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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>O DI&Aacute;LOGO ENTRE CI&Ecirc;NCIA E ARTE</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Diuc&ecirc;nio Rangel</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>V</b></font><font size="3">&aacute;rios autores, revistos    por Turney (1), acreditam que o romance <i>Frankenstein</i>, de Mary Shelley,    foi fundamental no estabelecimento de uma vis&atilde;o negativa da ci&ecirc;ncia,    mostrando pela primeira vez a imagem do cientista tomado pela paix&atilde;o    e pela loucura, "criando" um monstro que foge ao seu controle e amea&ccedil;a    a sociedade. Surgia o "cientista louco" e a ci&ecirc;ncia como um    instrumento perigoso e incontrol&aacute;vel.</font></P>     <P><font size="3">Segundo Wolpert, "foi Mary Shelley quem criou o monstro    de Frankenstein, n&atilde;o foi a ci&ecirc;ncia; mas sua imagem &eacute; t&atilde;o    poderosa que alimentou medos sobre a engenharia gen&eacute;tica que dificilmente    ser&atilde;o removidos"(2).</font></P>     <P><font size="3">Particularmente sempre gostei da imagem de Frankenstein. N&atilde;o    poderia imaginar, acredito que igual a muitas pessoas, que para os cientistas    aquela alegoria seria t&atilde;o nefasta. Hoje entendo o porqu&ecirc;.</font></P>     <P><font size="3">Desde 1988, o Instituto de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica da    UFRJ vem desenvolvendo diversas iniciativas educacionais dirigidas a professores    e alunos do ensino fundamental e m&eacute;dio. Essas atividades e os projetos    de pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o a elas associados deram origem ao N&uacute;cleo    de Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia e, posteriormente, ao Programa de    Educa&ccedil;&atilde;o, Difus&atilde;o e Gest&atilde;o em Bioci&ecirc;ncias    da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em qu&iacute;mica biol&oacute;gica. Em    1995 fui apresentado ao professor Leopoldo de Meis. Acabara de me formar em    gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e fui indicado por uma professora    de pintura chamada Lurdes Barreto, amiga em comum. O N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncia iniciava uma nova linha de trabalho que visava &agrave; confec&ccedil;&atilde;o    de livros ilustrados contando epis&oacute;dios da ci&ecirc;ncia, unindo artistas    e cientistas. Aceitei a proposta e sugeri que fiz&eacute;ssemos quadrinhos,    &aacute;rea que domino, o que tornaria mais f&aacute;cil desenvolver o projeto.</font></P>     <P><font size="3">O livro de Mary Shelley &eacute; considerado o primeiro livro    de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, mas o tratamento dado &agrave; figura    dos cientistas nas obras de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que o sucederam,    n&atilde;o melhora a imagem do cientista. Quando foi feito um estudo em que    se pediu que crian&ccedil;as, adolescentes e adultos definissem um cientista,    utilizando a linguagem n&atilde;o-verbal do desenho, a imagem que apareceu com    enorme freq&uuml;&ecirc;ncia, foi negativa. L&aacute; estava o cientista com    olhos esbugalhados e cara de louco, cabelos desgrenhados, raios e trov&otilde;es    em seus tubos de ensaio. De maneira semelhante, em outro estudo, uma propor&ccedil;&atilde;o    consider&aacute;vel de estudantes universit&aacute;rios manifestou-se negativamente    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ci&ecirc;ncia e aos cientistas (3). Essa    vis&atilde;o estereotipada do cientista &eacute; difundida em diversos meios    de comunica&ccedil;&atilde;o muito poderosos (cinema, quadrinhos, desenhos animados,    televis&atilde;o) e contribui para dificultar o entendimento do que seja ci&ecirc;ncia    e qual a sua import&acirc;ncia na vida da sociedade. Sob o ponto de vista da    pol&iacute;tica, torna-se dif&iacute;cil esperar um suporte &agrave; ci&ecirc;ncia    por parte da sociedade se esta tem uma vis&atilde;o distorcida da profiss&atilde;o.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">A id&eacute;ia, ent&atilde;o, foi trazer o artista para perto    do fazer cient&iacute;fico, para dentro do laborat&oacute;rio, fazendo desse    espa&ccedil;o t&atilde;o distante do fazer art&iacute;stico mais uma fonte de    inspira&ccedil;&atilde;o. Assim, quem sabe, poder&iacute;amos utilizar a mesma    linguagem que a obscureceu para mostrar a ci&ecirc;ncia como mais uma das atividades    do homem, t&atilde;o bela ou apavorante quanto qualquer outra, e sem a qual    nossa sobreviv&ecirc;ncia se tornaria bem mais dif&iacute;cil.</font></P>     <P><font size="3">O artista precisa conhecer o tema sobre o qual vai executar    sua obra. Poucas s&atilde;o, por&eacute;m, as manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas    que se dedicam, por exemplo, a interpretar as formas dos transportadores de    membrana mitocondrial ou o "canto do cisne na apoptose celular". Mas...    e se o artista convivesse com o cientista no laborat&oacute;rio, se visse os    experimentos e a carga emocional que despertam no pesquisador, se conversassem    diariamente sobre seus trabalhos, sobre bobagens... como cinema, prote&iacute;nas    e a novela? Ser&aacute; que a ci&ecirc;ncia seria interpretada e mostrada de    outra forma? Pois bem, desde ent&atilde;o, esse conv&iacute;vio tem sido produtivo.    Publicamos dois livros em quadrinhos: <i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i>,    atualmente na terceira edi&ccedil;&atilde;o, e <i>A respira&ccedil;&atilde;o    e a Primeira Lei da Termodin&acirc;mica ou... A alma da mat&eacute;ria</i>,    j&aacute; na segunda edi&ccedil;&atilde;o (4). A abordagem do primeiro &aacute;lbum,    utilizando o m&eacute;todo cient&iacute;fico como tema e enfatizando a sua import&acirc;ncia    para o avan&ccedil;o do conhecimento, derivou da constata&ccedil;&atilde;o de    que alunos de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e p&oacute;s-graduandos    n&atilde;o sabiam o que era o m&eacute;todo cient&iacute;fico, num levantamento    realizado com 50 estudantes. Baseado nesse levantamento, o primeiro &aacute;lbum    foi planejado com a pretens&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de contar a hist&oacute;ria    da evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento at&eacute; os experimentalistas e    a descri&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo por Descartes mas, tamb&eacute;m,    a de enfatizar o impacto que a nova filosofia causou na sociedade. O objetivo    principal foi contar esta hist&oacute;ria de forma agrad&aacute;vel e atraente,    evitando entediar o leitor. </font></P>     <P><font size="3">A experi&ecirc;ncia com o primeiro &aacute;lbum serviu de est&iacute;mulo    e mostrou que era poss&iacute;vel tratar um tema acad&ecirc;mico com a linguagem    das <i>graphic novels</i>. Decidiu-se, ent&atilde;o, iniciar um segundo &aacute;lbum,    com o apoio da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias. Dessa vez, escolhemos    um tema bastante amplo, a Primeira Lei da Termodin&acirc;mica. Esse &aacute;lbum    cont&eacute;m cap&iacute;tulos que abordam diversos t&oacute;picos de destaque    na hist&oacute;ria da bioqu&iacute;mica, desde as primeiras no&ccedil;&otilde;es    sobre a composi&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria viva at&eacute; a descoberta    da interconvers&atilde;o da energia, passando pela alquimia e sua associa&ccedil;&atilde;o    com o empirismo e o m&aacute;gico, e o surgimento e queda da teoria do flog&iacute;stico.    Tal como no caso de <i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i>, ele inicia e termina    com imagens enfocando o lado n&atilde;o materialista da ci&ecirc;ncia. S&atilde;o    imagens on&iacute;ricas que buscam seduzir o leitor para a ci&ecirc;ncia. O    objetivo do &aacute;lbum foi bem caracterizado pelo artista pl&aacute;stico    Marcos Varela, professor da escola de Belas Artes, mestre em antropologia da    arte:</font></P>     <P><font size="3">"<i>As imagens, ora on&iacute;ricas na abertura de cap&iacute;tulos,    ora objetivas quando ilustram experimentos, facilitam a compreens&atilde;o destas    no&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas surgidas ao longo da hist&oacute;ria    humana</i>". </font></P>     <P><font size="3"> Nenhum dos &aacute;lbuns publicados foi comercializado por    livrarias ou bancas de jornal. A metade da primeira edi&ccedil;&atilde;o de    <i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i> foi transferida &agrave; Fapesp pela    Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias que, por sua vez, os distribuiu para escolas    e centros universit&aacute;rios.</font></P>     <P><font size="3">Freq&uuml;entemente, os livros s&atilde;o enviados, a pre&ccedil;o    de custo, para professores de diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s, que os    solicitam via correio eletr&ocirc;nico. A maior parte dos exemplares dos &aacute;lbuns    publicados foi distribu&iacute;da gratuitamente a:</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Alunos    e professores de escolas que freq&uuml;entaram os cursos de f&eacute;rias do    programa de educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias do Departamento de Bioqu&iacute;mica    M&eacute;dica, ICB/UFRJ, hoje, IBqM.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Salas de    leitura de escolas p&uacute;blicas de S&atilde;o Paulo (Campinas, Sorocaba,    Piracicaba), Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul, Santa    Maria), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Bahia (Salvador). Nestes casos, os livros    foram solicitados por pr&oacute;-reitores de universidades federais que, por    sua vez, os distribu&iacute;am entre as escolas p&uacute;blicas da regi&atilde;o.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Coordenadorias    regionais de ensino do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, que se encarregaram    de distribuir nas salas de leitura das escolas p&uacute;blicas.</font></P>     <P><font size="3">Montamos, tamb&eacute;m, uma pe&ccedil;a teatral baseada em    livros e artigos de Leopoldo de Meis (5): <i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i>.    A primeira iniciativa de encenar a pe&ccedil;a surgiu nos cursos de f&eacute;rias    que, regularmente, o IBqM oferece para alunos e professores de ensino m&eacute;dio.    Tradicionalmente, a &uacute;ltima atividade do curso costuma ser uma palestra    apresentada por um cientista ou educador de renome nacional. Em 1999, n&atilde;o    foi poss&iacute;vel contar com a presen&ccedil;a do conferencista. Decidimos,    ent&atilde;o, encerrar o curso com uma palestra, mas substituindo a proje&ccedil;&atilde;o    de slides e transpar&ecirc;ncias por cenas interpretadas pelos estudantes de    p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,    monitores do curso. A proposta foi aceita por todos e coube a mim a tarefa de    montar cen&aacute;rios e planejar as cenas junto com Leopoldo de Meis, no curto    prazo de duas semanas. A partir do primeiro ensaio, estabeleceu-se um clima    que favorecia a intera&ccedil;&atilde;o entre todos os membros do grupo, que    participaram ativamente, sugerindo e argumentando sobre a melhor forma de transmitir    para o p&uacute;blico os conceitos que se desejava dramatizar em cada cena.    Os resultados da primeira apresenta&ccedil;&atilde;o foram encorajadores. Com    essa primeira experi&ecirc;ncia, formou-se um grupo de trabalho com a proposta    de aprimorar aquela apresenta&ccedil;&atilde;o para que pudesse ser apresentada    em qualquer espa&ccedil;o com o objetivo de divulgar a ci&ecirc;ncia. Sob o    ponto de vista da did&aacute;tica, a pe&ccedil;a apresenta uma breve hist&oacute;ria    da evolu&ccedil;&atilde;o do saber, desde o homem das cavernas at&eacute; os    dias atuais. Em diversas cenas, procura-se desmitificar os estere&oacute;tipos    populares de que "os cientistas s&atilde;o seres eminentemente l&oacute;gicos    e desumanos" (6). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a20fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">A dramatiza&ccedil;&atilde;o, com dura&ccedil;&atilde;o de pouco    mais de uma hora, visa atingir um p&uacute;blico ecl&eacute;tico, de qualquer    idade e n&iacute;vel educacional. Essa pe&ccedil;a passou a integrar o programa    dos cursos de f&eacute;rias e, gra&ccedil;as &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o    feita por pessoas da plat&eacute;ia, passamos a receber diversos convites para    apresent&aacute;-la, de in&iacute;cio no pr&oacute;prio estado, e posteriormente    em outros estados do Brasil, como S&atilde;o Paulo, Rio Grande do Sul, Esp&iacute;rito    Santo, Bahia e Minas Gerais. Em 28 apresenta&ccedil;&otilde;es a pe&ccedil;a    foi vista por cerca de oito mil pessoas, num p&uacute;blico composto por estudantes    de ensino m&eacute;dio, universit&aacute;rio e uma boa parte por uma plat&eacute;ia    das mais diversas idades, cuja forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o temos a m&iacute;nima    id&eacute;ia. </font></P>     <P><font size="3">Foram, tamb&eacute;m, produzidos dois v&iacute;deos: <i>A mitoc&ocirc;ndria    em tr&ecirc;s atos</i>, que mostra o funcionamento dessa organela celular, e    <i>A explos&atilde;o do saber</i>, que fala sobre as dificuldades advindas do    aumento do conhecimento nos &uacute;ltimos duzentos anos. Estamos finalizando    um terceiro v&iacute;deo, <i>A contra&ccedil;&atilde;o muscular</i>, e um terceiro    livro em quadrinhos contando a hist&oacute;ria das vacinas. Nos v&iacute;deos    buscamos utilizar as imagens e os sons para cativar o espectador e emocion&aacute;-lo,    tornando os temas abordados mais divertidos e de f&aacute;cil assimila&ccedil;&atilde;o.    S&atilde;o utilizados programas de anima&ccedil;&atilde;o 3D, modelagem e edi&ccedil;&atilde;o    de som e imagem. Cada v&iacute;deo tem uma dura&ccedil;&atilde;o aproximada    de 25 minutos, tendo sido planejados e confeccionados em nosso laborat&oacute;rio.    A cria&ccedil;&atilde;o das imagens foi sempre acompanhada de perto por especialistas    dos assuntos tratados, visando sempre ter como produto final a informa&ccedil;&atilde;o    correta transmitida de forma l&uacute;dica.</font></P>     <P><font size="3">Quando convidado a ilustrar uma cena de livro ou uma hist&oacute;ria    em quadrinhos, o ilustrador precisa conhecer o assunto a ser tratado, &agrave;s    vezes com detalhes que normalmente escapariam a percep&ccedil;&atilde;o de quem    s&oacute; imagina a cena. Se for alguma imagem que retrate uma &eacute;poca    espec&iacute;fica, ou um personagem hist&oacute;rico, o ilustrador parte para    a pesquisa em livros, fotos, filmes que retratem a &eacute;poca, qualquer refer&ecirc;ncia    que d&ecirc; credibilidade a seu trabalho final. Nossos livros exigiram esse    tipo de pesquisa.</font></P>     <P><font size="3">Em sua &eacute;poca, Mary Shelley criou uma &oacute;tima hist&oacute;ria,    por&eacute;m distante do que &eacute; a ci&ecirc;ncia. Hoje, podemos usar a    linguagem &aacute;udio visual para conquistar o p&uacute;blico e mostrar a ci&ecirc;ncia    desmistificada, como uma atividade humana, portanto pass&iacute;vel das paix&otilde;es    que toda atividade humana traz consigo. Ainda bem!</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Diuc&ecirc;nio Rangel</b> &eacute; doutor em qu&iacute;mica    biol&oacute;gica, &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o,    gest&atilde;o e difus&atilde;o em ci&ecirc;ncia, pelo Instituto de Bioqu&iacute;mica    M&eacute;dica, ICB/UFRJ.</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.Turney, J. <i>Frankenstein’s footsteps. Science, genetics    and popular culture</i>. New Haven and London: Yale University Press. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">2.Wolpert, L. <i>The unnatural nature of science</i>. London:    Farber and Farber. 1993.</font><!-- ref --><p><font size="3">3.de Meis L. et al. "The stereotyped image of the scientist    among students of different countries. Evoking the alchemist?" <i>Biochemical    Education</i>: 21, 75-81, 1993-b. </font><!-- ref --><p><font size="3">4.<i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i>, publicado em 1997    com apoio da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias e do Conselho Nacional de    Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq); <i>    <!-- ref -->A respira&ccedil;&atilde;o    e a 1ª Lei da Termodin&acirc;mica ou... A alma da mat&eacute;ria</i>, publicado    com o apoio da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias.     Podem ser requisitados    pelo e-mail <i><a href="mailto:demeis@bioqmed.ufrj.br">demeis@bioqmed.ufrj.br</a></i></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5.de Meis, L. <i>O perfil da ci&ecirc;ncia brasileira</i>. Rio    de Janeiro: UFRJ. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">6.de Meis, L. <i>Ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o – O    conflito humano-tecnol&oacute;gico</i>. Rio de Janeiro: Graftex Editora, 1998.</font> ]]></body><back>
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