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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20250046</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação das cidades às mudanças climáticas]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250046</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o das cidades &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Nabil Bonduki<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor titular de planejamento urbano e   regional da FAU-USP e vereador em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Reduzir as desigualdades socioterritoriais e enfrentar a   crise clim&aacute;tica s&atilde;o dois dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar   no s&eacute;culo XXI. Como cerca de 85% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira vive em cidades, esses   desafios somente ser&atilde;o enfrentados, com impacto significativo, se as pol&iacute;ticas   urbanas e ambientais tratarem esses objetivos com prioridade e de forma   articulada, pois os eventos extremos causados pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas afetam   de maneira mais intensa as popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As cidades brasileiras apresentam forte desigualdade   socioterritorial e n&atilde;o est&atilde;o preparadas para enfrentar a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica.   O modelo de desenvolvimento urbano estruturado no s&eacute;culo XX produziu cidades   insustent&aacute;veis e desiguais, onde os mais exclu&iacute;dos vivem em &aacute;reas suscet&iacute;veis   aos riscos e impr&oacute;prias para a urbaniza&ccedil;&atilde;o. Eles sofrem com os desastres   decorrentes dos eventos extremos, cada vez mais frequentes, como as   tempestades, secas, inseguran&ccedil;a h&iacute;drica, eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, inunda&ccedil;&otilde;es e   deslizamentos. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos &uacute;ltimos anos, o Brasil tem enfrentado um aumento   significativo de eventos clim&aacute;ticos extremos. Entre 2020 e 2023, houve mais de   7.500 registros de desastres relacionados a chuvas intensas, com um aumento de   222,8% em compara&ccedil;&atilde;o com a d&eacute;cada de 1990. O n&uacute;mero total de eventos   extremos registrados no Brasil entre 1991 e 2023 ultrapassa 26 mil, afetando   83% dos munic&iacute;pios brasileiros. O desastre em S&atilde;o Sebasti&atilde;o, no litoral   norte de S&atilde;o Paulo, e a inunda&ccedil;&atilde;o por mais de um m&ecirc;s de Porto Alegre e de   grande parte do Rio Grande do Sul, para citar somente dois exemplos recentes,   exemplificam o despreparo das cidades brasileiras para enfrentar a crise   clim&aacute;tica. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a11fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Mas esse &eacute; apenas um dos aspectos desse padr&atilde;o de   urbaniza&ccedil;&atilde;o que precisa ser enfrentado e alterado atrav&eacute;s de adapta&ccedil;&atilde;o das   cidades &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. A urbaniza&ccedil;&atilde;o brasileira est&aacute; baseada na   hiperconcentra&ccedil;&atilde;o em regi&otilde;es metropolitanas, em uma expans&atilde;o urbana horizontal   ilimitada, que depredou o cintur&atilde;o verde, mobilidade individual motorizada que   priorizou o autom&oacute;vel, na ocupa&ccedil;&atilde;o das &Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente (fundos de   vale e &aacute;reas &iacute;ngremes), no desmatamento nas &aacute;reas verdes urbanas, em um processo   de desprezo pelo meio ambiente combinado com uma segrega&ccedil;&atilde;o socioterritorial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora o desmatamento e a mudan&ccedil;a do solo na &aacute;rea rural   ainda liderem a contribui&ccedil;&atilde;o brasileira para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, as cidades   s&atilde;o grandes emissoras de gases de efeito estufa. Por isso, elas precisam   promover uma transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica e energ&eacute;tica, reduzindo as emiss&otilde;es e   implementando interven&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para garantir a prote&ccedil;&atilde;o da vida frente   aos eventos extremos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse esfor&ccedil;o precisa estar focado, por um lado, na   mobilidade, na constru&ccedil;&atilde;o civil e na gest&atilde;o dos res&iacute;duos, para reduzir as   emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> e metano e, por outro, em obras de afastamento do   risco, no remanejamento da popula&ccedil;&atilde;o que vivem em &aacute;reas afetadas pelos eventos   extremos, na recupera&ccedil;&atilde;o dos fundos de vales e &aacute;reas &iacute;ngremes, no aumento da   permeabilidade do solo e no acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o social para a baixa renda.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A adapta&ccedil;&atilde;o das cidades &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas requer um   novo modelo de desenvolvimento urbano, com um padr&atilde;o de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, de   mobilidade e de gest&atilde;o dos res&iacute;duos mais respons&aacute;vel, sustent&aacute;vel e justa. Isso   significa alterar radicalmente o modo de vida e de gest&atilde;o das cidades,   implicando em mudan&ccedil;as em termos econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos, sociais e ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Obviamente, a transforma&ccedil;&atilde;o radical de um modelo consolidado   encontra fortes resist&ecirc;ncias, tanto dos setores econ&ocirc;micos que se beneficiam   dos padr&otilde;es atuais (ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, ind&uacute;stria imobili&aacute;ria,   propriet&aacute;rios de terras etc.) como dos tomadores de decis&otilde;es e dos pr&oacute;prios   cidad&atilde;os, em geral, refrat&aacute;rios a mudan&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o falo apenas dos negacionistas clim&aacute;ticos, mas dos que   embora reconhe&ccedil;am a crise clim&aacute;tica no discurso (frente as evid&ecirc;ncias n&atilde;o   apenas cientificas, como tamb&eacute;m da realidade concreta), na pr&aacute;tica, n&atilde;o apoiam   ou adotam as medidas necess&aacute;rias para enfrent&aacute;-la, pois isso se chocaria com   interesses econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos, ou exigiria mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos cotidianos.   Infelizmente, esses s&atilde;o a maioria da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nessa perspectiva, o planejamento territorial e urbano e seu   desdobramento em programas, projetos e interven&ccedil;&otilde;es urbanas precisam ser   orientado para promover a transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, priorizando a quest&atilde;o ambiental   e a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades, preparando as cidades para enfrentar a   emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As cidades   brasileiras apresentam forte desigualdade socioterritorial e n&atilde;o est&atilde;o   preparadas para enfrentar a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O modelo urbano a ser promovido &eacute; o da cidade compacta e   polic&ecirc;ntrica, onde a moradia esteja pr&oacute;xima aos servi&ccedil;os e empregos, reduzindo   a necessidade de grandes e frequentes deslocamentos e fluxos urbanos, de modo a   gerar menor consumo de combust&iacute;veis fosseis e, portanto, de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>.   E que gere uma cidade mais inclusiva, garantindo moradia digna e bem localizada   como um direito, elemento fundamental para enfrentar os eventos extremos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Descarbonizar as cidades</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A adapta&ccedil;&atilde;o das cidades requer uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica para   descarbonizar os sistemas urbanos e produtivos e reduzir a emiss&atilde;o dos GEE, com   forte interven&ccedil;&atilde;o na mobilidade, na constru&ccedil;&atilde;o civil e na gest&atilde;o dos res&iacute;duos   s&oacute;lidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mudan&ccedil;a na l&oacute;gica de mobilidade ganha destaque, pois ela   contribui com cerca de 60% a 65% das emiss&otilde;es. A emiss&atilde;o de GEE de um mesmo   deslocamento de uma pessoa em um carro alcan&ccedil;a 1,46 kg de CO<sub>2</sub>/litro/passageiro,   cerca de 19 vezes mais do que o usu&aacute;rio de um &ocirc;nibus, que gera apenas 0,08 kg   de CO<sub>2</sub>/litro/passageiro. Assim, para promover uma significativa   redu&ccedil;&atilde;o no consumo de energia e das emiss&otilde;es, &eacute; necess&aacute;rio:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Um uso mais racional dos ve&iacute;culos e est&iacute;mulo ao transporte     coletivo e &agrave; mobilidade ativa (deslocamento a p&eacute; em curtas dist&acirc;ncias e     uso de bicicleta) que, ademais, ocupam menos espa&ccedil;o no vi&aacute;rio da cidade,     reduzindo os congestionamentos. O autom&oacute;vel s&oacute; deveria ser usado quando &eacute;     realmente indispens&aacute;vel.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Financiamento e subs&iacute;dio &agrave; expans&atilde;o da rede de transporte     p&uacute;blico (trens, metr&ocirc;s e VLTs), priorizando a eletrifica&ccedil;&atilde;o da frota de     &ocirc;nibus;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Est&iacute;mulo &agrave; gradativa ado&ccedil;&atilde;o de uma matriz energ&eacute;tica limpa     em todos os modais, sobretudo ve&iacute;culos urbanos de carga (VUCs) e     caminh&otilde;es, com est&iacute;mulos fiscais e tribut&aacute;rios;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Est&iacute;mulo &agrave; mobilidade ativa, implantando ciclovias,     qualificando as cal&ccedil;adas e aumentando a seguran&ccedil;a vi&aacute;ria.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">A transforma&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva da constru&ccedil;&atilde;o civil e   sua descarboniza&ccedil;&atilde;o &eacute; estrat&eacute;gica. Para tanto, &eacute; necess&aacute;rio:</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">Fomentar a pesquisa e desenvolvimento tecnol&oacute;gico,     inovando em materiais, sistemas construtivos e gest&atilde;o dos edif&iacute;cios com     baixa emiss&atilde;o de CO2 e de baixo consumo energ&eacute;tico. Materiais com o     cimento e o a&ccedil;o, sempre que poss&iacute;vel, devem ser evitados;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Incentivo ao retrofit das edifica&ccedil;&otilde;es preexistentes,     adaptando-as &agrave;s normas de sustentabilidade, evitando demoli&ccedil;&otilde;es     desnecess&aacute;rias e reduzindo a necessidade de novas estruturas;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Adotar tecnologias sustent&aacute;veis nas novas edifica&ccedil;&otilde;es e,     sobretudo, nos programas habitacionais p&uacute;blicos, para garantir a     efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e seguran&ccedil;a h&iacute;drica, como energia solar, reuso da     &aacute;gua, implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas locais de tratamento prim&aacute;rio de res&iacute;duos e     esgoto, &aacute;reas perme&aacute;veis etc.;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Induzir a transi&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica nos servi&ccedil;os     urbanos sob responsabilidade do poder p&uacute;blico, objetivando, com a     utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologia, reduzir o consumo e otimizar os recursos     necess&aacute;rios &agrave; presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os como ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, semaforiza&ccedil;&atilde;o,     destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos etc.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">Para uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos res&iacute;duos, &eacute; necess&aacute;rio   adotar os 5R (recusar, repensar, reduzir, reutilizar e reciclar) na perspectiva   de reduzir significativamente as emiss&otilde;es de metano e avan&ccedil;ar na meta de Lixo   Zero. Embora prevista na Lei e na Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos, as   iniciativas para reduzir a gera&ccedil;&atilde;o e a destina&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos para os aterros   e lix&otilde;es e impulsionar, com escala, a reciclagem e a compostagem, n&atilde;o foram   implementadas com efetividade na imensa maioria dos munic&iacute;pios. Isso exige uma   nova postura do poder p&uacute;blico, das empresas de limpeza urbana, do setor   produtivo e dos consumidores, na perspectiva de:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Eliminar os lix&otilde;es, garantindo uma destina&ccedil;&atilde;o adequada dos     res&iacute;duos e promovendo a recupera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, por processos biol&oacute;gicos,     dos aterros sanit&aacute;rios;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Ampliar a reciclagem dos res&iacute;duos s&oacute;lidos, fomentando as     cooperativas de catadores e as empresas de reciclagem;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Ampliar a compostagem dos res&iacute;duos org&acirc;nicos e a sua     reutiliza&ccedil;&atilde;o na agricultura urbana e periurbana;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Estimular a cria&ccedil;&atilde;o de cons&oacute;rcios intermunicipais para a     gest&atilde;o de res&iacute;duos, promovendo a sustentabilidade dos servi&ccedil;os de manejo,     a partir de planos regionais de gest&atilde;o;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">Rever e ampliar os acordos setoriais de log&iacute;stica reversa     para garantir o princ&iacute;pio do gerador-pagador e estimular a transi&ccedil;&atilde;o dos     processos produtivos industriais para considerar a destina&ccedil;&atilde;o final dos     res&iacute;duos;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Promover campanhas educativas e publicit&aacute;rias para     difundir os princ&iacute;pios dos 5R e da transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica na destina&ccedil;&atilde;o dos     res&iacute;duos.</font></li>     </ul>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A adapta&ccedil;&atilde;o   das cidades &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas requer um novo modelo de desenvolvimento   urbano</i>."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Adaptar as cidades para enfrentar os eventos extremos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o do clima devem garantir   que a transi&ccedil;&atilde;o seja justa, priorizando as parcelas da popula&ccedil;&atilde;o que mais   sofrem com os eventos extremos, que vivem em &aacute;reas de risco e impr&oacute;prias para a   urbaniza&ccedil;&atilde;o. Nesse aspecto, a transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica se articula com a redu&ccedil;&atilde;o das   desigualdades, na perspectiva de garantir o direito &agrave; cidade. Para aumentar a   resili&ecirc;ncia urbana e adaptar as cidades para enfrentar os eventos extremos, &eacute;   necess&aacute;rio:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Financiar interven&ccedil;&otilde;es voltadas para a redu&ccedil;&atilde;o de riscos e     preven&ccedil;&atilde;o de desastres, como obras de drenagem, conten&ccedil;&atilde;o de encostas,     recupera&ccedil;&atilde;o vegetal e da permeabilidade do solo;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Integrar os projetos de redu&ccedil;&atilde;o do risco aos planos de     urbaniza&ccedil;&atilde;o dos assentamentos prec&aacute;rios, favelas e comunidades, garantindo     moradia definitiva &agrave;s fam&iacute;lias remanejadas;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Garantir o atendimento habitacional para a popula&ccedil;&atilde;o de     baixa renda, com subs&iacute;dio, localiza&ccedil;&atilde;o adequada e constru&ccedil;&otilde;es     sustent&aacute;veis, evitando novas ocupa&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas de risco;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">Retomar e ampliar o Sistema Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o e     Resposta a Desastres e Eventos Extremos, aprimorando os servi&ccedil;os de alerta     e preven&ccedil;&atilde;o;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Capacitar os governos estaduais e municipais visando a     implementa&ccedil;&atilde;o dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, o monitoramento e a formula&ccedil;&atilde;o     dos planos locais de preven&ccedil;&atilde;o ao risco;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Estruturar as defesas civis municipais, incluindo os     N&uacute;cleos Comunit&aacute;rios de Defesa Civil, estimulando a organiza&ccedil;&atilde;o das     comunidades visando &agrave; autodefesa e ao protagonismo nas condi&ccedil;&otilde;es de     seguran&ccedil;a e nos planos de conting&ecirc;ncia;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Fiscalizar as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a das barragens de     res&iacute;duos da minera&ccedil;&atilde;o e atuar junto &agrave;s empresas respons&aacute;veis para     promoverem as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a preven&ccedil;&atilde;o dos riscos.</font></li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Garantir a transversalidade nas pol&iacute;ticas urbanas e   ambientais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A adapta&ccedil;&atilde;o das cidades precisa ser formulada   transversalmente em todas as pol&iacute;ticas urbanas, com solu&ccedil;&otilde;es baseadas na   natureza e programas e interven&ccedil;&otilde;es que coloquem o meio ambiente no foco do   desenvolvimento urbano como meio de melhoria da qualidade urbana. Para tanto, &eacute;   fundamental:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Estimular a prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o dos mananciais,     nascentes e APP, e promover a despolui&ccedil;&atilde;o dos cursos d'&aacute;gua, rios e     represas;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Ampliar as &aacute;reas verdes, livres e protegidas, assim como     as &aacute;reas perme&aacute;veis, para oferecer mais espa&ccedil;os de lazer e gerar     equil&iacute;brio clim&aacute;tico;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">Garantir a seguran&ccedil;a h&iacute;drica e uso sustent&aacute;vel da &aacute;gua;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Estimular a agricultura urbana e periurbana, familiar e     org&acirc;nica, com assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, apoio &agrave; agroecol&oacute;gica e fomento a     circuitos curtos de comercializa&ccedil;&atilde;o, aproximando a produ&ccedil;&atilde;o do consumo e     garantindo mercado atrav&eacute;s das compras p&uacute;blicas;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Regulamentar o pagamento de servi&ccedil;os ambientais voltado     para a&ccedil;&otilde;es que promovam a melhoria da qualidade ambiental urbana e a     transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica;</font></li>     </ul>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o e   mitiga&ccedil;&atilde;o do clima devem garantir que a transi&ccedil;&atilde;o seja justa, priorizando   as parcelas da popula&ccedil;&atilde;o que mais sofrem com os eventos extremos</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A adapta&ccedil;&atilde;o das cidades &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas exige a   capacita&ccedil;&atilde;o dos entes federados, o financiamento de projetos e obras e o   fortalecimento dos sistemas de planejamento territorial. Os planos diretores   precisam incluir solu&ccedil;&otilde;es integradas que respeitem o meio ambiente e que   promovam a transi&ccedil;&atilde;o das cidades em dire&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento urbano   sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sem amplas campanhas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e de mudan&ccedil;a de   h&aacute;bitos, n&atilde;o se alcan&ccedil;ar&atilde;o as metas que o Brasil se comprometeu a atingir no   seu NDC. Alterar o modelo de desenvolvimento urbano, a cultura do desperd&iacute;cio e   o uso irrespons&aacute;vel dos recursos naturais apenas ser&aacute; alcan&ccedil;ado quando a   sociedade se convencer de que s&oacute; altera&ccedil;&otilde;es profundas poder&atilde;o gerar resultados   capazes de enfrentar a crise clim&aacute;tica.</font></p>      ]]></body>
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