<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252010000600005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pavan: o extravagante divulgador científico]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kreinz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Glória]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Osmir]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,PUC  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,USP  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>62</volume>
<numero>spe2</numero>
<fpage>14</fpage>
<lpage>15</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252010000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252010000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252010000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> <b>Pavan: o extravagante divulgador cient&iacute;fico </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Gl&oacute;ria Kreinz;  Osmir Nunes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Com Crodowaldo Pavan, a ci&ecirc;ncia era uma festa. O conhecimento era paix&atilde;o sem limites. Solit&aacute;rio, ainda h&aacute; pouco tempo, ia com alegria ao laborat&oacute;rio se divertir com as "bact&eacute;rias do bem", pouco se importando se aquele dia era domingo, feriado ou dia de Natal. Em seguida, procurava alguns dos in&uacute;meros amigos, outros cientistas, alunos, uma plateia, jornalistas e, sobretudo, o grupo do N&uacute;cleo Jos&eacute; Reis de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (NJR) para compartilhar suas extravag&acirc;ncias cient&iacute;ficas. A ci&ecirc;ncia para Pavan era acontecimento social e provoca&ccedil;&atilde;o para sua adrenalina mental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Exatamente um m&ecirc;s antes de falecer, em plena reuni&atilde;o no NJR - em que se comemorava o anivers&aacute;rio de algu&eacute;m do grupo e melhoras no seu estado de sa&uacute;de -, cobrou o andamento do seu grande projeto, que vinha sendo gestado desde meados do ano de 2008: montar um laborat&oacute;rio no B9, um dos pr&eacute;dios da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes (ECA) da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) em uma sala ao lado da sede do NJR. Quando faleceu, as bases do laborat&oacute;rio j&aacute; estavam sendo providenciados. N&atilde;o deu tempo de ele se mudar e ficar conosco o dia todo, como queria. Mas continua em mem&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Junto a essas provid&ecirc;ncias, estava em andamento um projeto para ser enviado ao CNPq e &agrave; Fapesp. Tratava-se do "Ci&ecirc;ncia ao vivo", uma pesquisa sobre as bact&eacute;rias no interior dos ovos de aves e replica&ccedil;&otilde;es de segmentos do embri&atilde;o, visando o estudo de c&eacute;lulas-tronco. Um projeto que envolvia ci&ecirc;ncia e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, digamos, em tempo real. A euforia pelo trabalho fora dada pelos resultados promissores que vinha obtendo nesses &uacute;ltimos anos nos seus trabalhos de laborat&oacute;rio no Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas (ICB-USP), mas Pavan n&atilde;o podia mais ficar por l&aacute;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Esse projeto era o coroamento da sua vida de cientista e divulgador cient&iacute;fico, que come&ccedil;ou com uma dupla da pesada da ci&ecirc;ncia e da divulga&ccedil;&atilde;o do Brasil: Andr&eacute; Dreyfus e Jos&eacute; Reis. Ali&aacute;s, o sonho teve como ponto de partida o filme <i>A hist&oacute;ria de Louis Pasteur</i>, com Paul Muni, produzido em 1935, que ele assistiu em 1937, no cine Metro, na Av. S&atilde;o Jo&atilde;o, na cidade de S&atilde;o Paulo. Por acaso, a dupla acima estava envolvida com o assunto que o filme lhe despertou. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Por sorte, logo depois de assistir o filme Pavan descobriu que, na semana seguinte, Dreyfus iria fazer uma palestra na Biblioteca Municipal sobre temas de biologia. Foi at&eacute; l&aacute;, aguardou o t&eacute;rmino da confer&ecirc;ncia. Disse ao mestre que queria ser igual ao Pasteur. Saiu de l&aacute; e foi fazer hist&oacute;ria natural na rec&eacute;m-fundada Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras (FFCL) da USP, por recomenda&ccedil;&atilde;o do professor. Dreyfus recomendou tamb&eacute;m, ao inquieto candidato a cientista, que assistisse &agrave;s reuni&otilde;es das sextas-feiras do Instituto Biol&oacute;gico e, l&aacute;, procurasse pelo amigo Jos&eacute; Reis, m&eacute;dico que conheceu nos tempos de Rio de Janeiro. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Com Jos&eacute; Reis, Pavan descobriu o bom papo sobre ci&ecirc;ncia e a amizade foi instant&acirc;nea, afinal, o novo amigo tinha algo em comum: um esp&iacute;rito comunicativo e perspicaz. Reis tinha apelidado aquela reuni&atilde;o, em que se discutia de tudo que era poss&iacute;vel na &aacute;rea cultural e cient&iacute;fica da &eacute;poca, de"sextaferina". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">O sonho juvenil de ser cientista acabou se consolidando naquele esp&iacute;rito irrequieto e &aacute;gil. Encantou-se com o universo multidisciplinar borbulhante que a FFCL da USP lhe proporcionou com a intera&ccedil;&atilde;o entre diversos conhecimentos que aprendeu a gostar nas sextaferinas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> A vida pol&iacute;tica passava ao largo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e do governo Vargas, no calor da discuss&atilde;o da Constituinte, seu amigo Jos&eacute; Reis come&ccedil;ou a escrever nas <i>Folhas </i>alguns esbo&ccedil;os, para serem inclu&iacute;dos na Constitui&ccedil;&atilde;o do estado de S&atilde;o Paulo artigos sobre financiamento de pesquisas cient&iacute;ficas de forma mais sistem&aacute;tica. Saiu, em 1947, um texto com a manchete de Funda&ccedil;&atilde;o para o Amparo &agrave; Pesquisa. Era um anseio da pequena e desorganizada comunidade cient&iacute;fica da &eacute;poca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Mas, somente em 1948 e, mais uma vez, pelas a&ccedil;&otilde;es de Reis, viria surgir um organismo que, de fato, criaria um f&oacute;rum, um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o dos rumos da ci&ecirc;ncia em n&iacute;vel nacional, a SBPC. Pavan se filiou &agrave; Sociedade logo no in&iacute;cio, se tornou o s&oacute;cio 181 e participou de todas as reuni&otilde;es a partir de 1949 at&eacute; 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan gostava de afirmar que a ci&ecirc;ncia, em S&atilde;o Paulo, teve tr&ecirc;s grandes momentos de import&acirc;ncia para sua formula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: as sextaferinas do Instituto Biol&oacute;gico durante os anos 1930 e in&iacute;cios dos 1940; a funda&ccedil;&atilde;o da USP, em que a FFCL possibilitou as trocas em um universo intelectual vibrante onde circulavam brasileiros e estrangeiros; e a SBPC, que foi por fim, o grande espa&ccedil;o da integra&ccedil;&atilde;o nacional para um pensamento cient&iacute;fico. Nesses eventos um elo comum os unia: praticava-se a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">A vida de Pavan pode ser reduzida em dois grandes momentos. Na primeira fase (1938-1975), a t&ocirc;nica foi o que ele chamava de pesquisa b&aacute;sica, na qual transitou entre laborat&oacute;rios, ensino em grandes universidades - Brasil e EUA - e palcos internacionais, dando confer&ecirc;ncia para mostrar e provar a inconst&acirc;ncia do DNA nos genes. Fez-se, nesse per&iacute;odo, o grande cientista de renome internacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">A partir de 1975 se reencontrou com Jos&eacute; Reis, ap&oacute;s retorno dos Estados Unidos, quando inicia a segunda fase. Esta fase foi centrada na pol&iacute;tica cient&iacute;fica onde a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; a metodologia de conduta. Com Jos&eacute; Reis, S&eacute;rgio Mascarenhas e Shigueo Watanabe, Pavan fundou e assumiu a presid&ecirc;ncia da Academia de Ci&ecirc;ncias do Estado de S&atilde;o Paulo. Em 1976, juntamente com Jos&eacute; Jeremias de Oliveira Filho e um grupo de professores da USP, criam a Associa&ccedil;&atilde;o dos Docentes da USP (Adusp) e ele foi eleito seu primeiro presidente. Tornou-se conselheiro da Fapesp, foi reeleito por tr&ecirc;s mandatos na fun&ccedil;&atilde;o de presidente da SBPC e foi chamado pelo governo federal para ocupar a presid&ecirc;ncia do CNPq. Pavan obteve grande sucesso em todos os cargos que ocupou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan usou de ast&uacute;cia intelectual no jogo pesado da pol&iacute;tica, medindo poderes, portando uma arma de guerrilha para desarmar os pretensos senhores do poder pol&iacute;tico, que pouco avaliavam o poder da pol&iacute;tica cient&iacute;fica. Essa arma sempre foi a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Cultivada em discuss&otilde;es com os diversos representantes dos diversos campos do saber, desde os juvenis anos de 1937. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">As conversas com o antigo amigo Jos&eacute; Reis giravam em torno do tema predileto dos dois: a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Para eles isso significava um suporte para melhorar a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e press&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o de melhoria das verbas para pesquisas, visando o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e tecnologia que, por sua vez, retornava &agrave; sociedade trazendo benef&iacute;cios de aplicabilidade e independ&ecirc;ncia. Essa postura ficou bem clara quando se implantou o Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron. Exigiu-se que o projeto priorizasse o emprego de material produzido no Brasil, afinal, havia pesquisa para desenvolver equipamentos aqui mesmo, fugindo da depend&ecirc;ncia estrangeira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Uma das a&ccedil;&otilde;es mais vistosas que surgiram das conversas entre os dois, voltada para a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, foi a Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia. Reis convencia Pavan de que o incentivo para o gosto do conhecimento tinha que ser feito para aqueles que estavam come&ccedil;ando os estudos. N&atilde;o queriam um museu, tinha que ser um espa&ccedil;o de experimenta&ccedil;&atilde;o. A energia infanto-juvenil tinha que ser canalizada para o conhecimento. A oportunidade de se usar uma esta&ccedil;&atilde;o de trem industrial antiga ofertada pelo ent&atilde;o governador Orestes Qu&eacute;rcia e o formid&aacute;vel nome dado pelo publicit&aacute;rio Washington Olivetto para o projeto de Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia foi perfeito para Pavan, ent&atilde;o presidente do CNPq, investir em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em S&atilde;o Paulo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Pavan tinha vis&atilde;o das demandas do momento. Por ocasi&atilde;o da clonagem da ovelha Dolly (1996), percebeu que est&aacute;vamos vivendo uma revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de mudan&ccedil;as de paradigma ao estilo de Thomas Kuhn. Seria o momento da biologia se firmar como marco hist&oacute;rico. E assim foi. Nada ainda desbancou o momento Dolly.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Com prazer especial, Pavan participou do curso de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica "Ci&ecirc;ncia e &eacute;tica", realizado em 1997 no NJR/ECA/USP, e passou a fazer parte do n&uacute;cleo de pesquisa. Para selar essa nova vis&atilde;o da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, iniciou a coordena&ccedil;&atilde;o com Gl&oacute;ria Kreinz da cole&ccedil;&atilde;o de livros <i>Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica </i>que produziu seu primeiro volume em 1998 e o 13º no presente ano, o primeiro sem Pavan.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62nspe2/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> Logo em seguida, em 1998, reuniu uma comitiva e foi &agrave; Fapesp para solicitar verbas para aqueles que queriam se dedicar &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Jos&eacute; Reis acompanhava, recolhido em sua casa, o amigo nas novas perip&eacute;cias. O ent&atilde;o diretor cient&iacute;fico da funda&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Fernando Perez, apoiou a ideia e foi criado o Programa Jos&eacute; Reis de Incentivo ao Jornalismo Cientifico, ou simplesmente M&iacute;dia Ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> "H&aacute; certa urg&ecirc;ncia" em melhorar a educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, dizia Reis, que tinha acabado de comemorar 90 anos, em 1997. Ele continuava afirmando que, para isso, o pa&iacute;s podia melhorar a educa&ccedil;&atilde;o com a ajuda da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Pavan apressa-se: h&aacute; provid&ecirc;ncias a tomar nesse rumo. Fundou a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (Abradic) em 2001 e ajudou a coordenar o 1º Congresso de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da USP, com parceria da Unesco, em 2002. Teve empenho pessoal junto a essa institui&ccedil;&atilde;o, em Paris, para obten&ccedil;&atilde;o da C&aacute;tedra Unesco, assinada em 2006. As "bact&eacute;rias do bem" come&ccedil;am a anunciar o laborat&oacute;rio da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Sabemos o caminho. Pavan continua entre n&oacute;s. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><i><b>Gl&oacute;ria Kreinz</b> &eacute; professora titular da PUC de Campinas, atua como pesquisadora e professora do N&uacute;cleo Jos&eacute; Reis de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica(NJR)daEscoladeComunica&ccedil;&atilde;oeArtesdaUSPe naC&aacute;tedra Unesco Jos&eacute; Reis de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica    <br> <b>Osmir Nunes</b> &eacute; mestre em ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o e doutorando em hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia pela USP, e &eacute; membro do N&uacute;cleo Jos&eacute; Reis de Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (NJR-USP) </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
</article>
