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</front><body><![CDATA[ <p><font size="3"><b>INSTITUO INHOTIM</b></font></P>     <P><font size="3"><b><SMALL>IMPORTANTE ACERVO DE ARTE CONTEMPOR&Acirc;NEA EM</small>    B<SMALL>RUMADINHO</small></b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Um museu de arte contempor&acirc;nea em meio a um parque ambiental    ou uma extensa cole&ccedil;&atilde;o bot&acirc;nica abrigando pavilh&otilde;es    para exposi&ccedil;&atilde;o de artistas. Assim &eacute; o Instituto Inhotim,    onde a intera&ccedil;&atilde;o entre arte e natureza resulta em um complexo    museol&oacute;gico &uacute;nico e original. Localizado na cidade de Brumadinho,    a 60 quil&ocirc;metros de Belo Horizonte (MG), o instituto se diferencia pelo    modo pelo qual as obras est&atilde;o expostas. As exposi&ccedil;&otilde;es permanentes    est&atilde;o espalhadas por um imenso jardim com 45 hectares e cinco lagos ornamentais,    cujo projeto paisag&iacute;stico inicial foi sugerido por Roberto Burle Max.    N&atilde;o existe um percurso pr&eacute;&#45;definido, o que permite ao visitante    fazer suas op&ccedil;&otilde;es ou, simplesmente, passear no Parque Tropical    admirando uma das maiores cole&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies tropicais    raras e ainda uma reserva nativa de Mata Atl&acirc;ntica. </font></P>     <p><font size="3">A maioria das obras est&aacute; em pavilh&otilde;es com salas    expositivas mais tradicionais, no entanto, eles est&atilde;o inseridos num jardim,    que pode ser visto atrav&eacute;s de paredes envidra&ccedil;adas. "H&aacute;    obras excelentes, efetivamente instaladas no meio do jardim, o que contribui    enormemente para valoriz&aacute;&#45;las", conta Agnaldo Farias, professor    da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&atilde;o Paulo    (USP) e especialista em arte contempor&acirc;nea. Esse conceito diferente de    expor arte e natureza leva um p&uacute;blico variado ao Inhotim. Entre eles    curadores de arte, historiadores, bi&oacute;logos, bot&acirc;nicos e paisagistas,    mas o objetivo principal que norteou a abertura do espa&ccedil;o ao p&uacute;blico    foi discutir grandes quest&otilde;es da contemporaneidade por meio da arte.    "E a arte contempor&acirc;nea &eacute;, essencialmente, um instrumento    pol&iacute;tico de contesta&ccedil;&atilde;o, um meio de dessacralizar a pr&oacute;pria    arte," acredita Ana L&uacute;cia Gazzola, diretora executiva do Instituto    Inhotim. "A cidadania plena e o desenvolvimento sustent&aacute;vel tem    que incluir a frui&ccedil;&atilde;o cultural", completa.</font></P>     <p><font size="3"><b>PARQUE PARTICULAR</b> A ideia do museu nasceu por conta do    interesse do empres&aacute;rio mineiro Bernardo Paz em arte contempor&acirc;nea,    alimentado por sua amizade com o artista pernambucano Tunga. Paz come&ccedil;ou    a formar o acervo nos anos 1980 comprando pinturas, esculturas, desenhos, fotografias,    v&iacute;deos e instala&ccedil;&otilde;es que eram guardadas em seu s&iacute;tio,    na cidade de Brumadinho. "Com o tempo, percebi que tudo aquilo transcendia    &agrave; posse individual e tinha um valor como conjunto de acervo bot&acirc;nico    e de arte que deveriam se tornar um patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. Abri a    cole&ccedil;&atilde;o como um parque particular, primeiro atrav&eacute;s de    visitas agendadas e em seguida ao grande p&uacute;blico", conta o empres&aacute;rio.    No ano passado o instituto recebeu mais de 100 mil visitantes. H&aacute; obras    de artistas brasileiros como H&eacute;lio Oiticica, Cildo Meireles e Vik Muniz,    al&eacute;m de estrangeiros como os norte&#45;americanos Paul MacCarthy e Dan Graham    e o chin&ecirc;s Zhang Huan, componho um acervo de cerca de 500 obras de mais    de 100 artistas. </font></P>     <p><font size="3">A combina&ccedil;&atilde;o de artistas nacionais e internacionais    no acervo &eacute; a chave para transformar Inhotim em refer&ecirc;ncia em arte    contempor&acirc;nea no Brasil. "O instituto &eacute;, atualmente, a &uacute;nica    institui&ccedil;&atilde;o que est&aacute; adquirindo obras relevantes de artistas    internacionais igualmente relevantes", lembra Farias. Segundo ele, o &uacute;ltimo    museu a fazer isso foi o MAC&#45;USP, nos anos 1970, sob a forma de aquisi&ccedil;&atilde;o    de pr&ecirc;mios da Bienal de S&atilde;o Paulo. "Cabe salientar que as    aquisi&ccedil;&otilde;es de obras nacionais feitas pelo Instituto Inhotim s&atilde;o    igualmente not&aacute;veis, tanto pela qualidade quanto pela quantidade",    complementa. S&oacute; no ano passado, 150 obras foram acrescidas ao acervo.    Atualmente, a maior parte dos recursos adv&eacute;m do patrim&ocirc;nio pessoal    do empres&aacute;rio, mas h&aacute; tamb&eacute;m investimentos de empresas.    Isso se tornou poss&iacute;vel depois que o Inhotim se tornou uma Organiza&ccedil;&atilde;o    da Sociedade Civil de Interesse P&uacute;blico (Oscip) e pode passar a apresentar    projetos &agrave;s leis de incentivo &agrave; cultura, tanto estaduais como    federal. "Quanto mais p&uacute;blico o Instituto Inhotim tem se tornado,    mais tem aumentado a capacidade de atrair patrocinadores, desde empresas at&eacute;    pessoas que podem colaborar de diversas formas. O objetivo &eacute; garantir    a sustentabilidade do Inhotim atrav&eacute;s de instrumentos de financiamento    de longo prazo e realmente deixar este conjunto como um legado &agrave; sociedade",    adianta Paz.</font></P>     <p><font size="3"><b>TODOS OS SENTIDOS</b> Muitos artistas visitam o local antes    de conceber seus trabalhos. Com isso, eles criam obras especialmente para o    instituto e, algumas vezes, o projeto paisag&iacute;stico &eacute; feito depois,    para complementar a obra. "A obra de arte se alimenta da rela&ccedil;&atilde;o    com o contexto e, geralmente, utiliza v&aacute;rios sentidos &#150; olfato, vis&atilde;o,    tato &#150; para sua aprecia&ccedil;&atilde;o. A arquitetura dialoga com as obras,    assim como com o meio ambiente", explica Ana L&uacute;cia. A grande &aacute;rea    dispon&iacute;vel permite renova&ccedil;&atilde;o constante. Em 2008, por exemplo,    duas novas galerias foram constru&iacute;das, uma dedicada &agrave; obra da    artista colombiana Doris Salcedo e outra especialmente para receber obras e    uma instala&ccedil;&atilde;o da artista pl&aacute;stica carioca Adriana Varej&atilde;o.    A artista participou da conceitua&ccedil;&atilde;o do projeto arquitet&ocirc;nico.    </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n2/a23img01.jpg"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Este ano, por meio de uma parceria com a Ferrous, multinacional    da &aacute;rea de minera&ccedil;&atilde;o, o Inhotim vai construir o Centro    de Pesquisa e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental. O centro fornecer&aacute; infra&#45;estrutura    para o desenvolvimento de projetos em &aacute;reas cient&iacute;ficas como geomorfologia,    climatologia, estudos de flora, fauna, hidrologia e solos. O centro ter&aacute;    tamb&eacute;m um espa&ccedil;o interativo. A parte externa ter&aacute; trilhas    ecol&oacute;gicas educativas para mostrar os pr&oacute;s e contras da rela&ccedil;&atilde;o    humana com a natureza e, na parte interna, ser&atilde;o constru&iacute;dos laborat&oacute;rios    onde os visitantes poder&atilde;o analisar materiais do acervo bot&acirc;nico    do parque, o segundo maior acervo no Brasil. O centro de pesquisa deve incorporar    ainda um museu de ci&ecirc;ncia. Para isso o instituto est&aacute; buscando    firmar parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo a    diretora do instituto, o conceito que norteia os programas educativos desenvolvidos    pelo museu &eacute; que os espa&ccedil;os culturais devem ser locais de forma&ccedil;&atilde;o.    "A inclus&atilde;o cultural &eacute; uma dimens&atilde;o necess&aacute;ria    da cidadania", defende Ana L&uacute;cia Gazolla. "Esta deve ser a    marca do cidad&atilde;o do s&eacute;culo XXI", finaliza. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>      ]]></body>

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