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<article-id pub-id-type="doi">10.48207/2317-6660.20250053</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação ambiental nas periferias: quando o futuro nasce da comunidade]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250053</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Educa&ccedil;&atilde;o ambiental nas periferias: quando o futuro nasce   da comunidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Carolina Medeiros<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Jornalista pela PUCC, Especialista em Jornalismo   Cient&iacute;fico pelo Labjor/Unicamp, Mestre em Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Cultural pelo   Labjor/Unicamp e Doutora em Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de pela FSP/USP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Embora o desenvolvimento sustent&aacute;vel tenha se consolidado   como um dos grandes objetivos do s&eacute;culo XXI, a consolida&ccedil;&atilde;o da agenda ambiental   no Brasil ocorreu em meio a tens&otilde;es e disputas. Quest&otilde;es ligadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o   da Amaz&ocirc;nia e de outros biomas, ao avan&ccedil;o da agricultura, pecu&aacute;ria e minera&ccedil;&atilde;o,   bem como ao represamento de rios para gera&ccedil;&atilde;o de energia, marcaram esse   processo. A dificuldade do Estado em garantir a aplica&ccedil;&atilde;o da lei em &aacute;reas   remotas intensificou os conflitos e fez da pol&iacute;tica ambiental um tema de   divis&atilde;o, tanto na sociedade quanto entre diferentes governos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Do protagonismo internacional &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es locais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O movimento ambiental ganhou for&ccedil;a global a partir das   d&eacute;cadas de 1970 e 1980, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, influenciando   a inclus&atilde;o da pauta ecol&oacute;gica nas discuss&otilde;es internacionais. No Brasil, ainda   em fase inicial, esse movimento j&aacute; deixou marcas na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, que   reconheceu a prote&ccedil;&atilde;o ambiental como dever do Estado e atribuiu ao Minist&eacute;rio   P&uacute;blico a defesa de direitos coletivos. A diversidade biol&oacute;gica do pa&iacute;s e a   mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade civil atra&iacute;ram ONGs internacionais e impulsionaram o   surgimento de organiza&ccedil;&otilde;es nacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O protagonismo brasileiro foi consolidado ap&oacute;s a Rio-92, que   deu origem a novas leis, &oacute;rg&atilde;os e pol&iacute;ticas, como o Ibama, o Minist&eacute;rio do Meio   Ambiente e a Lei de Crimes Ambientais. Pesquisas refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia da   Amaz&ocirc;nia para o clima e a agricultura, estimulando parte do setor produtivo a   dialogar com ambientalistas. Entre avan&ccedil;os institucionais e press&otilde;es   internacionais, o Brasil aderiu ao Acordo de Paris em 2015, assumindo   compromissos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es. Paralelamente, iniciativas locais &#151; hortas   comunit&aacute;rias, mutir&otilde;es e projetos de arte urbana &#151; v&ecirc;m mostrando que a   transforma&ccedil;&atilde;o ambiental tamb&eacute;m se constr&oacute;i no cotidiano, unindo saberes   t&eacute;cnicos e populares em solu&ccedil;&otilde;es criativas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A l&oacute;gica que vem de baixo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Historicamente, a educa&ccedil;&atilde;o ambiental no Brasil foi   estruturada de cima para baixo: programas governamentais ou acad&ecirc;micos   elaborados em centros de decis&atilde;o e aplicados nas comunidades em formato de   cartilha. Embora bem-intencionados, muitos desses projetos n&atilde;o dialogaram com a   realidade local.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>As pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas precisam ter tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas: devem ser cont&iacute;nuas, n&atilde;o de   governo, mas de Estado; precisam nascer das demandas locais, e n&atilde;o de gabinetes   distantes; e devem ser multissetoriais, atuando em &aacute;reas como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o,   transporte, seguran&ccedil;a e lazer</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os coletivos, por outro lado, nascem da viv&ecirc;ncia direta. Na   Amaz&ocirc;nia, por exemplo, comunidades ribeirinhas transmitem aos jovens t&eacute;cnicas   ancestrais de manejo sustent&aacute;vel da floresta, conciliando tradi&ccedil;&atilde;o e   modernidade. Nas periferias urbanas, grupos de moradores recorrem ao grafite, &agrave;   m&uacute;sica e ao teatro para debater temas como polui&ccedil;&atilde;o, descarte irregular de   res&iacute;duos e acesso &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel. Em vilas rurais, pr&aacute;ticas de cultivo   tradicionais s&atilde;o resgatadas, com a preserva&ccedil;&atilde;o de sementes crioulas, variedades   adaptadas ao solo e ao clima, resistentes a pragas e vistas como alternativas   diante das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a18fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">"Esses grupos mostram que o conhecimento n&atilde;o &eacute; algo que   chega pronto de fora, mas nasce da realidade de quem vive os problemas   ambientais no dia a dia", explica Sandro Tonso, professor da Faculdade de   Tecnologia da Unicamp. Para ele, a pot&ecirc;ncia desses coletivos est&aacute; justamente em   romper com a l&oacute;gica hier&aacute;rquica e propor solu&ccedil;&otilde;es que fazem sentido no   territ&oacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>O desafio das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Se por um lado os coletivos mostram criatividade e efic&aacute;cia,   por outro enfrentam um obst&aacute;culo recorrente: a aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas   cont&iacute;nuas que garantam apoio, recursos e amplia&ccedil;&atilde;o de suas a&ccedil;&otilde;es. "As pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas precisam ter tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas: devem ser cont&iacute;nuas, n&atilde;o de   governo, mas de Estado; precisam nascer das demandas locais, e n&atilde;o de gabinetes   distantes; e devem ser multissetoriais, atuando em &aacute;reas como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o,   transporte, seguran&ccedil;a e lazer", defende Sandro Tonso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na pr&aacute;tica, isso significa reconhecer que enchentes, lixo   acumulado ou degrada&ccedil;&atilde;o ambiental n&atilde;o s&atilde;o problemas isolados. Eles atravessam   diferentes dimens&otilde;es da vida comunit&aacute;ria e exigem respostas integradas. Quando   falta apoio institucional, muitos coletivos se mant&ecirc;m por meio de redes de   solidariedade e financiamento colaborativo, limitando sua capacidade de   expans&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>O papel da m&iacute;dia no processo de fortalecimento dos   coletivos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O papel da m&iacute;dia no fortalecimento dos coletivos ambientais   &eacute; estrat&eacute;gico e multifacetado, funcionando como uma ponte entre iniciativas   locais e a sociedade em geral. Muitos desses grupos surgem em comunidades   ribeirinhas, rurais, perif&eacute;ricas e urbanas, mas permanecem invis&iacute;veis fora de   seu territ&oacute;rio imediato. Nesse cen&aacute;rio, a m&iacute;dia pode atuar de forma decisiva ao   dar visibilidade, legitimar as a&ccedil;&otilde;es e ampliar o alcance das pautas ambientais   de base comunit&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao noticiar mutir&otilde;es, hortas comunit&aacute;rias, campanhas de   limpeza ou oficinas educativas, a imprensa contribui para que essas iniciativas   deixem a invisibilidade e ganhem reconhecimento social. Esse processo fortalece   a autoestima das comunidades e legitima suas pr&aacute;ticas como parte de um debate   ambiental mais amplo. Al&eacute;m disso, a cobertura jornal&iacute;stica exerce press&atilde;o sobre   o poder p&uacute;blico, uma vez que a repercuss&atilde;o de problemas ambientais denunciados   pelos coletivos amplia as chances de resposta institucional, seja por meio de   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ou de parcerias com universidades, ONGs e empresas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro aspecto importante &eacute; a capacidade de disseminar boas   pr&aacute;ticas. Quando experi&ecirc;ncias locais s&atilde;o amplificadas, podem inspirar outras   comunidades a adotar estrat&eacute;gias semelhantes, cumprindo tamb&eacute;m um papel   pedag&oacute;gico. Ao aproximar o p&uacute;blico de diferentes realidades, a m&iacute;dia mostra que   as quest&otilde;es ambientais n&atilde;o s&atilde;o distantes, mas fazem parte do cotidiano e   impactam diretamente a vida das pessoas.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"<i>O   financiamento para organiza&ccedil;&otilde;es coletivas, organizadas por jovens da Amaz&ocirc;nia   perif&eacute;rica enfrenta muitas dificuldades, principalmente e comparada com as   organiza&ccedil;&otilde;es do Sudeste</i>."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essa media&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de   narrativas contra hegem&ocirc;nicas. Enquanto discursos dominantes frequentemente   priorizam grandes empreendimentos ou a explora&ccedil;&atilde;o de recursos naturais, os   coletivos trazem perspectivas de resist&ecirc;ncia, cuidado e preserva&ccedil;&atilde;o. Ao dar   espa&ccedil;o a essas vozes, a m&iacute;dia ajuda a diversificar e enriquecer o debate   p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, a cobertura jornal&iacute;stica pode fortalecer redes   de colabora&ccedil;&atilde;o ao conectar coletivos de diferentes regi&otilde;es, atraindo   volunt&aacute;rios, parceiros e financiadores que dificilmente teriam contato com   essas iniciativas de outra forma. Assim, mais do que informar, a m&iacute;dia pode se   tornar uma aliada essencial para dar escala e reconhecimento &agrave;s a&ccedil;&otilde;es locais,   consolidando seu papel no processo de transforma&ccedil;&atilde;o socioambiental.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Saberes tradicionais em movimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um dos aspectos mais ricos dessas experi&ecirc;ncias &eacute; o resgate e   a valoriza&ccedil;&atilde;o de saberes tradicionais. O uso de ervas medicinais, o   conhecimento sobre ciclos da natureza, a pr&aacute;tica de contar hist&oacute;rias para   transmitir ensinamentos &#151; tudo isso faz parte da educa&ccedil;&atilde;o ambiental   comunit&aacute;ria. Esses saberes, que por muito tempo foram invisibilizados ou   considerados "menores" diante do conhecimento cient&iacute;fico, voltam a ganhar   espa&ccedil;o. Eles n&atilde;o competem com a ci&ecirc;ncia, mas dialogam com ela, oferecendo   solu&ccedil;&otilde;es adaptadas a cada realidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Um exemplo desse modelo de coletivo &eacute; o Mir&iacute;, fundado em   2016 por adolescentes e jovens do interior do Par&aacute;, na agrovila Itaqui, zona   rural de Castanhal. Por meio da arte, cultura, tecnologia e do di&aacute;logo direto   com os moradores, o coletivo promove projetos de coleta seletiva na comunidade,   bem como educa&ccedil;&atilde;o ambiental com o prop&oacute;sito de conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o sobre   a import&acirc;ncia de barrar o desmatamento, e de cobrar do poder p&uacute;blico medidas   efetivas para enfrentamento dos problemas que acometem a regi&atilde;o. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n3/a18fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo Pedro Lameira dos Santos, um dos respons&aacute;veis pelo   coletivo, todas as a&ccedil;&otilde;es do coletivo s&atilde;o pautadas em quatro eixos. "As a&ccedil;&otilde;es do   Mir&iacute; s&atilde;o pautadas em quatro eixos: socioambiental, mobilidade comunit&aacute;ria,   produ&ccedil;&atilde;o e pesquisa de conhecimento e incid&ecirc;ncia pol&iacute;tica. N&oacute;s tamb&eacute;m temos nos   organizado para que esse processo se expanda para outros territ&oacute;rios;   utilizando as mesmas ferramentas que utilizamos em Castanhal: ferramentas   criativas, inovadoras e tecnol&oacute;gicas", descreve.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por&eacute;m, Pedro dos Santos destaca que apesar do sucesso do   coletivo, muitas s&atilde;o as dificuldades que os jovens do coletivo enfrentam. A   quest&atilde;o financeira &eacute; a mais significativa na opini&atilde;o dele. "A gente fala muito   sobre a visibilidade, mas a oportunidade de financiamento &eacute; a principal   dificuldade que temos. O financiamento para organiza&ccedil;&otilde;es coletivas, organizadas   por jovens da Amaz&ocirc;nia perif&eacute;rica (onde estamos inseridos) enfrenta muitas   dificuldades, principalmente e comparada com as organiza&ccedil;&otilde;es do Sudeste, por   exemplo", destaca.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A universidade e a ci&ecirc;ncia a favor dos coletivos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante desse cen&aacute;rio dos coletivos ambientais, Sandro Tonso   destaca o papel dos pesquisadores como potenciais facilitadores das a&ccedil;&otilde;es   promovidas por esses coletivos. "O primeiro ponto &eacute; sair da bolha, ir a campo   conhecer as realidades e entender quais movimentos fazem sentido para mim. O   segundo &eacute; se engajar com projetos que j&aacute; existem, e &eacute; nesse contato que   chegamos ao terceiro ponto, &eacute; no contato com a comunidade que a gente percebe   que precisamos aprender para poder ensinar. Ou seja, &eacute; usar a linguagem das   pessoas daquele lugar para poder se fazer entender. Por fim, o di&aacute;logo tem que   ser com todos os grupos e com todas as &aacute;reas do conhecimento".</font></p>     ]]></body>
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