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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Microrregionalização do conhecimento é o único caminho para o desenvolvimento sustentável e redução das iniquidades sociais na Amazônia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>Microrregionaliza&ccedil;&atilde;o do conhecimento &eacute; o &uacute;nico caminho para o desenvolvimento sustent&aacute;vel e redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais na Amaz&ocirc;nia </b></font></p>     <p><font size="3">Rodrigo Guerino St&aacute;beli </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>A</b></font><font size="3">maz&ocirc;nia Legal (AL) representa uma &aacute;rea de aproximadamente 5.217.423 km2, cerca de 59% do territ&oacute;rio nacional, sendo compreendida por todos os estados da regi&atilde;o Norte, al&eacute;m do Mato Grosso, alguns munic&iacute;pios de Goi&aacute;s e de parte do estado do Maranh&atilde;o; Nessa &aacute;rea habitam cerca de 24 milh&otilde;es de pessoas, representando 13% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, que contribuem com menos de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional (1). A iniquidade social na AL &eacute; marcante quando se observa o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) que utiliza como par&acirc;metro educa&ccedil;&atilde;o, longevidade e renda para mensurar o acesso aos diretos b&aacute;sicos de vida previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira. Em 2005, a AL apresentou IDH de 0,756, bem abaixo da m&eacute;dia nacional de 0,8 (2). Ainda, a disponibilidade de infraestrutura b&aacute;sica e de saneamento chega para menos de 16% da popula&ccedil;&atilde;o, o que reflete no acesso &agrave; sa&uacute;de (3), pois, al&eacute;m das doen&ccedil;as caracter&iacute;sticas do envelhecimento populacional, essa regi&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; acometida pelas mol&eacute;stias tropicais, posicionando a AL em pen&uacute;ltimo lugar em expectativa de vida, ficando atr&aacute;s apenas das regi&otilde;es &aacute;ridas do nordeste brasileiro (4). </font></p>     <p><font size="3">Para se propor pol&iacute;ticas de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o (CTI) voltadas para a redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais na AL deve ser apontado, como caracter&iacute;stica singular, o maior &iacute;ndice de diversidade &eacute;tnica do pa&iacute;s, o que inerentemente embute diversidades tamb&eacute;m nas riquezas culturais, h&aacute;bitos sociais, de identidade e relacionamento com o meio ambiente. </font></p>     <p><font size="3">Na AL destaca&#45;se um extraordin&aacute;rio mosaico de segmentos de popula&ccedil;&otilde;es como grupos ind&iacute;genas, quilombolas, seringueiros, castanheiros, pescadores artesanais, migrantes de v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s com diversas ascend&ecirc;ncias com vi&eacute;s agropecu&aacute;rio e industrial, descendentes de migrantes e caboclos (5). </font></p>     <p><font size="3">A diversidade biol&oacute;gica tamb&eacute;m deve ser considerada neste contexto. Aproximadamente um ter&ccedil;o das esp&eacute;cies encontradas no mundo habita a floresta Amaz&ocirc;nica, muitas ainda completamente desconhecidas, principalmente, as vegetais e microbiol&oacute;gicas (6). Uma diversidade biol&oacute;gica consequente de uma rica estratifica&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica, com relevo, temperaturas e precipita&ccedil;&otilde;es diferenciadas. Essas caracter&iacute;sticas geogr&aacute;ficas permitiram a presen&ccedil;a de um extraordin&aacute;rio mosaico de vegeta&ccedil;&otilde;es que, associadas aos diferentes ambientes aqu&aacute;ticos, proporcionam a presen&ccedil;a de uma grande diversidade de esp&eacute;cies animais e microbiol&oacute;gicas, sem igual em outras florestas tropicais do mundo (7). </font></p>     <p><font size="3">Como trabalhar as iniquidades sociais da AL, levando&#45;se em    considera&ccedil;&otilde;es os &iacute;ndices e caracter&iacute;sticas ambientais, culturais, geogr&aacute;ficas    apresentados acima?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> A resposta j&aacute; &eacute; conhecida:</font></p>     <p><font size="3"> A redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais da AL passa pelo desenvolvimento    do conhecimento cient&iacute;fico regional que deve ser associado    ao desenvolvimento econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel com foco na distribui&ccedil;&atilde;o    de renda. O discurso para o desenvolvimento e/ou preserva&ccedil;&atilde;o    da Amaz&ocirc;nia n&atilde;o &eacute; novo. Tomou grande vulto ap&oacute;s a Confer&ecirc;ncia    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento,    conhecida como Rio 92, e, entrou no discurso do poder p&uacute;blico.    Outrossim, existem v&aacute;rios documentos importantes que trazem    propostas adequadas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o desenvolvimento    da AL (7; 8).</font></p>     <p><font size="3"> Ent&atilde;o, por que n&atilde;o existe visibilidade de consolida&ccedil;&atilde;o dos planos    aplicados ao desenvolvimento da AL?</font></p>     <p><font size="3"> A falha reside nos mecanismos de implementa&ccedil;&atilde;o propostos at&eacute;    o momento.</font></p>     <p><font size="3"> A pol&iacute;tica de desenvolvimento de CTI na regi&atilde;o Norte, nas    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, tem sido praticada com muita semelhan&ccedil;a aos    projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o e territorializa&ccedil;&atilde;o da    Amaz&ocirc;nia, alavancados como justificativas para    a integridade e soberania nacional pelo governo    militar. O grande movimento de coloniza&ccedil;&atilde;o da    Amaz&ocirc;nia foi marcado pela abertura de estradas,    cess&atilde;o latifundi&aacute;ria e importa&ccedil;&atilde;o da industrializa&ccedil;&atilde;o    fordista. N&atilde;o houve preocupa&ccedil;&atilde;o com a    preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, resultando em    degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, baixo valor agregado no    extrativismo, na agropecu&aacute;ria e na ind&uacute;stria, o    que ocasionou aumento nas iniquidades sociais    regionais. Este autor considera que a pol&iacute;tica de    desenvolvimento de CTI na AL atualmente praticada, assemelha&#45;se    metodologicamente ao processo de coloniza&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssico e    generalista aplicado nessa regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"> Historicamente, as politicas p&uacute;blicas para o avan&ccedil;o de CTI na    AL t&ecirc;m sido praticadas n&atilde;o considerando a extensa diversidade presente    nessa regi&atilde;o, seja ela populacional, cultural, geogr&aacute;fica e, acima    de tudo, biol&oacute;gica. As diversas propostas aplicadas para a AL (9)    consideraram a Amaz&ocirc;nia Legal de forma uniforme, inferindo&#45;se    erro prim&aacute;rio na estrat&eacute;gia prospectiva para o desenvolvimento das    microrregi&otilde;es extremamente diversas as quais, realmente, comp&otilde;em    o verdadeiro ambiente amaz&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="3"> Uma eficaz pol&iacute;tica de CTI para a AL deve obedecer a diversidade    locorregional. Os programas de expans&atilde;o da CTI dever&atilde;o ser prospectados    para cada microrregi&atilde;o amaz&ocirc;nica a partir de um diagn&oacute;stico    preciso dos problemas e potenciais econ&ocirc;micos dessas &aacute;reas. Ou seja,    os cen&aacute;rios estabelecidos para o desenvolvimento de CTI no Par&aacute; s&atilde;o    diferentes daqueles encontrados em Roraima, que ser&atilde;o, certamente,    diferentes dos necess&aacute;rios para o desenvolvimento de Rond&ocirc;nia. Isto    ainda, n&atilde;o considerando a estratifica&ccedil;&atilde;o dentro do pr&oacute;prio estado.    Na verdade deve se levar em conta tamb&eacute;m, que o modelo de desenvolvimento    da CTI aplicado no estado do Amazonas, deve conter    mecanismos diferentes para a desenvolvida metr&oacute;pole Manaus e para    as dificuldades de acesso ao interior do estado, por exemplo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a12img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> O que se observa, at&eacute; o momento, &eacute; que o plano de expans&atilde;o de    CTI brasileiro vem progredindo na forma&ccedil;&atilde;o de polos e/ou ilhas    cient&iacute;ficas. Processos muito semelhantes aos difundidos nos pa&iacute;ses    europeus. Os avan&ccedil;os proporcionados pela Lei 11.540 de 2007 que    versa sobre a destina&ccedil;&atilde;o de 30% do FNDCT para investimentos em    CTI nas institui&ccedil;&otilde;es localizadas nas regi&otilde;es Norte, Centro&#45;Oeste    e Nordeste do Brasil foram t&iacute;midos e pontuais e, por muitas vezes,    contribu&iacute;ram para a forma&ccedil;&atilde;o de novas ilhas, aumentando as assimetrias    do desenvolvimento cient&iacute;fico regional, principalmente na    AL. O mesmo resultado j&aacute; pode ser observado para o programa de    expans&atilde;o universit&aacute;ria. O Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o    e Expans&atilde;o das Universidades Federais (Reuni) proporcionou    aumento de at&eacute; 150% da destina&ccedil;&atilde;o de vagas em cursos na regi&atilde;o    Norte. No entanto, o que se observa, al&eacute;m da baix&iacute;ssima fixa&ccedil;&atilde;o de    profissional com doutorado (10) &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o dos mesmos nas    principais capitais, Manaus (AM) e Bel&eacute;m do Par&aacute; (11).</font></p>     <p><font size="3"> Como car&aacute;ter ilustrativo, o governo federal investiu em CTI,    em 2008, cerca de 18 bilh&otilde;es de reais. O estado de S&atilde;o Paulo, cerca    de 4 bilh&otilde;es de reais (3,41% de sua receita total)    enquanto que o estado de Rond&ocirc;nia, investiu apenas    600 mil reais. Surpreendentemente, n&atilde;o existe    registro de investimento em Rond&ocirc;nia antes de    2008 (11). Outro dado interessante &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o    de doutores titulados entre o per&iacute;odo de 1996    a 2006, empregados por regi&atilde;o brasileira at&eacute; 2008.    A regi&atilde;o Norte apresentou cerca de 4% de doutores    empregados enquanto que a regi&atilde;o Sudeste    69% (9). Estima&#45;se que na AL, que representa    13% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e mais de 50% do    territ&oacute;rio nacional, estejam empregados apenas 4    mil doutores. Apenas a Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), apresenta    em seu anu&aacute;rio estat&iacute;stico mais de 5 mil doutores em seu quadro docente    (12). Todos esses dados mostram que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para    o desenvolvimento da CTI brasileira praticadas atualmente est&atilde;o,    na verdade, contribuindo para o aumento das assimetrias regionais.</font></p>     <p><font size="3"> Por outro lado, a pr&aacute;tica de CTI no Brasil &eacute; bastante recente, surgiu    da necessidade de desenvolvimento industrial e tecnol&oacute;gico pr&oacute;prio    frente &agrave; tecnologia importada, principalmente na segunda gest&atilde;o    de Get&uacute;lio Vargas na d&eacute;cada de 1950. A pol&iacute;tica nacionalista da &eacute;poca    impulsionou o desenvolvimento de alguns setores como energia el&eacute;trica    e nuclear. O momento de industrializa&ccedil;&atilde;o vivido privilegiou,    sobretudo, o desenvolvimento da f&iacute;sica, qu&iacute;mica e finan&ccedil;as. Mesmo    assim, o processo de importa&ccedil;&atilde;o de tecnologia era privilegiado fazendo    com que o desenvolvimento da CTI nacional n&atilde;o fosse priorit&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="3"> Apenas em 1968, no governo militar, que tamb&eacute;m promoveu    um &ecirc;xodo relevante de cientistas das &aacute;reas b&aacute;sicas do conhecimento,    que se pronunciou, pela primeira vez, uma pol&iacute;tica p&uacute;blica federal    em CTI atrav&eacute;s do an&uacute;ncio do Programa Estrat&eacute;gico de Desenvolvimento    (13). Notadamente, o desenvolvimento cient&iacute;fico atrelado    ao desenvolvimento econ&ocirc;mico, impulsionado pelas propostas desenvolvimentistas,    trouxe vantagens aos estados pioneiros. Pode&#45;se perceber, claramente, uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre o melhoramento do IDH e o investimento em CTI nos estados brasileiros. </font></p>     <p><font size="3">A cria&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa da Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp), em 1960, alavancou o desenvolvimento econ&ocirc;mico de S&atilde;o Paulo atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;cleo duro de desenvolvimento de CTI, em diversas &aacute;reas do conhecimento, o que proporcionou avan&ccedil;os do desenvolvimento de tecnologias pr&oacute;prias no estado. Nessa mesma &eacute;poca a tend&ecirc;ncia do desenvolvimento de CTI nacional, coordenados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), sob influ&ecirc;ncia p&oacute;s&#45;guerra, estava centrado no desenvolvimento da energia nuclear (14). A indu&ccedil;&atilde;o do conhecimento aplicado ao setor produtivo do estado de S&atilde;o Paulo promovida pela Fapesp atribuiu a este estado o melhor IDH brasileiro. O modelo de desenvolvimento de S&atilde;o Paulo mostra que a redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais passa pelo valoriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico empregado. Obviamente que a pol&iacute;tica de CTI aplicada ao desenvolvimento econ&ocirc;mico para a AL n&atilde;o poder&aacute; ser aplicada ao desenvolvimento metal&uacute;rgico como em S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p><font size="3">Notadamente, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de CTI brasileiras foram capazes de promover, mais uma vez impulsionadas pela tend&ecirc;ncia mundial, excelentes programas na gen&ocirc;mica, prote&ocirc;mica, energia renov&aacute;vel, engenharia a&eacute;rea, petrol&iacute;feras, por exemplo. Mas, ainda est&atilde;o sendo incapazes de promover um programa alvissareiro em CTI para o desenvolvimento sustent&aacute;vel em sua &aacute;rea de maior riqueza natural. </font></p>     <p><font size="3">A pol&iacute;tica de desenvolvimento centrada na redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais na AL &eacute; indissoci&aacute;vel do conhecimento cient&iacute;fico locorregional. </font></p>     <p><font size="3">O conhecimento bioprospectivo deve ser priorit&aacute;rio e associado &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o de valores para a manuten&ccedil;&atilde;o da floresta em p&eacute;, uma vez que estima&#45;se que aproximadamente 60% da AL est&aacute; coberta por floresta que, associado ao clima e relevo, faz dessa regi&atilde;o a &aacute;rea de maior concentra&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica por metro quadrado terrestre do mundo. &Eacute; necess&aacute;rio conhecer cada microrregi&atilde;o amaz&ocirc;nica para se propor um plano de desenvolvimento sustent&aacute;vel aplicado que, al&eacute;m de priorizar o conhecimento e preserva&ccedil;&atilde;o das diversidades encontradas nesse mega mosaico socioambiental, dever&aacute; ser desafiador na proposi&ccedil;&atilde;o de mecanismos para se gerar renda e emprego para a popula&ccedil;&atilde;o local. </font></p>     <p><font size="3">A receita para a aplica&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica centrada na proposta acima n&atilde;o &eacute; nova e, como j&aacute; mencionado, de conhecimento do setor p&uacute;blico competente. O que falta &eacute; a canaliza&ccedil;&atilde;o de energia e investimentos necess&aacute;rios para se iniciar o sistema. O problema &eacute; que os investimentos n&atilde;o s&atilde;o baixos e o retorno incompat&iacute;vel com o tempo pol&iacute;tico. Ou seja, uma proposta racional de desenvolvimento de CTI para a AL, centrada no desenvolvimento sustent&aacute;vel e distribui&ccedil;&atilde;o de riqueza, mantendo a floresta em p&eacute;, levar&aacute; alto investimento de capital e deve ser enfrentada em longo prazo. Isso, porque, qualquer proposta de desenvolvimento para a AL passar&aacute; inevitavelmente pela investiga&ccedil;&atilde;o prospectiva capaz de associar os fatores econ&ocirc;micos, sociais e sobretudo, a riqueza biol&oacute;gica. </font></p>     <p><font size="3">A Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, em 2009, lan&ccedil;ou em sua s&eacute;rie <I>Estudos Estrat&eacute;gicos</I> o documento "Amaz&ocirc;nia: desafio brasileiro do s&eacute;culo XXI" (7), o qual, pode ser base de consulta para o fomento das pol&iacute;ticas de CTI para o desenvolvimento da AL a ser executada sob a lideran&ccedil;a do governo federal. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os desafios trazidos na p&aacute;gina 16 desse documento (7), refletem a base para o conhecimento microrregional da AL e que, portanto, est&atilde;o transcritos a seguir: </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> "Cria&ccedil;&atilde;o de novas universidades p&uacute;blicas, atendendo &agrave;s mesorregi&otilde;es que possuem densidades populacionais que justifiquem tal investimento. </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> Cria&ccedil;&atilde;o de institutos cient&iacute;fico&#45;tecnol&oacute;gicos associados ao ensino e pesquisa tecnol&oacute;gica, descentralizando a infraestrutura de C&amp;T e permitindo a articula&ccedil;&atilde;o de uma rede de grande capilaridade. </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> Amplia&ccedil;&atilde;o e fortalecimento da p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o, expandindo de forma expressiva a forma&ccedil;&atilde;o, atra&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o de pessoal altamente qualificado em CTI. </font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v64n3/a09img02.jpg"> Fortalecimento das redes de informa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o, dotando&#45;a uma rede com banda m&iacute;nima de 2 Gbps". </font></p>     <p><font size="3">Est&aacute; expl&iacute;cito que o desenvolvimento sustent&aacute;vel para a redu&ccedil;&atilde;o das assimetrias sociais encontradas na AL passa pelo enraizamento do conhecimento em CTI atrav&eacute;s de mecanismos gerados <I>in loco</I>. Ou seja, &eacute; necess&aacute;rio estabelecer uma pol&iacute;tica de fortalecimento das bases cient&iacute;ficas locais atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o e fortalecimento de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e de forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos voltados para a realidade de cada microrregi&atilde;o estabelecida (n&uacute;cleos duros de desenvolvimento de CTI microrregional). Ainda, n&atilde;o se deve pensar apenas na educa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica superior. A educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica deve ser estabelecida como alicerce, a exemplo dos pa&iacute;ses l&iacute;deres em inova&ccedil;&atilde;o, para se estabelecer o enraizamento da CTI como fonte de desenvolvimento regional. </font></p>     <p><font size="3">Os n&uacute;cleos duros de desenvolvimento microrregional dever&atilde;o ter a miss&atilde;o de se voltar a CTI para o desenvolvimento da sociedade local. Centrar esfor&ccedil;os para a forma&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o local, particularizando as caracter&iacute;sticas de cada microrregi&atilde;o. No entanto, a forma&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos duros de desenvolvimento somente ser&aacute; poss&iacute;vel se houver mudan&ccedil;a dr&aacute;stica na pol&iacute;tica de fixa&ccedil;&atilde;o do cientista na AL. A produ&ccedil;&atilde;o de CTI voltada para a redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades regionais somente acontecer&aacute; com a presen&ccedil;a de cientistas, bem formados e focados nas diversidades microrregionais, dispostos para a difus&atilde;o do conhecimento que, na maioria das vezes, encontram&#45;se subempregados na regi&atilde;o Sudeste do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="3">A pol&iacute;tica de fixa&ccedil;&atilde;o de doutores na AL deve ir muito al&eacute;m da oferta de novos concursos p&uacute;blicos ou bolsas de estudo em valores compat&iacute;veis com os estabelecidos nas outras regi&otilde;es do pa&iacute;s. Assim como o programa "Ci&ecirc;ncias sem fronteiras", deve ser criado urgentemente um dispositivo capaz de enfrentar as assimetrias do desenvolvimento cient&iacute;fico nacional. &Eacute; necess&aacute;rio entender que a fronteira da ci&ecirc;ncia, tamb&eacute;m passa pela difus&atilde;o da CTI no pr&oacute;prio territ&oacute;rio nacional. Atualmente, &eacute; imposs&iacute;vel absorver um rec&eacute;m&#45;doutor pelos programas vigentes uma vez que os estados com maior oferta de facilidades cient&iacute;ficas oferecem, por muitas vezes, bolsas de valores at&eacute; mais altos daqueles praticados nos estados pertencentes &agrave; AL. </font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m de se estabelecer a difus&atilde;o do conhecimento em CTI, os n&uacute;cleos duros microrregionais de desenvolvimento da AL dever&atilde;o, em curto prazo, estabelecer mecanismos para implantar, de forma profissional o conhecimento bioprospectivo. </font></p>     <p><font size="3">Dois fatores merecem import&acirc;ncias significativas para o desenvolvimento da AL centrado na redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais, o macro&#45;zoneamento ambiental e a bioprospec&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez, &eacute; importante salientar que propostas para essas duas &aacute;reas estrat&eacute;gicas para desenvolvimento sustent&aacute;vel j&aacute; foram publicadas no cen&aacute;rio das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas aplicadas &agrave; AL, em pelo menos dois planos: Plano Amaz&ocirc;nia Sustent&aacute;vel (2004) e, mais recentemente, o Plano Regional de Desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia (PRDA) colocado em discuss&atilde;o, em 2010, pelo Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional. O plano Estrat&eacute;gia Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o para 2012&#45;2015 (15), apesar de abordar com clareza que estudos para a implementa&ccedil;&atilde;o de agrega&ccedil;&atilde;o de valores a partir da biodiversidade s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para o desenvolvimento econ&ocirc;mico sustent&aacute;vel do pa&iacute;s, trata com muita timidez o plano de desenvolvimento da CTI na AL. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O uso de subst&acirc;ncias potenciais extra&iacute;das de animais e vegetais como fonte terap&ecirc;utica &eacute; milenar e constituem a base do desenvolvimento racional de princ&iacute;pios ativos de medicamentos (5;15), fazendo com que a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica lucre cerca de 2,5 a 37 vezes mais que uma ind&uacute;stria n&atilde;o farmac&ecirc;utica (16). Por exemplo, as duas maiores ind&uacute;strias americana, faturaram cerca de 86,6 x 109 d&oacute;lares em 2009 (17). Considerando que em torno de 60% de novos medicamentos foram originados diretamente ou indiretamente por produtos naturais (18), e que a AL possui a maior biodiversidade por metro quadrado do planeta, n&atilde;o se pode mais negligenciar o conhecimento bioprospectivo. </font></p>     <p><font size="3">Certamente, as proposi&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas de desenvolvimento sustent&aacute;vel para a AL passar&atilde;o, primeiramente, pelo conhecimento bioprospectivo. N&atilde;o apenas a bioprospec&ccedil;&atilde;o associada &agrave; tecnologia de vanguarda, como as utilizadas para o desenvolvimento e investiga&ccedil;&atilde;o de medicamentos, mas tamb&eacute;m, e n&atilde;o menos importante, as associadas &agrave;s tecnologias b&aacute;sicas para investiga&ccedil;&atilde;o do potencial de cria&ccedil;&atilde;o de peixes de corte e ornamentais, abelhas, floricultura e alimenta&ccedil;&atilde;o oriunda da floresta. A forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos qualificados em bioprospec&ccedil;&atilde;o &eacute; imperativo pelos n&uacute;cleos duros de microrregionaliza&ccedil;&atilde;o da CTI para a agrega&ccedil;&atilde;o de valores e redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais proposta neste artigo. </font></p>     <p><font size="3">Certamente, somente atrav&eacute;s do conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico aplicados para cada microrregi&atilde;o poder&aacute; se estabelecer um programa para a redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais na AL que possa trazer a valoriza&ccedil;&atilde;o da floresta em p&eacute; e o desenvolvimento sustent&aacute;vel para uma melhor qualidade de vida para o Brasil, especialmente para aqueles 13% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, carinhosamente denominada de "o povo da floresta". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B><I>Rodrigo Guerino St&aacute;beli</I></B><I> &eacute; diretor e pesquisador do Centro de Estudos de Biomol&eacute;culas Aplicadas &agrave; Sa&uacute;de P&uacute;blica (Cebio), da Fiocruz, unidade de Rond&ocirc;nia, docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Rond&ocirc;nia (Unir) e membro afiliado da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC). </I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. ____, IBGE, Popula&ccedil;&otilde;es, 2007. <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Pereira&#45;da&#45;Silva, L.H.; Katsuragawa, T.H.; St&aacute;beli, R.G. "Ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o para a Amaz&ocirc;nia brasileira: questionando as bases do modelo atual de desenvolvimento". <I>Interci&ecirc;ncia</I>, Vol. 36, no. 10 pp.716&#45;20, 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. ____, IBGE, Estat&iacute;stica de Estados, 2010. <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">www.ibge.gov.br</a> </font><!-- ref --><p><font size="3">4. ____, Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia, Plano Regional do Desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia, PRDA, vers&atilde;o preliminar, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Calderon L.A.; Pereira&#45;da&#45;Silva, L.H.; Stabeli, R.G.; <I>R.E.U.</I>, Vol.36, no. 3, pp.15&#45;41. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Becker, B. "Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o: condi&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel da Amaz&ocirc;nia". In: 4ª Confer&ecirc;ncia Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. ____, "Amaz&ocirc;nia: desafio brasileiro do s&eacute;culo XXI". In: <I>Estudos Estrat&eacute;gicos</I>, Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, Funda&ccedil;&atilde;o Conrado Wessel, 2008.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">8. Alguns planos aplicados para desenvolvimento da AL: Programa do Tr&oacute;pico &Uacute;mido &#150; PTU; propostas da Comiss&atilde;o Coordenadora Regional de Pesquisas na Amaz&ocirc;nia (Corpam); Programa Norte de Pesquisa e P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o (Pnopg); Programa Norte de Interioriza&ccedil;&atilde;o (PNI); Protocolo de Integra&ccedil;&atilde;o das Universidades da Amaz&ocirc;nia Legal (Piual); F&oacute;rum das Universidades da Amaz&ocirc;nia &#150; Unamaz, Rede Bionorte de Biotecnologia do MCTI; Mestrado e doutorado interinstitucional da Capes; Acordo Multilateral de Coopera&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnico Cient&iacute;fica em Sa&uacute;de das Institui&ccedil;&otilde;es da Amaz&ocirc;nia: liderado pela Fiocruz. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos. In: <I>Doutores 2010: estudos da demografia da base t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fica brasileira</I>. Bras&iacute;lia, DF, 508 p.; Il:, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. MCTI. In: <I>Indicadores nacionais de ci&ecirc;ncia e tecnologia &#150; ano de refer&ecirc;ncia. 2008, 2010.     </I></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11. ____. <a href="https://sistemas.usp.br/anu&aacute;rio" target="_blank">https://sistemas.usp.br/anu&aacute;rio</a>, USP, Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Guimar&atilde;es, E.A. "Ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil: uma nova pol&iacute;tica para um mundo global". In: <I>S&iacute;ntese setorial: a pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica e as necessidades do setor produtivo</I>, PADCT. 1994.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13. ____. <a href="http://centrodememoria.cnpq.br/cmemoria­index.html" target="_blank">http://centrodememoria.cnpq.br/cmemoria&#45;index.html</a>, Centro de M&eacute;moria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, CNPq.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Estrat&eacute;gia Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o para 2012&#45;2015, MCTI, 2011.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Costa, P.R.R. "Produtos naturais como ponto de partida para a descoberta de novas subst&acirc;ncias bioativas: Candidatos a f&aacute;rmacos com a&ccedil;&atilde;o antiof&iacute;dica, antic&acirc;ncer e antiparasit&aacute;ria". <I>Revista Virtual de Qu&iacute;mica. </I>Rio de Janeiro, Vol.1, no.1, pp.58&#45;66. 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Spitz, J.; Wichham, M. "Pharmaceutical high profits: the value of R&amp;D, or oligopolistic rents?" <I>American Journal of Economics and Sociology</I>, 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">17. Gadelha, C. (Coord.) In: <I>Perspectivas do investimento em sa&uacute;de</I>. Rio de Janeiro: UFRJ, Instituto de Economia, 2008/2009, 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Calderon L.A.; Silva&#45;Jardim, I.; Zuliani, J.P.; Almeida e Silva, A.; Ciancaglini, P.; Pereira da Silva, L.H.; Stabeli, R.G. "Amazonian biodiversity: a view of drug development for leishmaniasis and malaria". <I>J. Braz. Chem. Soc.</I>, Vol. 20, No. 6, 1011&#45;1023, 2009.     </font></p>      ]]></body><back>
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