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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a25img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>RESERVAS</FONT></P>     <P><FONT SIZE=4><b>Aq&uuml;&iacute;feros da regi&atilde;o de Campos necessitam    de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Ap&oacute;s dois anos de trabalho, pesquisadores da Unicamp delimitaram    quatro grandes aq&uuml;&iacute;feros em Campos dos Goytacazes, regi&atilde;o    norte do estado do Rio de Janeiro. Batizados com os nomes Fraturado, Terci&aacute;rio    Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras, Terci&aacute;rio Forma&ccedil;&atilde;o Embor&ecirc;    e Quatern&aacute;rio Deltaico e com qualidade de &aacute;gua considerada excelente,    os aq&uuml;&iacute;feros s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para a    regi&atilde;o, onde o abastecimento &eacute; cr&iacute;tico.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Para se ter uma id&eacute;ia do potencial h&iacute;drico, o aq&uuml;&iacute;fero    Quatern&aacute;rio Deltaico, considerado o mais promissor de todos, possui uma    reserva 11,7 bilh&otilde;es de metros c&uacute;bicos. Isso significa que apenas    um po&ccedil;o pode captar 140 m3/h, volume suficiente para abastecer uma cidade    de 13,5 mil habitantes.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A coordenadora da pesquisa, Sueli Yoshinaga Pereira, do Instituto    de Geoci&ecirc;ncias (IG) da Unicamp, diz que ainda faltam informa&ccedil;&otilde;es    para determinar a reserva total dos outros aq&uuml;&iacute;feros. "Por    causa da bacia petrol&iacute;fera existente, sabe-se muito sobre a composi&ccedil;&atilde;o    geol&oacute;gica do munic&iacute;pio, mas muito pouco sobre as condi&ccedil;&otilde;es    hidrogeol&oacute;gicas dessa parte continental de Campos", acrescenta Sueli.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>As informa&ccedil;&otilde;es iniciais eram de que Campos possu&iacute;a    recursos h&iacute;dricos subterr&acirc;neos significativos. Faltava, por&eacute;m,    delimitar o tamanho e a import&acirc;ncia desses recursos. Para esse trabalho,    os pesquisadores da Unicamp tiveram ajuda da Companhia Estadual de &Aacute;guas    e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) e de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa    e universidades fluminenses. A reserva renov&aacute;vel do Quatern&aacute;rio    Deltaico &eacute; de 15,5 milh&otilde;es de m3 e a qualidade da &aacute;gua    &eacute; excelente. Para chegar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, s&oacute;    ser&aacute; preciso retirar o excesso de ferro e dosar a clora&ccedil;&atilde;o,    o que sai mais barato do que construir uma esta&ccedil;&atilde;o de tratamento    convencional. "O aq&uuml;&iacute;fero Embor&ecirc;, embora seja menor que    o Deltaico, possui uma qualidade de &aacute;gua ainda melhor, o que reduz mais    o investimento", acrescenta a coordenadora.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a25fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Essa avalia&ccedil;&atilde;o tem como base a tese de mestrado    de Lucio C. Caetano. O trabalho revela que instalar uma esta&ccedil;&atilde;o    de tratamento de &aacute;gua produzindo 30 m3/h custa US$ 94 mil, e mant&ecirc;-la    significa um gasto de US$ 32 mil/ano; para perfurar um po&ccedil;o artesiano    com a capacidade para 35 m3/h, o investimento &eacute; de US$ 72 mil e o tratamento    da &aacute;gua desse po&ccedil;o custa US$ 3,8 mil por ano.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>QUEST&Atilde;O AMBIENTAL</b> A preocupa&ccedil;&atilde;o seguinte    &eacute; o aspecto ambiental. A regi&atilde;o teve um crescimento acelerado    nos &uacute;ltimos anos devido &agrave; explora&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera.    "Campos enriqueceu e as conseq&uuml;&ecirc;ncias desse crescimento est&atilde;o    na impacta&ccedil;&atilde;o do solo com constru&ccedil;&otilde;es e asfaltamentos,    e nas interven&ccedil;&otilde;es humanas no meio-ambiente, principalmente o    uso de agrot&oacute;xicos na agricultura, com risco de contamina&ccedil;&atilde;o    de seus recursos h&iacute;dricos", diz a pesquisadora. Outro fator preocupante    &eacute; o clima semi-&uacute;mido da regi&atilde;o, com chuvas escassas e grande    evapora&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Uma nova tese de mestrado est&aacute; em andamento, a partir desses    dados e deve servir de subs&iacute;dio para as prefeituras da regi&atilde;o    de Campos. "A n&atilde;o aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas ambientais    pode comprometer seriamente todo o manancial existente na &aacute;rea",    alerta a pesquisadora.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3><b><i>Jeverson Barbieri</i></b></FONT></P>      ]]></body>

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