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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Região Metropolitana na floresta e os desafios da política climática na Amazônia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Amazonas Programa de Pós-graduação em Sociologia Departamento de Ciências Sociais]]></institution>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Políticas Climáticas Locais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação Climática]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250037</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>A Regi&atilde;o Metropolitana na floresta e os   desafios da pol&iacute;tica clim&aacute;tica na Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Tiago da Silva Jaca&uacute;na<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor   associado do Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais, do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em   Sociologia (PPGS) e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociedade e Cultura na   Amaz&ocirc;nia (PPGSCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas representam um desafio   central para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, especialmente em contextos marcados por   desigualdade social e infraestrutura urbana limitada. Cidades da Amaz&ocirc;nia t&ecirc;m   experimentado impactos graves decorrentes de eventos clim&aacute;ticos extremos, como   enchentes recordes e secas prolongadas. Tais ocorr&ecirc;ncias acarretam situa&ccedil;&otilde;es   como desalojamentos, crise no abastecimento de alimentos e aumento na   incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as. A Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus (RMM) est&aacute; no centro   desses fen&ocirc;menos na Amaz&ocirc;nia Ocidental. Para avaliar o grau de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s   mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas da regi&atilde;o, foi utilizado o &Iacute;ndice de Adapta&ccedil;&atilde;o Urbana (<i>Urban   Adaptation Index</i> - UAI). Os resultados revelam que a maioria dos munic&iacute;pios   tem capacidade limitada para enfrentar os desafios impostos pela crise   clim&aacute;tica, evidenciando a necessidade da ado&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es adicionais para   redu&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidades e fortalecimento da capacidade adaptativa dessas   cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Pol&iacute;ticas Clim&aacute;ticas Locais; Adapta&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica; Extremos Clim&aacute;ticos na   Amaz&ocirc;nia; Amaz&ocirc;nia Urbana; Cidades na Amaz&ocirc;nia; Regi&atilde;o Metropolitana</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas imp&otilde;em desafios   significativos &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, devido aos seus impactos profundos sobre   os modos de vida de seres humanos e n&atilde;o-humanos. Nas cidades, onde se concentra   a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o mundial, torna-se fundamental desenvolver pol&iacute;ticas   eficazes para reduzir e estabilizar as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, bem   como para responder adequadamente aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na Amaz&ocirc;nia brasileira, 78,34% da popula&ccedil;&atilde;o   reside em &aacute;reas urbanas,<sup>[1]</sup> distribu&iacute;das por cidades com diferentes   dimens&otilde;es e caracter&iacute;sticas. No entanto, a distin&ccedil;&atilde;o entre urbano e rural na   regi&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples, especialmente na Amaz&ocirc;nia Ocidental, onde as cidades   funcionam como pontos de conex&atilde;o entre territ&oacute;rios tradicionais e outros modos   de vida localizados ao redor dos centros urbanos.<sup>[2]</sup> Por outro lado,   o surgimento de cidades m&eacute;dias e grandes, como Manaus, capital do Amazonas,   aponta um processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o menos integrado &agrave; floresta. Esse contexto   sugere a exist&ecirc;ncia de dois tipos (aproximados) de cidades: "cidades da   floresta", caracterizada por forte rela&ccedil;&atilde;o com o entorno natural e os diversos   modos de vida, e "cidades na floresta", associadas a demandas externas e &agrave;   explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do territ&oacute;rio.<sup>[3]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No contexto dos impactos das mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas, essas cidades podem apresentar diferentes n&iacute;veis de capacidade para responder a tais   desafios. Munic&iacute;pios de menor porte, devido a restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias,   limita&ccedil;&otilde;es no acesso &agrave; sa&uacute;de e infraestrutura urbana, bem como dificuldades de   comunica&ccedil;&atilde;o e transporte, tendem a enfrentar obst&aacute;culos mais significativos   para lidar com os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.<sup>[4]</sup> No entanto,   cidades de m&eacute;dio e grande porte na regi&atilde;o tamb&eacute;m demonstram consider&aacute;vel   vulnerabilidade diante da crise clim&aacute;tica.<sup>[5]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A fim de avaliar a capacidade adaptativa   potencial das cidades da Amaz&ocirc;nia, ser&aacute; utilizado o &Iacute;ndice de Adapta&ccedil;&atilde;o Urbana   (<i>Urban Adaptation Index</i> - UAI) <sup>[6]</sup> na Regi&atilde;o Metropolitana de   Manaus (RMM). Antes disso, ser&atilde;o apresentadas informa&ccedil;&otilde;es sobre a RMM, os   desafios impostos pelos eventos clim&aacute;ticos extremos na regi&atilde;o, os aspectos que   comp&otilde;em a pol&iacute;tica clim&aacute;tica e como o UAI foi constru&iacute;do.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus (RMM) foi   estabelecida pela Lei Complementar n.º 52, em 2007, visando promover um   planejamento integrado, servi&ccedil;os p&uacute;blicos compartilhados e a cria&ccedil;&atilde;o de   institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas de cogest&atilde;o, visando o desenvolvimento de Manaus e dos   munic&iacute;pios sob sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia. Inicialmente composta por nove   munic&iacute;pios, passou a ter treze munic&iacute;pios em 2009, incluindo Autazes, Careiro,   Careiro da V&aacute;rzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri,   Manaus, Novo Air&atilde;o, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A RMM &eacute; a mais extensa do Brasil, com cerca de   127 mil quil&ocirc;metros quadrados, baixa densidade demogr&aacute;fica e mais de 90% de   cobertura vegetal, isso a torna um caso singular no Brasil.<sup>[7]</sup> Tr&ecirc;s   caracter&iacute;sticas a destacam: aus&ecirc;ncia de conurba&ccedil;&atilde;o entre munic&iacute;pios, grandes   &aacute;reas territoriais devido ao hist&oacute;rico de urbaniza&ccedil;&atilde;o dispersa, e a forte   presen&ccedil;a de &aacute;reas protegidas, como unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rios   ind&iacute;genas.<sup>[8, 9]</sup> A economia regional &eacute; limitada por desafios   log&iacute;sticos, dispers&atilde;o territorial e baixo interc&acirc;mbio comercial, levando &agrave;   concentra&ccedil;&atilde;o do PIB, popula&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os em Manaus.<sup>[10]</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Eventos clim&aacute;ticos extremos e as cidades   amaz&ocirc;nicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, sobretudo na Amaz&ocirc;nia   Ocidental, observa-se um aumento na frequ&ecirc;ncia de eventos clim&aacute;ticos extremos,   especialmente os hidroclim&aacute;ticos, ligados &agrave;s enchentes e vazantes dos rios. Um   exemplo disso &eacute; o rio Negro, um dos principais da bacia amaz&ocirc;nica, que alcan&ccedil;ou   em 2021 sua maior marca hist&oacute;rica (30,02 metros) e, em 2024, seu n&iacute;vel mais   baixo j&aacute; registrado (12,11 metros), somente um ano ap&oacute;s seu menor n&iacute;vel. Esses   fen&ocirc;menos geram uma s&eacute;rie de impactos significativos sobre a popula&ccedil;&atilde;o local.   (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a02fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os eventos de cheias extremas, por exemplo,   obrigam a popula&ccedil;&atilde;o que habitam nas margens de rios e igarap&eacute;s, em &aacute;reas rurais   ou urbanas, a abandonar suas resid&ecirc;ncias ou erguer estruturas elevadas para   evitar inunda&ccedil;&otilde;es ou deslizamentos. Al&eacute;m disso, aumentam as chances de   dissemina&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as de veicula&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica, como a leptospirose, ou   acidentes com animais pe&ccedil;onhentos devido &agrave; proximidade da &aacute;gua das resid&ecirc;ncias.<sup>[11]</sup> Em &aacute;reas rurais, as comunidades ribeirinhas enfrentam preju&iacute;zos com a perda de   planta&ccedil;&otilde;es e a escassez de peixes em rios e lagos, comprometendo a renda   familiar e a seguran&ccedil;a alimentar.<sup>[12]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As   mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas imp&otilde;em desafios significativos &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas,   devido aos seus impactos profundos sobre os modos de vida de seres humanos e   n&atilde;o-humanos</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos per&iacute;odos de seca extrema, que coincide com   per&iacute;odos de altas temperaturas e pelo aumento de queimadas e desmatamento,<sup>[13]</sup> tamb&eacute;m interfere na rotina dos habitantes da regi&atilde;o. Em 2023, por exemplo,   houve um aumento significativo nas queimadas &#151; muitas delas de origem criminosa   &#151; que contribu&iacute;ram para elevar os n&iacute;veis de fuma&ccedil;a em cidades como Manaus. A   cidade atingiu um teor de particulado de 314,99 microgramas por metro c&uacute;bico de   ar, µg/m<sup>3</sup>, muito acima dos 15 µg/m<sup>3</sup> de valor m&aacute;ximo   considerado aceit&aacute;vel pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.<sup>[14]</sup> O baixo   n&iacute;vel dos rios tamb&eacute;m resultou no isolamento de v&aacute;rias comunidades e munic&iacute;pios   nos anos de 2023 e 2024, dificultando o transporte de suprimentos essenciais   como alimentos, rem&eacute;dios e combust&iacute;veis. At&eacute; setembro de 2024, 745 mil pessoas   foram afetadas pela seca extrema no estado do Amazonas, dentre elas, 2.200   estavam em territ&oacute;rios ind&iacute;genas e comunidades tradicionais.<sup>[15]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A situa&ccedil;&atilde;o das cidades na Amaz&ocirc;nia ressalta a   dimens&atilde;o desigual dos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, uma vez que povos e   comunidades localizadas em &aacute;reas com infraestrutura inadequada, afastadas dos   centros de poder e com acesso limitado &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, como programas de   habita&ccedil;&atilde;o e saneamento, sofrem mais com eventos clim&aacute;ticos extremos,   contribuindo para a amplia&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais existentes. Destacam,   ainda, a import&acirc;ncia dos governos nacionais, subnacionais e locais na   formula&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de adapta&ccedil;&atilde;o e na garantia de prote&ccedil;&atilde;o ambiental e   social, sobretudo com aten&ccedil;&atilde;o a comunidades, povos e territ&oacute;rios historicamente   marginalizados e mais suscet&iacute;veis aos riscos decorrentes dos extremos   clim&aacute;ticos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Pol&iacute;tica clim&aacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pol&iacute;tica clim&aacute;tica envolve a ado&ccedil;&atilde;o   combinada de estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o.<sup>[16]</sup> Mitiga&ccedil;&atilde;o   envolve a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas que busquem reduzir ou estabilizar as emiss&otilde;es dos   gases de efeito estufa, ou aumentar reservat&oacute;rios (sumidouros) naturais ou   artificiais desses gases, sendo essencial para a estabiliza&ccedil;&atilde;o do clima global.   Adapta&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave;s respostas diante dos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,   incluindo redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais, prote&ccedil;&atilde;o ambiental, garantia de   direitos, parcerias com povos e comunidades tradicionais na gest&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o   ambiental, desenvolvimento de novas tecnologias e infraestrutura que atuem no   combate aos riscos e desastres associados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, na produ&ccedil;&atilde;o   de energia e na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. Contudo, medidas de adapta&ccedil;&atilde;o podem ser   malsucedidas e aumentar desigualdades sociais existentes.<sup>[17]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A   situa&ccedil;&atilde;o das cidades na Amaz&ocirc;nia ressalta a dimens&atilde;o desigual dos efeitos das   mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nota-se que o conceito de adapta&ccedil;&atilde;o na   pol&iacute;tica clim&aacute;tica relaciona-se a uma postura indutora e ativa. Consiste na   a&ccedil;&atilde;o coordenada de diferentes institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas visando preparar a   sociedade perante cen&aacute;rios clim&aacute;ticos, reduzir vulnerabilidades sociais e   ambientais e responder rapidamente &agrave;s amea&ccedil;as resultantes das mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas. Tr&ecirc;s elementos principais s&atilde;o destacados nesse processo: a   integra&ccedil;&atilde;o dos fundamentos da ci&ecirc;ncia clim&aacute;tica com os conhecimentos   tradicionais e ancestrais de povos e comunidades nas agendas de pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas; o apoio &agrave;s estrat&eacute;gias aut&ocirc;nomas de adapta&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia   elaboradas por esses coletivos; e o aumento do financiamento clim&aacute;tico para   a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o, com vistas em manter o aquecimento global abaixo   de 2 °C, conforme indicado pelo IPCC (2023).<sup>[17]</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>&Iacute;ndice de adapta&ccedil;&atilde;o urbana &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para monitorar e auxiliar as pol&iacute;ticas locais   relacionadas &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o, resposta e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas,   pesquisadoras e pesquisadores vinculados ao projeto CiAdapta 2 (Processo CNPq:   441267/2020-3) desenvolveram e atualizaram o &Iacute;ndice de Adapta&ccedil;&atilde;o Urbana (<i>Urban   Adaptation Index</i> - UAI). Esse &iacute;ndice foi primeiramente apresentado e testado por Neder <i>et   al</i>. (2021) <sup>[6]</sup> com base em dados da Pesquisa de Informa&ccedil;&otilde;es   B&aacute;sicas Municipais (MUNIC), realizada pelo IBGE em 2020. Fundamentado em   revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica e oficinas com tomadores de decis&atilde;o municipais, foram   selecionadas cinco dimens&otilde;es para compor o UAI, aqui atualizadas pela equipe   CiAdapta 2: habita&ccedil;&atilde;o, mobilidade urbana, produ&ccedil;&atilde;o local de alimentos, gest&atilde;o   ambiental e respostas aos impactos clim&aacute;ticos. Essas dimens&otilde;es consideram que a   adapta&ccedil;&atilde;o urbana &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas implica a intera&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas   ambientais, projetos de infraestrutura, desenvolvimento econ&ocirc;mico, combate &agrave;s   desigualdades sociais, classificados como "capacidade gen&eacute;rica", al&eacute;m de   pol&iacute;ticas clim&aacute;ticas exclusivas, classificadas como "capacidade espec&iacute;fica".<sup>[6]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cada dimens&atilde;o inclui instrumentos espec&iacute;ficos   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. O UAI identifica a presen&ccedil;a (1) ou aus&ecirc;ncia (0) desses   instrumentos. Em seguida, calcula-se a m&eacute;dia aritm&eacute;tica simples para cada   dimens&atilde;o. A pontua&ccedil;&atilde;o final do UAI &eacute; obtida pela m&eacute;dia simples de cada dimens&atilde;o, de modo que todas recebam o   mesmo peso (20%) no c&aacute;lculo final do &iacute;ndice.<sup>[6]</sup> Dessa forma, a   escala do UAI varia de 0 a 1, e valores mais pr&oacute;ximos de 1 correspondem a uma   maior capacidade adaptativa potencial do munic&iacute;pio para enfrentar os efeitos   das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). &Eacute; importante destacar que o UAI n&atilde;o avalia a efetividade   dos instrumentos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas informados na base MUNIC; portanto,   entende-se que o referido &iacute;ndice reflete a capacidade potencial de resposta aos   impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>       <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a02tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na Regi&atilde;o   Metropolitana de Manaus</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados apresentados na <a href="#tab02">Tabela 2</a> demonstram   que o UAI da maioria dos munic&iacute;pios da RMM &eacute; baixo, evidenciando uma limitada   capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na regi&atilde;o. Tal situa&ccedil;&atilde;o &eacute;   preocupante, considerando os cen&aacute;rios projetados de riscos e desastres naturais   associados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para a Amaz&ocirc;nia brasileira nos pr&oacute;ximos anos.   As proje&ccedil;&otilde;es para o estado do Amazonas indicam alto risco no futuro pr&oacute;ximo   (2015 a 2039) e muito alto risco no futuro distante (2040 a 2064).<sup>[4]</sup></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a02tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as dimens&otilde;es mais cr&iacute;ticas est&atilde;o   habita&ccedil;&atilde;o e respostas aos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. No que se refere &agrave;   habita&ccedil;&atilde;o, muitos munic&iacute;pios, como Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Careiro da   V&aacute;rzea, Autazes, Manacapuru e Novo Air&atilde;o, t&ecirc;m poucas a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s   pol&iacute;ticas habitacionais, tais como plano municipal de habita&ccedil;&atilde;o, conselho e   fundo municipal de habita&ccedil;&atilde;o.<sup>[6]</sup> Tal situa&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente   relevante diante dos desafios recorrentes impostos por inunda&ccedil;&otilde;es e isolamentos   decorrentes dos eventos hidroclim&aacute;ticos extremos na regi&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s   respostas aos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, cidades como Itapiranga, Rio   Preto da Eva, Iranduba, Novo Air&atilde;o e Silves t&ecirc;m baixa pontua&ccedil;&atilde;o, indicando   limitadas iniciativas de preven&ccedil;&atilde;o de enchentes e deslizamentos, de   identifica&ccedil;&atilde;o de riscos geol&oacute;gicos ou f&iacute;sicos, e de disciplinamento sobre o uso   e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo com base em suas caracter&iacute;sticas e formas de ocupa&ccedil;&atilde;o.[6]   Mesmo Manaus, com &iacute;ndice elevado (0,80), s&oacute; iniciou seu Plano Municipal de   Redu&ccedil;&atilde;o de Riscos e Desastres em 2025, em parceria com a Universidade Federal   do Amazonas (UFAM). At&eacute; ent&atilde;o, nenhum munic&iacute;pio da RMM possu&iacute;a tal plano,   fundamental no contexto dos sucessivos epis&oacute;dios de extremos clim&aacute;ticos na   regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A dimens&atilde;o da gest&atilde;o ambiental apresenta o   maior n&uacute;mero de munic&iacute;pios com pontua&ccedil;&atilde;o alta ou muito alta. Em uma regi&atilde;o   metropolitana onde mais de 90% do territ&oacute;rio possui cobertura vegetal e mais de   50% &eacute; composto por unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rios demarcados, essa   dimens&atilde;o adquire relev&acirc;ncia adicional. Al&eacute;m da prote&ccedil;&atilde;o ambiental e da   biodiversidade, abrange pol&iacute;ticas relacionadas ao financiamento ambiental,   saneamento, res&iacute;duos s&oacute;lidos, pagamentos por servi&ccedil;os ambientais e instrumentos   de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.<sup>[6]</sup> Os munic&iacute;pios de   Itapiranga, Rio Preto da Eva, Iranduba, Manacapuru e Novo Air&atilde;o registraram   pontua&ccedil;&otilde;es baixas ou muito baixas nessa dimens&atilde;o, indicando aus&ecirc;ncia ou   insufici&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas voltadas &agrave; gest&atilde;o ambiental. Nota-se que, mesmo   munic&iacute;pios com pontua&ccedil;&atilde;o alta, como Autazes, Itacoatiara e Manaus, n&atilde;o disp&otilde;em   de legisla&ccedil;&atilde;o ou instrumentos espec&iacute;ficos para mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s   mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, resultando na aus&ecirc;ncia de uma agenda pol&iacute;tica estruturada   para o enfrentamento da crise clim&aacute;tica na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A produ&ccedil;&atilde;o local de alimentos apresentou o   menor n&uacute;mero de pontua&ccedil;&otilde;es baixas ou muito baixas, com somente quatro   munic&iacute;pios classificados nestas categorias: Autazes, Iranduba, Manacapuru e   Silves. Essa dimens&atilde;o avalia a exist&ecirc;ncia de programas ou a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;   agricultura org&acirc;nica, agricultura familiar, produ&ccedil;&atilde;o de hortas comunit&aacute;rias e   programas ou a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o contra riscos clim&aacute;ticos no setor agropecu&aacute;rio.<sup>[6]</sup> Pontua&ccedil;&otilde;es baixas indicam vulnerabilidades dos sistemas alimentares locais ante   os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, potencializando cen&aacute;rios de escassez e   inseguran&ccedil;a alimentar. Assim, mesmo munic&iacute;pios com desempenho m&eacute;dio ou alto   devem adotar medidas que promovam uma produ&ccedil;&atilde;o local sustent&aacute;vel e suficiente   para enfrentar a crise clim&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mobilidade urbana apresenta pontua&ccedil;&otilde;es   medianas ou baixas na maioria dos munic&iacute;pios da RMM. Essa dimens&atilde;o considera a   exist&ecirc;ncia de planos municipais de transporte, bem como a oferta de servi&ccedil;os   como coletivos de &ocirc;nibus intramunicipal e intermunicipal, ciclovias e   biciclet&aacute;rios.<sup>[6]</sup> Entre os munic&iacute;pios acima de 20 mil habitantes,   obrigados a elaborar o Plano de Mobilidade Urbana pela Lei Federal n.º 12.587,   de 3 de janeiro de 2012 (Lei da Pol&iacute;tica Nacional de Mobilidade Urbana), apenas   Manaus e Careiro possuem tal plano, ajudando a entender a pontua&ccedil;&atilde;o alta no   UAI, uma vez que prev&ecirc; diversos servi&ccedil;os de transporte. Itapiranga, que possui   menos de 20 mil habitantes, tamb&eacute;m apresentou plano de transporte, mas teve   desempenho mediano. Ressalta-se que essa dimens&atilde;o &eacute; especialmente relevante na   RMM, uma vez que o transporte intermunicipal &eacute; predominantemente rodovi&aacute;rio,   realizado por &ocirc;nibus e t&aacute;xis coletivos (t&aacute;xi-lota&ccedil;&atilde;o), em contraste com outras   regi&otilde;es do estado do Amazonas, onde o transporte fluvial predomina.<sup>[19]</sup> No que se refere ao transporte intramunicipal, os munic&iacute;pios apresentam   caracter&iacute;sticas diversas e demandas espec&iacute;ficas, assim, os planos municipais de   transporte, bem como a implementa&ccedil;&atilde;o de diversos servi&ccedil;os de transporte que   promovam a mobilidade sustent&aacute;vel e reduzam as emiss&otilde;es de gases de efeito   estufa, s&atilde;o essenciais para criar condi&ccedil;&otilde;es adequadas de mobilidade urbana e   mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As cidades da Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus,   encravadas no cora&ccedil;&atilde;o da Floresta Amaz&ocirc;nica, apresentam n&iacute;veis diversos de   capacidade adaptativa para enfrentar a crise clim&aacute;tica. De forma geral, a   maioria dos munic&iacute;pios possui baixa capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o, principalmente ao   considerar a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas de habita&ccedil;&atilde;o e as respostas espec&iacute;ficas aos   impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Mesmo os munic&iacute;pios com UAI elevado ainda   apresentam aus&ecirc;ncia de instrumentos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas fundamentais, como   planos de redu&ccedil;&atilde;o de riscos e desastres. Assim, tanto as cidades mais   integradas &agrave; floresta quanto as mais urbanizadas necessitam incorporar as   mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nas agendas pol&iacute;ticas locais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[1] IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E   ESTAT&Iacute;STICA. Censo Demogr&aacute;fico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[2] SCHOR, T.; AZENHA, G. S.; BARTOLI, E.   Contemporary urbanization in the Brazilian Amazon: food markets, multisited   households and ribeirinho livelihoods. Confins, n. 37, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[3] TRINDADE J&Uacute;NIOR, S.-C. Das "cidades na   floresta" &agrave;s "cidades da floresta": espa&ccedil;o, ambiente e urbanodiversidade na   Amaz&ocirc;nia brasileira. Papers do NAEA, n. 321, p. 3-22, dez. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[4] SOUZA, E. et al. Small Municipalities in   the Amazon under the Risk of Future Climate Change. Climate, v. 12, n. 7, p.   95, 29 jun. 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[5] NASCIMENTO, N.; LAZARO, L. L. B.; AMARAL,   M. H. How Can the Water-Energy-Food Nexus Approach Contribute to Enhancing the   Resilience of Amazonian Cities to Climate Change? In: [s.l.: s.n.], p. 77-92.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[6] NEDER, E. A. et al. Urban adaptation   index: assessing cities readiness to deal with climate change. Climatic Change,   v. 166, n. 1-2, 1 maio 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[7] MONTEIRO, A. S. et al. A constru&ccedil;&atilde;o do   urbano-territorial na Amaz&ocirc;nia: entendimentos pr&aacute;ticos de Manaus e sua regi&atilde;o   metropolitana. In: COSTA, M. A. et al. (org.). Federalismo, planejamento e   financiamento: avan&ccedil;os e desafios da governan&ccedil;a metropolitana no Brasil. 1. ed.   Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea), 2021. p.   219-245.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[8] LIMA, M. C. de. Quando o amanh&atilde; vem ontem:   a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o metropolitana de Manaus e a indu&ccedil;&atilde;o ao processo   de metropoliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o na Amaz&ocirc;nia Ocidental. 2014. Tese (Doutorado em   Geografia) - Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, 19 set. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[9] SOUZA, I. A ponte Rio Negro e a   reestrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o na Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus: um olhar a partir   de Iranduba e Manacapuru. Manaus: Editora Reggo; UEA Edi&ccedil;&otilde;es, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[10] SILVA, F. B.; ELEOT&Eacute;RIO, E.; LIMA, M. O.   O quadro socioespacial da Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus: uma caracteriza&ccedil;&atilde;o a   partir de tr&ecirc;s subtotalidades (2010-2020). U&aacute;quiri - Revista do PPGGEO, v. 6,   n. 2, p. 7-28, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[11] SOUZA, R.; NASCIMENTO, S. Doen&ccedil;as e   agravos no contexto das grandes inunda&ccedil;&otilde;es graduais no Estado do Amazonas -   Brasil. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia M&eacute;dica e da Sa&uacute;de, v. 13, n.   26, p. 139-147, 7 dez. 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[12] TREGIDGO, D. et al. Tough fishing and   severe seasonal food insecurity in Amazonian flooded forests. People and   Nature, v. 2, n. 2, p. 468-482, 1 jun. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[13] COPERTINO, M.; PIEDADE, M. T. F.; VIEIRA,   I. C. G.; BUSTAMANTE, M. Desmatamento, fogo e clima est&atilde;o intimamente   conectados na Amaz&ocirc;nia. Ci&ecirc;ncia e Cultura, v. 71, n. 4, p. 4-5, out. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[14] FERRANTE, L.; FEARNSIDE, P. P. Picos de   fuma&ccedil;a em Manaus n&atilde;o podem ser atribu&iacute;dos &agrave;s queimadas do Par&aacute;, como afirma o   governo do Amazonas. Amaz&ocirc;nia Real, p. 1-15, 14 set. 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[15] MARENGO, J. Clima: extremos e desastres.   Revista ClimaCom, v. 12, n. 28, p. 1-21, 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[16] BARBI, F.; FERREIRA, L. Governing Climate   Change Risks: Implications for Mitigation and Adaptation. Fudan Journal of the   Humanities and Social Sciences, v. 9, n. 4, p. 589-606, 18 dez. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[17] IPCC - INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE   CHANGE. Climate Change 2023: Synthesis Report. Contribution of Working Groups   I, II and III to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on   Climate Change. Core Writing Team, H. Lee; J. Romero (eds.). Geneva: IPCC,   2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[18] CEREZINI, M. T.; CASTRO, C. N. de.   Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: desafios para a adapta&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es metropolitanas   brasileiras. Bras&iacute;lia, DF: Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea),   2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[19] BATISTA, A. An&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es do   transporte intermunicipal de passageiros da Regi&atilde;o Metropolitana de Manaus -   AM. 2021. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia de Transportes) - Universidade   Federal do Amazonas, Manaus, 2021.    </font></p>      ]]></body><back>
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