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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise das modificações da paisagem da região Bragantina, no Pará, integrando diferentes escalas de tempo]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a12img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>AN&Aacute;LISE DAS MODIFICA&Ccedil;&Otilde;ES DA PAISAGEM    DA REGI&Atilde;O BRAGANTINA, NO PAR&Aacute;, INTEGRANDO DIFERENTES ESCALAS DE    TEMPO</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira    <br>   Peter Mann de Toledo    <br>   Arlete Almeida</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>CONTEXTO TE&Oacute;RICO DAS MUDAN&Ccedil;AS DE PAISAGEM NA    AMAZ&Ocirc;NIA</b> O dom&iacute;nio biogeogr&aacute;fico amaz&ocirc;nico &eacute;    caracterizado por um complexo arranjo espacial de biomas, que varia na sua composi&ccedil;&atilde;o    flor&iacute;stica e nos respectivos elementos da fauna associados. A origem    e manuten&ccedil;&atilde;o das sucessivas paisagens da Amaz&ocirc;nia ao longo    do tempo geol&oacute;gico t&ecirc;m captado o interesse da comunidade cient&iacute;fica,    cujo desafio est&aacute; em discutir a contribui&ccedil;&atilde;o dos principais    processos ecol&oacute;gicos e fatores hist&oacute;ricos que culminaram com o    padr&atilde;o atual de diversidade biol&oacute;gica da regi&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">A evolu&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o leste do Par&aacute;,    que a partir do s&eacute;culo XVIII foi denominada Bragantina, ocorreu sob o    dom&iacute;nio de um sistema clim&aacute;tico preponderantemente tropical, a    partir de sucessivas transforma&ccedil;&otilde;es de ecossistemas, influenciadas    principalmente por c&acirc;mbios clim&aacute;ticos e, secundariamente, por eventos    geol&oacute;gicos, nos &uacute;ltimos 25 milh&otilde;es de anos. Dados diretos    e indiretos oriundos de diferentes &aacute;reas das ci&ecirc;ncias naturais    sugerem que as esp&eacute;cies que constituem a vegeta&ccedil;&atilde;o de floresta    densa dessa regi&atilde;o j&aacute; poderiam ter estado presentes desde o Ne&oacute;geno    (1 e 2). </font></P>     <p><font size="3">A composi&ccedil;&atilde;o atual de animais e plantas dessa    regi&atilde;o &eacute; fruto da din&acirc;mica de distribui&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies, atrav&eacute;s do tempo geol&oacute;gico. O &uacute;ltimo    pulso de expans&atilde;o das esp&eacute;cies florestais e crescimento da biomassa,    na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica como um todo, caracteriza-se pelo padr&atilde;o    de cobertura geogr&aacute;fica atual da hil&eacute;ia e ocorreu de forma acelerada    nos &uacute;ltimos quatro mil anos (3). Estudos evidenciam que, em determinados    per&iacute;odos de expans&atilde;o das florestas &uacute;midas dentro de um    &oacute;timo clim&aacute;tico, havia conex&atilde;o entre elementos dos biomas    da Mata Atl&acirc;ntica e da Amaz&ocirc;nia conectados (4). Essas evid&ecirc;ncias    e hip&oacute;teses indicam que o dinamismo apresentado na distribui&ccedil;&atilde;o    e adapta&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies da Bragantina est&atilde;o em sintonia    com teses mais gerais sobre processos hist&oacute;ricos e ecol&oacute;gicos,    que atuam na estrutura&ccedil;&atilde;o da paisagem. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Pesquisas do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, mostram que    a cobertura vegetal da regi&atilde;o Bragantina esteve conformada por uma floresta    tropical &uacute;mida cl&iacute;max que suportava madeiras de lei (5 e 6). De    acordo com os crit&eacute;rios fitogeogr&aacute;ficos, a regi&atilde;o Bragantina    tem sido designada, segundo Huber (1909)(5), como "mata da Estrada de Ferro    de Bragan&ccedil;a"; Ducke &amp; Black (1954) (7) a descrevem como parte    do setor Atl&acirc;ntico da Amaz&ocirc;nia; Rizzini (1963)(8), a caracteriza    dentro do setor sudeste das terras baixas do Terci&aacute;rio e como uma sub-prov&iacute;ncia    da prov&iacute;ncia amaz&ocirc;nica; Ackermann (1966)(9), a inclui dentro da    <i>hil&eacute;ia</i> amaz&ocirc;nica; Hueck (1966) <i>apud</i>. Denich (1991)(10),    a descreve como uma regi&atilde;o de floresta amaz&ocirc;nica que pertence ao    Tocantins e Gurupi; Pires (1973)(11) a reconhece como uma zona de transi&ccedil;&atilde;o    entre Amaz&ocirc;nia e o Brasil Central. Ap&oacute;s intenso uso da terra por    mais de 150 anos, essa &aacute;rea, antes coberta por florestas, apresenta uma    paisagem fragmentada, onde in&uacute;meras esp&eacute;cies animais e vegetais    desapareceram completamente. O cen&aacute;rio futuro dessa regi&atilde;o, se    o uso da terra continuar a ser intensivo, ser&aacute; de empobrecimento biol&oacute;gico,    que requer um intenso programa de recupera&ccedil;&atilde;o de paisagem e da    capacidade produtiva da terra. Para isso, &eacute; preciso analisar a din&acirc;mica    evolutiva da &aacute;rea e as modifica&ccedil;&otilde;es naturais e antr&oacute;picas    que levaram a forma&ccedil;&atilde;o de sua paisagem atual.</font></P>     <p><font size="3">O entendimento da din&acirc;mica evolutiva de uma determinada    paisagem pode ser alcan&ccedil;ado atrav&eacute;s de dois enfoques complementares    (12). O primeiro, efetuado atrav&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o dos    processos hist&oacute;ricos que permitiram que os sucessivos eventos culminassem    com a estrutura&ccedil;&atilde;o das comunidades bi&oacute;ticas atuais. Esses    condicionantes podem ser tra&ccedil;ados para diferentes escalas do tempo, e    variam desde a origem evolutiva de um grupo, at&eacute; as mais recentes modifica&ccedil;&otilde;es    no meio ambiente como, por exemplo, mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas do &uacute;ltimo    per&iacute;odo inter-glacial. Nesses casos est&atilde;o envolvidos, necessariamente,    aspectos dos diferentes eventos da hist&oacute;ria terrestre que atuam no estabelecimento    de &aacute;reas de endemismo, cuja agrega&ccedil;&atilde;o culmina em uma escala    maior, em regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas. O segundo elemento, que est&aacute;    ligado ao tempo ecol&oacute;gico das popula&ccedil;&otilde;es e comunidades,    volta-se &agrave; determina&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas ambientais    predominantes que influenciam nas fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas e    respectivas determinantes ambientais. Dessa forma, ambos os aspectos contribuem    para o estabelecimento do padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    de um determinado local. </font></P>     <p><font size="3">Esse contexto te&oacute;rico mostra que entender de forma agregada    os principais condicionantes que influenciam nas mudan&ccedil;as de paisagem    de uma regi&atilde;o, auxilia no estabelecimento de um corpo de informa&ccedil;&otilde;es    que permite, n&atilde;o s&oacute; um diagn&oacute;stico mais robusto acerca    dos impactos e intensidades na resposta &agrave;s mudan&ccedil;as naturais ou    antr&oacute;picas, mas tamb&eacute;m a avalia&ccedil;&atilde;o dos processos    de degrada&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o de ecossistemas diante    de press&otilde;es ambientais causadas pela convers&atilde;o da floresta e por    diferentes usos da terra (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></P>     <p><a name="fig01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a13fig01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>CLIMA E FLORA NO MIOCENO: EVID&Ecirc;NCIAS PARA A REGI&Atilde;O    BRAGANTINA</b> Os condicionantes abi&oacute;ticos melhor correlacionados com    o padr&atilde;o da biodiversidade amaz&ocirc;nica t&ecirc;m sido os gradientes    de varia&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, o modelo de distribui&ccedil;&atilde;o    dos tipos de solo e a caracteriza&ccedil;&atilde;o geomorfol&oacute;gica dos    terrenos. As hist&oacute;rias das transforma&ccedil;&otilde;es dessas paisagens    est&atilde;o intimamente relacionadas ao arcabou&ccedil;o geol&oacute;gico,    bem como &agrave;s flutua&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, provocando um    dinamismo na estrutura&ccedil;&atilde;o e composi&ccedil;&atilde;o da flora    com poss&iacute;vel redistribui&ccedil;&atilde;o das principais fitofisionomias.    Os paleoambientes amaz&ocirc;nicos t&ecirc;m demonstrado a ocorr&ecirc;ncia    de mudan&ccedil;as sucessivas no arranjo espacial dos sistemas terrestres em    diferentes per&iacute;odos geol&oacute;gicos, provocadas principalmente por    atividades tect&ocirc;nicas e mudan&ccedil;as do n&iacute;vel do mar que culminaram    em modifica&ccedil;&otilde;es substanciais na hidrografia e padr&atilde;o de    drenagem. Essas varia&ccedil;&otilde;es influenciaram e favoreceram o movimento    e redistribui&ccedil;&atilde;o da biota ao longo do tempo. </font></P>     <p><font size="3">Os padr&otilde;es biogeogr&aacute;ficos atuais, como os centros    de endemismo, s&atilde;o fen&ocirc;menos biol&oacute;gicos hist&oacute;ricos    importantes para suporte &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de narrativas sobre    cen&aacute;rios evolutivos que originaram a fauna e flora amaz&ocirc;nicas.    Na mesma linha, os representantes f&oacute;sseis da regi&atilde;o contribuem    para o entendimento dos processos de origem e extin&ccedil;&atilde;o de comunidades,    e tamb&eacute;m constituem uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o importante    no entendimento da din&acirc;mica das distintas paisagens do passado. </font></P>     <p><font size="3">A Bragantina faz parte da &Aacute;rea de Endemismo Bel&eacute;m    (13), classifica&ccedil;&atilde;o de uma determinada regi&atilde;o biogeogr&aacute;fica    identificada pela associa&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies end&ecirc;micas.    A regi&atilde;o da plataforma Bragantina foi palco de uma sucess&atilde;o de    eventos deposicionais ao longo dos &uacute;ltimos 25 milh&otilde;es de anos,    onde pode se observar uma seq&uuml;&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as entre dep&oacute;sitos    marinhos e ambientes transicionais costeiros, aqui representados pelas forma&ccedil;&otilde;es    geol&oacute;gicas Pirabas e Barreiras, at&eacute; o predom&iacute;nio, desde    o Ne&oacute;geno, de paisagens terrestres. Nesse teatro evolutivo, sob o dom&iacute;nio    de um sistema clim&aacute;tico preponderantemente tropical, desenvolveram-se    sucessivas transforma&ccedil;&otilde;es de ecossistemas, principalmente influenciadas    por c&acirc;mbios clim&aacute;ticos e, secundariamente, por eventos geol&oacute;gicos;    estes &uacute;ltimos respons&aacute;veis por rearranjos sucessivos de leitos    de rios e deslocamentos de blocos continentais.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As evid&ecirc;ncias bot&acirc;nicas mais antigas para a Bragantina    prov&eacute;m da paleofl&oacute;rula de Pirabas. Nessa forma&ccedil;&atilde;o    geol&oacute;gica, observa-se uma comunidade extinta composta por 19 g&ecirc;neros,    dentre eles <i>Drypetes</i>, <i>Trichilia</i>, <i>Diospyros</i> de distribui&ccedil;&atilde;o    pantropical, <i>Hirtella</i>, <i>Cassipourea</i>, <i>Sapindus</i>, <i>Pisonia</i>,    de distribui&ccedil;&atilde;o neo e paleotropical, <i>Guatteria</i>, <i>Endlicheria</i>,    <i>Davilla</i>, <i>Bonnetia</i>, <i>Caryocar</i>, <i>Hortia</i>, <i>Serjania</i>,    <i>Apeiba</i>, <i>Myrcia</i>, <i>Meriania e Faramea</i>, de distribui&ccedil;&atilde;o    exclusivamente neotropical, e o g&ecirc;nero <i>Rapatea</i> que &eacute; end&ecirc;mico    da Hil&eacute;ia amaz&ocirc;nica. Esses dados sugerem que elementos relacionados    &agrave; flora atual da Amaz&ocirc;nia j&aacute; estavam constitu&iacute;dos    no Mioceno (~25 milh&otilde;es de anos). A fitofisionomia era caracterizada    por cobertura vegetal de &aacute;rvores altas e com folhas perenes e grande    variedade de esp&eacute;cies, que se misturavam &agrave; vegeta&ccedil;&atilde;o    composta por &aacute;rvores baixas, de folhas caducas, t&iacute;picas de savanas    ou cerrados (2). Segundo evid&ecirc;ncias geol&oacute;gicas, ap&oacute;s a &uacute;ltima    regress&atilde;o do Terci&aacute;rio, entre os &uacute;ltimos 10 e 6 milh&otilde;es    de anos, n&atilde;o houve predom&iacute;nio de floresta tropical &uacute;mida    em toda a bacia amaz&ocirc;nica. Nesse intervalo de tempo, o clima era relativamente    mais &aacute;rido do que o dos dias atuais, o que proporcionou a forma&ccedil;&atilde;o    de lateritas, que necessitam de clima marcadamente sazonal para sua forma&ccedil;&atilde;o.    Dessa forma, &eacute; muito prov&aacute;vel que a floresta tropical &uacute;mida,    tal como a observamos hoje na Amaz&ocirc;nia, n&atilde;o deve ter se desenvolvido    antes dos &uacute;ltimos 6 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s. Desse per&iacute;odo    at&eacute; os &uacute;ltimos 4 mil anos, a regi&atilde;o foi palco de sucessivos    eventos de expans&atilde;o e retra&ccedil;&atilde;o de florestas.</font></P>     <p><font size="3"><b>USO DA TERRA E OCUPA&Ccedil;&Atilde;O HUMANA NOS &Uacute;LTIMOS    150 ANOS NA REGI&Atilde;O BRAGANTINA</b> A paisagem bragantina de hoje &eacute;    um mosaico de capoeiras com diferentes graus de sucess&atilde;o vegetal, culturas    agr&iacute;colas e &aacute;reas de pastagem. Assim, pode-se afirmar que as florestas    frondosas, exuberantes e sempre verdes do bioma amaz&ocirc;nico, ocorreram at&eacute;    in&iacute;cios de 1900 (7, 9, 14), quando foram substitu&iacute;das por plantas    heli&oacute;filas de sucess&atilde;o secund&aacute;ria e xer&oacute;filas t&iacute;picas    do Nordeste do Brasil. </font></P>     <p><font size="3">A mudan&ccedil;a de paisagem na regi&atilde;o Bragantina (<a href="#fig02">Figura    2</a>) pode ser explicada atrav&eacute;s de eventos hist&oacute;ricos, socioecon&ocirc;micos    e geogr&aacute;ficos que aconteceram nos &uacute;ltimos s&eacute;culos (9,10,15,    16,17, 18,19). Essa regi&atilde;o esteve sob um forte impacto antr&oacute;pico,    que aparentemente come&ccedil;ou nos primeiros 50 anos de coloniza&ccedil;&atilde;o,    quando se transformou numa "paisagem fantasma" (15,16,19) e desoladora    (14). Assim, para explicar a atual paisagem da regi&atilde;o Bragantina &eacute;    preciso fazer uma retrospectiva tanto dos primeiros dados do desmatamento quanto    de eventos sociais e econ&ocirc;micos relacionados &agrave; coloniza&ccedil;&atilde;o,    que propiciaram a expans&atilde;o da agricultura em terras firmes da Amaz&ocirc;nia,    durante aproximadamente seis d&eacute;cadas. &Eacute; evidente que acontecimentos    socioecon&ocirc;micos deram origem as atuais &aacute;reas de sucess&atilde;o    secund&aacute;ria ou capoeiras na regi&atilde;o e resultaram no desaparecimento    quase total da mata prim&aacute;ria bragantina (10, 20). </font></P>     <p><a name="fig02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a13fig02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O predom&iacute;nio da floresta secund&aacute;ria (capoeira)    nessa regi&atilde;o est&aacute; associada com os primeiros dados de desmatamento    no in&iacute;cio do s&eacute;culo XVII, com a chegada dos colonizadores franceses    (17), o que evidencia que a presen&ccedil;a estrangeira teve um forte impacto    antr&oacute;pico ao serem introduzidas id&eacute;ias inovadoras de agricultura.    </font></P>     <p><font size="3">Outros desmatamentos de grandes &aacute;reas de floresta nativa    da Bragantina est&atilde;o relacionados com tr&ecirc;s fatos hist&oacute;ricos.    O primeiro ocorreu em 1616, com a abertura da Estrada Real que ligava Bel&eacute;m    at&eacute; o Maranh&atilde;o passando pela regi&atilde;o do Caet&eacute; (9).    O segundo impacto florestal ocorreu a finais do s&eacute;culo XIX com a constru&ccedil;&atilde;o    da Estrada de Ferro (1883-1908) e o avan&ccedil;o da frente de coloniza&ccedil;&atilde;o,    ambos respons&aacute;veis pela destrui&ccedil;&atilde;o da floresta prim&aacute;ria    (5, 9,14). A floresta quase desapareceu ao ser convertida em carv&atilde;o de    lenha para conseguir movimentar o trem (5, 9,16). Al&eacute;m disso, essa ferrovia    que ligava Bel&eacute;m e os diferentes p&oacute;los da regi&atilde;o Bragantina    facilitou o assentamento de col&ocirc;nias e n&uacute;cleos agr&iacute;colas,    assim como o in&iacute;cio de uma agricultura extensiva. Os colonos derrubaram    e queimaram a mata prim&aacute;ria nas &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave;    ferrovia para estabelecer n&uacute;cleos de desenvolvimento e posteriormente    desmatavam intensamente &aacute;reas do interior. Assim, algumas d&eacute;cadas    depois, a paisagem transformava-se em fragmentos de mata isolada e residual    (9, 14, 16). O terceiro desflorestamento ocorreu em 1887, ao se iniciar a constru&ccedil;&atilde;o    da liga&ccedil;&atilde;o telegr&aacute;fica entre Bragan&ccedil;a e S&atilde;o    Lu&iacute;s de Maranh&atilde;o, pelo mesmo trajeto da Estrada Real (9), impactando    novamente o trecho que provavelmente estava em processo de recupera&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     <p><font size="3">Assim, atrav&eacute;s desses eventos pol&iacute;ticos, hist&oacute;ricos    e econ&ocirc;micos aqui mencionados &eacute; poss&iacute;vel evidenciar que    o desflorestamento e a alta press&atilde;o demogr&aacute;fica que ocorreram    nessa regi&atilde;o, tiveram um grande impacto nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    ao substituir a floresta por &aacute;reas de cultivo e capoeiras (9,16). Entre    os anos 1950 e 1960 foi registrada a exist&ecirc;ncia de fragmentos isolados    de florestas exuberantes em locais de dif&iacute;cil acesso (9,14), entretanto,    os &uacute;ltimos registros (1996-2001) evidenciam apenas a presen&ccedil;a    de fragmentos pequenos (20,21) localizados em propriedades privadas. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>CEN&Aacute;RIOS PARA O FUTURO DA REGI&Atilde;O BRAGANTINA</b>    A fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas de terra firme &eacute; um dos resultados    da degrada&ccedil;&atilde;o crescente e descontrolada que vem ocorrendo na regi&atilde;o    Bragantina h&aacute; pelo menos 150 anos. Neste processo, a vegeta&ccedil;&atilde;o    cont&iacute;nua &eacute; dividida em fragmentos de tamanho, forma e idades variadas,    ladeados por planta&ccedil;&otilde;es, pastagens, capoeiras em diferentes n&iacute;veis    de regenera&ccedil;&atilde;o, estradas, entre outros, gerando verdadeiros mosaicos    na paisagem. </font></P>     <p><font size="3">A fragmenta&ccedil;&atilde;o introduz uma s&eacute;rie de novos    fatores na hist&oacute;ria evolutiva de popula&ccedil;&otilde;es naturais de    plantas e animais, afetando os par&acirc;metros demogr&aacute;ficos de mortalidade    e natalidade das diferentes esp&eacute;cies e a estrutura e din&acirc;mica dos    ecossistemas. No caso das esp&eacute;cies arb&oacute;reas, a altera&ccedil;&atilde;o    na abund&acirc;ncia de polinizadores, dispersores, predadores e pat&oacute;genos    alteram as taxas de recrutamento de pl&acirc;ntulas, enquanto os inc&ecirc;ndios,    ventos e mudan&ccedil;as microclim&aacute;ticas, que afetam mais intensamente    as bordas dos fragmentos, alteram as taxas de mortalidade das &aacute;rvores    e dos organismos a eles associados. </font></P>     <p><font size="3">Muitas esp&eacute;cies de &aacute;rvores desapareceram da paisagem    bragantina, em alguns casos, fam&iacute;lias de plantas abundantes nas florestas    prim&aacute;rias, est&atilde;o ausentes das florestas secund&aacute;rias como    <i>Sapotaceae</i> e <i>Burseareceae</i>.Trinta esp&eacute;cies de plantas e    animais end&ecirc;micos do Centro de Endemismo Bel&eacute;m, j&aacute; est&atilde;o    na lista de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o do estado    do Par&aacute;, segundo dados do Museu Paraense Emilio Goeldi. Por&eacute;m,    v&aacute;rios estudos ainda s&atilde;o necess&aacute;rios para se avaliar a    perda total de esp&eacute;cies nessa regi&atilde;o, ap&oacute;s sucessivas ondas    de desmatamento e uso intensivo da terra. Vieira e outros autores (22) mostram    que os fragmentos de florestas prim&aacute;rias da Bragantina fornecem um importante    habitat para centenas de esp&eacute;cies de plantas e animais que n&atilde;o    est&atilde;o presentes em florestas secund&aacute;rias, ou que s&oacute; lentamente    colonizam florestas secund&aacute;rias. Observa-se, ainda, que alguns g&ecirc;neros    de &aacute;rvores presentes na regi&atilde;o h&aacute; 25 milh&otilde;es de    anos est&atilde;o presentes na paisagem atual da Bragantina, como <i>Davilla</i>,    <i>Guatteria</i>, <i>Couratari</i> e <i>Myrcia</i>, que s&atilde;o grupos com    alta plasticidade, o que poderia sugerir que esta caracter&iacute;stica tem    proporcionado a sua perman&ecirc;ncia na paisagem. N&atilde;o est&aacute; claro    se as popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies nativas da floresta prim&aacute;ria    presentes na paisagem fragmentada s&atilde;o vi&aacute;veis do ponto-de-vista    reprodutivo mas, a curto prazo, proporcionam um habitat para v&aacute;rias esp&eacute;cies    vegetais e animais que podem recolonizar florestas secund&aacute;rias em paisagens    agr&iacute;colas.</font></P>     <p><font size="3">Considerando a paisagem como um todo, pode-se dizer que o tipo    e as caracter&iacute;sticas dos componentes da matriz da paisagem (&aacute;reas    no entorno de fragmentos de floresta) desempenham papel fundamental na din&acirc;mica    das comunidades de plantas e animais, chegando a reduzir os efeitos da fragmenta&ccedil;&atilde;o    quando a matriz &eacute; similar estruturalmente &agrave; vegeta&ccedil;&atilde;o    primitiva, ou ainda, potencializando os efeitos, &agrave; medida que aumenta    a diferen&ccedil;a. Nesse sentido, se a matriz original &eacute; composta de    vegeta&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, o enfoque dos estudos e a&ccedil;&otilde;es    passa a ser preferencialmente sobre a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. Quando    a fragmenta&ccedil;&atilde;o ocorre em uma matriz em que a vegeta&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;-existente &eacute; secund&aacute;ria, a abordagem central &eacute;    sobre a regenera&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">As diferen&ccedil;as na estrutura da paisagem influencia, tamb&eacute;m,    as estrat&eacute;gias de desenvolvimento, conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o    de uma regi&atilde;o. Assim, paisagens de fronteiras antigas, como a Bragantina,    requerem a&ccedil;&otilde;es de forma a aumentar as manchas de florestas remanescentes,    por exemplo, com reflorestamento e enriquecimento de esp&eacute;cies nativas    nos fragmentos, enquanto a&ccedil;&otilde;es que maximizem os impactos dos corredores    de vegeta&ccedil;&atilde;o rip&aacute;ria, nas &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o    Permanentes (APPs) s&atilde;o necess&aacute;rias e urgentes. Nas regi&otilde;es    de fronteiras agr&iacute;colas recentes, &eacute; desej&aacute;vel manter a    matriz de floresta prim&aacute;ria e reduzir os impactos de estradas. Ambas    situa&ccedil;&otilde;es requerem interven&ccedil;&otilde;es em n&iacute;vel    de paisagem, que devem ser levadas em conta no planejamento de territ&oacute;rios    sustent&aacute;veis na Amaz&ocirc;nia (23).</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira</b> &eacute;    engenheira agr&ocirc;noma, pesquisadora titular do Museu Paraense Emilio Goeldi    (MPEG). &Eacute; a atual diretora do MPEG.    <br>   <b>Peter Mann de Toledo</b> &eacute; bi&oacute;logo, pesquisador titular do    Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e tesoureiro da Sociedade Brasileira    para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC). Foi diretor do Museu Paraense Emilio    Goeldi na gest&atilde;o 2000-2004.    <br>   <b>Arlete Almeida</b> &eacute; ge&oacute;grafa, tecnologista do Museu Paraense    Emilio Goeldi. </i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Toledo, P.M.; Melo, C.C.S.; Moraes-Santos, H.M.; Diniz,    F.M.; Oliveira, M.F. "Paleoecology of the Serra dos Caraj&aacute;s mammalian    fauna". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i> 51, 311-317. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Duarte, L. "Paleofl&oacute;rula". <i>In: O ne&oacute;geno    da Amaz&ocirc;nia Oriental</i> (Rossetti, D. &amp; G&oacute;es, A. M. eds).    Museu Paraense Emilio Goeldi, Bel&eacute;m: 169-196. 2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Mayle FA, Burbridge R, Killeen TJ. "Millennial-scale    dynamics of southern Amazonian rain forests". <i>Science</i> 290: 2291-2294.    2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Vivo, M.; Carmignotto, A.P. 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