<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252008000200016</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comissão de ética animal]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hossne]]></surname>
<given-names><![CDATA[William Saad]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unesp Faculdade de Medicina de Botucatu ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Centro Universitário São Camilo curso de mestrado em bioética ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<volume>60</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>37</fpage>
<lpage>40</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252008000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252008000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252008000200016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/expanima.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>COMISS&Atilde;O DE &Eacute;TICA ANIMAL</b></font></p>     <p><font size="3"><b>William Saad Hossne</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>Q</b></font>uando se fala em &eacute;tica    sempre se pressup&otilde;e o outro. Esse outro &eacute; sempre visto como outro    ser humano. At&eacute; mesmo Levinas, grande patrono da alteridade, assim procede.    A id&eacute;ia do outro n&atilde;o ser "ser humano" (outro ser vivo ou at&eacute;    mesmo m&aacute;quina) nem sempre &eacute; levada em considera&ccedil;&atilde;o,    ao menos de modo diferenciado.</font></p>     <p><font size="3">Gunkel (1) chega a afirmar, que s&oacute; recentemente (a partir    da d&eacute;cada de 1970), a disciplina filosofia come&ccedil;ou a considerar    o animal como leg&iacute;timo sujeito da &eacute;tica. O autor considera at&eacute;    mesmo "il&oacute;gica" e "indefens&aacute;vel" a exclus&atilde;o dos animais    (e para ele tamb&eacute;m das m&aacute;quinas) quanto &agrave; alteridade.</font></p>     <p><font size="3">Ao se considerar a &eacute;tica relacionada aos animais, &eacute;    indispens&aacute;vel, pois, n&atilde;o esquecer que eles devem ser considerados,    sempre que poss&iacute;vel, o "outro" e que esse outro n&atilde;o tem autonomia    no sentido bio&eacute;tico. Quem lhe outorga maior ou menor autonomia e que    assume, de modo pr&oacute;prio, a "sub roga&ccedil;&atilde;o" de direitos do    outro &eacute; um ser humano.</font></p>     <p><font size="3">Em outras palavras, direitos humanos s&atilde;o reivindicados    e positivados por humanos; os animais n&atilde;o "positivam" seus direitos e,    por isso, seus direitos dependem do ser humano – &eacute; ele que concede ou    n&atilde;o direitos aos animais. Se entre humanos (na figura do outro) as rela&ccedil;&otilde;es    podem ser assim&eacute;tricas ou dissim&eacute;tricas (como por exemplo, na    rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente), no caso do homem e demais animais    a assimetria ou dissimetria &eacute; praticamente absoluta.</font></p>     <p><font size="3">Creio que esses pontos j&aacute;, <i>de per si</i>, planteiam    quest&otilde;es &eacute;ticas; de qualquer modo, n&atilde;o devem ser esquecidos    quando se fala de &eacute;tica e dos animais; at&eacute; certo ponto, inclusive,    aumentam a responsabilidade &eacute;tica do ser humano.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">S&atilde;o m&uacute;ltiplas e diversas as facetas que se estabelecem    nas rela&ccedil;&otilde;es entre o ser humano e os demais animais e, em todas    elas, est&atilde;o subjacentes quest&otilde;es &eacute;ticas, mais ou menos    profundas.</font></p>     <p><font size="3">A problem&aacute;tica &eacute;tica pode ocorrer na cria&ccedil;&atilde;o    de animais, no uso dos animais para os mais variados fins (alimenta&ccedil;&atilde;o,    divers&atilde;o, companheirismo, exibi&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o    da for&ccedil;a, pesquisa de interesse comercial, veterin&aacute;rio, humano,    militar, etc) Pode-se afirmar que, em cada uma dessas situa&ccedil;&otilde;es    subsistem quest&otilde;es &eacute;ticas; podem, inclusive, estar camufladas    e n&atilde;o identificadas. Basta citar o caso dos "animais mascotes": s&atilde;o    muito bem tratados e cuidados, muitas vezes, at&eacute; melhor que seres humanos,    bem alimentados, recebendo banhos freq&uuml;entes, mas n&atilde;o se sabe se    eles aceitam, em troca, sofrer castra&ccedil;&atilde;o, submeter-se a "cruzamentos"    para melhoria de ra&ccedil;a, tomar banho quando n&atilde;o desejam, perambular    fora dos apartamentos, a seu bel prazer.</font></p>     <p><font size="3">Com isso se pretende apenas dizer que "&eacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o    do ser humano com os animais" &eacute; uma tem&aacute;tica abrangente e muito    rica, n&atilde;o se podendo restringir apenas &agrave; quest&atilde;o do uso    dos animais em pesquisa, sobretudo pesquisa biom&eacute;dica.</font></p>     <p><font size="3">As rela&ccedil;&otilde;es do ser humano e os demais animais,    em algumas das &aacute;reas referidas, est&atilde;o parcialmente equacionadas,    inclusive reguladas por algumas disposi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, legais    e ou administrativas, muito embora, como &eacute; de se esperar, quest&otilde;es    &eacute;ticas possam ser suscitadas a todo o momento.</font></p>     <p><font size="3">No presente texto ser&atilde;o feitas apenas considera&ccedil;&otilde;es    focalizadas na &aacute;rea da &eacute;tica na pesquisa com e nos animais.</font></p>     <p><font size="3">A partir de Galileu (s&eacute;culo XVI), com o surgimento das    ci&ecirc;ncias experimentais e da metodologia cient&iacute;fica, o avan&ccedil;o    do conhecimento em geral e, mais especificamente, na hoje denominada &aacute;rea    biom&eacute;dica, se fez de tal modo que, ao final de dois s&eacute;culos se    configurou como verdadeira "revolu&ccedil;&atilde;o, a assim chamada Revolu&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica"; por outro lado, tornou-se lugar comum considerar-se que    o n&uacute;mero de cientistas dobra a cada 10-15 anos, o que pode levar &agrave;    suposi&ccedil;&atilde;o de que nos dias de hoje temos um n&uacute;mero de cientistas    maior do que aquele que o mundo j&aacute; teve, e j&aacute; morreram.</font></p>     <p><font size="3">Compreende-se, assim, o extraordin&aacute;rio avan&ccedil;o    cient&iacute;fico que ocorreu no s&eacute;culo XX e se prenuncia no s&eacute;culo    XXI. Pode-se dizer que no s&eacute;culo XX teriam ocorrido, em um &uacute;nico    s&eacute;culo, cinco ou seis revolu&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, a    saber, a revolu&ccedil;&atilde;o at&ocirc;mica, a revolu&ccedil;&atilde;o molecular,    a revolu&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o (emblema internet), a    revolu&ccedil;&atilde;o espacial, a revolu&ccedil;&atilde;o nanotecnol&oacute;gica;    a 6ª revolu&ccedil;&atilde;o seria a revolu&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o    dessas revolu&ccedil;&otilde;es entre si, tendo com emblema os &oacute;rg&atilde;os    artificiais, o transhumanismo, os "cyborgs", os rob&ocirc;s moleculares auto    replicantes.</font></p>     <p><font size="3">Esta avalanche de conhecimentos e de tecnologia acabar&aacute;    direta (sobretudo) e ou indiretamente atingindo o ser humano. A primeira aplica&ccedil;&atilde;o    no ser humano, por mais bem embasada cientificamente, n&atilde;o deixar&aacute;    de ser experimenta&ccedil;&atilde;o em humanos.</font></p>     <p><font size="3">Por isso mesmo, em grande parte, surgiu a necessidade de balizamento    &eacute;tico para as pesquisas envolvendo seres humanos, pois a &eacute;tica    da "virtude" do pr&oacute;prio pesquisador demonstrou-se insuficiente para coibir    abusos e deslizes &eacute;ticos, como ficou evidenciado pelos experimentos abusivos    cometidos nos campos de concentra&ccedil;&atilde;o durante a Segunda Guerra    Mundial e na vida civil ap&oacute;s o t&eacute;rmino do conflito.</font></p>     <p><font size="3">Da&iacute; o surgimento do C&oacute;digo de Nuremberg da Declara&ccedil;&atilde;o    de Helsinque, das Diretrizes &Eacute;ticas Internacionais (Cioms/OMS), a Declara&ccedil;&atilde;o    Universal de Bio&eacute;tica (Unesco) e no Brasil a Resolu&ccedil;&atilde;o    196/96 (CNS/MS) e, de outro lado, sobretudo na &aacute;rea de medicamentos,    a consolida&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento das ag&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnico-cient&iacute;fica (FDA, Emae, Anvisa, no Brasil).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Todas as diretrizes &eacute;ticas e as normas regulat&oacute;rias    estipulam a necessidade de pesquisas pr&eacute;-cl&iacute;nicas antes da realiza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa em seres humanos.</font></p>     <p><font size="3">A fase pr&eacute;-cl&iacute;nica inclui e &eacute; predominantemente    realizada em animais, sobretudo, na &aacute;rea de medicamentos. E esses animais    s&atilde;o genericamente denominados de "animais de experimenta&ccedil;&atilde;o",    criados em ambiente pr&oacute;prio, com essa finalidade.</font></p>     <p><font size="3">Nessa trajet&oacute;ria de pesquisa em seres humanos e de pesquisa    em animais, as quest&otilde;es &eacute;ticas sempre estiveram e estar&atilde;o    presentes; at&eacute; recentemente foram equacionadas na base do "bom senso"    ou da "&eacute;tica" do pr&oacute;prio pesquisador.</font></p>     <p><font size="3">Basta atentar para o fato de que somente h&aacute; 60 anos foi    elaborado o primeiro documento internacional espec&iacute;fico para a pesquisa    em seres humanos (C&oacute;digo de Nuremberg, 1947). E note-se, o documento    surgiu como fruto de uma necessidade para julgamento dos m&eacute;dicos que    cometeram "crimes contra a humanidade", consubstanciados nas pesquisas abusivas    em campos de concentra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Do mesmo modo, a Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque (da Associa&ccedil;&atilde;o    M&eacute;dica Mundial), bem como o Relat&oacute;rio de Belmont (fonte do principialismo    da Bio&eacute;tica) surgiram diante do clamor da sociedade frente &agrave;s    pesquisas m&eacute;dicas eticamente inadequadas.</font></p>     <p><font size="3">Vale assinalar que, mesmo esses documentos, important&iacute;ssimos    sem d&uacute;vida nenhuma, s&atilde;o declara&ccedil;&otilde;es de princ&iacute;pios,    e diretrizes, sem for&ccedil;a (pela sua pr&oacute;pria natureza) de implanta&ccedil;&atilde;o    operacional nos diversos pa&iacute;ses. Da&iacute;, a necessidade de elabora&ccedil;&atilde;o    de normas e diretrizes nacionais destinadas &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o    e operacionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">E, no entanto, a maioria dos pa&iacute;ses n&atilde;o disp&otilde;e    de tais resolu&ccedil;&otilde;es; quando muito se restringem &agrave; recomenda&ccedil;&atilde;o    de cumprimento da Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque e, em certas &aacute;reas,    &agrave;s meras disposi&ccedil;&otilde;es regulat&oacute;rias administrativas    e t&eacute;cnicas.</font></p>     <p><font size="3">De outro lado, o advento da bio&eacute;tica e sua r&aacute;pida    implanta&ccedil;&atilde;o muito tem contribu&iacute;do para a tomada de consci&ecirc;ncia    quanto &agrave;s quest&otilde;es &eacute;ticas no campo das ci&ecirc;ncias da    vida em geral e n&atilde;o apenas no campo da sa&uacute;de ou da medicina exclusivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/a16img02.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Em conseq&uuml;&ecirc;ncia, a &eacute;tica na pesquisa envolvendo    animais vem despertando maior aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; por    parte dos eticistas, mas de toda a comunidade cient&iacute;fica e dos diversos    segmentos da sociedade.</font></p>     <p><font size="3">Reconhece-se, hoje, a necessidade urgente de equacionamento    da problem&aacute;tica &eacute;tica nesse campo. Mesmo porque a quest&atilde;o    j&aacute; tem substrato concreto em recomenda&ccedil;&otilde;es, em declara&ccedil;&otilde;es    como, por exemplo, na Declara&ccedil;&atilde;o Universal de Direitos dos Animais    (Unesco, 1978), na declara&ccedil;&atilde;o do Col&eacute;gio Brasileiro de    Experimenta&ccedil;&atilde;o Animal (Cobea), nos projetos de lei em tramita&ccedil;&atilde;o    no Congresso Nacional (h&aacute; v&aacute;rios anos) e nas publica&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="3">Dentre estas, merece cita&ccedil;&atilde;o o livro de Russel    e Burch (1959), com a cl&aacute;ssica recomenda&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s    "Rs" (<i>replacement, reduction, refinement</i>), aos quais se considera fundamental    acrescentar mais um "R", que foi esquecido, "R" de respeito (respect) (2). </font></p>     <p><font size="3">A nosso ver este R n&atilde;o poderia estar ausente, sobretudo    do ponto de vista &eacute;tico, e por isso, o propomos.</font></p>     <p><font size="3">Os animais de experimenta&ccedil;&atilde;o devem merecer o devido    respeito.</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o obstante o grande avan&ccedil;o ocorrido no campo    dos m&eacute;todos alternativos e que deve cada vez mais ser incentivado, os    animais de laborat&oacute;rio continuam a ser uma necessidade e, como tal, devem    ser tratados, considerados e respeitados.</font></p>     <p><font size="3">O n&uacute;mero de pesquisas cl&iacute;nicas que exige estudos    pr&eacute;-cl&iacute;nicos, o n&uacute;mero e a complexidade de testes de novos    procedimentos e novos materiais vem aumentando exponencialmente; em conseq&uuml;&ecirc;ncia,    aumenta n&atilde;o s&oacute; na pesquisa biom&eacute;dica, mas tamb&eacute;m    em outras &aacute;reas, o n&uacute;mero de animais e de esp&eacute;cies animais    utilizados em pesquisa.</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o obstante o advento de normas e diretrizes sobre bioterismo,    n&atilde;o obstante o desenvolvimento da <i>animal science</i> como grande &aacute;rea    espec&iacute;fica do conhecimento, n&atilde;o obstante os avan&ccedil;os na    medicina veterin&aacute;ria, na biologia animal e n&atilde;o obstante os cuidados    do pr&oacute;prio pesquisador em rela&ccedil;&atilde;o ao seu animal de experimenta&ccedil;&atilde;o    (quando menos para assegurar a pr&oacute;pria validade dos resultados), n&atilde;o    obstante a exist&ecirc;ncia de declara&ccedil;&otilde;es de direitos e de recomenda&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas (e at&eacute; mesmo &eacute;ticas), a quest&atilde;o do uso    dos animais est&aacute; a merecer aten&ccedil;&atilde;o, discuss&atilde;o e    equacionamento sob o ponto de vista &eacute;tico.</font></p>     <p><font size="3">Esses fatos podem ser atestados pelo n&uacute;mero e pela qualidade    das publica&ccedil;&otilde;es sobre o tema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Como parte do equacionamento das quest&otilde;es &eacute;ticas    envolvendo os animais de pesquisa, medidas concretas t&ecirc;m sido propostas.    Uma delas &eacute; o desenvolvimento e a busca de m&eacute;todos e processos    alternativos (como por exemplo, cultura de c&eacute;lulas espec&iacute;ficas,    co-culturas de diferentes c&eacute;lulas, modelos matem&aacute;ticos, etc) ao    uso dos animais, subsidiando a cria&ccedil;&atilde;o de centros especializados    em v&aacute;rios pa&iacute;ses, como, por exemplo, a Atla (Alternatives to Latoratory    Animals).</font></p>     <p><font size="3">Outra medida que merece destaque diz respeito &agrave; cria&ccedil;&atilde;o    dos comit&ecirc;s de &eacute;tica animal.</font></p>     <p><font size="3">No Brasil, n&atilde;o s&atilde;o muitas as institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisa que criaram esse tipo de comiss&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Ao que tudo indica, o advento da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96    CNS/MS, sobre &eacute;tica na pesquisa envolvendo seres humanos, contribuiu    em grande parte para a cria&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dos comit&ecirc;s    de &eacute;tica de pesquisa em animais.</font></p>     <p><font size="3">De fato, o modelo dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa    (CEP) previstos na Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 inspirou a cria&ccedil;&atilde;o    de comit&ecirc;s semelhantes para os animais.</font></p>     <p><font size="3">Em algumas institui&ccedil;&otilde;es, o pr&oacute;prio comit&ecirc;    de &eacute;tica em pesquisa em humanos acumula a fun&ccedil;&atilde;o de avaliar    os projetos de pesquisa em animais.</font></p>     <p><font size="3">No geral, tais comit&ecirc;s tomam por base, para a avalia&ccedil;&atilde;o    dos projetos, o disposto pelo Cobea e pela pr&oacute;pria Resolu&ccedil;&atilde;o    196/96.</font></p>     <p><font size="3">A prop&oacute;sito, tendo sido presidente do grupo executivo    de trabalho que elaborou a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, posso testemunhar    o fato que o pr&oacute;prio grupo, ao preparar as normas para pesquisa em seres    humanos, cogitou a elabora&ccedil;&atilde;o de normas &eacute;ticas para animais.</font></p>     <p><font size="3">A id&eacute;ia teve que ser abandonada devido a dois fatores:    a eventual falta de compet&ecirc;ncia legal por parte do grupo e a tramita&ccedil;&atilde;o,    no Congresso Brasileiro, de projetos de lei espec&iacute;ficos sobre o assunto.</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o h&aacute; como deixar de considerar alvissareira    a cria&ccedil;&atilde;o de comit&ecirc;s de &eacute;tica em animais tal como    vem ocorrendo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Contudo, a nosso ver, as comiss&otilde;es necessitam de sustenta&ccedil;&atilde;o    dentro de um sistema especialmente estruturado e de um "corpo de doutrina" para    o adequado desempenho de suas atribui&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Com o &uacute;nico intuito de, eventualmente, fornecer subs&iacute;dios    para o equacionamento na &aacute;rea animal, destacamos alguns t&oacute;picos,    baseados: a) na viv&ecirc;ncia colhida quando dos trabalhos para a elabora&ccedil;&atilde;o    da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 (CNS/MS) e a conseq&uuml;ente implanta&ccedil;&atilde;o    do sistema Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (Conep) e Comit&ecirc;s    de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs); b) na experi&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o    da Conep e elabora&ccedil;&atilde;o das normas complementares &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o    196/96.</font></p>     <p><font size="3">As considera&ccedil;&otilde;es, vale insistir, se prop&otilde;em    t&atilde;o somente a servir, eventualmente, para discuss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"><b>T&Oacute;PICOS</b></font></p>     <blockquote>        <p><font size="3"><b>1.</b> Revis&atilde;o e an&aacute;lise cr&iacute;tica das      disposi&ccedil;&otilde;es legais j&aacute; existentes para efeitos de coordena&ccedil;&atilde;o,      harmoniza&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o, o que j&aacute; est&aacute;      em fase bem adiantada no Congresso Nacional e consubstanciado no projeto de      lei de autoria do deputado S&eacute;rgio Arouca.</font></p>       <p><font size="3"> Independentemente das considera&ccedil;&otilde;es feitas      a seguir, deve-se ressaltar a urg&ecirc;ncia na aprova&ccedil;&atilde;o do      projeto diante do v&aacute;cuo existente com os riscos inerentes &agrave;      falta de orienta&ccedil;&atilde;o adequada.</font></p>       <p><font size="3"><b>2.</b> A &eacute;tica da pesquisa com animais e em animais      deve ser equacionada por meio de normas e diretrizes espec&iacute;ficas.</font></p>       <p><font size="3"><b>3.</b> As diretrizes devem ser de natureza bio&eacute;tica,      desde sua g&ecirc;nese, processo de elabora&ccedil;&atilde;o, conte&uacute;do      conceitual, sistem&aacute;tica de implanta&ccedil;&atilde;o, sistema operacional      e de acompanhamento.</font></p>       <p><font size="3"> Em todos esses aspectos devem, necessariamente, ser contemplados      o pluralismo, a multi e transdisciplinaridade.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>4.</b> Da&iacute;, a exig&ecirc;ncia de que tal documento      seja coordenado por comiss&atilde;o de ess&ecirc;ncia bio&eacute;tica. A comiss&atilde;o      deve ser, portanto, designada por quem possa representar a sociedade e deve      ser composta com representantes das diversas &aacute;reas de conhecimento      e dos diversos segmentos da sociedade.</font></p>       <p><font size="3"> A exist&ecirc;ncia da comiss&atilde;o pode estar prevista      nas disposi&ccedil;&otilde;es legais.</font></p>       <p><font size="3"><b>5.</b> &Agrave; comiss&atilde;o caberia, de in&iacute;cio,      avaliar e utilizar os subs&iacute;dios, j&aacute; existentes e fruto de estudos      de diversas comiss&otilde;es (pesquisadores, sociedades) e os resultantes      da experi&ecirc;ncia de comiss&otilde;es de &eacute;tica animal atuando em      v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es, ainda que sem a devida formaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="3"><b>6.</b> Com base em tais subs&iacute;dios, e, levando em      conta toda a literatura cient&iacute;fica e cultural referente ao tema, caberia      &agrave; comiss&atilde;o elaborar minuta de diretrizes a ser discutida (e      emendada) pelos diversos segmentos da sociedade.</font></p>       <p><font size="3"> No caso da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 foram colhidas,      para este fim, informa&ccedil;&otilde;es junto aos Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de,      da Educa&ccedil;&atilde;o e da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Todas as sociedades      cient&iacute;ficas das v&aacute;rias &aacute;reas do saber, universidades,      conselhos, pesquisadores, sociedades culturais foram ouvidas.</font></p>       <p><font size="3"><b>7.</b> As diretrizes, de ess&ecirc;ncia bio&eacute;tica,      n&atilde;o devem ser de car&aacute;ter meramente deontol&oacute;gico, e por      isso, n&atilde;o devem conter disposi&ccedil;&otilde;es como "&eacute; vedado"      ou "&eacute; permitido"; o que deve ser vedado ou permitido &eacute; resultante      de avalia&ccedil;&atilde;o bio&eacute;tica.</font></p>       <p><font size="3"><b>8.</b> A avalia&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser feita      por um sistema de Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa Animal (Cepa)      criado pela institui&ccedil;&atilde;o sede da pesquisa e devidamente registrado      junto &agrave; Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica Animal (Conepa), &agrave;      semelhan&ccedil;a do sistema CEP/Conep.</font></p>       <p><font size="3"><b>9.</b> O Cepa, com "m&uacute;nus p&uacute;blico" dever&aacute;,      em sua composi&ccedil;&atilde;o colegiada, incluir a participa&ccedil;&atilde;o      de profissionais das &aacute;reas da sa&uacute;de, das ci&ecirc;ncias exatas,      sociais e humanas, incluindo por exemplo, juristas, te&oacute;logos, fil&oacute;sofos,      soci&oacute;logos, e, pelo menos, um membro das sociedades voltadas &agrave;      prote&ccedil;&atilde;o animal.</font></p>       <p><font size="3"> N&atilde;o poder&aacute; haver mais que metade dos membros      pertencentes &agrave; mesma categoria profissional, participando pessoas dos      dois sexos.</font></p>       <p><font size="3"><b>10.</b> A Conepa dever&aacute; obedecer ao mesmo crit&eacute;rio      da multidisciplinaridade e composi&ccedil;&atilde;o de seus membros.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> A Conepa e o Cepa devem estruturar o sistema de informa&ccedil;&otilde;es      de modo que o Brasil venha a contar com banco de dados (projetos aprovados      ou n&atilde;o, n&uacute;mero de animais utilizados, custos, patroc&iacute;nio,      institui&ccedil;&otilde;es, sede, etc).</font></p>       <p><font size="3"> As diretrizes a serem elaboradas podem ter como modelo, a      ser copiado e ou alterado, a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 e suas complementares.</font></p>       <p><font size="3"> Considera-se, por&eacute;m, indispens&aacute;vel que o conte&uacute;do      conceitual seja de bio&eacute;tica, n&atilde;o se restringindo ao principialismo      (mesmo porque os chamados princ&iacute;pios foram sistematizados em fun&ccedil;&atilde;o      do ser humano).</font></p>       <p><font size="3"> Parece-nos mais adequado, sobretudo no caso dos animais,      trabalhar com o conceito dos referenciais (3).</font></p>       <p><font size="3"> As diretrizes, com base nos conceitos, devem estabelecer      o sistema de implanta&ccedil;&atilde;o, o sistema de operacionaliza&ccedil;&atilde;o      e de controle.</font></p>       <p><font size="3"> Considera-se fundamental que o sistema Conepa/Cepa (a exemplo      do sistema Conep/CEP) esteja ligado a um &oacute;rg&atilde;o de controle social,      n&atilde;o sujeito a injun&ccedil;&otilde;es corporativas, governamentais,      e o mais livre de conflito de interesse.</font></p>       <p><font size="3"> No caso Conep/CEP, o &oacute;rg&atilde;o &eacute; o Conselho      Nacional de Sa&uacute;de, &oacute;rg&atilde;o de controle social, por lei.</font></p>       <p><font size="3"> No caso Conepa/Cepa, cabe avaliar qual dever&aacute; ser      o &oacute;rg&atilde;o de controle social, a ser designado.</font></p> </blockquote>     <p><font size="3">Por fim vale lembrar que o avan&ccedil;o cient&iacute;fico tecnol&oacute;gico    pode suscitar quest&otilde;es &eacute;ticas e, nem por isso, devemos temer o    novo conhecimento; devemos temer a ignor&acirc;ncia e o obscurantismo, mas devemos    zelar para que o conhecimento seja obtido e tamb&eacute;m aplicado de maneira    eticamente adequada e isso &eacute; tarefa de todos.</font></p>     <p><font size="3">Vale lembrar e assinalar que cabe ao ser humano outogar-se direitos,    mas cabe a ele outorgar direitos a quem n&atilde;o pode, <i>de per se</i>, outogar-se    direitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Al&eacute;m do mais, resultados da pesquisa em animais n&atilde;o    beneficiam apenas o ser humano, podem (e sempre que poss&iacute;vel isso deve    ser buscado como preceito &eacute;tico) beneficiar os outros animais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>William Saad Hossne</b> &eacute; professor titular da    Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, coordenador do curso de mestrado    em bio&eacute;tica do Centro Universit&aacute;rio S&atilde;o Camilo e ex-coordenador    da Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (Conep/MS) (1996-2007).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Gunkel,DJ. "Thinking otherwise: Ethica, technology and other    subjects". <i>Ethics and Information Technology,</i> 9:165-177, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Hossne, WS. "Bio&eacute;tica: princ&iacute;pios ou referenciais?"    <i>O mundo da sa&uacute;de</i>, 30:673-676, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Russell, WMS, Burch, RL. <i>The principles of humane experimental    technique.</i> Metheun, London, 1959.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3"><i>Atlas Alternatives to Laboratory Animals</i>. Informa&ccedil;&otilde;es    dispon&iacute;veis no site do Altweb – Alternatives to animal testing web site    (<a href="http://altweb.jhsph.edu/" target="_blank">http://altweb.jhsph.edu/</a>).    </font><!-- ref --><p><font size="3">Barnard, C. "Ethical regulation and animal science: why animal    behaviour is special". <i>Animal Behaviour</i>. 74:5-13, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">Cardoso, C. V. P. "Cria&ccedil;&atilde;o e uso de animais para    a pesquisa e o ensino. Leis e regulamentos locais". Col&eacute;gio Brasileiro    de Experimenta&ccedil;&atilde;o Animal (Cobea), Boletim Informativo. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.cobea.org.br" target="_blank">http://www.cobea. org.br</a>.    Acesso em mar&ccedil;o de 2008.</font><!-- ref --><p><font size="3">Cuthill, I. C. "Ethical regulation and animal science: why animal    behaviour is not so special". <i>Animal Behaviour</i>, 74:15-22, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Animal –    Unesco. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.apasfa.org/leis/declaracao" target="_blank">http://www.apasfa.org/leis/declaracao</a></font><!-- ref --><p><font size="3"><i>Diretrizes &eacute;ticas internacionais para a pesquisa biom&eacute;dica    em seres humanos</i>. Cioms/OMS. Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, SP, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">Douglas, T. M. "Ethics committees and the legality of research".<i>    J.Med.Ethics</i>, 33:732-36, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">Feij&oacute;, A. "Ensino e pesquisa em modelo animal". <i>In:    Bio&eacute;tica – uma vis&atilde;o panor&acirc;mica</i>. Org. J.Clotet. Editora    PUCRS, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">"Projeto de lei disp&otilde;e sobre cria&ccedil;&atilde;o e    uso de animais para atividades de ensino e pesquisa". Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.cobea.org.br" target="_blank">http://www.cobea.org.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="3">Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</font><!-- ref --><p><font size="3">Schapiro, S. J.; Everitt, J. I. "Preparation of animals for    use in the laboratory: issues and challenges for the institutional animal care    and use committee". <i>Ilar Journal</i>, 47:370-75, 2006.</font> ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gunkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Thinking otherwise: Ethica, technology and other subjects"]]></article-title>
<source><![CDATA[Ethics and Information Technology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>9</volume>
<page-range>165-177</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hossne]]></surname>
<given-names><![CDATA[WS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Bioética: princípios ou referenciais?"]]></article-title>
<source><![CDATA[O mundo da saúde]]></source>
<year>2006</year>
<volume>30</volume>
<page-range>673-676</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Russell]]></surname>
<given-names><![CDATA[WMS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burch]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The principles of humane experimental technique]]></source>
<year>1959</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Metheun]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Altweb - Alternatives to animal testing web site</collab>
<source><![CDATA[Atlas Alternatives to Laboratory Animals]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Ethical regulation and animal science: why animal behaviour is special"]]></article-title>
<source><![CDATA[Animal Behaviour]]></source>
<year>2007</year>
<volume>74</volume>
<page-range>5-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. V. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Criação e uso de animais para a pesquisa e o ensino: Leis e regulamentos locais"]]></source>
<year></year>
<publisher-name><![CDATA[Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea)]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cuthill]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Ethical regulation and animal science: why animal behaviour is not so special"]]></article-title>
<source><![CDATA[Animal Behaviour]]></source>
<year>2007</year>
<volume>74</volume>
<page-range>15-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Unesco</collab>
<source><![CDATA[Declaração Universal dos Direitos do Animal]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>OMS^dCioms</collab>
<source><![CDATA[Diretrizes éticas internacionais para a pesquisa biomédica em seres humanos]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Loyola]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Douglas]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Ethics committees and the legality of research"]]></article-title>
<source><![CDATA[J.Med.Ethics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>33</volume>
<page-range>732-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Feijó]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Ensino e pesquisa em modelo animal"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Clotet]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bioética: uma visão panorâmica]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-name><![CDATA[Editora PUCRS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA["Projeto de lei dispõe sobre criação e uso de animais para atividades de ensino e pesquisa"]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Conselho Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Resolução 196/96]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Everitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Preparation of animals for use in the laboratory: issues and challenges for the institutional animal care and use committee"]]></article-title>
<source><![CDATA[Ilar Journal]]></source>
<year>2006</year>
<volume>47</volume>
<page-range>370-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
