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</front><body><![CDATA[ <p><font size="3"><b>MUSEUS</b></font></P>     <P><font size=5><b>Profissionaliza&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da museologia no Brasil</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">H&aacute; tempos o museu deixou de ser visto, simplesmente, como um espa&ccedil;o f&iacute;sico que guarda pe&ccedil;as antigas, desconectadas do cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o e da atualidade. Hoje, &eacute; um espa&ccedil;o que conserva e preserva cole&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter cultural a t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, dialoga com seu p&uacute;blico e difunde conhecimento, e contribui para o desenvolvimento de outros setores, como o turismo e a gera&ccedil;&atilde;o de empregos. Em levantamento feito pelo Cadastro Nacional de Museus, existem no Brasil hoje 3.025 museus, dado publicado em <I>Museus em n&uacute;meros</I>, de 2010, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)/Minist&eacute;rio da Cultura (MinC). "&Eacute; um campo em expans&atilde;o, com franco desenvolvimento e singular organiza&ccedil;&atilde;o", afirma Maria Cristina Oliveira Bruno, muse&oacute;loga e coordenadora do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o Interunidades em Museologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). </font></P>     <p><font size="3">No plano federal, a &uacute;ltima d&eacute;cada apresentou mudan&ccedil;as significativas: em 2003 foi institu&iacute;da a Pol&iacute;tica Nacional de Museus e, em 2009, foram criados o Estatuto dos Museus e o Ibram. Segundo Valdemar de Assis Lima, muse&oacute;logo do Ibram, "o Estatuto presta um servi&ccedil;o extremamente prof&iacute;cuo aos museus e seus profissionais, especialmente, por defender a elabora&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o dos Planos Museol&oacute;gicos, ferramenta de gest&atilde;o fundamental para a prote&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e processos museais, al&eacute;m de contribuir para o seu fortalecimento e o cumprimento de sua fun&ccedil;&atilde;o social". Por sua vez, o Ibram, uma autarquia vinculada ao Minist&eacute;rio da Cultura, que coordena a Pol&iacute;tica Nacional de Museus, corresponde a um antigo anseio da comunidade museol&oacute;gica, afirma Maria Eug&ecirc;nia Saturni, diretora secret&aacute;ria do Conselho Federal de Museologia (Cofem). </font></P>     <p><font size="3">A regulamenta&ccedil;&atilde;o da museologia, por meio de leis e institui&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, tamb&eacute;m contribuiu para seu desenvolvimento. "A museologia &eacute;, portanto, uma profiss&atilde;o regulamentada e o exerc&iacute;cio de algumas atividades museol&oacute;gicas s&atilde;o privativas dos profissionais formados na &aacute;rea e registrados nos Conselhos Regionais de Museologia, que s&atilde;o disciplinados pelo Conselho Federal de Museologia (Cofem) que estabeleceu o C&oacute;digo de &Eacute;tica Profissional do Muse&oacute;logo. Os Conselhos Regionais de Museologia s&atilde;o respons&aacute;veis pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o e registro das atividades de regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o em seus referidos territ&oacute;rios", explica Maria Eug&ecirc;nia. A interdisciplinaridade &eacute; uma marca desse campo de conhecimento. "Cada vez mais h&aacute; uma necessidade de di&aacute;logo entre as ci&ecirc;ncias e os saberes populares", complementa Lima. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a24img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><B>PROFISSIONALIZA&Ccedil;&Atilde;O </B>O primeiro curso de museologia no Brasil surgiu em 1932 no Museu Hist&oacute;rico Nacional (MHN). "O intuito era promover o aperfei&ccedil;oamento da m&atilde;o de obra dos funcion&aacute;rios do museu. Na &eacute;poca, quem conclu&iacute;a o curso era chamado de 'conservador de museus', termo traduzido do franc&ecirc;s", explica a diretora do MHN, Vera Tostes. Atualmente, entre os profissionais do MHN, est&atilde;o muse&oacute;logos, historiadores e profissionais das &aacute;rea de pedagogia, restaura&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o, biblioteca e arquivo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O pa&iacute;s tem 14 cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, um programa de mestrado e doutorado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e um mestrado rec&eacute;m-criado na USP. Segundo os dados das Sinopses Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o Superior fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (Inep), em 2010, foram oferecidas um total de 631 vagas em gradua&ccedil;&otilde;es presenciais em museologia, com 489 inscritos. Nesse mesmo ano, 91 conclu&iacute;ram a gradua&ccedil;&atilde;o. Nota-se um crescimento na profissionaliza&ccedil;&atilde;o, sobretudo em compara&ccedil;&atilde;o a anos anteriores. Em 2001, por exemplo, foram oferecidas 30 vagas e 12 concluintes no ano de 2000.  At&eacute; 2006, a USP mantinha uma especializa&ccedil;&atilde;o em museologia e, agora, lan&ccedil;a o segundo curso de mestrado do pa&iacute;s nessa &aacute;rea, que envolve quatro museus da universidade em suas atividades: o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Museu Paulista (MP), o Museu de Arte Contempor&acirc;nea (MAC) e o Museu de Zoologia (MZ). </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><font size="3"><B><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a24img02.jpg"></B></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v64n4/a24img03.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A maioria dos museus criados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas se concentra no Sul e Sudeste do pa&iacute;s, onde est&aacute; tamb&eacute;m a maioria dos cursos de museologia. De acordo com o levantamento <I>Museus em n&uacute;meros</I> (2010), nessas duas re&shy;gi&otilde;es est&atilde;o cerca de 67% dos museus brasileiros; no Nordeste, 21%; e no Norte e Centro-Oeste, 12%. Dentre os agentes que mais se preocuparam em organizar acervos e expor seus objetos e hist&oacute;ria, est&atilde;o os munic&iacute;pios, os bancos, favelas, escolas e empresas. Para democratizar a preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria de v&aacute;rios grupos sociais, o Ibram, em conson&acirc;ncia com a Pol&iacute;tica Nacional de Museus, tem investido na museologia social. "As experi&ecirc;ncias de constru&ccedil;&atilde;o de Pontos de Mem&oacute;ria tem mostrado a capacidade desse programa em fortalecer as tradi&ccedil;&otilde;es locais e os la&ccedil;os de pertencimento, al&eacute;m de impulsionar o turismo e a economia local, de forma sustent&aacute;vel", aponta Lima.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><I>Marcela Marrafon de Oliveira</I></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P> <table width="578" border="0" align="center" cellpadding="5" cellspacing="5">   <tr>     <td bgcolor="#b7d8e8">           <p><font size="3"><b>M<small>USEUS NO CALEND&Aacute;RIO</small></b></font></p>           <p> <font size="3"><b>18 DE MAIO</b> Dia internacional de museus, criado pelo Comit&ecirc; Internacional de Museus em 1977 para chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia dos museus no desenvolvimento da sociedade.</font></p>           <p><font size="3"><b>SEMANA NACIONAL DE MUSEUS</b> Evento anual para comemorar a      data acima. Museus e entidades culturais participam de debates e atividades p&uacute;blicas.</font></p></td>   </tr> </table>      ]]></body>

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