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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caminhos possíveis para fortalecer os nexos entre clima, natureza e saúde nas cidades]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cidades]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250039</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Caminhos poss&iacute;veis para fortalecer os nexos entre clima, natureza   e sa&uacute;de nas cidades</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Luciana Ferreira<sup>I</sup>; Gabriela Di Giulio<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Doutora em Arquitetura e Urbanismo e pesquisadora   p&oacute;s-doc no projeto Biota S&iacute;ntese, desenvolvido no Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados   (IEA), USP.    <br>   <sup>II</sup>Doutora em Ambiente e Sociedade e professora associada no Departamento   de Sa&uacute;de Ambiental, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, USP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas t&ecirc;m se tornado cada vez mais   evidentes, em particular nas cidades, que concentram a maior parte das popula&ccedil;&otilde;es.   Nesse contexto, torna-se indispens&aacute;vel adotar medidas de adapta&ccedil;&atilde;o para minimizar   os impactos negativos dos eventos clim&aacute;ticos extremos na sa&uacute;de, nas condi&ccedil;&otilde;es de   vida e nas infraestruturas essenciais. Tradicionalmente, a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas tem se baseado em solu&ccedil;&otilde;es de engenharia convencionais, que nem sempre   s&atilde;o custo-efetivas, suficientes ou sustent&aacute;veis. No Brasil, n&atilde;o &eacute; diferente. Mais   recentemente, contudo, as chamadas Solu&ccedil;&otilde;es Baseadas na Natureza (SbN) v&ecirc;m conquistando   espa&ccedil;o nas discuss&otilde;es e nas estrat&eacute;gias adaptativas. As SbN utilizam elementos naturais   para atingir metas ambientais e sociais por meio da oferta de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos.   O car&aacute;ter integrador e interdependente dessas solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aspectos fundamentais   para avan&ccedil;ar na sustentabilidade urbana. Seja para lidar com os eventos extremos   relacionados &agrave; precipita&ccedil;&atilde;o ou com os efeitos do aumento de temperatura, as SbN   t&ecirc;m como um dos principais desafios alinhar quest&otilde;es de governan&ccedil;a, sustentabilidade   e justi&ccedil;a. Neste artigo, discutimos o potencial das SbN como respostas estruturais   frente ao calor extremo, explorando como iniciativas como arboriza&ccedil;&atilde;o, corredores   verdes, entre outras, podem contribuir para mitigar ilhas de calor, reduzir riscos   e promover bem-estar urbano. Com base em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas e experi&ecirc;ncias emp&iacute;ricas   recentes no contexto paulista, refletimos sobre caminhos poss&iacute;veis para fortalecer   a integra&ccedil;&atilde;o entre clima, natureza e sa&uacute;de no enfrentamento das altas temperaturas   nas cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> Cidades; Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas; Adapta&ccedil;&atilde;o;   Solu&ccedil;&otilde;es Baseadas na Natureza; Altas Temperaturas</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas t&ecirc;m se tornado cada vez mais   evidentes em escala global. A cada ano, regi&otilde;es distintas batem novos recordes de   precipita&ccedil;&atilde;o, estiagem e temperaturas extremas, tanto m&aacute;ximas quanto m&iacute;nimas.<sup>[1,2]</sup> Segundo o relat&oacute;rio mais recente do Painel Intergovernamental   sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC WGII AR6), mesmo em cen&aacute;rios de emiss&otilde;es reduzidas,   a humanidade enfrentar&aacute; riscos clim&aacute;ticos significativos   antes do final deste s&eacute;culo, com perdas e danos que incidir&atilde;o de   forma mais severa sobre as popula&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade socioecon&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o &#151; essenciais   para conter o aumento da temperatura m&eacute;dia global em at&eacute; 1,5 °C acima dos   n&iacute;veis pr&eacute;-industriais &#151; torna-se indispens&aacute;vel adotar medidas de adapta&ccedil;&atilde;o para   enfrentar os impactos inevit&aacute;veis das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. A adapta&ccedil;&atilde;o envolve processos   de ajustes em diferentes &aacute;reas e setores, visando antecipar e reduzir poss&iacute;veis   efeitos adversos, diminuindo a vulnerabilidade de popula&ccedil;&otilde;es e grupos sociais espec&iacute;ficos.   Mais recentemente, destaca-se o conceito de adapta&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel,<sup>[3]</sup> que prop&otilde;e ajustes capazes de minimizar conflitos e <i>trade-offs</i>, e ampliar   sinergias entre a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e outros Objetivos do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel   (ODS).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas &aacute;reas urbanas &#151; onde se concentra a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o   mundial e mais de 85% dos brasileiros <sup>[4]</sup> &#151; os eventos clim&aacute;ticos extremos   v&ecirc;m gerando impactos negativos na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e nas   infraestruturas essenciais.<sup>[5]</sup> Esses efeitos podem resultar de enchentes,   deslizamentos de terra ou temperaturas extremas, tanto elevadas quanto baixas, sendo   frequentemente intensificados pela combina&ccedil;&atilde;o entre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e os   efeitos dos processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, por exemplo, o Atlas Digital de Desastres <sup>[6]</sup> contabilizou, entre 1991 e 2024, mais de 5,4 mil &oacute;bitos decorrentes de desastres   relacionados aos extremos clim&aacute;ticos (como secas, inunda&ccedil;&otilde;es, chuvas fortes, movimentos   de massa, vendavais, ciclones, granizo, inc&ecirc;ndios florestais, eros&atilde;o, onda de frio   e tornados). Os n&uacute;meros oficialmente registrados nesse per&iacute;odo impressionam: mais   de 10,77 milh&otilde;es de desalojados e desabrigados; 1,75 milh&atilde;o de feridos e enfermos;   e 31,10 milh&otilde;es diretamente afetados. Os custos associados a esses desastres tamb&eacute;m   s&atilde;o preocupantes: mais de R$ 152 bilh&otilde;es em danos materiais, e um preju&iacute;zo total   de cerca de R$ 636 bilh&otilde;es. Ao longo de pouco mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, o Brasil contabilizou   mais de 63 mil eventos e o registro de pelo menos um evento em 93% das cidades brasileiras.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tradicionalmente, a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas tem se baseado   em solu&ccedil;&otilde;es de engenharia convencionais, que nem sempre s&atilde;o custo-efetivas, suficientes   ou sustent&aacute;veis.<sup>[7]</sup> No Brasil, n&atilde;o &eacute; diferente. Nas cidades brasileiras,   ainda predominam as chamadas solu&ccedil;&otilde;es de "infraestrutura cinza", como piscin&otilde;es,   canaliza&ccedil;&atilde;o e aterramento de rios para combater enchentes; muros de arrimo para   conter deslizamentos ou, ainda, materiais usados para amenizar os efeitos de altas   temperaturas, como telhados de cores claras e determinados tipos de pavimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todavia, as Solu&ccedil;&otilde;es Baseadas na Natureza (SbN) t&ecirc;m conquistado   cada vez mais espa&ccedil;o nos debates e nas estrat&eacute;gias voltadas &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o. As SbN   representam abordagens relativamente recentes que utilizam elementos naturais para   atingir metas ambientais e sociais por meio da oferta de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos.   Esse conceito funciona como um guarda-chuva que engloba pr&aacute;ticas j&aacute; conhecidas no   planejamento urbano, como a adapta&ccedil;&atilde;o baseada em ecossistemas, a infraestrutura   verde urbana e os servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos.<sup>[8]</sup> Ademais, o car&aacute;ter integrador   e interdependente das SbN s&atilde;o aspectos fundamentais para avan&ccedil;ar na sustentabilidade   urbana, considerando a complexidade interligada dos desafios ambientais nas cidades.<sup>[9]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No caso brasileiro, em particular, as SbN come&ccedil;am a ser incorporadas   nos planos de a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica como estrat&eacute;gias que t&ecirc;m potencial de produzir benef&iacute;cios   ambientais, econ&ocirc;micos, de sa&uacute;de e sociais para cidad&atilde;os e comunidades. O Plano   Estadual de Adapta&ccedil;&atilde;o e Resili&ecirc;ncia Clim&aacute;tica de S&atilde;o Paulo (PEARC), por exemplo,   prop&otilde;e priorizar, nas interven&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento habitacional e urbano, as   medidas de SbN, assim como na gest&atilde;o de infraestruturas nas zonas costeiras para   conten&ccedil;&atilde;o das inunda&ccedil;&otilde;es, ressacas e eros&otilde;es costeiras.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As SbN tamb&eacute;m t&ecirc;m sido estimuladas pelo seu potencial para minimizar   os efeitos associados &agrave;s altas temperaturas, especialmente frente aos epis&oacute;dios   cada vez mais recorrentes de onda de calor, que passaram a ser registrados com frequ&ecirc;ncia   em diversas localidades no Brasil nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Seja para lidar com os eventos extremos relacionados &agrave; precipita&ccedil;&atilde;o   ou com os efeitos do aumento de temperatura, as SbN t&ecirc;m como um dos principais desafios   alinhar quest&otilde;es de governan&ccedil;a, sustentabilidade e justi&ccedil;a.<sup>[10]</sup> No Brasil,   em particular, as cidades brasileiras s&atilde;o espa&ccedil;os marcados por segrega&ccedil;&otilde;es socioespaciais   e amplas desigualdades. N&atilde;o raro, a presen&ccedil;a de SbN nos ambientes urbanos coincide   justamente com locais que j&aacute; contam com infraestrutura, servi&ccedil;os e assist&ecirc;ncia,   ocupados, em geral, por pessoas com melhores condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. Estudos   mostram a import&acirc;ncia de fomentar experi&ecirc;ncias de SbN nas periferias, evitar a chamada   gentrifica&ccedil;&atilde;o verde &#151; ou seja, o processo pelo qual a melhoria da qualidade ambiental   torna uma determinada &aacute;rea mais atrativa, encarecendo o custo de vida na regi&atilde;o   &#151; e planejar as SbN atrav&eacute;s da lente da justi&ccedil;a.<sup>[11]</sup> Expandir as redes   de SbN no contexto brasileiro demanda tamb&eacute;m engajamento p&uacute;blico, fomentando decis&otilde;es   e solu&ccedil;&otilde;es coletivas alinhadas &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es e necessidades das comunidades locais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>Mesmo em cen&aacute;rios   de emiss&otilde;es reduzidas, a humanidade enfrentar&aacute; riscos clim&aacute;ticos significativos   antes do final deste s&eacute;culo</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste artigo, discutimos o potencial das SbN como respostas estruturais   frente ao calor extremo, explorando como iniciativas como arboriza&ccedil;&atilde;o, corredores   verdes, entre outras, podem contribuir para mitigar ilhas de calor, reduzir riscos   e promover bem-estar urbano. Com base em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas e experi&ecirc;ncias recentes   no contexto paulista, refletimos sobre caminhos poss&iacute;veis para fortalecer a integra&ccedil;&atilde;o   entre clima, natureza e cidade no enfrentamento das altas temperaturas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Calor extremo e os impactos na sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cada vez mais frequentes e intensos, os per&iacute;odos com temperaturas   excepcionalmente altas podem ser perigosos quando a capacidade de termorregula&ccedil;&atilde;o   do corpo &eacute; excedida, agravando doen&ccedil;as cardiovasculares, respirat&oacute;rias, renais,   transtornos mentais, aumentando comportamentos agressivos e viol&ecirc;ncia e reduzindo   a qualidade de vida e a produtividade.<sup>[12,13]</sup> Os efeitos s&atilde;o agravados   tanto pelas altas temperaturas quanto pelas varia&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia hist&oacute;rica.<sup>[14]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis &#151; como idosos, pessoas racializadas,   de baixa renda ou com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas &#151; sofrem impactos mais severos, mesmo sob   as mesmas condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas, devido &agrave; menor capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o, acesso limitado   a cuidados m&eacute;dicos e maior exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional. Essas desigualdades refletem fatores   hist&oacute;ricos e estruturais, como o racismo ambiental e a segrega&ccedil;&atilde;o socioespacial.   Al&eacute;m disso, caracter&iacute;sticas do ambiente urbano, como baixa cobertura vegetal e alta   polui&ccedil;&atilde;o, aumentam a exposi&ccedil;&atilde;o ao calor. Diante disso, &eacute; essencial adotar estrat&eacute;gias   de adapta&ccedil;&atilde;o que enfrentem essas vulnerabilidades e promovam justi&ccedil;a clim&aacute;tica.<sup>[14]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Exemplos como Chicago (1995), com 465 mortes, Fran&ccedil;a (2003),   com quase 15.000 &oacute;bitos, e &Iacute;ndia (1992-2020), com mais de 25.000 mortes, ilustram   a magnitude dos impactos desses eventos.<sup>[15,16,17]</sup> No Brasil, entre 2000   e 2018, o calor foi respons&aacute;vel por 48.000 mortes, superando as v&iacute;timas de deslizamentos   de terra.<sup>[18]</sup> Em 2023, o pa&iacute;s registrou nove ondas de calor; em 2024,   foram oito; e nos dois primeiros meses de 2025, tr&ecirc;s.[6] Sem medidas de adapta&ccedil;&atilde;o,   a mortalidade relacionada ao calor deve crescer mais rapidamente em regi&otilde;es tropicais   e subtropicais, com destaque para a Col&ocirc;mbia, Filipinas e Brasil.<sup>[19,20]</sup> Nas cidades, o risco &eacute; ainda maior devido &agrave; elevada densidade populacional e &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o   dos impactos pelo fen&ocirc;meno das ilhas de calor urbano.<sup>[21,22]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>Os eventos clim&aacute;ticos   extremos v&ecirc;m gerando impactos negativos na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, nas condi&ccedil;&otilde;es de   vida e nas infraestruturas essenciais</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Parte inicial do processo de defini&ccedil;&atilde;o de medidas de adapta&ccedil;&atilde;o   &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o dos eventos de calor extremo, come&ccedil;ando pela sua defini&ccedil;&atilde;o conceitual.   A Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (WMO) define onda de calor como um per&iacute;odo com   dias e noites de temperaturas excepcionalmente altas, mas sem crit&eacute;rios &uacute;nicos,   o que faz com que cada pa&iacute;s ou cidade adote limites pr&oacute;prios para dura&ccedil;&atilde;o e intensidade.<sup>[23,24]</sup> No Brasil, o INMET define onda de calor como pelo menos cinco dias seguidos com   m&aacute;ximas di&aacute;rias 5°C acima da m&eacute;dia mensal, com alertas graduados por dura&ccedil;&atilde;o: 2-3   dias (amarelo), 3-5 dias (laranja) e mais de 5 dias (vermelho). Cidades como S&atilde;o   Paulo e Rio de Janeiro utilizam dados de umidade do ar, al&eacute;m da temperatura, para   definirem alertas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Potencialidades e desafios da utiliza&ccedil;&atilde;o de SbN para enfrentar   o calor extremo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Existe uma extensa literatura que discute tanto a capacidade   das SbN para reduzirem as temperaturas em &aacute;reas urbanas, sobretudo aquelas com vegeta&ccedil;&atilde;o   arb&oacute;rea, quanto o impacto dessas SbN na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental das popula&ccedil;&otilde;es urbanas.<sup>[25,   26]</sup> No entanto, dados espec&iacute;ficos para as cidades sul-americanas (incluindo   as cidades brasileiras) s&atilde;o mais escassos.<sup>[27]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea, por meio do sombreamento e da evapotranspira&ccedil;&atilde;o,   &eacute; um exemplo de SbN que contribui para a redu&ccedil;&atilde;o das temperaturas em &aacute;reas urbanas.   Em seus diversos arranjos &#151; como parques, florestas urbanas e &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o   &#151;, favorece a manuten&ccedil;&atilde;o de temperaturas mais amenas nas &aacute;reas vegetadas em compara&ccedil;&atilde;o   &agrave;s &aacute;reas constru&iacute;das sem cobertura vegetal. Al&eacute;m disso, ao absorver CO<sub>2</sub>,   as SbN que envolvem vegeta&ccedil;&atilde;o contribuem tanto para a adapta&ccedil;&atilde;o quanto para a mitiga&ccedil;&atilde;o   das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a04fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A multifuncionalidade &eacute; um dos aspectos mais relevantes ligados   &agrave;s SbN, j&aacute; que uma mesma interven&ccedil;&atilde;o pode trazer benef&iacute;cios clim&aacute;ticos, sociais,   educativos, ecol&oacute;gicos e de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, otimizando recursos e atendendo   simultaneamente a diferentes desafios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No entanto, a implementa&ccedil;&atilde;o de SbN para enfrentar o calor extremo   tamb&eacute;m apresenta desafios, sendo a disponibilidade de espa&ccedil;o um dos principais,   especialmente em &aacute;reas densamente constru&iacute;das. Encontrar locais adequados para sua   implanta&ccedil;&atilde;o onde elas s&atilde;o mais desej&aacute;veis exige que as SbN sejam tratadas como prioridade.   Nesse sentido, a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre os m&uacute;ltiplos benef&iacute;cios que oferecem pode   contribuir para ganharem maior relev&acirc;ncia nas decis&otilde;es de planejamento. Al&eacute;m disso,   outras barreiras importantes incluem o tempo e a complexidade do monitoramento:   interven&ccedil;&otilde;es baseadas em elementos naturais podem levar tempo para apresentar resultados   percept&iacute;veis, tornando o acompanhamento de seus impactos mais desafiador.<sup>[28]</sup> Soma-se a isso o risco de gentrifica&ccedil;&atilde;o verde, uma vez que melhorias ambientais   podem elevar o custo de vida em determinadas regi&otilde;es, potencialmente excluindo moradores   mais vulner&aacute;veis se n&atilde;o forem acompanhadas de pol&iacute;ticas voltadas &agrave; justi&ccedil;a territorial. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As cidades brasileiras   s&atilde;o espa&ccedil;os marcados por segrega&ccedil;&otilde;es socioespaciais e amplas desigualdades</i>."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Experi&ecirc;ncias de SbN para minimizar o calor extremo no contexto   paulista</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Algumas iniciativas recentes no Estado de S&atilde;o Paulo mostram como   as SbN podem contribuir para enfrentar o calor extremo, mesmo quando esse n&atilde;o &eacute;   o objetivo principal do projeto. S&atilde;o experi&ecirc;ncias que articulam educa&ccedil;&atilde;o, bem-estar   e regenera&ccedil;&atilde;o ambiental, e contribuem para aumentar a resili&ecirc;ncia urbana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Mini florestas nas escolas p&uacute;blicas de S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desde 2021, o projeto Formigas-de-Emba&uacute;ba tem implantado miniflorestas   de Mata Atl&acirc;ntica em escolas p&uacute;blicas da capital paulista, em parceria com a Prefeitura   de S&atilde;o Paulo. A proposta vai al&eacute;m do plantio, envolvendo as alunas e alunos em todas   as etapas do processo, promovendo educa&ccedil;&atilde;o ambiental cr&iacute;tica e pr&aacute;ticas de cuidado   com o territ&oacute;rio. Ao transformar &aacute;reas cimentadas em pequenos n&uacute;cleos de floresta,   o projeto contribui para a redu&ccedil;&atilde;o das temperaturas locais, melhora a infiltra&ccedil;&atilde;o   da &aacute;gua da chuva e cria espa&ccedil;os de sombra e conviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Microflorestas urbanas em Campinas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Campinas possui um programa de implanta&ccedil;&atilde;o de microflorestas   urbanas cujo objetivo &eacute; oferecer sombra, reduzir a temperatura e criar abrigo para   a fauna urbana. A meta da Prefeitura &eacute; estabelecer 200 dessas &aacute;reas at&eacute; 2028, com   tamanhos entre 200 e 1.000 m<sup>2</sup>, utilizando esp&eacute;cies nativas da regi&atilde;o.   A prioridade de implanta&ccedil;&atilde;o ser&aacute; em &aacute;reas com maior risco de incid&ecirc;ncia de ondas   de calor, conforme defini&ccedil;&atilde;o do Plano Local de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Santos Sustent&aacute;vel: infraestrutura verde para a resili&ecirc;ncia   clim&aacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O programa Santos Sustent&aacute;vel re&uacute;ne diversas interven&ccedil;&otilde;es urbanas   com foco na adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica. Entre elas, o plantio de &aacute;rvores, a cria&ccedil;&atilde;o de   jardins de chuva e a substitui&ccedil;&atilde;o de pavimentos imperme&aacute;veis por materiais drenantes.   Al&eacute;m de reduzir alagamentos, essas a&ccedil;&otilde;es buscam diminuir a temperatura e promover   o conforto t&eacute;rmico em espa&ccedil;os p&uacute;blicos. A estrat&eacute;gia &eacute; integrada ao Plano Municipal   de Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas da cidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora essas e outras experi&ecirc;ncias em curso nas cidades paulistas   se mostrem potentes, ainda &eacute; preciso continuar a avan&ccedil;ar na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento   para mensurar seus reais impactos em termos de minimiza&ccedil;&atilde;o dos efeitos do aumento   da temperatura. Estudos com enfoque sobre a influ&ecirc;ncia da morfologia urbana e da   vegeta&ccedil;&atilde;o durante epis&oacute;dios de calor extremo (como os desenvolvidos no projeto Biota   S&iacute;ntese), e estima&ccedil;&otilde;es de temperatura do ar em cen&aacute;rios de amplia&ccedil;&atilde;o da infraestrutura   verde, em particular em &aacute;reas de vulnerabilidade e risco a eventos de calor extremo   (como os desenvolvidos no projeto CiAdapta2), t&ecirc;m se mostrado importantes. S&atilde;o importantes   tamb&eacute;m iniciativas que buscam mapear condi&ccedil;&otilde;es e locais para criar os chamados ref&uacute;gios   clim&aacute;ticos. Esses espa&ccedil;os, tamb&eacute;m conhecidos como ref&uacute;gios termais, s&atilde;o essenciais   para proteger pessoas e ecossistemas do calor extremo, mas precisam ser bem planejados   e integrativos, atendendo em especial &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis.<sup>[29]</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para al&eacute;m das quest&otilde;es relacionadas &agrave; governan&ccedil;a, sustentabilidade   e justi&ccedil;a, como buscamos abordar nesse artigo, a agenda de SbN traz outros desafios   centrais. Um deles refere-se &agrave; pr&oacute;pria natureza e sua biodiversidade. Considerando   que as principais estrat&eacute;gias de SbN envolvem o uso de vegeta&ccedil;&atilde;o, &eacute; essencial atentar   para a sa&uacute;de das plantas e suas necessidades de sobreviv&ecirc;ncia em contextos de altas   temperaturas. A resili&ecirc;ncia da vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator-chave para a efic&aacute;cia dessas   solu&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise dos custos de implementa&ccedil;&atilde;o das SbN n&atilde;o   pode ser dissociada da avalia&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;ltiplos benef&iacute;cios e co-benef&iacute;cios que proporcionam.   Um estudo recente do <i>World Resources Institute (WRI)</i> apontou que, para cada   d&oacute;lar investido em adapta&ccedil;&atilde;o, podem ser gerados mais de US$ 10,50 em benef&iacute;cios   ao longo de dez anos. Os benef&iacute;cios v&atilde;o al&eacute;m de evitar perdas com desastres clim&aacute;ticos,   mas incluem tamb&eacute;m benef&iacute;cios econ&ocirc;micos, sociais e ambientais. Ampliar estudos   que enfoquem indicadores de efetividade e de custos de SbN &eacute; fundamental para avan&ccedil;ar   nesta agenda.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, ainda que mensurar os efeitos das SbN seja uma tarefa   complexa, dada a diversidade de impactos que geram, essa avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental   para orientar e aprimorar sua ado&ccedil;&atilde;o de forma mais estrat&eacute;gica e eficaz, priorizando   buscar rela&ccedil;&otilde;es mais harmoniosas com a natureza, que possam melhorar a conviv&ecirc;ncia,   o desenvolvimento da solidariedade, potencializar a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e alcan&ccedil;ar   efetivamente a perspectiva de justi&ccedil;a nas suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es (social, ambiental,   clim&aacute;tica).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[1] LIN, B. B. <i>et al. Integrating solutions to adapt   cities for climate change</i>. The Lancet Planetary Health, v. 5, n. 7, p. E479-E486,   2021. DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/S2542-5196(21)00135-2" target="_blank">https://doi.org/10.1016/S2542-5196(21)00135-2</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[2] UNEP - UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME. Adaptation Gap   Report 2022: Too Little, <i>Too Slow - Climate adaptation failure puts world at   risk</i>. Nairobi: UNEP, 2022. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.unep.org/adaptation-gap-report-2022" target="_blank">https://www.unep.org/adaptation-gap-report-2022</a>.   Acesso em: 7 maio 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[3] GRESSE E, <i>et al. Sustainable ways of adapting to   climate change Hamburg Climate Futures Outlook 2023</i>: The Plausibility of a 1.5   °C Limit to Global Warming&#151;Social Drivers and Physical Processes ed A Engels, J   Marotzke, E G Gresse, A L&oacute;pez-Rivera, A Pagnone and J Wilkens (Cluster of Excellence   Climate, Climatic Change, and Society (CLICCS)) 56-58</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[4] UN-DESA - UNITED NATIONS, Department of Economic and Social   Affairs, Population Division. <i>World Urbanization Prospects</i>: The 2018 Revision.   2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://population.un.org/wup/assets/WUP2018-Report.pdf" target="_blank">https://population.un.org/wup/assets/WUP2018-Report.pdf</a>. Acesso   em: 7 maio 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[5] IPCC. Climate Change 2023: Synthesis Report. <i>Summary for   Policymakers</i>. Contribution of Working Groups I, II and III to the Sixth Assessment   Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Geneva: IPCC, 2023. Dispon&iacute;vel   em: <a href="https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/" target="_blank">https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[6] BRASIL. Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o e do Desenvolvimento Regional;   Secretaria Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa Civil; Universidade Federal de Santa Catarina.   Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil. <i>Atlas Digital de   Desastres no Brasil: dados consolidados de 1991-2024</i>. Bras&iacute;lia: MDR, 2025. Dispon&iacute;vel   em: &lt;<a href="https://atlasdigital.mdr.gov.br/" target="_blank">https://atlasdigital.mdr.gov.br/</a>&gt;. Acesso em: 24 jun. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[7] KABISCH, N. <i>et al</i>. (Ed.). <i>Nature-based solutions   to climate change adaptation in urban areas</i>: Linkages between science, policy   and practice. Springer Open, 2017. DOI: <a href="https://doi.org/10.1007/978-3-319-56091-5" target="_blank">https://doi.org/10.1007/978-3-319-56091-5</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[8] PAULEIT, S. <i>et al</i>. Nature-Based Solutions and Climate   Change: Four Shades of Green. In: KABISCH, N. <i>et al</i>. (Eds.). <i>Nature-based   Solutions to Climate Change Adaptation in Urban Areas</i>. Springer, 2017. p. 29-49.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[9] ADAMS, C. <i>et al. Mainstreaming nature-based solutions   in cities</i>: A systematic literature review and a proposal for facilitating urban   transitions. Land Use Policy, v. 130, 106661, 2023. DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.landusepol.2023.106661" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.landusepol.2023.106661</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[10] ANGUELOVSKI, I., &amp; CORBERA, E. (2022). <i>Integrating   justice in Nature-Based Solutions to avoid nature-enabled dispossession</i>. Ambio,   52, 45 - 53. <a href="https://doi.org/10.1007/s13280-022-01771-7" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s13280-022-01771-7</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[11] TORRES, P.H.C. <i>et al. Just cities and nature-based   solutions in the Global South</i>: A diagnostic approach to move beyond panaceas   in Brazil. Environmental Science &amp; Policy, 2023. <a href="https://doi.org/10.1016/j.envsci.2023.02.017" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.envsci.2023.02.017</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[12] MORA, Camilo; DOUSSET, Benoit; CALDWELL, Ian; <i>et al</i>. <i>Global risk of deadly heat</i>. Nature Climate Change, [S.l.], v. 7, p. 501-506,   2017. DOI: <a href="https://doi.org/10.1038/nclimate3322" target="_blank">https://doi.org/10.1038/nclimate3322</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[13] YANG, Jun; YIN, Peng; SUN, Jimin; <i>et al. Heatwave   and mortality in 31 major Chinese cities</i>: definition, vulnerability and implications.   Science of The Total Environment, [S.l.], v. 649, p. 695-702, 1 fev.   2019. DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2018.08.332" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2018.08.332</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[14] BELL, Michelle L.; GASPARRINI, Antonio; BENJAMIN, Georges   C. <i>Climate Change, Extreme Heat, and Health</i>. The New England Journal of Medicine,   Boston, v. 390, n. 19, p. 1793-1801, 16 maio 2024. DOI: 10.1056/NEJMra2210769.   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