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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n2/noticiasbr.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O AMBIENTAL</B></font>    <br>   <img src="/img/revistas/cic/v64n2/linha.jpg"></p>     <p><font size="4">Modo de vida ecologicamente correto ganha for&ccedil;a nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas</font></p>     <p><font size="3">Respeitar o meio ambiente, reciclar, pensar em trocar o carro pela bicicleta, consumir de forma consciente. Se tudo isso j&aacute; parece &oacute;bvio para grande parte das pessoas nas cidades hoje, &eacute; bom lembrar: h&aacute; duas d&eacute;cadas, o discurso ecol&oacute;gico era exclusivo de uma "tribo alternativa", composta daqueles tachados de malucos, radicais e sonhadores. Esse movimento de respeito &agrave; natureza, que deu espa&ccedil;o aos "verdes" surgidos, inicialmente na Europa, mais precisamente, na Alemanha, s&oacute; ganha corpo no Brasil ap&oacute;s a Eco-92. Foi a partir desse evento internacional que v&aacute;rios setores da sociedade brasileira passaram a cultivar certa "consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica". A cobertura da m&iacute;dia, na &eacute;poca, ajudou a fazer com que essas discuss&otilde;es fossem amplamente disseminadas.</font></p>     <p><font size="3">Desde ent&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o ambiental entrou para a agenda oficial, ganhou adeptos e for&ccedil;a. Hoje, todos t&ecirc;m opini&atilde;o sobre o assunto e o "pensamento ecol&oacute;gico" &eacute; abordado desde os primeiros anos da escola. Observar e opinar sobre o que pode ou n&atilde;o impactar a natureza faz parte, em algum n&iacute;vel, do pensamento da maioria das pessoas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n2/a04img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"O tratado constitu&iacute;do na Eco-92 foi um dos primeiros instrumentos a efetivar o conhecimento para transformar a realidade frente aos desafios da industrializa&ccedil;&atilde;o", explica Maria Cristina "Tita" Vieira, pesquisadora da Rede Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Rebea) e coordenadora geral do VII F&oacute;rum Brasileiro de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental, que ser&aacute; realizado como parte dos preparativos de outro evento de grande porte &#151; o Rio+20 &#151; e que far&aacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o dos avan&ccedil;os conseguidos ap&oacute;s a Eco-92.</font></p>     <p><font size="3">"Foram quase cinco anos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o sobre o assunto para, em 1997, educa&ccedil;&atilde;o ambiental e discuss&otilde;es sobre sustentabilidade se tornarem itens obrigat&oacute;rios na pauta escolar. O Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o constru&iacute;ram os mecanismos formais e hoje s&atilde;o os gestores dessa iniciativa", diz a pesquisadora.</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m do &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o formal, proliferam a&ccedil;&otilde;es fomentadas pelos movimentos sociais, comunidades e setores diversos que trazem &agrave; tona discuss&otilde;es sobre o impacto negativo da presen&ccedil;a humana no meio ambiente. H&aacute;, tamb&eacute;m, diversos espa&ccedil;os de discuss&atilde;o n&atilde;o-formal, onde muitos e diferentes indiv&iacute;duos pensam e discutem essa quest&atilde;o, buscando solu&ccedil;&otilde;es cotidianas.", aponta Tita.</font></p>     <p><font size="3"><B>REDES DE INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES E COBRAN&Ccedil;AS </B>As quest&otilde;es colocadas na Eco-92 se expandiram com a populariza&ccedil;&atilde;o na internet e o crescimento das redes de debate dedicadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o ambiental em seus f&oacute;runs representativos de diversos segmentos sociais. </font></p>     <p><font size="3">"&Eacute; um movimento de agrega&ccedil;&atilde;o. Discuss&otilde;es estaduais &#151; como a da restri&ccedil;&atilde;o ao uso das sacolinhas pl&aacute;sticas em S&atilde;o Paulo &#151; servem de baliza e exemplos para experi&ecirc;ncias em outros locais. &Eacute; um processo que leva ao amadurecimento das discuss&otilde;es e influencia legisladores e empresas, por exemplo", diz Paulo Marco de Campo Gon&ccedil;alves, ec&oacute;logo do Jardim Bot&acirc;nico de Santos (SP) e membro da Rede Paulista de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Repea).</font></p>     <p><font size="3">A troca de informa&ccedil;&otilde;es e discuss&otilde;es n&atilde;o se limita apenas a esses f&oacute;runs, aponta Gon&ccedil;alves. "Com as Redes de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental, associadas ao poder de amplia&ccedil;&atilde;o de discuss&otilde;es nas m&iacute;dias sociais, as pessoas se mobilizam e transformam o discurso em atitudes pr&oacute;-ativas, sensibilizando seus c&iacute;rculos sociais, cobrando mudan&ccedil;as em leis, deixando claro para o governo e para as empresas de que aquele assunto &eacute; sens&iacute;vel para elas", diz o ec&oacute;logo.</font></p>     <p><font size="3">"Todas as empresas, atualmente, procuram comunicar-se com seus consumidores via redes sociais. Isso traz a 'boa m&iacute;dia', ou seja, as pessoas fazem elogios &agrave;s pr&aacute;ticas ou produtos dessas empresas levando a uma proje&ccedil;&atilde;o e poss&iacute;vel impacto nas vendas. Mas h&aacute; o inverso tamb&eacute;m: as pessoas se sentem &agrave; vontade para cobrar determinadas a&ccedil;&otilde;es das empresas que ficam coibidas em fazer algo que n&atilde;o seja bom para o meio ambiente", detalha Vitor Yuki, bi&oacute;logo e um dos fundadores de uma empresa de consultoria para solu&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento ambiental. </font></p>     <p><font size="3"><B>VIT&Oacute;RIAS CONCRETAS </B>"Uma das maiores vit&oacute;rias na &aacute;rea ambiental &eacute; reflexo dessa maior intera&ccedil;&atilde;o entre as v&aacute;rias redes de educa&ccedil;&atilde;o ambiental: a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos, que vai beneficiar as cidades, o meio ambiente e setores da sociedade que vivem da coleta de materiais recicl&aacute;veis", afirma Tita Vieira. Outras discuss&otilde;es, diz a pesquisadora, tamb&eacute;m ganham corpo como as discuss&otilde;es sobre os impactos &agrave; biodiversidade &#151; como aquelas envolvendo o C&oacute;digo Florestal &#151;, produ&ccedil;&atilde;o de energia limpa (que ficou evidente nas discuss&otilde;es sobre a import&acirc;ncia da usina de Belo Monte), gest&atilde;o das &aacute;guas, turismo sustent&aacute;vel e agricultura familiar. </font></p>     <p><font size="3">Mobilidade urbana tamb&eacute;m &eacute; uma quest&atilde;o que vem ganhando for&ccedil;a nas redes. Como os grandes centros urbanos mostram enorme dificuldade em resolver a contento a quest&atilde;o do tr&acirc;nsito de pessoas e ve&iacute;culos, um movimento em prol do maior uso das bicicletas domina a discuss&atilde;o ambiental do momento. A restri&ccedil;&atilde;o do uso das sacolas pl&aacute;sticas nos supermercados &eacute; a vit&oacute;ria mais palp&aacute;vel: "a lei, no longo prazo, &eacute; muito boa para o meio ambiente, ao evitar que o descarte incorreto contamine rios e mares e comprometa a fauna; no curto prazo, a discuss&atilde;o ainda se restringe &agrave; economia dom&eacute;stica, mas isso deve mudar",  afirma Gon&ccedil;alves que lembra as cr&iacute;ticas feitas ao rod&iacute;zio de ve&iacute;culos na cidade de S&atilde;o Paulo no in&iacute;cio do projeto. "Hoje se sabe que essa limita&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos &eacute; boa para a qualidade do ar na cidade, por exemplo". O embate recente nessa &aacute;rea, tamb&eacute;m, foi a restri&ccedil;&atilde;o municipal da circula&ccedil;&atilde;o de caminh&otilde;es nos hor&aacute;rios de picos na capital paulista.</font></p>     <p><font size="3"><B>O CICLO DO BEM </B>Para Yuki, &eacute; importante que as pessoas saibam como &eacute; o ciclo completo dessas a&ccedil;&otilde;es. No caso da coleta seletiva, uma parte da popula&ccedil;&atilde;o separa adequadamente seu lixo, mas n&atilde;o sabe que o problema pode n&atilde;o estar sendo resolvido pelas prefeituras, que n&atilde;o disponibilizam caminh&otilde;es de coletas seletivas em n&uacute;meros suficientes, nem d&atilde;o a destina&ccedil;&atilde;o adequada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Enio Rodrigo Barbosa</i></font></p>      ]]></body>
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