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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a35fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT size="4"><b>HILDA HILST</b></FONT> </P>     <p><font size=5> <b>N<SMALL>OVOS PROJETOS REVIVEM OBRA DA AUTORA</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">V&aacute;rios acontecimentos trouxeram a poeta, romancista,    cronista e dramaturga Hilda Hilst (1930-2004) de volta &agrave; cena nos &uacute;ltimos    meses. Dez poemas do "Ode descont&iacute;nua e remota para flauta e obo&eacute;    – de Ariana para Dion&iacute;sio", um dos cap&iacute;tulos do seu livro    <i>J&uacute;bilo mem&oacute;ria noviciado da paix&atilde;o</i>, foram musicados    e est&atilde;o no mais recente CD produzido por Zeca Baleiro nas vozes de um    seleto grupo de cantoras brasileiras, como Angela Maria, Na Ozzetti e Z&eacute;lia    Duncan, entre outras. </font></P>     <p><font size="3">V&aacute;rios livros seus, entre eles <i>R&uacute;tilo nada,    Do amor</i> e <i>Poemas malditos</i>, ganharam novas edi&ccedil;&otilde;es na    Fran&ccedil;a, It&aacute;lia e Portugal, e duas pe&ccedil;as foram lidas durante    a programa&ccedil;&atilde;o do Ano do Brasil na Fran&ccedil;a. E, enfim, foi    oficializada a Institui&ccedil;&atilde;o Hilda Hilst – Casa do Sol Viva, em    Campinas (SP), para divulgar e preservar o legado da escritora. Tais a&ccedil;&otilde;es    culturais devem dar maior visibilidade &agrave; obra dessa autora que, mesmo    figurando entre os grandes nomes da literatura brasileira do s&eacute;culo XX,    permaneceu &agrave; margem do p&uacute;blico em geral. A condi&ccedil;&atilde;o    de certa marginalidade de sua produ&ccedil;&atilde;o &eacute; atribu&iacute;da    &agrave;s imagens amb&iacute;guas, complexas e, por vezes, amea&ccedil;adoras,    presentes em seus escritos, especialmente a sua tetralogia pornogr&aacute;fica    publicada no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990. </font></P>     <p><font size="3"><b>TRANSGRESS&Atilde;O LITER&Aacute;RIA</b> Uma esp&eacute;cie    de pervers&atilde;o liter&aacute;ria caracteriza a obra de Hilda Hilst, n&atilde;o    apenas pelo fato da escritora aos 60 anos ter abordado temas obscenos, mas por    transgredir as normas liter&aacute;rias, fundindo g&ecirc;neros e recriando-os.    Eliane Robert Moraes, professora de est&eacute;tica e literatura na PUC-SP,    identifica na literatura pornogr&aacute;fica de Hilda essas transgress&otilde;es,    que transformam um g&ecirc;nero liter&aacute;rio considerado inferior em uma    "prosa degenerada" que promove finas reflex&otilde;es sobre diferentes    temas. Em <i>O caderno rosa de Lory Lamby</i> &eacute; o ato de escrever como    possibilidade de jogar com os limites da l&iacute;ngua que &eacute; explorado.    J&aacute; as perip&eacute;cias sexuais das velhinhas <i>Berta e Isab&ocirc;</i>    trazem &agrave; tona as singularidades do sexo e do erotismo na velhice e coloca    em cena um imagin&aacute;rio distinto dos corpos esculturais e cheios de vitalidade.    Em <i>Contos d’esc&aacute;rnio – textos grotescos</i>, Hilda associa pornografia    e conhecimento e traz pr&aacute;ticas er&oacute;ticas envoltas por cita&ccedil;&otilde;es    de Pound, Kierkegaard, Byron e Euclides da Cunha. Al&eacute;m disso, os personagens    principais, o escritor Crasso e artista pl&aacute;stica Cl&oacute;dia, vivem    os dilemas de fixar o momento fugidio do erotismo sobre o papel e a tela. </font></P>     <p><font size="3"><b>CASA DO SOL</b> Em vida, Hilda sonhava em transformar a casa    onde viveu em um espa&ccedil;o cultural e garantir cuidados aos seus quase 50    c&atilde;es. Este ano, o sonho ganhou forma com a cria&ccedil;&atilde;o da Institui&ccedil;&atilde;o    Hilda Hilst que, segundo Jos&eacute; Luis Mora Fuentes, um dos fundadores, ser&aacute;    um centro de estudos, com cursos, semin&aacute;rios, quartos para receber bolsistas,    entre outras atividades para fomentar o ambiente cultural em Campinas. A Casa    do Sol depende de parcerias para seu funcionamento. Uma delas &eacute; com o    Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o Cultural Alexandre Eul&aacute;lio (Cedae),    pertencente ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, que adquiriu    o acervo da escritora, com textos originais, cr&iacute;ticas de jornais publicadas    de 1950 at&eacute; 2002, documenta&ccedil;&atilde;o pessoal e uma cole&ccedil;&atilde;o    de agendas, cadernos escolares e desenhos. Ainda em implanta&ccedil;&atilde;o,    o acervo estar&aacute; dispon&iacute;vel a partir do pr&oacute;ximo ano.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="3"><i>Susana Dias</i></font></p>      ]]></body>
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