<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252005000400016</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O ensino de ciências para além do muro do construtivismo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Batista Teixeira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[Félix Antunes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Santa Maria CCNE Departamento de Química]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ RS]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<volume>57</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>26</fpage>
<lpage>27</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000400016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252005000400016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252005000400016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>O ENSINO DE CI&Ecirc;NCIAS PARA AL&Eacute;M DO MURO DO CONSTRUTIVISMO</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Jo&atilde;o Batista Teixeira Rocha e F&eacute;lix Antunes    Soares</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> vida moderna e globalizada &eacute;,    em grande parte, uma conseq&uuml;&ecirc;ncia do avan&ccedil;o cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico ocorrido no &uacute;ltimo s&eacute;culo. A produ&ccedil;&atilde;o    espantosa de novos conhecimentos colocou em situa&ccedil;&atilde;o desesperadora    a educa&ccedil;&atilde;o tradicional (1) e tamb&eacute;m trouxe consigo necessidade    de se educar, cientificamente, os cidad&atilde;os (2,3). Com efeito, avalia-se    que o desenvolvimento sustent&aacute;vel e harmonioso de um pa&iacute;s, e a    sua inclus&atilde;o no mundo globalizado, s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel    se a popula&ccedil;&atilde;o tiver um bom n&iacute;vel de alfabetiza&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica (4). De particular import&acirc;ncia para o Brasil, os estudos    realizados pela Unesco dentro do Program for International Student Assesment    (Pisa) demonstram que, nos dois levantamentos realizados, o Brasil est&aacute;    junto ao final da lista (4). Dois aspectos importantes que devem ser ressaltados:    a avalia&ccedil;&atilde;o do Pisa n&atilde;o valoriza conte&uacute;dos memorizados,    mas sim a habilidade de racioc&iacute;nio e se os indiv&iacute;duos s&atilde;o    capazes de continuar aprendendo durante suas vidas; e o desempenho dos jovens    brasileiros est&aacute; muito abaixo da m&eacute;dia dos pa&iacute;ses da OECD    (<a href="#tab01">tabela I</a>). Portanto, o Brasil precisa melhorar o ensino    de ci&ecirc;ncias para que possa apresentar um desenvolvimento sustent&aacute;vel    dentro do quadro mundial. Todavia, devemos enfatizar que a alfabetiza&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica n&atilde;o pode ser encarada de forma tecnicista, como se    o desenvolvimento cient&iacute;fico levasse, automaticamente, ao desenvolvimento    social. Deve ser vista, por&eacute;m, como um modo de formar cidad&atilde;os    cr&iacute;ticos e capazes de entender o mundo onde est&atilde;o inseridos e,    deste modo, evitar a exclus&atilde;o social (2,3). </font></P>     <P><a name="tab01"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a16fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">O desafio &eacute; enorme, mas precisa ser resolvido. A an&aacute;lise    da <a href="#tab01">tabela I</a> mostra que o primeiro passo a ser dado para    se obter um avan&ccedil;o significativo na alfabetiza&ccedil;&atilde;o dos brasileiros    em ci&ecirc;ncias, matem&aacute;tica e leitura consistir&aacute; num aumento    maci&ccedil;o dos recursos aplicados na educa&ccedil;&atilde;o. De fato, o Brasil    &eacute; um dos pa&iacute;ses que menos gasta por aluno e tem um dos piores    desempenhos na avalia&ccedil;&atilde;o da Pisa. Um outro aspecto que deve ser    ressaltado &eacute; que a melhora no desempenho est&aacute; associada a uma    menor efici&ecirc;ncia na raz&atilde;o desempenho/gasto por aluno. Portanto,    em conjunto com o aumento dos recursos destinados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o,    o pa&iacute;s precisa criar m&eacute;todos alternativos e eficientes que facilitem    a aprendizagem cient&iacute;fica. </font></P>     <P><font size="3">As pesquisas sobre o ensino de ci&ecirc;ncias t&ecirc;m crescido    nos &uacute;ltimos tempos (5, 6); na pr&aacute;tica, todavia, a aplica&ccedil;&atilde;o    de novos m&eacute;todos, visando &agrave; melhora do ensino de ci&ecirc;ncias,    tem deixado a desejar. Apesar disto, a comunidade cient&iacute;fica brasileira    tem apresentado propostas alternativas nesse sentido (7). Uma dessas id&eacute;ias    foi originalmente concebida por Leopoldo de Meis, docente do Departamento de    Bioqu&iacute;mica da UFRJ, e visa aproximar quem faz ci&ecirc;ncia de quem ensina    ci&ecirc;ncia por interm&eacute;dio de cursos experimentais para professores    e estudantes do ensino fundamental e m&eacute;dio, onde se reconstroem fatos    e descobertas das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas. Atualmente, dez grupos financiados    pela Funda&ccedil;&atilde;o Vitae est&atilde;o trabalhando nesse modelo que    busca a intera&ccedil;&atilde;o entre quem faz, com quem ensina ci&ecirc;ncia.    Todavia, cada grupo apresenta caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias no que    diz respeito ao desenvolvimento dos cursos e ser&aacute; dentro da nossa experi&ecirc;ncia    que descreverei alguns resultados e sugest&otilde;es que visam contribuir para    a melhoria do ensino de ci&ecirc;ncias. </font></P>     <P><font size="3"><b>CURSOS EXPERIMENTAIS</b> A abordagem inicial, dentro de uma    perspectiva piagetiana, visava criar situa&ccedil;&otilde;es experimentais onde    os aprendizes fossem levados a buscar re-equilibra&ccedil;&otilde;es majorantes    de suas estruturas cognitivas (8). Assim, durante uma semana professores e alunos    eram levados a resolver problemas gerados dentro do contexto do curso, sendo    que as experi&ecirc;ncias a serem realizadas pelos professores e alunos j&aacute;    estavam planejadas a priori. Cabia aos instrutores do curso (p&oacute;s-graduandos,    pesquisadores e estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o) levar alunos e professores    a realizarem essas experi&ecirc;ncias por meio de intensas discuss&otilde;es.    Esses cursos, baseados na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, produziram modifica&ccedil;&otilde;es    objetivas sobre a concep&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico    de professores e alunos (9-11). Al&eacute;m disso, independente da abordagem    construtivista objetiva dos cursos, a execu&ccedil;&atilde;o de atividades pr&aacute;ticas    produzia, em uma boa parcela dos estudantes, a sensa&ccedil;&atilde;o de estarem    criando, como pode ser visto no relato: "<i>O interessante &eacute; pensar    por voc&ecirc;, descobrir que ir al&eacute;m &eacute; preciso. Considero positivos    aspectos como poder usar minha criatividade e tentar fazer experi&ecirc;ncias    que eu tinha curiosidade e n&atilde;o as que os outros queriam</i>." </font></P>     <P><font size="3">Notava-se, tamb&eacute;m, que a maioria dos professores, graduados    em ci&ecirc;ncias e supostamente familiarizados com as atitudes de um cientista,    praticamente desconhece os princ&iacute;pios b&aacute;sicos da atividade cient&iacute;fica.    Por exemplo, a falta da no&ccedil;&atilde;o da necessidade de uma amostra padr&atilde;o    de controle na detec&ccedil;&atilde;o qualitativa de prote&iacute;nas foi uma    constante em todos os cursos. Esse aspecto, aparentemente trivial, chama a aten&ccedil;&atilde;o    para um dos mais s&eacute;rios problemas no ensino de ci&ecirc;ncias: o curr&iacute;culo    das licenciaturas privilegia o excesso de informa&ccedil;&otilde;es avan&ccedil;adas    e negligencia o elementar. No ensino fundamental e m&eacute;dio acontece o mesmo,    o que acaba criando um curr&iacute;culo alienante. Fica evidente, tamb&eacute;m,    que durante sua forma&ccedil;&atilde;o os professores de ci&ecirc;ncias n&atilde;o    vivenciam a ci&ecirc;ncia real, ou seja, as licenciaturas s&atilde;o baseadas    no estudo te&oacute;rico das verdades absolutas e modernas da ci&ecirc;ncia    e as atividades pr&aacute;ticas, quando presentes, servem apenas para confirmar    essas verdades. Assim, o sistema de forma&ccedil;&atilde;o dos professores,    realizado pela comunidade universit&aacute;ria, pratica um ensino onde somente    os sujeitos "bem preparados", dentro daquilo que condiz com o ensino    do que ela considera como o "saber s&aacute;bio", sejam selecionados.    Aqui encontramos dois problemas s&eacute;rios: o sistema educacional estimula    a desigualdade social; e a sele&ccedil;&atilde;o e posterior forma&ccedil;&atilde;o    do pessoal envolvido com as ci&ecirc;ncias, muitas vezes, deixa a desejar quanto    &agrave; efetiva alfabetiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Desse modo,    mesmo a elite do saber brasileiro est&aacute; se alfabetizando de forma inadequada    o que contribui para o distanciamento cada vez maior do Brasil das na&ccedil;&otilde;es    alfabetizadas cientificamente.</font></P>     <P><font size="3">Embora esse modelo de curso experimental baseado na resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas pr&eacute;-programados, com in&iacute;cio e fim definidos, represente    um avan&ccedil;o consider&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade    do ensino de ci&ecirc;ncias, passamos a question&aacute;-lo porque contrasta    com a atividade cient&iacute;fica real, onde freq&uuml;entemente n&atilde;o    se alcan&ccedil;am os resultados imaginados. Portanto, nas &uacute;ltimas edi&ccedil;&otilde;es    dos cursos experimentais adotamos uma estrat&eacute;gia mais pr&oacute;xima    da atividade cient&iacute;fica e abolimos qualquer seq&uuml;&ecirc;ncia pr&eacute;-programada    de experi&ecirc;ncias. Em rela&ccedil;&atilde;o aos cursos com os alunos, o    fato de n&atilde;o se ter um pr&eacute;-programa, n&atilde;o afetou a execu&ccedil;&atilde;o    do mesmo; todavia, com os professores a execu&ccedil;&atilde;o ficou prejudicada.    </font></P>     <P><font size="3"><b>APLICA&Ccedil;&Atilde;O DOS CURSOS EXPERIMENTAIS NA ESCOLA</b>    A aplica&ccedil;&atilde;o das atividades dentro do ambiente escolar, agora com    a participa&ccedil;&atilde;o dos professores das escolas como instrutores junto    com os pesquisadores e p&oacute;s-graduandos, foi animadora. De fato, uma boa    parcela dos estudantes se envolveu espontaneamente nas atividades dos cursos    experimentais e, para espanto da academia, uma parte significativa das quest&otilde;es    experimentais, levantadas pelos estudantes, n&atilde;o pode ser teoricamente    respondida. Evidenciou-se, ainda, uma enorme dist&acirc;ncia entre as exig&ecirc;ncias    curriculares e o entendimento real dos estudantes, fato j&aacute; observado    nos cursos na universidade. </font></P>     <P><font size="3">Concluindo, acreditamos que a execu&ccedil;&atilde;o de cursos    experimentais baseados na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas deva ser estimulada    como forma de melhorar o ensino de ci&ecirc;ncias no Brasil. Todavia, isto requer    recursos e compet&ecirc;ncia t&eacute;cnico-cient&iacute;fica para realiz&aacute;-los.    Muitos dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias    estariam aptos a realizar essa tarefa. Cabe ao governo, se realmente deseja    alfabetizar cientificamente a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, criar programas    de apoio a atividades inovadoras como essa. O enfoque te&oacute;rico dos cursos    pode abranger propostas pr&oacute;ximas a um construtivismo mais objetivo (12),    com experi&ecirc;ncias pr&eacute;-programadas, ou baseadas na redescoberta.    Todavia, defendemos cursos que se aproximem e transcendam o construtivismo radical    (12) e se aproximem mais das id&eacute;ias defendidas por Feyerabend do que    &eacute; fazer ci&ecirc;ncia (13). As licenciaturas deveriam incluir tais atividades    em seus curr&iacute;culos, de tal modo que os professores em forma&ccedil;&atilde;o    pudessem vivenciar, na pr&aacute;tica, m&eacute;todos distintos do ensino tradicional.    Assim, talvez, os professores consigam se libertar do potente estigma de que    sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; a de transmitir o saber, al&eacute;m de se    libertarem da pr&oacute;pria academia que, na maior parte do tempo, procura    transmitir o "saber" aos aprendizes. O interessante &eacute; que mesmo    dentro das correntes construtivistas, onde se concebe que &eacute; imposs&iacute;vel    transmitir o conhecimento, impera a necessidade de transmiss&atilde;o de conhecimento    por uma exig&ecirc;ncia inerente ao sistema educacional (13). Portanto, reenfatizamos    que as licenciaturas devem incluir em seus curr&iacute;culos atividades onde    os aprendizes possam ser criativos e onde se rompa com o construtivismo formal,    impregnado pelo ensino tradicional. As licenciaturas devem incluir atividades    onde realmente se valorize e se vivencie a atividade cient&iacute;fica criadora.    Dessa forma, &eacute; prov&aacute;vel que, nas suas pr&aacute;ticas educacionais    futuras, venham a ensinar ci&ecirc;ncia de um modo mais pr&oacute;ximo da ci&ecirc;ncia    real. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Jo&atilde;o Batista Teixeira da Rocha e F&eacute;lix Antunes    Soares</b> s&atilde;o professores de bioqu&iacute;mica do Departamento de Qu&iacute;mica    – CCNE da Universidade Federal de Santa Maria (RS).</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1. De Meis, L. <i>Ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o – O    conflito humano-tecnol&oacute;gico</i>. Ed. do Autor. 1998.</font><!-- ref --><P><font size="3">2. Lorenzetti, L. &amp; Delizoicov, D. Ensaio – <i>Pesquisa,    Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia</i>. Belo Horizonte Vol. 3. nº 1. 2001.</font><!-- ref --><P><font size="3">3. Auler, D. &amp; Delizoicov, D. Ensaio – <i>Pesquisa, Educa&ccedil;&atilde;o,    Ci&ecirc;ncia</i>. Belo Horizonte. Vol. 3, nº 2. 2001.</font><!-- ref --><P><font size="3">4. PISA - Literacy skills for the word of tomorrow executive    summary, first results from Pisa 2000 e Further results from Pisa. 2000, <a href="http://www.pisa.oecd.org/" target="_blank"><i>http://www.pisa.oecd.org/</i></a></font><!-- ref --><P><font size="3">5. Finley, F.; Lawrenz, F. &amp; Heller, P. <i>Science Education</i>,    76: 239-254. 1992.</font><!-- ref --><P><font size="3">6. Reiss M.J., Millar R, Osborne J. <i>J Biol. Educ</i>. 33:    68-70. 1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">7. de Oliveira, G.A., Torres, R.A., Da Poian, A.T., Luz, M.R.M.P.    <i>J. Biol. Educ</i>. 36: 16-20. 2001.</font><!-- ref --><P><font size="3">8. Piaget, J. <i>A equilibra&ccedil;&atilde;o das estruturas    cognitivas</i>. 1ª Edi&ccedil;&atilde;o. Zahar Editores, Rio de Janeiro. 1976.</font><!-- ref --><P><font size="3">9. Rocha, J.B.T.; Barbosa, N.B.V.; Schetinger, M. R.C.; Pereira,    M. E.. <i>Ciencia Natura</i>, 22: 83-102. 2000.</font><!-- ref --><P><font size="3">10. Rodrigues, P.S.; Souza, D.; Rocha, J.B.T.; Fonseca, L.G.;    De Meis, L. XXIII Reuni&atilde;o Anual da SBBq, pg 104. 1994.</font><!-- ref --><P><font size="3">11. Rubba, P.A. &amp; Anderses, H.O. . <i>Science Education</i>,    62 449-458. 1978.</font><!-- ref --><P><font size="3">12. Siegel, H. <i>Stud. Hist. Phil. Sci</i>. 35: 185-198. 2004.</font><!-- ref --><P><font size="3">13. Feyerabend, P. <i>Contra o m&eacute;todo</i>. 3ª edi&ccedil;&atilde;o,    Livraria Francisco Alves Editora AS, Rio de Janeiro, RJ. 1989.</font> ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De Meis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ciência e educação: O conflito humano-tecnológico]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-name><![CDATA[Ed. do Autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lorenzetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delizoicov]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensaio]]></article-title>
<source><![CDATA[Pesquisa, Educação, Ciência]]></source>
<year>2001</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Auler]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delizoicov]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensaio]]></article-title>
<source><![CDATA[Pesquisa, Educação, Ciência]]></source>
<year>2001</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>PISA</collab>
<source><![CDATA[Literacy skills for the word of tomorrow executive summary, first results from Pisa 2000 e Further results from Pisa]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Finley]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lawrenz]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heller]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Science Education]]></source>
<year>1992</year>
<volume>76</volume>
<page-range>239-254</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Millar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Osborne]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[J Biol. Educ.]]></source>
<year>1999</year>
<volume>33</volume>
<page-range>68-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[de Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Da Poian]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.M.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[J. Biol. Educ.]]></source>
<year>2001</year>
<volume>36</volume>
<page-range>16-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piaget]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A equilibração das estruturas cognitivas]]></source>
<year>1976</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.B.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.B.V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schetinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ciencia Natura]]></source>
<year>2000</year>
<volume>22</volume>
<page-range>83-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.B.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Meis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1994</year>
<conf-name><![CDATA[XXIII Reunião Anual da SBBq]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubba]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anderses]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Science Education]]></source>
<year>1978</year>
<volume>62</volume>
<page-range>449-458</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Stud. Hist. Phil. Sci.]]></source>
<year>2004</year>
<volume>35</volume>
<page-range>185-198</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Feyerabend]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contra o método]]></source>
<year>1989</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro^eRJ RJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livraria Francisco Alves Editora AS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
