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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a19img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="4"><b>ORIGEM DAS ESP&Eacute;CIES</b></font></P>     <P><font size="4"><b>PESQUISADORES RECUPERAM PASSAGEM DE CHARLES DARWIN    PELO BRASIL</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A Semana Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia deste ano, organizada    pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT), que acontece entre    20 a 26 de outubro, escolheu como tema "Evolu&ccedil;&atilde;o e Diversidade",    tendo como pano de fundo a comemora&ccedil;&atilde;o dos 150 anos da teoria    da evolu&ccedil;&atilde;o por meio da sele&ccedil;&atilde;o natural de autoria    do naturalista ingl&ecirc;s Charles Darwin. Animados por esse contexto, um grupo    de pesquisadores est&aacute; refazendo o caminho que Darwin percorreu em solo    brasileiro, especialmente no Rio de Janeiro, onde o cientista permaneceu mais    tempo, ao todo 93 dias, em 1832. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),    Fiocruz, Jardim Bot&acirc;nico, Museu Nacional e Universidade Federal Fluminense    (UFF), s&atilde;o algumas das institui&ccedil;&otilde;es envolvidas no projeto    que deve resultar na publica&ccedil;&atilde;o de um livro com trechos de di&aacute;rios,    artigos e cartas de Darwin que fazem refer&ecirc;ncia ao Brasil. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a19img02.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Outra id&eacute;ia &eacute; colocar marcos, como placas e pain&eacute;is,    nos pontos mais importantes do trajeto da excurs&atilde;o e em alguns locais    importantes nos quais ele esteve no Rio e em Salvador. "Queremos fazer    folders sobre o trajeto inteiro. Possivelmente ser&atilde;o produzidos tamb&eacute;m    document&aacute;rios para a TV. A id&eacute;ia &eacute; produzir um roteiro    cient&iacute;fico-tur&iacute;stico", disse Ildeu de Castro Moreira, diretor    do Departamento de Populariza&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    do MCT. A equipe usa como refer&ecirc;ncia os relatos de Darwin feitos em seus    cadernos de anota&ccedil;&atilde;o, no seu livro sobre a viagem no H.M.S. Beagle,    navio da miss&atilde;o explorat&oacute;ria inglesa, em cartas e mapas da &eacute;poca.    Segundo Moreira, j&aacute; foram identificados v&aacute;rios locais e fazendas    pelos quais o naturalista passou na excurs&atilde;o at&eacute; Maca&eacute;.    "Duas das fazendas est&atilde;o de p&eacute; e s&atilde;o muito bonitas:    a de Itaocaia, entre Niter&oacute;i e Marica, e a de Campos Novos, em Cabo Frio.    Estamos tamb&eacute;m mapeando as excurs&otilde;es, passeios e visitas feitas    por Darwin na cidade do Rio de Janeiro: Centro, Botafogo, Flamengo, Praia Vermelha,    Santa Teresa, Corcovado, Igreja da Penha, Pal&aacute;cio de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o,    Lagoa, Ipanema, Leblon, Jardim Bot&acirc;nico, Horto", conta.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a19img03.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>DESAFIOS</b> Darwin n&atilde;o &eacute; muito expl&iacute;cito    ao se referir ao nome de muitos lugares, em especial dos locais nos quais se    hospedou. Essa &eacute; a principal dificuldade na an&aacute;lise desse material.    A grafia dos nomes est&aacute; tamb&eacute;m freq&uuml;entemente incorreta j&aacute;    que ele n&atilde;o sabia portugu&ecirc;s. Por outro lado, &eacute; freq&uuml;ente    a mudan&ccedil;a no nome dos lugares, da&iacute; a necessidade de utilizar os    mapas da &eacute;poca. J&aacute; os nomes das pessoas que interagiram com ele    eram, geralmente, grafados de forma reduzida e erradamente. </font></P>     <p><font size="3">Durante sua perman&ecirc;ncia no pa&iacute;s reuniu grande n&uacute;mero    de insetos, cuja variedade e an&aacute;lises sobre estrat&eacute;gias de ataque    lhe chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para a disputa pelo ambiente e para a lei    do mais forte. "N&atilde;o resta d&uacute;vida que a extraordin&aacute;ria    biodiversidade de nossa natureza tropical, o exame de f&oacute;sseis pr&eacute;-hist&oacute;ricos    na Argentina, o estudo da geologia da Am&eacute;rica do Sul e a an&aacute;lise    de animais em ilhas isoladas, como em Gal&aacute;pagos &#91;Equador&#93;, foram fatores    decisivos que levaram Darwin a se questionar sobre a origem das esp&eacute;cies    e a buscar uma hip&oacute;tese que a explicasse", ressalta Moreira. Na    introdu&ccedil;&atilde;o da <i>Origem das esp&eacute;cies</i> Darwin escreveu:    "Quando eu estava a bordo do H.M.S. Beagle, como naturalista, fiquei muito    impressionado com certos fatos na distribui&ccedil;&atilde;o dos habitantes    da Am&eacute;rica do Sul e com as rela&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas dos    habitantes presentes com os do passado, naquele continente. Esses fatos, me    parecia, poderiam lan&ccedil;ar alguma luz sobre a origem das esp&eacute;cies    – aquele mist&eacute;rio dos mist&eacute;rios, como foi chamado por um de nossos    maiores fil&oacute;sofos". </font></P>     <p><font size="3">O projeto prev&ecirc; ainda a mobiliza&ccedil;&atilde;o de cientistas    e historiadores para debaterem sobre os aspectos geol&oacute;gicos, biol&oacute;gicos    e sociais observados por Charles Darwin no Brasil. Chama aten&ccedil;&atilde;o    em seus di&aacute;rios as refer&ecirc;ncias que faz aos brasileiros: desprez&iacute;veis    e miser&aacute;veis – e o horror em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    a que eram submetidos os escravos. "Dou gra&ccedil;as a Deus e espero nunca    mais visitar um pa&iacute;s de escravos", disse ele.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>      ]]></body>
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