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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v63n1/quimica.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size=5>Apresenta&ccedil;&atilde;o    <br>   o Brasil no ano internacional da qu&iacute;mica</font></P>     <P align="center"><font size="3">Roberto G. S. Berlinck</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>O</b></font><font size="3"> ano de 2011 ser&aacute; o Ano Internacional da Qu&iacute;mica. Considerando&#45;se que o ano de 2010 foi o Ano Internacional da Biodiversidade, a escolha dos dois temas pode parecer um paradoxo por parte da Unesco. Mas n&atilde;o &eacute;. Pelo contr&aacute;rio, a qu&iacute;mica constitui a base dos processos bioqu&iacute;micos e biol&oacute;gicos que constituem a vida na sua express&atilde;o mais intr&iacute;nseca. Mas a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica extrapola em muito a compreens&atilde;o dos processos que regem a vida &#150; tamb&eacute;m &eacute; primaz para o desenvolvimento humano e para uma melhor qualidade de vida de uma forma geral. </font></P>     <P><font size="3">A edi&ccedil;&atilde;o deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico da revista <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> buscou integrar temas que tragam informa&ccedil;&otilde;es e levem &agrave; reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica para o desenvolvimento cient&iacute;fico, tecnol&oacute;gico e social. O artigo de Hamilton Varela discute a complexidade de processos f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micos que s&atilde;o essenciais para melhor se compreender fen&ocirc;menos como n&atilde;o&#45;linearidade, emerg&ecirc;ncia, auto&#45;organiza&ccedil;&atilde;o. Tais fen&ocirc;menos s&atilde;o expressos <i>in vitro</i> e <i>in vivo</i> de maneira ainda pouco compreendida, mas tomam parte em v&aacute;rios sistemas qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos.Segue&#45;se o artigo de Ana Maria Oliveira Battastini, Rafael Fernandes Zanin e Elizandra Braganhol que discorre sobre a import&acirc;ncia do trifosfato de adenosina (ATP) e de enzimas que o hidrolisam (ATPases). O ATP &eacute; a principal fonte de energia dos processos bioqu&iacute;micos. As enzimas do tipo ATPases exercem uma s&eacute;rie de fun&ccedil;&otilde;es essenciais nos processos celulares, uma vez que o ATP toma parte na comunica&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica intracelular, bem como em processos fisiol&oacute;gicos como neurotransmiss&atilde;o, processamento da mem&oacute;ria, coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, contra&ccedil;&atilde;o muscular e controle da press&atilde;o arterial. N&atilde;o menos importantes s&atilde;o metais que tomam parte na qu&iacute;mica inorg&acirc;nica, e na qu&iacute;mica bioinorg&acirc;nica, que tamb&eacute;m explica o funcionamento de in&uacute;meros processos biol&oacute;gicos.Tal &eacute; o tema do artigo de Helo&iacute;sa de Oliveira Beraldo, que discute o estado da arte e as perspectivas futuras da qu&iacute;mica inorg&acirc;nica, tanto em sua fundamenta&ccedil;&atilde;o como em aplica&ccedil;&otilde;es medicinais e em ci&ecirc;ncia dos materiais. A autora mostra qu&atilde;o relevante e abrangente pode ser uma &aacute;rea de pesquisa tradicional da qu&iacute;mica, mas que apresenta v&aacute;rios horizontes poss&iacute;veis de serem explorados. Mas a qu&iacute;mica &eacute; uma s&oacute;. E, consequentemente, a separa&ccedil;&atilde;o artificial entre qu&iacute;mica inorg&acirc;nica e qu&iacute;mica org&acirc;nica apenas refor&ccedil;a o conceito de que a qu&iacute;mica &eacute;, realmente, uma s&oacute;. O Pr&ecirc;mio Nobel de Qu&iacute;mica de 2010 foi um reconhecimento &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de metais em cat&aacute;lise de rea&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas. E sobre tal assunto, Carlos Roque Duarte Correia e Caio Oliveira discorrem com muita propriedade, ilustrando aspectos de organocat&aacute;lise e cat&aacute;lise promovida por metais, ferramentas essenciais para a s&iacute;ntese org&acirc;nica do s&eacute;culo XXI. S&iacute;ntese n&atilde;o somente de produtos naturais complexos, mas tamb&eacute;m de produtos de v&aacute;rias outras aplica&ccedil;&otilde;es industriais. Em qu&iacute;mica, as t&eacute;cnicas de an&aacute;lise s&atilde;o absolutamente essenciais. N&atilde;o h&aacute; como se prescindir das ferramentas anal&iacute;ticas, que permitem identificar e quantificar produtos e processos amplamente utilizados em laborat&oacute;rio. Quezia Cass e Juliana Cristina Barreiro apresentam os avan&ccedil;os atuais das t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas por cromatografia l&iacute;quida, monodimensional, bidimensional e multidimensional, fazendo uso dos mais diversos detectores, para as mais variadas aplica&ccedil;&otilde;es. A versatilidade das t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas permite o avan&ccedil;o atual tanto na ci&ecirc;ncia pura quanto na aplicada, e demonstram que o conhecimento do uso dessas t&eacute;cnicas &eacute; extremamente importante para a profiss&atilde;o do qu&iacute;mico. </font></P>     <P><font size="3">Finalmente, M&aacute;rcia Almeida e Angelo da Cunha Pinto tra&ccedil;am um breve panorama da hist&oacute;ria da qu&iacute;mica do Brasil,conhecida de maneira fragmentada por muitos, mas que permite um resgate hist&oacute;rico sobre o surgimento e o crescimento das ci&ecirc;ncias qu&iacute;micas no Brasil. Esta edi&ccedil;&atilde;o da revista <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> demonstra a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica como ci&ecirc;ncia central. Ci&ecirc;ncia esta t&atilde;o importante para ser conhecida e apreciada, em sua est&eacute;tica e significado. As aplica&ccedil;&otilde;es da qu&iacute;mica s&atilde;o virtualmente infinitas, mas apenas com conhecimento s&oacute;lido disseminado ser&aacute; poss&iacute;vel se promover e fortalecer o desenvolvimento da qu&iacute;mica no Brasil. Que o Ano Internacional da Qu&iacute;mica seja um momento de reflex&atilde;o sobre a sua import&acirc;ncia no contexto nacional e internacional. Que a comunidade cient&iacute;fica brasileira possa desfrutar deste momento, que apenas se inicia com os artigos aqui publicados. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Roberto G. S. Berlinck</b> &eacute; professor titular do Departamento de F&iacute;sico Qu&iacute;mica, Instituto de Qu&iacute;mica de S&atilde;o Carlos da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP)</i></font></P>      ]]></body>
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