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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">CAMPUS</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Universidade incorpora solu&ccedil;&otilde;es da cidade para    seus problemas </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A expans&atilde;o das universidades no Brasil tem obrigado uma    grande parcela delas a rever seus planos diretores e reelaborar a forma de ocupa&ccedil;&atilde;o    de seu espa&ccedil;o. Nesse processo, solu&ccedil;&otilde;es encontradas nas    cidades acabam incorporadas nos <i>campi</i>. &Eacute; o caso, por exemplo,    de como encarar a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a do patrim&ocirc;nio e das    pessoas dentro do espa&ccedil;o acad&ecirc;mico: muros e cercas isolando os    <i>campi</i> universit&aacute;rios, guaritas, c&acirc;meras de vigil&acirc;ncia,    e outros equipamentos eletr&ocirc;nicos de controle e identifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Para o prefeito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),    o engenheiro civil Carlos Alberto Bandeira Guimar&atilde;es, apesar de n&atilde;o    terem sido feitas reformula&ccedil;&otilde;es do plano diretor original da d&eacute;cada    de 1970, a universidade est&aacute; agora elaborando um plano de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o    do solo e foram feitos grandes investimentos em seguran&ccedil;a, como o aumento    de 50% de postos de vigil&acirc;ncia e novos ve&iacute;culos. &quot;A id&eacute;ia    agora &eacute; partir para o monitoramento eletr&ocirc;nico. Na reforma do ciclo    b&aacute;sico &#91;parte central da universidade&#93;, incluiremos a instala&ccedil;&atilde;o    de c&acirc;meras de controle, mas a id&eacute;ia &eacute; ter isso na universidade    toda&quot;, diz Guimar&atilde;es. Segundo ele, atualmente existem c&acirc;meras    instaladas em locais espec&iacute;ficos, que os pr&oacute;prios institutos coordenam,    mas n&atilde;o integram um projeto geral do <i>campus</i>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a06fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">J&aacute; a cerca colocada no entorno da universidade foi uma    estrat&eacute;gia para aumentar a seguran&ccedil;a patrimonial e das pessoas.    &quot;Agora estamos instalando uma central de informa&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximo    a uma das entradas. Nesse trecho, pr&oacute;ximo &agrave; Faculdade de Engenharia    de Alimentos, a cerca ser&aacute; retirada, pois teremos vigil&acirc;ncia constante.    Depois faremos uma avalia&ccedil;&atilde;o do resto. Isso vai ajudar a quebrar    o impacto de isolamento e de segrega&ccedil;&atilde;o que a cerca criou&quot;,    diz ele. </font></p>     <p><font size="3">Para o diretor do Instituto de Geoci&ecirc;ncias da Unicamp,    Archimedes Perez Filho, o espa&ccedil;o da universidade &eacute; p&uacute;blico,    mas em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as sociais, como o aumento da viol&ecirc;ncia,    foi necess&aacute;rio delimitar sua &aacute;rea f&iacute;sica. &quot;Mas isso    n&atilde;o &eacute; algo que se d&ecirc; apenas nas universidades. A popula&ccedil;&atilde;o    se fecha em condom&iacute;nios, shoppings cercados com guaritas, exatamente    para se prevenir. Essa n&atilde;o &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o ideal, mas    &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia de uma situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica&quot;,    diz ele.</font></p>     <p><font size="3">O <i>campus</i> da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), assim    como o da Unicamp, tamb&eacute;m &eacute; cercado e tem o acesso controlado    por guaritas. &quot;A USP fecha seus port&otilde;es ap&oacute;s 23horas, mas    n&atilde;o &eacute; proibido que as pessoas ingressem, desde que justifiquem    sua entrada. Fazemos um controle como num condom&iacute;nio, por exemplo&quot;,    diz Wanderlei Messias da Costa, prefeito do <i>campus</i> na capital paulista.    Para ele, a cidade universit&aacute;ria n&atilde;o deve ser aberta de modo indisciplinado    e indiscriminado. &quot;Acho que s&atilde;o necess&aacute;rias regras, porque,    no passado, pagamos um pre&ccedil;o muito alto pela abertura do <i>campus</i>    sem controle&quot;, argumenta Costa.</font></p>     <p><font size="3">J&aacute; na Universidade Federal de S&atilde;o Carlos(UFSCar),    no interior paulista, existem cercas e guaritas, mas uma parte do terreno da    universidade fica fora das cercas, a chamada Pista da Sa&uacute;de. Ricardo    Siloto da Silva, arquiteto e respons&aacute;vel pela pr&oacute;-reitoria de    administra&ccedil;&atilde;o e pelo planejamento urbano do <i>campus</i>, explica:    &quot;Criamos ali um parque totalmente aberto, uma &aacute;rea grande para exerc&iacute;cios,    corridas, com esta&ccedil;&otilde;es de gin&aacute;stica. &Eacute; um local    bastante freq&uuml;entado e totalmente aberto, a qualquer hora&quot;. Segundo    ele, apesar da exist&ecirc;ncia de cercas e guaritas na UFSCar, a recente reformula&ccedil;&atilde;o    do plano diretor n&atilde;o incorporou elementos muito marcantes relacionados    a seguran&ccedil;a. De acordo com Silva, a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a    permeia toda a sociedade, mas &eacute; algo mais impactante em outros lugares.    </font></p>     <p><font size="3"><b>ESPA&Ccedil;O PRIVADO </b>O uso privado do espa&ccedil;o    das universidades p&uacute;blicas paulistas tamb&eacute;m provoca pol&ecirc;mica.    Na USP discutiu-se, em meados de janeiro deste ano, a ocupa&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas da universidade por tendas, com <i>slogans</i> de empresas e    academias, que ofereciam massagem, frutas, sucos e &aacute;guas para os atletas    das academias. &quot;Eu vim ao <i>campus</i> num s&aacute;bado e percebi que    um espa&ccedil;o p&uacute;blico, que deveria ser franqueado a toda a popula&ccedil;&atilde;o,    estava praticamente todo tomado por esses atletas filiados a academias de <i>fitness</i>,    atletas profissionais, com tendas patrocinadas por empresas&quot;, relata o    prefeito do <i>campus</i>.</font></p>     <p><font size="3">Ele n&atilde;o concordou com este tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o,    principalmente, porque as entidades esportivas sublocavam o espa&ccedil;o para    academias. &quot;Como cientista social, vejo uma tend&ecirc;ncia mundial de    se privatizar o lazer. &Eacute; a chamada ind&uacute;stria do lazer. Sou frontalmente    contr&aacute;rio a haver cobran&ccedil;a para ter direito a isso ou aquilo nos    espa&ccedil;os p&uacute;blicos ou induzir as pessoas ao consumo, sobretudo em    universidade p&uacute;blica&quot;, argumenta.</font></p>     <p><font size="3">Para o prefeito do <i>campus</i> de Campinas, da Unicamp, n&atilde;o    h&aacute; problema em que tendas para venda e promo&ccedil;&atilde;o de autom&oacute;veis,    ou produtos de empresas que apoiaram eventos universit&aacute;rios, ocupem temporariamente    espa&ccedil;o dentro da universidade. &quot;&Eacute; uma contrapartida que as    empresas recebem em fun&ccedil;&atilde;o do apoio que prestaram. Assim, algumas    empresas t&ecirc;m estandes numa certa &aacute;rea da Unicamp, durante um per&iacute;odo&quot;.    Guimar&atilde;es acrescenta que, apesar de existirem opositores &agrave; sua    concep&ccedil;&atilde;o de uso do espa&ccedil;o p&uacute;blico, ele est&aacute;    convencido de que &eacute; uma boa parceria. &quot;&Eacute; apenas uma forma    de darmos uma contrapartida a um parceiro. N&atilde;o estamos alugando o espa&ccedil;o    para arrecadar o dinheiro, nem ganhando dinheiro com isso&quot;, diz ele.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a06fig02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOVAS ID&Eacute;IAS</b> Al&eacute;m de incorporar solu&ccedil;&otilde;es    urbanas testadas fora do <i>campus</i>, existem algumas universidade pensando    em novas sa&iacute;das para seus problemas. Na UFSCar, ap&oacute;s o esgotamento    do plano diretor f&iacute;sico inicial, de 1978, uma nova configura&ccedil;&atilde;o    come&ccedil;ou a ser elaborada no Plano de Desenvolvimento Institucional de    2002. De acordo com Ricardo Siloto da Silva, o grande diferencial no novo projeto    &eacute; n&atilde;o se restringir &agrave; parte f&iacute;sica buscando, nas    atividades fins da universidade, os elementos para nortear as modifica&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="3">Um exemplo &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o do urbanismo bioclim&aacute;tico,    que planeja a ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e as constru&ccedil;&otilde;es    visando o conforto dos usu&aacute;rios e sem a depend&ecirc;ncia de equipamentos,    como ar condicionado, al&eacute;m de menor uso poss&iacute;vel de luz artificial.    Uma outra modifica&ccedil;&atilde;o rec&eacute;m-conclu&iacute;da na UFSCar    est&aacute; na integra&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o e na extens&atilde;o    universit&aacute;ria, da &aacute;rea de sa&uacute;de. Apesar de n&atilde;o abrigar    um hospital-escola, a universidade oferece servi&ccedil;os nas &aacute;reas    de fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional e psicologia que, at&eacute;    o Plano de Desenvolvimento Institucional, funcionavam de forma isolada. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Marta Kanashiro</i></b></font></p>      ]]></body>
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