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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n4/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A ARTE DOS &Iacute;NDIOS E A ARTE CONTEMPOR&Acirc;NEA</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Regina Polo M&uuml;ller</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5>O</font> pensar sobre a arte nas sociedades ind&iacute;genas    pode ser situado no cen&aacute;rio da arte contempor&acirc;nea, quando se toma    particularmente alguns de seus aspectos, como o movimento de ruptura dos sistemas    de h&aacute;bitos que a arte conceitual e a arte da performance instauraram,    as tentativas de reflex&atilde;o sobre quest&otilde;es sociais que as artes    contempor&acirc;neas realizam e as fun&ccedil;&otilde;es que assumiram nas defini&ccedil;&otilde;es    de identidade, transculturalmente e interculturalmente. Vemos, nos dias de hoje,    artistas fazendo incurs&otilde;es no meio social, seja mapeando sua realidade,    seja produzindo a partir de sua rela&ccedil;&atilde;o com ela. Vimos, enfim,    no s&eacute;culo XX, a arte tomar a cultura toda como refer&ecirc;ncia, quando    antes e a partir da Renascen&ccedil;a existia como campo separado da mesma.</font></p>     <p><font size="3">Aqui, ser&atilde;o realizadas algumas aproxima&ccedil;&otilde;es    entre linguagens e conceitos da produ&ccedil;&atilde;o da arte contempor&acirc;nea    e das artes ind&iacute;genas, na atualidade, a partir de alguns exemplos, com    &ecirc;nfase nos rituais dos Asurin&iacute; do Xingu, povo tupi&#45;guarani, Terra    Ind&iacute;gena Koatinemo, estado do Par&aacute;. Contatados em 1971, s&atilde;o    atualmente 130 indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="3">Antes de mais nada, d&aacute;&#45;se j&aacute; como superada a quest&atilde;o    da defini&ccedil;&atilde;o de arte e crit&eacute;rios para se definir objetos    e demais manifesta&ccedil;&otilde;es expressivas como arte no &acirc;mbito das    culturas ind&iacute;genas. Entendemos, para resumir e simplificar um problema    complexo, que a busca est&eacute;tica regulada por padr&otilde;es e estilos    e a natureza provocadora de processos de conhecimento e reflexividade, presentes    nessas manifesta&ccedil;&otilde;es, permitem aproxim&aacute;&#45;la da produ&ccedil;&atilde;o    art&iacute;stica contempor&acirc;nea ocidental.</font></p>     <p><font size="3">Observo, primeiramente, que, como demonstraram outros estudiosos    (1;2), a arte contempor&acirc;nea que abandona o estatuto de arte como "dom&iacute;nio    aut&ocirc;nomo de julgamento humano" e como "um fim em si mesmo", plasmado    da Renascen&ccedil;a ao Iluminismo, dirige seu interesse &agrave;s pr&aacute;ticas    art&iacute;sticas de sociedades ind&iacute;genas por seu car&aacute;ter integrado    nos diversos dom&iacute;nios da vida social e sua natureza m&uacute;ltipla,    ativa, participante e coletiva.</font></p>     <p><font size="3">A no&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncia (3), a partir da qual    se entende que nas artes ind&iacute;genas, objetos e demais manifesta&ccedil;&otilde;es    expressivas s&atilde;o mais para provocarem estados e processos de conhecimento    e reflexividade bem como transforma&ccedil;&otilde;es sociais ou ontol&oacute;gicas    do que para serem contempladas, vem mais diretamente auxiliar no estabelecimento    de analogias com as manifesta&ccedil;&otilde;es da arte conceitual e da arte    da performance e, desse modo, contribuir para explorarmos a id&eacute;ia de    contemporaneidade na arte ind&iacute;gena. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Por outro lado, os aspectos que privilegio para relacionar ritual    e arte da performance s&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o de dialogia e o car&aacute;ter    processual/experiencial presentes em ambos. Do car&aacute;ter processual/experiencial,    destaco a reflexividade inerente &agrave; performance em geral ("cultural",    nos termos de Singer, 4) para cotej&aacute;&#45;la &agrave; pr&aacute;tica reflexiva    definidora, por exemplo, do "programa ambiental" de H&eacute;lio Oiticica.    Segundo Favaretto (5), "(...) o ambiental &eacute; uma pr&aacute;tica reflexiva;    estrutura&#45;se como ret&oacute;rica (da a&ccedil;&atilde;o e do movimento),    aproximando&#45;se dos relatos e dos mitos. As opera&ccedil;&otilde;es ambientais    evidenciam a produ&ccedil;&atilde;o como significativa: n&atilde;o o constitu&iacute;do,    o processo de constitui&ccedil;&atilde;o, dessublimando&#45;se as experi&ecirc;ncias"    ( p.128; 5).</font></p>     <p><font size="3">A participa&ccedil;&atilde;o como elemento desse processo fundamental    de constitui&ccedil;&atilde;o do significado remete &agrave; concep&ccedil;&atilde;o    do artista tal como colocada por Favaretto a respeito das propostas de Oitica,    segundo a qual n&atilde;o &eacute; ele um "criador de objetos para a contempla&ccedil;&atilde;o...    se torna um motivador para a cria&ccedil;&atilde;o... Esse deslocamento aponta    para uma nova inscri&ccedil;&atilde;o do est&eacute;tico: a arte como interven&ccedil;&atilde;o    cultural. Seu campo de a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; o sistema de arte,    mas a vision&aacute;ria atividade coletiva que intercepta subjetividade e significa&ccedil;&atilde;o    social. A anti&#45;arte, entendida como s&eacute;rie de proposi&ccedil;&otilde;es    para a cria&ccedil;&atilde;o, tem, pois, como princ&iacute;pio a participa&ccedil;&atilde;o"    (p.124; 5).</font></p>     <p><font size="3">Poder&#45;se&#45;ia pensar, a partir desse exemplo comparativo,    que o xam&atilde; assim como o artista s&atilde;o "motivadores" da "experi&ecirc;ncia    formativa", seja esta entendida como a&ccedil;&atilde;o reflexiva na avalia&ccedil;&atilde;o    da exist&ecirc;ncia, seja como interven&ccedil;&atilde;o cultural.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n4/a17img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No ritual <I>marak&aacute; </I>dos Asurin&iacute;, realizado    pelo xam&atilde; e outros participantes, homens e mulheres, traz&#45;se &agrave;    aldeia atrav&eacute;s do canto e dan&ccedil;a, esp&iacute;ritos e divindades    &#150; seres habitantes de diversos planos c&oacute;smicos. O ritual &eacute;    express&atilde;o, em todos os atos que desenvolve, do contato &iacute;ntimo    e ao mesmo tempo amb&iacute;guo, com esses seres: dan&ccedil;a&#45;se com eles,    fuma&#45;se junto, oferece&#45;se a comida, mas tamb&eacute;m se mant&eacute;m    com rela&ccedil;&atilde;o a eles, o mesmo comportamento que se tem com a presa    animal, tentando&#45;se peg&aacute;&#45;la agressivamente. Os ru&iacute;dos    que o xam&atilde; faz, seus gestos de pegar algo no ar, seus gemidos dentro    da <I>tukaia </I>(cabana de folhas para onde s&atilde;o atra&iacute;dos os esp&iacute;ritos),    demonstram essa rela&ccedil;&atilde;o de conflito. Essa experi&ecirc;ncia de    intimidade com os esp&iacute;ritos &eacute; vivida pelo xam&atilde;, seus assistentes    e mulheres jovens que cantam e dan&ccedil;am, acompanhando&#45;o. A maneira    pela qual a dan&ccedil;a se realiza manifesta essa participa&ccedil;&atilde;o    conjunta do contato com os esp&iacute;ritos: todos os corpos se tocando, um    abra&ccedil;ado ao outro, e, quando h&aacute; duas filas, o assistente abra&ccedil;a&#45;se    numa cantora com uma m&atilde;o e, com a outra, toca o corpo do xam&atilde;,    a sua frente. Se, de um lado, est&aacute; presente uma legi&atilde;o de esp&iacute;ritos    (s&atilde;o v&aacute;rios os que v&ecirc;m &agrave; cabana <I>tukaia</I>), de    outro, os humanos tamb&eacute;m participam coletivamente, num bloco de corpos,    marcando sua "humanidade" comum. E dan&ccedil;ando em grupo em frente &agrave;    cabana, op&otilde;em&#45;se a eles que est&atilde;o a&iacute; hospedados. </font></p>     <p><font size="3">O contato entre humanos e esp&iacute;ritos realiza&#45;se, mas &eacute;    amea&ccedil;ador. H&aacute; conflito e ambig&uuml;idade nas rela&ccedil;&otilde;es    entre esp&iacute;ritos e humanos. Para os demais humanos, n&atilde;o&#45;xam&atilde;s,    a participa&ccedil;&atilde;o no ritual &eacute; perigosa, mas inevit&aacute;vel:    a participa&ccedil;&atilde;o do assistente e das jovens dan&ccedil;arinas realiza    a comunh&atilde;o humanos&#45;esp&iacute;ritos.</font></p>     <p><font size="3">Estamos tratando aqui de uma no&ccedil;&atilde;o fundamental    na cosmologia Asurin&iacute; para a compreens&atilde;o dos seres e do pr&oacute;prio    pensamento sobre universo: a concomit&acirc;ncia de planos c&oacute;smicos,    isto &eacute;, h&aacute; planos concomitantes de exist&ecirc;ncia dos seres.    Essa concomit&acirc;ncia &eacute; vivenciada pelo xam&atilde; Asurin&iacute;    que se metamorfoseia em um ser sobrenatural, tornando&#45;se um deles. Ao mesmo    tempo, permanece humano, ambival&ecirc;ncia que, como vimos, se encontra na    a&ccedil;&atilde;o ritual. Por meio da metamorfose do xam&atilde;, organizam&#45;se    rela&ccedil;&otilde;es entre humanos e esp&iacute;ritos, isto &eacute;, entre    seres diferentes, princ&iacute;pio ordenador da sociedade, garantindo&#45;se nessa    a&ccedil;&atilde;o a operacionaliza&ccedil;&atilde;o desse princ&iacute;pio    estruturante da sociedade. Nessa a&ccedil;&atilde;o, a pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o    entre o <I>performer</I> e o espectador (os demais membros do grupo, entre eles    os que assistem e os que participam da performance) faz parte da significa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Entendo que a reflex&atilde;o sobre a experi&ecirc;ncia ritual    &eacute; esclarecedora de outras experi&ecirc;ncias com car&aacute;ter de "drama    pl&aacute;stico", experi&ecirc;ncia sens&iacute;vel que se fundamenta na &eacute;tica    e na est&eacute;tica constituindo&#45;se modelo para a cren&ccedil;a ou, ainda    segundo o mesmo autor dessa defini&ccedil;&atilde;o, "conte&uacute;dos    simb&oacute;licos que incorporam <I>ethos</I> e <I>eidos</I>" (6). Esta defini&ccedil;&atilde;o,    a meu ver, se aplica tanto a rituais ind&iacute;genas quanto &agrave; forma    contempor&acirc;nea ocidental de experi&ecirc;ncia art&iacute;stica, a arte    da performance, pois assim como o ritual atualiza conte&uacute;dos cosmol&oacute;gicos    estruturantes da sociedade, por meios est&eacute;ticos de representa&ccedil;&atilde;o,    a performance art&iacute;stica, igualmente por meios est&eacute;ticos, atualiza    conte&uacute;dos do universo individual do artista em sua rela&ccedil;&atilde;o    com o meio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Da antropologia da performance, tomo outras refer&ecirc;ncias    te&oacute;ricas para dar continuidade &agrave;s compara&ccedil;&otilde;es. De    acordo com Turner (7), o ritual ind&iacute;gena pode ser compreendido como o    modo pelo qual um complexo de a&ccedil;&otilde;es perform&aacute;ticas e meios    de comunica&ccedil;&atilde;o sensorial, visual e sonora, de grande variabilidade,    faz emergir significados que permitem o exerc&iacute;cio da reflexividade sobre    a experi&ecirc;ncia social, a "parede de espelhos" a que se refere Turner.    A dimens&atilde;o est&eacute;tica do ritual se encontra, deste ponto de vista,    no entendimento de que sua rela&ccedil;&atilde;o com um sistema social ou configura&ccedil;&atilde;o    cultural n&atilde;o &eacute; de meramente refleti&#45;los ou express&aacute;&#45;los,    unidirecionalmente, mas sim de reciprocidade e reflexividade. A grande variabilidade    de a&ccedil;&atilde;o e de meios de comunica&ccedil;&atilde;o produzem um conjunto    de mensagens sutilmente vari&aacute;veis, resultando numa "parede de espelhos&#45;espelhos    m&aacute;gicos, cada qual interpretando bem como refletindo as imagens lan&ccedil;adas    nela, e emitidas de um para outro" (p. 24; 7).</font></p>     <p><font size="3">Da perspectiva da antropologia da performance, acrescento ainda    o car&aacute;ter l&uacute;dico que o ritual e a arte da performance compartilham.    Em ambos, a a&ccedil;&atilde;o e a express&atilde;o corporal tomam a cena, o    "meio torna&#45;se a mensagem" mas &eacute;, ao mesmo tempo, o agente transformador.    Assim ocorre com o estado de transe do xam&atilde;, resultado da dan&ccedil;a    e canto (respira&ccedil;&atilde;o e movimento), cuja forma est&eacute;tica presentifica    o ser metamoforseado, bem como com a incorpora&ccedil;&atilde;o de personagens    m&iacute;ticos no ritual cosmog&ocirc;nico. Ao lado da fisicalidade constitutiva    da performance, esta mesma forma &eacute; o simulacro do eu, a experi&ecirc;ncia    de que elementos que s&atilde;o <I>not me</I> se tornem <I>me</I> sem perder    sua <I>not me&#45;ness</I>. A maneira pela qual "eu" e "n&atilde;o&#45;eu",    o perfomer e a coisa a ser performada, s&atilde;o transformados em "n&atilde;o...n&atilde;o&#45;eu"    &eacute; atrav&eacute;s do laborat&oacute;rio/ensaio/processo ritual. Este processo    ocorre num tempo/espa&ccedil;o liminar e no modo subjuntivo" (p.112; 8).</font></p>     <p><font size="3">Podemos dizer que nos rituais xaman&iacute;sticos dos Asurin&iacute;    do Xingu, o movimento do corpo esteticamente organizado, a dan&ccedil;a, conforma    &#150; d&aacute; forma &#150; a manifesta&ccedil;&atilde;o da personagem (o esp&iacute;rito    presente) bem como &agrave;s a&ccedil;&otilde;es dos demais personagens da trama    c&oacute;smica, fundada na rela&ccedil;&atilde;o de alteridade. Deste tr&acirc;nsito    entre planos e da troca entre seres depende a ordem do cosmo, a sua reprodu&ccedil;&atilde;o    e, consequentemente, a sobreviv&ecirc;ncia dos humanos.</font></p>     <p><font size="3">No ritual cosmog&ocirc;nico das flautas <I>Tur&eacute;</I>,    os personagens incorporados na a&ccedil;&atilde;o perform&aacute;tica, desenvolvida    pelas dan&ccedil;as e cerim&ocirc;nias, s&atilde;o o morto e o matador, dos    <I>scripts</I> dos mitos de origem. Os tocadores desempenham a fun&ccedil;&atilde;o    de executar a m&uacute;sica (tocando e dan&ccedil;ando) que, juntamente com    o choro ritual, afastam os mortos para sempre da vida dos vivos, garantindo    a ordem c&oacute;smica de separa&ccedil;&atilde;o e conviv&ecirc;ncia entre    seres diferentes. </font></p>     <p><font size="3">O cortejo liderado pelo personagem/papel ritual do <I>Kavara</I>,    tocador de flauta, que se inicia na casa dos visitantes tocadores de flauta,    dirige&#45;se &agrave; casa comunal e retorna &agrave; casa dos visitantes, pode    ser interpretado como a transmuta&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica do guerreiro    (o matador) para o representante do morto (o sobrevivente <I>Kavara</I>), sintetizando,    na a&ccedil;&atilde;o perform&aacute;tica, um princ&iacute;pio da cosmologia    e ontologia Asurin&iacute;. O guerreiro &eacute; o outro lado da moeda: no ritual,    o guerreiro &eacute; tatuado e o morto &eacute; chorado. A tatuagem separa substancialmente    o matador da v&iacute;tima, com a extra&ccedil;&atilde;o do sangue de seu corpo    e o choro ritual sobre a sepultura, separa cosmicamente o morto e o vivo. A    a&ccedil;&atilde;o ritual &#150; cortejos, dan&ccedil;as e ritos cerimoniais &#150; que    se desenvolve entre a casa comunal e a casa dos visitantes realiza, de um lado,    a passagem entre esferas c&oacute;smicas e estados ontol&oacute;gicos e, de    outro, estabelece rela&ccedil;&otilde;es entre estes n&iacute;veis: vivos e    mortos, humanos e esp&iacute;ritos, Asurin&iacute; atuais e ancestrais. </font></p>     <p><font size="3">Entendidos como manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas,    os rituais constituem experi&ecirc;ncias est&eacute;ticas atrav&eacute;s das    quais essa sociedade realiza a forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos,    a transmiss&atilde;o de saberes, o conhecimento da cosmologia e a possibilidade    de se vivenciar a exist&ecirc;ncia em diferentes planos do cosmo.</font></p>     <p><font size="3">Como "performance cultural", os rituais aqui descritos    constituem performances c&ecirc;nicas esteticamente estruturadas &#150; incluindo    meios n&atilde;o lingu&iacute;sticos como a m&uacute;sica, a dan&ccedil;a, a    arte teatral e as artes visuais &#150; atrav&eacute;s das quais conte&uacute;dos    dados da cultura (no&ccedil;&otilde;es e valores), a tradi&ccedil;&atilde;o    ou o passado s&atilde;o reelaborados, numa "(...) avalia&ccedil;&atilde;o do    modo pelo qual a sociedade lida com a hist&oacute;ria" (4). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Regina Polo M&uuml;ller</b> &eacute; antrop&oacute;loga    com p&oacute;s&#45;doutoramento no Departamento de Performance Studies da Universidade    de Nova York, livre&#45;docente em antropologia da dan&ccedil;a pela Universidade    Estadual de Campinas. Foi curadora da exposi&ccedil;&atilde;o "Br&eacute;sil    indien, les arts des am&eacute;rindiens du Br&eacute;sil" no Ano do Brasil na    Fran&ccedil;a, em 2005, Paris, e curadora associada da Mostra do Redescobrimento,    M&oacute;dulo "Artes Ind&iacute;genas", em 2000, S&atilde;o Paulo.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Dias, J.A.B.F. 2000. "Arte, arte &iacute;ndia, artes    ind&iacute;genas". In Mostra do redescobrimento, Brasil 500 anos &eacute;    mais. Vol. Artes Ind&iacute;genas. S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o    Bienal de S&atilde;o Paulo. 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044878&pid=S0009-6725200800040001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Lagrou, E.&#150; "L'art des indiens du Br&eacute;sil. Alterit&eacute;,    'authenticit&eacute;' et 'pouvoir actif'". In: Br&eacute;sil indien, les    arts des am&eacute;rindiens du Br&eacute;sil. Paris: R&eacute;union des Mus&eacute;es    Nationaux. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044880&pid=S0009-6725200800040001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Gell, A 1998, Art and agency. An anthropological theory,    Oxford, Clarendon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044882&pid=S0009-6725200800040001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Singer, M. apud Turner, V.W. The anthropology of performance.    New York: PAJ Publications. 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044884&pid=S0009-6725200800040001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">5. Favaretto, C. A inven&ccedil;&atilde;o de H&eacute;lio Oiticica.    S&atilde;o Paulo: Edusp. Texto&amp;Arte 6.1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044886&pid=S0009-6725200800040001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Geertz, C. A interpreta&ccedil;&atilde;o das culturas. Rio    de Janeiro:Zahar Editores. 1978</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044888&pid=S0009-6725200800040001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="3">7. Turner, V.W. The anthropology of performance. New York: PAJ    Publications. 1988.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044889&pid=S0009-6725200800040001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="3">8. Schechner, R. Between theater and anthropology. Philadelphia:    University of Pennsylvania Press. 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044890&pid=S0009-6725200800040001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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