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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20250048</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Biodiversidade e o paradoxo urbano: Como conciliar cidades e biodiversidade diante das mudanças climáticas]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250048</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Biodiversidade e o paradoxo urbano: Como   conciliar cidades e biodiversidade diante das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Sueli Angelo Furlan<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Professora do   Departamento de Geografia da FFLCH- USP, al&eacute;m de pesquisadora e orientadora nos   programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia F&iacute;sica - DG-FFLCH-USP e Ci&ecirc;ncias   Ambientais PROCAM - IEE/USP e coordenadora do Laborat&oacute;rio de Climatologia e   Biogeografia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Vivemos um paradoxo: embora dependamos de   milhares de formas de vida que comp&otilde;em a biodiversidade, as atividades humanas   t&ecirc;m amea&ccedil;ado essa riqueza natural suprimindo habitats e levando &agrave; extin&ccedil;&atilde;o   milhares de esp&eacute;cies.<sup>[1, 2]</sup> A destrui&ccedil;&atilde;o de habitats gera   desequil&iacute;brios e degrada&ccedil;&atilde;o ambientais, prolifera&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e invas&otilde;es   bi&oacute;ticas, expondo a humanidade a riscos que podem resultar na perda de in&uacute;meras   vidas. O que se perde por extin&ccedil;&atilde;o &eacute; irrecuper&aacute;vel, mas ainda &eacute; poss&iacute;vel   mitigar danos, criando condi&ccedil;&otilde;es para a sobreviv&ecirc;ncia dos ecossistemas   remanescentes e para a (re)cria&ccedil;&atilde;o de habitats.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade &eacute;, portanto,   fundamental. Mas ser&aacute; poss&iacute;vel conciliar esse esfor&ccedil;o nas cidades? As cidades   podem se tornar ecologicamente vi&aacute;veis para a biodiversidade, criando e   protegendo habitats?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De acordo com Wilson,<sup>[3]</sup> a   biodiversidade corresponde &agrave; multiplicidade de formas de vida que habitam a   Terra &#151; incluindo organismos microsc&oacute;picos, plantas e animais &#151; e se expressa   em diferentes dimens&otilde;es: gen&eacute;tica, de esp&eacute;cies, de ecossistemas e nas   intera&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas que asseguram o equil&iacute;brio dos ambientes. Podemos incluir   ainda os arranjos das paisagens e o patrim&ocirc;nio natural como express&otilde;es   espaciais dessa diversidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse conceito envolve toda a vida no planeta,   inclusive os seres humanos, que ao longo de sua hist&oacute;ria moldaram a natureza,   dando origem ao que se denomina sociobiodiversidade e agrobiodiversidade. A   sociobiodiversidade &eacute; a liga&ccedil;&atilde;o entre a diversidade biol&oacute;gica e a diversidade   sociocultural. Toda a vida est&aacute; interligada e interdependente em m&uacute;ltiplas   escalas, o que torna a conserva&ccedil;&atilde;o uma estrat&eacute;gia essencial para manter os   ecossistemas e suas fun&ccedil;&otilde;es vitais: fornecimento de alimentos, &aacute;gua e   medicamentos, regula&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, purifica&ccedil;&atilde;o do ar, poliniza&ccedil;&atilde;o e controle de   pragas, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, as atividades humanas t&ecirc;m   acelerado a degrada&ccedil;&atilde;o, especialmente nos s&eacute;culos XX e XXI. Isso exige a&ccedil;&otilde;es   urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o para frear a perda de habitats e ampliar a   sobreviv&ecirc;ncia dos seres vivos. Alguns conceitos aplicados &agrave;s cidades v&ecirc;m sendo   desenvolvidos no sentido de enfrentar seus desafios.<sup>[4]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No s&eacute;culo XX, diferentes abordagens buscaram   integrar natureza e urbaniza&ccedil;&atilde;o. No campo cient&iacute;fico e pol&iacute;tico, surgiram   met&aacute;foras que ajudaram a traduzir a import&acirc;ncia da natureza nas cidades:   florestas urbanas (FU), servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos (SE), infraestrutura verde (GI)   e, mais recentemente, solu&ccedil;&otilde;es baseadas na natureza (SBN).<sup>[5]</sup> (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Esses conceitos n&atilde;o s&atilde;o excludentes e   representam uma sequ&ecirc;ncia de alternativas que v&ecirc;m sendo gestadas h&aacute; muito   tempo. A arboriza&ccedil;&atilde;o urbana, por exemplo, historicamente articulou saberes de   v&aacute;rias disciplinas para maximizar os benef&iacute;cios das &aacute;rvores nas cidades a   custos n&atilde;o t&atilde;o dispendiosos. Hoje, ela se conecta &agrave;s SBN, &agrave; infraestrutura   verde e aos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, oferecendo ferramentas concretas para   enfrentar os desafios urbanos. Mas, apesar de muitos esfor&ccedil;os, a urbaniza&ccedil;&atilde;o   enfrenta desafios que concorrem com a capitaliza&ccedil;&atilde;o de todos os espa&ccedil;os   urbanos, dificultando solu&ccedil;&otilde;es ambientais que ajudem a minimizar os efeitos de   emerg&ecirc;ncias clim&aacute;ticas.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As   cidades n&atilde;o s&atilde;o inimigas da natureza: podem ser ref&uacute;gios de biodiversidade se   planejadas de forma integrada e inclusiva</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estimativas recentes da ONU-HABITAT apontam   que a popula&ccedil;&atilde;o urbana j&aacute; ultrapassa os 4 bilh&otilde;es de pessoas, ou seja, mais da   metade dos habitantes do planeta.<sup>[6]</sup> As proje&ccedil;&otilde;es indicam que esse   percentual deve atingir cerca de 68% at&eacute; 2050, refor&ccedil;ando a urg&ecirc;ncia de pensar   pol&iacute;ticas urbanas que conciliem crescimento populacional e conserva&ccedil;&atilde;o   ambiental. O relat&oacute;rio Cidades Mundiais 2024 trata das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que   j&aacute; estamos vivendo e da urg&ecirc;ncia de medidas para tornar as cidades menos   perigosas e desiguais, indicando que as cidades est&atilde;o &agrave; frente das abordagens   inovadoras e coordenadas por comunidades, que demonstram capacidade de criar   processos colaborativos e inclusivos para a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica.<sup>[7]</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, muitas cidades ainda conservam   fragmentos naturais de cobertura vegetal relevantes. S&atilde;o Paulo, por exemplo,   abriga em seu territ&oacute;rio 30% de remanescentes de Mata Atl&acirc;ntica, cerrados e   campos, embora distribu&iacute;dos de forma desigual. Outras solu&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m sendo   apontadas em estudos urbanos, como quintais residenciais, jardins drenantes,   parques e pra&ccedil;as que podem funcionar como ref&uacute;gios para fauna e flora, desde   que planejados com esp&eacute;cies nativas e integrados em corredores ecol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Estrat&eacute;gias para as cidades biodiversas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as experi&ecirc;ncias em curso est&atilde;o as   microflorestas (como as "florestas de bolso"), inspiradas no m&eacute;todo Miyawaki,<sup>[8]</sup> a renaturaliza&ccedil;&atilde;o de rios e &aacute;reas verdes,<sup>[9]</sup> a arboriza&ccedil;&atilde;o com   esp&eacute;cies nativas e o fortalecimento de corredores ecol&oacute;gicos.<sup>[10]</sup> Tais estrat&eacute;gias ampliam a biodiversidade, aumentam a resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica e   reduzem desigualdades socioambientais. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a13fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas solu&ccedil;&otilde;es dependem, no entanto, de dois   fatores fundamentais: a integra&ccedil;&atilde;o ao planejamento urbano e ambiental com   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas consistentes, e a educa&ccedil;&atilde;o ambiental com participa&ccedil;&atilde;o   social, por meio de projetos comunit&aacute;rios e escolares que envolvam as   comunidades nos problemas e solu&ccedil;&otilde;es locais no espa&ccedil;o urbano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cidades podem e devem ser planejadas de forma   a reconciliar sociedade e natureza, tornando-se ecologicamente sustent&aacute;veis,   economicamente produtivas, socialmente justas e culturalmente vibrantes.   Pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o essenciais nesse processo.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>O   paradoxo urbano revela que a mesma urbaniza&ccedil;&atilde;o que degrada tamb&eacute;m pode criar   oportunidades de regenera&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, ferramentas de planejamento   como o <i>&Iacute;ndice de Biodiversidade das Cidades (IBC)</i> permitem avaliar a   biodiversidade urbana, considerando indicadores sobre esp&eacute;cies nativas,   servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e governan&ccedil;a. Algumas cidades do mundo t&ecirc;m adotado esse   &iacute;ndice como refer&ecirc;ncia para o planejamento de &aacute;reas verdes. Em S&atilde;o Paulo, esse   monitoramento &eacute; feito desde 2019 pelo <i>BioSampa</i>, instrumento da   Prefeitura Municipal que acompanha 23 indicadores de biodiversidade, servi&ccedil;os   ecossist&ecirc;micos e governan&ccedil;a ambiental.<sup>[11]</sup> O <i>BioSampa</i> adota o <i>City Biodiversity Index</i> (<i>Singapore Index</i>),<sup>[12]</sup> metodologia internacional recomendada pela Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade   Biol&oacute;gica da ONU, que possibilita comparar a realidade paulistana com a de   outras cidades globais. Os resultados oferecem subs&iacute;dios t&eacute;cnicos para o   planejamento de estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o ambiental em escala   municipal e regional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, esse modo de produzir pol&iacute;tica   tamb&eacute;m precisa ser compartilhado com a sociedade. Estudos em cidades   brasileiras, como S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (SP),<sup>[13]</sup> revelaram avan&ccedil;os em   biodiversidade e cobertura vegetal, mas tamb&eacute;m desafios relacionados &agrave;   governan&ccedil;a, or&ccedil;amento reduzido e car&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es educativas de longo prazo.   Uchiyama e Kohsaka <sup>[14]</sup> avaliaram a aplica&ccedil;&atilde;o do IBC e concluem que   os resultados s&atilde;o positivos para a biodiversidade nativa, mas apresentam   defici&ecirc;ncias na prote&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e na governan&ccedil;a de modo   geral.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>Reconstruir   o elo entre sociedade e natureza &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para enfrentar a crise   clim&aacute;tica no espa&ccedil;o urbano</i>."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Solu&ccedil;&otilde;es baseadas na Natureza e mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As solu&ccedil;&otilde;es baseadas na natureza (SBN)   despontam como alternativas para mitigar efeitos extremos, ao mesmo tempo, em   que criam habitats. Com a intensifica&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, as cidades   ser&atilde;o cada vez mais impactadas. Entre as iniciativas de SBN, destacam-se   jardins de chuva, telhados verdes, parques lineares e experi&ecirc;ncias de   agricultura urbana. Essas a&ccedil;&otilde;es mobilizam processos ecol&oacute;gicos para reduzir   riscos, regular temperatura e melhorar a qualidade da &aacute;gua e do ar.<sup>[15,   16]</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na Am&eacute;rica Latina, iniciativas de   renaturaliza&ccedil;&atilde;o de rios &#151; como as desenvolvidas em cidades colombianas &#151;   evidenciam tanto avan&ccedil;os em termos de recupera&ccedil;&atilde;o ambiental quanto dilemas   sociais, j&aacute; que podem gerar processos de gentrifica&ccedil;&atilde;o e acentuar desigualdades   territoriais se n&atilde;o forem acompanhadas por pol&iacute;ticas inclusivas.<sup>[17]</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Brasil, que abriga entre 15% e 20% da   biodiversidade mundial, tem enorme potencial para integrar conserva&ccedil;&atilde;o e   urbaniza&ccedil;&atilde;o. A biodiversidade urbana n&atilde;o se restringe a &aacute;reas legalmente   protegidas: est&aacute; presente em pra&ccedil;as, jardins, quintais, hortas e fragmentos   florestais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O planejamento ambiental, aliado &agrave; arboriza&ccedil;&atilde;o   estrat&eacute;gica e ao uso de esp&eacute;cies nativas, pode transformar as cidades em   espa&ccedil;os mais verdes, resilientes e biodiversos. Ferramentas como o <i>&Iacute;ndice de   Biodiversidade das Cidades (IBC)</i>, j&aacute; aplicadas em cidades brasileiras,   oferecem par&acirc;metros importantes para orientar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Frente &agrave;   urbaniza&ccedil;&atilde;o crescente e &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, reconciliar sociedade e   natureza nas cidades n&atilde;o &eacute; apenas desej&aacute;vel, mas essencial para garantir   qualidade de vida e sustentabilidade ecol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[1] BARNOSKY, A. et al. Has the Earth's sixth   mass extinction already arrived? Nature, v. 471, n. 3, p. 51-57, 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[2] MEGA, Orestes Jayme. A catastr&oacute;fica   ecologia do Antropoceno: uma abordagem arqueol&oacute;gica da Sexta Extin&ccedil;&atilde;o em Massa.   Revista Arqueologia P&uacute;blica, v. 19, p. e24004, 2024.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[3] WILSON, Edward O. Biodiversity.   Washington: National Academy Press, 1988.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">[4] MARTINS, R. C.; PEREIRA, P. H. (orgs.).   Biodiversidade Urbana no Brasil: Desafios e Perspectivas. S&atilde;o Paulo: Annablume,   2021.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[5] ESCOBEDO, Francisco J. et al. Urban   forests, ecosystem services, green infrastructure and nature-based solutions:   Nexus or evolving metaphors? Urban Forestry &amp; Urban Greening, v. 37, p.   3-12, 2019.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[6] UNITED NATIONS. World Population Prospects   2024. Department of Economic and Social Affairs, Population Division. New York:   UN, 2024. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://population.un.org/wpp/" target="_blank">https://population.un.org/wpp/</a>. Acesso em: 5 set.   2025.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[7] SANTOS, R. F.; JACOBI, P. R. (orgs.).   Cidades e Solu&ccedil;&otilde;es Baseadas na Natureza. S&atilde;o Paulo: Annablume, 2022.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[8] MIYAWAKI, A. Restoration of urban green   environments based on the theories of vegetation ecology. Ecological   Engineering, v. 11, n. 1-4, p. 157-165, 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[9] DA SILVA TAVARES, Luiza Paula et al. Water   management and urban flood mitigation: studies and proposals for the Maca&eacute;   River Basin in Brazil. Journal of Urban and Environmental Engineering, v. 12,   n. 2, p. 188-200, 2018.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[10] SILVA, N. N.; FRANCISCO, B. S. S.;   SARTORELLO, R. An&aacute;lise da estrutura da paisagem do corredor ecol&oacute;gico proposto   no munic&iacute;pio de Mogi das Cruzes, SP. Revista Cient&iacute;fica UMC, v. 5, p. 1-5,   2020.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[11] PREFEITURA DO MUNIC&Iacute;PIO DE S&Atilde;O PAULO.   BioSampa: Indicadores de Biodiversidade Urbana da Cidade de S&atilde;o Paulo.   Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, 2023. Dispon&iacute;vel em:   <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br" target="_blank">https://www.prefeitura.sp.gov.br</a>. Acesso em: 5 set. 2025.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[12] UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME   (UNEP). City Biodiversity Index (Singapore Index). Singapore, 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[13] SENA, Roberta Mastr&acirc;ngelo et al.   Aplica&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Biodiversidade em Cidades para o Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute;   dos Campos, SP. Revista Bioci&ecirc;ncias, v. 25, n. 1, 2019.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">[14] UCHIYAMA, Yuta; KOHSAKA, Ryo.   Desenvolvimento e evolu&ccedil;&atilde;o de indicadores e ferramentas de avalia&ccedil;&atilde;o da   biodiversidade urbana. In: Manual Routledge de Biodiversidade Urbana.   Routledge, 2023. p. 379-387.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[15] BANCO MUNDIAL. Nature-Based Solutions for   Disaster Risk Management. Washington: World Bank, 2017.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[16] IUCN. Guidelines for Using Nature-based   Solutions. Gland, Switzerland: International Union for Conservation of Nature,   2020.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">[17] PRADILLA, Gonzalo; HACK, Jochen. An urban   rivers renaissance? Stream restoration and green-blue infrastructure in Latin   America-Insights from urban planning in Colombia. Urban Ecosystems, v. 27, n.   6, p. 2245-2265, 2024.</font></p>      ]]></body>
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