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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etanol e hidrogênio: uma parceria de futuro para o Brasil]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/noticias.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">E<SMALL>NERGIA</small></font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v60n3/line_bk.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Etanol e hidrog&ecirc;nio: uma parceria de futuro para o    Brasil</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A crescente busca mundial pela redu&ccedil;&atilde;o dos impactos    ambientais globais tem conduzido os pa&iacute;ses &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o    das emiss&otilde;es e ao aumento da participa&ccedil;&atilde;o das fontes renov&aacute;veis    de energia em suas respectivas matrizes energ&eacute;ticas. No caso espec&iacute;fico    da redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico,    al&eacute;m de um uso mais eficiente dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis    procuram-se maneiras de evitar a emiss&atilde;o desse g&aacute;s (por ex. atrav&eacute;s    do seq&uuml;estro do carbono) e a substitui&ccedil;&atilde;o desses combust&iacute;veis    por outros de origem renov&aacute;vel, como o etanol e o biodiesel. Neste cen&aacute;rio    a combina&ccedil;&atilde;o do etanol e do hidrog&ecirc;nio resulta em um dos    mais interessantes sistemas energ&eacute;ticos dispon&iacute;veis.</font></P>     <p><font size="3">Por n&atilde;o ser encontrado livre na natureza, o hidrog&ecirc;nio    deve ser produzido a partir de um insumo qu&iacute;mico que possua esse elemento,    como a &aacute;gua ou os hidrocarbonetos, e uma fonte de energia t&eacute;rmica    e/ou el&eacute;trica, que pode ou n&atilde;o ser renov&aacute;vel. Sua obten&ccedil;&atilde;o    a partir de fontes f&oacute;sseis, como o carv&atilde;o, derivados de petr&oacute;leo    e g&aacute;s natural, representa uma forma menos impactante desses energ&eacute;ticos,    enquanto que a partir de fontes renov&aacute;veis, como a hidroeletricidade    e a biomassa, representa uma das formas menos agressivas ao meio ambiente dispon&iacute;veis.    Quando utilizado em motores de combust&atilde;o interna ou turbinas, apesar    das menores emiss&otilde;es de poluentes e nenhuma emiss&atilde;o de g&aacute;s    carb&ocirc;nico, o hidrog&ecirc;nio n&atilde;o apresenta ganhos de efici&ecirc;ncia    em rela&ccedil;&atilde;o aos combust&iacute;veis tradicionais. Por&eacute;m,    quando empregado em c&eacute;lulas a combust&iacute;vel, al&eacute;m de emiss&otilde;es    quase desprez&iacute;veis esse combust&iacute;vel pode ser empregado com at&eacute;    50% de efici&ecirc;ncia.</font></P>     <p><font size="3">A obten&ccedil;&atilde;o do hidrog&ecirc;nio a partir do etanol    pode ser realizada atrav&eacute;s de diversos processos, entre eles o de reforma-vapor,    no qual este composto reage quimicamente com a &aacute;gua, produzindo uma mistura    gasosa cujo componente principal &eacute; o hidrog&ecirc;nio. A efici&ecirc;ncia    desse processo situa-se na casa dos 80%. Uma vez dispon&iacute;vel, esse hidrog&ecirc;nio    pode ser utilizado energeticamente em motores de combust&atilde;o interna, turbinas    a g&aacute;s e c&eacute;lulas a combust&iacute;vel. Este &uacute;ltimo dispositivo    &eacute; um reator eletroqu&iacute;mico que converte o hidrog&ecirc;nio e o    oxig&ecirc;nio do ar em eletricidade, calor e &aacute;gua, com elevada efici&ecirc;ncia    de convers&atilde;o (em torno de 50%). A energia el&eacute;trica produzida nas    c&eacute;lulas a combust&iacute;vel pode ser empregada para uso veicular, caracterizando-se    como uma forma alternativa do uso do etanol em ve&iacute;culos de passeio. Pode    ser empregada tamb&eacute;m em aplica&ccedil;&otilde;es aonde o etanol n&atilde;o    vem sendo utilizado diretamente, como ve&iacute;culos pesados (&ocirc;nibus    e de carga) e gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da de eletricidade (sistemas    isolados e rurais, sistemas complementares &agrave; rede el&eacute;trica, de    seguran&ccedil;a, etc). Como se pode perceber, a efici&ecirc;ncia global da    combina&ccedil;&atilde;o etanol, hidrog&ecirc;nio e ve&iacute;culos com c&eacute;lulas    a combust&iacute;vel est&aacute; por volta de 40%, quase o dobro daquela verificada    nos ve&iacute;culos com motores de combust&atilde;o interna a &aacute;lcool    (cerca de 25%), sendo que em todo seu ciclo de produ&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o h&aacute; praticamente nenhuma emiss&atilde;o de poluentes.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a15img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Portanto a associa&ccedil;&atilde;o do etanol e do hidrog&ecirc;nio    representa a forma mais eficiente e menos impactante de utiliza&ccedil;&atilde;o    desse biocombust&iacute;vel, praticamente dobrando sua disponibilidade para    substitui&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis n&atilde;o renov&aacute;veis    em todo mundo, o que poder&aacute; significar para o Brasil, al&eacute;m da    posi&ccedil;&atilde;o de maior produtor, tamb&eacute;m a de maior exportador    de energia renov&aacute;vel do mundo.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><b>Ennio Peres da Silva</b><i>    <br>   &eacute; coordenador do Laborat&oacute;rio de Hidrog&ecirc;nio    <br>   (LH2) da Unicamp e pesquisador do Centro Nacional de Refer&ecirc;ncia em    <br>   Energia do Hidrog&ecirc;nio (Ceneh)</i></font></P>      ]]></body>
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