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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v65n1/noticiasbr.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">S<small>OCIOLOGIA</small></font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v65n1/linha.jpg"></p>     <p><font size="4"><b>Pesquisadores investigam o grupo Anonymous, os ativistas hackers do novo s&eacute;culo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Muito falado desde que promoveu ataques de nega&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o (em que uma a&ccedil;&atilde;o coletiva provoca a queda de um site) a grandes companhias financeiras como a Mastercard e a Visa, o grupo Anonymous se notabiliza por ser dif&iacute;cil de ser classificado ou rotulado. Buscando entender esse grupo de forma ampla, mas tamb&eacute;m comparativamente com sua vers&atilde;o brasileira, os pesquisadores Sergio Amadeu, Murilo Machado e Rodrigo Savazoni, da Universidade Federal do ABC, escreveram o artigo "As m&uacute;ltiplas faces dos Anonymous: ativismo pol&iacute;tico nas redes digitais", apresentado na 36ª reuni&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais (Anpocs). Segundo eles, os ativistas brasileiros que se reivindicam como Anonymous s&atilde;o mais diversos ideologicamente e t&ecirc;m maior dificuldade em organizar a&ccedil;&otilde;es conjuntas, enquanto os norte&#45;americanos t&ecirc;m maior capacidade de a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e realizam a&ccedil;&otilde;es visando principalmente o governo federal dos EUA e a ind&uacute;stria do copyright (est&uacute;dios, gravadoras, editoras). Por serem perseguidos pelo governo dos Estados Unidos, que os classifica como grupo terrorista, os norte&#45;americanos s&atilde;o tamb&eacute;m mais preocupados com quest&otilde;es de seguran&ccedil;a, com garantir tecnologicamente seu anonimato. </font></p>     <p><font size="3">A pesquisa que deu base ao artigo investigou duas datas espec&iacute;ficas: a v&eacute;spera de aprova&ccedil;&atilde;o dos projetos Sopa e Pipa, dia 17 de janeiro, e o dia seguinte ao fechamento do site Megaupload, dia 20 do mesmo m&ecirc;s. Sopa (Stop Online Piracy Act) e Pipa (Protect IP Act) foram propostas legislativas de enrijecimento da puni&ccedil;&atilde;o a viola&ccedil;&otilde;es de direito autoral apresentadas ao Congresso dos EUA. Vistas pelos ativistas como limitadoras das liberdades e dos direitos de express&atilde;o, enfrentaram um duro protesto na rede, em que diversos sites importantes ficaram fora do ar em um movimento coordenado. J&aacute; o Megaupload era um site de compartilhamento de arquivos que foi fechado sob acusa&ccedil;&atilde;o de viola&ccedil;&atilde;o de direitos autorais. O encerramento das atividades do Megaupload foi acompanhado por uma a&ccedil;&atilde;o espetacular de pris&atilde;o de seu fundador, Kim Dotcom, residente na Nova Zel&acirc;ndia, que foi contestada em sua legalidade por muitos juristas. Para Amadeu, ela aconteceu para satisfazer os interesses da ind&uacute;stria, j&aacute; que o Sopa foi retirado ap&oacute;s a oposi&ccedil;&atilde;o popular. </font></p>     <p><font size="3">Os pesquisadores investigaram a a&ccedil;&atilde;o de quatro perfis de Twitter do grupo, dois dos EUA, @YourAnonNews e @anonops, e dois do Brasil, @AnonBRNews e @PlanoAnonBr. A an&aacute;lise foi qualitativa, os autores buscaram "entender o significado pol&iacute;tico, ideol&oacute;gico e cultural do que &eacute; dito e n&atilde;o dito, comparando poss&iacute;veis diferen&ccedil;as de vis&atilde;o, discurso e postura diante dos mesmo fatos que animaram intensamente as redes". Os perfis investigados s&atilde;o os que re&uacute;nem maior n&uacute;mero de seguidores nos Estados Unidos e no Brasil. A manifesta&ccedil;&atilde;o do grupo chegou a derrubar os sites da Casa Branca e do FBI em janeiro deste ano. </font></p>     <p><font size="3">"O ativismo pol&iacute;tico em rede encontra no hacktivismo uma de suas mais marcantes express&otilde;es", afirmam os autores. Eles entendem os hacktivistas como um novo tipo de hackers, "n&atilde;o apenas peritos em computa&ccedil;&atilde;o, mas indiv&iacute;duos motivados por preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e que creem que seus atos devem ser considerados uma forma leg&iacute;tima de desobedi&ecirc;ncia civil". Eles apontam que o  ativismo pol&iacute;tico em rede encontra no hacktivismo uma de suas mais marcantes express&otilde;es. "Compreend&ecirc;&#45;lo &eacute; fundamental para lan&ccedil;ar interpreta&ccedil;&otilde;es aos novos movimentos sociais que ganharam for&ccedil;a na aurora do s&eacute;culo XXI", alertam. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Rafael Evangelista</i></font></p>      ]]></body>
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