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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250008</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ENTREVISTA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Uma ponte entre culturas e ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Pieter Romer<sup>I</sup>; Fernanda Antonia da Fonseca Sobral<sup>II</sup>; Claudia Bauzer Medeiros<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Membro da Na&ccedil;&atilde;o Nisga'a, ou "Povos do Rio Nass" ("<i>People of the Nass River</i>"), cl&atilde; lobo, na Columbia Brit&acirc;nica, Canad&aacute;, de uma fam&iacute;lia de capit&atilde;es fr&iacute;sios. Ele &eacute; o Contato com a Comunidade Ind&iacute;gena do Ocean Networks Canada e consultor em assuntos para engajar e atrair povos ind&iacute;genas para construir parcerias significativas. Ele tamb&eacute;m &eacute; um produtor, diretor e redator premiado de programas de televis&atilde;o, respons&aacute;vel pela s&eacute;rie televisada canadense mais longa (16 anos), CTV First Story, de assuntos atuais sobre as Primeiras Na&ccedil;&otilde;es (<i>First Nations</i>) em uma grande cadeia de TV.    <br>   <sup>II</sup>Professora em&eacute;rita da UnB e pesquisadora em&eacute;rita do CNPQ, colaborando com o Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia (UnB). Foi Vice-Presidente da SBPC em duas gest&otilde;es (2019-2021 e 2021-2023) e atualmente &eacute; Diretora da SBPC.     <br> <sup>III</sup>Professora do Instituto de Computa&ccedil;&atilde;o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), al&eacute;m de membro da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC) e Fellow da World Academy of Sciences (TWAS).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pieter Romer, membro da Na&ccedil;&atilde;o Nisga'a e consultor do Ocean Networks Canada (ONC), une conhecimento ind&iacute;gena e ci&ecirc;ncia moderna para promover a inclus&atilde;o e a sustentabilidade. Sua trajet&oacute;ria e o trabalho da ONC exemplificam como a colabora&ccedil;&atilde;o entre culturas e tecnologias pode fortalecer comunidades e ampliar o entendimento dos ecossistemas marinhos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> Conhecimento Ind&iacute;gena, Ci&ecirc;ncia Aberta, Sustentabilidade, Oceanografia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Pieter Romer &eacute; um homem de m&uacute;ltiplos talentos e identidades, cuja vida e trabalho refletem uma rica mistura de tradi&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o. Membro da Na&ccedil;&atilde;o Nisga'a, conhecida como os "Povos do Rio Nass", e descendente de uma fam&iacute;lia de capit&atilde;es fr&iacute;sios, Pieter Romer carrega consigo a sabedoria ancestral de suas ra&iacute;zes ind&iacute;genas e a vis&atilde;o global de sua heran&ccedil;a europeia. Como Contato com a Comunidade Ind&iacute;gena do Ocean Networks Canada (ONC) e consultor em engajamento com povos origin&aacute;rios, ele dedica sua vida a construir pontes entre o conhecimento tradicional e a ci&ecirc;ncia moderna. Al&eacute;m disso, Pieter &eacute; um premiado produtor, diretor e roteirista, respons&aacute;vel pela s&eacute;rie </i>CTV First Story<i>, que h&aacute; 16 anos leva &agrave;s telas canadenses hist&oacute;rias e quest&otilde;es relevantes sobre as Primeiras Na&ccedil;&otilde;es. Sua trajet&oacute;ria &uacute;nica o torna uma voz essencial no di&aacute;logo entre culturas e na promo&ccedil;&atilde;o de parcerias significativas. A </i>Ocean Networks Canada (ONC)<i> &eacute; uma das principais instala&ccedil;&otilde;es de pesquisa e observa&ccedil;&atilde;o oce&acirc;nica do mundo, sediada e pertencente &agrave; Universidade de Victoria. Gerenciada pela ONC Society, uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, a ONC opera observat&oacute;rios &uacute;nicos nas &aacute;guas profundas e costeiras dos tr&ecirc;s oceanos do Canad&aacute;: &Aacute;rtico, Pac&iacute;fico e Atl&acirc;ntico. Por meio de uma rede de cabos submarinos, sensores m&oacute;veis e instala&ccedil;&otilde;es costeiras, a ONC coleta dados biol&oacute;gicos, qu&iacute;micos, geol&oacute;gicos e f&iacute;sicos que impulsionam solu&ccedil;&otilde;es para a ci&ecirc;ncia, a ind&uacute;stria e a sociedade. Al&eacute;m disso, a ONC colabora estreitamente com comunidades ind&iacute;genas e outros parceiros em programas de monitoramento costeiro, educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e treinamento de jovens, promovendo a ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e o engajamento comunit&aacute;rio. As a&ccedil;&otilde;es de Pieter Romer e da Ocean Networks Canada s&atilde;o um exemplo inspirador de como a ci&ecirc;ncia aberta e a inclus&atilde;o podem transformar realidades. Ao integrar o conhecimento tradicional ind&iacute;gena com as mais avan&ccedil;adas tecnologias de observa&ccedil;&atilde;o oce&acirc;nica, eles n&atilde;o apenas ampliam o entendimento sobre os ecossistemas marinhos, mas tamb&eacute;m fortalecem a resili&ecirc;ncia das comunidades costeiras. Nesta entrevista, realizada e traduzida por Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computa&ccedil;&atilde;o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pieter Romer e a ONC demonstram que a ci&ecirc;ncia, quando feita de forma colaborativa e respeitosa, tem o poder de unir pessoas, culturas e saberes em prol de um futuro mais sustent&aacute;vel e justo. Confira!</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura &#150; O que &eacute; o Ocean Networks Canada?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Pieter Romer &#150; </b>O Ocean Networks Canada (ONC) &eacute; uma pot&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e de dados sobre oceanos, se especializando em observat&oacute;rios baseados em cabos, que coleta dados oceanogr&aacute;ficos com instrumentos que transmitem dados para o litoral, em tempo real, usando cabos de fibra &oacute;tica. N&oacute;s nos referimos &agrave; tal infraestrutura como o "oceano conectado pela internet". Nosso maior observat&oacute;rio, chamado NEPTUNE, tem 800 km de comprimento, na costa oeste da ilha de Vancouver. A maioria de nossos observat&oacute;rios est&aacute; situada em territ&oacute;rios das Primeiras Na&ccedil;&otilde;es na Col&uacute;mbia Brit&acirc;nica. Temos um observat&oacute;rio da comunidade com os Gitga'at, os Tsleil-Waututh e os Inuit no &Aacute;rtico, e um observat&oacute;rio na costa leste do Canad&aacute;. Doze mil sensores fornecem informa&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel globalmente, em tempo real, 24/7 e 365 dias por ano, mostrando como o oceano est&aacute; mudando. Esta informa&ccedil;&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel na internet para qualquer pessoa, no mundo inteiro. Monitoramos tudo poss&iacute;vel no oceano, at&eacute; mesmo neutrinos vindos do espa&ccedil;o! (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n1/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&amp;C &#150; Qual a import&acirc;ncia das parcerias do ONC com povos ind&iacute;genas? Quantas parcerias existem? Cite alguns t&oacute;picos associados a essas colabora&ccedil;&otilde;es.</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>PR &#150; </b>Nosso objetivo &eacute; tornar dados sobre os oceanos acess&iacute;veis, relevantes e &uacute;teis para comunidades costeiras e ind&iacute;genas. As colabora&ccedil;&otilde;es em andamento informam o desenvolvimento de programas, de projetos de curto e longo prazos, de treinamentos e <i>workshops</i>, de apoio a infraestruturas e produtos de dados. As comunidades costeiras s&atilde;o as guardi&atilde;s do conhecimento, gestoras e administradoras dos seus territ&oacute;rios mar&iacute;timos. As comunidades ind&iacute;genas v&ecirc;m testemunhando essas mudan&ccedil;as desde tempos imemoriais e conhecem os desafios que seus ambientes est&atilde;o enfrentando. Em outro programa em parceria, chamado Community Fishers, membros da comunidade ind&iacute;gena recebem treinamento para coletar dados de colunas de &aacute;gua e trabalham com o ONC para estabelecer um plano de amostragem em sua &aacute;rea de interesse. A constru&ccedil;&atilde;o do Programa Community Fishers foi liderada pela comunidade; reconhece o imenso valor do conhecimento ind&iacute;gena e o combina com dados providos por instrumentos oceanogr&aacute;ficos, treinamento e com suporte cient&iacute;fico. Isto significa que os dados de alta qualidade sendo coletados s&atilde;o relevantes para interesses de pesquisa daqueles locais, al&eacute;m de contribuir para ampliar o conhecimento cient&iacute;fico sobre os oceanos de uma forma mais ampla. Um aspecto fundamental das colabora&ccedil;&otilde;es do programa de parceria Community Fishers &eacute; a atribui&ccedil;&atilde;o de posse e autoria dos dados &agrave; comunidade que est&aacute; realizando a pesquisa. No nosso programa de monitoramento do Community Fishers, estamos atualmente trabalhando em parceria com 13 comunidades ind&iacute;genas; este n&uacute;mero est&aacute; crescendo constantemente. No todo, temos atualmente 37 parcerias de v&aacute;rios tipos em educa&ccedil;&atilde;o e monitoramento. O n&uacute;mero flutua conforme os projetos. Alguns s&atilde;o bastante complexos, enquanto para outros o papel &eacute; mais voltado a suporte. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n1/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&amp;C &#150; Poderia nos dar um ou dois exemplos em que essas parcerias foram essenciais para obter resultados de qualidade?</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>PR &#150; </b>Todas as nossas parcerias s&atilde;o essenciais, mas uma que se destaca &eacute; a recente Avalia&ccedil;&atilde;o de Riscos de Tsunami da Costa Noroeste da Ilha de Vancouver (<i>Tsunami Risk Assessment of the Northwest Coast of Vancouver Island</i>) em que trabalhamos com cinco Primeiras Na&ccedil;&otilde;es: Quatsino First Nation e quatro Nuu-chah-nulth First Nations. Sobrevoamos essas comunidades utilizando Lidar para entender as zonas de impacto se um tsunami acontecesse. A partir desse levantamento, criamos modelos digitais de terreno para entender as velocidades das correntes. Nossas equipes de atra&ccedil;&atilde;o e envolvimento de ind&iacute;genas realizou pesquisa e entrevistas antes dos voos com os anci&atilde;os detentores do conhecimento, al&eacute;m de reuni&otilde;es com grupos assessores, para entender os cen&aacute;rios realmente vividos pelos moradores (em ingl&ecirc;s, "<i>boots on the ground</i>", significando constata&ccedil;&atilde;o no local) desde 1700 at&eacute; o tsunami de 1964 e o presente. Aprendemos como alinhar o conhecimento tradicional com nossos dados, e vice-versa. Se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos trabalhado com as comunidades ind&iacute;genas, n&atilde;o ter&iacute;amos os dados completos, e tampouco poder&iacute;amos entender totalmente como as ondas e o seu surgimento repentino interagiram com as comunidades. O n&atilde;o estabelecimento desta parceria teria sido uma oportunidade perdida, tornando o estudo incompleto. Como parte do projeto e baseando-nos na pesquisa desenvolvida pela equipe de engajamento ind&iacute;gena, produzimos um document&aacute;rio de meia hora sobre a hist&oacute;ria ind&iacute;gena dos tsunamis na costa oeste da ilha de Vancouver. O document&aacute;rio &eacute; mais uma forma de retribuir &agrave;s comunidades que compartilharam seu conhecimento conosco. Outro projeto que acabamos de terminar &eacute; o WS&Aacute;NE&#262; <i>Ocean Knowledge Cards</i>, que &eacute; um conjunto de cart&otilde;es educativos que crian&ccedil;as e adultos podem usar para aprender sobre esp&eacute;cies do oceano e o conhecimento tradicional sobre como as Primeiras Na&ccedil;&otilde;es WS&Aacute;NE&#262; usavam essas esp&eacute;cies para fazer comida e fabricar ferramentas, bem como os nomes das esp&eacute;cies na linguagem ind&iacute;gena. H&aacute; tamb&eacute;m muitos exemplos no nosso programa de monitoramento Community Fishers em que colaboramos com 13 comunidades ind&iacute;genas distintas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&amp;C &#150; A integra&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico e tradicional apresenta muitos desafios. O senhor pode nos dar exemplos de enfoque que est&atilde;o sendo usados por esses projetos conjuntos para resolver tais desafios?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>PR &#150; </b>N&atilde;o os encaro como desafios, mas sim como oportunidades. A melhor forma de construir uma parceria verdadeira e significativa &eacute; a partir da sua constru&ccedil;&atilde;o, desde o in&iacute;cio, em equipe. Desta forma, todos est&atilde;o sintonizados e a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; clara. No entanto, projetos variam em sua capacidade e nem todos os projetos come&ccedil;am a partir de uma proposta. Engajar-se desde o in&iacute;cio e de forma significativa com povos ind&iacute;genas &eacute; chave para uma parceria e projeto bem sucedidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&amp;C &#150; Essas colabora&ccedil;&otilde;es de pesquisa s&atilde;o todas iniciadas pela ONC, ou h&aacute; casos em que as colabora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o iniciadas pelo lado dos parceiros ind&iacute;genas?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>PR &#150; </b>N&atilde;o, nem todas as parcerias com comunidades ind&iacute;genas s&atilde;o iniciadas pelo ONC. Frequentemente, uma comunidade ind&iacute;gena recebe financiamento federal e nos envolve visando um sensor de monitoramento, software e treinamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&amp;C &#150; Voc&ecirc;s est&atilde;o envolvidos na iniciativa CARE? Pode nos contar um pouco sobre iniciativas baseadas ou influenciadas pelos princ&iacute;pios CARE?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>PR &#150; </b>Incorporamos os princ&iacute;pios FAIR e CARE nos nossos acordos de gest&atilde;o de dados. As comunidades ind&iacute;genas se beneficiam imediatamente dos dados para sua tutela, pesca ou gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o. Elas tamb&eacute;m t&ecirc;m controle sobre seus dados, por exemplo, podem desligar um sensor p&uacute;blico no nosso sistema de gest&atilde;o de dados Oceans 3.0. Podem tamb&eacute;m solicitar mudan&ccedil;as nos acordos a qualquer momento.</font></p>      ]]></body>
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