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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caminhos para a bioeconomia amazônica]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250060</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Caminhos para a bioeconomia    amaz&ocirc;nica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Joice Ferreira<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Ec&oacute;loga e pesquisadora   da Embrapa Amaz&ocirc;nia Oriental.   Tamb&eacute;m &eacute; professora do Programa de   P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Ambientais   e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o   em Ecologia na Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Amaz&ocirc;nia combina riqueza biol&oacute;gica e diversidade cultural que, juntas, sustentam ecossistemas   essenciais ao clima global. Povos ind&iacute;genas e comunidades locais mant&ecirc;m pr&aacute;ticas que preservam   florestas e garantem economias tradicionais. Ap&oacute;s ciclos extrativistas desiguais, cresce a    valoriza&ccedil;&atilde;o da sociobiodiversidade. Nesse contexto, debates sobre bioeconomia apontam para   modelos que integrem conserva&ccedil;&atilde;o, justi&ccedil;a social e desenvolvimento regional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave: </b>Amaz&ocirc;nia; Bioeconomia; Ecossistemas; Sociobiodiversidade; COP30</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Amaz&ocirc;nia est&aacute; no imagin&aacute;rio   coletivo pela imensid&atilde;o   dos seus rios, grandiosidade   das suas florestas e riqu&iacute;ssima   biodiversidade. Para al&eacute;m dessas   singularidades, a ci&ecirc;ncia   vem mostrando que ela tem   um papel cr&iacute;tico na regula&ccedil;&atilde;o   do clima global, realizando trocas   de &aacute;gua, energia e carbono   entre o sistema terrestre e a   atmosfera. Os processos ecol&oacute;gicos   est&atilde;o associados aos   elementos da biodiversidade,   que abriga grande propor&ccedil;&atilde;o   das esp&eacute;cies que existem nos   tr&oacute;picos, pelo menos 18% das   esp&eacute;cies de plantas, 18% dos   peixes e 14% das aves.<sup>&#91;1&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por&eacute;m, o que poucos se   davam conta at&eacute; agora &eacute; que   a biodiversidade amaz&ocirc;nica foi mantida, ao longo dos s&eacute;culos,   pela diversidade cultural dos   seus povos. Os modos de vida   das comunidades ind&iacute;genas e   locais conseguem manter seus   ecossistemas &iacute;ntegros, extraindo   recursos das suas florestas   e dos rios. As &aacute;reas de agricultura   ou ro&ccedil;as s&atilde;o normalmente   pequenas, com estrat&eacute;gias   pr&oacute;prias de deixar a terra descansar   e se regenerar, o que &eacute; chamado de pousio. Os produtos   colhidos tradicionalmente   na natureza s&atilde;o diversos e   incluem frutas como a&ccedil;a&iacute;, castanha-do-Brasil (ou castanha-do-par&aacute;), peixes, fibras usadas   em artesanatos e cestarias, e &oacute;leos medicinais como andiroba   e copa&iacute;ba, entre muitos   outros.<sup>&#91;2&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O l&aacute;tex (ou borracha),   extra&iacute;do da seringueira, representa   o s&iacute;mbolo mais hist&oacute;rico   do extrativismo amaz&ocirc;nico   que ganhou o mundo e segue   ainda relevante em cadeias locais.   Entretanto, ela n&atilde;o trouxe   prosperidade duradoura &agrave;  Amaz&ocirc;nia. Embora tenha gerado   riqueza moment&acirc;nea durante   o ciclo da borracha (final   do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do XX),   essa riqueza ficou concentrada   nas m&atilde;os de poucos &#151; aviadores   e exportadores &#151; enquanto   os seringueiros viviam   em regime de endividamento,   depend&ecirc;ncia e servid&atilde;o por   d&iacute;vida. Este modelo extrativista   e pouco sustent&aacute;vel era baseado na explora&ccedil;&atilde;o intensiva   de m&atilde;o de obra, sem promover   infraestrutura, educa&ccedil;&atilde;o   ou diversifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. A   produ&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tica mais competitiva   de borracha levou ao colapso   da economia amaz&ocirc;nica.   Assim, a extra&ccedil;&atilde;o deste produto   simb&oacute;lico gerou profundas    desigualdades sociais e n&atilde;o   gerou bases estruturais para o desenvolvimento regional.<sup>&#91;3&#93;</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A biodiversidade   amaz&ocirc;nica foi   mantida, ao longo   dos s&eacute;culos, pela   diversidade cultural   dos seus povos."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s o decl&iacute;nio do ciclo   da borracha, a economia amaz&ocirc;nica   manteve-se baseada   em outras cadeias extrativistas,   embora de forma mais fragmentada   e restrita. A castanha-do-par&aacute; tornou-se uma das   principais fontes de renda para   seringueiros e comunidades   tradicionais, enquanto produtos   como &oacute;leos vegetais &#151; de   Copa&iacute;ba, Andiroba, Buriti e   Ucuuba &#151; ganharam import&acirc;ncia   na ind&uacute;stria e na medicina   popular. A extra&ccedil;&atilde;o de   madeira expandiu-se a partir   da segunda metade do s&eacute;culo   XX. Ao mesmo tempo, expandiu-se amplamente tamb&eacute;m a   pecu&aacute;ria e finalmente a produ&ccedil;&atilde;o   de monocultivos como   soja. Essas transforma&ccedil;&otilde;es de   usos da terra acompanharam   grandes transforma&ccedil;&otilde;es socioambientais,   com impactos   significativos, como desmatamentos,   degrada&ccedil;&atilde;o, perda de   conectividade das paisagens e de coes&atilde;o social.<sup>&#91;2&#93;</sup> (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a06fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Mais recentemente, produtos   naturais como o a&ccedil;a&iacute;, o   cupua&ccedil;u e o baba&ccedil;u consolidaram-se como bases da sociobiodiversidade   amaz&ocirc;nica,   ligando o extrativismo &agrave; economia   local e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o dos   modos de vida tradicionais. A   economia da sociobiodiversidade   engloba uma ampla    gama de produtos e benef&iacute;cios sociais e ecol&oacute;gicos resultantes   dos ecossistemas e dos   sistemas de conhecimento e   pr&aacute;ticas de manejo dos Povos   Ind&iacute;genas e Comunidades   Locais da Amaz&ocirc;nia. A expans&atilde;o   desta economia &eacute; vista   como uma alternativa poderosa   para barrar a economia da   destrui&ccedil;&atilde;o e promover uma   nova era de prosperidade na   regi&atilde;o.<sup>&#91;3&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na &uacute;ltima d&eacute;cada, a  "bioeconomia" come&ccedil;ou a se   difundir amplamente mundo   afora e, na Amaz&ocirc;nia, passou   a englobar a chamada economia   da sociobiodiversidade.   Entretanto, o termo tamb&eacute;m   abrange muitas outras cadeias,   como a de biocombust&iacute;veis   plantados em monocultivos.    A bioeconomia emergiu em   pa&iacute;ses industrializados, como resposta &agrave; necessidade de mitiga&ccedil;&atilde;o   de emiss&otilde;es de gases   de efeito estufa e transi&ccedil;&atilde;o   energ&eacute;tica. Ao se difundir na   Am&eacute;rica Latina, no contexto de   regi&otilde;es ecologicamente sens&iacute;veis   e socialmente vulner&aacute;veis,   como no caso da Amaz&ocirc;nia,   surgiu a necessidade de integrar   ao conceito princ&iacute;pios de   conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade   e dos ecossistemas, equidade   e justi&ccedil;a social.<sup>&#91;4&#93;</sup> Pensadores   da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica manifestaram   a preocupa&ccedil;&atilde;o de que   bioeconomia seria um termo   amplo demais para se referir    aos sistemas biodiversos amaz&ocirc;nicos   e assim identificaram   a necessidade de distinguir   esses diferentes modelos econ&ocirc;micos.   Prop&ocirc;s-se ent&atilde;o usar   o conceito de "sociobioeconomia" como uma ramifica&ccedil;&atilde;o   dentro da bioeconomia para   se referir &agrave; economia da sociobiodiversidade.<sup>&#91;5&#93;</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Da Bioeconomia &agrave;  Sociobioeconomia:   construindo a   sustentabilidade   na Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No documento  "Reimaginando a bioeconomia   para a Amaz&ocirc;nia", os autores   enfatizam que a imensa   biodiversidade da Amaz&ocirc;nia e   a presen&ccedil;a de centenas de comunidades   ind&iacute;genas e tradicionais   requerem a necessidade   imperativa de abordagens   localizadas para compreender   a bioeconomia e capitalizar seu   potencial.<sup>&#91;6&#93;</sup> Em entrevistas realizadas   neste trabalho, muitos   atores locais no Brasil revelaram   a percep&ccedil;&atilde;o de que o termo"bioeconomia" teria sido cooptado pelo "capitalismo   verde" e assim n&atilde;o refletiria as   atividades geradoras de renda   que promovem o bem-estar   dos povos da floresta com   base nos seus conhecimentos   tradicionais e coexist&ecirc;ncia harmoniosa   com a natureza.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Os sistemas   produtivos da   sociobioeconomia   s&atilde;o apoiados   na produ&ccedil;&atilde;o   familiar ou nas   comunidades."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mesma preocupa&ccedil;&atilde;o   levou<sup>&#91;5&#93;</sup> a recomendar que "os   valores principais de bioeconomia   na Amaz&ocirc;nia devem   favorecer o fortalecimento de   economias substantivamente   enraizadas e compat&iacute;veis com   um modelo de bioeconomia   de floresta em p&eacute; e rios fluindo,   com forte componente    comunit&aacute;rio que valorize o   conhecimento e os modos de   vida das popula&ccedil;&otilde;es tradicionais".   A bioeconomia amaz&ocirc;nica   deve garantir princ&iacute;pios-chave, que incluem prescindir   de desmatamentos, fortalecer   as pr&aacute;ticas culturais e econ&ocirc;micas   milenares das comunidades   tradicionais e locais,    valoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade   e garantir a distribui&ccedil;&atilde;o equitativa   dos benef&iacute;cios com as   comunidades locais.<sup>&#91;7&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dessa forma, pode-se observar   que h&aacute; uma converg&ecirc;ncia   de vis&otilde;es sobre a bioeconomia   na realidade amaz&ocirc;nica,   na qual a sociobioeconomia   deve ser o eixo central da voca&ccedil;&atilde;o   da regi&atilde;o, na qual a prote&ccedil;&atilde;o   e garantia dos territ&oacute;rios ind&iacute;genas e de comunidades    tradicionais torna-se um compromisso&eacute;tico-normativo para   desenvolver uma bioeconomia   que seja inclusiva, al&eacute;m da necessidade   de integra&ccedil;&atilde;o entre   conhecimentos tradicionais e   cient&iacute;ficos.<sup>&#91;8&#93;</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>O que &eacute; a   sociobioeconomia   amaz&ocirc;nica?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A sociobioeconomia na   regi&atilde;o inclui uma ampla gama   de atividades que mant&ecirc;m a   diversidade cultural e as paisagens   multifuncionais produtivas   e conservadas, ao mesmo tempo,   em que promovem valor   econ&ocirc;mico e social agregado  &agrave; biodiversidade e &agrave; agrobiodiversidade   da Amaz&ocirc;nia.<sup>&#91;9&#93;</sup> Isto   inclui o fornecimento de in&uacute;meros   servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos   por meio da conserva&ccedil;&atilde;o e da   restaura&ccedil;&atilde;o de ecossistemas   terrestres e aqu&aacute;ticos, assim   como atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o e   do processamento diversificado   de plantas nativas (frutas,   nozes, rem&eacute;dios) e peixes,    entre outros. As atividades da   sociobioeconomia geram alto   valor agregado, enquanto protegem   os ecossistemas nativos   e s&atilde;o compat&iacute;veis com os   meios de vida das popula&ccedil;&otilde;es   ind&iacute;genas, tradicionais e locais.   Eles s&atilde;o baseados em esp&eacute;cies   e ecossistemas nativos ou sob   manejo sustent&aacute;vel, como as   agroflorestas biodiversas e sistemas   tradicionais. Em geral,   tais sistemas n&atilde;o implicam em   desmatamentos, degrada&ccedil;&atilde;o   ou polui&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas   locais.<sup>&#91;9&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os sistemas produtivos da   sociobioeconomia s&atilde;o apoiados   na produ&ccedil;&atilde;o familiar ou nas comunidades. Eles s&atilde;o baseados   no uso de produtos florestais   e pesqueiros diversos, assim   como na ampla gama de sistemas   agroflorestais tradicionais   sendo os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o   mais antigos na Amaz&ocirc;nia, e   incorporam muitas dimens&otilde;es   da defini&ccedil;&atilde;o de sociobioeconomia.   Esses sistemas geram alto   valor com impactos ambientais   baixos ou at&eacute; mesmo positivos   ao aproveitar a biodiversidade   e os recursos gen&eacute;ticos &uacute;nicos   da regi&atilde;o.<sup>&#91;9&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>O que est&aacute; inclu&iacute;do na sociobioeconomia</i> <sup>&#91;9, 10&#93;</sup></b></font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- Conserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas   nativos para mercados de servi&ccedil;os   ecossist&ecirc;micos (e.g. carbono,   biodiversidade e &aacute;gua).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Cultivo e extra&ccedil;&atilde;o de frutas   nativas (e.g. castanha-do-brasil, a&ccedil;a&iacute;).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Cultivo de frutas e outros   produtos em agroflorestas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Cultivo e extra&ccedil;&atilde;o de plantas   medicinais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Pesca e aquicultura   sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>O que n&atilde;o est&aacute; inclu&iacute;do na   sociobioeconomia</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Extra&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis   f&oacute;sseis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Desmatamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Extra&ccedil;&atilde;o insustent&aacute;vel   de madeira e produtos   n&atilde;o-madeireiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Pecu&aacute;ria e monocultivos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> - Sobrepesca.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Minera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Exemplos de   sistemas da   sociobioeconomia   amaz&ocirc;nica <sup>&#91;11&#93;</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Co-manejo de Pirarucu em   Reservas de Desenvolvimento   Sustent&aacute;vel no Amazonas</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O pirarucu, o maior peixe   de escamas de &aacute;gua doce do   mundo, estava severamente amea&ccedil;ado h&aacute; uma d&eacute;cada. O   seu alto valor comercial e import&acirc;ncia   nas dietas locais levaram &agrave; pesca insustent&aacute;vel   e diminui&ccedil;&atilde;o dos estoques   pesqueiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em &aacute;reas protegidas do   rio Juru&aacute;, foram estabelecidos   acordos de pesca comunit&aacute;rios   entre pescadores, apoiados   por Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o   Governamentais locais. O trabalho,   em territ&oacute;rios coletivos   protegidos de plan&iacute;cies alag&aacute;veis,   envolve o monitoramento   populacional pelas pr&oacute;prias    comunidades usando contagens   visuais diretas dos peixes   nos rios e lagos. O pirarucu   vem &agrave; superf&iacute;cie da &aacute;gua para   respirar e assim sua popula&ccedil;&atilde;o   pode ser estimada observando   o n&uacute;mero de vezes em que ele   sobe &agrave; superf&iacute;cie.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A combina&ccedil;&atilde;o do controle   da pesca, monitoramento   dos estoques e a ado&ccedil;&atilde;o de   medidas de prote&ccedil;&atilde;o permitiu   conciliar o desenvolvimento   econ&ocirc;mico das fam&iacute;lias com   a preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas   aqu&aacute;ticos e a manuten&ccedil;&atilde;o   das comunidades tradicionais   que dependem desse recurso   natural. Foram estabelecidas  &eacute;pocas espec&iacute;ficas nas quais   a pesca do pirarucu &eacute; permitida   para a esp&eacute;cie ter tempo   suficiente para se reproduzir e   manter seu estoque populacional   saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A popula&ccedil;&atilde;o do pirarucu   foi recuperada, com um   aumento estimado de 425%.   Institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias foram   criadas e fortalecidas, com   milhares de fam&iacute;lias sendo beneficiadas   em 28 territ&oacute;rios, o   que gerou renda e bem-estar   social para as comunidades locais,   incluindo o engajamento   de mulheres e jovens.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Agroflorestas em Tom&eacute;-A&ccedil;u   no Par&aacute;</i><sup>&#91;3&#93;</sup></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em Tom&eacute;-A&ccedil;u, no Par&aacute;,   as pr&aacute;ticas agroflorestais surgiram   no final da d&eacute;cada de   1960 como resposta &agrave; crise das   monoculturas de pimenta-do-reino, afetadas por doen&ccedil;as   e pre&ccedil;os baixos. A solu&ccedil;&atilde;o encontrada   pelos agricultores foi   diversificar a produ&ccedil;&atilde;o, originando   o Sistema Agroflorestal   de Tom&eacute;-A&ccedil;u (SAFTA), baseado   na integra&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies   agr&iacute;colas e florestais. Essa inova&ccedil;&atilde;o   transformou a regi&atilde;o em   um polo de exporta&ccedil;&atilde;o de produtos   com alto valor agregado,   especialmente para o Jap&atilde;o e   os Estados Unidos, e em um   exemplo de refer&ecirc;ncia nacional   e internacional em agrofloresta.   A Cooperativa Agr&iacute;cola   Mista de Tom&eacute;-A&ccedil;u (CAMTA),   criada a partir de uma organiza&ccedil;&atilde;o   dos imigrantes japoneses   fundadores da col&ocirc;nia   em 1929, conta hoje com mais   de 170 cooperados e 1.800   agricultores familiares, gerando   cerca de 10 mil empregos   diretos e indiretos. Entre os   principais produtos est&atilde;o pimenta-do-reino, cacau, &oacute;leos   vegetais e polpas de frutas regionais.   Os SAFTAs combinam   esp&eacute;cies ex&oacute;ticas e nativas,   como cacau, cupua&ccedil;u, a&ccedil;a&iacute;,   tapereb&aacute;, castanha-do-par&aacute; e   madeiras nobres, promovendo    sustentabilidade econ&ocirc;mica e   ambiental. O cooperativismo   e o trabalho coletivo sempre   foram pilares do desenvolvimento   local, contrastando   com rela&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas e   clientelistas comuns em outras   partes da Amaz&ocirc;nia. A experi&ecirc;ncia   demonstra a import&acirc;ncia   de fortalecer a coopera&ccedil;&atilde;o,   a agrofloresta biodiversa e a   amplia&ccedil;&atilde;o dos mercados para consolidar modelos de produ&ccedil;&atilde;o   sustent&aacute;veis e socialmente   inclusivos na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"As   sociobioeconomias   representam hoje   uma das principais   esperan&ccedil;as para   uma transi&ccedil;&atilde;o   a modelos de   desenvolvimento   mais justos e   pr&oacute;speros de   enfrentamento   aos problemas   socioambientais que   enfrentamos."</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A bioeconomia   que n&atilde;o se quer   para a Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversos autores identificam   riscos potenciais caso a   bioeconomia n&atilde;o se desenvolva   de forma sustent&aacute;vel.   Por exemplo, a produ&ccedil;&atilde;o de   a&ccedil;a&iacute; &#151; o produto mais proeminente   da regi&atilde;o e o primeiro   a ultrapassar um valor de mercado   de US$ 1 bilh&atilde;o &#151; pode   promover a conserva&ccedil;&atilde;o e o   empoderamento local quando   manejado dentro de florestas   biodiversas. No entanto, a r&aacute;pida   expans&atilde;o e intensifica&ccedil;&atilde;o   do manejo e do cultivo tamb&eacute;m   t&ecirc;m levado &agrave; perda da   biodiversidade e &agrave; vulnerabilidade   social com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os diversos riscos (Lopes   et al. 2023) podem ser categorizados   em cinco tipos   principais:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">(1) <b>Riscos de Injusti&ccedil;a Social   e Territorial que envolvem   a reprodu&ccedil;&atilde;o de desigualdades   hist&oacute;ricas e novas   formas de exclus&atilde;o socioecon&ocirc;mica   no contexto   da bioeconomia.</b> Eles   podem se propagar, por   exemplo, a partir do interesse   de grandes empresas   em territ&oacute;rios coletivos,   que pode acirrar conflitos   territoriais e gerar apropria&ccedil;&atilde;o   de benef&iacute;cios, levando   movimentos sociais e institui&ccedil;&otilde;es   da sociedade civil a   adotar postura de cautela   (Carta da Amaz&ocirc;nia, 2021).   A corrida para apropria&ccedil;&atilde;o   de terras para investimento   e acumula&ccedil;&atilde;o de capital,   tamb&eacute;m conhecido como  "Land-grabbing", pode resultar   em expropria&ccedil;&atilde;o de   comunidades, conflitos e   danos ambientais. A falta   ou pouca participa&ccedil;&atilde;o e   controle social, com aus&ecirc;ncia   de processos participativos   leg&iacute;timos e de mecanismos   de governan&ccedil;a que   assegurem o protagonismo   das popula&ccedil;&otilde;es locais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">(2) <b>Riscos de Governan&ccedil;a e   Institucionais que se relacionam  &agrave; aus&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o   entre atores e pol&iacute;ticas,   e &agrave; fragilidade de   institui&ccedil;&otilde;es locais em assegurar   equidade e sustentabilidade   nas cadeias da   bioeconomia.</b> Insuficiente   governan&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o   entre atores, que inclui a    fragmenta&ccedil;&atilde;o institucional   e baixa integra&ccedil;&atilde;o entre   pol&iacute;ticas, programas e n&iacute;veis de governo. Envolvem ainda   distor&ccedil;&otilde;es no uso de   instrumentos e incentivos   inovadores &#151; mecanismos   como mercado de carbono,   Pagamento por Servi&ccedil;os   Ambientais (PSA) e cadeias   de alto valor (ex.: gastronomia   gourmet) podem gerar   assimetrias, especula&ccedil;&atilde;o   e explora&ccedil;&atilde;o das comunidades   locais. Modelos de   explora&ccedil;&atilde;o inadequados &#151; replica&ccedil;&atilde;o de modelos de   desenvolvimento centrados   na extra&ccedil;&atilde;o de insumos,   sem agregar valor local ou   respeitar a diversidade de din&acirc;micas amaz&ocirc;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">(3) <b>Riscos Econ&ocirc;micos e de   Mercado que abrangem   efeitos negativos decorrentes   do crescimento   da demanda global e da   estrutura desigual das   cadeias produtivas.</b> Ele   ocorre, por exemplo, pelo   aumento de demanda por   produtos amaz&ocirc;nicos, que   pode gerar escassez local   e encarecimento, afetando   a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional   das comunidades.   Outra quest&atilde;o relevante &eacute;  a potencial bioprospec&ccedil;&atilde;o   de insumos com reparti&ccedil;&atilde;o   desigual de benef&iacute;cios, na   qual a explora&ccedil;&atilde;o de recursos   gen&eacute;ticos e conhecimentos   tradicionais ocorre   sem retorno justo para popula&ccedil;&otilde;es   locais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">(4) <b>Riscos Ambientais e de   Intensifica&ccedil;&atilde;o Produtiva   relacionados &agrave; press&atilde;o   sobre ecossistemas e &agrave;  degrada&ccedil;&atilde;o associada   ao manejo inadequado.</b> Um caso emblem&aacute;tico &eacute;  a intensifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o   agroflorestal sem governan&ccedil;a   adequada, com pr&aacute;ticas predat&oacute;rias como o    adensamento de a&ccedil;aizeiros   (processo conhecido como "a&ccedil;aiza&ccedil;&atilde;o") ou a expans&atilde;o   de monocultivos de dend&ecirc; que podem reduzir a diversidade,   aumentar a vulnerabilidade   ecol&oacute;gica e precarizar   o trabalho comunit&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">(5) <b>Riscos de Ilegalidades e   Viol&ecirc;ncias a partir da atua&ccedil;&atilde;o   de redes criminosas e   na fragilidade do Estado   em garantir seguran&ccedil;a   territorial e ambiental.</b> Ilegalidades e viol&ecirc;ncias associadas   ao crime organizado,   especialmente ligadas   ao mercado ilegal de terras   e madeira, afetando a din&acirc;mica   e a reputa&ccedil;&atilde;o das cadeias   produtivas no bioma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>A travessia rumo ao   florescimento das   sociobioeconomias</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em tempos de crise clim&aacute;tica,   amea&ccedil;as &agrave; biodiversidade   e riscos de perdas irrevers&iacute;veis  &agrave; sociedade, especialmente   povos ind&iacute;genas e comunidades   locais, novos modelos de   desenvolvimento s&atilde;o urgentemente   necess&aacute;rios para a   Amaz&ocirc;nia. As sociobioeconomias   representam hoje uma    das principais esperan&ccedil;as para   uma transi&ccedil;&atilde;o a modelos de   desenvolvimento mais justos   e pr&oacute;speros de enfrentamento   aos problemas socioambientais   que enfrentamos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os modelos inovadores   de desenvolvimento econ&ocirc;mico   devem contar com sistemas   de produ&ccedil;&atilde;o multifuncionais   que garantam a biodiversidade   local e a conectividade ecol&oacute;gica   e social, incluindo florestas   nativas, manejo de florestas e ecossistemas aqu&aacute;ticos, turismo    e sistemas agr&iacute;colas sem   grandes impactos ambientais.   <sup>&#91;2&#93;</sup> A transi&ccedil;&atilde;o para estes modelos   inovadores, entretanto,   depende de uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as   estruturantes profundas   a serem feitas na regi&atilde;o,   que garantam a transforma&ccedil;&atilde;o   da economia de destrui&ccedil;&atilde;o   para uma economia do conhecimento   baseada na natureza.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as principais mudan&ccedil;as   incluem-se transforma&ccedil;&otilde;es   na infraestrutura para   estimular mercados promissores   para os produtos de sociobiodiversidade   e reduzir a depend&ecirc;ncia   de intermedi&aacute;rios   que participam das cadeias de   comercializa&ccedil;&atilde;o. A facilita&ccedil;&atilde;o   da mobilidade das popula&ccedil;&otilde;es   rurais e seu acesso a servi&ccedil;os   urbanos por meio de sistemas   de informa&ccedil;&atilde;o, transporte fluvial,   internet de alta qualidade   e oferta de interc&acirc;mbios, forma&ccedil;&otilde;es   e treinamentos. Al&eacute;m   disso, as cidades t&ecirc;m papel   importante em fortalecer os   mercados onde os agricultores    familiares atuam por meio   de cooperativas focadas na industrializa&ccedil;&atilde;o   do que j&aacute; produzem.<sup>&#91;3&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Acima de tudo, o florescimento   das sociobioeconomias   depende de interromper   as atividades que amea&ccedil;am   as sociobioeconomias e as comunidades   que as sustentam,   garantindo salvaguardas contra   a bioeconomia que n&atilde;o   se quer para a regi&atilde;o. Ele depende   ainda do pleno direito    e acesso &agrave; terra e aos recursos   naturais dessas comunidades,   bem como garantir a demarca&ccedil;&atilde;o   de terras e a prote&ccedil;&atilde;o dos   territ&oacute;rios. Isto &eacute; importante   uma vez que estas comunidades   usam recursos de forma comum e compartilhada, como   pesca, produtos florestais madeireiros    e n&atilde;o madeireiros. O   desenho e implementa&ccedil;&atilde;o de   processos de planejamento de   forma transparente e participativa,   baseado nos sistemas   de conhecimento das comunidades   ind&iacute;genas e locais e na   integra&ccedil;&atilde;o com conhecimentos   cient&iacute;ficos onde houver demandas.<sup>&#91;2, 9&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante reconhecer   que existe uma diversidade de   contextos na Amaz&ocirc;nia, para   al&eacute;m das regi&otilde;es de florestas   e sistemas aqu&aacute;ticos conservados.   No arco do desmatamento,   existem extensas &aacute;reas   abertas e alguns remanescentes   florestais degradados   pela explora&ccedil;&atilde;o madeireira,    inc&ecirc;ndios florestais e efeitos de borda. As agendas de desenvolvimento   para a bioeconomia   devem ser adaptadas   para cada contexto. Por&eacute;m, &eacute; importante refor&ccedil;ar que a   sociobioeconomia deve ser a   ramifica&ccedil;&atilde;o da bioeconomia   mais incentivada nas &aacute;reas florestadas   e nas demais &aacute;reas   onde as florestas necessitam   ser restauradas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, deve-se considerar   que as pr&oacute;prias mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas, com aumento   de extremos de temperaturas e   inc&ecirc;ndios florestais, amea&ccedil;am   as atividades da sociobioeconomia   amaz&ocirc;nica. A grande   seca de 2023, por exemplo,   impactou a cadeia produtiva   do pirarucu no Juru&aacute;. A diminui&ccedil;&atilde;o   do n&iacute;vel dos lagos e dos   rios e a dificuldade de acesso aos ambientes de pesca impossibilitaram   muitas comunidades   de pescar. A cadeia do   a&ccedil;a&iacute; tamb&eacute;m &eacute; fortemente impactada   no per&iacute;odo de secas,   com redu&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o dos   frutos. A mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o   das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas   s&atilde;o cruciais para garantir que   as pr&oacute;prias solu&ccedil;&otilde;es para as   crises globais tenham chance   de produzir seus efeitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;1&#93; ZAPATA-R&Iacute;OS, G. <i>et al</i>. Cap&iacute;tulo   3: Diversidade biol&oacute;gica e redes   ecol&oacute;gicas na Amaz&ocirc;nia. In:   NOBRE, C. <i>et al</i>. (Eds.). <i>Relat&oacute;rio   de Avalia&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia</i> 2021. Trad. Jens Munck. Nova   Iorque: Rede de Solu&ccedil;&otilde;es para   o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel   das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 2021.   Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.aamazoniaquequeremos.org/pca-publicacoes/" target="_blank">https://www.aamazoniaquequeremos.org/pca-publicacoes/</a>. DOI: 10.55161/SNFD8916.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;2&#93; FERREIRA, J. <i>et al</i>. Cap&iacute;tulo 6:   Promo&ccedil;&atilde;o da conectividade em   cen&aacute;rios de produ&ccedil;&atilde;o: apoiando   sistemas multifuncionais para a   biodiversidade e o bem-estar. In:   PE&Ntilde;A CLAROS, M.; NOBRE, C.   A. <i>et al</i>. (Eds.). <i>Assessment Report   2025: &#91;t&iacute;tulo a confirmar&#93;.</i> New York:    Science Panel for the Amazon,   SDSN, 2025. DOI: 10.55161/HPUL7554.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;3&#93; ABRAMOVAY, R. <i>et al</i>. The   new bioeconomy in the Amazon:   opportunities and challenges   for a healthy standing forest and   flowing rivers. In: NOBRE, C. <i>et al</i>.   (Eds.). <i>Amazon Assessment Report   2021</i>. New York: United Nations   Sustainable Development Solutions    Network, 2021. Dispon&iacute;vel em:   <a href="https://www.theamazonwewant.org/spa-reports/" target="_blank">https://www.theamazonwewant.org/spa-reports/</a>. DOI: 10.55161/UGHK1968.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;4&#93; RODR&Iacute;GUEZ, A. G.;   RODRIGUES, M.; SOTOMAYOR,   O. <i>Towards a sustainable   bioeconomy in Latin America   and the Caribbean: elements   for a regional vision</i>. Santiago:   Economic Commission for Latin   America and the Caribbean   (ECLAC), 2019. (Natural Resources    and Development series, n. 193).   Dispon&iacute;vel em: <a href="https://repositorio.cepal.org/" target="_blank">https://repositorio.cepal.org/</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;5&#93; COSTA, F. <i>et al. Uma   bioeconomia inovadora para a   Amaz&ocirc;nia: conceitos, limites e   tend&ecirc;ncias para uma defini&ccedil;&atilde;o   apropriada ao bioma floresta   tropical</i>. S&atilde;o Paulo: WRI Brasil,   &#91;s.d.&#93;. (Texto para discuss&atilde;o).   Dispon&iacute;vel em: <a href="https://wribrasil.org.br/pt/publicacoes" target="_blank">https://wribrasil.org.br/pt/publicacoes</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;6&#93; LESENFANTS, Y. <i>et al. Reimagining   bioeconomy for   Amazonia.</i> Washington, D.C.:   Inter-American Development Bank,   2024. (IDB Technical Note).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;7&#93; BERGAMO, <i>et al</i>. The Amazon   bioeconomy: Beyond the use   of forest products. <i>Ecological   Economics</i>, v. 107448, 2022. DOI:   10.1016/j.ecolecon.2022.107448.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;8&#93; LOPES, D. B. <i>et al. Vis&otilde;es   sobre bioeconomia na Amaz&ocirc;nia:   oportunidades e desafios para a   atua&ccedil;&atilde;o da Embrapa</i>. Bras&iacute;lia, DF:   Embrapa, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;9&#93; GARRETT, R. <i>et al. Apoiando   sociobioeconomias de saud&aacute;veis   florestas em p&eacute; e rios fluindo na   Amaz&ocirc;nia</i>. Policy brief, 2023.   Dispon&iacute;vel em: <a href="https://por-policybriefs.sp-amazon.org/230805%20Bioeconomy%20PB_Final%20(Portuguese).pdf" target="_blank">https://por-policybriefs.sp-amazon.org/230805%20Bioeconomy%20PB_Final%20(Portuguese).pdf</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;10&#93; FERREIRA, J. <i>et al.</i> A lack of   clarity on the bioeconomy concept   might be harmful for Amazonian   ecosystems and its people.   <i>Ecological Economics</i>, v. 224, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;11&#93; CAMPOS-SILVA, J. V. Chamada  &agrave; a&ccedil;&atilde;o 20: Expandir a cogest&atilde;o   da pesca para transformar as   estruturas de conhecimento e   governan&ccedil;a nos sistemas de   produ&ccedil;&atilde;o amaz&ocirc;nicos. In: <i>Relat&oacute;rio   de Avalia&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia 2025  &#150; Conectividade da Amaz&ocirc;nia   para um Planeta Vivo</i>. New York:   Sustainable Development Solutions   Network, 2025. Dispon&iacute;vel em:   <a href="http://www.sp-amazon.org/publications" target="_blank">www.sp-amazon.org/publications</a>. DOI: 10.55161/YXVD926.    </font></p>      ]]></body><back>
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