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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A extensão universitária na esfera do monitoramento de fauna atropelada em áreas urbanas]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Atropelamento de fauna]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana">10.48207/2317-6660.20250065</font></p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>A extens&atilde;o universit&aacute;ria na esfera   do monitoramento de fauna   atropelada em &aacute;reas urbanas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Stefani Michelon<sup>I</sup>; Mar&iacute;a Martha Torres Mart&iacute;nez<sup>II</sup>; Luana dos Santos da Concei&ccedil;&atilde;o<sup>III</sup>; Marina de Souza<sup>IV</sup>; Henrique Gelinski<sup>V</sup>;   Francisco Walison dos Santos Machi<sup>VI</sup>; Isabela Pivetta Trentini<sup>VII</sup>; Giovanna Giamberardino Bianchetti<sup>VIII</sup>; Juliana Paula de Souza<sup>IX</sup>;   Fernando de Camargo Passos<sup>X</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Graduada em Ci&ecirc;ncias   biol&oacute;gicas pela Universidade   Federal do Paran&aacute; (UFPR) e coordenadora   do eixo de Monitoramento de   Fauna Atropelada no projeto OLHA O BICHO! Lattes: http://lattes.cnpq.br/5376856967683535    <br> <sup>II</sup>P&oacute;s-doutoranda no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o   em Zoologia da Universidade   Federal do Paran&aacute; (UFPR), membro   da Rede Brasileira de Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde;  (RBCC) e coordenadora do eixo de Ci&ecirc;ncia   Cidad&atilde; no projeto de extens&atilde;o OLHA O BICHO!.    <br> <sup>III</sup>Licenciada em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas   pela Universidade Federal do Paran&aacute;  (UFPR) e volunt&aacute;ria do projeto de extens&atilde;o   OLHA O BICHO!, do Laborat&oacute;rio   de Biodiversidade, Conserva&ccedil;&atilde;o e Ecologia de Animais Silvestres (LABCEAS/UFPR).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Doutoranda no Programa   de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Zoologia,   no Laborat&oacute;rio de Biodiversidade, Conserva&ccedil;&atilde;o   e Ecologia de Animais Silvestres (LABCEAS), da UFPR.    <br> <sup>V</sup>Mestrando no   Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Zoologia   da Universidade Federal do Paran&aacute;  (UFPR), e volunt&aacute;rio do projeto OLHA O BICHO!.    <br> <sup>VI</sup>Doutorando no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o   em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o   da UFPR, pesquisador colaborador no   Laborat&oacute;rio de Biodiversidade, Conserva&ccedil;&atilde;o   e Ecologia de Animais Silvestres   (LABCEAS) e coordenador do eixo de    Monitoramento de Fauna Atropelada do projeto de extens&atilde;o OLHA O BICHO!.    <br> <sup>VII</sup>Doutoranda   no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em   Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Biodiversidade   da UNESP, e pesquisadora colaboradora   no Centro de Pesquisa em Biodiversidade   e Mudan&ccedil;as no Clima   (CBioClima) e no Laborat&oacute;rio de Biologia da Conserva&ccedil;&atilde;o (LaBiC).    <br> <sup>VIII</sup>Graduanda em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas   (Bacharelado) pela Pontif&iacute;cia Universidade   Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (PUCPR) e volunt&aacute;ria do projeto OLHA O BICHO!.    <br> <sup>IX</sup>Graduanda   em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas na Universidade   Federal do Paran&aacute; (UFPR) e volunt&aacute;ria no projeto OLHA O BICHO!    <br> <sup>X</sup>Professor   do Departamento de Zoologia   da Universidade Federal do Paran&aacute;,   Coordenador do Laborat&oacute;rio de Biodiversidade,   Conserva&ccedil;&atilde;o e Ecologia   de Animais Silvestres (LABCEAS) e do   Projeto OLHA O BICHO!, e Bolsista de Produtividade CNPq.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O projeto de extens&atilde;o "<i>OLHA O BICHO!</i>" busca monitorar os atropelamentos de fauna em &aacute;reas   urbanas, divulgar a problem&aacute;tica e envolver a comunidade local no levantamento de dados de   animais atropelados. Para isso, a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desenvolvidas em tr&ecirc;s frentes de atua&ccedil;&atilde;o: monitoramento   propriamente dito, divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e ci&ecirc;ncia cidad&atilde;. At&eacute; o momento, foram realizadas   44 expedi&ccedil;&otilde;es de campo, registrando 235 carca&ccedil;as de animais atropelados. A fim de divulgar   a tem&aacute;tica, o projeto conta com um Instagram que j&aacute; produziu 115 publica&ccedil;&otilde;es e alcan&ccedil;a mais de   2.700 contas mensalmente. No campo da ci&ecirc;ncia cidad&atilde;, foram produzidos materiais de orienta&ccedil;&atilde;o   para coleta de dados de animais atropelados e para professores. Como resultado, o projeto   gerou cinco trabalhos de conclus&atilde;o de curso (TCCs), um workshop, al&eacute;m de participa&ccedil;&otilde;es em   eventos. Espera-se divulgar a problem&aacute;tica do atropelamento de fauna e analisar seus impactos   no munic&iacute;pio de Curitiba/PR, aproximando a sociedade da universidade atrav&eacute;s da ci&ecirc;ncia cidad&atilde;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave: </b>Atropelamento de fauna; Ci&ecirc;ncia cidad&atilde;; Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica; Ecologia de   estradas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A biodiversidade enfrenta   amea&ccedil;as cont&iacute;nuas devido  &agrave;s r&aacute;pidas mudan&ccedil;as ambientais,   sendo a expans&atilde;o das   infraestruturas vi&aacute;rias uma das   principais fontes de risco.<sup>&#91;1,2&#93;</sup> Um dos efeitos dessa expans&atilde;o  &eacute; o atropelamento de fauna   silvestre, reconhecido como   uma das principais causas de    mortalidade de animais.<sup>&#91;3,4&#93;</sup> O   impacto dos atropelamentos   leva ao decl&iacute;nio populacional   de esp&eacute;cies, inclusive aquelas   amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, comprometendo   a integridade   ecol&oacute;gica dos ecossistemas.<sup>&#91;5&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A problem&aacute;tica &eacute; bastante   complexa em &aacute;reas onde   Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o fazem   fronteira com vias de tr&aacute;fego   intenso,<sup>&#91;6,7&#93;</sup> como ocorre   no munic&iacute;pio de Curitiba,   Paran&aacute;. Nesse cen&aacute;rio, o monitoramento   da fauna atropelada   torna-se uma ferramenta   fundamental para estimar mais    precisamente o problema. Por   meio da coleta de dados sistem&aacute;ticos,   o monitoramento auxilia   na identifica&ccedil;&atilde;o de pontos   cr&iacute;ticos de atropelamento e na   gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es que   subsidiam pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e   a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o desse   impacto.<sup>&#91;8&#93;</sup> Adicionalmente,   medidas que integrem a participa&ccedil;&atilde;o   da sociedade s&atilde;o cruciais   para a compreens&atilde;o dessa   problem&aacute;tica de uma forma   mais abrangente.<sup>&#91;9&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da relev&acirc;ncia do   tema, s&atilde;o escassas as iniciativas   que integram, articuladamente,   o monitoramento sistem&aacute;tico,   a participa&ccedil;&atilde;o social   por meio da ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e   a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.   <sup>&#91;10,11&#93;</sup> Nesse contexto, a extens&atilde;o   universit&aacute;ria surge como ponte essencial para transformar   conhecimento acad&ecirc;mico   em a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o,   integrando comunidade   acad&ecirc;mica e sociedade civil.<sup>&#91;12,13&#93;</sup> Uma iniciativa que   representa essa abordagem &eacute; o projeto de extens&atilde;o "<i>OLHA   O BICHO! Monitoramento   Participativo de Fauna   Atropelada no Entorno de   Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o   Urbanas</i>", desenvolvido no   munic&iacute;pio de Curitiba, vinculado   ao Laborat&oacute;rio de   Biodiversidade, Conserva&ccedil;&atilde;o e   Ecologia de Animais Silvestres   (LABCEAS), da Universidade   Federal do Paran&aacute; (UFPR).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto trata de uma   proposta que integra pesquisa,   ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica. Com ele, busca-se   monitorar e mapear a fauna   atropelada em vias pr&oacute;ximas a  &aacute;reas verdes urbanas, al&eacute;m de   promover a integra&ccedil;&atilde;o entre   ensino, pesquisa e extens&atilde;o   universit&aacute;ria, contribuindo para   a forma&ccedil;&atilde;o de pessoas com   uma vis&atilde;o cr&iacute;tica sobre a conserva&ccedil;&atilde;o   da fauna silvestre. A   ci&ecirc;ncia cidad&atilde; tem se mostrado   uma abordagem promissora   nesse contexto, ao promover a   participa&ccedil;&atilde;o ativa da sociedade   em todas as etapas do processo   cient&iacute;fico, como no registro de    animais atropelados, ampliando   significativamente a coleta   de dados, estimulando a conscientiza&ccedil;&atilde;o   ambiental e o engajamento   social para a conserva&ccedil;&atilde;o.<sup>&#91;3&#93;</sup> Aliada a essa proposta, a   divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica exerce papel   estrat&eacute;gico ao democratizar   o conhecimento, promover a   educa&ccedil;&atilde;o ambiental e incentivar   mudan&ccedil;as de comportamento   com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a   e import&acirc;ncia da fauna silvestre   nas paisagens urbanas.<sup>&#91;14&#93;</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"O impacto dos   atropelamentos   vai al&eacute;m das   perdas individuais,   contribuindo   para o decl&iacute;nio   populacional de   esp&eacute;cies, inclusive   aquelas amea&ccedil;adas   de extin&ccedil;&atilde;o."</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Frente a isso, o <i>OLHA O   BICHO!</i> tem como objetivos   principais (i) realizar o monitoramento   de fauna atropelada   de maneira sistem&aacute;tica nas regi&otilde;es   estudadas, (ii) promover   o envolvimento da popula&ccedil;&atilde;o   na coleta de dados por meio   da ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e (iii) fazer a   divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do problema   de forma ativa atrav&eacute;s   das redes sociais. Tais objetivos   visam obter um diagn&oacute;stico   sobre a fauna atropelada em   Curitiba, engajando a sociedade   na busca por solu&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto de extens&atilde;o &eacute;  estruturado a partir de tr&ecirc;s frentes   integradas de atua&ccedil;&atilde;o: monitoramento   de fauna atropelada,   ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica. Cada uma dessas   vertentes possui metodologias   espec&iacute;ficas, desenvolvidas de   acordo com seus objetivos e   respectivos p&uacute;blicos-alvo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Monitoramento de   fauna atropelada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O monitoramento de   fauna atropelada consiste em observa&ccedil;&otilde;es feitas de maneira   sistem&aacute;tica, que visam registrar,   identificar e quantificar   animais silvestres atropelados   em estradas e rodovias. Os   dados coletados buscam compreender   o impacto na fauna   a fim de gerar esfor&ccedil;os para    a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas   que possam mitigar os efeitos   negativos.<sup>&#91;5&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No presente projeto, a   coleta de dados da fauna atropelada  &eacute; padronizada, sendo   realizada com deslocamento   a p&eacute; e com o n&uacute;mero de observadores   que pode variar de   dois a quatro. Os observadores   se distribuem dos dois lados   do segmento estudado e   caminham observando a pista,   cal&ccedil;ada e regi&atilde;o ao entorno, a   fim de encontrar carca&ccedil;as de   animais atropelados. Esse esfor&ccedil;o   amostral &eacute; realizado duas   vezes por m&ecirc;s, com intervalo   de duas semanas entre cada   amostragem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o registro das carca&ccedil;as   encontradas, utiliza-se um   formul&aacute;rio online padronizado   contendo data e hora, coordenadas   geogr&aacute;ficas, al&eacute;m de um   campo para a pr&eacute;-identifica&ccedil;&atilde;o   do grupo taxon&ocirc;mico do animal   (anf&iacute;bio, ave, mam&iacute;fero ou   r&eacute;ptil) e esp&eacute;cie (quando poss&iacute;vel   identificar em campo).   Ainda, s&atilde;o realizados registros   fotogr&aacute;ficos das carca&ccedil;as e do   seu entorno para caracterizar   o trecho (tipo de pavimento e   vegeta&ccedil;&atilde;o), utilizando o aplicativo   Timestamp,<sup>&#91;15&#93;</sup> que indica   as coordenadas geogr&aacute;ficas   do local. Caso a identifica&ccedil;&atilde;o   do animal em campo n&atilde;o seja    vi&aacute;vel, os registros fotogr&aacute;ficos   s&atilde;o encaminhados para especialistas   parceiros do projeto,   que auxiliam nesse processo.   As carca&ccedil;as encontradas durante o trajeto s&atilde;o removidas   da via ou coletadas para   o tombamento em cole&ccedil;&otilde;es   cient&iacute;ficas, quando em bom   estado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os locais onde ocorrem   as coletas de dados situam-se   no munic&iacute;pio de Curitiba e s&atilde;o   selecionados de acordo com   a proximidade com &aacute;reas relevantes   para a conserva&ccedil;&atilde;o,   preferencialmente que interceptam  &aacute;reas protegidas. A seguir   s&atilde;o detalhadas duas &aacute;reas   de atua&ccedil;&atilde;o do projeto, uma   pela qual a coleta de dados j&aacute;  foi finalizada (Tingui), e outra   em que a coleta de dados est&aacute; em andamento (Zool&oacute;gico).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Tingui</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Como &aacute;rea piloto, foi   selecionado um segmento   no entorno de Reservas   Particulares do Patrim&ocirc;nio   Natural Municipal (RPPNMs)   na regi&atilde;o de Santa Felicidade,   bairro S&atilde;o Jo&atilde;o. O segmento estudado tem 5,1 km e situa-se entre v&aacute;rias &aacute;reas protegidas   (RPPNMs Tingui, Name,    Vila Clara e Airum&atilde; e Parque   Municipal Tingui) (<a href="#fig01">Figura 1</a>). O   monitoramento foi realizado   durante dois anos, entre mar&ccedil;o   de 2023 e fevereiro de 2025   (<a href="#fig02">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a11fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a11fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Zool&oacute;gico</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O projeto iniciou a coleta   de dados, em julho de 2025,   em um trecho de 5,9 km que d&aacute;  acesso ao Zool&oacute;gico Municipal   de Curitiba e est&aacute; inserido na   APA Municipal do Igua&ccedil;u. A  &aacute;rea foi selecionada em conjunto   com atividades de ci&ecirc;ncia   cidad&atilde;, que previamente   identificaram in&uacute;meros registros   de fauna atropelada nesta   regi&atilde;o via plataforma <i>iNaturalist</i> (<a href="http://www.inaturalist.org" target="_blank">www.inaturalist.org</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O mesmo padr&atilde;o metodol&oacute;gico,   apresentado anteriormente,   est&aacute; sendo aplicado   para os registros das carca&ccedil;as. No entanto, a fim de fortalecer   a atua&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia cidad&atilde;,   essa nova etapa conta com a   parceria de um cientista cidad&atilde;o,   que continua sua coleta   de dados com frequ&ecirc;ncia    quinzenal e deslocamento de   bicicleta, intercalada com as   coletas a p&eacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Ci&ecirc;ncia cidad&atilde;</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram desenvolvidos materiais   de ci&ecirc;ncia cidad&atilde; que   possibilitam a participa&ccedil;&atilde;o de   um p&uacute;blico amplo, n&atilde;o especialista.<sup>&#91;9&#93;</sup> Em parceria com o   Programa Interinstitucional   de Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde; na Escola   (PICCE), foi criado um guia de   campo para coleta de dados   de fauna atropelada e um documento   orientador para professores   da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O guia de campo foi elaborado   com o intuito de orientar   a coleta participativa de   registros de fauna atropelada em &aacute;reas urbanas. O material   constru&iacute;do est&aacute; organizado em   se&ccedil;&otilde;es distintas.<sup>&#91;16&#93;</sup> A primeira   parte consiste em uma introdu&ccedil;&atilde;o   que contextualiza a problem&aacute;tica   dos atropelamentos,   abordando as principais esp&eacute;cies   atropeladas, a import&acirc;ncia   da coleta de dados e advert&ecirc;ncias   sobre a natureza sens&iacute;vel   da tem&aacute;tica. Em seguida,   s&atilde;o apresentadas instru&ccedil;&otilde;es   para a coleta de dados, que   contemplam os locais e per&iacute;odos   adequados para realizar o    monitoramento, os materiais   necess&aacute;rios e orienta&ccedil;&otilde;es de   seguran&ccedil;a para realiza&ccedil;&atilde;o da   atividade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As orienta&ccedil;&otilde;es sobre a   coleta de dados foram organizadas   em duas etapas: uma   para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do ambiente   e outra para o registro   de carca&ccedil;as. Para isso, o   guia oferece um formul&aacute;rio de   campo para cada etapa, com vers&atilde;o para impress&atilde;o e para   registro via aplicativo do PICCE   (<a href="http://picce.ufpr.br/aplicativo" target="_blank">picce.ufpr.br/aplicativo</a>), sendo   que esta &uacute;ltima se encontra   em fase de testes. Os dados   que devem ser coletados   s&atilde;o fotografias do ambiente e   da carca&ccedil;a, assim como coordenadas   geogr&aacute;ficas ou detalhes   da localiza&ccedil;&atilde;o. Demais   informa&ccedil;&otilde;es, como presen&ccedil;a   de vegeta&ccedil;&atilde;o e corpos d'&aacute;gua,   tamb&eacute;m s&atilde;o solicitadas. Por&uacute;ltimo, o documento disponibiliza   uma se&ccedil;&atilde;o opcional,   com orienta&ccedil;&otilde;es para identifica&ccedil;&atilde;o   taxon&ocirc;mica das carca&ccedil;as,   dentre os grandes grupos   de vertebrados: aves, anf&iacute;bios,   r&eacute;pteis e mam&iacute;feros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao material   de apoio ao professor, o documento   constru&iacute;do &eacute; composto   por duas partes. A primeira   aborda um componente te&oacute;rico   sobre o problema dos atropelamentos   de fauna, seus impactos  &agrave; biodiversidade, a&ccedil;&otilde;es   de mitiga&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es com a   ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e conex&otilde;es com   conte&uacute;dos da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.<sup>&#91;17&#93;</sup> Na segunda parte, s&atilde;o   apresentados quatro planos   de aula, elaborados com base   em uma estrutura que organiza   o processo de ensino-aprendizagem   nos tr&ecirc;s momentos   pedag&oacute;gicos: problematiza&ccedil;&atilde;o   inicial, organiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento   e aplica&ccedil;&atilde;o do conhecimento.<sup>&#91;18&#93;</sup> O conte&uacute;do do   material &eacute; fundamentado nos   objetivos e habilidades da Base   Nacional Comum Curricular   (BNCC), bem como nos   Objetivos do Desenvolvimento   Sustent&aacute;vel (ODS), especificamente   Cidades e Comunidades    Sustent&aacute;veis (ODS 11) e Vida   sobre a Terra (ODS 15).<sup>&#91;19,20&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por fim, com o objetivo   de fornecer um canal de comunica&ccedil;&atilde;o de f&aacute;cil acesso   para o envio de registros eventuais   por parte dos cientistas   cidad&atilde;os, foi disponibilizado   um n&uacute;mero de <i>WhatsApp</i> do   projeto, o qual est&aacute; sendo amplamente   divulgado nas redes   sociais e por meio de cartazes.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"Ao abordar uma   problem&aacute;tica social   e ambiental, o   projeto fornece   ferramentas que   favorecem o   letramento cient&iacute;fico   e a constru&ccedil;&atilde;o   da cidadania,   por meio de   abordagens como   a ci&ecirc;ncia cidad&atilde;,   que promove a   participa&ccedil;&atilde;o ativa   da sociedade."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica do projeto possuem   o objetivo de sensibilizar a comunidade   sobre tem&aacute;ticas relacionadas   aos atropelamentos   de animais silvestres em &aacute;reas   urbanas, realizadas por meio   da plataforma <i>Instagram</i>, escolhida   por seu amplo alcance   e potencial de engajamento   com p&uacute;blicos diversos.<sup>&#91;21&#93;</sup> As   publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas semanalmente,   utilizando dois   formatos: o de carrossel, onde  &eacute; permitida a exposi&ccedil;&atilde;o de   conte&uacute;dos em sequ&ecirc;ncia com   imagens e textos explicativos,   e v&iacute;deos curtos no formato de <i>Reels</i> que permitem uma abordagem   mais din&acirc;mica e atrativa.   Como complemento das   postagens no <i>feed</i>, s&atilde;o publicados   <i>stories</i> interativos que   buscam refor&ccedil;ar a tem&aacute;tica da   publica&ccedil;&atilde;o semanal e estimular   a comunica&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o   do p&uacute;blico por meio de   enquetes, caixas de perguntas   e <i>quizzes</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o intuito de padronizar   a comunica&ccedil;&atilde;o visual,   foi formulado um manual de   identidade visual do projeto   que estabelece as cores, tipografia   e aplica&ccedil;&atilde;o do logotipo.   Essa padroniza&ccedil;&atilde;o tem como   objetivo tornar o conte&uacute;do   mais agrad&aacute;vel visualmente,   bem como passar a sensa&ccedil;&atilde;o    de organiza&ccedil;&atilde;o do feed.   A identidade visual tamb&eacute;m   atua fazendo com que os elementos   e cores sejam facilmente   associados ao projeto   de extens&atilde;o e despertem a   curiosidade pelo conte&uacute;do da   publica&ccedil;&atilde;o.<sup>&#91;22&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dessa maneira, a divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica do projeto via   plataforma digital visa atingir   um p&uacute;blico diverso, abrangendo   desde pessoas leigas   e interessadas em assuntos de   conserva&ccedil;&atilde;o at&eacute; o meio acad&ecirc;mico,   incluindo estudantes e   profissionais da &aacute;rea. Para isso,   as postagens s&atilde;o realizadas    com uma linguagem acess&iacute;vel,   incluindo a descri&ccedil;&atilde;o de termos   t&eacute;cnicos quando necess&aacute;rio   e visando a desmistifica&ccedil;&atilde;o   da ci&ecirc;ncia, com o objetivo de   promover a inclus&atilde;o e facilitar   a compreens&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es   divulgadas pelos diversos   tipos de p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Impacto acad&ecirc;mico e social</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o objetivo de estruturar   as frentes de atua&ccedil;&atilde;o do projeto com base nos princ&iacute;pios   que norteiam a extens&atilde;o   universit&aacute;ria,<sup>&#91;23,24&#93;</sup> o <i>OLHA O   BICHO!</i> busca realizar atividades   que estabele&ccedil;am inter-rela&ccedil;&otilde;es   entre a universidade, a   comunidade e os demais segmentosda sociedade. Essa caracter&iacute;stica   tem como objetivo   estabelecer uma atua&ccedil;&atilde;o transformadora,   contribuindo para   a forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, os interesses   e necessidades sociais,   o desenvolvimento regional e   ambiental, e o aprimoramento   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para isso, o projeto busca   estabelecer intera&ccedil;&otilde;es dial&oacute;gicas   por meio da troca de   saberes,<sup>&#91;25&#93;</sup> visando o compartilhamento   de conhecimentos   e experi&ecirc;ncias entre diferentes   sujeitos da sociedade, a fim de   construir um saber comum e   promover a participa&ccedil;&atilde;o ativa   da comunidade em quest&otilde;es   ambientais. A caracter&iacute;stica interdisciplinar   do projeto &eacute; estabelecida   atrav&eacute;s da coleta   sistem&aacute;tica de dados, ci&ecirc;ncia   cidad&atilde; e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,   e visa &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as   entre diferentes setores,   organiza&ccedil;&otilde;es e profissionais   da sociedade, objetivando o   atendimento &agrave;s demandas formativas   e sociais relacionadas  &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.   Al&eacute;m disso, a indissociabilidade   entre ensino, pesquisa   e extens&atilde;o, que consiste no   v&iacute;nculo da extens&atilde;o universit&aacute;ria   ao processo de forma&ccedil;&atilde;o   de pessoas e de gera&ccedil;&atilde;o de   conhecimento,<sup>&#91;26&#93;</sup> &eacute; promovida    e impacta na forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes   que comp&otilde;em o projeto,   visando fortalecer a experi&ecirc;ncia   discente em termos   te&oacute;ricos, metodol&oacute;gicos e de   cidadania.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados e   discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Monitoramento de   fauna atropelada</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Tingui</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ao final de dois anos de   monitoramento sistem&aacute;tico na   regi&atilde;o de Santa Felicidade,   foram realizadas 44 expedi&ccedil;&otilde;es   de campo e identificadas   235 carca&ccedil;as de animais silvestres.   A an&aacute;lise taxon&ocirc;mica   revelou que os anf&iacute;bios representaram   o grupo mais afetado   (38%, n=89), seguido por    mam&iacute;feros (29%, n=67), aves   (22%, n=52) e r&eacute;pteis (11%,   n=27). Dentre os anf&iacute;bios,   destacou-se a predomin&acirc;ncia   de indiv&iacute;duos de sapo-cururu,   g&ecirc;nero Rhinella spp. (n=80),   padr&atilde;o consistente com estudos   anteriores que apontam   os anf&iacute;bios como o grupo de   vertebrados terrestres mais frequentemente   amostrados em   monitoramentos.<sup>&#91;27,28&#93;</sup> As taxas   de atropelamento de anf&iacute;bios   podem ser associadas aos padr&otilde;es   de comportamento do   grupo, principalmente no que   diz respeito &agrave; dispers&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o.<sup>&#91;29,30&#93;</sup> Em fun&ccedil;&atilde;o de   seu menor tamanho, esses animais    est&atilde;o sujeitos a atropelamentos,   sobretudo quando   atravessam estradas em busca   de s&iacute;tios e parceiros reprodutivos.<sup>&#91;31,32&#93;</sup> A &aacute;rea de estudo, por   apresentar extensos corpos   d'&aacute;gua, torna-se um local prop&iacute;cio  &agrave; colis&atilde;o veicular contra   esses animais, refor&ccedil;ando a   necessidade de estrat&eacute;gias de   mitiga&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas para a   conserva&ccedil;&atilde;o do grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O monitoramento cont&iacute;nuo   de fauna atropelada possibilita   identificar os grupos mais afetados por colis&otilde;es veiculares   e os locais com maior   frequ&ecirc;ncia de atropelamentos   ao longo das estradas e   rodovias.<sup>&#91;33&#93;</sup> S&atilde;o para esses   pontos de maior probabilidade   de atropelamentos que as    medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o devem   ser pensadas.<sup>&#91;5&#93;</sup> Nesse contexto,   o poder p&uacute;blico se torna   essencial para que a implementa&ccedil;&atilde;o   das medidas mais   adequadas seja poss&iacute;vel. Para   al&eacute;m da fase de planejamento   e implementa&ccedil;&atilde;o, o poder   p&uacute;blico deve coordenar outras   a&ccedil;&otilde;es a fim de garantir a efic&aacute;cia   das medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o,   como a cria&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&otilde;es   ambientais, financiamento de   projetos, realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas,   promo&ccedil;&atilde;o de campanhas   educativas e estrat&eacute;gias de   engajamento da comunidade.<sup>&#91;34&#93;</sup> Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel   atenuar o problema atrav&eacute;s da    implementa&ccedil;&atilde;o de medidas   mitigadoras eficazes, adequadas   ao contexto social e local   de cada &aacute;rea de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Zool&oacute;gico</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados para essa  &aacute;rea s&atilde;o parciais, visto que a   coleta sistem&aacute;tica est&aacute; em sua   fase inicial. At&eacute; o momento, foram   realizadas sete expedi&ccedil;&otilde;es   de campo e registradas 37 carca&ccedil;as   de animais silvestres. O   grupo taxon&ocirc;mico com mais   registros foi o dos anf&iacute;bios,   com 22 carca&ccedil;as. A presen&ccedil;a   de corpos d'&aacute;gua na &aacute;rea de   estudo pode estar relacionada   com a maior incid&ecirc;ncia de   atropelamentos do grupo.<sup>&#91;32&#93;</sup> O segundo grupo mais registrado   foi o das aves, com oito   carca&ccedil;as. Esses atropelamentos   podem ser relacionados &agrave;  grande abund&acirc;ncia e diversidade    desses animais no local.<sup>&#91;35&#93;</sup> Al&eacute;m disso, o voo e o forrageamento   nas estradas s&atilde;o fatores   que aumentam a vulnerabilidade   do grupo a colis&otilde;es.<sup>&#91;36&#93;</sup> Cabe destacar que a coleta   de dados est&aacute; ocorrendo   em parceria com um cientista   cidad&atilde;o. O monitoramento de   estradas e rodovias para mapear   a mortalidade de fauna   atropelada &eacute; um esfor&ccedil;o que   demanda tempo, dado que   grande parte das carca&ccedil;as &eacute; vista   em levantamentos feitos a p&eacute; ou em ve&iacute;culos com velocidade   reduzida.<sup>&#91;4&#93;</sup> Al&eacute;m disso, a ci&ecirc;ncia   cidad&atilde; talvez seja o &uacute;nico m&eacute;todo   vi&aacute;vel para monitorar uma    ampla &aacute;rea geogr&aacute;fica durante   um longo per&iacute;odo de tempo.<sup>&#91;37&#93;</sup> Sendo assim, visando ponderar   esfor&ccedil;os de busca relacionados   a tempo e espa&ccedil;o, a participa&ccedil;&atilde;o   de um cientista cidad&atilde;o no   levantamento de dados ajuda   a elevar a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es   registradas e evidencia    a associa&ccedil;&atilde;o entre as frentes de   monitoramento de fauna atropelada   e ci&ecirc;ncia cidad&atilde;, ressaltando   a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o   da sociedade nas pesquisas   cient&iacute;ficas.<sup>&#91;38&#93;</sup></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>"A extens&atilde;o   universit&aacute;ria &eacute; um   eixo transformador,   capaz de articular   ensino, pesquisa   e sociedade   para enfrentar   os desafios   ambientais."</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Ci&ecirc;ncia cidad&atilde;</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi constru&iacute;do um guia de   campo utilizando linguagem acess&iacute;vel e orienta&ccedil;&otilde;es claras,   para que o p&uacute;blico n&atilde;o acad&ecirc;mico   conte com um passo   a passo para contribuir com o   envio de informa&ccedil;&otilde;es. O material   foi testado por professores   do ensino b&aacute;sico do Paran&aacute;,   como parte da parceria com o   PICCE, bem como por membros   da equipe do projeto   <i>OLHA O BICHO!</i>. O documento   final se encontra em fase de   diagrama&ccedil;&atilde;o com previs&atilde;o de   publica&ccedil;&atilde;o para o segundo semestre   de 2025 no site oficial   do PICCE.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O desenvolvimento do   guia de campo seguiu os princ&iacute;pios   de ci&ecirc;ncia cidad&atilde; para a   cria&ccedil;&atilde;o de materiais tipo protocolo.   A ado&ccedil;&atilde;o de protocolos   em projetos de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;  &eacute; de grande import&acirc;ncia   para a padroniza&ccedil;&atilde;o e qualidade   dos dados coletados.<sup>&#91;39,40&#93;</sup>.   Nesse sentido, o uso de uma   linguagem acess&iacute;vel, a organiza&ccedil;&atilde;o   l&oacute;gica das informa&ccedil;&otilde;es e   a realiza&ccedil;&atilde;o de testes para validar   o conte&uacute;do dos protocolos   s&atilde;o aspectos importantes na   sua elabora&ccedil;&atilde;o.<sup>&#91;41&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Protocolos de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;  s&atilde;o amplamente utilizados   em v&aacute;rias &aacute;reas do conhecimento   cient&iacute;fico.<sup>&#91;40,42,43&#93;</sup> No   entanto, no contexto da fauna   atropelada, s&atilde;o quase inexistentes,   sendo as instru&ccedil;&otilde;es de   coleta de dados geralmente   fornecidas por meio de aplicativos   de celular criados para   projetos espec&iacute;ficos.<sup>&#91;3,11&#93;</sup> Nesse   sentido, a cria&ccedil;&atilde;o de materiais   padronizados pode contribuir   no crescimento do uso desta   abordagem na &aacute;rea do atropelamento   de fauna, garantindo a   qualidade e confiabilidade dos   dados e participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;.<sup>&#91;44&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao cap&iacute;tulo de   livro sobre fauna atropelada, o material foi criado para servir   de apoio para docentes da   educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica trabalharem   a tem&aacute;tica em sala de aula. O   documento integra um livro tem&aacute;tico   sobre Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde; na Educa&ccedil;&atilde;o, com foco na &aacute;rea   da Biodiversidade, e apresenta   propostas did&aacute;ticas para   tratar da tem&aacute;tica, por meio   de planos de aula e materiais   complementares. Para o cap&iacute;tulo   em quest&atilde;o, a proposta&eacute; que as aulas sejam desenvolvidas   a partir de atividades   l&uacute;dicas e din&acirc;micas, incluindo   simula&ccedil;&otilde;es de coleta de dados   de animais atropelados e   produ&ccedil;&atilde;o de materiais educativos.   Essa abordagem objetiva   promover o aprendizado ativo,   significativo e engajado para   estudantes em diferentes anos   do n&iacute;vel b&aacute;sico.<sup>&#91;45&#93;</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A aplica&ccedil;&atilde;o dos planos   de aula no contexto escolar   ser&aacute; realizada no segundo semestre   de 2025, com a previs&atilde;o   de divulga&ccedil;&atilde;o do material   de apoio para os professores   da rede p&uacute;blica do Paran&aacute; e   demais p&uacute;blicos interessados,   ap&oacute;s sua publica&ccedil;&atilde;o no site do   PICCE.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Materiais de ensino com   abordagem de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;  s&atilde;o fundamentais, j&aacute; que   contribuem na constru&ccedil;&atilde;o do   letramento cient&iacute;fico e na educa&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica cont&iacute;nua.<sup>&#91;46&#93;</sup> Ao   incorporar perguntas de investiga&ccedil;&atilde;o,   promover a coleta padronizada   de dados e incentivar   a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas   ambientais de interesse para a   sociedade, esses materiais se   tornam ferramentas eficazes,   possibilitando uma abordagem   interdisciplinar.<sup>&#91;46, 47&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, os planos de   aula elaborados com base nos   princ&iacute;pios da ci&ecirc;ncia cidad&atilde;, promovem o desenvolvimento   de habilidades cognitivas e   interpessoais, que se alinham   com metodologias de aprendizagem   baseadas em problemas,   projetos, experimenta&ccedil;&atilde;o   e investiga&ccedil;&atilde;o.<sup>&#91;48&#93;</sup> Nesse contexto,   materiais de apoio aos   docentes s&atilde;o essenciais para   incentivar a abordagem de   problem&aacute;ticas reais no contexto   escolar, atendendo os requisitos   das tem&aacute;ticas curriculares,   promovendo mudan&ccedil;as de   atitudes e comportamentos, o   interesse pela carreira cient&iacute;fica   e a intera&ccedil;&atilde;o social.<sup>&#91;48,49&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao WhatsApp   do projeto, o meio de recep&ccedil;&atilde;o   de dados de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;  est&aacute; ativo desde julho de 2025   e conta com o recebimento   de 15 registros at&eacute; o momento.   Com a expans&atilde;o da internet,   da telefonia m&oacute;vel e dos   aplicativos, projetos de ci&ecirc;ncia   cidad&atilde; come&ccedil;aram a utilizar   ferramentas digitais, visando   facilitar a coleta de dados e   promover o engajamento do   p&uacute;blico.<sup>&#91;50&#93;</sup> O uso de celulares   em projetos de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;,   especialmente no monitoramento   de fauna atropelada,   tem sido eficiente e amplamente   documentado.<sup>&#91;37,51&#93;</sup> O   uso de ferramentas conhecidas   e intuitivas incentivam a participa&ccedil;&atilde;o   e engajamento do p&uacute;blico   n&atilde;o especialista, sendo   uma estrat&eacute;gia indispens&aacute;vel   para garantir a continuidade da   participa&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo.<sup>&#91;37&#93;</sup> No entanto, &agrave; medida   do desenvolvimento do projeto   ser&aacute; poss&iacute;vel identificar qual  &eacute; a plataforma mais adequada   para o envio de dados pelos   cientistas cidad&atilde;os.<sup>&#91;52&#93;</sup> Por outro   lado, o desenvolvimento   de estrat&eacute;gias cont&iacute;nuas de   comunica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para garantir o envio   de informa&ccedil;&otilde;es.<sup>&#91;50&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O perfil do projeto na   rede social Instagram (<a href="@olhaobicho.ufpr" target="_blank">@olhaobicho.ufpr</a>), em dois anos de   atividade, produziu 115 publica&ccedil;&otilde;es   com tem&aacute;ticas voltadas  &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dentro   dos t&oacute;picos de "ecologia de estradas",  "fauna de vertebrados   brasileiros", "atropelamento   de fauna", "ci&ecirc;ncia cidad&atilde;" e  "Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o".   Durante esse per&iacute;odo, o perfil   atingiu a marca de 657 seguidores   e alcance de 2.757   contas ao m&ecirc;s. A m&eacute;dia de   visualiza&ccedil;&otilde;es mensais do perfil  &eacute; de 7,3 mil entre seguidores   (45,2%) e n&atilde;o seguidores   (54,8%), majoritariamente de   Curitiba e regi&atilde;o metropolitana.   Tamb&eacute;m foi observado que   a maioria dos acessos ao conte&uacute;do   de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica   foi feita por pessoas entre 25-34 anos (36,7%), seguidas pelas   faixas et&aacute;rias de 18-24 anos   (29%) e 35-44 anos (17,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O alcance de perfis de   Curitiba e regi&atilde;o j&aacute; era esperado   devido &agrave; facilidade de divulga&ccedil;&atilde;o   do projeto entre alunos,   professores e servidores   da UFPR, e demais membros   da comunidade residente da   capital, devido &agrave; &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o   do projeto. Outro fator de   influ&ecirc;ncia nessa resposta &eacute; a   forma com que o algoritmo da   rede social atua, priorizando a   entrega de conte&uacute;do para perfis   de localidade pr&oacute;xima &agrave;quela   em que as publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o   realizadas. Isso demonstra que   a iniciativa no Instagram est&aacute;  sendo acessada pelo p&uacute;blico-alvo esperado, principalmente    aquele abrangido pela localidade   de atua&ccedil;&atilde;o do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ferramentas digitais   como o Instagram s&atilde;o amplamente   utilizadas para a divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica, pois facilitam   a propaga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es,   o engajamento e a intera&ccedil;&atilde;o   com o p&uacute;blico.<sup>&#91;53-55&#93;</sup> Essa rede   social possibilita trazer uma   maior visibilidade para projetos   educacionais e problem&aacute;ticas   ambientais, podendo auxiliar   na aprendizagem colaborativa   e facilitar ou refor&ccedil;ar o entendimento   de conte&uacute;dos acad&ecirc;micos.<sup>&#91;56,57&#93;</sup> Assim, o Instagram   atua como uma ferramenta de   educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal, capaz de   dialogar com p&uacute;blicos diversos   atrav&eacute;s de conte&uacute;dos com linguagem   acess&iacute;vel.<sup>&#91;53&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><i>Impacto acad&ecirc;mico e social</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto tem promovido   impactos significativos tanto   no &acirc;mbito acad&ecirc;mico quanto   social. Na forma&ccedil;&atilde;o discente,   destacam-se as produ&ccedil;&otilde;es de   cinco Trabalhos de Conclus&atilde;o   de Curso (TCCs),<sup>&#91;58-62&#93;</sup> al&eacute;m   do desenvolvimento do "Guia   da Diversidade da Mastofauna   da Mata das Arauc&aacute;rias,   Paran&aacute;, Brasil",<sup>&#91;63&#93;</sup> com finalidade   did&aacute;tica de dissemina&ccedil;&atilde;o   do conhecimento sobre a   fauna local. Essas produ&ccedil;&otilde;es   refor&ccedil;am a forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica   e cr&iacute;tica dos estudantes, proporcionando   experi&ecirc;ncias em   pesquisa, extens&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica.<sup>&#91;13&#93;</sup> Al&eacute;m disso,   relacionado aos campos de   monitoramento, est&aacute; sendo   desenvolvido um cap&iacute;tulo de   disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No campo de transforma&ccedil;&atilde;o   social, o projeto integrou   a&ccedil;&otilde;es educativas e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o   junto &agrave; comunidade de   Curitiba, com destaque para   a distribui&ccedil;&atilde;o de materiais did&aacute;ticos,   rodas de conversa, oficinas e eventos de extens&atilde;o.   Entre os principais eventos   dos quais o projeto participou,   destacam-se: a 14&ordf; SIEPE   - Semana Integrada de Ensino,   Pesquisa e Extens&atilde;o (21&ordf; ENEC - Encontro de Extens&atilde;o   e Cultura)<sup>&#91;64&#93;</sup> e o "Dia da   Ci&ecirc;ncia para Crian&ccedil;as", promovido   pela UFPR, realizados   em 2023. No ano seguinte,   em 2024, participou da 15&ordf; SIEPE (22&ordf; ENEC)<sup>&#91;65&#93;</sup>; do 1&ordm; Encontro Brasileiro de Ci&ecirc;ncia   Cidad&atilde;<sup>&#91;66&#93;</sup>; e do 12&ordm; Congresso   Brasileiro de Mastozoologia.<sup>&#91;67&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2025, o projeto organizou   o "<i>Workshop</i> de planejamento   e produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do   para as redes sociais",   com o objetivo de capacitar   estudantes e demais interessados   em comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.   Nesse mesmo ano, participou   do evento Universo UFPR,   Feira de Cursos e Profiss&otilde;es   promovida pela universidade,   do 43&ordm; Semin&aacute;rio de Extens&atilde;o   Universit&aacute;ria da Regi&atilde;o Sul   (SEURS), realizado na cidade   de Lages (SC) e do 1&ordm; Semin&aacute;rio   Integrado de Biodiversidade   (SIBio), que ocorreu na UFPR.   Durante alguns eventos, foram   utilizados jogos educativos desenvolvidos   pelo projeto como   um jogo da mem&oacute;ria com a   tem&aacute;tica de fauna atropelada,   um quiz sobre ecologia de estradas   e um jogo com pistas   para identifica&ccedil;&atilde;o de animais.   Esses recursos l&uacute;dicos se mostraram   eficazes para engajar   os participantes e promover a   conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre atropelamentos   de fauna silvestre em&aacute;reas urbanas (<a href="#fig03">Figuras 3</a> e <a href="#fig04">4</a>).</font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a11fig03.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a11fig04.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">De forma complementar,   o projeto promoveu um caf&eacute;  comunit&aacute;rio na RPPNM Airum&atilde;,   como estrat&eacute;gia de devolutiva   dos dados e resultados obtidos no monitoramento   realizado na regi&atilde;o onde a reserva   se encontra. O projeto   buscou dialogar com os integrantes   da Associa&ccedil;&atilde;o dos    Protetores de &Aacute;reas Verdes do   Paran&aacute; (APAVE) para estimular   o debate sobre estrat&eacute;gias de   mitiga&ccedil;&atilde;o e fortalecer o v&iacute;nculo   entre o projeto de extens&atilde;o e as iniciativas de conserva&ccedil;&atilde;o   da regi&atilde;o (<a href="#fig05">Figura 5</a>). Essa iniciativa   refor&ccedil;a o compromisso do   projeto com a transpar&ecirc;ncia, o    engajamento social e o retorno   do conhecimento &agrave; sociedade.</font></p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v77n4/a11fig05.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas experi&ecirc;ncias t&ecirc;m   sido fundamentais para o desenvolvimento   da equipe,   que teve a oportunidade de aprimorar suas habilidades de   comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, organiza&ccedil;&atilde;o   de eventos e articula&ccedil;&atilde;o   com diferentes atores da   sociedade. A troca de saberes   com o p&uacute;blico e com membros    da APAVE permitiu repensar   abordagens e refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia   da comunica&ccedil;&atilde;o com   a comunidade como meio de   garantir o sucesso do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por fim, considerando   a natureza dos tr&ecirc;s eixos de   a&ccedil;&atilde;o, o projeto cumpre com   o papel extensionista, atendendo  &agrave; sua fun&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;tica   social, al&eacute;m de alcan&ccedil;ar o   objetivo educativo de forma&ccedil;&atilde;o   de profissionais. Ao abordar   uma problem&aacute;tica social e   ambiental, o projeto fornece    ferramentas que favorecem o   letramento cient&iacute;fico e a constru&ccedil;&atilde;o   da cidadania, por meio   de abordagens como a ci&ecirc;ncia   cidad&atilde;, que promove a participa&ccedil;&atilde;o   ativa da sociedade.   Dessa forma, a continuidade   do projeto refor&ccedil;a o papel extensionista   das institui&ccedil;&otilde;es de   ensino, fortalecendo o di&aacute;logo   constante entre a universidade   e a sociedade, e abrindo   as portas &agrave; inclus&atilde;o de mais   membros da sociedade, al&eacute;m   de possibilitar a resolu&ccedil;&atilde;o colaborativa   de uma problem&aacute;tica   de interesse coletivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto <i>OLHA O   BICHO!</i> demonstrou, ao longo   de sua execu&ccedil;&atilde;o, que a integra&ccedil;&atilde;o   entre monitoramento   cient&iacute;fico, ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica pode gerar   impactos significativos tanto   no &acirc;mbito acad&ecirc;mico quanto   social. Os resultados obtidos   nas expedi&ccedil;&otilde;es de campo    refor&ccedil;am a import&acirc;ncia do monitoramento para expans&atilde;o   do conhecimento sobre fauna   atropelada em &aacute;reas verdes urbanas,   que contribui para exigir   estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas de   conserva&ccedil;&atilde;o e subsidiar pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas de mitiga&ccedil;&atilde;o desses   impactos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A ci&ecirc;ncia cidad&atilde; mostrou-se uma ferramenta fundamental   para ampliar o alcance da   coleta de dados e promover o   engajamento da comunidade.   A cria&ccedil;&atilde;o do guia de campo   aliada ao uso de plataformas   como <i>WhatsApp</i> facilitou a   participa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o especialistas   e fortaleceu a conex&atilde;o   entre a universidade e a sociedade.   A expans&atilde;o para uma   nova &aacute;rea de monitoramento,   sugerida por um cientista cidad&atilde;o   via <i>iNaturalist</i>, exemplifica   o potencial dessa abordagem   colaborativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,   o Instagram se consolidou   como um canal eficaz para sensibiliza&ccedil;&atilde;o,   com um alcance   maior que 2.700 contas mensalmente,   com uma linguagem   acess&iacute;vel para democratizar o   conhecimento. A padroniza&ccedil;&atilde;o   visual e a diversidade de formatos   (como <i>Reels</i> e <i>quizzes</i>)   aumentaram o engajamento. Os impactos acad&ecirc;micos incluem   a produ&ccedil;&atilde;o de TCCs e   participa&ccedil;&otilde;es em eventos cient&iacute;ficos.   Socialmente, o projeto   promoveu rodas de conversas,   oficinas e parcerias, refor&ccedil;ando   seu compromisso com a devolutiva   de dados e di&aacute;logo com    a comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como perspectivas futuras,   destaca-se a amplia&ccedil;&atilde;o   das &aacute;reas de monitoramento,   com inclus&atilde;o de mais cidad&atilde;os   na coleta de dados, e o fortalecimento   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas,   por meio de divulga&ccedil;&atilde;o dos   resultados para gestores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto <i>OLHA O   BICHO!</i> evidencia que a extens&atilde;o   universit&aacute;ria &eacute; um eixo   transformador, capaz de articular   ensino, pesquisa e sociedade   para enfrentar os desafios   ambientais. O modelo integrado   no qual o projeto prop&otilde;e   suas a&ccedil;&otilde;es serve como refer&ecirc;ncia   para iniciativas similares,    mostrando que a conserva&ccedil;&atilde;o   da biodiversidade urbana vai   al&eacute;m da coleta de dados cient&iacute;ficos,   sendo essencial a participa&ccedil;&atilde;o   ativa da comunidade e   da comunica&ccedil;&atilde;o eficaz do conhecimento.   A experi&ecirc;ncia exitosa   do projeto at&eacute; o momento   mostra o quanto &eacute; fundamental a sua continuidade para consolidar   as conquistas, realizar   novas a&ccedil;&otilde;es e inspirar a sociedade   e profissionais em prol da   conserva&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;1&#93; Oliveira PAS, Souza EF,   Silva FB. Levantamento de   animais vertebrados v&iacute;timas de   atropelamentos em trechos das   rodovias MG-223, MG-190 e BR-352. Revista GeTeC, v. 6, n. 14,   2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;2&#93; Vieira RLA, Costa CM, Souza   HR, Cerqueira LS. O impacto das   rodovias sobre a biodiversidade da   fauna silvestre no Brasil. Natureza   online, v. 17, n. 2, p. 063-075,   2019.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;3&#93; Heigl F, Teufelbauer N, Resch S,   Schweiger S, Stuckler S, Dorler D.   A dataset of road-killed vertebrates   collected via citizen science from   2014&#150;2020. Scientific Data, v. 9, n. 1, p. 504, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;4&#93; Slater F. An assessment of   wildlife road casulties&#150;the potential   discrepancy between numbers   counted and numbers killed. Web Ecology, v. 3, n. 1, p. 33-42, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;5&#93; Van Der Ree R, Smith D, Grilo C.   Handbook of road ecology. John   Wiley &amp; Sons, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;6&#93; Kent E, Schwartz A, Perkins S.   Life in the fast lane: roadkill risk   along an urban&#150;rural gradient.   Journal of Urban Ecology, v. 7, n. 1, p. juaa039, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;7&#93; Kreling S, Gaynor K, Coon   C. Roadkill distribution at the   wildland&#8208;urban interface. The   Journal of Wildlife Management, v.   83, n. 6, p. 1427-1436, 2019.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;8&#93; Ascens&atilde;o F, Yogui DR, Alves   MH, Alves AC, Abra FD, Desbiez   A. Preventing wildlife roadkill can   offset mitigation investments in   short-medium term. Biological   Conservation, v. 253, p. 108902,   2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;9&#93; Brossard D, Lewenstein B,   Bonney R. Scientific knowledge   and attitude change: The impact   of a citizen science project.   International Journal of Science   Education, v. 27, n. 9, p. 1099-1121, 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;10&#93; Englefield B, Starling M,   Wilson B, Roder C, Mcgreevy P.   The Australian roadkill reporting   project&#151;Applying integrated   professional research and citizen   science to monitor and mitigate   roadkill in Australia. Animals, v. 10, n. 7, p. 1112, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;11&#93; P&eacute;riquet S, Roxburgh L, Le   Roux A, Jonker WC. Testing the   Value of Citizen Science for Roadkill   Studies: A Case Study. Integrating   Transport Infrastructures with Living   Landscapes, v. 6, p. 15, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;12&#93; Nunes ALPF, Silva MBC. A   extens&atilde;o universit&aacute;ria no ensino   superior e a sociedade. Mal-estar   e Sociedade, v. 4, n. 7, p. 119-133,   2011.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;13&#93; Ribeiro RMC. A extens&atilde;o   universit&aacute;ria como indicativo de   responsabilidade social. Revista   Di&aacute;logos, v. 15, n. 1, p. 81-88,   2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;14&#93; Benassi CBP, Ubinski JAS,   Enisweler KC, Pires EAC, Malacarne   V. Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em   educa&ccedil;&atilde;o ambiental: possibilidades   e dificuldades. Pleiade, Foz do   Igua&ccedil;u, v. 9, n. 17, p. 05-16, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;15&#93; TIMESTAMP CAMERA. Vers&atilde;o   1.116. China: Bian Di, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;16&#93; Torres-Mart&iacute;nez MM, Michelon   S, Souza M et al. OLHA O BICHO!   Mapeamento Participativo de   Fauna Atropelada. Curitiba:   Universidade Federal do Paran&aacute; &#91;no   prelo&#93;    .</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;17&#93; Torres-Mart&iacute;nez MM, Michelon   S, Concei&ccedil;&atilde;o LSC et al. OLHA O   BICHO! Mapeamento Participativo   de Fauna Atropelada. Curitiba:   Curitiba: Universidade Federal do   Paran&aacute; &#91;no prelo&#93;    .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;18&#93; Gehlen ST, Maldaner   AO, Delizoicov D. Momentos   pedag&oacute;gicos e as etapas   da situa&ccedil;&atilde;o de estudo:   complementaridades e   contribui&ccedil;&otilde;es para a Educa&ccedil;&atilde;o em   Ci&ecirc;ncias. Ci&ecirc;ncia &amp; Educa&ccedil;&atilde;o, v. 18, n. 1, p. 1&#150;22, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;19&#93; BRASIL. Minist&eacute;rio da   Educa&ccedil;&atilde;o. Base Nacional Comum   Curricular. Bras&iacute;lia: MEC, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;20&#93; ONU. Transformando Nosso   Mundo: A Agenda 2030 para o   Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.   Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.   2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;21&#93; Gallego AM, Lacerda JS,   Ara&uacute;jo AC. Science dissemination   on Instagram: the challenge of   scientific audiovisual discourse in   the face of ephemeral content.   Revista de Comunicaci&oacute;n de la   SEECI, v. 56, p. 149-174, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;22&#93; Teixeira FC, Silva RO, Bona RJ.   O processo de desenvolvimento   de uma identidade visual. In:   Congresso brasileiro de ci&ecirc;ncias da   comunica&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o sul. Vol. 8.   2012.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;23&#93; Gon&ccedil;alves NG, Vieira   CS, Antunes PS. Extens&atilde;o na   Universidade Federal do Paran&aacute;:   constitui&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. Extens&atilde;o em   Foco, n. 9, p. 3-49, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;24&#93; UFPR. Plano de   Desenvolvimento Institucional   (2012-2016). Curitiba &#150; PR. 2012.   Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.proplan.ufpr.br/portal/arquivos/PDI%20UFPR%202012-2016.pdf" target="_blank">http://www.proplan.ufpr.br/portal/arquivos/PDI%20UFPR%202012-2016.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 ago. 2025.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;25&#93; Coelho GC. O papel   pedag&oacute;gico da extens&atilde;o   universit&aacute;ria. Revista Em Extens&atilde;o,   v. 13, n. 2, p. 11-24, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;26&#93; Gon&ccedil;alves NG.   Indissociabilidade entre Ensino,   Pesquisa e Extens&atilde;o: um princ&iacute;pio   necess&aacute;rio. Perspectiva, v. 33, n. 3,   p. 1229-1256, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;27&#93; Almeida LT. Fatores   socioambientais indutores   de atropelamento da fauna   silvestre. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado   em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - Universidade Federal   do Cear&aacute;, Fortaleza, 2019.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;28&#93; Turci LCB, Bernarde PS.   Vertebrados atropelados na   rodovia estadual 383 em Rond&ocirc;nia,   Brasil. Biotemas, v. 22, n. 1, p. 121-127, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;29&#93; Ashley P, Robinson J. Road   Mortality on the Long Point   Causeway. The Canadian Field-Naturalist, v. 110, n. 3, p. 403-412,   1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;30&#93; Beebee TJC. Effects of road   mortality and mitigation measures   on amphibian populations.   Conservation Biology, v. 27, n. 4, p.   657-668, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;31&#93; Glista D, Devault T, Dewoody   A. Vertebrate road mortality   predominantly impacts amphibians.   Herpetological conservation and   Biology, v. 3, n. 1, p. 77-87, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;32&#93; Teixeira FZ. Detectabilidade   da fauna atropelada: efeito do   m&eacute;todo de amostragem e da   remo&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as. Monografia   (Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias   Biol&oacute;gicas). Universidade Federal   do Rio Grande do Sul. 2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;33&#93; Santos SM, Marques T,   Louren&ccedil;o A, Mira A. Sampling   effects on the identification of   roadkill hotspots: implications   for survey design. Journal of   environmental management, v.   162, p. 87-95, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;34&#93; Teixeira FZ, Gon&ccedil;alves LO.   Ecologia de estradas: como aplicar   ci&ecirc;ncia &agrave; gest&atilde;o ambiental. In:   LADWIG, Campos; IVO, Juliano   Bitencourt Nilzo. Planejamento   e gest&atilde;o territorial: inova&ccedil;&atilde;o,   tecnologia e sustentabilidade.   Santa Catarina: Editora UNESC, p.   45-67, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;35&#93; Prada CS. Atropelamentos   de vertebrados silvestres em   uma regi&atilde;o fragmentada do   nordeste do estado de S&atilde;o Paulo:   quantifica&ccedil;&atilde;o do impacto e an&aacute;lise   dos fatores envolvidos. Disserta&ccedil;&atilde;o   (Mestrado em Ecologia e Recursos   Naturais) - Universidade Federal de   S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Carlos, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;36&#93; Schwartz A, Williams H,   Chadwick E, Perkins S. Roadkill   scavenging behaviour in an urban   environment. Journal of Urban   Ecology, v. 4, n. 1, p. juy006, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;37&#93; Vercayie D, Herremans M.   Citizen science and smartphones   take roadkill monitoring to the next   level. Nature Conservation, v. 11, p.   29-40, 2015.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;38&#93; Devictor V, Whittaker R,   Beltrame C. Beyond scarcity: citizen   science programmes as useful tools   for conservation biogeography.   Diversity and distributions, v. 16, n.   3, p. 354-362, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;39&#93; Rambonnet L, Vink S, Land-Zandstra A, Bosker T. Making   citizen science count: Best practices   and challenges of citizen science   projects on plastics in aquatic   environments. Marine pollution   bulletin, v. 145, p. 271-277, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;40&#93; Vogt J, Fischer B. A protocol   for citizen science monitoring of   recently-planted urban trees. Urban   Forests, Ecosystem Services and   Management, v.7, n. 2, p. 153-186,   2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;41&#93; Parsons AW, Goforth C,   Costello R, Kys R. The value of   citizen science for ecological   monitoring of mammals. PeerJ, v.   6, p. e4536, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;42&#93; Besley A, Vijver M, Behrens   P, Bosker T. A standardized   method for sampling and   extraction methods for quantifying   microplastics in beach sand. Marine   Pollution Bulletin, v. 114, n. 1, p.   77-83, 15, 2017.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;43&#93; Fraisl D, Hager G, Bedessem   B et al. Citizen science in   environmental and ecological   sciences. Nature reviews methods   primers, v. 2, n. 1, p. 64, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;44&#93; Abra FD, Huijser MP, Pereira   C, Ferraz KMPMB. How reliable   are your data? Verifying species   identification of road-killed   mammals recorded by road   maintenance personnel in S&atilde;o   Paulo State, Brazil. Biological   Conservation, v. 225, p. 42-52,   2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;45&#93; Mota AR, Rosa CW. Ensaio   sobre metodologias ativas:   reflex&otilde;es e propostas. Espa&ccedil;o   Pedag&oacute;gico, v. 25, n. 2, p. 261-276,   2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;46&#93; Bonney R, Cooper C,   Dickinson J et al. Citizen science:   a developing tool for expanding   science knowledge and scientific   literacy. BioScience, v. 59, n. 11, p.   977-984, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;47&#93; Makuch K, Aczel M. Children   and citizen science. Citize Science:   Innovation in Open Science,   Society and Policy, p. 391-409,   2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;48&#93; Phillips T, Porticella N, Constas   M, Bonney R. A framework   for articulating and measuring   individual learning outcomes from   participation in citizen science.   Citizen Science: Theory and   Practice, v. 3, n. 2, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;49&#93; Eastman L, Hidalgo-Ruz V,   Macaya-Caquilp&aacute;n V, Nu&ntilde;ez P,   Thiel M. The potential for young   citizen scientist projects: a case   study of Chilean schoolchildren   collecting data on marine litter.   Journal of Integrated Coastal Zone   Management, v. 14, n. 4, p. 569-579, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;50&#93; Land-Zandstra A, Devilee J,   Snik F, Buurmeijer F, Van Den Broek   J. Citizen science on a smartphone:   Participants' motivations and   learning. Public Understanding of   Science, v. 25, n. 1, p. 45-60, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;51&#93; Heigl F, Zaller J. Factors   influencing data quality in citizen   science roadkill projects. Frontiers   in Environmental Science, v. 2,   2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;52&#93; Freihardt J. Can Citizen   Science using social media inform   sanitation planning?. Journal of   environmental management, v.   259, p. 110053, 2020.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;53&#93; Ibiapina VF, Gon&ccedil;alves M.   Instagram: uma proposta digital   para o ensino de qu&iacute;mica e   divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Revista   Doc&ecirc;ncia e Cibercultura, v. 7, n. 1,   p. 01-25, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;54&#93; Rodrigues M, Jesus EC,   Games PD, Costa FJ. Um Clube   de Ci&ecirc;ncias virtual em tempos de   pandemia: o uso da rede social   Instagram como uma poss&iacute;vel   ferramenta para a divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica. The Journal of   Engineering and Exact Sciences, v.   7, n. 4, p. 13292-01-10e, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;55&#93; Rom&atilde;o KHO, Da Silva J&uacute;nior   CA. Instagram como ferramenta   na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e extens&atilde;o   universit&aacute;ria. Brazilian Journal of   Health Review, v. 5, n. 3, p. 10679-10691, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;56&#93; Korich A. Harnessing a Mobile   Social Media App To Reinforce   Course Content. Journal of   Chemical Education, v. 93, n. 6,   p.1134-1136, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;57&#93; Pereira JA, Silva J&uacute;nior JF,   Da Silva EV. Instagram como   Ferramenta de Aprendizagem   Colaborativa Aplicada ao Ensino   de Qu&iacute;mica. Revista Debates em   Ensino de Qu&iacute;mica, v. 5, n. 1, p. 119&#150;131, 2019.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;58&#93; Gelinski H. Monitoramento   de fauna atropelada pelo entorno   das RPPNMs do bairro S&atilde;o   Jo&atilde;o, Curitiba &#150; PR. Monografia   (Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas)   - Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;59&#93; Pedroso RS. Mam&iacute;feros   amea&ccedil;ados de extin&ccedil;&atilde;o: uma   revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica da fauna   atropelada nos biomas brasileiros. Monografia (Gradua&ccedil;&atilde;o em   Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas) - Universidade   Federal do Paran&aacute;, Curitiba, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;60&#93; Ferreira EC. Guia da   diversidade da mastofauna da   mata das arauc&aacute;rias, Paran&aacute;, Brasil.   Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso   (Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas)   - Universidade Federal do Paran&aacute;,   Curitiba, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;61&#93; Oliveira BBD. Guia da   diversidade da mastofauna da   mata das arauc&aacute;rias, Paran&aacute;, Brasil.   Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso   (Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas)   - Universidade Federal do Paran&aacute;,   Curitiba, 2024.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;62&#93; Michelon S. Elabora&ccedil;&atilde;o   e aplica&ccedil;&atilde;o de materiais de   Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental no &acirc;mbito do   atropelamento de fauna silvestre.   Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso   (Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas)   - Universidade Federal do Paran&aacute;,   Curitiba, 2025.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> &#91;63&#93; Oliveira BBD, Ferreira EC,   TORRES-MART&Iacute;NEZ MM, PASSOS   FC. Guia da mastofauna da Mata   das Arauc&aacute;rias. Curitiba: Editora   UFPR, &#91;no prelo&#93;    .</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> &#91;64&#93; Gelinski H, Torres-Mart&iacute;nez   MM, Souza M, Bonet RJ, Pedroso   RS, Passos FC. OLHA O BICHO!   Monitoramento participativo de   fauna atropelada no entorno de   unidades de conserva&ccedil;&atilde;o urbanas.   In: Semana Integrada de Ensino,   Pesquisa e Extens&atilde;o, 14, 2023:    Curitiba, PR. Anais&hellip; Curitiba:   UFPR, 2023, v. 2, p. 738.</font></p>      ]]></body><back>
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