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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a04img01.gif"></p>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a05fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>SANTA ISABEL</FONT></P>     <P><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a04img02.gif"></P>     <P><FONT SIZE=4><b>Cons&oacute;rcio desiste de usina, mas patrim&ocirc;nio continua    amea&ccedil;ado</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>O cons&oacute;rcio liderado pela Companhia Vale do Rio Doce e    que havia vencido o leil&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o da hidrel&eacute;trica    de Santa Isabel, no sul do Par&aacute;, enviou carta &agrave; Ag&ecirc;ncia    Nacional de Energia El&eacute;trica(Aneel), desistindo oficialmente da concess&atilde;o.    A obra, com custo estimado de US$ 500 milh&otilde;es, n&atilde;o conseguiu licen&ccedil;a    ambiental junto ao Ibama, por envolver um alagamento de uma &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o    ambiental e de um importante s&iacute;tio arqueol&oacute;gico. O cons&oacute;rcio,    do qual tamb&eacute;m fazem parte a Billiton Metais, a Alcoa Alum&iacute;nio,    a Votorantin Cimentos e a Camargo Corr&ecirc;a, dever&aacute; tentar recuperar    judicialmente o dep&oacute;sito de US$ 35,3 milh&otilde;es.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>A &aacute;rea que seria alagada pela obra, entretanto, continua    amea&ccedil;ada. O Parque Estadual da Serra das Andorinhas, que abriga oito    ecossistemas distintos, 113 s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, 5740 gravuras    e pinturas rupestres, 31 cavernas e 47 cachoeiras, est&aacute; sendo alvo de    turismo predat&oacute;rio. "O Parque est&aacute; abandonado e o estado    n&atilde;o tem oferecido nenhuma estrutura", afirma No&eacute; von Atzingen,    da Funda&ccedil;&atilde;o Casa da Cultura de Marab&aacute;. A entidade dirigida    por Atzingen foi uma das primeiras a explorar o local e resgatar diversos objetos    encontrados nos s&iacute;tio arqueol&oacute;gicos. Ele foi um dos signat&aacute;rios    do documento assinado por diversas entidades de Marab&aacute; com reivindica&ccedil;&otilde;es    e alertas sobre o local enviado ao secret&aacute;rio estadual de Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Meio Ambiente.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>"A Serra das Andorinhas deve ser o segundo lugar do Brasil    com maior riqueza de vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos, s&oacute; perdendo    para os s&iacute;tios no Piau&iacute;",diz Atzingen. O mais adequado para    o local, segundo ele, seria o desenvolvimento de um projeto tur&iacute;stico    e acad&ecirc;mico no mesmo n&iacute;vel do realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o    do Museu Homem Americano, no Piau&iacute;. "Com isso, poder&iacute;amos    desenvolver o local e preservar o patrim&ocirc;nio", diz.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Nos &uacute;ltimos anos, moradores da cidade mais pr&oacute;xima    da Serra das Andorinhas, Concei&ccedil;&atilde;o do Araguaia, passaram a realizar    os festejos da Festa do Divino no local, o que tem contribu&iacute;do para a    destrui&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio arqueol&oacute;gico. "A festa,    hoje, ganhou um car&aacute;ter comercial", afirma H&eacute;lida Leite,    que trabalha com os vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos do local. Os pesquisadores    est&atilde;o reunindo material fotogr&aacute;fico que mostra as picha&ccedil;&otilde;es    feitas sobre as gravuras rupestres e encaminhar&atilde;o um relat&oacute;rio    ao Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional    (Iphan).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Atzingen tamb&eacute;m &eacute; c&eacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; desist&ecirc;ncia do cons&oacute;rcio da constru&ccedil;&atilde;o da    hidrel&eacute;trica. "Esse &eacute; um projeto antigo, que j&aacute; foi    redimensionado", diz. Nos anos 1980, havia um projeto de constru&ccedil;&atilde;o    de uma usina ainda maior no local, que foi desmembrado, dando origem ao projeto    de tr&ecirc;s usinas independentes. Santa Isabel seria apenas a primeira das    tr&ecirc;s usinas. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) das outras duas est&aacute;    em andamento. "Essa &eacute; uma regi&atilde;o que vive em constante amea&ccedil;a",    diz Atzingen.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A constru&ccedil;&atilde;o da hidrel&eacute;trica de Santa Isabel,    nos moldes em que foi a leil&atilde;o, ainda em 2001, pelo governo federal,    implicaria na realoca&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de 2014 pessoas e    no alagamento de terras ind&iacute;genas e reservas ambientais. Na &eacute;poca    do leil&atilde;o da concess&atilde;o, um EIA da usina j&aacute; havia sido rejeitado    pelo Ibama. O vencedor do cons&oacute;rcio ficou respons&aacute;vel pela resolu&ccedil;&atilde;o    das pend&ecirc;ncias ambientais. Em declara&ccedil;&atilde;o ao jornal <i>O    Estado de S.Paulo</i>, o presidente do conselho de administra&ccedil;&atilde;o    do Grupo Votorantin, Antonio Erm&iacute;rio de Morais, declarou que a empresa    imaginava que a concorr&ecirc;ncia da Aneel j&aacute; compreendia a aprova&ccedil;&atilde;o    do Ibama. Para os l&iacute;deres do cons&oacute;rcio vencedor, a hidrel&eacute;trica,    com capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de 1087 MW de energia, seria um passo    para a gera&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma de energia.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3><i><b>Rafael Evangelista</b></i></FONT></P>      ]]></body>

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