148&#45;169, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1152" target="_blank">https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1152</a>. Acesso em: 18 nov. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[7] Bethesda Statement on Open Access Publishing. Released June 20, 2003. Dispon&iacute;vel em: Bethesda Statement on Open Access Publishing. Acesso em: 12 dez. 2024</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[8] DUDZIAK, Elisabeth. Declara&ccedil;&atilde;o de Haia completa um ano: acesso aberto a dados, fatos e ideias. 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.aguia.usp.br/noticias/declaracao-haia-ano/" target="_blank">https://www.aguia.usp.br/noticias/declaracao-haia-ano/</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[9] Livro Verde - Ci&ecirc;ncia aberta e dados abertos: mapeamento e an&aacute;lise de pol&iacute;ticas, infraestruturas e estrat&eacute;gias em perspectiva nacional e internacional / Paula Xavier dos Santos, Beth&acirc;nia de Ara&uacute;jo Almeida e Patricia Henning, organizadoras. &#45; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017. 140 p.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[10] CABALLERO-RIVERO, A.; S&Aacute;NCHEZ-TARRAG&Oacute;, N.; SANTOS, R.N.M. Pr&aacute;ticas de Ci&ecirc;ncia Aberta da comunidade acad&ecirc;mica brasileira: estudo a partir da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Transformation, v.31, e190029, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/2318-0889201931e190029" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/2318-0889201931e190029</a>. Acesso em: 3 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[11] REZENDE LVR, STUEBER K, MONTEIRO ECSA, SILVA FCC, OLIVEIRA AF, ALVES RA. Integridade Acad&ecirc;mica no contexto da Ci&ecirc;ncia Aberta: cen&aacute;rio brasileiro de quest&otilde;es &eacute;ticas e legais em pesquisas cient&iacute;ficas. In&iacute;cio /v. 9 n. 2 (2023): Edi&ccedil;&atilde;o especial: trabalhos apresentados na 14&ordf; ConfOA. DOI :10.21680/2447-7842.2023v9n2ID33804. Acesso em: 3 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[12] TENOPIR C, ALLARD S, DOUGLASS K, AYDINOGLU AU, WU L, MANOFF ERM, FRAME M. Data sharing by scientists: practices and perceptions". PloS one6.6, e21101. 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://journals.plos.org/plosone/ article id=10.1371/journal.pone.0021101" target="_blank">https://journals.plos.org/plosone/ article id=10.1371/journal.pone.0021101</a>. Acesso em: 8 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[13] Recomenda&ccedil;&atilde;o da UNESCO sobre Ci&ecirc;ncia Aberta. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379949_por" target="_blank">https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379949_por</a>.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[14] ALMEIDA B, PIMENTA D, BARRETO M. Compartilhamento e abertura de dados na Ci&ecirc;ncia Aberta e a pesquisa em sa&uacute;de p&uacute;blica na Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados. Plataforma ZICA. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cidacs.bahia.fiocruz.br/plataformazika/artigo/compartilhamento" target="_blank">https://cidacs.bahia.fiocruz.br/plataformazika/artigo/compartilhamento</a>. Acesso em: 11 dez. 2024.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[15] BRASIL. Lei n&ordm; 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados Pessoais (LGPD). Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, DF, 15 ago. 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015 2018/2018/lei/L13709.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015 2018/2018/lei/L13709.htm</a>. Acesso em: 16 nov. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[16] BRONNER, M. et al. UNESCO issues a powerful endorsement of Open Science. Natural Sciences, Weinheim, v. 2. n. 1. P. 1-3. 2022. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://doi.org/10.1002/ntls.10037" target="_blank">https://doi.org/10.1002/ntls.10037</a>. Acesso em: 6 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[17] Potter V R. Bio&eacute;tica: ponte para o futuro. Tradu&ccedil;&atilde;o de Diego Carlos Zanella. S&atilde;o Paulo: Loyola, 2026.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[18] DIB CC. As Teorias da bio&eacute;tica: Principialismo. Portal Bio&eacute;tica, 2021. Dispon&iacute;vel em: As teorias da bio&eacute;tica: Principialismo - Portal Bio&eacute;tica. Acesso em: 13 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[19] DECLARA&Ccedil;&Atilde;O UNIVERSAL DO DIREITOS HUMANOS. Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (resolu&ccedil;&atilde;o 217 A III) em 10 de dezembro 1948. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos" target="_blank">https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos</a>.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[20] Framework for responsible sharing of genomic and health-related data. The Framework sets forth a harmonized and human rights approach to responsible data sharing in accordance with Foundational Principles and Core Elements. Framework for responsible sharing of genomic and health-related data &#45; GA4GH. Acesso em: 11 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[21] SELLNER J, THOROGOOD A, MOLNAR-GABOR F. The European Health Data Space From approval to national implementation. Global Alliance. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ga4gh.org/" target="_blank">https://www.ga4gh.org/</a>. Acesso em 5 dez. 2024 </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[22] COSTA RODRIGUES DE LIMA, K, SFAIR SUNYE, M. Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Ci&ecirc;ncia Aberta e ao compartilhamento de dados cient&iacute;ficos de pesquisa. Gradus. Revista Brasileira de Fonologia de Laborat&oacute;rio, Curitiba, v. 5, n. 2, 2020. DOI: 10.47627/gradus.v5i2.165. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://gradusjournal.com/index.php/gradus/article/view/165" target="_blank">https://gradusjournal.com/index.php/gradus/article/view/165</a>. Acesso em: 30 nov. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[23] HEINZ M, MIRANDA A. Ci&ecirc;ncia Aberta: argumentos e desafios para sua legitima&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Em Quest. 30, 2024. Dispon&iacute;vel em:  <a href="https://doi.org/10.1590/1808-5245.30.135618" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1808-5245.30.135618</a>.  Acesso em: 9 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[24] OLIVEIRA MF, KOWALTOWSKI A, SILBER AM. No lucrativo mercado da ci&ecirc;ncia aberta, quem paga a conta? Ci&ecirc;ncia Hoje. Maio 2022 [CH 387]. Dispon&iacute;vel em: No lucrativo mercado da ci&ecirc;ncia aberta, quem paga a conta? - Ci&ecirc;ncia Hoje . Acesso em: 14 dez. 2024.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[25] AUSTIN CC, BERNIER A, BEZUIDENHOUT L, et al. Research Data Alliance. Fostering global data sharing: highlighting the recommendations of the Research Data Alliance COVID-19 working group. Open Res. 2021 May 26;5:267. doi: 10.12688/wellcomeopenres.16378.2. PMID: 33501381; PMCID: PMC7808050. Acesso em: 8 dez. 2024.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[26] Parlamento apoia cria&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o Europeu de Dados de Sa&uacute;de. Comunicado de imprensa. Sess&atilde;o plen&aacute;ria; ENVI; LIBE, 13-12-2023 - 12:57. Dispon&iacute;vel em: Parlamento apoia cria&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o Europeu de Dados de Sa&uacute;de | Atualidade | Parlamento Europeu. Acesso em: 22 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[27] WORLD HEALTH ORGANIZATION (2022). Sharing and reuse of health-related data for research purposes: WHO policy and implementation guidance. WHO. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://iris.who.int/handle/10665/352859" target="_blank">https://iris.who.int/handle/10665/352859</a>. Licen&ccedil;a: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Acesso em: 13 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[28] UNESCO. Compreender a ci&ecirc;ncia aberta. Guia pr&aacute;tico da UNESCO para ci&ecirc;ncia aberta. DOI: <a href="https://doi.org/10.54667/VNMO7783" target="_blank">https://doi.org/10.54667/VNMO7783</a>. 2024. Acesso em: 06 jan. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[29] CI&Ecirc;NCIA DA INFORMA&Ccedil;&Atilde;O. BRAS&Iacute;LIA (DF). Acesso aberto a dados de pesquisa no Brasil: mapeamento de reposit&oacute;rios, pr&aacute;ticas e percep&ccedil;&otilde;es dos pesquisadores e tecnologias. Vol. 48, n. 3, supl. (set./dez. 2019), p. 87-101. 2019. Dispon&iacute;vel em: SciELO Brasil - Acesso livre a publica&ccedil;&otilde;es e reposit&oacute;rios digitais em ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o no Brasil Acesso livre a publica&ccedil;&otilde;es e reposit&oacute;rios digitais em ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o no Brasil. Acesso em: 03 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[30] ZIEGLER MF. FAPESP lan&ccedil;a Rede de Reposit&oacute;rios de Dados Cient&iacute;ficos do Estado de S&atilde;o Paulo. Ag&ecirc;ncia FAPESP. Publicado em 12/04/2021. Fonte <a href="https://agencia.fapesp.br/32251" target="_blank">https://agencia.fapesp.br/32251</a>. Acesso em: 5 dez. 2024.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[31] UNICAMP. REDU Reposit&oacute;rio de Dados de Pesquisa da Unicamp. Dispon&iacute;vel em: Reposit&oacute;rio de Dados de Pesquisa da Unicamp &#45; Sistema de Bibliotecas da Unicamp &#45; SBU.Dispon&iacute;vel em <a href="https://redu.unicamp.br" target="_blank">https://redu.unicamp.br</a>. Acesso em: 5 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[32] BRASIL. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&otilde;es. Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico. Parte superior do formul&aacute;rio Parte inferior do formul&aacute;rio CNPq lan&ccedil;ou cons&oacute;rcio CoNCienciA para incentivar a pr&aacute;tica da Ci&ecirc;ncia Aberta. Publicado em 25/03/2022 12h01. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/cnpq-lancou-consorcio-conciencia-para-incentivar-a-pratica-da-ciencia-aberta-1" target="_blank">https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/cnpq-lancou-consorcio-conciencia-para-incentivar-a-pratica-da-ciencia-aberta-1</a>. Acesso em: 28 dez. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[33] BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. CAPES.Parte superior do formul&aacute;rio Taxas ser&atilde;o pagas somente nos casos de publica&ccedil;&otilde;es em acesso aberto nos acordos transformativos com as editoras. Publicado em 03/05/2024 17h12. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/capes-publica-regras-para-pagamento-de-artigos-cientificos-CAPES" target="_blank">https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/capes-publica-regras-para-pagamento-de-artigos-cientificos&#45;CAPES</a>. Acesso em: 05 jan. 2025.Parte inferior do formul&aacute;rio</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[34] BRASIL. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o. Se&ccedil;&atilde;o 1 Portaria n&ordm; 275, de 4 de dezembro de 2023. Funda&ccedil;&atilde;o coordena&ccedil;&atilde;o de aperfei&ccedil;oamento de pessoal de n&iacute;vel superior portaria capes n&ordm; 275, de 4 de dezembro de 2023. ISSN 1677-7042 N&ordm; 230, ter&ccedil;a-feira, 5 de dezembro de 2023. Dispon&iacute;vel em: Portaria n&ordm; 275, de 4 de Dezembro de 2023.pdf. Acesso em: 5 jan. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[35] ROCHA CS, SECOLIN R, RODRIGUES MR, CARVALHO BS, LOPES-CENDES. The Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed): fostering genomic data-sharing of underrepresented populations. NPJ Genomic Medicine 2020, 5:42. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://doi.org/10.1038/s41525-020-00149-6" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41525-020-00149-6</a>. Acesso em: 11 dez. 2024.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[36] OLIVEIRA TC, LOPES-CENDES I. Population molecular genetics in Brazil: From genomic databases and research to the implementation of precision medicine. PMID: 39557816. DOI: 10.1007/s12687-024-00752-5. Acesso em: 11 dez. 2024.</font></p>     ]]></body>
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