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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a03img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">QU&Iacute;MICA</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a03img02.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Busca de maior efici&ecirc;ncia no combate ao c&acirc;ncer</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Obter uma formula&ccedil;&atilde;o que melhore a a&ccedil;&atilde;o    dos quimioter&aacute;picos utilizados no tratamento de pacientes com c&acirc;ncer    &eacute; o objetivo da pesquisa desenvolvida pela farmac&ecirc;utica Carmem    Ver&iacute;ssima, do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de    Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade de Gronigen, na Holanda.    Os resultados preliminares mostram que &eacute; poss&iacute;vel diminuir em    at&eacute; 20 vezes a quantidade de medicamento, o que melhoraria consideravelmente    a qualidade de vida do indiv&iacute;duo em tratamento.</font></P>     <P><font size="3"> A quimioterapia &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o de rem&eacute;dios    que o paciente recebe por via intravenosa ou por via oral. Num determinado est&aacute;gio    do tratamento, entretanto, devido a um processo ainda pouco conhecido, as c&eacute;lulas    tumorais submetidas &agrave; terapia desenvolvem mecanismos de resist&ecirc;ncia.    Elas passam, ent&atilde;o, a rejeitar o medicamento e bombe&aacute;-lo para    fora. Os m&eacute;dicos precisam, ent&atilde;o, aumentar a quantidade da medica&ccedil;&atilde;o    para que a c&eacute;lula aproveite uma percentagem m&iacute;nima dos chamados    antineopl&aacute;sicos. A conseq&uuml;&ecirc;ncia danosa desse processo &eacute;    o aumento de efeitos colaterais. O objetivo da quimioterapia &eacute; impedir    a replica&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas tumorais e lev&aacute;-las &agrave;    morte. Por&eacute;m, como seu efeito tem a&ccedil;&atilde;o direta no crescimento    celular, todas as c&eacute;lulas do organismo est&atilde;o suscet&iacute;veis    a sofrer com a quimioterapia. "Algumas drogas s&atilde;o t&oacute;xicas    para o rim, outras para o f&iacute;gado, o cora&ccedil;&atilde;o, c&eacute;rebro    ou para os nervos. Os efeitos colaterais mais evidentes s&atilde;o a queda de    cabelo (alop&eacute;cia), a n&aacute;usea e o v&ocirc;mito", explica Emerson    Gatti, oncopediatra do Centro Infantil Boldrini, refer&ecirc;ncia no tratamento    de c&acirc;ncer infantil.</font></P>     <P><font size="3"><b>INIBIDOR DA FOSFATASE</b> O foco da pesquisa da Unicamp &eacute;    um grupo de prote&iacute;nas chamadas fosfatases, importantes no processo de    prolifera&ccedil;&atilde;o celular. "Comparando dois grupos de c&eacute;lulas    leuc&ecirc;micas, um deles j&aacute; no processo de resist&ecirc;ncia &agrave;    quimioterapia e o outro ainda n&atilde;o, percebemos que nas c&eacute;lulas    resistentes havia um n&iacute;vel maior de prote&iacute;na fosfatase",    diz Carmem. O passo seguinte foi isolar o tipo espec&iacute;fico de prote&iacute;na    fosfatase respons&aacute;vel pela resist&ecirc;ncia &agrave; terapia por meio    de t&eacute;cnicas de biologia molecular. "A partir disso pudemos criar    um composto para inibir a a&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na na c&eacute;lula,    melhorando, portanto, a efici&ecirc;ncia do tratamento com quimioter&aacute;picos",    completa.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Os tumores s&atilde;o divididos em dois grandes tipos: os l&iacute;quidos    que englobam as leucemias e linfomas, e os s&oacute;lidos, que ocorrem em &oacute;rg&atilde;os    do corpo humano. Al&eacute;m de trabalhar com c&eacute;lulas leuc&ecirc;micas,    o grupo de pesquisa do IB fez testes tamb&eacute;m em c&eacute;lulas tumorais    de c&acirc;ncer de pr&oacute;stata e de p&acirc;ncreas para checar se o processo    com inibidores ocorria em tumores do tipo s&oacute;lido. Os resultados dos testes,    at&eacute; agora apenas <i>in vitro</i>, foram positivos.</font></P>     <P><font size="3">A pesquisadora enfatiza, entretanto, que n&atilde;o se trata    de um novo quimioter&aacute;pico, mas de uma formula&ccedil;&atilde;o que combina    os quimioter&aacute;picos tradicionais com um inibidor da prote&iacute;na fosfatase.    O principal ganho &eacute; que com o uso do inibidor nos testes <i>in vitro</i>,    o quimioter&aacute;pico passou a ser ministrado em doses mais de 20 vezes menores    e por menos tempo. "Isso poder&aacute; ajudar a diminuir os efeitos colaterais    desses f&aacute;rmacos, melhorando a qualidade de vida do paciente e menor custo    no tratamento", ressalta a pesquisadora.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>      ]]></body>
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