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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/notas.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b><a name="tx"></a>Um novo princípio auto-farmacológico    (Bradicinina) liberado do plasma sob a ação de venenos de cobra e da tripsina    (<a href="#nt"><sup>*</sup></a>)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="3">M. ROCHA E SILVA    <br>   WILSON T. BERALDO    <br>   Secção de Bioquímica e Farmacodinâmica (Instituto Biológico - São Paulo)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No curso de experiências (1) sôbre os efeitos produzidos pela    injeção do veneno de <i>Bothrops jararaca </i>em cães, foi possível demonstrar,    no sangue circulante, a presença de substância que produzia contração lenta    do intestino isolado de cobaia, suspenso em banho de Tyrode. O princípio assim    identificado era de origem endógena, porquanto o músculo apresentava-se completamente    dessensibilizado ao veneno; era, além disso, resistente à ação dos anti-histamínicos    (benadril, neoantergan, antistin, etc.) e à ação da atropina, o que permitia    excluir a possibilidade de se tratar de histamina ou de derivado da colina.    Experiências realizadas <i>in vitro </i>mostraram que a adição de pequenas doses    de veneno ao sangue desfibrinado, era de molde a gerar, ao fim de meio minuto    a um minuto de incubação a 37º, um princípio novo que produzia contração da    musculatura lisa do intestino isolado de cobaia, do intestino isolado de coelho,    do útero da rata e de outras musculaturas lisas experimentadas. As condições    para a demonstração dêsse novo agente farmacológico são as seguintes: suspenso    um fragmento de íleo de cobaia, em um banho de Tyrode de 7 cc. de capacidade,    mantido a 37º, por meio de termostato (uma das extremidades de fragmento do    intestino fixada ao fundo da cuba e a outra extremidade ligada a uma alavanca    isotônica e de inscrição frontal), a contração da musculatura lisa é registrada    em cilindro enfumaçado, de acôrdo com as técnicas habituais. A adição de 100    a 200<i>y </i>do veneno de jararaca ao banho, produz forte contração do intestino,    a qual resiste a sucessivas lavagens, caindo o tonus novamente ao normal, ao    fim de alguns minutos. Uma nova adição do veneno, produz nova contração, porém    muito menos intensa que a primeira; depois de repetidas lavagens o tonus volta    ao normal. Daí por diante, o intestino apresenta-se refratário (dessensibilizado)    a qualquer nova adição da mesma dose do veneno e mesmo a doses muitas vêzes    maiores do que a aplicada anteriormente. A explicação para êsse fato simples,    constitue a definição mesma da <i>auto-farmacologia, </i>expressão introduzida    por Sir Henry Dale (2) para designar fenômenos dessa natureza. No caso em questão,    a toxina do veneno não constitue o agente primário da ação farmacológica sôbre    a musculatura lisa, mas age <i>indiretamente </i>liberando, do próprio intestino    isolado, um princípio ativo (auto-farmacológico) o qual constitue o agente do    efeito observado, isto é, da contração da musculatura lisa do intestino isolado.    O estado refratário, ou de dissensibilização, resulta do esgotamento do princípio    ativo, liberado do próprio tecido animal. Fatos semelhantes, observados por    Kellaway (3) e por Feldberg e Kellaway (4) constituem a base para a interpretação    de inúmeros envenenamentos produzidos pelos venenos de cobra e de abelha, toxinas    bacterianas, fermentos proteolíticos do tipo da tripsina (5) e ainda o curioso    fenômeno da anafilaxia, sôbre o qual não entraremos aqui em detalhes. Entre    os princípios que têm sido identificados como liberados dos tecidos nessas condições,    figuram: a histamina, a acetil-colina, a adenosina e uma substância que produz    contração lenta do intestino isolado, a chamada <i>slow reacting substance </i>(S.    R. S.). O fenômeno por nós observado revelou um novo princípio, não descrito    anteriormente, e que é liberado do plasma ou do sangue total, sob a ação do    veneno de <i>Bothrops jararaca. </i>Em experiências ulteriores verificamos ainda    que a tripsina cristalina, fermento proteolítico, também liberta o novo princípio,    quando adicionada ao sangue desfribrinado. Êsse princípio novo foi designado    como <i>bradicinina </i>(de <i>brady </i>= lento e <i>kinesia </i>= movimento)    indicando tratar-se de princípio diferente da histamina e da acetil-colina,    e que produz lenta elevação do tonus, sobretudo quando adicionado em doses moderadas.    Apresenta analogias com a <i>slow reacting substance </i>mas é duvidoso que    tenha qualquer parentesco com a mesma: 1º) a S. R. S. nunca foi obtida a    partir do plasma sanguíneo; 2º) o veneno de <i>Naia naia </i>que libera    a S. R. S. da gema do ovo não libera bradicinina; 3º) a bradicinina, como    veremos adiante, é um polipéptido e é destruída pela ação ulterior do próprio    veneno e da tripsina; a S. R. S. nunca foi convenientemente isolada e, portanto,    nada se sabe sôbre a sua natureza ou comportamento em face de agentes proteolíticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A demonstração da existência da bradicinina pode ser feita de    maneira simples e elegante, tomando-se o intestino isolado de cobaia, préviamente    dessensibilizado ao veneno de <i>Bothrops jararaca. </i>Na maioria dos casos,    o sangue desfibrinado de cão ou de boi não contém qualquer princípio estimulante    da musculatura lisa e, portanto, pode ser adicionado ao banho sem que resulte    qual» quer efeito sôbre o mesmo. Portanto, o músculo mostra-se insensível    à ação do veneno e também do sôro ou do sangue total, quando adicionados isoladamente.    Quando os dois (veneno e sôro) são misturados prèviamente, incubados durante    1 minuto e adicionada a mistura ao banho de Tyrode, contendo o intestino isolado,    segue-se uma contração forte do intestino, como mostra a <a href="#fig01">figura    1</a>.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/a10fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O fenômeno curioso é que a incubação mais prolongada do sôro    com o veneno leva à destruição do princípio gerado, embora o músculo continue    a reagir a uma nova mistura de veneno e sôro, o que mostra que não se encontra    dessensibilizado ao agente ativo gerado naquelas condições. Como fenômenos semelhantes    são também observados com um fermento proteolítico (tripsina) e como os venenos    mais ativos são também os mais proteolíticos, foi admitida como provavel tratar-se    de um fenômeno de proteolise. Nesse caso, a liberação da bradicinina seria o    resultado da ruptura de uma ligação péptida e a sua destruição, o resultado    da ruptura de outras ligações péptidas nela existentes. Por outras palavras,    a bradicinina teria a constituição de um polipéptido (formado pela ligação,    em cadeia, de vários amino-ácidos), o qual, por sua vez, estaria ligado às proteínas    do plasma por uma ligação &#151; -CO-NH-. Trabalhos em andamento, realizados pela    nossa assistente Sylvia O. Andrade, usando a técnica de cromatografia em papel,    desenvolvida recentemente por Consden, Gordon e Martin (6) levaram à demonstração    de que a bradicinina é realmente um polipétido, aliás complexo, apresentando    pelo menos 8 a 10 resíduos de amino-ácidos.</font></p>     <p><font size="3">Para êsses trabalhos de análise cromatográfica, foi preciso    desenvolver uma técnica de purificação da bradicinina. Verificamos inicialmente    que o precursor da bradicinina (<i>bradicininógeno</i>) encontra-se na    fração globulina, precipitada pelo sulfato de amônio, entre 35 a 45 por cento    de saturação. Depois de precipitação pelo sulfato de amônio, o material é colhido    por centrifugação, redissolvido em mínimo de água distilada e dializado durante    60 horas, à temperatura ambiente, contra água corrente. Depois de diálise, as    globulinas totais são tratadas com 1/10 de volume de uma solução de veneno a    1/1000 (1 mgm por cc.); a mistura é incubada durante 2 a 3 minutos, a 37º e,    em seguida, despejada em dois volumes de alcool etílico em ebulição; depois    de 10 minutos, o material é filtrado em Buchner e o filtrado evaporado em vácuo    e o resíduo secado por tratamentos sucessivos pelo eter e pela acetona. O pó    colhido (bradicinina bruta) é então submetida a uma extração por ácido acético    glacial. O extrato acético, depois de centrifugado, é, então, tratado com oito    volumes de eter. O precipitado, colhido por centrifugação, apresenta atividade    equivalente a 4 vêzes a da bradicinina bruta. Êsse material, bem solúvel em    água sobretudo se a extração pelo ácido acético é repetida uma ou duas vêzes,    pode ser ainda purificado por uma ou duas extrações com alcool etílico a 80%    e ulterior precipitação com acetona. A bradicinina assim purificada, com atividade    12 a 15 vêzes à da bruta, apresenta-se como um pó ligeiramente amarelado e não    mais contém amino-ácidos livres. Pela hidrólise com ácido clorhídrico concentrado,    liberam-se os amino-ácidos, os quais estão sendo identificados pela cromatografia    em papel. Em experiências ainda em andamento, senhora Eline S. Prado, usando    coluna de óxido de alumínio, pôde elevar a atividade a 35 vêzes a do material    bruto.</font></p>     <p><font size="3">O material purificado, produz forte contração da musculatura    lisa, quando adicionado ao banho de Tyrode, na dose de 10 a 15 <i>y, </i>portanto,    numa concentração final de 1 a 2 por um milhão. Produz queda da pressão arterial    do coelho, gato e cão. Cêrca de cinco a dez mgms de material purificado, produz    queda prolongada da pressão arterial do coelho, de certo modo análoga à produzida    pelo veneno quando injetado na veia., Injetada em cobaia, na dose de 5 a 10    miligramos, em cobaia de 250 gramas de pêso. a bradicinina produz um quadro    curioso de morte que sobrevém ao fim de algumas horas, depois de prolongado    coma. O animal permanece 2 a 4 horas em decúbito lateral, respiração apenas    perceptível, e raros movimentos das patas dianteiras; os reflexos são progressivamente    abolidos, passando o animal, imperceptivelmente, do coma à morte. As quantidades    existentes no plasma normal são perfeitamente compatíveis com a possibilidade    da bradicinina constituir o intermediário último, ou mais importante, para a    produção do choque observado quando o veneno ou a tripsina cristalina são injetados    na veia. Não deixa de constituir um fato curioso que o agente causador da morte,    não seja o próprio veneno da cobra, mas exista préformado no organismo, esperando    por um fermento proteolítico para ser libertado e causar o choque.</font></p>     <p><font size="3">Um outro aspecto interessante do problema é o fato de que a    mesma globulina (bradicininógeno) que gera a bradicinina, quando em contacto    com o veneno, é a mesma fração que gera a hipertensina (hipertensinógeno), quando    em contacto com a renina. Portanto, a mesma fração do plasma possue, sob forma    inativa, os precursores de dois princípios de ação antagônica: um vaso-pressor    (hipertensina) e outro bipotensor (bradicinina), o que lembra situação semelhante    existente no lóbulo anterior da hipófise, o qual contém dois princípios de efeitos    bem distintos: a pitressina e a oxitocina, os quais dificilmente podem ser separados    pelos métodos extrativos comuns.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. ROCHA E SILVA, M., BERALDO, W. T. e ROSENFELD, G. &#151; <i>American    Journal of Physiology. Em curso de publicação. </i>(1949).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. DALE, H. H. &#151; <i>Bull. J. Hopkins Hosp. </i>53. 297 (1933).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. KELLAWAY, C. H. - <i>Brit. J. exp. Path. </i>10, 281 (1929).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. FELDBERG, W. <i>e </i>KELLAWAY. C. H. &#151; <i>Journal    Physiology. </i>90, 257 (1937).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. ROCHA E SILVA, M. &#151; <i>Arq. Inst, Biol. 9, </i>145 (1938)    e 10,93 (1939).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. CONSDEN, R., GORDON, A. H. <i>e </i>MARTIN, A. J. P. &#151; <i>Biochem.    Journ. </i>38, 224 (1944).    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><a name="nt"></a>(<a href="#tx">*</a>) O veneno de <b>Bothrops    jararaca </b>usado neste trabalho foi posto à nossa disposição pelo Instituto    Butantã. Devemos agradecer, ainda a Laborterápica S. A. o ter permitido a colaboração    da senhora Eline S. Prado, para a realização de experiências ainda em andamento.    Uma parte substancial das manipulações do plasma foi realizada pelo nosso técnico    Sr. Jaime Ferraz.</font></p>     <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe1/linha.gif"></font></p>      ]]></body><back>
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