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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entre marés e jangadas: Resistência e adaptação climática no litoral brasileiro]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Justiça Climática]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cidades Costeiras]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250038</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Entre mar&eacute;s e jangadas: Resist&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica   no litoral brasileiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Pedro Henrique Campello<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professor na UNESP/CLP e no PROCAM/USP,   coordenador do LADAMPS (Laborat&oacute;rio de Pesquisas em Desigualdades Ambientais,   Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e Planejamento em Sistemas Socioecol&oacute;gicos). &Eacute; lead autor   do IPCC, SEVENTH ASSESSMENT REPORT (AR7), Working Group II: Impacts, Adaptation   and Vulnerability.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas cidades costeiras brasileiras, comunidades -   tradicionais e perif&eacute;ricas - desenvolvem formas pr&oacute;prias e resilientes de   adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, inspiradas em saberes tradicionais e cotidianos, como o   fandango cai&ccedil;ara e a leitura das mar&eacute;s. Frente &agrave; omiss&atilde;o do poder p&uacute;blico,   esses grupos sustentam pr&aacute;ticas engenhosas e silenciosas, fundamentais para   enfrentar as desigualdades clim&aacute;ticas que impactam de forma desproporcional os   territ&oacute;rios vulnerabilizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> Justi&ccedil;a Clim&aacute;tica; Adapta&ccedil;&atilde;o   Comunit&aacute;ria; Saberes Tradicionais; Cidades Costeiras</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas cidades costeiras brasileiras, a luta por justi&ccedil;a   clim&aacute;tica se parece com a vida nas palafitas erguidas sobre o mangue no litoral   paulista: um equil&iacute;brio fr&aacute;gil, mantido por quem aprendeu a sobreviver onde o   Estado falhou em garantir solo firme. Como os pescadores que leem as mar&eacute;s   antes que a ci&ecirc;ncia anuncie a cheia, essas comunidades sabem que a adapta&ccedil;&atilde;o   n&atilde;o &eacute; somente t&eacute;cnica &#151; &eacute; viv&ecirc;ncia di&aacute;ria, passada de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o. E   como as jangadas que enfrentam o mar do nordeste brasileiro com madeira leve e   vela, suas estrat&eacute;gias de sobreviv&ecirc;ncia s&atilde;o fr&aacute;geis aos olhos de quem olha de   fora, mas profundamente engenhosas para quem sabe navegar. Ap&oacute;s cada crise   clim&aacute;tica, quando o concreto racha e o discurso se esgota, s&atilde;o essas pr&aacute;ticas   que seguem flutuando &#151; silenciosas, resilientes, &agrave; espera de serem reconhecidas   como parte leg&iacute;tima do futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como no <i>fandango cai&ccedil;ara</i>,<sup>[1]</sup> onde cada   passo depende do outro e a dan&ccedil;a s&oacute; acontece no compasso coletivo, a adapta&ccedil;&atilde;o   clim&aacute;tica exige escuta, ritmo e coordena&ccedil;&atilde;o. Mas nas cidades costeiras, os que   dan&ccedil;am &agrave; beira do mangue &#151; perif&eacute;ricos, pescadores, marisqueiras, mestres da   cultura tradicional &#151; seguem tocando sua rabeca sozinhos, enquanto o   planejamento urbano desafina. O <i>fandango</i>, que nunca se aprendeu em   livros, &eacute; mem&oacute;ria encarnada em movimento &#151; como os saberes que resistem &agrave; mar&eacute;   alta e apontam caminhos ignorados por solu&ccedil;&otilde;es tecnocr&aacute;ticas. Assim, no mesmo   ritmo do <i>fandango cai&ccedil;ara</i>, as comunidades costeiras continuam a resistir   e a se adaptar, improvisando solu&ccedil;&otilde;es para os desafios clim&aacute;ticos, sem o apoio   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas adequadas.<sup>[2]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A urbaniza&ccedil;&atilde;o   acelerada do litoral brasileiro exp&otilde;e a sobreposi&ccedil;&atilde;o entre desigualdades   socioespaciais e riscos clim&aacute;ticos</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com mais de 7.000 km de extens&atilde;o e crescente urbaniza&ccedil;&atilde;o,<sup>[3]</sup> o litoral brasileiro &eacute; altamente vulner&aacute;vel &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como a   eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar e a saliniza&ccedil;&atilde;o de aqu&iacute;feros.<sup>[4, 5]</sup> Tais   impactos, embora globais, afetam desigualmente os territ&oacute;rios. A justi&ccedil;a   clim&aacute;tica oferece um caminho para compreender e enfrentar essas desigualdades.<sup>[6]</sup> A met&aacute;fora das <i>mar&eacute;s e jangadas</i>, presente no t&iacute;tulo, expressa   fragilidade e resist&ecirc;ncia. A teoria da "<i>Treadmill of Environmental   Governance</i>" <sup>[7]</sup> ajuda a analisar como a governan&ccedil;a ambiental   pode ser capturada, dificultando adapta&ccedil;&otilde;es mais justas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>As cidades costeiras sob press&atilde;o e desigualdades</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A urbaniza&ccedil;&atilde;o acelerada do litoral brasileiro exp&otilde;e a   sobreposi&ccedil;&atilde;o entre desigualdades socioespaciais e riscos clim&aacute;ticos.<sup>[8]</sup> Cidades como Recife, S&atilde;o Lu&iacute;s e Santos revelam como comunidades   vulnerabilizadas, em &aacute;reas de risco, sofrem com a eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar,   enchentes e eros&atilde;o. Esta produ&ccedil;&atilde;o urbana desigual reflete a a&ccedil;&atilde;o da especula&ccedil;&atilde;o   imobili&aacute;ria, da l&oacute;gica de mercado e da falta de planejamento territorial   integrado.<sup>[6, 9]</sup> Al&eacute;m das press&otilde;es ambientais, pescadores   artesanais, quilombolas, ribeirinhos e moradores de zonas de mar&eacute; seguem   marginalizados das decis&otilde;es. Segundo o Diagn&oacute;stico Brasileiro Marinho-Costeiro   sobre biodiversidade e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos,<sup>[10]</sup> essas   popula&ccedil;&otilde;es, que dependem dos ecossistemas costeiros para alimenta&ccedil;&atilde;o, sustento   e cultura, enfrentam degrada&ccedil;&atilde;o crescente e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas fragmentadas ou   ausentes.<sup>[11]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Eventos recentes refor&ccedil;am essa urg&ecirc;ncia e evidenciam como os   desastres ambientais afetam de forma desproporcional os territ&oacute;rios j&aacute; marcados   por vulnerabilidades. No Rio Grande do Sul (2024), chuvas hist&oacute;ricas provocaram   inunda&ccedil;&otilde;es catastr&oacute;ficas, com impactos concentrados em &aacute;reas perif&eacute;ricas e   carentes de infraestrutura.<sup>[12]</sup> Na Vila do Sahy (SP), deslizamentos   em 2023 evidenciaram a exposi&ccedil;&atilde;o de moradias prec&aacute;rias em encostas ocupadas por   popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, enquanto &aacute;reas tur&iacute;sticas pr&oacute;ximas mantiveram   prote&ccedil;&atilde;o e investimentos.<sup>[13]</sup> No Nordeste, Recife segue enfrentando   enchentes recorrentes em zonas vulnerabilizadas como Ibura e Mustardinha,<sup>[14]</sup> e em S&atilde;o Lu&iacute;s (2024), a eros&atilde;o costeira e as mar&eacute;s altas t&ecirc;m afetado   comunidades tradicionais, com pouca resposta estatal efetiva.<sup>[15]</sup> (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses epis&oacute;dios s&atilde;o exemplos claros do que Webster <i>et al</i>.   (2022) <sup>[7]</sup> denominam "esteira (<i>treadmill</i>) da governan&ccedil;a   ambiental": crises disruptivas que deveriam promover transforma&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas   acabam sendo absorvidas por mecanismos institucionais que evitam mudan&ccedil;as   estruturais. A resposta institucional tende a ser emergencial, fragmentada e   tecnocr&aacute;tica, muitas vezes ignorando a raiz social e pol&iacute;tica da   vulnerabilidade. A "<i>treadmill</i>" refor&ccedil;a, portanto, a capacidade do   sistema de manter o <i>status quo</i> &#151; protegendo os interesses dominantes,   mesmo diante de desastres.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de vulnerabilidade clim&aacute;tica nessas cidades n&atilde;o   pode ser dissociada das injusti&ccedil;as hist&oacute;ricas, raciais e territoriais que   moldam o acesso desigual &agrave; infraestrutura, &agrave; terra e aos direitos. Conforme   destaca Shi <i>et al</i>. (2016),<sup>[16]</sup> abordagens que ignoram essas   dimens&otilde;es tendem a refor&ccedil;ar a exclus&atilde;o, mesmo quando travestidas de   "resili&ecirc;ncia". A compreens&atilde;o cr&iacute;tica da press&atilde;o sobre as cidades costeiras   requer, portanto, integrar o enfrentamento da crise clim&aacute;tica com pol&iacute;ticas   redistributivas e de reconhecimento, ou seja, instrumentos de gest&atilde;o   participativa e prote&ccedil;&atilde;o aos modos de vida tradicionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e adapta&ccedil;&atilde;o urbana: Governan&ccedil;a   ambiental e a esteira da desigualdade</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A adapta&ccedil;&atilde;o urbana &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; frequentemente   concebida como um processo t&eacute;cnico e incremental &#151; constru&ccedil;&atilde;o de   infraestruturas de conten&ccedil;&atilde;o, drenagem, sistemas de alerta e revis&atilde;o de planos   diretores. No entanto, essa abordagem, centrada em solu&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e descolada   das din&acirc;micas sociais, tende a resultar em "adapta&ccedil;&atilde;o injusta": pol&iacute;ticas que,   embora mitigando riscos ambientais, aprofundam desigualdades socioespaciais.<sup>[6]</sup> O conceito de "<i>treadmill of environmental governance</i>" <sup>[7]</sup> oferece uma chave anal&iacute;tica potente para compreender como pol&iacute;ticas p&uacute;blicas   clim&aacute;ticas, mesmo quando bem intencionadas, acabam por refor&ccedil;ar as   desigualdades estruturais ao se submeterem &agrave;s exig&ecirc;ncias do crescimento   econ&ocirc;mico, da ordem tecnocr&aacute;tica e da estabilidade institucional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, o discurso da "resili&ecirc;ncia" tem sido apropriado   por agentes p&uacute;blicos e privados como estrat&eacute;gia de legitima&ccedil;&atilde;o de projetos que   mant&ecirc;m as estruturas desiguais de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e de acesso aos   servi&ccedil;os urbanos. Conforme apontado por Shi <i>et al</i>. (2016),<sup>[16]</sup> a verdadeira transforma&ccedil;&atilde;o exige ir al&eacute;m do discurso t&eacute;cnico e incluir a   redistribui&ccedil;&atilde;o de poder pol&iacute;tico, o reconhecimento das injusti&ccedil;as hist&oacute;ricas e   a repara&ccedil;&atilde;o dos danos acumulados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, h&aacute; forte depend&ecirc;ncia de recursos federais,   enquanto munic&iacute;pios acumulam responsabilidades ambientais sem capacidade   institucional. Isso dificulta planos locais de adapta&ccedil;&atilde;o com participa&ccedil;&atilde;o   social, sobretudo em &aacute;reas perif&eacute;ricas e territ&oacute;rio de povos e comunidades   tradicionais. A pesca artesanal, guiada pelas mar&eacute;s, expressa uma adapta&ccedil;&atilde;o   cotidiana e resiliente, em contraste com pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que chegam tarde.   As mar&eacute;s ensinam que se adaptar &eacute; sobreviver. J&aacute; as palafitas do litoral paulista,   embora s&iacute;mbolo de precariedade, tamb&eacute;m representam a resist&ecirc;ncia das   comunidades costeiras frente &agrave;s mudan&ccedil;as e desigualdades hist&oacute;ricas. Elas   representam um equil&iacute;brio inst&aacute;vel, pois, assim como as palafitas sobre o   mangue, muitas dessas comunidades vivem vulner&aacute;veis &agrave; mar&eacute; e ao esquecimento   pol&iacute;tico, mas sustentadas por saberes que resistem &agrave;s &aacute;guas que sobem. (<a href="#fig02">Figura   2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a03fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A compreens&atilde;o   cr&iacute;tica da press&atilde;o sobre as cidades costeiras requer, portanto, integrar o   enfrentamento da crise clim&aacute;tica com pol&iacute;ticas redistributivas e de   reconhecimento</i>."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A esteira da desigualdade clim&aacute;tica se mant&eacute;m, portanto,   quando as pol&iacute;ticas de adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pensadas como solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas   desconectadas dos contextos sociais. Romper essa din&acirc;mica requer uma governan&ccedil;a   multiescalar, que articule Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios em torno de diretrizes   comuns de justi&ccedil;a clim&aacute;tica, mas que reconhe&ccedil;a a autonomia dos territ&oacute;rios e   valorize o protagonismo das comunidades locais na formula&ccedil;&atilde;o das respostas.<sup>[17]</sup> Essa mudan&ccedil;a implica n&atilde;o somente ajustes administrativos, mas uma transforma&ccedil;&atilde;o   profunda da cultura pol&iacute;tica e institucional que molda o planejamento urbano e   ambiental no Brasil. Como prop&otilde;e Maria Alice Resende de Carvalho ao tratar da   "cidade escassa" (1995),<sup>[18]</sup> &eacute; poss&iacute;vel compreender a precariedade   urbana n&atilde;o como aus&ecirc;ncia acidental de pol&iacute;ticas, mas como parte de uma   racionalidade seletiva de gest&atilde;o da escassez &#151; um arranjo institucional que   naturaliza a exclus&atilde;o e fragiliza a cidadania nas margens da cidade formal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas cidades costeiras brasileiras, essa l&oacute;gica se manifesta   de forma aguda: comunidades ribeirinhas, quilombolas e cai&ccedil;aras s&atilde;o empurradas   para &aacute;reas fr&aacute;geis e invisibilizadas, onde a vulnerabilidade clim&aacute;tica se soma   &agrave; nega&ccedil;&atilde;o de direitos. Sem infraestrutura ou reconhecimento pol&iacute;tico, a   adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, se descolada das causas estruturais, tende a perpetuar   desigualdades hist&oacute;ricas no territ&oacute;rio. A adapta&ccedil;&atilde;o eficaz deve ser   transformadora, enfrentando causas estruturais da vulnerabilidade, como desigualdade   fundi&aacute;ria, concentra&ccedil;&atilde;o de renda e o racismo ambiental. Nas cidades costeiras   brasileiras, isso se expressa na aplica&ccedil;&atilde;o desigual das normas ambientais e na   invisibiliza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es tradicionais. Guimar&atilde;es e Pinto (2019)<sup>[19]</sup> mostram como, no Horto (RJ), argumentos ambientais serviram &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de   moradores pobres, enquanto empreendimentos de luxo permanecem intocados &#151;   l&oacute;gica comum na produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o no litoral brasileiro.<sup>[20]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A seletividade na aplica&ccedil;&atilde;o das leis ambientais revela uma   l&oacute;gica excludente que penaliza comunidades tradicionais e racializadas.   Herculano (2008)<sup>[21]</sup> ressalta que enfrentar o racismo ambiental   exige evitar que certos grupos suportem desproporcionalmente os danos das   pol&iacute;ticas ambientais &#151; ou da aus&ecirc;ncia delas. Nas cidades costeiras, isso se   traduz na marginaliza&ccedil;&atilde;o de comunidades historicamente enraizadas, que   enfrentam riscos agravados pela neglig&ecirc;ncia estatal. Casos incluem remo&ccedil;&otilde;es sem   reassentamento digno, cria&ccedil;&atilde;o de parques lineares sem participa&ccedil;&atilde;o popular e   tecnologias de monitoramento clim&aacute;tico inacess&iacute;veis a popula&ccedil;&otilde;es sem   conectividade digital. Essas a&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;am a "adapta&ccedil;&atilde;o de fachada" &#151; eficaz   para os &iacute;ndices, mas injusta para os afetados. A adapta&ccedil;&atilde;o s&oacute; ser&aacute; justa quando   for democr&aacute;tica em sua formula&ccedil;&atilde;o e redistributiva em seus efeitos. Isso exige   sair da esteira da governan&ccedil;a ambiental tradicional e adotar pr&aacute;ticas que   reconhe&ccedil;am e valorizem as diferentes formas de exist&ecirc;ncia, resist&ecirc;ncia e   planejamento que emergem dos territ&oacute;rios costeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas cidades costeiras, essa l&oacute;gica se atualiza na gest&atilde;o   desigual dos riscos clim&aacute;ticos, na invisibiliza&ccedil;&atilde;o de comunidades tradicionais   e na sistem&aacute;tica aus&ecirc;ncia de prote&ccedil;&atilde;o estatal frente a desastres recorrentes.   Contra essa pol&iacute;tica da morte &#151; que decide quem deve viver e quem pode morrer &#151;   emergem pr&aacute;ticas de resist&ecirc;ncia cotidiana, onde o cuidado coletivo, os saberes   ancestrais e a luta por perman&ecirc;ncia se afirmam como estrat&eacute;gias de vida. A   resist&ecirc;ncia costeira, assim, n&atilde;o &eacute; apenas uma resposta &agrave; crise ambiental, mas   uma recusa ativa &agrave; desumaniza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Assim, a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica nas   comunidades costeiras &eacute; constru&iacute;da, dia ap&oacute;s dia, no improviso e na reinven&ccedil;&atilde;o.   N&atilde;o se trata de planos complexos em gabinetes, mas de um caminho que se conhece   andando, dan&ccedil;ando, resistindo &agrave; mar&eacute; alta e &agrave; injusti&ccedil;a clim&aacute;tica.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A seletividade   na aplica&ccedil;&atilde;o das leis ambientais revela uma l&oacute;gica excludente que penaliza   comunidades tradicionais e racializadas</i>."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Caminhos para a justi&ccedil;a clim&aacute;tica no litoral</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O "caminho se conhece andando", canta Chico C&eacute;sar (2008),<sup>[22]</sup> e talvez sejam os passos dan&ccedil;ados das comunidades costeiras &#151; no compasso do   fandango, no desfile da <i>Chegan&ccedil;a</i> ou no cortejo do <i>Bumba Meu Boi</i> &#151;   que melhor traduzem o que significa adaptar-se diante da crise clim&aacute;tica.   Enquanto os planos urbanos muitas vezes encenam batalhas fict&iacute;cias, como nas   representa&ccedil;&otilde;es da <i>Marujada</i>, as popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas e cai&ccedil;aras seguem   andando: improvisando, cuidando da terra, da &aacute;gua e da mem&oacute;ria. Sua adapta&ccedil;&atilde;o   n&atilde;o &eacute; feita em laborat&oacute;rios nem gabinetes, mas na travessia di&aacute;ria sobre o   mangue, no saber oral, no corpo em movimento. A justi&ccedil;a clim&aacute;tica, para elas,   n&atilde;o &eacute; promessa futura, mas pr&aacute;tica presente &#151; mesmo que o boi caia, mesmo que a   mar&eacute; suba.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante das evid&ecirc;ncias apresentadas, torna-se imperativo que   a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica nas cidades costeiras brasileiras precise ultrapassar a   l&oacute;gica da conten&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e avan&ccedil;ar em dire&ccedil;&atilde;o a pol&iacute;ticas transformadoras,   baseadas em justi&ccedil;a social, redistribui&ccedil;&atilde;o territorial e participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;.   Para isso, propomos dire&ccedil;&otilde;es concretas que incorporam as li&ccedil;&otilde;es da literatura   cr&iacute;tica, dos relat&oacute;rios internacionais e dos casos brasileiros recentes:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="verdana">Refor&ccedil;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o popular: garantir que pol&iacute;ticas     p&uacute;blicas de adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica sejam elaboradas com participa&ccedil;&atilde;o ativa     das comunidades afetadas, especialmente grupos historicamente     marginalizados como pescadores, quilombolas, povos origin&aacute;rios e moradores     de zonas de mar&eacute;.</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">Reconhecimento dos saberes territoriais: integrar     conhecimentos tradicionais, comunit&aacute;rios e cient&iacute;ficos nos processos     decis&oacute;rios, reconhecendo os diferentes modos de vida e formas de ocupa&ccedil;&atilde;o     costeira.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Prioriza&ccedil;&atilde;o e Prote&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios vulnerabilizados:     instrumentos jur&iacute;dicos que assegurem perman&ecirc;ncia, infraestrutura e     investimento p&uacute;blico em &aacute;reas perif&eacute;ricas e amea&ccedil;adas.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Avalia&ccedil;&atilde;o distributiva das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: realizar     avalia&ccedil;&otilde;es de impacto territorial e socioecon&ocirc;mico das medidas de     adapta&ccedil;&atilde;o, para evitar a reprodu&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;as (como remo&ccedil;&otilde;es,     gentrifica&ccedil;&atilde;o verde ou exclus&atilde;o digital).</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Educa&ccedil;&atilde;o ambiental e inclus&atilde;o digital: ampliar pol&iacute;ticas     p&uacute;blicas voltadas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; sobre justi&ccedil;a clim&aacute;tica e &agrave;     democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso a tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e monitoramento.</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">Coordena&ccedil;&atilde;o federativa justa: criar mecanismos de     governan&ccedil;a multiescalar, cons&oacute;rcios, nos quais Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios     compartilhem responsabilidades com base na equidade e na escuta     territorial.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">A inclus&atilde;o de espa&ccedil;os deliberativos nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &eacute;   essencial para uma gest&atilde;o mais democr&aacute;tica e responsiva. Para Jacobi (2005),<sup>[23]</sup> esses espa&ccedil;os fortalecem a participa&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o, especialmente   em territ&oacute;rios vulnerabilizados, como comunidades costeiras. No entanto, o   mesmo autor adverte que, apesar da expans&atilde;o desses mecanismos, muitos f&oacute;runs   ainda n&atilde;o superam desigualdades socioecon&ocirc;micas e cognitivas, favorecendo   grupos mais articulados. Assim, comunidades tradicionais continuam   sub-representadas em decis&otilde;es que afetam diretamente seus territ&oacute;rios e modos   de vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desde 1994, quando Chico Science denunciava o abismo urbano   com o verso "o de cima sobe e o de baixo desce",<sup>[24]</sup> at&eacute; 2016,   quando BaianaSystem alertava: "tirem as constru&ccedil;&otilde;es da minha praia, n&atilde;o consigo   respirar, especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria e o petr&oacute;leo em alto mar",<sup>[25]</sup> passaram-se mais de duas d&eacute;cadas de crescimento desordenado nas cidades   costeiras brasileiras. Nesse tempo, o avan&ccedil;o do capital sobre o litoral n&atilde;o   apenas sufocou os territ&oacute;rios populares, mas tamb&eacute;m encenou uma vers&atilde;o   distorcida do progresso &#151; onde a paisagem mar&iacute;tima, antes comunal, tornou-se   mercadoria &agrave; beira-mar. A cidade que n&atilde;o para &eacute;, na verdade, uma engrenagem que   acelera para poucos, enquanto empurra muitos para o fundo da mar&eacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Como as palafitas que resistem no mangue, essas comunidades   sobrevivem em equil&iacute;brio inst&aacute;vel, amea&ccedil;adas por deslizamentos, remo&ccedil;&otilde;es e pelo   esquecimento institucional. Como no <i>fandango cai&ccedil;ara</i>, onde o compasso da   dan&ccedil;a depende da escuta coletiva, a justi&ccedil;a clim&aacute;tica exige ritmo comum &#151; mas   os que dan&ccedil;am &agrave; beira da crise seguem tocando sozinhos. A especula&ccedil;&atilde;o   imobili&aacute;ria avan&ccedil;a como um cortejo descompassado, ignorando o saber mar&iacute;timo de   pescadores e marisqueiras que, como as jangadas cearenses, enfrentam com leveza   e bravura o peso da neglig&ecirc;ncia. O que se v&ecirc; &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o da <i>Chegan&ccedil;a</i>:   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que encenam enfrentamentos heroicos, mas que, na pr&aacute;tica,   permanecem como batalhas simb&oacute;licas. A luta por respirar e permanecer no   litoral &eacute; mais que sobreviv&ecirc;ncia: &eacute; resist&ecirc;ncia encarnada, dan&ccedil;a coletiva,   mem&oacute;ria viva contra a mar&eacute; alta da mercantiliza&ccedil;&atilde;o urbana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A crise clim&aacute;tica nas cidades costeiras brasileiras n&atilde;o pode   ser enfrentada com as mesmas ferramentas institucionais que contribu&iacute;ram para   sua forma&ccedil;&atilde;o. Quando as respostas se restringem a solu&ccedil;&otilde;es tecnocr&aacute;ticas e   centralizadas, elas tendem a refor&ccedil;ar as desigualdades hist&oacute;ricas e   invisibilizar os sujeitos mais impactados. A no&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a clim&aacute;tica,   articulado &agrave; teoria da "<i>treadmill of environmental governance</i>", permite   compreender por que tantas medidas fracassam em promover uma transforma&ccedil;&atilde;o   real.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A justi&ccedil;a clim&aacute;tica, nesse sentido, &eacute; mais que um ideal   normativo: &eacute; uma pr&aacute;tica pol&iacute;tica concreta que deve reorientar toda a l&oacute;gica do   planejamento urbano, da gest&atilde;o ambiental e da rela&ccedil;&atilde;o entre Estado, sociedade e   territ&oacute;rio no contexto da emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica. A adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica nas   cidades costeiras brasileiras n&atilde;o pode ser compreendida apenas como um desafio   t&eacute;cnico ou ambiental, mas como uma quest&atilde;o profundamente pol&iacute;tica, territorial   e hist&oacute;rica. O que se desenha ao longo deste texto &eacute; o retrato de um litoral   onde favelas e comunidades urbanas, bem como comunidades tradicionais &#151;   pescadores, marisqueiras, ribeirinhos, quilombolas, cai&ccedil;aras &#151; resistem   cotidianamente &agrave; l&oacute;gica da exclus&atilde;o, improvisando solu&ccedil;&otilde;es enraizadas em   saberes ancestrais e pr&aacute;ticas coletivas. Diante da necropol&iacute;tica clim&aacute;tica que   silencia e desprotege os mais vulnerabilizados, essas popula&ccedil;&otilde;es constroem   estrat&eacute;gias de vida que rompem com a falsa neutralidade das pol&iacute;ticas   tecnocr&aacute;ticas e exp&otilde;em os limites de uma governan&ccedil;a ambiental capturada por   interesses hegem&ocirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para romper com essa circularidade, &eacute; urgente adotar uma   adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica transformadora: redistributiva, plural, participativa e   atenta &agrave;s desigualdades estruturais que moldam o litoral brasileiro. Isso   implica reconhecer os territ&oacute;rios e as comunidades costeiras n&atilde;o como   benefici&aacute;rias passivas, mas como protagonistas de outro modelo de cidade, de   pol&iacute;tica e de futuro. Como no <i>fandango cai&ccedil;ara</i>, s&oacute; h&aacute; adapta&ccedil;&atilde;o real   quando h&aacute; escuta, ritmo e constru&ccedil;&atilde;o coletiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O autor agradece &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado   de S&atilde;o Paulo (FAPESP) pelo apoio financeiro [Processo nº 2023/12037-8]. Assim   como o CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, no   &acirc;mbito do projeto Abrigos Clim&aacute;ticos no Litoral de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[1] DIEGUES, Ant&ocirc;nio Carlos; COELHO, Daniela Maria Tavares.   O registro do fandango cai&ccedil;ara e sua efic&aacute;cia. <i>Viv&ecirc;ncia: Revista de   Antropologia</i>, v. 1, n. 44, 2015. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="https://censo2022.ibge.gov.br" target="_blank">https://censo2022.ibge.gov.br</a>. Acesso em: 9 jun. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[4] NICOLODI, Jo&atilde;o Luiz; PETERMANN, Rafael Mueller. Mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas e a vulnerabilidade da zona costeira do Brasil: aspectos ambientais,   sociais e tecnol&oacute;gicos. <i>Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, v. 10, n.   2, p. 151-177, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[5] SOUZA, C&eacute;lia <i>et al</i>. Os ecossistemas costeiros   frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no Brasil: efeitos da eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar.   [S. l.: s. n.], 2022. Dispon&iacute;vel em:   <a href="https://www.researchgate.net/publication/364348843" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/364348843</a>. Acesso em: 9 jun. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[6] TORRES, Pedro Henrique Campello <i>et al. Alea   jacta est: o que faremos face aos ferinos impactos desiguais das mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas? Cadernos da Defensoria P&uacute;blica do Estado de S&atilde;o Paulo</i>, v. 4, p.   16-28, 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[7] WEBSTER, D G. <i>et al</i>. Learning from the past:   pandemics and the governance treadmill. <i>Sustainability</i>, v. 14, n. 6, p.   3683, 2022. DOI: <a href="https://doi.org/10.3390/su14063683" target="_blank">https://doi.org/10.3390/su14063683</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[8] HORTA, Paulo <i>et al</i>. 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Racismo ambiental e aplica&ccedil;&atilde;o diferenciada das normas ambientais: uma   aproxima&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre os casos da comunidade do Horto Florestal e do   condom&iacute;nio Canto e Mello (G&aacute;vea/RJ). <i>Desigualdade &amp; Diversidade   (PUC-Rio)</i>, v. 17, p. 89-106, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[20] TORRES, Pedro Henrique Campello <i>et al</i>. Green   gentrification and contemporary capitalist production of space: notes from   Brazil. <i>Cahiers des Am&eacute;riques Latines</i>, n. 97, p. 185-210, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[21] HERCULANO, Selene. O clamor por justi&ccedil;a ambiental e   contra o racismo ambiental. <i>InterfacEHS</i>, v. 3, p. 113-120, 2008. Edi&ccedil;&atilde;o   em portugu&ecirc;s.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[22] C&Eacute;SAR, Chico. <i>Deus me proteja</i>. In: <i>FRANCISCO, forr&oacute; y frevo</i> [CD]. 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