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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a09img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">TECNOCI&Ecirc;NCIA</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a09img02.gif"></P>     <P><font size="4"><b>S&atilde;o m&uacute;ltiplos os sentidos da pol&iacute;tica    na atualidade</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Os sentidos de pol&iacute;tica s&atilde;o m&uacute;ltiplos,    como para v&aacute;rias outras palavras com significados culturais estabelecidos.    Tanto pelos olhares da sociologia, antropologia, ou mesmo da filosofia e da    ling&uuml;&iacute;stica, pensar pol&iacute;tica &eacute; quase o mesmo de pensar    o homem, com suas moralidades e &eacute;ticas, ou seja, a constru&ccedil;&atilde;o    da humanidade como algo essencial.</font></P>     <P><font size="3">Em situa&ccedil;&otilde;es limites como as atuais, em que vivemos    nas fronteiras da viol&ecirc;ncia, associar sentidos de pol&iacute;tica com    contextos sociais em que a ess&ecirc;ncia humana tem sido reconfigurada, perdida    e amea&ccedil;ada, foi um dos prop&oacute;sitos da instigante confer&ecirc;ncia    "Towards a post-human international politics?" que ocorreu no Goldsmiths    College da Universidade de Londres, em novembro do ano passado.</font></P>     <P><font size="3">Organizada pelo CRIPT (Contemporary Research in International    Political Theory) especialistas do Reino Unido debateram trabalhos apresentados    por professores universit&aacute;rios e estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    O mote da confer&ecirc;ncia era problematizar os sentidos de p&oacute;s-humano    pela tecnoci&ecirc;ncia, pela discuss&atilde;o a respeito de direitos humanos,    cidadania e pela busca de alternativas aos significados de pol&iacute;tica em    um novo contexto. Por&eacute;m, o que mais se evidenciou foram reafirma&ccedil;&otilde;es    quanto ao necess&aacute;rio, prudente e saudoso retorno do sujeito da modernidade.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Os trabalhos apresentados, em sua maioria, assumiram cr&iacute;tica    &agrave;s narrativas da p&oacute;s-modernidade, constru&iacute;das pelas ci&ecirc;ncias    humanas principalmente na Fran&ccedil;a, que marcam o fim da hist&oacute;ria,    a desconstru&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e da comunica&ccedil;&atilde;o, e    o descentramento do Estado como governo dos humanos. Como alternativas movimentaram    o humano e o colocaram antes do p&oacute;s-humano, e a discuss&atilde;o sobre    pol&iacute;tica localizou-se nas j&aacute; conhecidas e n&atilde;o menos perigosas    palavras: democracia; linguagem &uacute;nica e fim da Babel; poder militar e    constitui&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o; subjetividade e ordem. </font></P>     <P><font size="3">Na mesa redonda que encerrou o evento, havia seis participantes    e George Jabberwacky, um boneco virtual criado por uma empresa que trabalha    com intelig&ecirc;ncia artificial. George interagia com a plat&eacute;ia e com    os demais componentes da mesa, deslocando as demarca&ccedil;&otilde;es de humanidade    que nele poderiam ser reconhecidas: vestu&aacute;rio, seus &oacute;culos amarelos    e lentes verdes, e fei&ccedil;&otilde;es parecidas a Michel Foucault. Por&eacute;m,    o sofrimento foi o que George assumiu ter de mais humano. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Antonio Carlos Amorim</i>    <br>   Professor da Faculdade de    <BR>   Educa&ccedil;&atilde;o da Unicamp, participou    <BR>   do evento com trabalho a respeito do    <br>   cinema brasileiro e o jogo de    <br>   representa&ccedil;&otilde;es do sujeito na multid&atilde;o.</font></P>      ]]></body>
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