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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/nt_bra.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">ENSINO N&Atilde;O-FORMAL</font>    <br>   <img src="/img/revistas/cic/v58n1/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Projeto baiano visa estimular forma&ccedil;&atilde;o de jovens    cientistas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Davi Marques, 14 anos, j&aacute; publicou dois livros, o &uacute;ltimo    sobre os chamados carros musculosos – carros pequenos, com motores potentes    – muito populares na d&eacute;cada de 1960, como o Maverick brasileiro. Davi    quer ser engenheiro mecatr&ocirc;nico e construir um carro voador, &quot;para    aliviar o congestionamento nas cidades&quot;, explica. Alice Daltro, 13 anos,    sonha em ser psic&oacute;loga e trabalhar com adolescentes e j&aacute; escreveu    um livro de cr&ocirc;nicas. Davi e Alice participam do projeto Ci&ecirc;ncia,    Arte &amp; Magia, idealizado pela bi&oacute;loga Rejane Lira, da Universidade    Federal da Bahia (UFBA), para melhorar a qualidade do ensino das ci&ecirc;ncias,    por meio de n&uacute;cleos regionais de produ&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="3">Com apoio da Finep, existem hoje quatro desses centros de ci&ecirc;ncias    em atividade na Bahia: dois em Salvador, um em Feira de Santana e, o mais recente,    em Seabra, na Chapada Diamantina. O projeto atende cem alunos da rede p&uacute;blica,    com idades entre 10 e 16 anos, selecionados em entrevista, onde &quot;a escolha    n&atilde;o &eacute; dos melhores , mas daqueles mais interessados em quest&otilde;es    cient&iacute;ficas&quot;, diz Rejane. A escola fornece o espa&ccedil;o f&iacute;sico    e o projeto leva os materiais, como revistas, microsc&oacute;pios, material    de laborat&oacute;rio e v&iacute;deos. </font></p>     <p><FONT size="3"><b>CI&Ecirc;NCIA, ARTE &amp; MAGIA</b> &quot;Os cientistas j&aacute;    foram vistos como magos que atrav&eacute;s da qu&iacute;mica, por exemplo, podiam    mudar a cor da &aacute;gua. Queremos aproximar os estudantes dessa magia da    ci&ecirc;ncia e, ao mesmo tempo, humanizar a profiss&atilde;o do cientista,    mostrando-o como uma pessoa antenada com as necessidades da sociedade&quot;,    explica a bi&oacute;loga. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os profissionais da &aacute;rea precisam estar preparados para    os novos desafios que a ci&ecirc;ncia imp&otilde;e.&quot;Encontramos professores    de qu&iacute;mica e de biologia que nunca tinham olhado num microsc&oacute;pio&quot;,    conta Rejane Lira. Para atender essa necessidade, os centros de ci&ecirc;ncias    criam espa&ccedil;os para oferecer experi&ecirc;ncias atualizadas e montagens    experimentais&quot;, completa. Os n&uacute;cleos s&atilde;o formados por professores,    estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o de qu&iacute;mica, f&iacute;sica, biologia    e pedagogia e monitores do ensino fundamental e m&eacute;dio. </font></p>     <p><FONT size="3"><b>EXPERIMENTOTECA</b> Quando chega ao projeto, o aluno diz    que profiss&atilde;o gostaria de seguir e seleciona experimentos que possam    se relacionar &agrave; &aacute;rea escolhida. Com a ajuda de monitores, ele    faz rela&ccedil;&otilde;es entre os resultados da experi&ecirc;ncia com a profiss&atilde;o.    Foi o que aconteceu com Maria Fernanda Lira. Ela tem dez anos e se interessa    por direito. Escolheu a experi&ecirc;ncia onde um copo &eacute; colocado sobre    uma vela que se apaga por falta de oxig&ecirc;nio, e concluiu que o oxig&ecirc;nio    &eacute; necess&aacute;rio &agrave; vida e que a vida &eacute; um direito de    todos os cidad&atilde;os. Todas essas experi&ecirc;ncias s&atilde;o guardadas    na experimentoteca, para serem usadas como material de trabalho, tanto para    a capacita&ccedil;&atilde;o dos professores quanto para novos alunos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> O projeto oferece, ainda, oficinas de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica. A jornalista Simone Bortoliero, professora da UFBA, coordena    a produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos cient&iacute;ficos e, nas oficinas,    eles aprendem como operar uma c&acirc;mera, como editar textos, imagens, sobre    produ&ccedil;&atilde;o, entre outras pr&aacute;ticas. Um desses v&iacute;deos    ser&aacute; sobre as cavernas da Chapada Diamantina, destacada pela diversidade    de forma&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas. Al&eacute;m dos v&iacute;deos,    a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica prev&ecirc; fazer um jornal <i>on    line</i> com mat&eacute;rias escritas pelos alunos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="RIGHT"><font size="3"><b><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></b></font></p>      ]]></body>
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