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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os crimes contra a vida na reforma do código penal: uma visão médico-jurista]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n2/artigos_aborto.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>Os crimes contra a vida na reforma do c&oacute;digo penal: uma vis&atilde;o m&eacute;dico-jurista</b></font></p>     <p><font size="3">Ma&iacute;ra Fernandes    <br>   Thomaz Rafael Gollop    <br>   Daniela Pedroso    <br>   Jos&eacute; Henrique Rodrigues Torres</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>E</b></font><font size="3">m 18/10/2011, o presidente do Senado, Jos&eacute; Sarney, instalou uma comiss&atilde;o de juristas para desenvolver uma proposta de reforma do C&oacute;digo Penal (CP) em vigor, datado de 1940. Apesar das muitas tentativas de atualiza&ccedil;&atilde;o do CP empreendidas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a parte especial (sobre as condutas criminosas) n&atilde;o sofreu modifica&ccedil;&otilde;es significativas.</font></p>     <p><font size="3">Enquanto a medicina, a bio&eacute;tica, a t&eacute;cnica gen&eacute;tica e outras &aacute;reas da sa&uacute;de caminham a passos largos, a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o segue o mesmo ritmo. &Eacute; de se esperar que um CP de 1940 j&aacute; esteja apresentando sinais de cansa&ccedil;o e esgotamento, necessitando atualizar-se em diversos pontos, inclusive em quest&otilde;es pol&ecirc;micas como aborto, eutan&aacute;sia, ortotan&aacute;sia etc. Dentre as muitas necessidades de reforma do C&oacute;digo Penal, encontra-se a de revis&atilde;o do cap&iacute;tulo "<I>Dos crimes contra a vida</I>", que se apresenta em absoluto descompasso com as legisla&ccedil;&otilde;es da maior parte do mundo, especialmente no que tange ao crime de aborto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>O ABORTO NO C&Oacute;DIGO PENAL BRASILEIRO. DESCOMPASSO ENTRE NORMA E REALIDADE </B>A interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez no Brasil &eacute; criminalizada nos arts. 124 e seguintes do CP, somente n&atilde;o sendo punida em caso de <B>aborto necess&aacute;rio</B> (se n&atilde;o h&aacute; outro meio de salvar a vida da gestante) e quando a gravidez for resultante de <B>estupro </B>(art. 128, I e II). </font></p>     <p><font size="3">A exposi&ccedil;&atilde;o de motivos do CP traz a seguinte observa&ccedil;&atilde;o sobre os artigos relacionados ao aborto, a qual nos leva &agrave; indaga&ccedil;&atilde;o: o que seria <I>ordem social e individual</I> hoje? </font></p>     <blockquote>       <p><font size="3"><I>"Mant&eacute;m o projeto a incrimina&ccedil;&atilde;o do aborto, mas declara penalmente l&iacute;cito, quando praticado por m&eacute;dico habilitado, o aborto necess&aacute;rio, ou em caso de prenhez resultante de estupro. <B>Militam em favor da exce&ccedil;&atilde;o raz&otilde;es de ordem social e individual, a que o legislador penal n&atilde;o pode deixar de atender</B>"</I> (1)<I> (grifos nossos)</I></font></p> </blockquote>     <p><font size="3">N&atilde;o se falava em m&eacute;todos de terapia pr&eacute;-natal, sendo imposs&iacute;vel o diagn&oacute;stico de anomalias fetais. A medicina engatinhava em uma &aacute;rea que atingiria um grau de refinamento impressionante, capaz de diagnosticar doen&ccedil;as gen&eacute;ticas no per&iacute;odo pr&eacute;-natal e pr&eacute;-implantacional. Seria imposs&iacute;vel imaginar um caso de gravidez resultante do emprego n&atilde;o consentido de t&eacute;cnica de reprodu&ccedil;&atilde;o assistida, grave problema atual.</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; bem vinda a proposta de nova reda&ccedil;&atilde;o do artigo 128 do CP, excluindo-se o crime de aborto se: </font></p>     <blockquote>       <p><font size="3">"<I>houver risco &agrave; vida ou &agrave; sa&uacute;de da gestante</I>"; "<I>a gravidez resulta de viola&ccedil;&atilde;o da dignidade sexual, ou do emprego n&atilde;o consentido de t&eacute;cnica de reprodu&ccedil;&atilde;o assistida</I>"; "<I>comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incur&aacute;veis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois m&eacute;dicos</I>"; "<I>por vontade da gestante at&eacute; a 12ª semana da gesta&ccedil;&atilde;o, quando o m&eacute;dico ou psic&oacute;logo constatar que a mulher n&atilde;o apresenta condi&ccedil;&otilde;es de arcar com a maternidade</I>".</font></p> </blockquote>     <p><font size="3"><B>GRAVE PROBLEMA DE SA&Uacute;DE P&Uacute;BLICA NO BRASIL </B>O aborto &eacute; um tema relevante para a sa&uacute;de p&uacute;blica, devido &agrave;s causas de mortalidade materna e morbidade a ele relacionadas. Trata-se da terceira causa de ocupa&ccedil;&atilde;o dos leitos obst&eacute;tricos no Brasil (2). </font></p>     <p><font size="3">Em pa&iacute;ses cujas leis foram flexibilizadas para estarem mais adequadas aos direitos sexuais e reprodutivos constatou-se uma redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna pela qualidade e presteza do atendimento evitando a clandestinidade do aborto inseguro (3). A criminaliza&ccedil;&atilde;o e as leis restritivas n&atilde;o levam &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o ou redu&ccedil;&atilde;o de abortos provocados, mas aumentam consideravelmente os riscos de morbidade feminina, esterilidade e mortalidade materna. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A OMS aponta que 21% das mortes maternas (cerca de seis mil/ano) na Am&eacute;rica Latina t&ecirc;m como causa as complica&ccedil;&otilde;es decorrentes do aborto inseguro, sob a responsabilidade de leis restritivas ao aborto. No Brasil, a mortalidade materna permanece entre as 10 primeiras causas de mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o feminina entre 10 e 49 anos. </font></p>     <p><font size="3"><B>N&Atilde;O H&Aacute; CRIME EM CASO DE ABORTO POR ANOMALIAS FETAIS GRAVES OU INCUR&Aacute;VEIS </B>Prop&otilde;e a Comiss&atilde;o de Reforma do CP a inclus&atilde;o do inciso III ao seu art. 128, reconhecendo que <I>n&atilde;o h&aacute; crime se: III) Comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves ou incur&aacute;veis anomalias, desde que o diagn&oacute;stico seja atestado por dois m&eacute;dicos</I>.</font></p>     <p><font size="3">Neste grupo relativamente extenso de malforma&ccedil;&otilde;es fetais a anencefalia ocupa um lugar de destaque apenas no Brasil em fun&ccedil;&atilde;o da ADPF 54 recentemente aprovada pelo STF. Nos demais pa&iacute;ses onde a legisla&ccedil;&atilde;o contempla a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez em fun&ccedil;&atilde;o das anomalias fetais graves, estas foram consideradas de maneira agrupada n&atilde;o havendo particulariza&ccedil;&atilde;o para uma determinada malforma&ccedil;&atilde;o. A anencefalia constitui grave malforma&ccedil;&atilde;o fetal que resulta da falha de fechamento do tubo neural, com aus&ecirc;ncia de c&eacute;rebro, calota craniana e couro cabeludo, ocorrendo entre o 24º e 26º dia ap&oacute;s a fecunda&ccedil;&atilde;o (4). A maior parte dos fetos anencef&aacute;licos apresenta parada dos batimentos card&iacute;acos fetais antes do parto (5,6). Parte desses fetos anencef&aacute;licos apresenta batimentos card&iacute;acos e movimentos respirat&oacute;rios fora do &uacute;tero, fun&ccedil;&otilde;es que podem persistir por algumas horas e, em raras situa&ccedil;&otilde;es, alguns dias (7). A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) recomenda a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o de manobras de ressuscita&ccedil;&atilde;o cardiorrespirat&oacute;rias em anenc&eacute;falos, pois a anomalia &eacute; incompat&iacute;vel com a vida.</font></p>     <p><font size="3">H&aacute; de se considerar que outras anomalias fetais graves e incur&aacute;veis s&atilde;o de diagn&oacute;stico simples e 100% seguro, muitas vezes apenas com o recurso amplamente acess&iacute;vel da ultrassonografia. A agenesia renal bilateral &eacute; outro exemplo dessas anomalias incur&aacute;veis, cuja ocorr&ecirc;ncia se d&aacute; por um defeito no broto uret&eacute;rico ou no blastema metan&eacute;frico. O rec&eacute;m-nascido n&atilde;o apresenta forma&ccedil;&atilde;o de urina e morre em horas ap&oacute;s o nascimento por fal&ecirc;ncia respirat&oacute;ria causada por hipoplasia dos pulm&otilde;es (8), a qual se caracteriza pela redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de c&eacute;lulas pulmonares, espa&ccedil;o a&eacute;reo e alv&eacute;olos. Assim o feto com agenesia renal bilateral al&eacute;m da aus&ecirc;ncia dos rins n&atilde;o apresenta pulm&otilde;es funcionais e, portanto, sua sobreviv&ecirc;ncia &eacute; imposs&iacute;vel (9). </font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o &eacute; nosso objetivo listar todas as anomalias graves e incur&aacute;veis das quais se ocupa a medicina fetal, portanto, citamos algumas afec&ccedil;&otilde;es que na maioria das vezes s&atilde;o pass&iacute;veis de diagn&oacute;stico preciso apenas com o recurso da ultrassonografia, a qual est&aacute; dispon&iacute;vel para a imensa maioria das gestantes brasileiras que recorrem ao SUS.</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; importante salientar que o diagn&oacute;stico de anomalias fetais &eacute; realizado na maioria dos casos em pacientes que n&atilde;o possuem antecedentes de doen&ccedil;as heredit&aacute;rias e n&atilde;o apresentam riscos gen&eacute;ticos aumentados. H&aacute;, entretanto gestantes que possuem maior risco gen&eacute;tico. &Eacute; o caso das mulheres que engravidam ap&oacute;s os 40 anos de idade e que, em fun&ccedil;&atilde;o de sua idade, possuem um risco aumentado para aberra&ccedil;&otilde;es cromoss&ocirc;micas em suas gesta&ccedil;&otilde;es. Por outro lado h&aacute; evidentemente um universo de doen&ccedil;as geneticamente determinadas e que possuem risco elevado de recorr&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="3"><B>ASPECTOS PSICOL&Oacute;GICOS DO ABORTO </B>A reprodu&ccedil;&atilde;o e o exerc&iacute;cio da sexualidade deveriam ser sempre atos desejados e planejados, pois assim n&atilde;o ocorreriam gesta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o desejadas, as quais ocorrem em um momento pouco favor&aacute;vel, inoportuno, ou acontecem com uma pessoa que n&atilde;o deseja engravidar (10).</font></p>     <p><font size="3">O momento da decis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao que fazer frente a uma gesta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada &eacute; um momento solit&aacute;rio e doloroso para a mulher e aqueles que a rodeiam, e traz in&uacute;meras consequ&ecirc;ncias (11, 12). O aborto n&atilde;o &eacute; visto pelas mulheres que o elegeram como uma prefer&iacute;vel, ou desej&aacute;vel, forma de contracep&ccedil;&atilde;o (13). O aborto s&oacute; ocorre porque uma gravidez &eacute; indesejada e somente as mulheres que tomam essa decis&atilde;o sabem exatamente porque o fazem (14).</font></p>     <p><font size="3">As respostas emocionais ao aborto induzido legalmente s&atilde;o geralmente positivas. Os problemas emocionais que resultam do aborto s&atilde;o raros e menos frequentes do que aqueles que surgem ap&oacute;s o parto de uma gravidez indesejada. Estudos nos &uacute;ltimos 25 anos apontam o aborto como um procedimento relativamente saud&aacute;vel em termos de efeitos emocionais (15). H&aacute; uma rea&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio por parte das mulheres ap&oacute;s o aborto e o mesmo n&atilde;o afeta desfavoravelmente a maioria das mulheres. Quase todas as mulheres assimilam a experi&ecirc;ncia do aborto entre seis meses e um ano ap&oacute;s o procedimento (16-20).</font></p>     <p><font size="3">Questionadas ap&oacute;s o aborto, acima de 98% das mulheres n&atilde;o apresentaram remorso e fariam a mesma escolha novamente sob as mesmas circunst&acirc;ncias (21). Mais de 70% das mulheres expressaram desejo por uma crian&ccedil;a no futuro (22, 23) Pode-se ainda afirmar que, mulheres que abortaram, n&atilde;o sofreram efeitos psicol&oacute;gicos adversos (24,25).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Psicologia concluiu que o aborto legal n&atilde;o cria danos para a maioria das mulheres submetidas ao procedimento. Vinte e um por cento das mulheres americanas realizam aborto, portanto, se houvesse severas rea&ccedil;&otilde;es emocionais existiria uma epidemia de mulheres procurando tratamento psicol&oacute;gico, o que n&atilde;o acontece (26,27).</font></p>     <p><font size="3"><B>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </B>Diante dos argumentos aqui expostos, apoiamos as propostas de reforma do art. 128 do CP, ampliando-se as causas de exclus&atilde;o da ilicitude do aborto. Somente assim, a perspectiva de sa&uacute;de p&uacute;blica substituir&aacute; a &oacute;tica da repress&atilde;o policial, garantindo-se &agrave; mulher que optar pela interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez toda a assist&ecirc;ncia que ela necessita. </font></p>     <p><font size="3">Vale ressaltar que muitos pa&iacute;ses adotaram o caminho da legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto (quase a unanimidade dos pa&iacute;ses europeus, os Estados Unidos, Canad&aacute;, &Aacute;frica do Sul e, mais recentemente, a Cidade do M&eacute;xico). Em todos os lugares em que ocorreram reformas legais ampliando o acesso ao aborto houve, em consequ&ecirc;ncia: redu&ccedil;&atilde;o significativa da morbimortalidade materna, maior acesso das mulheres &agrave; informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de sexual e reprodutiva, a m&eacute;todos contraceptivos e, portanto, uma redu&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica em condi&ccedil;&otilde;es inseguras. </font></p>     <p><font size="3">O Brasil precisa de uma reformula&ccedil;&atilde;o do CP como a proposta a qual, esperamos, seja de fato acolhida por nossos parlamentares e sancionada pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><B>Ma&iacute;ra Fernandes</B> advogada criminal, presidente da Comiss&atilde;o de Bio&eacute;tica e Biodireito da OABRJ, membro do Comit&ecirc; Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem-Brasil), especialista em direitos humanos e rela&ccedil;&otilde;es do trabalho pela UFRJ.</I></font></p>     <p><font size="3"><i><B>Thomaz Rafael Gollop</B> livre docente em gen&eacute;tica m&eacute;dica pela USP, membro da SBPC, professor associado de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundia&iacute;.</i></font></p>     <p><font size="3"><i><B>Daniela Pedroso</B> psic&oacute;loga, especialista em abortamento previsto em lei, mestre em sa&uacute;de materno infantil e doutoranda em ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de. Atendimento a casos de anencefalia na Cl&iacute;nica Prof. Dr. Thomaz Gollop e Hospital P&eacute;rola Byington/S&atilde;o Paulo. Estuda e escreve sobre a tem&aacute;tica em quest&atilde;o.</i> </font></p>     <p><font size="3"><i><B>Jos&eacute; Henrique Rodrigues Torres </B>juiz de direito titular da 1ª Vara do J&uacute;ri da Comarca de Campinas, professor de direito penal da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Campinas (Puccamp), especialista em direito das rela&ccedil;&otilde;es sociais e membro da Associa&ccedil;&atilde;o de Ju&iacute;zes para a Democracia. </I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Gomes, Luiz Fl&aacute;vio (org.). C&oacute;digo Penal. 13ª Edi&ccedil;&atilde;o rev., ampl. e atual. SP: Ed. <I>Revista dos Tribunais</I>, 2011, p. 246.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Victora, C.G., Aquino, E.M.L. et al. "A sa&uacute;de das m&atilde;es: progressos e desafios". <I>The Lancet Sa&uacute;de no Brasil</I>, 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Global Health Organization. Global and regional estimates of the incidence of unsafe abortion and associated mortality in 2003. Fifth edition 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Cheschier N. ACOG-Commitee on Practice Bulletins-Obstetrics. ACOG practice bulletin. Neural Tube Defects. Number 44, July 2003. <I>Int J. Gynaecol Obstet</I>. 2003 Oct. 83(1): 123-133.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. The infant with anencephaly. The medical Task Force on Anencephaly. <I>N Engl J Med</I>. 1990 Mar8;322(10):669-674.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Shaw, G.M., Jensvold, N.G, Wasserman, C.R., Lammer, J. "Epidemiologic characteristics of phenotypically distinct neural tube defects among 0,7 million California births",1994 Feb;49(2):143-149.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Cook, Rebecca. <I>Transparency in the delivery of lawful abortion services</I>. CMAJ 180:272-273;2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Potter EL." Bilateral absence of ureters and kidneys". <I>Obstet Gynecol </I>1965, 25:3-12.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Hooper, S.B, "Harding R. Fetal lung liquid: A major determinant of the growth and functional development of the fetal lung". <I>Clin Exper Pharmacol Physiol</I> 1995, 22: 235-247.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Langer A, Espinoza H." Embarazo no deseado: Impacto sobre la salud y la sociedad em America Latina y el Caribe". In: Ramos S &amp; Guti&eacute;rrez MA, editoras. <I>Nuevos desafios de la responsabilidade pol&iacute;tica</I>. CEDES. 2002;4(5):95-122.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Pedroso, D., Gomes, E.C., Drezett, J. et al. MEV. Hist&oacute;ria de mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e aborto previsto em lei. IPAS Brasil; 2008 &#91;acesso em 02 abril 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em: <A HREF="http://www.ipas.org.br/arquivos/Biografia2008.pdf" target="_blank">http://www.ipas.org.br/arquivos/Biografia2008.pdf</A></font><!-- ref --><p><font size="3">12. Pedroso, D. "Estudo de fatores relacionados ao aborto previsto em lei em situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia sexual". (disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). S&atilde;o Paulo: Universidade de Santo Amaro; 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Henshaw, S.K., Silverman, J. "The characteristics and prior contraceptive use of US abortions patients". <I>Family Planning Perspective</I>. 1988;20(4):158-9,162-168.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Fa&uacute;ndes, A, Barzelatto, J. <I>O drama do aborto: em busca de um consenso</I>. Campinas: Komedi; 2004. 304 p.    </font></p>     <p><font size="3">15. Adler, N.E, David, H.P., Major, BN., Roth, S.H., Russo, N.F., Wyatt, G.E.. Op.cit.</font></p>     <p><font size="3">16. Adler NE et al., Op.cit.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">17. Kero, A., H&ouml;gberg, U., Lalos, L. "Wellbeing and mental growth: long-term effects of legal abortion". <I>Social Science &amp; Medicine</I>. 2004;58:2229-2269.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Armsworth, M.W. "Pshycological response to abortion". <I>Journal of Counseling and Development</I>. 1991;69:377-379.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Dagg, P.K.B. "The psychological sequelae of therapeutic abortion &#150; denied and completed". <I>American Journal of Psychiatric</I>. 1991;148(5):578-585.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20. Lazarus, A. "Psychiatric sequelae of legalized first trimester abortion". <I>Journal of Pychosomatic Obstetrics &amp; Gynaecology</I>. 1985;4(3):140-150.    </font></p>     <p><font size="3">21. Dagg, P.K.B. Op.cit.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Major, B., Cozzarelli, C., Cooper, M.L., Zubek, J. et al. "Psycological responses of  women after first-trimester abortion". <I>Arc Gen Psychiatry</I>. 2000;57:777-784.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">23. Torres, A., Forrest, J.D." Why do women have abortions?" <I>Family Planning Perspectives</I>. 1988;20(4):169-176.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">24. Russo, N.F., Zierk, K.L. "Abortion, childbearing, and women's well-being". <I>Professional Psychology: Research and Pratice</I>. 1992;23(4):269-280.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">25. Zabin, L.S., Marilyn, B.H., Emerson, M.R.. "When urban adolescents chose abortion: effects on education, psychological status, and subsequent pregnancy". <I>Family Planning Perspectives</I>. 1989;21(6):248-255.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">26. <I>The emotional effects of induced abortion</I>. Planned Parenthood&reg; Federation of America, Inc. All rights reserved. Planned Parenthood. 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">27. Cohen, S.A. <I>Abortion and mental health: myths and realities</I>. New York: Guttmacher Institute. 2006;9(3):8-16.    </font></p>      ]]></body><back>
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