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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os desafios em ciência, tecnologia & inovação: resultados alcançados com o fundo setorial de recursos hídricos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Instituto de Pesquisas Hidrológicas ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a16img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>O<small>S DESAFIOS EM</small> C<small>I&Ecirc;NCIA</small>,    T<small>ECNOLOGIA</small> &amp; I<small>NOVA&Ccedil;&Atilde;O </small> – R<small>ESULTADOS    ALCAN&Ccedil;ADOS COM O</small> F<small>UNDO</small> S<small>ETORIAL DE</small>    R<small>ECURSOS</small> H<small>&Iacute;DRICOS</small></b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>Oscar de Moraes Cordeiro Netto    <br>   Carlos E. M. Tucci</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>A &Aacute;GUA E AS A&Ccedil;&Otilde;ES EM CI&Ecirc;NCIA E TECNOLOGIA</b>    A &aacute;gua &eacute; um bem precioso e insubstitu&iacute;vel. Al&eacute;m    de ser um elemento vital para a exist&ecirc;ncia da pr&oacute;pria vida na Terra,    a &aacute;gua &eacute; um recurso natural que pode propiciar sa&uacute;de, conforto    e riqueza ao homem: basta apenas considerar seu uso no abastecimento das popula&ccedil;&otilde;es,    na irriga&ccedil;&atilde;o, na produ&ccedil;&atilde;o de energia, na navega&ccedil;&atilde;o    e, mesmo, para veicular e afastar esgotos e &aacute;guas servidas. A &aacute;gua    doce presente em rios, lagos e len&ccedil;&oacute;is subterr&acirc;neos, essencial    &agrave; maior parte das atividades humanas, &eacute;, no entanto, um bem raro:    ela corresponde a menos de 0,3% do volume total da &aacute;gua do planeta. E,    por ser deposit&aacute;ria de boa parte dos res&iacute;duos gerados pelas atividades    humanas, &aacute;gua doce de boa qualidade se torna um bem cada vez mais raro.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>S&atilde;o variados, assim, os problemas associados &agrave; &aacute;gua.    No documento <i>Diretrizes Estrat&eacute;gicas para o Fundo de Recursos H&iacute;dricos    de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico</i> (1), procede-se    uma identifica&ccedil;&atilde;o de alguns dos principais problemas observados    no pa&iacute;s com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o da &aacute;gua:    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• limita&ccedil;&otilde;es ao desenvolvimento socioecon&ocirc;mico    em v&aacute;rias regi&otilde;es brasileiras devido &agrave; car&ecirc;ncia de    &aacute;gua para consumo humano e para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos;    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• saneamento ambiental incipiente, com problemas de &aacute;gua,    esgotos e drenagem urbana, acarretando contamina&ccedil;&atilde;o e polui&ccedil;&atilde;o    de mananciais, ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as e perda de qualidade de vida;</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>• uso n&atilde;o integrado dos recursos h&iacute;dricos, provocando    impactos ambientais negativos e conflitos entre setores usu&aacute;rios de &aacute;gua    (irriga&ccedil;&atilde;o, gera&ccedil;&atilde;o de energia, abastecimento p&uacute;blico,    navega&ccedil;&atilde;o, etc.); </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• assoreamento de rios e lagos causado por processos de eros&atilde;o    associados a um manejo inadequado do solo; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• enchentes e secas em diferentes partes do pa&iacute;s causando    impactos socioecon&ocirc;micos significativos;</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• limita&ccedil;&otilde;es legais, t&eacute;cnicas, institucionais    e financeiras para implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es integradas    e eficientes de gest&atilde;o de &aacute;gua; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• desaparecimento e degrada&ccedil;&atilde;o de importantes ecossistemas    em &aacute;reas costeiras, devido ao desenvolvimento industrial e &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o;    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• lacunas no conhecimento sobre comportamento dos sistemas h&iacute;dricos,    impossibilitando processo eficiente de gest&atilde;o desses recursos; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de disponibilidade natural e de uso dos recursos h&iacute;dricos nas diferentes    regi&otilde;es do pa&iacute;s, assim como depend&ecirc;ncia externa em equipamentos    de monitoramento; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• falta de profissionais capacitados na &aacute;rea de recursos    h&iacute;dricos nas diferentes inst&acirc;ncias da administra&ccedil;&atilde;o;    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• infra-estrutura de ensino, pesquisa e desenvolvimento na &aacute;rea,    ainda, limitada. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>S&atilde;o, desse modo, significativos os desafios em Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I) para fazer face &agrave; complexidade    e &agrave; diversidade desses problemas. H&aacute; demandas por a&ccedil;&otilde;es    cujos objetivos podem variar desde a necessidade de elucida&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica de fen&ocirc;menos, como o conhecimento da hidrologia amaz&ocirc;nica,    at&eacute; &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de fatores limitadores de transfer&ecirc;ncia    de tecnologia j&aacute; desenvolvida, como &eacute; o caso da implementa&ccedil;&atilde;o    de tratamento de &aacute;guas residu&aacute;rias urbanas. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>O modelo tradicional de financiamento de a&ccedil;&otilde;es de    CT&amp;I na &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos apresentava, no entanto,    s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m comuns a outras &aacute;reas    do conhecimento: </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• os programas de apoio &agrave; pesquisa na &aacute;rea n&atilde;o    tinham, geralmente, continuidade, impedindo o desenvolvimento de projetos de    m&eacute;dio e longo prazos; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• o repasse dos recursos era normalmente irregular e aleat&oacute;rio,    dificultando o planejamento de atividades e inviabilizando experimentos; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• havia entraves burocr&aacute;ticos que dificultavam a execu&ccedil;&atilde;o    das atividades; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• havia aus&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o para definir    linhas priorit&aacute;rias de pesquisa e desenvolvimento, com desarticula&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os de fomento; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• nem sempre ocorria avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados das    pesquisas, o que comprometia a efici&ecirc;ncia na aplica&ccedil;&atilde;o dos    recursos; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• havia falta de mecanismos de divulga&ccedil;&atilde;o adequada    dos resultados das pesquisas; </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• era muito incipiente a participa&ccedil;&atilde;o dos setores    produtivos na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e no apoio financeiro    &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de CT&amp;I. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Muitos desses problemas persistem, o que denota a necessidade    de aprimoramento cont&iacute;nuo do sistema de C&amp;T no pa&iacute;s. No entanto,    com vistas a buscar equacionar pelo menos parte desses problemas, foram criados    recentemente no pa&iacute;s os chamados Fundos Setoriais.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Discutem-se aqui, os resultados j&aacute; alcan&ccedil;ados ap&oacute;s    dois anos de exist&ecirc;ncia de um Fundo Setorial criado para apoiar a&ccedil;&otilde;es    na &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3><b>FUNDO SETORIAL DE RECURSOS H&Iacute;DRICOS</b> No Brasil, os    Fundos Setoriais de C&amp;T foram criados para incentivar o desenvolvimento    cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico em &aacute;reas estrat&eacute;gicas a    partir da constru&ccedil;&atilde;o de uma nova forma de financiamento de a&ccedil;&otilde;es    em C&amp;T. Esses fundos podem financiar desde encontros, congressos, publica&ccedil;&otilde;es,    aux&iacute;lios individuais, infra-estrutura de pesquisa, bolsas de forma&ccedil;&atilde;o    e de fomento tecnol&oacute;gico, projetos cooperativos entre universidades e    empresas, redes cooperativas entre entidades de pesquisa, at&eacute; grandes    projetos estruturantes.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Fundo Setorial de Recursos H&iacute;dricos, o CTHidro, foi criado    pela Lei n. 9.993, de 24 de julho de 2000, tendo as atividades se iniciado,    de fato, somente em 2001, com a regulamenta&ccedil;&atilde;o proporcionada pelo    Decreto n. 3.874, de 19 de julho de 2001. Trata-se de um dos mais de dez fundos    setoriais j&aacute; em funcionamento. As decis&otilde;es de investimento do    CTHidro s&atilde;o tomadas por um Comit&ecirc; Gestor, composto por representantes    do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, do Conselho Nacional de    Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), da Financiadora    de Estudos e Projetos (Finep), da Secretaria de Energia do Minist&eacute;rio    de Minas e Energia, da Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA) e do Minist&eacute;rio    de Meio Ambiente, al&eacute;m de representantes do setor produtivo e da &aacute;rea    acad&ecirc;mica.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A prioridade para investimento, estabelecida em lei, &eacute;    o financiamento de projetos cient&iacute;ficos e de desenvolvimento tecnol&oacute;gico,    destinados tanto a aperfei&ccedil;oar os diversos usos da &aacute;gua, de modo    a garantir &agrave; atual e &agrave;s futuras gera&ccedil;&otilde;es alto padr&atilde;o    de qualidade, com utiliza&ccedil;&atilde;o racional e integrada da &aacute;gua,    com vistas ao desenvolvimento sustent&aacute;vel, quanto a promover a preven&ccedil;&atilde;o    e a defesa contra fen&ocirc;menos hidrol&oacute;gicos cr&iacute;ticos, naturais    ou associados ao uso inadequado de recursos naturais. Os recursos do Fundo originam-se,    atualmente, da compensa&ccedil;&atilde;o financeira pela explora&ccedil;&atilde;o    de recursos h&iacute;dricos no setor el&eacute;trico, atingindo a ordem de R$    25 milh&otilde;es anuais.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Cabe ao Comit&ecirc; Gestor definir um Plano Plurianual de Investimentos    (2), com base em um documento de refer&ecirc;ncia (Diretrizes Estrat&eacute;gicas    do CTHidro), aprovado pelo pr&oacute;prio Comit&ecirc; Gestor. As a&ccedil;&otilde;es    a serem apoiadas pelo CTHidro devem estar enquadradas em uma das quatro &aacute;reas-programa,    definidas como: 1. gerenciamento de recursos h&iacute;dricos, 2. conserva&ccedil;&atilde;o    de &aacute;gua no meio urbano, 3. sustentabilidade nos ambientes brasileiros    e 4. uso integrado e eficiente da &aacute;gua. Ou ent&atilde;o, em uma das quatro    atividades gerais: capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos; avalia&ccedil;&atilde;o    de processos socioecon&ocirc;micos e ambientais nos sistemas h&iacute;dricos    brasileiros; desenvolvimento de produtos, processos e equipamentos; e amplia&ccedil;&atilde;o    ou adapta&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Comit&ecirc; Gestor, indicado por portaria de 30 de agosto de    2001, n&atilde;o teve como promover indu&ccedil;&atilde;o de projetos via editais    em 2001, tendo optado por avaliar projetos existentes em carteira no CNPq e    na Finep, al&eacute;m de projetos que haviam sido submetidos &agrave; ANA, &agrave;    SRH ou ao MCT. Em 2001, foram, assim, avaliados 237 projetos, tendo sido aprovados    147, dos quais 128 foram contratados. O valor total dos contratos somou R$ 23,6    milh&otilde;es. Os recursos destinados a projetos nas regi&otilde;es Norte,    Nordeste e Centro-Oeste, que, por lei, n&atilde;o podem ser inferiores a 30    % dos recursos do Fundo, alcan&ccedil;aram, em 2001, 38,2% dos recursos aplicados.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Para o per&iacute;odo 2002-2005, pode-se j&aacute; contar com    uma primeira vers&atilde;o do Plano Plurianual de Investimentos. Esse plano    foi desenvolvido considerando: as a&ccedil;&otilde;es j&aacute; aprovadas em    2001, editais tem&aacute;ticos para projetos de pequeno a m&eacute;dio desembolso,    a&ccedil;&otilde;es induzidas de CT&amp;I em &aacute;reas priorit&aacute;rias,    assim como estudos espec&iacute;ficos e a&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave;    promo&ccedil;&atilde;o de eventos, &agrave; edi&ccedil;&atilde;o de livros e    revistas e &agrave; concess&atilde;o de pr&ecirc;mios.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Os editais tem&aacute;ticos constituem-se em importante instrumento    de mapeamento da demanda acad&ecirc;mica. No per&iacute;odo 2001-02, foi lan&ccedil;ada    uma primeira vers&atilde;o desse instrumento, recebendo grande ades&atilde;o    da comunidade acad&ecirc;mica, com cerca de 300 projetos. Os recursos para implementa&ccedil;&atilde;o    desses projetos alcan&ccedil;am cerca de R$ 4 milh&otilde;es para 2002- 2003.    Outra a&ccedil;&atilde;o considerada nessa &aacute;rea &eacute; a publica&ccedil;&atilde;o,    j&aacute; em 2003, de um edital para projetos de pesquisa com valores limitados,    estimulando a participa&ccedil;&atilde;o de grupos de pesquisa ainda em fase    de consolida&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos constitui, hoje,    programa espec&iacute;fico do CTHidro. Em 2002, foi lan&ccedil;ado edital de    bolsas de mestrado e doutorado para a &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos.    Foram quase 400 projetos submetidos, tendo-se destinado, ao todo, cerca de R$    2,2 milh&otilde;es para apoiar a essa a&ccedil;&atilde;o. Para 2003, est&aacute;    prevista a contrata&ccedil;&atilde;o de projetos para capacita&ccedil;&atilde;o    nas &aacute;reas de Gest&atilde;o Municipal de Recursos H&iacute;dricos e forma&ccedil;&atilde;o    &agrave; dist&acirc;ncia em Gest&atilde;o de Recursos H&iacute;dricos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>As a&ccedil;&otilde;es induzidas em CT&amp;I constituem-se no    conjunto de maior investimento do CTHidro e envolvem o financiamento de atividades    em temas priorit&aacute;rios na &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos. Trata-se    de programas estruturados, basicamente, a partir de redes de pesquisas, mas    que podem congregar a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, como projetos, estudos    e encomendas. Em 2002, tr&ecirc;s processos em a&ccedil;&otilde;es induzidas    foram lan&ccedil;ados: um edital em gerenciamento urbano integrado de recursos    h&iacute;dricos; um edital em gerenciamento de bacias hidrogr&aacute;ficas e    grandes usu&aacute;rios de &aacute;gua; e uma carta-convite a empresas usu&aacute;rias    dos recursos h&iacute;dricos e a fabricantes de insumos e equipamentos, este    &uacute;ltimo ainda em fase de julgamento.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O edital em gerenciamento urbano integrado de recursos h&iacute;dricos    envolveu temas associados &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o tanto de bacias-piloto    urbanas para avalia&ccedil;&atilde;o da quantidade e da qualidade da &aacute;gua    na rede pluvial quanto de bacias-piloto hidrogr&aacute;ficas em que ocorrem    problemas de macrodrenagem. Foram aprovados 10 projetos, perfazendo um total    de cerca de R$ 2,6 milh&otilde;es.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>O edital de gerenciamento de bacias hidrogr&aacute;ficas previa    a contrata&ccedil;&atilde;o de projetos a serem desenvolvidos em bacias hidrogr&aacute;ficas    em que houvesse comit&ecirc;s implantados. Os temas propostos estavam associados    a desenvolvimentos de metodologias, modelos e indicadores suscet&iacute;veis    de auxiliar as a&ccedil;&otilde;es de gerenciamento de recursos h&iacute;dricos.    Foram aprovados 15 projetos, com um montante de R$ 3 milh&otilde;es.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Encontra-se em curso o desenvolvimento de dois programas de a&ccedil;&atilde;o    induzida, cujas a&ccedil;&otilde;es devem come&ccedil;ar a ser contratadas em    2003: o programa de a&ccedil;&otilde;es no semi-&aacute;rido e o programa de    climatologia e recursos h&iacute;dricos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>No Plano Plurianual de Investimentos foram apresentados n&atilde;o    s&oacute; programas e projetos nos quais estavam claramente especificados os    objetivos, as necessidades e os desafios de investimentos. Foram, tamb&eacute;m,    identificados outros temas importantes que necessitavam de maior aprofundamento    em sua avalia&ccedil;&atilde;o, com vistas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    de gargalos de natureza tecnol&oacute;gica, que limitam tanto o adequado tratamento    da quest&atilde;o quanto &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es.    Para permitir avaliar prioridades de investimentos relativas a esses temas,    &eacute; que se prop&otilde;e desenvolver, tamb&eacute;m, um programa espec&iacute;fico    de estudos e de prospec&ccedil;&atilde;o em CT&amp;I na &aacute;rea de recursos    h&iacute;dricos. Os temas hoje identificados para uma a&ccedil;&atilde;o de    prospec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: produtos e equipamentos, qualidade da &aacute;gua,    qualidade da &aacute;gua subterr&acirc;nea, racionaliza&ccedil;&atilde;o do    uso da &aacute;gua no meio rural, avalia&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o    dos sistemas h&iacute;dricos brasileiros e transfer&ecirc;ncia de tecnologia    em saneamento</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O CTHidro tem sido identificado como uma iniciativa bastante promissora,    sobretudo por se constituir em alternativa de aporte regular de recursos para    o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico. Os grupos de pesquisa    na &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos no Brasil t&ecirc;m, historicamente,    padecido da falta de regularidade no fluxo plurianual de recursos para seus    projetos. Essa foi uma das raz&otilde;es pelas quais, no per&iacute;odo 2001-2002,    o CTHidro atendeu, essencialmente, &agrave; demanda reprimida nas universidades    e centros de pesquisa por projetos de car&aacute;ter mais cient&iacute;fico.    De fato, constatou-se, em 2001-2002, a aus&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o    efetiva do setor produtivo na proposi&ccedil;&atilde;o de projetos, com exce&ccedil;&atilde;o    &agrave; carta-convite a empresas usu&aacute;rias dos recursos h&iacute;dricos    e a fabricantes de insumos e equipamentos, instrumento esse destinado especificamente    ao setor produtivo em cons&oacute;rcio com institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa.    &Eacute; de se esperar, para os pr&oacute;ximos anos, uma participa&ccedil;&atilde;o    mais intensa desse setor, a partir de a&ccedil;&otilde;es do CTHidro na indu&ccedil;&atilde;o    de projetos de desenvolvimento de produtos, processos e equipamentos.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><i><b>Oscar de Moraes Cordeiro Netto</b> &eacute; engenheiro do    Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Bras&iacute;lia    – UnB; secret&aacute;rio-adjunto do Fundo Setorial de Recursos H&iacute;dricos    – CTHidro; e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Recursos H&iacute;dricos    – ABRH, para o bi&ecirc;nio 2002-2003.    <br>   <b>Carlos E. M. Tucci </b>&eacute; pesquisador do Instituto de Pesquisas Hidrol&oacute;gicas    da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ex-secret&aacute;rio do    Fundo Setorial de Recursos H&iacute;dricos, do Centro de Gest&atilde;o de Estudos    Estrat&eacute;gicos</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><FONT SIZE=3>1. Brasil. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Fundo    Setorial de Recursos H&iacute;dricos - CTHidro. <i>Diretrizes estrat&eacute;gicas    para o fundo de recursos h&iacute;dricos de desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico</i>. Bras&iacute;lia, 2001.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>2. Brasil. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Fundo    Setorial de Recursos H&iacute;dricos - CTHidro. <i>Plano Plurianual de Investimentos</i>:    2002-2005. Bras&iacute;lia, 14 p. 2002.</FONT> ]]></body><back>
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