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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios para Efetivação da Governança Ambiental e Climática na Cidade de Natal, Nordeste do Brasil]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças Climáticos, Gestão Urbana]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250040</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Desafios para Efetiva&ccedil;&atilde;o da Governan&ccedil;a Ambiental e Clim&aacute;tica   na Cidade de Natal, Nordeste do Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Zoraide Souza Pessoa<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Doutora em Ambiente e Sociedade pela Universidade   Estadual de Campinas (UNICAMP), professora do Instituto de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas (IPP)   e coordenadora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos Urbanos e Regionais (PPEUR)   e Laborat&oacute;rio Interdisciplinar Sociedades Ambientes e Territ&oacute;rios (LISAT) da Universidade   Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica em Natal, capital do Rio Grande   do Norte, enfrenta desafios que comprometem o equil&iacute;brio socioambiental e clim&aacute;tico   da cidade, tanto no presente quanto no futuro. Nos &uacute;ltimos mandatos municipais,   a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica n&atilde;o t&ecirc;m orientado as a&ccedil;&otilde;es de forma   compartilhada, transparente ou efetiva. Entre os exemplos est&atilde;o a revis&atilde;o do plano   diretor em 2022, interven&ccedil;&otilde;es de estrutura&ccedil;&atilde;o urbana, como a engorda da orla na   Praia de Ponta Negra, a elabora&ccedil;&atilde;o do Plano de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica sem debate participativo   e altera&ccedil;&otilde;es recentes nas Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental &#151; que historicamente funcionam   como amortecedores socioambientais e clim&aacute;ticos. Essas a&ccedil;&otilde;es refletem uma concep&ccedil;&atilde;o   de cidade segmentada, desigual e pouco inclusiva, gerando rela&ccedil;&otilde;es conflituosas   e fragilizando a gest&atilde;o ambiental e urbana compartilhada. Este artigo analisa como   tais medidas de estrutura&ccedil;&atilde;o urbana podem comprometer a j&aacute; debilitada governan&ccedil;a   ambiental e clim&aacute;tica de Natal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras Chaves:</b> Cidades; Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticos, Gest&atilde;o   Urbana; Riscos; Governan&ccedil;a Clim&aacute;tica</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o uma crise global, mas que demandam   respostas locais, exigindo governan&ccedil;as mais participativas e integradas em diferentes   n&iacute;veis, especialmente nas cidades. No caso de Natal, no Rio Grande do Norte, a governan&ccedil;a   ambiental e clim&aacute;tica enfrenta processos que comprometem o equil&iacute;brio socioambiental   e clim&aacute;tico, tanto no presente quanto no futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos &uacute;ltimos governos municipais, a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e o equil&iacute;brio   clim&aacute;tico n&atilde;o t&ecirc;m orientado as a&ccedil;&otilde;es de forma compartilhada, transparente, efetiva   e integrada &agrave; gest&atilde;o urbana. Um exemplo disso foi o processo de revis&atilde;o do Plano   Diretor, em 2022, e as recentes iniciativas de estrutura&ccedil;&atilde;o urbana, como a engorda   da orla da Praia de Ponta Negra e a elabora&ccedil;&atilde;o do Plano de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica sem espa&ccedil;os   participativos mais amplos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas a&ccedil;&otilde;es seguem uma concep&ccedil;&atilde;o de cidade que n&atilde;o &eacute; inclusiva,   mas segmentada, marcada por expressivas diferencia&ccedil;&otilde;es espaciais, rela&ccedil;&otilde;es conflituosas   e pela fragiliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o ambiental e urbana compartilhada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este artigo tem como objetivo examinar, de forma explorat&oacute;ria,   como as recentes a&ccedil;&otilde;es de estrutura&ccedil;&atilde;o urbana em Natal podem afetar a governan&ccedil;a   ambiental e clim&aacute;tica. Metodologicamente, adota-se uma an&aacute;lise descritiva. O texto   est&aacute; organizado em introdu&ccedil;&atilde;o, duas se&ccedil;&otilde;es principais e considera&ccedil;&otilde;es finais. Na   primeira se&ccedil;&atilde;o, discute-se o planejamento urbano e os desafios da governan&ccedil;a ambiental   e clim&aacute;tica nas cidades. A segunda se&ccedil;&atilde;o apresenta uma an&aacute;lise das recentes a&ccedil;&otilde;es   de gest&atilde;o urbana e clim&aacute;tica em Natal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Planejamento urbano e os desafios da governan&ccedil;a ambiental   e clim&aacute;tica em cidades</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o mais apenas um fen&ocirc;meno f&iacute;sico,   mas tamb&eacute;m social.<sup>[1,2]</sup> Elas t&ecirc;m produzido novas percep&ccedil;&otilde;es sobre os   riscos associados a fen&ocirc;menos naturais, decorrentes do aumento da frequ&ecirc;ncia e intensidade   de eventos extremos, como ondas de calor, secas, estiagens, enchentes e inunda&ccedil;&otilde;es,   registrados nos &uacute;ltimos anos, os quais revelam o despreparo das cidades e de suas   popula&ccedil;&otilde;es em todo o mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A repeti&ccedil;&atilde;o desses eventos tem gerado maior preocupa&ccedil;&atilde;o individual   e coletiva, al&eacute;m de alguma mobiliza&ccedil;&atilde;o de agentes p&uacute;blicos e da sociedade, ainda   que de forma limitada.<sup>[3]</sup> Apesar do aumento na frequ&ecirc;ncia e gravidade   dos desastres e de seus impactos multidimensionais, n&atilde;o houve avan&ccedil;o significativo   na governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica. Exemplos recentes, como a paralisa&ccedil;&atilde;o de mais   de 70% das cidades do Rio Grande do Sul em 2024 devido a eventos clim&aacute;ticos extremos,   indicam que essa situa&ccedil;&atilde;o tende a se repetir. Ainda assim, o tema pouco influenciou   os planos de governo dos candidatos nas elei&ccedil;&otilde;es municipais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A lentid&atilde;o das decis&otilde;es que favorecem respostas mais eficazes   de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas pode ser atribu&iacute;da a fatores como   a baixa percep&ccedil;&atilde;o dos riscos clim&aacute;ticos, o distanciamento em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas,   a escassez de recursos financeiros, a aus&ecirc;ncia de vontade pol&iacute;tica, al&eacute;m de ideologias   negacionistas e da normaliza&ccedil;&atilde;o dos riscos.<sup>[4]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica refere-se a processos que   envolvem diferentes atores sociais e institucionais na defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o   de a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; gest&atilde;o ambiental e &agrave;s respostas &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Na maioria   das cidades brasileiras, esse tema ainda n&atilde;o &eacute; tratado de forma estrat&eacute;gica, sobretudo   sob uma abordagem participativa e multissetorial. A governan&ccedil;a envolve a&ccedil;&otilde;es, estruturas,   pol&iacute;ticas, recursos e mecanismos de acompanhamento, devendo ser orientada pela transpar&ecirc;ncia   e pela justi&ccedil;a. No contexto da crise ambiental e clim&aacute;tica, as respostas exigem   integra&ccedil;&atilde;o entre diferentes n&iacute;veis de governan&ccedil;a, articulando iniciativas locais   e globais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As cidades brasileiras   contam com poucas iniciativas que integrem planejamento urbano com a&ccedil;&otilde;es ambientais   e clim&aacute;ticas de mitiga&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o de riscos</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro aspecto importante da governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica   diz respeito a a&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter territorial, urbano, social e produtivo, entre outros.   Isso &eacute; particularmente evidente no contexto das cidades, que concentram processos   complexos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, grandes popula&ccedil;&otilde;es e defici&ecirc;ncias no direito e acesso   &agrave; cidade de forma justa, inclusiva, equitativa e distributiva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, as cidades s&atilde;o territ&oacute;rios especialmente sens&iacute;veis   aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, exigindo maior a&ccedil;&atilde;o local e uma gest&atilde;o mais   ativa para enfrent&aacute;-los. Isso requer tanto a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o, voltadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o   das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, quanto medidas de adapta&ccedil;&atilde;o, com foco em   antecipar, preparar e amortecer os impactos das amea&ccedil;as clim&aacute;ticas.<sup>[5]</sup> Atualmente, por&eacute;m, as cidades brasileiras contam com poucas iniciativas que integrem   planejamento urbano com a&ccedil;&otilde;es ambientais e clim&aacute;ticas de mitiga&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e   redu&ccedil;&atilde;o de riscos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, a pol&iacute;tica urbana brasileira encontra-se desatualizada   e precisa rever seus instrumentos urban&iacute;sticos para incluir efetivamente as dimens&otilde;es   ambiental e clim&aacute;tica, especialmente no que se refere ao ordenamento territorial.   Nesse sentido, os planos diretores podem desempenhar papel fundamental na promo&ccedil;&atilde;o   de mudan&ccedil;as no planejamento urbano nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, j&aacute; que s&atilde;o instrumentos   reconhecidos pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No entanto, o Estatuto da Cidade (BRASIL, 2021) <sup>[6]</sup> aborda de forma superficial, sem integra&ccedil;&atilde;o plena, as dimens&otilde;es ambiental e clim&aacute;tica   em seus dispositivos normativos e legais, nos par&acirc;metros que regem a Pol&iacute;tica Urbana   Nacional. A Lei trata do meio ambiente em tr&ecirc;s pontos principais: evitar e corrigir   distor&ccedil;&otilde;es do crescimento urbano (Art. 1º, IV); proteger, preservar e recuperar   o meio ambiente natural e constru&iacute;do, bem como o patrim&ocirc;nio cultural, hist&oacute;rico,   art&iacute;stico, paisag&iacute;stico e arqueol&oacute;gico (Art. 1º, XII); e garantir a participa&ccedil;&atilde;o   do poder p&uacute;blico municipal e da popula&ccedil;&atilde;o em decis&otilde;es sobre empreendimentos com   poss&iacute;veis impactos negativos ao ambiente ou &agrave; seguran&ccedil;a (Art. 1º, XIII).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; fato que menos de 1% das cidades brasileiras possuem Planos   de A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica (PLAC), incluindo apenas 13 das 27 capitais. H&aacute; poucos   avan&ccedil;os em pol&iacute;ticas municipais ou estaduais de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e, quando existem,   elas priorizam medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o voltadas para a mobilidade urbana, com pouca   aten&ccedil;&atilde;o &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, &eacute; fundamental fortalecer a governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica   nas cidades. Estrat&eacute;gias que promovam o equil&iacute;brio ambiental e o bem-estar urbano   tornam-se essenciais diante dos desafios globais, sobretudo considerando o crescimento   desigual da popula&ccedil;&atilde;o urbana. &Eacute; crucial agir sobre as vulnerabilidades sociais e   ambientais para reduzir riscos associados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse sentido, diferentes popula&ccedil;&otilde;es podem ser afetadas de formas   distintas pelos riscos clim&aacute;ticos. Crian&ccedil;as e idosos, por exemplo, est&atilde;o mais expostos   a eventos extremos como calor intenso, enchentes, inunda&ccedil;&otilde;es e secas. Por isso,   o planejamento urbano deve considerar a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica como estrat&eacute;gia de prote&ccedil;&atilde;o,   j&aacute; que a mortalidade e a morbidade tendem a aumentar nesses contextos.<sup>[7, 8]</sup> Popula&ccedil;&otilde;es envelhecidas, beb&ecirc;s e crian&ccedil;as constituem grupos naturalmente vulner&aacute;veis   durante per&iacute;odos de extremos clim&aacute;ticos.<sup>[9, 10]</sup> Evid&ecirc;ncias demonstram   ainda a influ&ecirc;ncia das atividades humanas sobre o clima, alterando padr&otilde;es de diversos   sistemas socioecol&oacute;gicos.<sup>[1, 2]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante das evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas   apresentadas pelo IPCC (2023),<sup>[1]</sup> os cen&aacute;rios de impacto afetar&atilde;o sistemas   sociais, ecol&oacute;gicos e produtivos em escala global e local. As cidades s&atilde;o particularmente   vulner&aacute;veis a m&uacute;ltiplos impactos negativos, como inunda&ccedil;&otilde;es, preju&iacute;zos &agrave; infraestrutura,   setores econ&ocirc;micos, disponibilidade de &aacute;gua, produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, sa&uacute;de p&uacute;blica,   bem-estar e &agrave; diversidade biol&oacute;gica e social dos ecossistemas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quest&otilde;es como cobertura vegetal, uso do solo, manejo da &aacute;gua,   fontes de energia limpa, mobilidade urbana e atividades produtivas prim&aacute;rias, secund&aacute;rias   e terci&aacute;rias sustent&aacute;veis ser&atilde;o desafios centrais para o planejamento urbano nas   pr&oacute;ximas duas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O horizonte at&eacute; 2050 imp&otilde;e grandes desafios &agrave;s cidades, que precisar&atilde;o   planejar o uso do solo de forma a equilibrar infraestrutura urbana e &aacute;reas verdes,   com foco em mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Entretanto, a integra&ccedil;&atilde;o   efetiva da agenda clim&aacute;tica ao planejamento urbano ainda enfrenta barreiras e controv&eacute;rsias.<sup>[8]</sup> Esse &eacute; o caso de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que ser&aacute; analisado na pr&oacute;xima   se&ccedil;&atilde;o, com destaque para os avan&ccedil;os e dificuldades na gest&atilde;o urbana frente &agrave;s mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas de forma integrada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Recuos e controv&eacute;rsias na governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica   de Natal</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Natal &eacute; a capital e principal cidade entre as 167 que comp&otilde;em   o estado do Rio Grande do Norte. &Eacute; tamb&eacute;m uma capital regional do Nordeste e centro   de uma regi&atilde;o metropolitana formada por quinze munic&iacute;pios, com diferentes graus   de integra&ccedil;&atilde;o urbana, marcada por uma estrutura social desigual e por rela&ccedil;&otilde;es centralizadas   e perif&eacute;ricas predominantes. Devido &agrave; sua configura&ccedil;&atilde;o natural e f&iacute;sica, Natal tornou-se   um importante destino tur&iacute;stico nacional e internacional, recebendo milhares de   visitantes por ano. O turismo tem impactado fortemente os processos urbanos da cidade   e gerado conflitos socioambientais nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.<sup>[11, 12]</sup> Desde   a d&eacute;cada de 1970, a especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria e tur&iacute;stica tem se contraposto ao desenvolvimento   urbano planejado e sustent&aacute;vel, que respeite os limites ambientais e busque promover   bem-estar, reduzindo a vulnerabilidade aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nos &uacute;ltimos anos, gest&otilde;es municipais de car&aacute;ter utilitarista   t&ecirc;m promovido a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de bases m&iacute;nimas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental   estabelecidas por planos diretores anteriores. Isso resulta em medidas que enfraquecem   a governan&ccedil;a socioambiental e clim&aacute;tica de Natal, ampliando a vulnerabilidade do   territ&oacute;rio e da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cidade possui cerca de 751.300 habitantes (IBGE, 2022), distribu&iacute;dos   em quatro zonas e 21 bairros. Muitos desses bairros est&atilde;o inseridos em dez Zonas   de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (ZPAs), destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, &agrave; restri&ccedil;&atilde;o de   uso e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de aspectos paisag&iacute;sticos, hist&oacute;ricos e cient&iacute;ficos. As ZPAs foram   delimitadas pela primeira vez no Plano Diretor de 1994,[13] mas nem todas foram   regulamentadas at&eacute; hoje (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas &aacute;reas s&atilde;o de interesse ambiental, social, paisag&iacute;stico   e tur&iacute;stico, muitas vezes coincidindo com ZEIS &#151; Zonas Especiais de Interesse Social,   geralmente ocupadas irregularmente por popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda e que necessita   passar por adequa&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica, estrutura&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os b&aacute;sicos e adequa&ccedil;&atilde;o de   habitualidade das moradias. Tal sobreposi&ccedil;&atilde;o favorece a especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria,   gerando tens&otilde;es entre comunidades, gestores p&uacute;blicos, sociedade civil e grupos financeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma das zonas de tens&atilde;o permanente &eacute; a ZPA 02 &#151; Parque Estadual   Dunas de Natal e &aacute;rea de Tabuleiro Litor&acirc;neo, regulamentada pela Lei Complementar   nº 13.500/1977. Essa ZPA abriga a primeira unidade de conserva&ccedil;&atilde;o estadual em &aacute;rea   urbana de Natal, cuja cria&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m marcou a implanta&ccedil;&atilde;o da Via Costeira (<a href="#fig02">Figura   2</a>). Essa legisla&ccedil;&atilde;o delimitou usos, ocupa&ccedil;&atilde;o e gabarito construtivo em toda a regi&atilde;o,   com o objetivo de manter o equil&iacute;brio e a conserva&ccedil;&atilde;o ambiental. A mobiliza&ccedil;&atilde;o social   contra o projeto inicial levou &agrave; reformula&ccedil;&atilde;o da proposta, originando a primeira   unidade de conserva&ccedil;&atilde;o estadual do Rio Grande do Norte e inaugurando a gest&atilde;o ambiental   no estado. Ainda assim, a &aacute;rea sempre sofreu press&otilde;es imobili&aacute;rias e tur&iacute;sticas,   pois tamb&eacute;m est&aacute; inserida na &Aacute;rea Especial de Interesse Tur&iacute;stico e Paisag&iacute;stico   (AEITP) 02 &#151; Via Costeira, de Areia Preta at&eacute; o Centro de Conven&ccedil;&otilde;es. Com o novo   Plano Diretor de Natal (Lei Complementar nº 208/2022), foram retiradas restri&ccedil;&otilde;es   que limitavam constru&ccedil;&otilde;es a tr&ecirc;s pavimentos, permitindo edifica&ccedil;&otilde;es multiuso e residenciais,   antes destinadas apenas a hot&eacute;is. Essas mudan&ccedil;as romperam com o planejamento urbano   dos planos diretores anteriores.</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a05fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Essa altera&ccedil;&atilde;o foi regulamentada pela Lei Complementar nº 7.801/2024,   que define normas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo para as AEITPs, sancionada em 26 de   novembro de 2024 pelo Executivo municipal, e pela Lei nº 12.079, de 17 de fevereiro   de 2025, aprovada pelo Legislativo estadual, que modifica o Projeto Parque das Dunas/Via   Costeira em conformidade com o novo Plano Diretor de Natal (<a href="#fig03">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a05fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m dessas leis, o Legislativo municipal aprovou o Projeto de   Lei Complementar nº 18/2024, de autoria do Executivo, que unifica as prescri&ccedil;&otilde;es   urban&iacute;sticas e ambientais das ZPAs da capital. O texto recebeu 42 emendas e foi   aprovado em sess&atilde;o ordin&aacute;ria da C&acirc;mara Municipal de Natal, em 17 de junho de 2024.   Essa unifica&ccedil;&atilde;o pode incentivar a especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em &aacute;reas antes destinadas   &agrave; prote&ccedil;&atilde;o ambiental e clim&aacute;tica, j&aacute; que a nova regulamenta&ccedil;&atilde;o das AEITPs amplia   a permiss&atilde;o para constru&ccedil;&otilde;es de interesse tur&iacute;stico e paisag&iacute;stico nas 10 ZPAs,   inclusive em zonas de conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A uniformiza&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o abre caminho para projetos   que podem favorecer a especula&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas de amortecimento ambiental e clim&aacute;tico,   como &eacute; o caso da Via Costeira (<a href="#fig02">Figura 2</a>) &#151; a Avenida Senador Dinarte Mariz, com   mais de 15 km, que conecta as orlas leste e sul da cidade. Constru&iacute;da em 1977, a   via integra praias urbanas de Natal, conecta os litorais norte e sul do estado e   concentra parte significativa da rede hoteleira. Inserida na ZPA 02 e na AEITP 02,   a via conecta-se tamb&eacute;m &agrave; ZPA 06 (Morro do Careca e Dunas) e &agrave; AEITP 01 (Praia de   Ponta Negra) (<a href="#fig03">Figura 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essa regi&atilde;o enfrenta tens&otilde;es desde a obra de engorda da Praia   de Ponta Negra, iniciada em 2024. O projeto, marcado por pol&ecirc;micas, alterou a paisagem   da orla e trouxe problemas recorrentes de drenagem, causando alagamentos durante   chuvas intensas e o alargamento irregular da faixa de areia. A obra visa combater   a eros&atilde;o costeira que afeta a regi&atilde;o e se estende at&eacute; a Via Costeira, mas tem gerado   controv&eacute;rsias, sobretudo diante de poss&iacute;veis irregularidades t&eacute;cnicas e da n&atilde;o observ&acirc;ncia   de recomenda&ccedil;&otilde;es ambientais. Em 2024 e 2025, diversos epis&oacute;dios registraram falhas   no escoamento das &aacute;guas pluviais, dificultando o uso da praia (<a href="#fig04">Figura 04</a>). Conflitos   tamb&eacute;m emergiram em rela&ccedil;&atilde;o ao licenciamento ambiental, envolvendo o Instituto de   Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Meio Ambiente do RN (IDEMA) e a Secretaria Municipal   de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (SEMURB) (<a href="#fig05">Figura 05</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a05fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a05fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na contram&atilde;o de uma gest&atilde;o voltada ao equil&iacute;brio ambiental e   clim&aacute;tico, o novo Plano Diretor de Natal, aprovado em 2022, foi divulgado pela prefeitura   como o "Plano Diretor que contribui para a alta valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em Natal".<sup>[14]</sup> Para os gestores municipais, o ordenamento territorial definido em planos anteriores   representava um obst&aacute;culo ao crescimento e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria. As tens&otilde;es   recentes apontam para uma falta de percep&ccedil;&atilde;o ambiental e clim&aacute;tica dos riscos que   os eventos extremos podem gerar para a cidade nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em outubro de 2024, sem debate p&uacute;blico ou constru&ccedil;&atilde;o participativa,   o Executivo, por meio da SEMURB, apresentou o Plano de Mitiga&ccedil;&atilde;o e Adapta&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica   de Natal. O documento, que n&atilde;o foi apreciado pelo Legislativo municipal, est&aacute; estruturado   em dez partes, trazendo um diagn&oacute;stico situacional sobre a evolu&ccedil;&atilde;o populacional,   o meio ambiente, a climatologia, o sistema costeiro e estuarino da cidade, al&eacute;m   de informa&ccedil;&otilde;es sobre &aacute;reas verdes, governan&ccedil;a clim&aacute;tica, invent&aacute;rio de gases de   efeito estufa e estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o.<sup>[14]</sup> Embora extenso (mais de   300 p&aacute;ginas), o Plano praticamente n&atilde;o detalha a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o, fundamentais   para lidar com vulnerabilidades e riscos clim&aacute;ticos. Tampouco aborda de forma consistente   os riscos socioambientais, aspecto essencial para a gest&atilde;o urbana em contextos de   crise. O documento n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel no site da Prefeitura; sua leitura foi poss&iacute;vel   apenas a partir de exemplar impresso.<sup>[15]</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>&Eacute; crucial agir   sobre as vulnerabilidades sociais e ambientais para reduzir riscos associados   &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos, alguns citados neste artigo, j&aacute; apontaram que Natal possui baixa capacidade adaptativa e   uma governan&ccedil;a fr&aacute;gil, insuficiente para mobilizar bases institucionais   e sociais capazes de enfrentar as vulnerabilidades socioambientais que caracterizam   a cidade na atualidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A constru&ccedil;&atilde;o de governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica &eacute; um grande   desafio para as cidades &#151; e efetivar a&ccedil;&otilde;es de base participativa &eacute; ainda mais complexo.   No caso de Natal, n&atilde;o parece ser diferente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As recentes mudan&ccedil;as previstas pelo Plano Diretor colocam a cidade   ainda mais na contram&atilde;o de uma governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica. &Eacute; not&oacute;rio o crescente   comprometimento de suas bases m&iacute;nimas de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, conquistadas   ao longo de d&eacute;cadas por meio da luta e da mobiliza&ccedil;&atilde;o de movimentos sociais, da   academia e de outros setores. Essas conquistas v&ecirc;m sendo fragilizadas por a&ccedil;&otilde;es   do Executivo e do Legislativo municipal, que parecem n&atilde;o perceber os riscos clim&aacute;ticos   e seus efeitos para a cidade. S&atilde;o pontuais as a&ccedil;&otilde;es do Legislativo que de fato fortalecem   a governan&ccedil;a ambiental e clim&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mobiliza&ccedil;&atilde;o social e ambiental tem sido um insumo ativo, sustentado   por iniciativas como o F&oacute;rum de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas   e Justi&ccedil;a Social, Salve Natal, al&eacute;m de   lideran&ccedil;as comunit&aacute;rias e associativas, como a Vila de Ponta Negra, entre outras.   Tamb&eacute;m se destacam grupos acad&ecirc;micos, como o Laborat&oacute;rio Interdisciplinar   Sociedades, Ambientes e Territ&oacute;rios (LISAT), a&ccedil;&otilde;es extensionista F&oacute;rum Direito &agrave;   Cidade, iniciativas da UFRN, que alertam para cen&aacute;rios de maior vulnerabilidade   em seus territ&oacute;rios, atingindo especialmente as popula&ccedil;&otilde;es mais expostas aos riscos.   Parece evidente que a vontade pol&iacute;tica &eacute; decisiva na constru&ccedil;&atilde;o da governan&ccedil;a ambiental   e clim&aacute;tica nas cidades &#151; e tamb&eacute;m um dos maiores empecilhos para que ela se concretize.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas &uacute;ltimas gest&otilde;es, Natal tem sido administrada por governos   de alinhamento de centro-direita. Na &aacute;rea de meio ambiente e urbanismo, o cargo   de secret&aacute;rio &eacute; ocupado pela mesma pessoa desde 2019, passando por tr&ecirc;s administra&ccedil;&otilde;es   diferentes, o que demonstra a manuten&ccedil;&atilde;o de um mesmo padr&atilde;o de gest&atilde;o ambiental   na cidade. Nesse sentido, os governos, gestores e formuladores de pol&iacute;ticas em Natal   est&atilde;o longe de desenvolver a&ccedil;&otilde;es com foco na mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos das mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas, na redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa e em medidas adaptativas   diante dos impactos j&aacute; em curso. Essa postura desconsidera as vulnerabilidades e   defici&ecirc;ncias na gest&atilde;o de riscos da cidade.<sup>[16]</sup> No entanto, &eacute; importante   ressaltar que a mitiga&ccedil;&atilde;o e a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas dificilmente ser&atilde;o   alcan&ccedil;adas sem apoio e engajamento p&uacute;blico, como discutem Lu&iacute;s <i>et al</i>. (2018).<sup>[4]</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>A gest&atilde;o clim&aacute;tica   nas cidades brasileiras ainda &eacute; insuficiente, marcada por arranjos institucionais   variados que comprometem a capacidade de resposta aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, Natal precisa avan&ccedil;ar no engajamento p&uacute;blico das quest&otilde;es   ambientais e clim&aacute;ticas &#151; mas n&atilde;o est&aacute; sozinha. A gest&atilde;o clim&aacute;tica nas cidades brasileiras   ainda &eacute; insuficiente, marcada por arranjos institucionais variados que comprometem   a capacidade de resposta aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[1] IPCC. Summary for Policymakers. In: <i>Climate Change 2023</i>:   Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Sixth Assessment   Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Core Writing Team: LEE,   H.; ROMERO, J. (eds.). Geneva: IPCC, 2023. p. 1-34. DOI: 10.59327/IPCC/AR6-9789291691647.001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[2] HULME, M. Por que discordamos sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas:   entendendo a controv&eacute;rsia, a ina&ccedil;&atilde;o e a oportunidade. <i>Cambridge</i>: Cambridge   University Press, 2009. DOI: <a href="https://doi.org/10.1017/CBO9780511841200" target="_blank">https://doi.org/10.1017/CBO9780511841200</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[3] SMITH, E. K.; MAYER, A. A social trap for the climate? Collective   action, trust and climate change risk perception in 35 countries. Global Environmental   Change, v. 49, p. 140-153, 2018. DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.gloenvcha.2018.02.014" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.gloenvcha.2018.02.014</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[4] LU&Iacute;S, S.; VAUCLAIR, C.-M.; LIMA, M. L. Raising awareness   of climate change causes? Cross-national evidence for the normalization of societal   risk perception of climate change. <i>Ci&ecirc;ncia e Pol&iacute;tica Ambiental</i>, v. 80, p.   74-81, fev. 2018. DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.envsci.2017.11.015" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.envsci.2017.11.015</a>.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[5] MARTINS, R. D'A.; FERREIRA, L. C. Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica sobre   cidades e mudan&ccedil;a clim&aacute;tica: vinho velho em garrafa nova ou um novo paradigma de   a&ccedil;&atilde;o para a governan&ccedil;a local? <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica</i>, v. 45, n.   3, p. 611-641, jun. 2011. DOI: <a href="https://doi.org/10.1590/S0034-76122011000300004" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0034-76122011000300004</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[6] BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. <i>Estatuto   da Cidade</i>. Bras&iacute;lia, 2001. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm" target="_blank">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm</a>.   Acesso em: 26 ago. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[7] HAJAT, S. et al. Impact of hot temperatures on death in London:   a time series approach. <i>Journal of Epidemiology and Community Health</i>, v.   56, n. 5, p. 367-372, maio 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[8] TEIXEIRA, R. L. P.; PESSOA, Z. S. Planejamento urbano e adapta&ccedil;&atilde;o   clim&aacute;tica: entre possibilidades e desafios em duas grandes cidades brasileiras. <i>Revista Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o - ReBEP</i>, v. 38, p. 1-21, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[9] CALADO, R. <i>et al</i>. A onda de calor de agosto de 2003   e os seus efeitos sobre a mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>Revista Portuguesa   de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, v. 22, n. 2, p. 5-15, jul./dez. 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.academia.edu/download/74886879/A_onda_de_calor_de_Agosto_de_2003_e_os_s20211119-29619-1hm1aam.pdf" target="_blank">https://www.academia.edu/download/74886879/A_onda_de_calor_de_Agosto_de_2003_e_os_s20211119-29619-1hm1aam.pdf</a>.   Acesso em: 26 ago. 2025.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[10] BITENCOURT, D. P. <i>et al</i>. Frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o, abrang&ecirc;ncia   espacial e intensidade das ondas de calor no Brasil. <i>Revista Brasileira de Meteorologia</i>,   v. 31, n. 4, p. 506-517, out./dez. 2016. DOI: <a href="https://doi.org/10.1590/0102-778631231420150077" target="_blank">https://doi.org/10.1590/0102-778631231420150077</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[11] PESSOA, Z. S. <i>et al</i>. As quest&otilde;es socioambientais   e clim&aacute;ticas na Regi&atilde;o Metropolitana de Natal. In: SILVA, A. F. C.; CLEMENTINO,   M. L. M. (orgs.). <i>Reforma Urbana e Direito &agrave; Cidade - Natal</i>. 1. ed. Rio de   Janeiro: Letra Capital, 2022. v. 14. p. 54-74. ISBN 978-85-7785-772-2.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[12] PESSOA, Z. S. <i>A metr&oacute;pole perif&eacute;rica: identidade e vulnerabilidade   socioambiental na Regi&atilde;o Metropolitana de Natal-RN/Brasil</i>. 2021. Tese (Doutorado   em Ci&ecirc;ncias Humanas) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia   e Ci&ecirc;ncias Humanas, Campinas, 2021. DOI: <a href="https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2012.873102" target="_blank">https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2012.873102</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[13] NATAL (Prefeitura Municipal de Natal). Lei Complementar   nº 07, de 05 de agosto de 1994. Natal, 1994.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[14] NATAL (Prefeitura Municipal de Natal). <i>Plano Diretor   contribui para alta valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em Natal</i>. Natal, 2024. Dispon&iacute;vel   em: <a href="https://www.natal.rn.gov.br/news/post2/41375" target="_blank">https://www.natal.rn.gov.br/news/post2/41375</a>. Acesso em: 27 jun. 2025.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[15] NATAL (Prefeitura Municipal de Natal). <i>Plano de Mitiga&ccedil;&atilde;o   e Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas de Natal</i>. Natal: Secretaria Municipal de   Meio Ambiente - SEMURB, 2024a.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">[16] TEIXEIRA, R. L. P.; PESSOA, Z. S. Cidades, vulnerabilidades   e riscos: uma estagna&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o de riscos da cidade do Natal/RN? <i>Revista Interfaces   Cient&iacute;ficas</i>, v. 8, p. 398-412, 2020.    </font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>IPCC</collab>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A social trap for the climate? Collective action, trust and climate change risk perception in 35 countries]]></article-title>
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