<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252026000100003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20260003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Neurociência e música: caminhos possíveis]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Louro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Viviane dos Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Jose da Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Música ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina Departamento de Neurologia e Neurocirurgia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2026</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2026</year>
</pub-date>
<volume>78</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>9</fpage>
<lpage>16</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252026000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252026000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252026000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A música é uma forma de expressão que caminha com os humanos há milhares de anos e, por isso, já se tornou parte de nosso corpo. Desde o advento das tecnologias de neuroimagem, cientistas tentam compreender os caminhos neurais que a música assume em nossa mente. Com isso, a música vem tomando cada vez mais espaço dentro da ciência. Sendo assim, este artigo tem por objetivo descrever as possíveis relações entre música e neurociência no âmbito profissional. O artigo está em forma de ensaio, a partir da bibliografia vigente sobre neurociência da música. Os resultados apontam para a consolidação da área de neurociência da música como forma de pesquisa para compreensão do cérebro do músico, cognição humana, da neuroeducação e saúde, tendo a música como ferramenta de potencialização do aprendizado e a musicoterapia como porta-voz dessa abordagem.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Neurociência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Música]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Musicoterapia e pesquisa]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317&#45;6660.20260003</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Neuroci&ecirc;ncia   e m&uacute;sica: caminhos poss&iacute;veis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Viviane dos Santos Louro<sup>I</sup>; Maria Jose da Silva Fernandes<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Musicista e professora adjunta do Departamento de M&uacute;sica da   Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).    <br>   <sup>II</sup>Bi&oacute;loga, professora   associada da   Disciplina de Neuroci&ecirc;ncia, vice&#45;chefe do Departamento de Neurologia e   Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de S&atilde;o Paulo   (UNIFESP).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A m&uacute;sica &eacute; uma forma de express&atilde;o que caminha com os   humanos h&aacute; milhares de anos e, por isso, j&aacute; se tornou parte de nosso corpo.   Desde o advento das tecnologias de neuroimagem, cientistas tentam compreender   os caminhos neurais que a m&uacute;sica assume em nossa mente. Com isso, a m&uacute;sica vem   tomando cada vez mais espa&ccedil;o dentro da ci&ecirc;ncia. Sendo assim, este artigo tem   por objetivo descrever as poss&iacute;veis rela&ccedil;ões entre m&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia no   &acirc;mbito profissional. O artigo est&aacute; em forma de ensaio, a partir da bibliografia   vigente sobre neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica. Os resultados apontam para a consolida&ccedil;&atilde;o   da &aacute;rea de neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica como forma de pesquisa para compreens&atilde;o do   c&eacute;rebro do m&uacute;sico, cogni&ccedil;&atilde;o humana, da neuroeduca&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de, tendo a   m&uacute;sica como ferramenta de potencializa&ccedil;&atilde;o do aprendizado e a musicoterapia como   porta&#45;voz dessa abordagem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras   chaves:</b> Neuroci&ecirc;ncia; M&uacute;sica; Educa&ccedil;&atilde;o; Sa&uacute;de; Musicoterapia e   pesquisa.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>O c&eacute;rebro musical: recurso adaptativo ou subproduto da   evolu&ccedil;&atilde;o humana?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A m&uacute;sica &eacute;   uma manifesta&ccedil;&atilde;o cultural presente diariamente em nossas vidas. Ela est&aacute; nas   festas, cultos religiosos, comemora&ccedil;ões, filmes, propagandas, em processos de   cura e nas mais diversas formas de express&atilde;o de nossas emo&ccedil;ões, cultura e   identidade.<sup>&#91;1&#93;</sup> Evid&ecirc;ncias arqueol&oacute;gicas mostram que a m&uacute;sica &eacute; um   fen&ocirc;meno universal que acompanha a esp&eacute;cie humana h&aacute; dezenas de milhares de   anos. Por exemplo, achados arqueol&oacute;gicos de instrumentos musicais como a flauta   de osso de asa de abutre na caverna de Hohle Fels, no sudoeste da Alemanha,   datada de 35.000 a 43.000 anos,<sup>&#91;2&#93;</sup> e a flauta feita com osso de urso   na caverna de Divje Babe, na Eslov&ecirc;nia, datada de 50.000&#45;60.000 anos, s&atilde;o   evid&ecirc;ncias da presen&ccedil;a da m&uacute;sica em tempos pr&eacute;&#45;paleol&iacute;ticos, praticada pelos   Neandertais.<sup>&#91;3&#93;</sup> Assim, podemos considerar que a m&uacute;sica &eacute; uma das   manifesta&ccedil;ões mais antigas do comportamento humano moderno e simb&oacute;lico j&aacute; presente desde o   in&iacute;cio da coloniza&ccedil;&atilde;o da Europa por humanos modernos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do ponto de   vista da Neuroci&ecirc;ncia, sabemos que o c&eacute;rebro s&oacute; gasta energia com fun&ccedil;ões   indispens&aacute;veis para a sua sobreviv&ecirc;ncia. Isso significa que, se a m&uacute;sica nos   acompanha h&aacute; tanto tempo, ela n&atilde;o &eacute; somente um artefato. Oliver Sacks <sup>&#91;4&#93;</sup> comenta que a m&uacute;sica &eacute; essencial &agrave; condi&ccedil;&atilde;o humana, pois "somos, como esp&eacute;cie,   seres profundamente lingu&iacute;sticos, mas somos, quase com a mesma profundidade,   seres musicais".<sup>&#91;4&#93;</sup> Ou seja, a m&uacute;sica j&aacute; faz parte de nossa   identidade enquanto esp&eacute;cie, o que significa que j&aacute; temos substratos neurais   para a compreens&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o musical, assim como temos para a l&iacute;ngua oral,   destreza manual e locomo&ccedil;&atilde;o b&iacute;pede.<sup>&#91;5&#93;</sup> Sendo assim, podemos inferir   que a m&uacute;sica &eacute; uma das coisas que nos define e nos diferencia enquanto esp&eacute;cie   na terra.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Podemos   inferir que a m&uacute;sica &eacute; uma das coisas que nos define e nos diferencia enquanto   esp&eacute;cie na terra."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Essa   persist&ecirc;ncia e universalidade da m&uacute;sica levantam uma quest&atilde;o fundamental para a   biologia e para a neuroci&ecirc;ncia: por que a m&uacute;sica &eacute; t&atilde;o importante para n&oacute;s?   Existem algumas teorias que tentam responder essa quest&atilde;o. Algumas afirmam que   a m&uacute;sica teve uma fun&ccedil;&atilde;o evolutiva de adapta&ccedil;&atilde;o e outras, colocam a m&uacute;sica como   um "efeito colateral" de outras adapta&ccedil;ões no decorrer da evolu&ccedil;&atilde;o   humana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sob uma   perspectiva evolutiva e biol&oacute;gica, a m&uacute;sica pode ser   considerada fundamental para a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie humana.   Embora n&atilde;o supra necessidades fisiol&oacute;gicas imediatas (como fazem os alimentos   ou a &aacute;gua), ela desempenhou pap&eacute;is cruciais no desenvolvimento do Homo   sapiens: promoveu a coes&atilde;o social tendo sido fundamental nas a&ccedil;ões   coletivas em ambientes complexos, facilitou a uni&atilde;o de grupos para a ca&ccedil;a,   defesa e rituais, serviam para alertar sobre o perigo de predadores antes de haver   linguagem verbal estruturada, atuou na express&atilde;o emocional para expressar   sentimentos de medo, alegria e prontid&atilde;o de forma r&aacute;pida, como aptid&atilde;o f&iacute;sica e   cognitiva, pode ter sido considerada um tra&ccedil;o selecionado para a reprodu&ccedil;&atilde;o e,   por fim, por atuar no sistema nervoso central modulando a libera&ccedil;&atilde;o de   neurotransmissores (dopamina, serotonina e ocitocina), teve papel importante na   redu&ccedil;&atilde;o do estresse e ansiedade, fortalecimento do sistema imunol&oacute;gico,   aumentando as chances de sobreviv&ecirc;ncia.<sup>&#91;6&#93;</sup> Assim, podemos considerar   que a m&uacute;sica   se desenvolveu por ter conferido uma vantagem seletiva, principalmente ligada &agrave; coes&atilde;o social e &agrave;   sele&ccedil;&atilde;o sexual, ou seja, o canto, o ritmo e a dan&ccedil;a ou rituais que liberam neurotransmissores e aumentam a   confian&ccedil;a, a empatia e a sensa&ccedil;&atilde;o de pertencimento entre os indiv&iacute;duos. Isso   teria fortalecido a coopera&ccedil;&atilde;o dentro de pequenos grupos, sendo crucial para a   ca&ccedil;a, defesa e cuidado dos filhos.<sup>&#91;7&#93;</sup> Poderia tamb&eacute;m a m&uacute;sica ter   evolutivamente uma fun&ccedil;&atilde;o reprodutiva, isto &eacute;, similar &agrave; cauda do pav&atilde;o, isto   &eacute;, a habilidade musical (compor, tocar ou cantar com virtuosismo) seria um   sinal de aptid&atilde;o gen&eacute;tica e cognitiva (sa&uacute;de, coordena&ccedil;&atilde;o motora fina, mem&oacute;ria,   intelig&ecirc;ncia). Indiv&iacute;duos talentosos seriam, portanto, mais atraentes para   parceiros em potencial, aumentando o sucesso reprodutivo.<sup>&#91;8&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mas, h&aacute; os   que entendem a m&uacute;sica como um subproduto da evolu&ccedil;&atilde;o. Steven Pinker <sup>&#91;9&#93;</sup> sugere que a m&uacute;sica n&atilde;o possui uma fun&ccedil;&atilde;o adaptativa pr&oacute;pria, mas sim   "aproveita" estruturas cerebrais que evolu&iacute;ram para outras tarefas vitais.   Nesse sentido, a m&uacute;sica poderia ser o resultado do uso de circuitos neurais que   evolu&iacute;ram primariamente para a linguagem, a an&aacute;lise espacial e o controle motor   fino. Nessa proposta, o c&eacute;rebro simplesmente acharia a m&uacute;sica gratificante   porque ela estimula esses circuitos de forma agrad&aacute;vel e previs&iacute;vel, ou seja, a   m&uacute;sica seria um subproduto, um "deleite" est&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora o   debate continue, a neuroci&ecirc;ncia moderna, utilizando t&eacute;cnicas de neuroimagem   unidas a teorias da psicologia cognitiva e psicologia da m&uacute;sica, sugere que a   verdade est&aacute; no di&aacute;logo entre essas teorias. O que j&aacute; sabemos &eacute; que o   treinamento musical reorganiza e aprimora redes neurais ligadas &agrave; cogni&ccedil;&atilde;o,   emo&ccedil;&atilde;o e motricidade, validando o papel da m&uacute;sica como uma poderosa ferramenta   de plasticidade cerebral.<sup>&#91;10&#93;</sup> A m&uacute;sica, portanto, n&atilde;o &eacute; apenas um   luxo cultural, mas sim, ela est&aacute; profundamente entrela&ccedil;ada com a nossa biologia   e o desenvolvimento da sociedade humana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sendo assim,   a neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica vem tomando espa&ccedil;o entre pessoas interessadas em   compreender melhor por que e como essa arte milenar aciona o arabesque neural   de nossa estrutura biops&iacute;quica e como podemos, com esse conhecimento, promover   melhoras sociais, educacionais e a reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Caminhos   poss&iacute;veis em neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Pesquisas   em m&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A primeira   grande possibilidade de atua&ccedil;&atilde;o profissional em m&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia &eacute; em   rela&ccedil;&atilde;o a pesquisas cient&iacute;ficas. O interesse em compreender a mente musical   come&ccedil;ou na psicologia cognitiva aplicada &agrave; m&uacute;sica, tendo como destaques, nomes   como Carl Seashore (1866–1949), Robert Lundin (1911–1996) e John Sloboda   (1950&#45;2024). No entanto, desde que as tecnologias em mapeamento neural (como   eletroencefalograma, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, dentre outras) surgiram, as   pesquisas come&ccedil;aram a extrapolar o fen&ocirc;meno comportamental e se voltaram para a   observa&ccedil;&atilde;o da estrutura neural no que tange o fazer musical. Dentro dessa   abordagem mais moderna, nomes importantes s&atilde;o Daniel Levitin, Isabelle Peretz,   Stefan Koelsch, Eckart Altenm&uuml;ller, dentre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As pesquisas   em m&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia visam tentar compreender o funcionamento neural no que   se refere a escuta/percep&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o musical. H&aacute;   um interesse em tentar compreender como o c&eacute;rebro musical funciona para que se possa compreender como   a m&uacute;sica pode gerar plasticidade. Assim, conhecer as diferen&ccedil;as entre c&eacute;rebros   treinados musicalmente comparados a c&eacute;rebros sem o mesmo treinamento, bem como   se h&aacute; diferen&ccedil;as na compreens&atilde;o, escuta ou execu&ccedil;&atilde;o musical em pessoas com   certos quadros diagn&oacute;sticos, como autismo ou dem&ecirc;ncias, s&atilde;o algumas das   abordagens cient&iacute;ficas. Essas pesquisas visam compreender melhor, n&atilde;o s&oacute; o   funcionamento da m&uacute;sica no sistema nervoso central e perif&eacute;rico, mas tamb&eacute;m, se   o funcionamento neural do processamento musical pode auxiliar na compreens&atilde;o do   ser humano em si e a rela&ccedil;&atilde;o de suas habilidades cognitivas, emocionais,   sociais e motoras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Sob uma   perspectiva evolutiva e biol&oacute;gica, a m&uacute;sica pode ser considerada fundamental   para a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie humana."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As pesquisas   em neuroci&ecirc;ncia musical j&aacute; mapearam v&aacute;rios substratos neurais relacionados &agrave;   m&uacute;sica e comprovaram que h&aacute; diferen&ccedil;a entre c&eacute;rebros de m&uacute;sicos e n&atilde;o m&uacute;sicos.   Dentre essas pesquisas podemos destacar algumas, como as de Schlaug <i>et al.</i>,<sup>&#91;11&#93;</sup> que, com trabalho pioneiro em neuroimagem, documentaram que o treinamento   musical precoce influencia diretamente a anatomia cerebral. A pesquisa   evidenciou que m&uacute;sicos que iniciaram o estudo antes dos sete anos de idade   possu&iacute;am a superf&iacute;cie anterior do corpo caloso maior em compara&ccedil;&atilde;o aos que   come&ccedil;aram mais tarde.<sup>&#91;11&#93;</sup> Esse achado evidencia a maior   conectividade inter&#45;hemisf&eacute;rica entre as &aacute;reas motoras e pr&eacute;&#45;frontais,   facilitando a coordena&ccedil;&atilde;o bimanual entre aqueles que estudam m&uacute;sica. Outras   evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas no que tange as estruturas neurol&oacute;gicas ligadas a m&uacute;sica   incluem o aumento da subst&acirc;ncia cinzenta em &aacute;reas auditivas em m&uacute;sicos com   ouvido absoluto e motoras em instrumentistas.<sup>&#91;12&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O c&eacute;rebro   musical &eacute; algo complexo. J&aacute; foi descoberto, at&eacute; o presente momento, que a   fun&ccedil;&atilde;o musical &eacute; difusamente presente em diversas &aacute;reas cerebrais. Sendo assim,   n&atilde;o h&aacute; um local espec&iacute;fico para o processamento da m&uacute;sica, mas sim, h&aacute;   participa&ccedil;ões espec&iacute;ficas de regiões de ambos os hemisf&eacute;rios no que se refere a   compreens&atilde;o musical, apesar do hemisf&eacute;rio direito ser considerado pela grande   maioria das pesquisas, mais participativo na quest&atilde;o musical.<sup>&#91;5&#93;</sup> Al&eacute;m disso, pesquisas mostram que a performance musical instrumental de alto   n&iacute;vel exige uma das mais complexas coordena&ccedil;ões humanas. Ela integra leitura   musical (percep&ccedil;&atilde;o visual de ritmo, melodia e harmonia), controle bimanual   preciso, nuances sonoras e o uso dos pedais, recrutando diversas &aacute;reas cerebrais.<sup>&#91;13&#93;</sup> (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a03fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O conjunto de   evid&ecirc;ncias de neuroimagem confirma que a regularidade na pr&aacute;tica ou aprecia&ccedil;&atilde;o   musical est&aacute; correlacionada positivamente com mudan&ccedil;as na neuroplasticidade   anat&ocirc;mica e funcional do c&eacute;rebro. O c&eacute;rebro do m&uacute;sico &eacute; um modelo de excel&ecirc;ncia   para o estudo da neuroplasticidade e do refinamento de habilidades cognitivas,   pois o treinamento instrumental profissional &#151; como o de um pianista que pode   coordenar at&eacute; mais de mil notas por minuto &#151; exige e desenvolve complexas   habilidades humanas, o que potencializa as redes neurais, de um modo geral. Ou   seja, o treinamento musical pode "turbinar" nosso sistema cognitivo, de   linguagem e motor.<sup>&#91;10&#93;</sup> Portanto, se o interesse &eacute; a mente humana,   estudar o c&eacute;rebro musical pode ser um caminho interessante para ajudar a   desvendar esse mist&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Neuroci&ecirc;ncia,   m&uacute;sica e processos educacionais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro caminho   dentro da neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica &eacute; quanto aos processos de ensino&#45;aprendizagem,   tanto musical, quanto tendo a m&uacute;sica como ferramenta potencializadora do   aprendizado em conte&uacute;dos extramusicais. A vertente social/afetiva que analisa o   impacto da emo&ccedil;&atilde;o na cogni&ccedil;&atilde;o e que visa otimizar curr&iacute;culos e ambientes de   aprendizado, &eacute; nomeada como neuroeduca&ccedil;&atilde;o: um campo transdisciplinar que nasce   da integra&ccedil;&atilde;o entre o estudo da Neuroci&ecirc;ncia, a compreens&atilde;o dos processos   mentais da Psicologia Cognitiva e a pr&aacute;tica de ensino da Pedagogia.<sup>&#91;14&#93;</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A neuroeduca&ccedil;&atilde;o j&aacute; comprovou que "os   indiv&iacute;duos aprendem de formas diversas, em tempos distintos &#91;...&#93; e aprendem de   maneira &uacute;nica, subjetiva e intransfer&iacute;vel, em momentos espec&iacute;ficos".<sup>&#91;14&#93;</sup> Sendo assim, a neuroeduca&ccedil;&atilde;o &eacute; uma nova abordagem de pensamento e a&ccedil;&atilde;o que tem   como principal objetivo, oferecer aos educadores conhecimentos que relacionam o   c&eacute;rebro &agrave; aprendizagem, tornando a pr&aacute;tica educacional baseada em evid&ecirc;ncias   uma grande aliada da doc&ecirc;ncia.<sup>&#91;15&#93;</sup> Logo, a neuroeduca&ccedil;&atilde;o aplicada &agrave;   m&uacute;sica, poderia ser nomeada de neuroeduca&ccedil;&atilde;o musical, uma sub&aacute;rea ainda pouco   discutida no Brasil e que visa compreender os processos neurocognitivos   relacionados ao ensino e aprendizado da m&uacute;sica.<sup>&#91;16&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Hyde <i>et   al.</i>,<sup>&#91;17&#93; </sup>a neuroci&ecirc;ncia evidencia que o processamento e a   aprendizagem musical ocorrem de maneira distinta em cada c&eacute;rebro, o que demanda   abordagens pedag&oacute;gicas personalizadas. Enquanto alguns indiv&iacute;duos demonstram   maior aptid&atilde;o r&iacute;tmica, outros se sobressaem na afina&ccedil;&atilde;o, no canto ou na   compreens&atilde;o harm&ocirc;nica. Compreender as bases neurofuncionais dessas varia&ccedil;ões   individuais &eacute; fundamental para enriquecer o processo de ensino musical,   ampliando a vis&atilde;o pedag&oacute;gica para adotar estrat&eacute;gias diversificadas que atendam   &agrave; singularidade neurobiol&oacute;gica de cada aluno.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Louro <sup>&#91;16&#93;</sup> complementa que a compreens&atilde;o da plasticidade cerebral, dos mecanismos de   aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria, bem como do impacto das emo&ccedil;ões, do sono e da sa&uacute;de mental,   &eacute; fundamental para a doc&ecirc;ncia musical. Ao dominar esses conceitos, os   professores de m&uacute;sica podem estruturar pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas mais eficazes e   personalizadas, adaptando&#45;as &agrave;s necessidades individuais dos alunos para   promover uma aprendizagem mais s&oacute;lida e bem&#45;sucedida, sejam esses estudantes   com ou sem defici&ecirc;ncia e transtornos, tornado o ensino musical mais acess&iacute;vel,   inclusivo e democr&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mas, para al&eacute;m do uso da neuroci&ecirc;ncia para o ensino da m&uacute;sica em si, a   neuroeduca&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode contribuir com educadores de outras &aacute;reas ao   subsidiar teoricamente como a m&uacute;sica pode ser uma ferramenta a mais em   processos de ensino de outros conte&uacute;dos acad&ecirc;micos. Diversas pesquisas apontam   como a m&uacute;sica pode contribuir para o ensino da matem&aacute;tica, da consci&ecirc;ncia   fonol&oacute;gica para a alfabetiza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e como o uso de par&oacute;dias, rimas e   ritmos musicais podem ajudar em processos de memoriza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos acad&ecirc;micos diversos.<sup>&#91;18, 19&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>M&uacute;sica,   neuroci&ecirc;ncia e processos de sa&uacute;de/reabilita&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O terceiro   enfoque da m&uacute;sica e neuroci&ecirc;ncia se refere aos processos de reabilita&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de   e bem&#45;estar. Conforme Barcellos,<sup>&#91;20&#93;</sup> desde os rituais xam&acirc;nicos   ancestrais, a m&uacute;sica atua como ve&iacute;culo de cura e conex&atilde;o espiritual. Registros   hist&oacute;ricos mostram que, na B&iacute;blia, Davi acalmava a afli&ccedil;&atilde;o do rei Saul com sua   harpa, enquanto na Gr&eacute;cia Antiga, acreditava&#45;se que melodias espec&iacute;ficas podiam   harmonizar o corpo e a mente. Essa trajet&oacute;ria milenar revela que o ser humano   sempre utilizou o som como processo terap&ecirc;utico, algo que a ci&ecirc;ncia moderna   hoje confirma atrav&eacute;s de estudos sobre a neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica.<sup>&#91;4,21&#93;</sup>Atualmente,   podemos dizer que a musicoterapia &eacute; a porta&#45;voz cient&iacute;fica da m&uacute;sica voltada   para a reabilita&ccedil;&atilde;o e para processos de sa&uacute;de e bem&#45;estar. Bruscia,<sup>&#91;22&#93;</sup> um dos te&oacute;ricos mais citados na &aacute;rea, refor&ccedil;a que a musicoterapia &eacute; um processo   sistem&aacute;tico de interven&ccedil;&atilde;o, distinguindo&#45;a de atividades puramente recreativas.   Sob a &oacute;tica cient&iacute;fica, a musicoterapia &eacute; uma terapia baseada em evid&ecirc;ncias,   onde o est&iacute;mulo sonoro atua como um mediador complexo capaz de promover   altera&ccedil;ões estruturais e funcionais no sistema nervoso. Portanto, a   Musicoterapia, segundo a Uni&atilde;o Brasileira das Associa&ccedil;ões de Musicoterapia –   UBAM, &eacute;:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana"><i>um     campo de conhecimento que estuda os efeitos da m&uacute;sica e da utiliza&ccedil;&atilde;o de     experi&ecirc;ncias musicais &#91;...&#93; A pr&aacute;tica da Musicoterapia objetiva favorecer o     aumento das possibilidades de existir e agir, seja no trabalho individual, com     grupos, nas comunidades, organiza&ccedil;ões, institui&ccedil;ões de sa&uacute;de e sociedade, nos     &acirc;mbitos da promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o, reabilita&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e de transforma&ccedil;&atilde;o de     contextos sociais e comunit&aacute;rios; evitando dessa forma, que haja danos ou     diminui&ccedil;&atilde;o dos processos de desenvolvimento do potencial das pessoas e/ ou     comunidades.<sup>&#91;23&#93;</sup></i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana">A aproxima&ccedil;&atilde;o   da musicoterapia com a neuroci&ecirc;ncia, &eacute; por alguns denominada   "Neuromusicoterapia" ou "Musicoterapia Neurol&oacute;gica" e fundamenta&#45;se no fato de   que a m&uacute;sica &eacute; grande promotora de plasticidade. Sendo assim, ela possui grande   capacidade de estimular o c&eacute;rebro de forma global. O processamento musical   recruta uma vasta rede neural, que envolve &aacute;reas auditivas, motoras, l&iacute;mbicas   (emo&ccedil;&atilde;o) e pr&eacute;&#45;frontais (cogni&ccedil;&atilde;o). Diante disso, a m&uacute;sica pode ser considerada   uma ferramenta poderosa no tratamento de pessoas com demandas neurol&oacute;gicas   diversas, tais como: dem&ecirc;ncias, transtorno do espectro autista, indiv&iacute;duos com   sequelas de acidente vascular encef&aacute;lico, traumatismos cranianos ou indiv&iacute;duos   com doen&ccedil;as neurodegenerativas, dentre outras.<sup>&#91;1, 24&#45;26&#93;</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>A m&uacute;sica   n&atilde;o &eacute; meramente um lazer ou manifesta&ccedil;&atilde;o cultural, antes, &eacute; reflexo do que   somos em termos de civiliza&ccedil;&atilde;o."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Segundo Thaut   e Hoemberg,<sup>&#91;27&#93;</sup> a m&uacute;sica pode atuar na reabilita&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica por   meio de tr&ecirc;s mecanismos fundamentais: a neuroplasticidade, que permite a   reorganiza&ccedil;&atilde;o sin&aacute;ptica, como exemplo na reabilita&ccedil;&atilde;o de pacientes com afasias;<sup>&#91;28&#93;</sup> o arrastamento r&iacute;tmico, que funciona como um "marcapasso" auditivo para   sincronizar o sistema motor, tendo como exemplo o uso para a marcha com   pacientes com Parkinson;<sup>&#91;27&#93;</sup> e a regula&ccedil;&atilde;o emocional, que, ao   modular o sistema l&iacute;mbico e a libera&ccedil;&atilde;o de dopamina, pode reduzir o estresse e   ampliar a motiva&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o sucesso terap&ecirc;utico e melhoria do   bem&#45;estar e qualidade de vida.<sup>&#91;29, 30&#93; </sup>(<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v78n1/a03fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar dos aspectos ben&eacute;ficos citados, h&aacute; situa&ccedil;ões em que a m&uacute;sica n&atilde;o   promove bem&#45;estar, ela pode funcionar como gatilho disparador de crises na   epilepsia musicog&ecirc;nica, por exemplo. A epilepsia musicog&ecirc;nica e um tipo raro de   epilepsia descrita por Critchley,<sup>&#91;31&#93;</sup> que afeta uma em 10 milhões de   pessoas,<sup>&#91;32&#93;</sup> onde crises reflexas s&atilde;o induzidas quando a pessoa ouve   m&uacute;sica. N&atilde;o h&aacute; explica&ccedil;&atilde;o do porqu&ecirc; as crises ocorrem nesses pacientes, mas os   epileptologistas t&ecirc;m buscado explica&ccedil;ões. &Eacute; poss&iacute;vel considerar que as crises reflexas sejam   decorrentes de uma redu&ccedil;&atilde;o no limiar frente a est&iacute;mulos espec&iacute;ficos, capazes de   induzir uma hipersincroniza&ccedil;&atilde;o de neur&ocirc;nios e fatores gen&eacute;ticos podem estar   envolvidos.<sup>&#91;1&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos mostram que as crises nos pacientes com epilepsia musicog&ecirc;nica   parecem estar associadas com processamento psicoac&uacute;stico, emocional e l&iacute;mbico,   sendo o aspecto afetivo da m&uacute;sica o fator prim&aacute;rio da crise.<sup>&#91;1&#93;</sup> A   especificidade de est&iacute;mulos &eacute;   extremamente vari&aacute;vel, pacientes podem ter susceptibilidade com m&uacute;sicas de   diferentes estilos. Curiosamente, a literatura tamb&eacute;m traz relatos de efeito   anticrise, ou seja, redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia de crises, em pacientes com epilepsia   n&atilde;o musicog&ecirc;nica, induzido pela m&uacute;sica.<sup>&#91;1&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos de   neuroimagem empregando Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica, mostram que pacientes com   epilepsia musicog&ecirc;nica raramente apresentam lesões cerebrais, portanto as   t&eacute;cnicas de neuroimagem que avaliam o funcionamento do c&eacute;rebro como a   tomografia por emiss&atilde;o de p&oacute;sitrons (PET) ou Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica funcional   s&atilde;o as mais utilizadas nesses estudos.<sup>&#91;1&#93;</sup> Os estudos t&ecirc;m destacado a   import&acirc;ncia de v&aacute;rias regiões relacionadas ao processamento do est&iacute;mulo   auditivo, tais como: o giro temporal superior e o frontal inferior, am&iacute;gdala,   &iacute;nsula, hipocampo e o giro do c&iacute;ngulo. Estas estruturas conferem conte&uacute;do   emocional &agrave;s mem&oacute;rias auditivas, podendo justificar porque uma simples   lembran&ccedil;a de uma m&uacute;sica com conte&uacute;do emocional &eacute; suficiente para provocar   crises epil&eacute;pticas.<sup>&#91;33&#93;</sup> O giro temporal transverso, ou giro de   Heschl, tem sido apontado como &aacute;rea importante na epilepsia musicog&ecirc;nica.<sup>&#91;34&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar do   crescente conhecimento relativo ao processamento de est&iacute;mulos auditivos e   emocionais pelo lobo temporal, sua import&acirc;ncia para a forma&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;rias   emocionais, pouco se sabe sobre como um est&iacute;mulo espec&iacute;fico, in&oacute;cuo &agrave; maioria   dos pacientes com epilepsia, pode promover crises na epilepsia musicog&ecirc;nica. As   novas modalidades de imagem funcional do c&eacute;rebro e novos m&eacute;todos de an&aacute;lise de   dados eletroencefalogr&aacute;ficos, s&atilde;o fundamentais o entendimento das epilepsias   musicog&ecirc;nicas e do processamento de est&iacute;mulos complexos pelo c&eacute;rebro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;ões   finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A m&uacute;sica n&atilde;o   &eacute; meramente um lazer ou manifesta&ccedil;&atilde;o cultural, antes, &eacute; reflexo do que somos em   termos de civiliza&ccedil;&atilde;o. O c&eacute;rebro musical caminha com os homens desde muito   tempo, nos fortalecendo enquanto indiv&iacute;duos sociais e nos ajudando a criar   redes neurais especializadas. Entender o funcionamento da m&uacute;sica em nosso   arabesque neural &eacute;, de certa forma, desvendar parte da cogni&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por isso, a   m&uacute;sica tem adentrado cada vez mais na ci&ecirc;ncia e a neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica tem   ganhado forma em tr&ecirc;s grandes vertentes: a primeira &eacute; a pesquisa em si, no qual   visa compreender o funcionamento neurol&oacute;gico do fazer musical e as diferen&ccedil;as   dos c&eacute;rebros de m&uacute;sicos e n&atilde;o m&uacute;sicos. A segunda &eacute; a neuroeduca&ccedil;&atilde;o, tendo em   vista tanto a compreens&atilde;o dos processos neurais do ensino&#45;aprendizado da   m&uacute;sica, quanto a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica em atividades pedag&oacute;gicas associadas a   outras &aacute;reas para potencializar o aprendizado a partir da particularidade de   cada c&eacute;rebro. Por &uacute;ltimo, a neuromusicoterapia ou musicoterapia neurol&oacute;gica que   tem por objetivo utilizar a m&uacute;sica para processos de reabilita&ccedil;&atilde;o em pacientes   com quadros neurol&oacute;gicos diversos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil,   ainda s&atilde;o poucos os profissionais especializados na neuroci&ecirc;ncia da m&uacute;sica, mas   essa abordagem vem ganhando espa&ccedil;o. Destacamos a necessidade de mais   investimentos para as pesquisas e para a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais para esta &aacute;rea, tamanho s&atilde;o os desafios a serem desvendados. Este   artigo tem o objetivo mostrar os v&aacute;rios caminhos a serem percorridos na   neuroci&ecirc;ncia musical no que tange &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o, atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para a   sociedade e sa&uacute;de, e incentivar novas pesquisas e publica&ccedil;ões para ampliar o   arcabou&ccedil;o te&oacute;rico sobre esta tem&aacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;1&#93;   LOURO, Viviane; FERNANDES, Maria Jos&eacute; da Silva (org.). Neuroci&ecirc;ncia e M&uacute;sica:   pesquisa, sa&uacute;de e ensino. S&atilde;o Paulo: Unifesp, 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143289&pid=S0009-6725202600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;2&#93;   CONARD, Nicholas John; MALINA, Maria; M&Uuml;NZEL, Susanne C. New flutes document   the earliest musical tradition in southwestern Germany. Nature, London, v. 459,   n. 7244, p. 770, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143291&pid=S0009-6725202600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;3&#93;   WONG, K. Neanderthal notes. Report in Sci. Am. 277, n. 3, p. 28&#45;30, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143293&pid=S0009-6725202600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;4&#93;   SACKS, Oliver. Alucina&ccedil;ões musicais: relatos sobre a m&uacute;sica e o c&eacute;rebro.   Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Teixeira Motta. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143295&pid=S0009-6725202600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;5&#93;   NIGRO Antonio e LOURO Viviane. Existe um c&eacute;rebro musical? In: Louro Viviane;   Fernandes, Maria Jose da Silva (org.). Neuroci&ecirc;ncia e M&uacute;sica: pesquisa, sa&uacute;de e   ensino. S&atilde;o Paulo, UNIFESP, 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143297&pid=S0009-6725202600010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;6&#93;   ROEDERER, Juan G. 1984. The search for a survival value of music: Music Percep.   1:350</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143299&pid=S0009-6725202600010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;7&#93;   DUNBAR, Robin Ian MacDonald. On the evolutionary function of song and dance.   In: BANNAN, Nicholas (ed.). Music, language, and human evolution. Oxford:   Oxford University Press, 2012. p. 201&#45;214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143300&pid=S0009-6725202600010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;8&#93;   MILLER, Geoffrey Franklin. The Mating Mind: How Sexual Choice Shaped the   Evolution of Human Nature. New York: Doubleday, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143302&pid=S0009-6725202600010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;9&#93;   PINKER, Steven. How the Mind Works. New York: W. W. Norton &amp; Company, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143304&pid=S0009-6725202600010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;10&#93;   RODRIGUES, Ana Carolina; LOUREIRO, Maur&iacute;cio Alves; CARAMELLI, Paulo.   Treinamento musical, neuroplasticidade e cogni&ccedil;&atilde;o. Dementia &amp;   Neuropsychologia, S&atilde;o Paulo, v. 4, n. 4, p. 248&#45;252, out./dez. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143306&pid=S0009-6725202600010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;11&#93;   SCHLAUG, Gottfried; JANKE, Lutz; HUANG, Yanxiong; STEINMETZ, Helmuth. Increased   corpus callosum size in musicians. Neuropsychologia, v. 33, n. 8, p. 1047&#45;1055,   ago. 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143308&pid=S0009-6725202600010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;12&#93;   GASER, Christian; SCHLAUG, Gottfried. Brain structures differ between musicians   and non&#45;musicians. Neuroimage, v. 13, n. 6, p. 1168, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143310&pid=S0009-6725202600010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;13&#93;   ERICSSON, Karl Anders; LEHMANN, Andreas C. Expert and exceptional performance:   evidence of maximal adaptation to task constraints. Annual Review of   Psychology, v. 47, p. 273&#45;305, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143312&pid=S0009-6725202600010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;14&#93;   COSTA, Raquel Lima Silva. Neuroci&ecirc;ncia e aprendizagem. Revista Brasileira de   Educa&ccedil;&atilde;o, Rio de Janeiro, v. 28, e280010, 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143314&pid=S0009-6725202600010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;15&#93;   BRAND&Atilde;O, Amanda dos Santos; CALIATTO, Susana Gakyia. Contribui&ccedil;ões da   neuroeduca&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Revista Exitus, v. 9, n. 3, p.   521&#45;547, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143316&pid=S0009-6725202600010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;16&#93;   LOURO, Viviane. CONGRESSO DE M&Uacute;SICA NAS NUVENS, 10., 2024. A   neuroci&ecirc;ncia/neuroeduca&ccedil;&atilde;o como subs&iacute;dio te&oacute;rico&#45;pr&aacute;tico para um ensino de   m&uacute;sica inclusivo diante da diversidade. Universidade Federal de Minas Gerais,   Belo Horizonte, MG, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14247094</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143318&pid=S0009-6725202600010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;17&#93;   HYDE, Krista L.; LERCH, Jason; NORTON, Andrea; FORGEARD, Marie; WINNER, Ellen;   EVANS, Alan C.; SCHLAUG, Gottfried. Musical training shapes structural brain   development. The Journal of Neuroscience, v. 29, n. 10, p. 3019&#45;3025, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143319&pid=S0009-6725202600010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;18&#93;   OLIVEIRA, Marciele et al. A m&uacute;sica pode ser uma estrat&eacute;gia para o ensino de   ci&ecirc;ncias naturais? Analisando concep&ccedil;ões de professores. Revista Ensaio, Belo   Horizonte, v. 15, n. 1, p. 81&#45;94, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143321&pid=S0009-6725202600010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;19&#93;   VIEIRA, Deisielly; AVELAR, Paulo Roberto Nunes. A m&uacute;sica no processo de   alfabetiza&ccedil;&atilde;o pela perspectiva da neuroci&ecirc;ncia: contribui&ccedil;ões do   PIBID&#45;Pedagogia. Diversitas Journal, Santana do Ipanema, v. 7, n. 4, p. 1&#45;15,   out./dez. 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143323&pid=S0009-6725202600010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;20&#93;   BARCELLOS, Lia Rejane Mendes. Musicoterapia: transfer&ecirc;ncias,   contratransfer&ecirc;ncias e resist&ecirc;ncias. 2. ed. Curitiba: Appris, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143325&pid=S0009-6725202600010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;21&#93;   LEVITIN, Daniel. A m&uacute;sica no seu c&eacute;rebro: a ci&ecirc;ncia de uma obsess&atilde;o humana. Rio   de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143327&pid=S0009-6725202600010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;22&#93;   BRUSCIA, Kenneth E. Defining Music Therapy. 2. ed. Gilsum: Barcelona   Publishers, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143329&pid=S0009-6725202600010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;23&#93;   UNI&Atilde;O BRASILEIRA DAS ASSOCIA&Ccedil;&Otilde;ES DE MUSICOTERAPIA. Defini&ccedil;&atilde;o Brasileira de   Musicoterapia. 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ubammusicoterapia.com.br/definicao&#45;brasileira&#45;de&#45;musicoterapia/" target="_blank">https://ubammusicoterapia.com.br/definicao&#45;brasileira&#45;de&#45;musicoterapia/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143331&pid=S0009-6725202600010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;24&#93;   S&Auml;RK&Auml;M&Ouml;, Teppo; TUPPURAINEN, Tiina; LAITINEN, Seppo; FORSBLOM, Anita; SOINILA,   Seppo; MIKKONEN, Mikko; AUTTI, Taina; SILVENNOINEN, Heli; LAINE, Matti;   HIETANEN, Marja; PORKKA&#45;HEISKANEN, Tarja; NUMMINEN, Mari Tervaniemi. Music   listening enhances cognitive recovery and mood after middle cerebral artery   stroke. Brain, Oxford, v. 131, n. 3, p. 866&#45;876, mar. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143333&pid=S0009-6725202600010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;25&#93;   GATTINO, Gustavo Schulz et al. Music therapy and autism: a search for evidence.   Music Therapy Today, Krems, v. 10, n. 1, p. 1&#45;28, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143335&pid=S0009-6725202600010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;26&#93;   ALC&Acirc;NTARA&#45;SILVA, Tereza Raquel de Melo; MOREIRA, Marcos. Neuromusicoterapia no   Brasil: aspectos terap&ecirc;uticos na reabilita&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica. Revista Brasileira   de Musicoterapia, Rio de Janeiro, ano 14, n. 12, p. 18&#45;26, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143337&pid=S0009-6725202600010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;27&#93;   THAUT, Michael Hugo; RICE, Robert R.; BRAUN, Jan; MCINTOSH, Gerald C.; PRASSAS,   Spiros G. Rhythmic auditory stimulation in gait training for Parkinson's   disease patients. Movement Disorders, v. 11, n. 2, p. 193&#45;200, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143339&pid=S0009-6725202600010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;28&#93;   SCHLAUG, Gottfried; MARCHINA, Sarah; NORTON, Andrea. Evidence for plasticity in   white&#45;matter tracts of patients with chronic broca's aphasia undergoing intense   intonation&#45;based speech therapy. Annals of the New York Academy of Sciences, v.   1169, n. 1, p. 385&#45;394, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143341&pid=S0009-6725202600010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;29&#93;   KOELSCH, Stefan. Brain correlates of music&#45;evoked emotions. Nature Reviews   Neuroscience, v. 15, n. 3, p. 170&#45;180, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143343&pid=S0009-6725202600010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;30&#93;   THAUT, Michael Hugo; HOEMBERG, Volker (ed.). Handbook of neurologic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143345&pid=S0009-6725202600010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;31&#93;   CRITCHLEY, M. "Musicogenic Epilepsy". Brain, vol. 60, n. 1, p. 15, 1937. Music   Therapy. Oxford: Oxford University Press, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143347&pid=S0009-6725202600010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;32&#93;   AVANZII, G. "Musicogenic Seizures", Ann N Y Acad Sci, vol. 999, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143349&pid=S0009-6725202600010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;33&#93;   PITTAU, F. et al. "Videopolygraphic and Functional Mri Study of Musicogenic   Epilepsy, A Case Report and Literature Review". Epilepsy Behav., vol. 13, n. 4,   pp. 685&#45;692, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143351&pid=S0009-6725202600010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;34&#93;   NAGAHAMA, Y. et al. "Localization of Musicogenic Epilepsy to Heschl's Gyrus and   Superior Temporal Plane: Case Report". J Neurosurg., vol. 129, n. 1, pp.   157&#45;164, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=143353&pid=S0009-6725202600010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOURO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Viviane]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria José da Silva]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Neurociência e Música: pesquisa, saúde e ensino]]></source>
<year>2023</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unifesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CONARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nicholas John]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MALINA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MÜNZEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susanne C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[New flutes document the earliest musical tradition in southwestern Germany]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature]]></source>
<year>2009</year>
<volume>459</volume>
<numero>7244</numero>
<issue>7244</issue>
<page-range>770</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WONG]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neanderthal notes]]></article-title>
<source><![CDATA[Report in Sci. Am.]]></source>
<year>1997</year>
<volume>277</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>28-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SACKS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Oliver]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alucinações musicais: relatos sobre a música e o cérebro]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NIGRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOURO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Viviane]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Existe um cérebro musical?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Viviane]]></surname>
<given-names><![CDATA[Louro]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Jose da Silva]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Neurociência e Música: pesquisa, saúde e ensino]]></source>
<year>2023</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNIFESP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROEDERER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juan G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The search for a survival value of music: Music Percep]]></source>
<year>1984</year>
<volume>1</volume>
<page-range>350</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DUNBAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Robin Ian MacDonald]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On the evolutionary function of song and dance]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[BANNAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nicholas]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Music, language, and human evolution]]></source>
<year>2012</year>
<page-range>201-214</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MILLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Geoffrey Franklin]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Mating Mind: How Sexual Choice Shaped the Evolution of Human Nature]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Doubleday]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PINKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Steven]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[How the Mind Works]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[W. W. Norton & Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RODRIGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Carolina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOUREIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maurício Alves]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CARAMELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Treinamento musical, neuroplasticidade e cognição]]></article-title>
<source><![CDATA[Dementia & Neuropsychologia]]></source>
<year>out.</year>
<month>/d</month>
<day>ez</day>
<volume>4</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>248-252</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SCHLAUG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gottfried]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[JANKE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lutz]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HUANG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Yanxiong]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[STEINMETZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helmuth]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increased corpus callosum size in musicians]]></article-title>
<source><![CDATA[Neuropsychologia]]></source>
<year>ago.</year>
<month> 1</month>
<day>99</day>
<volume>33</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1047-1055</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GASER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHLAUG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gottfried]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Brain structures differ between musicians and non-musicians]]></article-title>
<source><![CDATA[Neuroimage]]></source>
<year>2001</year>
<volume>13</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1168</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ERICSSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[Karl Anders]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LEHMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andreas C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Expert and exceptional performance: evidence of maximal adaptation to task constraints]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review of Psychology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>47</volume>
<page-range>273-305</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raquel Lima Silva]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Neurociência e aprendizagem]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação]]></source>
<year>2023</year>
<volume>28</volume>
<page-range>e280010</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRANDÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Amanda dos Santos]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CALIATTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susana Gakyia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuições da neuroeducação para a prática pedagógica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Exitus]]></source>
<year>2019</year>
<volume>9</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>521-547</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOURO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Viviane]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A neurociência/neuroeducação como subsídio teórico-prático para um ensino de música inclusivo diante da diversidade]]></source>
<year>2024</year>
<conf-name><![CDATA[10 CONGRESSO DE MÚSICA NAS NUVENS]]></conf-name>
<conf-date>2024</conf-date>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte^eMG MG]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Minas Gerais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HYDE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Krista L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LERCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jason]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NORTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrea]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FORGEARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marie]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WINNER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ellen]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[EVANS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alan C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHLAUG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gottfried]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Musical training shapes structural brain development]]></article-title>
<source><![CDATA[The Journal of Neuroscience]]></source>
<year>2009</year>
<volume>29</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>3019-3025</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marciele]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A música pode ser uma estratégia para o ensino de ciências naturais? Analisando concepções de professores]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Ensaio]]></source>
<year>2013</year>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>81-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VIEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Deisielly]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[AVELAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Roberto Nunes]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A música no processo de alfabetização pela perspectiva da neurociência: contribuições do PIBID-Pedagogia]]></article-title>
<source><![CDATA[Diversitas Journal]]></source>
<year>out.</year>
<month>/d</month>
<day>ez</day>
<volume>7</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>1-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARCELLOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lia Rejane Mendes]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Musicoterapia: transferências, contratransferências e resistências]]></source>
<year>2019</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Curitiba ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Appris]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LEVITIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A música no seu cérebro: a ciência de uma obsessão humana]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Civilização Brasileira]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRUSCIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kenneth E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Defining Music Therapy]]></source>
<year>1998</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Gilsum ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Barcelona Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>UNIÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE MUSICOTERAPIA</collab>
<source><![CDATA[Definição Brasileira de Musicoterapia]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SÄRKÄMÖ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teppo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TUPPURAINEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LAITINEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seppo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FORSBLOM]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anita]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SOINILA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Seppo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MIKKONEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mikko]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[AUTTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Taina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SILVENNOINEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Heli]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LAINE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Matti]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HIETANEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marja]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PORKKA-HEISKANEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tarja]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NUMMINEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mari Tervaniemi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Music listening enhances cognitive recovery and mood after middle cerebral artery stroke]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain]]></source>
<year>mar.</year>
<month> 2</month>
<day>00</day>
<volume>131</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>866-876</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GATTINO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gustavo Schulz]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Music therapy and autism: a search for evidence]]></article-title>
<source><![CDATA[Music Therapy Today]]></source>
<year>2014</year>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALCÂNTARA-SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tereza Raquel de Melo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MOREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcos]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Neuromusicoterapia no Brasil: aspectos terapêuticos na reabilitação neurológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Musicoterapia]]></source>
<year>2012</year>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>18-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THAUT]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael Hugo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RICE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Robert R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRAUN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jan]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MCINTOSH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gerald C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PRASSAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Spiros G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rhythmic auditory stimulation in gait training for Parkinson's disease patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Movement Disorders]]></source>
<year>1996</year>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>193-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SCHLAUG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gottfried]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MARCHINA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sarah]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NORTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrea]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evidence for plasticity in white-matter tracts of patients with chronic broca's aphasia undergoing intense intonation-based speech therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of the New York Academy of Sciences]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1169</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>385-394</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KOELSCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Stefan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Brain correlates of music-evoked emotions]]></article-title>
<source><![CDATA[Nature Reviews Neuroscience]]></source>
<year>2014</year>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>170-180</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THAUT]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael Hugo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HOEMBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Volker]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of neurologic]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CRITCHLEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Musicogenic Epilepsy]]></article-title>
<source><![CDATA[Brain]]></source>
<year>1937</year>
<volume>60</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AVANZII]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Musicogenic Seizures]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann N Y Acad Sci]]></source>
<year>2003</year>
<volume>999</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PITTAU]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Videopolygraphic and Functional Mri Study of Musicogenic Epilepsy, A Case Report and Literature Review]]></article-title>
<source><![CDATA[Epilepsy Behav.]]></source>
<year>2008</year>
<volume>13</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>685-692</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NAGAHAMA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Localization of Musicogenic Epilepsy to Heschl's Gyrus and Superior Temporal Plane: Case Report]]></article-title>
<source><![CDATA[J Neurosurg.]]></source>
<year>2018</year>
<volume>129</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>157-164</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
