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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pantanal em chamas: Riscos à saúde de bombeiros no contexto da crise climática]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Incêndios florestais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250064</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Pantanal em chamas: Riscos &agrave; sa&uacute;de de    bombeiros no contexto da crise clim&aacute;tica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Sofia Caumo<sup>I</sup>; Sandra Hacon<sup>II</sup>; Jessica Iaci Cruz de Andrade<sup>III</sup>; Renato Carreira<sup>IV</sup>; Carlos German Massone<sup>V</sup>;   Carla Simone Girotto de Almeida Pina<sup>VI</sup>; Eliane Ignotti<sup>VII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Pesquisadora visitante   na Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica   Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), desenvolvendo   pesquisas nas &aacute;reas de Mudan&ccedil;as   Clim&aacute;ticas, Sa&uacute;de P&uacute;blica e Ecologia Humana.    <br> <sup>II</sup>Atua na Escola Nacional   de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo   Cruz, integrante dos programas de   p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de mestrado de doutorado   em Ci&ecirc;ncias Ambientais da Universidade   estadual de Mato Grosso e   da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Fiocruz    <br> <sup>III</sup>Associada  &agrave; Sociedade Brasileira de Medicina   de Fam&iacute;lia e Comunidade (SBMFC)   e atua no Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena no Xingu (MT).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Professor Associado   2 e atual Diretor do Departamento   de Qu&iacute;mica da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).    <br> <sup>V</sup>Atua como   professor do Departamento de Qu&iacute;mica   da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).    <br> <sup>VI</sup>Pesquisadora da Faculdade de Ci&ecirc;ncias   da Sa&uacute;de da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT).    <br> <sup>VII</sup>Professora do curso de   Enfermagem da Faculdade de Ci&ecirc;ncias   da Sa&uacute;de da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O Pantanal brasileiro tem experimentado, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, um aumento expressivo na frequ&ecirc;ncia,   dura&ccedil;&atilde;o e intensidade dos inc&ecirc;ndios florestais, fen&ocirc;meno diretamente associado &agrave;s mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas, &agrave;s secas prolongadas e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es no uso do solo. Nesse contexto, bombeiros militares   e brigadistas atuam na linha de frente do combate ao fogo, estando expostos a condi&ccedil;&otilde;es extremas   e a uma complexa mistura de poluentes atmosf&eacute;ricos oriundos da queima de biomassa. Este   estudo avaliou a exposi&ccedil;&atilde;o de base &agrave; fuma&ccedil;a de inc&ecirc;ndios em 60 bombeiros e brigadistas atuantes   no bioma Pantanal, durante o per&iacute;odo de treinamento de 2022, nos munic&iacute;pios de Corumb&aacute; (MS) e   C&aacute;ceres (MT). A metodologia integrou aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios, biomonitoramento por meio da   an&aacute;lise de metab&oacute;litos urin&aacute;rios de hidrocarbonetos polic&iacute;clicos arom&aacute;ticos e an&aacute;lise ambiental de   amostras de solo. Os resultados evidenciaram a presen&ccedil;a de biomarcadores de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; queima   incompleta de mat&eacute;ria org&acirc;nica, mesmo fora do per&iacute;odo de combate direto ao fogo, indicando   exposi&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica relevante. Diferen&ccedil;as foram observadas entre bombeiros militares e brigadistas   quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o, v&iacute;nculos trabalhistas e percep&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, embora ambos os   grupos apresentem elevada vulnerabilidade. As amostras de solo refor&ccedil;aram a persist&ecirc;ncia ambiental   de compostos de combust&atilde;o. Os achados destacam a fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios como um importante   fator de risco ocupacional e ambiental, evidenciando a necessidade de pol&iacute;ticas integradas de   prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de dos trabalhadores no contexto da crise clim&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave:</b> Inc&ecirc;ndios florestais; Exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional; Pantanal; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas; Bombeiros;   Brigadistas</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Pantanal, a maior plan&iacute;cie   alagada do mundo, &eacute; amplamente   reconhecido por ser   fundamental na manuten&ccedil;&atilde;o   da biodiversidade e, tamb&eacute;m,   pelo seu papel vital no ciclo   global do carbono.<sup>&#91;1&#93;</sup> Contudo,   nos &uacute;ltimos anos, esse bioma   se tornou um s&iacute;mbolo ineg&aacute;vel   da crise clim&aacute;tica. A combina&ccedil;&atilde;o   entre estiagens severas,   temperaturas elevadas e altera&ccedil;&otilde;es   profundas no regime   hidrol&oacute;gico intensificou a ocorr&ecirc;ncia   e a dura&ccedil;&atilde;o dos inc&ecirc;ndios   florestais na regi&atilde;o.<sup>&#91;2&#93;</sup> O   relat&oacute;rio do Global Wetland   Outlook Report evidencia um   fato alarmante: entre 1970 e   2015, houve a perda de cerca   de 35% dos ecossistemas  &uacute;midos globais; a velocidade   de desaparecimento das &aacute;reas  &uacute;midas &eacute; aproximadamente   tr&ecirc;s vezes superior &agrave; das florestas.<sup>&#91;3&#93;</sup> (<a href="#fig01">Figura 1</a>)</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a10fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Epis&oacute;dios como os de   2020, quando quase um ter&ccedil;o   do bioma transformou-se em chamas, e novas temporadas   cr&iacute;ticas em 2023 e 2024, marcaram   n&atilde;o apenas recordes hist&oacute;ricos   de &aacute;reas queimadas,<sup>&#91;4,5&#93;</sup> mas tamb&eacute;m uma tend&ecirc;ncia   crescente de frequ&ecirc;ncia e severidade   dos inc&ecirc;ndios observada   na &uacute;ltima d&eacute;cada,<sup>&#91;5&#93;</sup> sinalizando   potencial crise sist&ecirc;mica   em vez de epis&oacute;dios isolados.   Trata-se de um cen&aacute;rio persistente,   alimentado pelo aquecimento   global, press&otilde;es antropog&ecirc;nicas   e pelas mudan&ccedil;as   no uso do solo. (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a10fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">No centro desse cen&aacute;rio,   est&atilde;o bombeiros militares   e brigadistas &#150; trabalhadores   que atuam na linha de frente   de combate aos inc&ecirc;ndios florestais,   muitas vezes em condi&ccedil;&otilde;es   extremas de vulnerabilidade   e com recursos limitados de sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os brigadistas possuem   v&iacute;nculo de trabalho tempor&aacute;rio,   contratados pelo IBAMA   atrav&eacute;s do PREVFOGO. Os   bombeiros militares s&atilde;o servidores   p&uacute;blicos contratados   pelo Estado, integrantes do corpo militar estadual ou municipal.   Ambos os profissionais   enfrentam calor intenso, longas   jornadas, desidrata&ccedil;&atilde;o,   deslocamentos por caminhos   de dif&iacute;cil acesso e, sobretudo,   uma densa mistura de fuma&ccedil;a   contendo part&iacute;culas finas e   centenas de compostos t&oacute;xicos   derivados da queima de   biomassa.<sup>&#91;6&#93;</sup> Embora a fuma&ccedil;a   seja um elemento evidente   nos inc&ecirc;ndios florestais, seus   efeitos reais sobre a sa&uacute;de decorrente   da exposi&ccedil;&atilde;o desses   profissionais ao fogo ainda s&atilde;o   pouco conhecidos no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Enquanto a Ag&ecirc;ncia   Internacional de Pesquisa em   C&acirc;ncer (IARC) reconheceu   a exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional ao   combate a inc&ecirc;ndios como   uma atividade "carcinog&ecirc;nica   para humanos" (grupo 1), <sup>&#91;7&#93;</sup> no Brasil ainda h&aacute; poucas iniciativas   voltadas ao biomonitoramento   e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica   dos riscos enfrentados   por quem trabalha no combate   aos inc&ecirc;ndios florestais. No   caso do Pantanal, essa lacuna  &eacute; ainda mais preocupante: o   per&iacute;odo prolongado de seca,   a aus&ecirc;ncia de barreiras f&iacute;sicas   para o espalhamento do fogo,   a escassez de vias de escape e    a composi&ccedil;&atilde;o variada da vegeta&ccedil;&atilde;o   resultam em inc&ecirc;ndios   de dif&iacute;cil combate e exposi&ccedil;&otilde;es   prolongadas &agrave; fuma&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas   favorecendo per&iacute;odos de   secas severas e mais longas   e a inflamabilidade crescente   da vegeta&ccedil;&atilde;o, os bombeiros e   brigadistas tendem a ser atingidos   pelos impactos diretos   desse novo cen&aacute;rio de fogo de   forma aguda.<sup>&#91;8&#93;</sup> Al&eacute;m do risco   f&iacute;sico imediato de queimaduras   e exaust&atilde;o t&eacute;rmica, a exposi&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua &agrave; fuma&ccedil;a est&aacute; associada a inflama&ccedil;&atilde;o das   vias a&eacute;reas, piora da fun&ccedil;&atilde;o   pulmonar, altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares,   dist&uacute;rbios do sono   e aumento de marcadores celulares   relacionados ao estresse   oxidativo.<sup>&#91;6,8&#93;</sup> A longo prazo,   esses fatores podem contribuir   para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e   aumentar a probabilidade de   morbidade cardiorrespirat&oacute;ria   e certos tipos de c&acirc;ncer.<sup>&#91;8&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Compreender como esses   trabalhadores s&atilde;o afetados  &eacute; essencial para formular estrat&eacute;gias   de prote&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o,   desde melhorias em equipamentos   e protocolos at&eacute;  pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave;  sa&uacute;de ocupacional em um contexto   de emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica.   Neste estudo, apresentamos    uma avalia&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita da exposi&ccedil;&atilde;o   de bombeiros que atuam   no Pantanal, utilizando biomarcadores   capazes de indicar   absor&ccedil;&atilde;o de compostos org&acirc;nicos   derivados da fuma&ccedil;a. As   an&aacute;lises foram realizadas durante   o per&iacute;odo de treinamento,   antes da fase mais ativa dos inc&ecirc;ndios, permitindo diferenciar   a exposi&ccedil;&atilde;o de base (background   exposure) &#150; aquela que   precede o combate direto ao   fogo &#150; de exposi&ccedil;&otilde;es extremas que ocorrem em campo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Compostos   produzidos pela   fuma&ccedil;a como   marcadores de   exposi&ccedil;&atilde;o em   brigadistas e em   amostras de solo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo foi conduzido   com 60 bombeiros e brigadistas   que atuaram no bioma   Pantanal, nos munic&iacute;pios de   Corumb&aacute; (MS) e C&aacute;rceres (MT),   durante o per&iacute;odo de treinamento   anterior &agrave; temporada   de inc&ecirc;ndios em 2022. Nesse   momento, embora n&atilde;o estivessem   ainda envolvidos em    grandes frentes de fogo, muitos   realizavam queimadas controladas &#150; uma oportunidade importante para observar a exposi&ccedil;&atilde;o de base &agrave; fuma&ccedil;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Foram aplicados question&aacute;rios   presenciais em formato   de entrevistas para coletar   informa&ccedil;&otilde;es sobre perfil   demogr&aacute;fico, estilo de vida,   condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, uso de   equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o e   hist&oacute;rico recente de atividades   relacionadas ao fogo. Em   seguida, cada participante forneceu   uma amostra de urina,   utilizada para medir biomarcadores   que indicam absor&ccedil;&atilde;o   de subst&acirc;ncias presentes   na queima de biomassa. Esses   biomarcadores permitem estimar   a exposi&ccedil;&atilde;o individual aos   poluentes sem depender apenas   de medidas ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Paralelamente, amostras   de solo foram coletadas em diferentes  &aacute;reas do Pantanal para   identificar compostos associados  &agrave; combust&atilde;o presentes no   ambiente. Essa etapa ajudou a   compreender o contexto mais   amplo em que bombeiros e   brigadistas atuam, acessando   a influ&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios   passados.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"O Pantanal, a   maior plan&iacute;cie   alagada do mundo,  &eacute; amplamente   reconhecido por   ser fundamental   na manuten&ccedil;&atilde;o da   biodiversidade e,   tamb&eacute;m, pelo seu   papel vital no ciclo   global do carbono."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A combina&ccedil;&atilde;o destas tr&ecirc;s   abordagens &#150; question&aacute;rio, biomonitoramento e an&aacute;lise   ambiental &#150; possibilitou uma   avalia&ccedil;&atilde;o integrada da exposi&ccedil;&atilde;o   dos brigadistas e bombeiros   e dos fatores que moldam   esse risco em um bioma que se torna cada vez mais vulner&aacute;vel &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Estilo de vida   e impactos da   exposi&ccedil;&atilde;o de   fundo na vida   de bombeiros   e brigadistas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mesmo antes do in&iacute;cio   da temporada mais intensa de   inc&ecirc;ndios, os bombeiros e brigadistas   do Pantanal j&aacute; apresentavam   sinais de exposi&ccedil;&atilde;o   cr&ocirc;nica relevante a compostos   da fuma&ccedil;a (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Tais compostos   podem ser encontrados   em diversas fontes a partir da   queima incompleta de mat&eacute;ria   org&acirc;nica, estando presentes   no nosso dia a dia, inclusive   em alimentos e bebidas. Os   biomarcadores na urina indicaram   a presen&ccedil;a destes compostos   associados &agrave; queima   de mat&eacute;ria org&acirc;nica em praticamente   todos os participantes,   revelando que a exposi&ccedil;&atilde;o   n&atilde;o &eacute; restrita aos per&iacute;odos   de combate direto ao fogo.   A vida cotidiana, atividades   de treinamento e queimadas   controladas j&aacute; constituem um   cen&aacute;rio de risco &agrave; sa&uacute;de humana.   Fumantes apresentaram n&iacute;veis   duas vezes mais elevados   desses marcadores (<a href="#tab01">Tabela 1</a>),   comparado aos n&atilde;o fumantes,   que tamb&eacute;m demonstraram   exposi&ccedil;&atilde;o significativa, refor&ccedil;ando   a import&acirc;ncia do ambiente   como fonte prim&aacute;ria de   contato com a fuma&ccedil;a.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a10tab01.jpg"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os question&aacute;rios mostraram   similaridades e diferen&ccedil;as   entre os dois grupos de trabalhadores:   bombeiros militares   e brigadistas. Dois ter&ccedil;os dos   trabalhadores consideraram   seu estado de sa&uacute;de "bom"  (<a href="#tab01">Tabela 1</a>), embora relatem jornadas   longas, calor intenso,   hidrata&ccedil;&atilde;o insuficiente e, em   alguns casos, equipamentos   de prote&ccedil;&atilde;o inadequados ou   desconfort&aacute;veis. Esses fatores,   somados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua  &agrave; fuma&ccedil;a, comp&otilde;em um quadro   que favorece estresse t&eacute;rmico,   fadiga extrema, irrita&ccedil;&atilde;o   respirat&oacute;ria e maior vulnerabilidade   a doen&ccedil;as cardiovasculares  &#150; problemas amplamente   documentados em bombeiros   no cen&aacute;rio internacional.<sup>&#91;9&#150;11&#93;</sup> Alguns profissionais relataram   sintomas e complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios,   como tosse, irrita&ccedil;&atilde;o   da garganta e olhos, al&eacute;m de   coceiras na pele. Sabe-se que   a exposi&ccedil;&atilde;o a valores elevados   de poluentes pode causar efeitos   adversos &agrave; sa&uacute;de humana,   podendo ocasionar altera&ccedil;&otilde;es   da frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca, aumento   da press&atilde;o arterial, al&eacute;m de   redu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o pulmonar   e exacerba&ccedil;&atilde;o de casos de   doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica (DPOC).<sup>&#91;12,13&#93;</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A combina&ccedil;&atilde;o   entre estiagens   severas,   temperaturas   elevadas e   altera&ccedil;&otilde;es   profundas no   regime hidrol&oacute;gico   intensificou a   ocorr&ecirc;ncia e a   dura&ccedil;&atilde;o dos   inc&ecirc;ndios florestais   na regi&atilde;o."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Adicionalmente, as entrevistas   e question&aacute;rios revelaram   aspectos subconscientes   da forma como estes dois grupos   de profissionais percebem   suas atividades laborais. Os   bombeiros militares, organizados   com base na hierarquia e   disciplina militar, apresentaram   maior n&iacute;vel educacional, com   dois ter&ccedil;os dos participantes   alegando que acessaram o   ensino superior; j&aacute; os brigadistas,   metade deles afirmam ter alcan&ccedil;ado o ensino m&eacute;dio.   A an&aacute;lise comparativa entre   bombeiros militares e brigadistas   evidencia diferen&ccedil;as fundamentais   quanto ao conhecimento   sobre suas fun&ccedil;&otilde;es   laborais, direitos trabalhistas e   expectativas profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os bombeiros militares   demonstraram dom&iacute;nio mais   amplo e aprofundado acerca   de suas atribui&ccedil;&otilde;es institucionais,   bem como maior clareza   quanto &agrave;s garantias e obriga&ccedil;&otilde;es   previstas no regime estatut&aacute;rio   ao qual est&atilde;o submetidos.   Esse n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia   institucional e jur&iacute;dica tende    a refletir a forma&ccedil;&atilde;o mais estruturada   recebida por esses   profissionais. Assim como   em rela&ccedil;&atilde;o aos seus direitos   trabalhistas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, os brigadistas  &#150; contratados de forma   tempor&aacute;ria e vinculados a regimes   laborais prec&aacute;rios e sem   direitos trabalhistas &#150; apresentaram   menor familiaridade   com seus direitos e com os limites   e possibilidades inerentes &agrave;s suas atividades. Apesar dessa condi&ccedil;&atilde;o mais vulner&aacute;vel,    observou-se entre eles   um discurso marcado por uma   insatisfa&ccedil;&atilde;o com as circunst&acirc;ncias   de trabalho e, paradoxalmente,   n&iacute;veis mais elevados   de satisfa&ccedil;&atilde;o declarada. Esse   aparente paradoxo pode estar   atrelado &agrave; precariedade da   fun&ccedil;&atilde;o, na qual a oportunidade   de ocupa&ccedil;&atilde;o desta atividade   na sociedade em que eles   vivem, ainda que limitada em   termos de remunera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o   social, &eacute; percebida como uma coloca&ccedil;&atilde;o de forte status.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, os achados sugerem   que a percep&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o   entre brigadistas n&atilde;o   necessariamente reflete condi&ccedil;&otilde;es   objetivas de trabalho   mais favor&aacute;veis, mas pode estar   associada a expectativas   reduzidas, &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da   experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica e a v&iacute;nculos   comunit&aacute;rios e identit&aacute;rios    constru&iacute;dos no exerc&iacute;cio da atividade.   Em contraste, o maior   conhecimento institucional e   jur&iacute;dico entre bombeiros militares   pode contribuir tanto   para expectativas profissionais   mais elevadas quanto para   uma postura mais cr&iacute;tica em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise ambiental complementou   esse panorama.   Amostras de solo coletadas em   diferentes &aacute;reas do Pantanal   mostraram a presen&ccedil;a de compostos   t&iacute;picos de combust&atilde;o   de mat&eacute;ria org&acirc;nica, reflexo   de poss&iacute;veis inc&ecirc;ndios e ac&uacute;mulo   hist&oacute;rico de queimadas.   Alguns indicadores sugeriram   potencial risco &agrave; sa&uacute;de ao longo   do tempo, especialmente   quando somados &agrave;s exposi&ccedil;&otilde;es   repetidas &agrave;s quais brigadistas   e bombeiros est&atilde;o   submetidos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Os inc&ecirc;ndios   que acometem o   Pantanal geram   condi&ccedil;&otilde;es de   exposi&ccedil;&atilde;o que   configuram risco   significativo tanto   para a sa&uacute;de dos   trabalhadores   envolvidos no   combate ao fogo   quanto para   a integridade   ecol&oacute;gica do   bioma."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses achados ganham   maior relev&acirc;ncia quando interpretados   diante do contexto   das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O   Pantanal vive uma combina&ccedil;&atilde;o   de secas severas e prolongadas,   calor extremo e aumento   da inflamabilidade da vegeta&ccedil;&atilde;o,   condi&ccedil;&otilde;es que favorecem   a amplia&ccedil;&atilde;o da quantidade,   dura&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e intensidade   dos inc&ecirc;ndios. Em um   ciclo que se retroalimenta, per&iacute;odos   de fogo mais longos   significam mais dias de exposi&ccedil;&atilde;o  &agrave; fuma&ccedil;a, menor tempo   de recupera&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica e   descanso e maior risco acumulado   para doen&ccedil;as cardiorrespirat&oacute;rias    nos profissionais que   atuam no combate ao fogo.   (<a href="#fig02">Figura 2</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, a sa&uacute;de   dos brigadistas e bombeiros   emerge como um indicador   sentinela dos avan&ccedil;os da crise   clim&aacute;tica. Eles s&atilde;o os primeiros   a vivenciar os efeitos diretos das mudan&ccedil;as no regime de   fogo e, ao mesmo tempo, os   mais expostos aos riscos invis&iacute;veis   da fuma&ccedil;a. A presen&ccedil;a   constante de biomarcadores   relacionados &agrave; queima nas   amostras de solo e urina dos   bombeiros e brigadistas, mesmo   fora de grandes inc&ecirc;ndios,   sugere que tanto o ambiente   em que vivem quanto o organismo   desses trabalhadores   opera sob exposi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua,   condi&ccedil;&atilde;o que tende a se   agravar &agrave; medida que eventos   clim&aacute;ticos extremos se tornam   mais frequentes e intensos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados refor&ccedil;am   a urg&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias que   v&atilde;o al&eacute;m da resposta emergencial.  &Eacute; necess&aacute;rio investir   em preven&ccedil;&atilde;o, fortalecimento   da sa&uacute;de ocupacional, desenvolvimento   de equipamentos   adequados ao clima extremo   e monitoramento cont&iacute;nuo do   impacto f&iacute;sico e fisiol&oacute;gico do   trabalho. Em um bioma transformado   pelo clima, proteger   quem combate o fogo &eacute;  tamb&eacute;m proteger as comunidades   e os ecossistemas que   dependem do Pantanal para   sobreviver.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De forma convergente,   os inc&ecirc;ndios que acometem   o Pantanal geram condi&ccedil;&otilde;es   de exposi&ccedil;&atilde;o que configuram   risco significativo tanto para a   sa&uacute;de dos trabalhadores envolvidos   no combate ao fogo   quanto para a integridade   ecol&oacute;gica do bioma. A an&aacute;lise   comparativa entre bombeiros    militares e brigadistas demonstrou   que, embora apresentem   perfis distintos de forma&ccedil;&atilde;o,   inser&ccedil;&atilde;o profissional e compreens&atilde;o de seus direitos   trabalhistas, ambos os grupos   permanecem altamente vulner&aacute;veis   aos efeitos adversos da   fuma&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As amostras de solo analisadas   refor&ccedil;am a magnitude   desse problema ao evidenciarem   a deposi&ccedil;&atilde;o de material   particulado e res&iacute;duos de combust&atilde;o,   indicativos do transporte   e ac&uacute;mulo de compostos   t&oacute;xicos no ambiente. Esses   achados confirmam a degrada&ccedil;&atilde;o   ambiental associada aos   inc&ecirc;ndios e apontam para a   possibilidade de reexposi&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua dos trabalhadores e   das popula&ccedil;&otilde;es locais, uma   vez que o solo contaminado   pode atuar como reservat&oacute;rio   de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas e   carcinog&ecirc;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dessa forma, o estudo   revelou que a fuma&ccedil;a dos inc&ecirc;ndios   representa um potencial   danoso expressivo, capaz   de provocar impactos &agrave; sa&uacute;de   de bombeiros e brigadistas,   ampliando suas vulnerabilidades   em um contexto j&aacute;  marcado por desigualdades   sociais, institucionais e trabalhistas.    Simultaneamente, os   danos ambientais associados,   evidenciados pela altera&ccedil;&atilde;o   das caracter&iacute;sticas do solo, indicam   efeitos persistentes que   ultrapassam o per&iacute;odo imediato   das queimadas. Esses resultados   refor&ccedil;am a necessidade   urgente de pol&iacute;ticas integradas   de preven&ccedil;&atilde;o, mitiga&ccedil;&atilde;o    e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de dos trabalhadores,   bem como de a&ccedil;&otilde;es   de monitoramento e recupera&ccedil;&atilde;o   ambiental que considerem   a complexidade dos per&iacute;odos   de inc&ecirc;ndios no Pantanal em   um cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas   crescentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Os resultados do presente   artigo encontram&#8209;se publicados em:</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Caumo S, Schramm A, Oliveira-Junior ES, Pina CSGA, Ignotti E,   Gioda A, Massone CG, Araujo LP,   Coelho CH, Carreira R, Hacon S.   Avalia&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o de base a   poluentes atmosf&eacute;ricos associados  &agrave; fuma&ccedil;a em bombeiros e brigadistas   durante o treinamento no bioma    Pantanal. Rev Bras Saude Ocup   &#91;Internet&#93;. 2026;51: no prelo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os autores expressam seus agradecimentos   aos Governos dos Estados   de Mato Grosso e de Mato Grosso   do Sul, ao Corpo de Bombeiros   Militar do Estado de Mato Grosso,   ao Centro Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o   e Combate aos Inc&ecirc;ndios   Florestais (PREVFOGO/IBAMA), &agrave;    Universidade do Estado de Mato   Grosso (UNEMAT) e &agrave; Universidade   Federal de Mato Grosso (UFMT),   pelo apoio institucional e log&iacute;stico  &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.   Agradecem, ainda, ao Centro   de Pesquisas, Desenvolvimento   e Inova&ccedil;&atilde;o Leopoldo Am&eacute;rico   Miguez de Mello (CENPES), onde   foram conduzidas as an&aacute;lises dos   metab&oacute;litos mono-hidroxilados de   hidrocarbonetos polic&iacute;clicos arom&aacute;ticos   (OH-HPAs).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">&#91;1&#93; Embrapa Pantanal. <i>O Pantanal</i>.   2021 &#91;citado 31 de janeiro de   2024&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.embrapa.br/pantanal/apresentacao/o-pantanal" target="_blank">https://www.embrapa.br/pantanal/apresentacao/o-pantanal</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;2&#93; Leal Filho W, Azeiteiro UM,   Salvia AL, Fritzen B, Libonati R.   <i>Fire in Paradise: Why the Pantanal   is burning</i>. 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