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</front><body><![CDATA[ <p><FONT size="4"><b>AMAZ&Ocirc;NIA</b></FONT></p>     <p><font size="4"> <b>M<SMALL>USEU PARAENSE RETRATA AVAN&Ccedil;O CIENT&Iacute;FICO    NA REGI&Atilde;O</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Naturalistas de diversos pa&iacute;ses h&aacute; muitos anos    v&ecirc;m se encantando com a exuber&acirc;ncia da fauna e flora amazonenses    e, apesar da cr&iacute;tica sobre a redu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    e esp&eacute;cimes, a regi&atilde;o continua protagonista de discuss&otilde;es    internacionais sobre meio ambiente. Nesta trajet&oacute;ria est&aacute; o Museu    Paraense Em&iacute;lio Goeldi (MPEG), localizado em Bel&eacute;m, que conta    a hist&oacute;ria das explora&ccedil;&otilde;es da maior floresta tropical do    mundo e das mudan&ccedil;as de interesses que impulsionaram a ci&ecirc;ncia    na regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Em mais de 135 anos de exist&ecirc;ncia, o museu sempre contou    com a participa&ccedil;&atilde;o de especialistas e dirigentes estrangeiros,    marca que permanece at&eacute; hoje. O livro <i>As origens do Museu Paraense    Em&iacute;lio Goeldi: aspectos hist&oacute;ricos e iconogr&aacute;ficos</i>    (1860-1921), da Editora Paka-Tatu (413 p&aacute;gs), lan&ccedil;ado no final    de 2006, re&uacute;ne cerca de 250 imagens, muitas in&eacute;ditas, e informa&ccedil;&otilde;es    detalhadas sobre a concep&ccedil;&atilde;o, a instala&ccedil;&atilde;o e a consolida&ccedil;&atilde;o    dessa institui&ccedil;&atilde;o que &eacute; refer&ecirc;ncia internacional    para estudos etnogr&aacute;ficos e de hist&oacute;ria natural da Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="3">Os autores – Lu&iacute;s Carlos Bassalo Crispino, professor    do Departamento de F&iacute;sica da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA),    Vera Burlamaqui Bastos, chefe do setor de flora da institui&ccedil;&atilde;o,    e Peter Mann de Toledo, diretor do (MPEG) entre 1988 e 2005 – conseguiram juntar    um rico de material que, para historiadores, ser&aacute; certamente um deleite.    S&atilde;o mais de mil notas, bibliografia, rela&ccedil;&atilde;o dos arquivos,    bibliotecas, acervos e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa no Brasil e no    exterior, que contribu&iacute;ram para a pesquisa. As cita&ccedil;&otilde;es    e fontes que comp&otilde;em a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m    foram recuperadas e a conclus&atilde;o da pesquisa levou &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do arquivo Guilherme de La Penha, pertencente ao museu. Al&eacute;m da consulta    a v&aacute;rias fontes prim&aacute;rias, como of&iacute;cios, cartas, relat&oacute;rios    provinciais e institucionais, os organizadores tamb&eacute;m fizeram uso de    jornais de &eacute;poca. A obra reproduz, ainda, 20 cart&otilde;es postais de    interiores do museu, publicados no &Aacute;lbum do Estado do Par&aacute; em    1908, em comemora&ccedil;&atilde;o aos oito anos do governo do Estado do Par&aacute;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a27img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>ORIGEM</b> O Museu foi idealizado a partir da percep&ccedil;&atilde;o    de que Bel&eacute;m abrigava grande fluxo de naturalistas que l&aacute; permaneciam    ao fim das expedi&ccedil;&otilde;es pela Amaz&ocirc;nia, antes de retornarem    a sua p&aacute;tria, carregados de ricas cole&ccedil;&otilde;es de animais e    plantas, que nem mesmo os nativos conheciam. O ent&atilde;o presidente da prov&iacute;ncia    do Par&aacute;, Antonio Coelho de S&aacute; e Albuquerque, contratou em 1859    os servi&ccedil;os do naturalista franc&ecirc;s Louis Jacques Brunet para coletar    material em explora&ccedil;&otilde;es pela prov&iacute;ncia. Depois de frustradas    tentativas, a instala&ccedil;&atilde;o se oficializou em 1871 e sua consolida&ccedil;&atilde;o    ocorreu durante a dire&ccedil;&atilde;o do zo&oacute;logo su&iacute;&ccedil;o    Em&iacute;lio Augusto Goeldi (1859-1917) e dos administradores estrangeiros    que o sucederam at&eacute; os idos de 1921. Atualmente o Museu est&aacute; vinculado    ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em&iacute;lio Goeldi administrou o ent&atilde;o chamado Museu    de Hist&oacute;ria Natural e de Etnografia entre os anos de 1894 e 1907. &Eacute;    certo que o momento pol&iacute;tico econ&ocirc;mico do rec&eacute;m-proclamado    Estado do Par&aacute; era prop&iacute;cio, em fun&ccedil;&atilde;o dos lucros    vindos da exporta&ccedil;&atilde;o da borracha, mas Goeldi foi capaz de atrair    um montante consider&aacute;vel para o or&ccedil;amento anual da institui&ccedil;&atilde;o,    como nunca antes havia sido conquistado. Ele ampliou o edif&iacute;cio e priorizou    o estudo de problemas relacionados &agrave; economia social da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A decis&atilde;o de homenagear o zo&oacute;logo, batizando o    Museu com o seu nome, ocorreu na virada do s&eacute;culo XX, outorgada pelo    governador da &eacute;poca, Lauro Sodr&eacute;. A honra lhe causou embara&ccedil;o,    porque &agrave; &eacute;poca Goeldi ainda atuava como diretor do MPEG. A gentileza    decorreu de sua atua&ccedil;&atilde;o junto &agrave; Su&iacute;&ccedil;a, pa&iacute;s    que julgava uma disputa internacional sobre os limites da regi&atilde;o das    Guianas envolvendo Fran&ccedil;a e Brasil. Sua influ&ecirc;ncia teria impulsionado    a resolu&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o, culminando na incorpora&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea do atual estado do Amap&aacute; ao estado do Par&aacute;. Em    1907 Em&iacute;lio Goeldi voltou a seu pa&iacute;s natal alegando preocupa&ccedil;&atilde;o    com a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e com sua sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Germana Barata</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><i><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a27img02.gif"></font></i></p>      ]]></body>
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