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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n2/a11img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A TERMINOLOGIA NA ERA DA INFORM&Aacute;TICA</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Gladis Maria de Barcellos Almeida, Leandro Henrique Mendon&ccedil;a    de Oliveira e Sandra Maria Alu&iacute;sio</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <FONT size="5"><b>A</b></FONT><FONT size="3"> terminologia e a inform&aacute;tica    n&atilde;o s&atilde;o independentes uma da outra. Desde 1960, em pa&iacute;ses    desenvolvidos e com grande tradi&ccedil;&atilde;o em pesquisa terminol&oacute;gica,    os dois campos de estudo est&atilde;o ligados de forma a facilitar o armazenamento    e a difus&atilde;o de dados terminol&oacute;gicos na elabora&ccedil;&atilde;o    de grandes bases de dados especializados, denominados bancos de terminologia    (1). A integra&ccedil;&atilde;o entre as duas &aacute;reas &eacute; tal que    se cunhou o termo termin&oacute;tica, dando origem a um novo conceito e inaugurando    um novo paradigma metodol&oacute;gico nas pesquisas terminol&oacute;gicas. </FONT></p>     <p><font size="3">A contribui&ccedil;&atilde;o advinda da inform&aacute;tica come&ccedil;a    de fato a aparecer nas pesquisas terminol&oacute;gicas no Brasil nos &uacute;ltimos    dez anos. O crescimento de estudos e pesquisas na &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica    computacional e ling&uuml;&iacute;stica de <i>corpus</i> e o conseq&uuml;ente    aprimoramento e desenvolvimento de ferramentas computacionais voltadas para    o processamento de l&iacute;ngua natural (PLN) do portugu&ecirc;s passam a interferir    diretamente na pr&aacute;tica terminogr&aacute;fica.</font></p>     <p><font size="3">Nesse sentido, a terminologia descritiva de vi&eacute;s ling&uuml;&iacute;stico    come&ccedil;a a ter um amplo desenvolvimento, j&aacute; que a possibilidade    de lidar com grandes <i>corpora</i> permite a observa&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o    de fen&ocirc;menos ling&uuml;&iacute;sticos recorrentes antes imposs&iacute;vel    de perceber, dado que os procedimentos de observa&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o    contavam apenas com recursos manuais. </font></p>     <p><font size="3">Entendemos que fazer terminologia na era da inform&aacute;tica    significa criar um conjunto de procedimento automatizados ou semi-automatizados    que d&ecirc;em suporte &agrave;s tarefas envolvidas no trabalho terminol&oacute;gico,    quais sejam: 1. cria&ccedil;&atilde;o de <i>corpora</i> descart&aacute;veis;    2. extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de candidatos a termos desses <i>corpora</i>;    3. inser&ccedil;&atilde;o dos termos numa ontologia (mapa conceitual); 4. elabora&ccedil;&atilde;o    e edi&ccedil;&atilde;o de fichas terminol&oacute;gicas; 5. elabora&ccedil;&atilde;o    e constante atualiza&ccedil;&atilde;o da base definicional (2); 6. elabora&ccedil;&atilde;o    de defini&ccedil;&otilde;es; 7. edi&ccedil;&atilde;o de verbetes, 8. difus&atilde;o    dos dados para interc&acirc;mbio com outras aplica&ccedil;&otilde;es ou usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="3">Nosso objetivo aqui &eacute; apresentar ambientes e/ou ferramentas    que d&atilde;o suporte &agrave;s tarefas citadas acima, se n&atilde;o a todas,    pelo menos a algumas delas e, sempre que poss&iacute;vel, apontaremos os trabalhos    referentes ao portugu&ecirc;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Desenvolvido pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto    (FLUP), o Corp&oacute;grafo (3, 4, 5) &eacute; um gestor de <i>corpus</i> que    se encontra, atualmente, na vers&atilde;o 3.0 e &eacute; otimizado para pesquisas    terminol&oacute;gicas, isto &eacute;, para a extra&ccedil;&atilde;o de termos    e sua organiza&ccedil;&atilde;o em bases de dados. Fornece um ambiente web integrado    para o manejo de <i>corpus</i>, disponibilizando ferramentas para processamento    de <i>corpus</i>. Dentre as ferramentas que possui, est&atilde;o concordanciadores,    contadores de freq&uuml;&ecirc;ncia e, tamb&eacute;m, ferramentas de pr&eacute;-processamento    de <i>corpus</i>, como as de limpeza e sentenciadores. Toda funcionalidade do    corp&oacute;grafo est&aacute; associada a um dos quatro ambientes de trabalho    ou m&oacute;dulos: gestor de arquivos e de <i>corpus</i>, pesquisa em <i>corpus</i>,    centro de conhecimento, centro de documenta&ccedil;&atilde;o, o que diminui    a sobrecarga ao se trabalhar no ambiente. Nessa nova vers&atilde;o, o corp&oacute;grafo    d&aacute; um bom suporte para a difus&atilde;o dos produtos terminol&oacute;gicos,    permitindo que se exporte bases terminol&oacute;gicas no formato XML para serem    usadas em outras aplica&ccedil;&otilde;es; que se gerem gloss&aacute;rios em    HTML usando uma base terminol&oacute;gica, al&eacute;m de se exportar o pr&oacute;prio    <i>corpus</i> em XML para ser usado em outras aplica&ccedil;&otilde;es ou por    outros usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="3"><b>CORPORA DESCART&Aacute;VEIS PARA PESQUISA TERMINOL&Oacute;GICA</b>    Embora j&aacute; exista um n&uacute;mero razo&aacute;vel de <i>corpora</i> gen&eacute;ricos    (ou de refer&ecirc;ncia, como s&atilde;o chamados) para v&aacute;rias l&iacute;nguas,    o n&uacute;mero de <i>corpora</i> espec&iacute;ficos dispon&iacute;veis para    suporte &agrave; pesquisa terminol&oacute;gica ainda &eacute; deficiente. Essa    defici&ecirc;ncia d&aacute;-se pela pr&oacute;pria especificidade de tais <i>corpora</i>    que s&atilde;o muitas vezes constru&iacute;dos para serem utilizados por um    per&iacute;odo curto de tempo e somente em um projeto, da&iacute; se questionar    o investimento de grandes esfor&ccedil;os na sua compila&ccedil;&atilde;o e    anota&ccedil;&atilde;o que visam a sua reutiliza&ccedil;&atilde;o (ou reuso,    como se costuma referir em ling&uuml;&iacute;stica computacional).</font></p>     <p><font size="3">Ainda que seja poss&iacute;vel construir tais <i>corpora</i>    pela busca manual na web, esse processo consome muito tempo, se levarmos em    conta os benef&iacute;cios para pesquisas t&atilde;o pontuais. Para atender    a essa necessidade espec&iacute;fica de cria&ccedil;&atilde;o e de pesquisa    terminol&oacute;gica nesses tipos de <i>corpora</i>, existe pelo menos um projeto    de nosso conhecimento para cria&ccedil;&atilde;o de <i>corpus</i> a partir da    web e para extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de candidatos a termos.    O BootCaT (6, 7) – extrator autom&aacute;tico de <i>corpus</i> e de termos (do    ingl&ecirc;s "Bootstrapping Corpora and Terms") – prop&otilde;e a    montagem de <i>corpus</i>, de modo iterativo, a partir de textos obtidos na    web. &Eacute; composto por v&aacute;rias ferramentas escritas em Perl (8), que    foram projetadas para executar pequenas partes do processo de montagem de <i>corpus</i>.    Basicamente, o processo de montagem de <i>corpus</i> do BootCaT &eacute; composto    de quatro passos: 1. construir um <i>corpus</i> automaticamente a partir de    buscas ao Google (9), utilizando um pequeno conjunto de sementes (<i>seed</i>)    (10); 2. extrair novas sementes desse <i>corpus</i>; 3. utilizar essas novas    sementes para novas buscas ao Google, cujos textos recuperados ser&atilde;o    concatenados ao <i>corpus</i>, aumentando-o; 4. extrair novas sementes desse    <i>corpus</i> complementado, e assim por diante.</font></p>     <p><font size="3">O BootCaT tamb&eacute;m disp&otilde;e de ferramentas para extra&ccedil;&atilde;o    de termos com mais de uma palavra, ou termos multipalavra. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n2/a16img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>EXTRA&Ccedil;&Atilde;O AUTOM&Aacute;TICA DE CANDIDATOS A    TERMOS</b> Como visto na se&ccedil;&atilde;o acima, o BootCat tamb&eacute;m    extrai candidatos a termos, tanto unigramas (lexias com apenas uma palavra)    como multipalavras. Outro projeto de avalia&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de m&eacute;todos autom&aacute;ticos de extra&ccedil;&atilde;o foi desenvolvido    no N&uacute;cleo Interinstitucional de Ling&uuml;&iacute;stica Computacional    – NILC/USP (11), como resultado de um trabalho de mestrado. Denominado ExPortTer    (12), esse projeto avaliou especificamente m&eacute;todos das tr&ecirc;s abordagens    (ling&uuml;&iacute;stica, estat&iacute;stica e h&iacute;brida) para o portugu&ecirc;s.    As medidas estat&iacute;sticas utilizadas nesse trabalho foram quatro: freq&uuml;&ecirc;ncia,    <i>log-likelihood</i>, informa&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e coeficiente <i>Dice</i>,    implementadas no pacote para a extra&ccedil;&atilde;o de n-gramas denominado    <i>N-gram Statistics Package</i> – NSP (13), com objetivo de eleger a melhor    medida estat&iacute;stica para a extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de    unigramas, bigramas (lexias com duas palavras) e trigramas (lexias com tr&ecirc;s    palavras). O m&eacute;todo ling&uuml;&iacute;stico implementado baseia-se em    express&otilde;es ling&uuml;&iacute;sticas e indicadores estruturais, bem como    em padr&otilde;es morfossint&aacute;ticos dos termos de um dado dom&iacute;nio.    Para a abordagem h&iacute;brida, foi gerado um conjunto de ora&ccedil;&otilde;es    do <i>corpus</i>, aqui chamado de sub<i>corpus</i>, que apresentassem as express&otilde;es    ling&uuml;&iacute;sticas definidas no m&eacute;todo ling&uuml;&iacute;stico,    de maneira que cada ora&ccedil;&atilde;o &eacute; impressa no sub<i>corpus</i>    somente uma vez, independentemente do n&uacute;mero de express&otilde;es que    pode apresentar. Este procedimento representou a "parte ling&uuml;&iacute;stica"    do m&eacute;todo h&iacute;brido. O sub<i>corpus</i> de sa&iacute;da, constitu&iacute;do    pelas ora&ccedil;&otilde;es que apresentaram alguma express&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica,    &eacute; tomado como entrada para o pacote NSP, representando, assim, a parte    estat&iacute;stica desse m&eacute;todo.</font></p>     <p><font size="3">Esses m&eacute;todos foram utilizados em outros tr&ecirc;s projetos    desenvolvidos no NILC: o Bloc-Eco (14, 15), cujo objetivo foi a cria&ccedil;&atilde;o    de uma base de conhecimento com informa&ccedil;&otilde;es ontol&oacute;gicas    para termos em portugu&ecirc;s da &aacute;rea de ecologia; o projeto de desenvolvimento    de uma estrutura conceitual (ontologia) para a &aacute;rea de nanoci&ecirc;ncia    e nanotecnologia (16) e o projeto <i>e-Termos</i>, projeto de doutorado em andamento    no NILC, que ser&aacute; explorado mais abaixo. </font></p>     <p><font size="3"><b>EDITOR E VISUALIZADOR DE ONTOLOGIAS</b> Diversas linguagens,    t&eacute;cnicas e ferramentas t&ecirc;m sido propostas para a organiza&ccedil;&atilde;o    do conhecimento e sua visualiza&ccedil;&atilde;o na web. No que se refere a    editores e visualizadores de ontologias, alguns bons exemplos s&atilde;o: Prot&eacute;g&eacute;    2001 (17), o OntoEdit (18), o Inxight StarTree (19), o TreeBolic Generator (20)    e o HyperEditor (21). Uma caracter&iacute;stica comum entre eles &eacute; que    s&atilde;o aplica&ccedil;&otilde;es <i>stand-alone</i> que executam fora do    ambiente web, impedindo sua utiliza&ccedil;&atilde;o por v&aacute;rios usu&aacute;rios    ao mesmo tempo. Entretanto, apesar dessa caracter&iacute;stica, os editores    StarTree, TreeBolic Generator e HyperEditor foram constru&iacute;dos em Java    e, portanto, sua migra&ccedil;&atilde;o para o ambiente web, na forma de <i>applets</i>,    pode ser poss&iacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os dois primeiros editores citados acima s&atilde;o ferramentas    que implementam a visualiza&ccedil;&atilde;o de ontologias na forma <i>folder-tree</i>,    aqui chamado de visualiza&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea. Nesse tipo de visualiza&ccedil;&atilde;o,    quando um n&oacute; &eacute; selecionado na &aacute;rvore &agrave; esquerda,    seu conte&uacute;do &eacute; apresentado &agrave; direita da sele&ccedil;&atilde;o,    e assim sucessivamente at&eacute; o ultimo n&iacute;vel da &aacute;rvore (n&oacute;    folha). Nesse caso, quando a estrutura da ontologia possui v&aacute;rios n&iacute;veis    de abstra&ccedil;&atilde;o, a visualiza&ccedil;&atilde;o fica prejudicada.</font></p>     <p><font size="3">Os editores StarTree, TreeBolic Generator e HyperEditor apresentam    a visualiza&ccedil;&atilde;o da ontologia na forma de &aacute;rvore hiperb&oacute;lica    (<i>Hyperbolic Tree</i>) (22). Segundo Freitas <i>et al</i>. (23), esta visualiza&ccedil;&atilde;o    representa hierarquias atrav&eacute;s de um <i>layout</i> radial disposto em    um plano hiperb&oacute;lico mapeado para um plano de duas dimens&otilde;es (2D).    Al&eacute;m disso, apresenta aspectos de constru&ccedil;&atilde;o – como o efeito    <i>fisheye</i> (24) – aliados a mecanismo simples de navega&ccedil;&atilde;o    pela indica&ccedil;&atilde;o de um n&oacute; de interesse, que &eacute; exibido    no centro da representa&ccedil;&atilde;o em detalhe, cujo contexto &eacute;    mantido pela exibi&ccedil;&atilde;o do restante da estrutura da ontologia com    n&oacute;s diminuindo de tamanho at&eacute; serem suprimidos na borda do c&iacute;rculo    radial. A abordagem do plano hiperb&oacute;lico pode manipular uma estrutura    em &aacute;rvore usando o conceito de foco e contexto. Ou seja, o plano hiperb&oacute;lico    permite ao usu&aacute;rio navegar atrav&eacute;s dos n&oacute;s e visualizar    a rela&ccedil;&atilde;o da por&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel do plano com    a estrutura inteira sobre uma &uacute;nica tela (25).</font></p>     <p><font size="3">O efeito <i>fisheye</i> fornece um esquema que, em geral, &eacute;    suficiente para lidar com a navega&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o    de grandes redes de informa&ccedil;&atilde;o. Na movimenta&ccedil;&atilde;o    dessa interface, os n&oacute;s da ontologia aumentam e diminuem de tamanho,    saindo e entrando em foco, podendo ser expandidos quando o usu&aacute;rio arrastar    os n&oacute;s com o <i>mouse</i> ou, ainda, por meio de pesquisa direta pelo    n&oacute;. Esse recurso permite grande flexibilidade e agilidade na tela.</font></p>     <p><font size="3">Na visualiza&ccedil;&atilde;o hiperb&oacute;lica, a expans&atilde;o    e poda dos n&oacute;s na estrutura s&atilde;o opera&ccedil;&otilde;es que mant&ecirc;m    sempre uma sub&aacute;rvore vis&iacute;vel reduzindo, para o usu&aacute;rio,    a sensa&ccedil;&atilde;o de perda de contexto. Assim, as &aacute;rvores hiperb&oacute;licas    s&atilde;o uma representa&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica da estrutura hier&aacute;rquica    de uma ontologia e representa uma maneira eficiente de exibir &aacute;rvores    complexas com exatid&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">No contexto do projeto de desenvolvimento de uma ontologia para    a &aacute;rea de nanoci&ecirc;ncia e nanotecnologia (16) citado acima, foi desenvolvido    o OntoEditor, uma ferramenta para edi&ccedil;&atilde;o de ontologias via internet,    que implementa tanto a visualiza&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea (<i>folder-tree</i>)    quanto a visualiza&ccedil;&atilde;o hiperb&oacute;lica (<i>Hyperbolic Tree</i>).    As principais contribui&ccedil;&otilde;es desse trabalho s&atilde;o: 1. a possibilidade    de visualizar a estrutura de uma ontologia no formato de &aacute;rvore hiperb&oacute;lica;    2. a capacidade de converter a estrutura de uma ontologia no formato texto em    estruturas de visualiza&ccedil;&atilde;o (arb&oacute;rea e hiperb&oacute;lica)    a partir de uma opera&ccedil;&atilde;o de <i>upload</i>; e 3. a flexibilidade    de estar acess&iacute;vel, via internet, para o p&uacute;blico geral e especializado,    possibilitando que qualquer usu&aacute;rio crie e visualize suas ontologias    a qualquer tempo. Ressalte-se que o OntoEditor foi incorporado pelo projeto    <i>e-Termos</i> j&aacute; citado e que ser&aacute; apresentado a seguir.</font></p>     <p><font size="3">Amparado pelos pressupostos da terminologia de orienta&ccedil;&atilde;o    descritiva de vi&eacute;s ling&uuml;&iacute;stico, o <i>e-Termos</i> &eacute;    um ambiente computacional que contempla as atividades de desenvolvimento de    terminologias. Como uma aplica&ccedil;&atilde;o <i>Computer Supported Collaborative    Work</i> (CSCW), o <i>e-Termos</i> &eacute; um ambiente web colaborativo, composto    por seis m&oacute;dulos de trabalho independentes, mas inter-relacionados, cujo    prop&oacute;sito &eacute; automatizar ou semi-automatizar as tarefas de cria&ccedil;&atilde;o    e gerenciamento do trabalho terminol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="3">Perfazendo desde a cria&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de    <i>corpora</i> especializados (m&oacute;dulo 0) at&eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o    e interc&acirc;mbio do conjunto de verbetes (m&oacute;dulo 5), o principal diferencial    do <i>e-Termos</i> est&aacute; na caracter&iacute;stica colaborativa que esse    ambiente computacional implementa. Baseado nos processos de apoio e coopera&ccedil;&atilde;o    de um conjunto diferenciado de profissionais, o <i>e-Termos</i> possibilita    o trabalho, a produ&ccedil;&atilde;o em conjunto e a troca de informa&ccedil;&otilde;es    para melhorar o trabalho de grupos de usu&aacute;rios com interesses e prop&oacute;sitos    comuns. Al&eacute;m disso, o aspecto colaborativo permite a harmoniza&ccedil;&atilde;o    e o mapeamento do fluxo de atividades dos diversos profissionais envolvidos    na cria&ccedil;&atilde;o de produtos terminol&oacute;gicos, produzindo resultados    mais r&aacute;pidos e fi&aacute;veis. Em outras palavras, o <i>e-Termos</i>    permite que os diferentes integrantes de uma mesma equipe de pesquisa possam    acessar, editar, atualizar, inserir e retirar informa&ccedil;&otilde;es de todos    os m&oacute;dulos (<i>corpus</i>, ontologia, fichas terminol&oacute;gicas, base    definicional, reda&ccedil;&atilde;o de defini&ccedil;&otilde;es, edi&ccedil;&atilde;o    de verbetes), bastando conectar-se &agrave; internet, buscar a URL e utilizar    uma senha de acesso. O mesmo procedimento pode ser utilizado para a intera&ccedil;&atilde;o    com os especialistas do dom&iacute;nio, ou seja, especialistas previamente selecionados    podem opinar, criticar, sugerir altera&ccedil;&otilde;es, ratificar os dados    (lista de termos, defini&ccedil;&otilde;es, etc) por meio de acesso &agrave;    internet.</font></p>     <p><font size="3">Outras vantagens do <i>e-Termos</i> s&atilde;o: 1. a possibilidade    de an&aacute;lise qualitativa do <i>corpus</i>; 2. a categoriza&ccedil;&atilde;o    e visualiza&ccedil;&atilde;o dos termos em uma ontologia; 3. a cria&ccedil;&atilde;o    customizada das fichas terminol&oacute;gicas; 4. o gerenciamento da base definicional;    5. a reda&ccedil;&atilde;o assistida da defini&ccedil;&atilde;o terminol&oacute;gica;    e, finalmente, 7. a edi&ccedil;&atilde;o de verbetes a partir dos campos previamente    selecionados nas fichas terminol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="3">Como o <i>e-Termos</i> ainda est&aacute; em fase de elabora&ccedil;&atilde;o,    nem todos os m&oacute;dulos est&atilde;o implementados. O primeiro lan&ccedil;amento    p&uacute;blico deve acontecer em abril de 2006. A previs&atilde;o &eacute; de    que a vers&atilde;o final e oficial esteja pronta para utiliza&ccedil;&atilde;o    a partir de 2009.</font></p>     <p><font size="3">Em vista do que foi apresentado, percebe-se que a associa&ccedil;&atilde;o    entre terminologia e inform&aacute;tica &eacute; vi&aacute;vel e, sobretudo,    necess&aacute;ria para as a&ccedil;&otilde;es e pesquisa de solu&ccedil;&otilde;es    terminol&oacute;gicas assistidas por computador. Soma-se a isso a exist&ecirc;ncia    de ferramentas e/ou ambientes para o portugu&ecirc;s, o que confere &agrave;s    pesquisas terminol&oacute;gicas em l&iacute;ngua portuguesa um avan&ccedil;o    evidente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Gladis Maria de Barcellos Almeida</b> &eacute; ling&uuml;ista    e professora adjunta do Departamento de Letras da Universidade Federal de S&atilde;o    Carlos (UFSCar). Coordena o projeto "Extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica    de termos e elabora&ccedil;&atilde;o colaborativa de terminologias para interc&acirc;mbio    e difus&atilde;o de conhecimento especializado – TermEx". &Eacute; l&iacute;der    do Grupo de Estudos e Pesquisas em Terminologia (GETerm) e orienta projetos    de pesquisa em lexicologia e terminologia na linha de pesquisa "Linguagem    humana e tecnologia".</i></FONT></p>     <p><font size="3"><i><b>Leandro Henrique Mendon&ccedil;a de Oliveira</b> &eacute;    mestre e doutorando do Instituto de Ci&ecirc;ncias Matem&aacute;ticas e de Computa&ccedil;&atilde;o    do (ICMC), USP-S&atilde;o Carlos, onde atua em pesquisas em terminologia na    &aacute;rea de processamento de l&iacute;ngua natural (PLN). &Eacute; funcion&aacute;rio    da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa).</i></FONT></p>     <p><font size="3"><i><b>Sandra Maria Alu&iacute;sio</b> &eacute; professora assistente    no Departamento de Ci&ecirc;ncias de Computa&ccedil;&atilde;o e Estat&iacute;stica    do ICMC-USP-S&atilde;o Carlos e uma das coordenadoras do NILC/ICMC-USP, desde    sua funda&ccedil;&atilde;o em 1993. Foi coordenadora do curso de bacharelado    em inform&aacute;tica do mesmo departamento de 2000-2002. Seu interesse em pesquisa    envolve processamento de l&iacute;ngua natural (PLN) e intelig&ecirc;ncia artificial    na educa&ccedil;&atilde;o.</i></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Dubuc, R. <i>Manual de terminologia</i>. 3a. ed. Chile:    Uni&oacute;n Latina/RiL editors, 1999.</font><p><font size="3">2. A base definicional consiste num reposit&oacute;rio de    contextos definit&oacute;rios compilados de diversas e variadas fontes, a partir    das quais o termin&oacute;logo redige o texto final da defini&ccedil;&atilde;o    que dever&aacute; integrar o verbete.</font></p>     <p><font size="3">3. <a href="http://www.linguateca.pt/Corpografo/" target="_blank"><i>http://www.linguateca.pt/Corpografo/</i></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">4. Sarmento, L.; Maia, B.; Santos, D. "The corp&oacute;grafo:    a web-based environment for corpora research". <i>In Proceedings of LREC    2004</i> . Lisboa, Portugal, 25 May 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">5. Sarmento, L.; Maia, B. "CG - An integrated environment    for <i>corpus</i> linguistics". P&ocirc;ster apresentado na confer&ecirc;ncia    CL2003: <i>Corpus linguistics 2003</i> - Lancaster University (UK., 28 - 31    March 2003.</font><p><font size="3">6. <i><a href="http://sslmit.unibo.it/%7Ebaroni/bootcat.html" target="_blank">http://sslmit.unibo.it/~baroni/bootcat.html</a></i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Baroni, M.; Bernardini, S. "BootCaT: Bootstrapping    corpora and terms from the web". In: <i>Proceedings of LREC 2004</i>, 1313-1316.</font><p><font size="3">8. <i><a href="http://www.perl.com" target="_blank">http://www.perl.com</a></i></font></p>     <p><font size="3">9. <i><a href="http://www.google.com.br/" target="_blank">http://www.google.com.br/</a></i></font></p>     <p><font size="3">10. Sementes s&atilde;o termos t&iacute;picos em textos do    dom&iacute;nio espec&iacute;fico a partir do qual busca-se construir a amostragem.</font></p>     <p><font size="3">11. O NILC est&aacute; sediado no Instituto de Ci&ecirc;ncias    Matem&aacute;ticas e de Computa&ccedil;&atilde;o (ICMC) da USP, campus de S&atilde;o    Carlos, SP (<i><a href="http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/" target="_blank">http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/</a></i>).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Teline, M. F. "Avalia&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos    para extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de terminologia de textos em portugu&ecirc;s".    ICMC-USP, S&atilde;o Carlos, Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, 2004.</font><p><font size="3">13. <i><a href="http://www.d.umn.edu/%7Etpederse/nsp.html" target="_blank">http://www.d.umn.edu/~tpederse/nsp.html</a></i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">14. <i><a href="http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/projects/bloc-eco.htm" target="_blank">http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/projects/bloc-eco.htm</a></i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Zavaglia, C.; Oliveira, L.H.M.; Nunes, M.G.V.; Teline,    M.F.; Alu&iacute;sio, S.M. "Avalia&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de    extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de termos para a constru&ccedil;&atilde;o    de ontologias". <i>Relat&oacute;rio T&eacute;cnico do NILC</i>. NILC-TR-05-01.    13 p., S&atilde;o Carlos-SP, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">16. Genov&ecirc;s Jr.; L. C.; Aluisio, S.M. "Avalia&ccedil;&atilde;o    de ambientes de suporte &agrave; montagem autom&aacute;tica de <i>corpus</i>    a partir de textos da Web e extra&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de termos",    <i>Relat&oacute;rio T&eacute;cnico do NILC</i>. NILC-TR-05-15. <i>Relat&oacute;rio    T&eacute;cnico do ICMC</i> No 266, 52 p., S&atilde;o Carlos-SP, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">17. Noy, N.F.; Sintek, M.; Decker, S.; Crubezy, M.; Fregerson,    R. W.; Musen, M. A. "Creating semantic Web contents with prot&eacute;g&eacute;-2000".    <i>IEEE Intelligent Systems</i>, 16 (2.:60-71, 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">18. Staab, S.; Maedche, A. "Knowledge portals – ontologies    at work", <i>AI Magazine</i>, Summer 2001, pgs. de 63-75.</font><p><font size="3">19. Inxight Software Incorporated. <i>Inxight Star Tree</i>.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inxight.com/products/oem/star_tree/" target="_blank"><i>http://www.inxight.com/products/oem/star_tree/</i></a></font></p>     <p><font size="3">20. Dispon&iacute;vel para download em: <i><a href="http://treebolic.sourceforge.net/en/home.htm" target="_blank">http://treebolic.sourceforge.net/en/home.htm</a></i></font></p>     <p><font size="3">21. Atualmente, o <i>HyperEditor</i> &eacute; desenvolvido    e distribu&iacute;do pela Embrapa Inform&aacute;tica Agropecu&aacute;ria (<a href="http://www.cnptia.embrapa.br" target="_blank"><i>www.cnptia.embrapa.br</i></a>).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Lamping, J.; Rao, R.; Pirolli, P. "A focus+context    technique based on hyperbolic geometry for visualizing large hierarchies".    <i>In: Proceedings of ACM SIGCHI Conf. on Human Factor in Computing System</i>,    1995, 401-408.</font><!-- ref --><p><font size="3">23. Freitas, C. M. dal S.; Chubachi, O. M.; Luzzardi, P.    R. G.; Cava, R. A. "Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; visualiza&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es". <i>RITA</i>, v. 8, n. 2, p. 1-16, 2001.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inf.ufrgs.br/cg/publications/carla/Freitas-RITA2001.pdf" target="_blank"><i>http://www.inf.ufrgs.br/cg/publications/carla/Freitas-RITA2001.pdf</i></a></font><!-- ref --><p><font size="3">24. Furnas, G. "Generalized fisheye views". <i>In:    Proceedings of the ACM SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems</i>,    1986, pp 16-23.</font><!-- ref --><p><font size="3">25. Hao, M. C.; Hsu, M.; Dayal, U.; Krug, A. <i>Visual mining    large web-based hyperbolic space using hidden links</i>. Palo Alto: HP Laboratories-Software    Technology Laboratory, 1999. 9 p. HPL 1999-20. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hpl.hp.com/techreports/1999/HPL-1999-20.pdf" target="_blank"><i>http://www.hpl.hp.com/techreports/1999/HPL-1999-20.pdf</i></a>    .</font> ]]></body><back>
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