<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252025000400012</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20250066</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Amazônia, coração político do planeta]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tourinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Emmanuel Zagury]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Pará Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2025</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2025</year>
</pub-date>
<volume>77</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>77</fpage>
<lpage>80</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252025000400012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252025000400012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252025000400012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250066</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Amaz&ocirc;nia, cora&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico do planeta</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Emmanuel Zagury Tourinho<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor   titular da Universidade Federal do   Par&aacute; (UFPA), onde atua no Programa   de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Teoria e Pesquisa   do Comportamento. &Eacute; membro   do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A floresta amaz&ocirc;nica e   seus servi&ccedil;os ambientais motivam,   em larga medida, a realiza&ccedil;&atilde;o   da COP-30 em Bel&eacute;m   do Par&aacute;. Em meio a debates   intensos e &aacute;speros sobre o   aquecimento global, o esgotamento   de recursos naturais   e o financiamento da transi&ccedil;&atilde;o   energ&eacute;tica, h&aacute; o interesse   em garantir que o desmatamento   na Amaz&ocirc;nia cesse,   que as &aacute;reas degradadas sejam   recompostas, que o bioma   siga capturando carbono   da atmosfera e contribuindo   para a regula&ccedil;&atilde;o do clima no   planeta, e que os "rios voadores"  continuem levando   para o sul do continente a  &aacute;gua necess&aacute;ria ao seu equil&iacute;brio   h&iacute;drico. Chamemos a   isso de agenda global para   a Amaz&ocirc;nia &#150; inegavelmente   desej&aacute;vel e poss&iacute;vel. Mas   viabiliz&aacute;-la requer, preliminarmente,   solu&ccedil;&otilde;es para uma   agenda emergencial, possivelmente   diferente e adicional  &agrave; que prevalecer&aacute; nos debates   e pactua&ccedil;&otilde;es entre as na&ccedil;&otilde;es.   Essa agenda emergencial   inclui a prote&ccedil;&atilde;o dos povos   ind&iacute;genas e das comunidades   amaz&ocirc;nicas tradicionais   (quilombolas, ribeirinhos e   extrativistas); a conten&ccedil;&atilde;o da   fronteira agr&iacute;cola na regi&atilde;o (e   da expans&atilde;o rodovi&aacute;ria por   ela estimulada); o combate ao   crime organizado &#150; respons&aacute;vel   pela minera&ccedil;&atilde;o ilegal,   tr&aacute;fico de drogas, explora&ccedil;&atilde;o   irregular de madeira e biopirataria  &#150;; o enfrentamento   consequente dos crimes e   danos ambientais produzidos   pela minera&ccedil;&atilde;o e outros empreendimentos   legalizados; a   reavalia&ccedil;&atilde;o, com participa&ccedil;&atilde;o   social, dos projetos energ&eacute;ticos   baseados no represamento   dos rios amaz&ocirc;nicos; a solu&ccedil;&atilde;o   de conflitos fundi&aacute;rios   desencadeados pela grilagem;   e o fim das viola&ccedil;&otilde;es de   direitos humanos e territoriais,   entre muitos outros desafios.   (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a12fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os temas da agenda   emergencial s&atilde;o numerosos e   as realidades correspondentes,   muito complexas. Mas renunciar   ao esfor&ccedil;o para equacion&aacute;-los resultar&aacute; no fracasso   antecipado de qualquer pretens&atilde;o  &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da floresta   e &agrave; garantia de seus servi&ccedil;os   ecossist&ecirc;micos. E o tempo    para agir &eacute; cada vez mais curto.   A estimativa de que, em   duas d&eacute;cadas e meia, poderemos   ter chegado ao ponto   de n&atilde;o retorno para a floresta   amaz&ocirc;nica &eacute; grave e, pior,   talvez otimista, dada a velocidade   das transforma&ccedil;&otilde;es em   curso. &Eacute; preciso ter em conta   que o cen&aacute;rio hoje encontrado   na Amaz&ocirc;nia &#150; de reiteradas   viol&ecirc;ncias, crimes e degrada&ccedil;&atilde;o   socioambiental &#150; n&atilde;o se   formou ao acaso: ele &eacute; fruto   da a&ccedil;&atilde;o planejada de grupos   econ&ocirc;micos poderosos, que   continuam atuando com desenvoltura   na regi&atilde;o, inclusive   estimulados pela presen&ccedil;a   limitada das institui&ccedil;&otilde;es do   Estado no extenso territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; elementos favor&aacute;veis  &agrave; execu&ccedil;&atilde;o de uma agenda   alinhada com a expectativa   de desenvolvimento sustent&aacute;vel,   inclusivo e participativo   na Amaz&ocirc;nia, que concorrem   com for&ccedil;as que, at&eacute; aqui, acumularam   muito mais poder na   regi&atilde;o. H&aacute;, atualmente, uma   organiza&ccedil;&atilde;o e uma atua&ccedil;&atilde;o    mais avan&ccedil;adas das comunidades   tradicionais e de entes   sociais comprometidos com a   promo&ccedil;&atilde;o de direitos e a conserva&ccedil;&atilde;o   do bioma &#150; incluindo   grupos que conhecem h&aacute; s&eacute;culos   a floresta e sabem como   manej&aacute;-la sem compromet&ecirc;-la. Tais coletivos podem compartilhar   com os formuladores   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas informa&ccedil;&otilde;es   de enorme valor acerca   dos potenciais impactos dos   projetos pensados para o territ&oacute;rio   amaz&ocirc;nico. Esses sujeitos   de direitos precisam ser   ouvidos de forma efetivamente   interessada e consequente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute;, na Amaz&ocirc;nia, uma   rede de universidades p&uacute;blicas   multicampi, com expressiva capilaridade e extraordin&aacute;ria   capacidade de aliar a produ&ccedil;&atilde;o   de conhecimento ao desenvolvimento   de projetos   em parceria com governos e   organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade.   Muitas coopera&ccedil;&otilde;es desse    tipo j&aacute; se encontram em andamento &#150; no enfrentamento de   quest&otilde;es sociais, ambientais,   econ&ocirc;micas, fundi&aacute;rias etc. &#150; e   h&aacute; estrutura para muito mais.   Essas universidades podem   ser grandes plataformas para   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas na regi&atilde;o.   No interior dessas institui&ccedil;&otilde;es   encontram-se os respons&aacute;veis   pela maior parte da ci&ecirc;ncia   produzida sobre a Amaz&ocirc;nia   no mundo. H&aacute; pesquisadores   e institui&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios   continentes pesquisando na   regi&atilde;o, mas as universidades   amaz&ocirc;nicas lideram essa produ&ccedil;&atilde;o,   ao lado dos institutos   de pesquisa tamb&eacute;m sediados   na Amaz&ocirc;nia. Os grupos de   pesquisa amaz&ocirc;nicos vivem o   cotidiano das popula&ccedil;&otilde;es locais   e est&atilde;o aptos a entregar   informa&ccedil;&atilde;o qualificada sobre   essa realidade. Tamb&eacute;m s&atilde;o   respons&aacute;veis por experi&ecirc;ncias   ricas de integra&ccedil;&atilde;o do fazer   cient&iacute;fico com o desenvolvimento   de solu&ccedil;&otilde;es para os   problemas das comunidades,   ao mesmo tempo, em que   contribuem para uma consci&ecirc;ncia   ambiental mais ampla.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Sem enfrentar   a agenda   emergencial, a   Amaz&ocirc;nia corre o   risco de n&atilde;o existir   para cumprir a   agenda global."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As alternativas econ&ocirc;micas   para os povos tradicionais   passam principalmente pela   bioeconomia, desde sempre   presente na vida dessas   comunidades (n&atilde;o se trata,   portanto, de uma novidade).   Arranjos produtivos locais podem   ser fortalecidos de modo   consistente com a perspectiva    de conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da   floresta e das comunidades,   integrando conhecimentos   tradicionais com a pesquisa   cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica. Isso   significa trabalhar com a l&oacute;gica   da sociobioeconomia,   evitando as press&otilde;es para   transformar em commodities   internacionais os produtos    da sociobiodiversidade amaz&ocirc;nica   e em fornecedoras de   mat&eacute;ria-prima para a grande   ind&uacute;stria as comunidades locais  &#150; transforma&ccedil;&otilde;es que geram   perda de biodiversidade   e desorganiza&ccedil;&atilde;o de sistemas   de vida tradicionais. H&aacute; muitas   boas experi&ecirc;ncias de est&iacute;mulo  &agrave; sociobioeconomia em curso,   que podem servir de refer&ecirc;ncia   para programas de maior   alcance. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a12fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre os povos tradicionais,  &eacute; preciso acrescentar que   a sua perman&ecirc;ncia nos territ&oacute;rios   que ocupam h&aacute; s&eacute;culos  &eacute; um requisito para a manuten&ccedil;&atilde;o   da floresta. Nas &aacute;reas   da Amaz&ocirc;nia onde foram alvo   de deslocamentos compuls&oacute;rios,   a floresta deu lugar a   uma paisagem de desmatamento,   pastagens, monoculturas   e perda de biodiversidade.   As atividades econ&ocirc;micas   que ocuparam esses espa&ccedil;os  &#150; em geral, ligadas direta ou   indiretamente &agrave; minera&ccedil;&atilde;o,   ao agroneg&oacute;cio e ao com&eacute;rcio   de madeira &#150; n&atilde;o apenas   devastaram territ&oacute;rios como tamb&eacute;m resultaram em riquezas   apropriadas por poucos,   ao custo do agravamento de   problemas sociais e ambientais.   Em alguns casos, como   o abastecimento energ&eacute;tico   de outras regi&otilde;es com as barragens   nos rios amaz&ocirc;nicos e   a gera&ccedil;&atilde;o de divisas internacionais   com a exporta&ccedil;&atilde;o de   min&eacute;rios e gr&atilde;os, esses ganhos   s&atilde;o tratados como de   interesse para o Estado brasileiro.   Trata-se, no entanto, de resultados incomparavelmente   menos importantes do que   a conserva&ccedil;&atilde;o da floresta &#150; incompat&iacute;veis   com os processos   fr&aacute;geis e complexos dos ecossistemas   amaz&ocirc;nicos, sem os   quais ter&atilde;o vida curta.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A   sociobioeconomia   tradicional   oferece caminhos   sustent&aacute;veis que   alguns setores   dos governos   e da sociedade   ainda insistem em   ignorar."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Encontram-se, na estrutura   do Estado brasileiro, institui&ccedil;&otilde;es   cujo corpo t&eacute;cnico   inclui profissionais familiarizados   com a realidade amaz&ocirc;nica,   com capacidade de   reconhecer a intelig&ecirc;ncia instalada   na regi&atilde;o e com valiosa   capacidade de di&aacute;logo com   atores regionais. Esses recursos    humanos s&atilde;o respons&aacute;veis   por a&ccedil;&otilde;es importantes &#150; ainda   que insuficientes &#150; do Estado   brasileiro voltadas &agrave; agenda   emergencial amaz&ocirc;nica.   Integrar essas a&ccedil;&otilde;es e associ&aacute;-las ao trabalho dos atores   regionais pode resultar em um   salto de qualidade no esfor&ccedil;o   nacional para vencer o desafio   amaz&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como cora&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico   do planeta na temporada da COP-30, a Amaz&ocirc;nia necessita &#150; e merece &#150; ser ouvida na   complexidade de seus desafios,   n&atilde;o apenas no valor de   suas potenciais contribui&ccedil;&otilde;es   para o equil&iacute;brio clim&aacute;tico.   Inclusive porque tais contribui&ccedil;&otilde;es   inexistir&atilde;o em um futuro    muito pr&oacute;ximo, caso sua   agenda emergencial permane&ccedil;a   sem a aten&ccedil;&atilde;o devida.   As solu&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias s&atilde;o   t&atilde;o desafiadoras quanto o est&aacute;gio   de esfarelamento do territ&oacute;rio   e do tecido social nas   comunidades amaz&ocirc;nicas. O   contraste entre as exuber&acirc;ncias   naturais e os desastres    socioambientais produzidos   por interven&ccedil;&otilde;es que alteram   a paisagem, a biodiversidade   e os sistemas culturais tradicionais   tendem a desaparecer   por esgotamento dos primeiros,   se continuarem tolerados&#150; quando n&atilde;o estimulados &#150; os processos de transforma&ccedil;&atilde;o   em curso.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Ouvir a Amaz&ocirc;nia  &eacute; ouvir os povos   que nela vivem &#150; e   deles depende o   futuro da floresta e   do planeta."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">At&eacute; certo ponto, os problemas   da agenda amaz&ocirc;nica   emergencial s&atilde;o produto da   convers&atilde;o da Amaz&ocirc;nia em   nova fronteira do capitalismo   nacional e internacional. Da&iacute;  as press&otilde;es para instituir novas   ocupa&ccedil;&otilde;es do solo, substituir   a tradicional sociobioeconomia   por uma bioeconomia    de commodities e utilizar o   potencial h&iacute;drico como fonte   de energia para polos industriais   de outras regi&otilde;es. H&aacute;,   adicionalmente, condi&ccedil;&otilde;es   que se originaram de uma vis&atilde;o   fragmentada de uma realidade   que &eacute; muito complexa  &#150; como nas pol&iacute;ticas que estimularam   a migra&ccedil;&atilde;o para o    territ&oacute;rio amaz&ocirc;nico em d&eacute;cadas   passadas. A Amaz&ocirc;nia,   no entanto, oferece ao mundo   li&ccedil;&otilde;es muito concretas acerca   da ilus&atilde;o que representa a aspira&ccedil;&atilde;o   de salvar o planeta ignorando   as circunst&acirc;ncias em   que interesses pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos   de poucos operam   para suprimir as condi&ccedil;&otilde;es de   vida de muitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Se a agenda global para   a Amaz&ocirc;nia n&atilde;o d&aacute; conta de   todos os complexos problemas   da agenda emergencial, ela, no entanto, institui uma   oportunidade &uacute;nica para que   se inaugure um olhar mais   atento &agrave; regi&atilde;o. O que move   a agenda global &eacute; uma in&eacute;dita   e importante consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica   e clim&aacute;tica, que coloca   a Amaz&ocirc;nia em primeiro plano   nos debates sobre o futuro   do planeta &#150; ainda que com   uma vis&atilde;o parcial da realidade   deste territ&oacute;rio. Expandir essa   vis&atilde;o, compreendendo a interconex&atilde;o   das duas agendas,   ser&aacute; positivo para todas as   pessoas efetivamente interessadas   em construir um novo   horizonte de vida sustent&aacute;vel,   com inclus&atilde;o e justi&ccedil;a social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A prepara&ccedil;&atilde;o deste artigo foi   apoiada pelo Conselho Nacional   de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e   Tecnol&oacute;gico, CNPq.</font></p>      ]]></body>
</article>
