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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="CENTER"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a02img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER"><font size=5><b>O pl&aacute;gio na comunidade cient&iacute;fica:quest&otilde;es    culturais e lingu&iacute;stcas</b></font></P>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3"><b>Sonia M. R. Vasconcelos</b></font></P>     <P>&nbsp; </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><font size=5><b>N</b></font>a vis&atilde;o da maioria dos    pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa, o pl&aacute;gio &eacute; definido como    a "apropria&ccedil;&atilde;o ou imita&ccedil;&atilde;o da linguagem, id&eacute;ias    ou pensamentos de outro autor e a representa&ccedil;&atilde;o das mesmas como    se fossem daquele que as utiliza", conforme o <i>Random House Unabridged    Dictionary</i>. Essa defini&ccedil;&atilde;o &eacute; compartilhada por in&uacute;meros    dicion&aacute;rios da l&iacute;ngua inglesa, assim como por universidades brit&acirc;nicas    e americanas. De acordo com a University of Hertfordshire Hatfield no Reino    Unido, o pl&aacute;gio se caracteriza pela apropria&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias    ou palavras de outrem sem o devido cr&eacute;dito, mesmo que acidental. Segundo    a universidade, "o pl&aacute;gio &eacute; considerado uma pr&aacute;tica    muito s&eacute;ria na educa&ccedil;&atilde;o superior no Reino Unido. Mesmo    que uma pequena se&ccedil;&atilde;o de seu trabalho contenha pl&aacute;gio,    &eacute; poss&iacute;vel que a nota zero seja atribu&iacute;da a ele... Em casos    mais extremos, voc&ecirc; pode ser expulso da universidade". </font></P>     <p><font size="3">Nos Estados Unidos, a pr&aacute;tica do pl&aacute;gio tamb&eacute;m    &eacute; vista com bastante seriedade e est&aacute; sujeita a puni&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas. De acordo com John Edlund, da Calif&oacute;rnia State University,    "o pl&aacute;gio &eacute; uma viola&ccedil;&atilde;o direta da honestidade    acad&ecirc;mica e intelectual. Muito embora ele possa existir sob v&aacute;rias    formas, todos os tipos de pl&aacute;gio se resumem na mesma pr&aacute;tica:    representar as id&eacute;ias ou palavras de outrem como se fossem suas... mesmo    a utiliza&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias do outro nas suas pr&oacute;prias    palavras sem cita&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode ser qualificado como tal".    </font></P>     <p><font size="3">Como a pr&aacute;tica do pl&aacute;gio aponta para desonestidade    acad&ecirc;mica, ele tamb&eacute;m &eacute; investigado pelas ag&ecirc;ncias    de fomento &agrave; pesquisa em tais pa&iacute;ses. Em 2006, o Swedish Research    Council recebeu uma den&uacute;ncia de fraude relacionada ao pl&aacute;gio de    um projeto de pesquisa. Um pesquisador de biologia submeteu uma vers&atilde;o    plagiada de um projeto j&aacute; entregue por sua orientadora ao National Institutes    of Health (NIH), nos EUA. O financiamento para o bi&oacute;logo foi automaticamente    cancelado ap&oacute;s a den&uacute;ncia de fraude. </font></P>     <p><font size="3"><b>TOLER&Acirc;NCIA ZERO</b> De certa forma, o mesmo rigor tem    sido aplicado a den&uacute;ncias de pl&aacute;gio em publica&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas. Atualmente, h&aacute; uma pol&iacute;tica de "toler&acirc;ncia    zero" ao pl&aacute;gio, que vem se estabelecendo atrav&eacute;s de peri&oacute;dicos    internacionais. Recentemente, a Elsevier estabeleceu orienta&ccedil;&otilde;es    bastante detalhadas sobre quest&otilde;es &eacute;ticas relacionadas ao artigo    cient&iacute;fico. Na defini&ccedil;&atilde;o sobre o pl&aacute;gio, at&eacute;    mesmo algumas nuances foram abordadas: "a c&oacute;pia pode ocorrer mesmo    sem a reprodu&ccedil;&atilde;o exata das palavras do texto original. Este tipo    de c&oacute;pia &eacute; conhecido como par&aacute;frase e pode ser o tipo de    pl&aacute;gio mais dif&iacute;cil de ser detectado." Para autores acusados    de plagiar id&eacute;ias ou trechos de publica&ccedil;&otilde;es anteriores,    a puni&ccedil;&atilde;o &eacute;, muitas vezes, o bloqueio de nova submiss&atilde;o    de manuscritos pelos envolvidos nesse tipo de "fraude". Em 2004, O    <i>The Scientist</i> divulgou uma dessas. O pesquisador eg&iacute;pcio, Mostafa    Imam, publicou, em cerca de 20 anos, v&aacute;rios <i>papers</i> sobre f&oacute;sseis    de algas, auto-plagiando v&aacute;rias imagens. Figuras de algas vermelhas,    por exemplo, t&iacute;picas de um determinado per&iacute;odo geol&oacute;gico,    apareciam como t&iacute;picas do Egito, enquanto eram da Espanha. Ele n&atilde;o    s&oacute; teve sua reputa&ccedil;&atilde;o destru&iacute;da na academia, como    tamb&eacute;m comprometeu, atrav&eacute;s de seus pl&aacute;gios, o estado da    arte na &aacute;rea de micropaleontologia. Imam ficou impedido de re-submeter    trabalhos para o peri&oacute;dico. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No entanto, o conceito de pl&aacute;gio ainda &eacute; bastante    difuso para pesquisadores de v&aacute;rios pa&iacute;ses. Na verdade, n&atilde;o    s&oacute; o conceito como tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem    com tal pr&aacute;tica decorrem de um vi&eacute;s cultural importante. A abordagem    do pl&aacute;gio &eacute; permeada pelo conceito de autoria e propriedade intelectual.    Sendo assim, n&atilde;o se pode negar que culturas que legitimam a condena&ccedil;&atilde;o    da c&oacute;pia de textos e id&eacute;ias de outrem sem a devida cita&ccedil;&atilde;o,    legitimam a propriedade intelectual do autor, ou seja, a originalidade. De acordo    com Edlund, "...em pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa, as pessoas acreditam    que id&eacute;ias e express&otilde;es escritas podem ser possu&iacute;das. Quando    um autor escreve uma determinada seq&uuml;&ecirc;ncia de palavras ou frases    expressando uma determinada id&eacute;ia, esse autor, de fato, &eacute; dono    de tais constru&ccedil;&otilde;es e id&eacute;ias. Portanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o    de tais palavras sem a devida atribui&ccedil;&atilde;o ao autor se configura    roubo. Essa quest&atilde;o &eacute; bem diferente, por exemplo, da id&eacute;ia    chinesa de que palavras e id&eacute;ias pertencem &agrave; cultura e &agrave;    sociedade e devem ser compartilhadas entre os indiv&iacute;duos..." O pesquisador    Marcel Laffollette, no artigo "The evolution of the scientific misconduct    issue: a historical overview" (2000), reporta que para um cientista americano,    "o roubo de suas palavras &eacute; roubo de autoria. O roubo de sua id&eacute;ia    &eacute; roubo de sua pr&oacute;pria identidade como cientista". A import&acirc;ncia    dada ao pl&aacute;gio nas universidades e &oacute;rg&atilde;os de financiamento    americanos acaba se introduzindo em outras culturas que n&atilde;o compartilham    dessa mesma vis&atilde;o de propriedade. Para culturas confucianas – como,    por exemplo, Singapura, China e Cor&eacute;ia – a autoria e a originalidade    n&atilde;o s&atilde;o valorizadas como no Ocidente. A no&ccedil;&atilde;o de    propriedade intelectual, tradicionalmente, &eacute; bem mais coletiva do que    individual. Portanto, num contexto acad&ecirc;mico extremamente multicultural,    n&atilde;o s&atilde;o poucos os conflitos e dilemas que decorrem dessa vis&atilde;o    diversa de autoria e produ&ccedil;&atilde;o textual. H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o    consider&aacute;vel por parte de autores dessas culturas confucianas em desenvolver    mecanismos educacionais para diminuir as diferen&ccedil;as, por exemplo, na    vis&atilde;o do texto do artigo cient&iacute;fico. </font></P>     <p><font size="3">Em 1996, a <i>Science</i> divulgou que tr&ecirc;s casos de pl&aacute;gio    envolvendo cientistas chineses levaram a uma discuss&atilde;o nacional sobre    esse tipo de m&aacute; conduta. A Academia Chinesa de Ci&ecirc;ncias, engajada    na discuss&atilde;o, introduziu o <i>On being a scientist</i>, lan&ccedil;ado    em 1989 pela Academia Nacional de Ci&ecirc;ncias dos EUA, entre os pesquisadores    chineses. O objetivo seria reduzir a incid&ecirc;ncia de fraudes, incluindo    o pl&aacute;gio, entre os pesquisadores. Hoje, medidas educacionais contra o    pl&aacute;gio e outras formas de m&aacute; conduta se tornaram uma das prioridades    no ambiente acad&ecirc;mico daquele pa&iacute;s. </font></P>     <p><font size="3">Num editorial sobre o pl&aacute;gio (1996), Carlos Coimbra,    editor de <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, declara que "no    Brasil pouco se fala sobre pl&aacute;gio em ci&ecirc;ncia. Isto certamente decorre    menos da aus&ecirc;ncia do problema no pa&iacute;s do que da falta de iniciativas    para aprofundar essa discuss&atilde;o." &Eacute; necess&aacute;rio considerarmos    o cen&aacute;rio atual da pesquisa cient&iacute;fica. Hoje, diferente do que    acontecia at&eacute; pelo menos a d&eacute;cada de 1980, ci&ecirc;ncia em ingl&ecirc;s    &eacute; um imperativo. Se considerarmos que mais de 95% dos artigos na base    de dados do <i>Science Citation Index</i> est&aacute; em l&iacute;ngua inglesa,    qual a raz&atilde;o para que resultados originais de pesquisa n&atilde;o tenham    pelo menos uma vers&atilde;o no idioma? Por&eacute;m, quantos cientistas n&atilde;o-nativos,    incluindo os brasileiros, s&atilde;o proficientes em ingl&ecirc;s? Mais do que    isso: quantos desses cientistas conseguem produzir sua pr&oacute;pria voz em    todas as se&ccedil;&otilde;es do artigo cient&iacute;fico? Para o Brasil, um    pa&iacute;s cuja l&iacute;ngua materna &eacute; o portugu&ecirc;s e onde o ingl&ecirc;s    n&atilde;o &eacute; falado nem mesmo como terceira l&iacute;ngua, poder&iacute;amos    dizer que bem poucos. </font></P>     <p><font size="3"><b>PERI&Oacute;DICOS ESTRANGEIROS</b> No entanto, a produ&ccedil;&atilde;o    do pa&iacute;s em peri&oacute;dicos internacionais &eacute; crescente e hoje    contamos com cerca de 1.6% das publica&ccedil;&otilde;es em peri&oacute;dicos    indexados no <i>Thomson Scientific</i>. N&atilde;o se sabe se h&aacute; trechos    plagiados nessas publica&ccedil;&otilde;es nem mesmo o quanto de auto-pl&aacute;gio    existe nessa fra&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que isso n&atilde;o foi investigado.    Por&eacute;m, se considerarmos a realidade lingu&iacute;stica da pesquisa brasileira    e a de uma educa&ccedil;&atilde;o voltada para a produ&ccedil;&atilde;o do texto    n&atilde;o como instrumento formador de senso-cr&iacute;tico e opini&atilde;o,    nos vemos numa situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao pl&aacute;gio. De    acordo com Obd&aacute;lia Silva, em seu <i>Entre o pl&aacute;gio e a autoria?    qual o papel da universidade?</i> (2006) &#91;no Brasil&#93;... "historicamente,    desde o ensino fundamental &agrave; universidade, tem-se convivido com a pr&aacute;tica    de c&oacute;pias de produ&ccedil;&otilde;es textuais de outrem, seja de forma    parcial ou total, omitindo-se a fonte...". De volta &agrave; pergunta (1),    ser&aacute; que por compartilharmos uma vis&atilde;o mais ocidental da autoria    e propriedade intelectual, cometemos menos pl&aacute;gio do que, por exemplo,    os chineses? N&atilde;o necessariamente; a quest&atilde;o &eacute; que a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica chinesa &eacute; bem maior que a brasileira e talvez a exposi&ccedil;&atilde;o    seja maior. Quanto &agrave; pergunta (2), ser&aacute; que os poucos casos de    pl&aacute;gio (publicizados) envolvendo cientistas brasileiros indicam que a    pr&aacute;tica aqui &eacute; rara? N&atilde;o necessariamente, pois se a toler&acirc;ncia    &agrave; pr&aacute;tica do pl&aacute;gio de textos em ingl&ecirc;s, por exemplo,    for a mesma para quem comete e quem detecta, n&atilde;o haveria interesse em    investigar a quest&atilde;o. Seria quase como se pensar em abrir uma caixa de    Pandora. </font></P>     <p><font size="3">O fato &eacute; que a discuss&atilde;o da dimens&atilde;o da    pr&aacute;tica do pl&aacute;gio na academia &eacute; de extrema import&acirc;ncia    para a atividade cient&iacute;fica. Diante da relev&acirc;ncia do tema e do    foco internacional que ele vem recebendo &eacute;, no m&iacute;nimo, ing&ecirc;nuo    ou imaturo n&atilde;o se pensar de forma bem pragm&aacute;tica em abordar o    pl&aacute;gio nas universidades e outras institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa.    Isto poderia ser discutido nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     <p><font size="3">Vale lembrar, por&eacute;m, que a defini&ccedil;&atilde;o de    pl&aacute;gio aceita pelas ag&ecirc;ncias de fomento americanas e europ&eacute;ias    &eacute; bastante rigorosa e demanda originalidade na produ&ccedil;&atilde;o    textual. &Eacute; dif&iacute;cil pensar que apenas informa&ccedil;&atilde;o    resolva o problema de autores que, por n&atilde;o dominarem a l&iacute;ngua    inglesa, se v&ecirc;em "tentados" a um empr&eacute;stimo ling&uuml;&iacute;stico    subversivo de pequenos trechos de artigos em ingl&ecirc;s. Segundo a defini&ccedil;&atilde;o    internacional do pl&aacute;gio, mudar algumas palavras de uma frase de outrem    e incorpor&aacute;-las no texto em constru&ccedil;&atilde;o configura pl&aacute;gio.    Sendo assim, tamb&eacute;m &eacute; extremamente importante que, paralelamente    &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o sobre tal pr&aacute;tica, tamb&eacute;m estejam    pol&iacute;ticas educacionais que fomentem o ensino de reda&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica em ingl&ecirc;s nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em ci&ecirc;ncias. Se as a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o forem conjuntas, pouco    se avan&ccedil;ar&aacute; sobre essa quest&atilde;o e perderemos a oportunidade    de, inclusive, questionarmos, se for o caso, o quanto dessas defini&ccedil;&otilde;es    internacionais dialogam com a realidade cultural e lingu&iacute;stica em que    se d&aacute; a pesquisa cient&iacute;fica brasileira. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Sonia M.R.Vasconcelos</b> &eacute; mestre em literatura    de l&iacute;ngua inglesa e doutoranda do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o,    Gest&atilde;o e Difus&atilde;o em Bioci&ecirc;ncias, da Universidade Federa    do Rio de Janeiro (UFRJ).</i></font></P>      ]]></body>
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