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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20250045</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cidades, sertão e mudanças climáticas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Campina Grande Programa de Pós-Graduação em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250045</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Cidades, sert&atilde;o e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Jos&eacute; Irivaldo Alves O. Silva<sup>I</sup> 0000-0002-0022-3090</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Gest&atilde;o   e Regula&ccedil;&atilde;o de Recursos H&iacute;dricos da Universidade Federal de Campina Grande   (UFCG) - email: jose.irivaldo@professor.ufcg.edu.br</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&Eacute; preocupante o cen&aacute;rio da gest&atilde;o p&uacute;blica   brasileira em v&aacute;rios aspectos. Por&eacute;m, quando   nos damos conta que boa parte dos munic&iacute;pios brasileiros s&atilde;o de   pequeno porte, cerca de 73% do quantitativo tem entre 10 mil e   20 mil habitantes,<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>[i]</sup></a> at&eacute; 10 mil habitantes   representa 44,8% do total, significando cerca de 12 milh&otilde;es de habitantes,   totalizando 6,3% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira;<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>[ii]</sup></a> verificamos que as   tarefas s&atilde;o complexas e dependem de preparo e investimentos adequados. A <a href="#fig01">Figura   1</a> representa bem essa distribui&ccedil;&atilde;o populacional por munic&iacute;pio de forma   concentrada nas m&eacute;dias e grandes cidades.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse panorama repercute igualmente no Nordeste, pois temos   muitos munic&iacute;pios e uma distribui&ccedil;&atilde;o irregular da popula&ccedil;&atilde;o entre eles, havendo   uma concentra&ccedil;&atilde;o notadamente nos m&eacute;dios e grandes munic&iacute;pios, geralmente as   capitais ou cidades polo como Caruaru, Campina Grande, Petrolina, Mossor&oacute;,   entre outras. Outro indicador preocupante, para al&eacute;m da concentra&ccedil;&atilde;o da   popula&ccedil;&atilde;o no Nordeste, especialmente na regi&atilde;o semi&aacute;rida, s&atilde;o as pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas consideradas estruturantes, dentre elas o saneamento b&aacute;sico, notadamente   o esgotamento sanit&aacute;rio, coleta e tratamento de esgoto. Os dados no &uacute;ltimo   censo (<a href="#fig02">Figura 2</a>) apontam para um panorama ainda muito ruim no semi&aacute;rido   nordestino.</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O Nordeste brasileiro tem uma popula&ccedil;&atilde;o rural que chega &agrave;   cifra de 12 milh&otilde;es de habitantes e boa parte dessa ainda n&atilde;o possui saneamento   b&aacute;sico, especialmente coleta e tratamento de esgoto. Esse &eacute; um dado importante   que deve ser considerado quando analisamos o n&iacute;vel de resili&ecirc;ncia <a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>[v]</sup></a> de uma dada regi&atilde;o. A priori, o semi&aacute;rido brasileiro possui condi&ccedil;&otilde;es   clim&aacute;ticas e uma vegeta&ccedil;&atilde;o que aponta para dificuldades que podem ser   potencializadas com o processo de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Al&eacute;m disso, &eacute; importante   reconhecer o n&iacute;vel de risco para secas a que os nossos munic&iacute;pios do sert&atilde;o   semi&aacute;rido est&atilde;o expostos, como podemos encontrar na <a href="#fig03">Figura 3</a> extra&iacute;da do Adapta   Brasil, do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI).<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>[vi]</sup></a></font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>O semi&aacute;rido   brasileiro possui condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e uma vegeta&ccedil;&atilde;o que apontam para   dificuldades que podem ser potencializadas com o processo de mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dessa forma, boa parte dos munic&iacute;pios do semi&aacute;rido   brasileiro est&aacute; inclu&iacute;da em uma zona de risco de seca. Esse &eacute; um ponto cujo   conhecimento est&aacute; consolidado. Entretanto, &eacute; preciso pensar em termos de   adapta&ccedil;&atilde;o, indicando-se o n&iacute;vel de capacidade adaptativa regional. Adapta&ccedil;&atilde;o   est&aacute; relacionada com processos sociais e t&eacute;cnicos linkados com &agrave; mudan&ccedil;a do   clima sendo o processo de ajuste de sistemas naturais e humanos ao   comportamento do clima no presente e no futuro e seus efeitos, segundo o Painel   Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;a do Clima da ONU (IPCC).<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>[viii]</sup></a> Di   Giulio, Martins e Lemos (2016)<sup>[2]</sup> apontam que adapta&ccedil;&atilde;o &eacute;   compreendida como processos de ajustamentos para antecipar impactos adversos   das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que resultam na redu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade.A   vulnerabilidade &eacute; uma vari&aacute;vel importante para entendermos o desenho da   repercuss&atilde;o clim&aacute;tica frente &agrave;s caracter&iacute;sticas socioecol&oacute;gicas e econ&ocirc;micas.   Isso &eacute; fundamental para planejarmos a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficos em regi&otilde;es como o   semi&aacute;rido nordestino. Segundo Obermaier e Rosa (2013),<sup>[3]</sup> a   vulnerabilidade est&aacute; ligada &agrave;s iniquidades na distribui&ccedil;&atilde;o de recursos e de   acesso, ao controle que indiv&iacute;duos conseguem fazer sobre escolhas e   oportunidades, e padr&otilde;es hist&oacute;ricos de marginaliza&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o social.   Portanto, &eacute; preciso contextualizar as condi&ccedil;&otilde;es locais e regionais para que   a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica possam acontecer.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A plataforma Adapta do MCTI traz outro &iacute;ndice que   consideramos de import&acirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o desse panorama das mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas no sert&atilde;o semi&aacute;rido. A <a href="#fig04">Figura 4</a> traz o &Iacute;ndice de Capacidade   Adaptativa,<a name="tx06"></a><a href="#nt06"><sup>[ix]</sup></a> composto com tr&ecirc;s subeixos planejamento e gest&atilde;o de   risco para recursos h&iacute;dricos, capacidade de abastecimento e reserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua   e a capacidade socioecon&ocirc;mica familiar.</font></p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A conclus&atilde;o que a plataforma traz &eacute; a evidente falta de   planejamento que compromete o n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia que se busca para efetiva&ccedil;&atilde;o   de a&ccedil;&otilde;es que aumentem o patamar de adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, transformando os   munic&iacute;pios em territ&oacute;rios mais resilientes. A <a href="#fig05">Figura 5</a> traz apenas uma das   dimens&otilde;es abordadas especificamente em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o e   articula&ccedil;&atilde;o do plano municipal de saneamento b&aacute;sico.<a name="tx07"></a><a href="#nt07"><sup>[x]</sup></a></font></p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>Boa parte dos   munic&iacute;pios do semi&aacute;rido brasileiro est&aacute; inclu&iacute;do em uma zona de risco de seca</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse quadro tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; bom quando se vai para outras   dimens&otilde;es dentro de Planejamento, como a Ades&atilde;o ao Programa Cidades   Resilientes,<a name="tx08"></a><a href="#nt08"><sup>[xi]</sup></a> a Programas ou a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; seca, <a name="tx09"></a><a href="#nt09"><sup>[xii]</sup></a> e Investimento per capita em Pol&iacute;ticas de Adapta&ccedil;&atilde;o e   Infraestrutura para Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental. &Eacute; importante destacar tamb&eacute;m que o   N&iacute;vel de Atua&ccedil;&atilde;o em Comit&ecirc;s de Bacia tamb&eacute;m &eacute; baixo,<a name="tx10"></a><a href="#nt10"><sup>[xiii]</sup></a> isso   demonstra que &eacute; preciso melhorar a capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o da   agenda da adapta&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas clim&aacute;ticas locais e regionais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres   Naturais em relat&oacute;rio emitido em 2021 <sup>[4]</sup> j&aacute; apontava a necessidade de um Sistema de Defesa Civil   robusto no Nordeste, considerando que s&atilde;o recorrentes   os decretos de reconhecimento de calamidade p&uacute;blica, especialmente em virtude   de estiagens, como aponta a <a href="#fig06">Figura 6</a> extra&iacute;da do   aludido relat&oacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a10fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre 2013 e 2020, grande parte dos munic&iacute;pios de pequeno   porte expediu decretos de calamidade p&uacute;blica, apontando para a fragilidade   socioecon&ocirc;mica desses munic&iacute;pios em atuar plenamente em processo de resolu&ccedil;&atilde;o   dos efeitos de desastres, necessitando do aporte de recursos da Uni&atilde;o e dos   Estados. Geralmente esses munic&iacute;pios t&ecirc;m arrecada&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria baixa, dependendo   da reparti&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria atrav&eacute;s do Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o. Na <a href="#fig06">Figura 6</a>, &eacute;   poss&iacute;vel verificar partes mais escuras que s&atilde;o cidades que decretaram situa&ccedil;&atilde;o   de calamidade p&uacute;blica. Os desastres entre 1995 e 2019 representaram perdas   financeiras de 140,6 bilh&otilde;es para o Nordeste.<sup>[4]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>Nossos   munic&iacute;pios, via de regra, n&atilde;o est&atilde;o preparados e n&atilde;o possuem ferramentas de   planejamento a curto, m&eacute;dio e longo prazo para implementar a&ccedil;&otilde;es adequadas de   adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As defesas civis do Nordeste, especialmente do semi&aacute;rido,   padecem da falta de estrutura m&iacute;nima para seu funcionamento, a exemplo de   recursos humanos em n&uacute;mero condizendo &agrave;s necessidades, falta de aloca&ccedil;&atilde;o   adequada no organograma administrativo do munic&iacute;pio, boa parte n&atilde;o possui nem   viatura para realiza&ccedil;&atilde;o das atividades b&aacute;sica, parte n&atilde;o possui or&ccedil;amento   pr&oacute;prio, enfim, falta, na verdade, uma pol&iacute;tica p&uacute;blica adequada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Alguns apontamentos finais/iniciais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse artigo de opini&atilde;o teve como escopo chamar a aten&ccedil;&atilde;o a   necessidade urgente de planejamento focado em resultados que possam ser   traduzidos em uma maior capacidade adaptativa por parte de cidades j&aacute; inseridas   em um contexto de vulnerabilidade estrutura, cuja vari&aacute;vel clim&aacute;tica est&aacute;   presente desde sempre como um obst&aacute;culo a ser superado, ou melhor, a ser   tratado se forma mais focada em processos de adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os nossos munic&iacute;pios, via de regra, n&atilde;o est&atilde;o preparados e   n&atilde;o possuem ferramentas de planejamento a curto, m&eacute;dio e longo prazo para   implementar a&ccedil;&otilde;es adequadas de adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, agindo muito mais para   "apagar inc&ecirc;ndios" quando os desastres acontecem. Da&iacute;, sempre as cenas se   repetem, seja de enchentes em regi&otilde;es semi&aacute;ridas do Nordeste e da escassez como   premissa do nosso Nordeste.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na verdade, n&atilde;o &eacute; apenas or&ccedil;amento que resolveria essa   aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es, mas o aumento da capacidade de articula&ccedil;&atilde;o entre   comunidades, munic&iacute;pios, Estados e Governo Federal, passando pela forma&ccedil;&atilde;o de   quadros capacitados para dar coer&ecirc;ncia aos planos e &agrave; fase de execu&ccedil;&atilde;o. Os   planos precisam estar articulados entre si, plano diretor, planos clim&aacute;ticos,   planos de bacia, planos de saneamento, havendo um planejamento urbano conectado   com o espa&ccedil;o rural. Algumas capitais brasileiras j&aacute; possuem seu plano de a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica,   n&atilde;o sendo, ainda, uma realidade da grande maioria dos munic&iacute;pios brasileiros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[1] LINDOSO, D. P. Vulnerability and resilience: potentials,   convergences and limitations in interdisciplinary research. <i>Ambiente &amp;   Sociedade</i>, v. 20, n. 4, p. 127-144, out. 2017.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[2] GIULIO, G. M. D.; MARTINS, A. M. B.; LEMOS, M. C.   Adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica: fronteiras do conhecimento para pensar o contexto   brasileiro. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, v. 30, n. 88, p. 25-41, set. 2016.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[3] OBERMAIER, M.; ROSA, L. P. Mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e adapta&ccedil;&atilde;o   no Brasil: uma an&aacute;lise cr&iacute;tica. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, v. 27, n. 78, p.   155-176, 2013.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[4] BRASIL. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Regional.   Secretaria Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa Civil. <i>Diagn&oacute;stico de capacidades e   necessidades municipais em prote&ccedil;&atilde;o e defesa civil</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do   Desenvolvimento Regional, 2021.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Notas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">[i]</a> Vide   <a href="https://fnp.org.br/publicacoes/item/150-cidades-ate-10-mil-habitantes" target="_blank">https://fnp.org.br/publicacoes/item/150-cidades-ate-10-mil-habitantes</a>    <br>   <a name="nt02"></a><a href="#tx02">[ii]</a> Vide   <a href="https://www.gov.br/pt-br/noticias/financas-impostos-e-gestao-publica/2023/06/censo-2022-indica-que-o-brasil-totaliza-203-milhoes-de-habitantes" target="_blank">https://www.gov.br/pt-br/noticias/financas-impostos-e-gestao-publica/2023/06/censo-2022-indica-que-o-brasil-totaliza-203-milhoes-de-habitantes</a>    <br>   [iii] Resili&ecirc;ncia pode ser descrita como a capacidade do   sistema em tolerar dist&uacute;rbios e, ainda assim, permanecer no mesmo dom&iacute;nio de   estabilidade (Lindoso, 2017, p. 136).    <br>   [iv] Vide <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx03">[v]</a> Vide   <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/mudanca-do-clima/adaptacao#:~:text=A%20adapta%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20mudan%C3%A7a%20do,IPCC%2C%20na%20sigla%20em%20ingl%C3%AAs" target="_blank">https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/mudanca-do-clima/adaptacao#:~:text=A%20adapta%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20mudan%C3%A7a%20do,IPCC%2C%20na%20sigla%20em%20ingl%C3%AAs</a>.    <br>   <a name="nt04"></a><a href="#tx04">[vi]</a> Capacidade do sistema socioecol&oacute;gico de se preparar e   se ajustar &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas ou aos danos clim&aacute;ticos potenciais   relacionados &agrave; seca, principalmente para diminuir os impactos negativos,   aproveitar as oportunidades ou responder &agrave;s consequ&ecirc;ncias. O &Iacute;ndice de   Capacidade Adaptativa &eacute; resultante da composi&ccedil;&atilde;o dos indicadores tem&aacute;ticos:   planejamento e gest&atilde;o de risco para recursos h&iacute;dricos, capacidade de   abastecimento e reserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, e capacidade socioecon&ocirc;mica familiar.   (Detalhamento do indicador na plataforma -   <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>).    <br>   [vii] N&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o de planos   municipais de saneamento b&aacute;sico considerando a tem&aacute;tica de capacidade   adaptativa de planejamento e gest&atilde;o de risco para recursos h&iacute;dricos. O n&iacute;vel de   implementa&ccedil;&atilde;o considerou a exist&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento sistem&aacute;ticos   das a&ccedil;&otilde;es programadas; de diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os   p&uacute;blicos de saneamento b&aacute;sico e de seus impactos nas condi&ccedil;&otilde;es de vida da   popula&ccedil;&atilde;o local; de defini&ccedil;&atilde;o do ente regulador do servi&ccedil;o; de a&ccedil;&otilde;es para emerg&ecirc;ncias   e conting&ecirc;ncia; de objetivos e metas de curto, m&eacute;dio e longo prazos de   universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os; de programas, projetos e a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para   atingir os objetivos e metas propostos; e de defini&ccedil;&atilde;o de tarifa social para   servi&ccedil;os de saneamento b&aacute;sico. O n&iacute;vel de articula&ccedil;&atilde;o considerou a participa&ccedil;&atilde;o   de cons&oacute;rcio p&uacute;blico na &aacute;rea de saneamento ao n&iacute;vel estadual e/ou   intermunicipal (Detalhamento do indicador da plataforma -   <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>).    <br>   <a name="nt05"></a><a href="#tx05">[viii]</a> Cidades Resilientes s&atilde;o cidades ou &aacute;reas urbanas que   seguem par&acirc;metros internacionalmente estabelecidos, relacionados principalmente   &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e ao risco; governos e popula&ccedil;&atilde;o integrados aos   problemas da cidade. A participa&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio no Programa mostra o seu   compromisso em edificar a sua resili&ecirc;ncia por meio da defini&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e   prioridades na &aacute;rea de gest&atilde;o do risco de desastres em sua localidade.   (Detalhamento do indicador da plataforma - <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>).    <br>   <a name="nt06"></a><a href="#tx06">[ix]</a> Situa&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio quanto &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de   estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o contra impactos relacionados &agrave; seca visando a&ccedil;&otilde;es de   preven&ccedil;&atilde;o, mitiga&ccedil;&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o, resposta e recupera&ccedil;&atilde;o, considerando a   tem&aacute;tica de capacidade adaptativa de planejamento e gest&atilde;o de risco para   recursos h&iacute;dricos (Detalhamento do indicador da plataforma -   <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>).    <br>   <a name="nt07"></a><a href="#tx07">[x]</a> N&iacute;vel de atua&ccedil;&atilde;o em planos de gerenciamento dos recursos   h&iacute;dricos nos comit&ecirc;s de bacias hidrogr&aacute;ficas nos munic&iacute;pios considerando a   tem&aacute;tica de capacidade adaptativa para planejamento e gest&atilde;o de risco para   recursos h&iacute;dricos. Este n&iacute;vel foi composto pelas seguintes informa&ccedil;&otilde;es: (A)   integra&ccedil;&atilde;o com algum comit&ecirc; interestadual ou estadual (conforme SNRHI); (B)   Exist&ecirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o da comunidade no Comit&ecirc; de Bacia Hidrogr&aacute;fica para   controle da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o de saneamento; (C) Participa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o   intermunicipal na forma de Comit&ecirc; de bacia hidrogr&aacute;fica; e (D) O Plano   Municipal de Saneamento B&aacute;sico foi elaborado em conjunto com o comit&ecirc; de bacia   hidrogr&aacute;fica. (Detalhamento do indicador da plataforma -   <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a>).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt08"></a><a href="#tx08">[xi]</a> Vide   <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37237-de-2010-a-2022-populacao-brasileira-cresce-6-5-e-chega-a-203-1-milhoes" target="_blank">https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37237-de-2010-a-2022-populacao-brasileira-cresce-6-5-e-chega-a-203-1-milhoes</a>    <br>   <a name="nt09"></a><a href="#tx09">[xii]</a> Vide   <a href="https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/mapas.html?recorte=N3&tema=conexao_rede_esgoto" target="_blank">https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/mapas.html?recorte=N3&amp;tema=conexao_rede_esgoto</a>    <br>   <a name="nt10"></a><a href="#tx10">[xiii]</a> Vide <a href="https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/" target="_blank">https://sistema.adaptabrasil.mcti.gov.br/</a></font></p>      ]]></body>
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